Categoria: Saúde

  • Céu Albuquerque e Clodoaldo Magalhães Propõem Lei para Informação sobre Bebês Intersexos

    Céu Albuquerque e Clodoaldo Magalhães Propõem Lei para Informação sobre Bebês Intersexos

    Projeto visa distribuição de cartilhas em maternidades para orientar famílias sobre cuidados e direitos.

    A pré-candidata a vereadora do Recife pelo Partido Verde, Céu Albuquerque, em parceria com o deputado federal Clodoaldo Magalhães, apresentou um projeto de lei que visa instituir a distribuição obrigatória de cartilhas informativas sobre bebês intersexos em todas as maternidades públicas e privadas do país.

    “O objetivo é garantir que pais, mães ou responsáveis por recém-nascidos intersexos recebam informações claras desde o momento do nascimento, promovendo o respeito aos direitos humanos e o bem-estar dessas crianças e suas famílias. Isso evitará que profissionais de saúde mal informados causem desconforto e desinformação durante o processo pós-parto“, explicou Céu Albuquerque.

    A intersexualidade, uma condição natural que abrange variações nas características sexuais não conformes com os padrões típicos de masculino ou feminino, frequentemente pega pais de surpresa, deixando-os desinformados e em busca de orientações adequadas. Por isso, a iniciativa propõe a elaboração de cartilhas que explicitem o significado de intersexo, os direitos das crianças intersexo e suas famílias, orientações sobre cuidados de saúde iniciais, além de informações sobre apoio e grupos de acolhimento.

    Em parceria com associações de defesa dos direitos intersexuais, profissionais de saúde especializados e representantes da comunidade intersexo, as cartilhas serão desenvolvidas com o intuito de assegurar precisão, respeito e utilidade das informações fornecidas. A entrega desses materiais no momento da alta hospitalar é crucial para equipar as famílias com recursos valiosos desde o início da jornada do bebê, contribuindo para reduzir desinformação e estigma relacionados à intersexualidade.

    “Acreditamos que informação é poder. Ao fornecer essas cartilhas informativas, estamos dando um passo importante rumo à conscientização e à proteção dos direitos das pessoas intersexo desde o nascimento“, afirmou o deputado Clodoaldo Magalhães.

    O projeto de lei segue agora para tramitação na Câmara dos Deputados, onde será analisado pelas comissões competentes, antes de ser votado no plenário.

  • Comissão de Saúde da Câmara Aprova PL para Ampliar Acesso à Reprodução Assistida para Mulheres com Câncer e Endometriose

    Comissão de Saúde da Câmara Aprova PL para Ampliar Acesso à Reprodução Assistida para Mulheres com Câncer e Endometriose

    A Comissão de Saúde da Câmara aprovou nesta quarta (19), o Projeto de Lei 1508/24, de autoria a deputada federal Iza Arruda (MDB), que assegura o direito ao acesso a serviços de reprodução humana assistida para mulheres em tratamento de câncer. O relatório da deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) prevê ainda que mulheres com diagnóstico de endometriose possam receber o tratamento. Segundo a deputada pernambucana, esta aprovação é um passo crucial para a implementação de uma política mais inclusiva e humanizada no âmbito da reprodução assistida no Brasil.

    O projeto modifica a Lei nº 9.263, de 12 de janeiro de 1996, que trata da Política Nacional de Atenção Integral em Reprodução Humana Assistida, e a Lei nº 11.664, de 29 de abril de 2008. Com essas alterações, o Sistema Único de Saúde (SUS) irá garantir o acesso tempestivo a serviços de reprodução humana assistida, incluindo a criopreservação de óvulos para mulheres em tratamento de câncer. Esta medida é crucial para preservar a fertilidade de mulheres que passam por tratamentos oncológicos que podem comprometer sua capacidade reprodutiva.

    O relatório da deputada Jandira Feghali também prevê que mulheres diagnosticadas com endometriose tenham acesso aos serviços de reprodução assistida. A relatora ressaltou que o projeto preenche uma lacuna importante na Lei de Atenção Integral à Saúde da Mulher, ao garantir que todas as mulheres tenham a oportunidade de planejar sua família.

    Para a deputada Iza Arruda, a aprovação do PL 1508/24 na Comissão de Saúde é um passo significativo para a saúde reprodutiva no Brasil. “Buscamos assegurar que todas as mulheres tenham o direito de preservar sua fertilidade, mesmo quando enfrentam tratamentos de saúde complexos e invasivos, como os tratamentos oncológicos“, afirmou a deputada.

  • Entendendo e Tratando o Lipedema

    Entendendo e Tratando o Lipedema

    O lipedema é uma condição crônica que afeta principalmente mulheres, caracterizada pelo acúmulo anormal de gordura em certas partes do corpo, geralmente nas pernas e braços. Muitas vezes confundida com obesidade ou linfedema, esta condição possui características e tratamentos específicos. A Dra. Janine Moreira Rodrigues, especialista em lipedema, oferece uma visão detalhada sobre a doença, desde os primeiros sinais até as opções de tratamento mais eficazes.

    O Que é Lipedema?

    O lipedema é uma doença progressiva que envolve a deposição de gordura em regiões específicas do corpo, causando dor, sensibilidade e facilidade para hematomas. Diferente da obesidade, onde a gordura é distribuída de forma mais uniforme, no lipedema a gordura se acumula simetricamente nas pernas, coxas e, em alguns casos, nos braços, poupando as mãos e os pés. Essa condição é frequentemente subdiagnosticada, levando muitas mulheres a anos de frustração e sofrimento desnecessário.

    Sinais e Sintomas

    Os sintomas do lipedema podem variar, mas geralmente incluem:

    • Acúmulo Simétrico de Gordura: Principalmente nas pernas e coxas, com a parte superior do corpo permanecendo proporcionalmente menor.
    • Dor e Sensibilidade: As áreas afetadas são frequentemente dolorosas ao toque e podem apresentar sensibilidade aumentada.
    • Facilidade para Hematomas: As regiões com lipedema tendem a machucar-se facilmente.
    • Edema: Inchaço que pode aumentar ao longo do dia e diminuir durante a noite.
    • Resistência à Dieta e Exercício: A gordura do lipedema não responde bem a dietas e exercícios tradicionais.

    Reconhecer esses sintomas precocemente é essencial para um diagnóstico e tratamento eficazes.

    Diagnóstico

    Diagnosticar o lipedema pode ser um desafio, uma vez que seus sintomas são frequentemente confundidos com outras condições. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na história médica detalhada e no exame físico. Não existem testes de laboratório específicos para confirmar o lipedema, mas exames de imagem, como a ressonância magnética (RM), podem ser úteis para descartar outras condições.

    Tratamento

    O tratamento do lipedema é multidisciplinar e pode incluir mudanças no estilo de vida, terapias físicas e intervenções cirúrgicas. Embora não haja cura para o lipedema, os tratamentos disponíveis podem melhorar significativamente a qualidade de vida das pacientes.

    Terapias Conservadoras

    • Dieta e Exercício: Manter um peso saudável pode ajudar a reduzir a carga sobre as articulações e melhorar a mobilidade.
    • Terapia de Compressão: O uso de meias ou calças de compressão pode ajudar a controlar o inchaço e a dor.
    • Drenagem Linfática Manual (DLM): Técnica de massagem que ajuda a mover o fluido linfático e reduzir o edema.
    • Cuidados com a Pele: Manter a pele das áreas afetadas bem hidratada e saudável para prevenir infecções.

    Intervenções Cirúrgicas

    Em casos mais avançados, a cirurgia pode ser uma opção. A lipossucção específica para lipedema é uma técnica que remove a gordura anormal enquanto minimiza o trauma aos tecidos circundantes.

    • Lipoaspiração Assistida por Tumescentes: Envolve a injeção de uma solução salina contendo anestésico local e vasoconstritor antes da remoção da gordura.
    • Lipoaspiração Assistida por Laser: Utiliza a energia do laser para liquefazer a gordura antes de removê-la, reduzindo o sangramento e o tempo de recuperação.

    Impacto Psicológico

    O lipedema não afeta apenas o corpo, mas também a mente. Muitas mulheres com lipedema relatam sentimentos de frustração, baixa autoestima e depressão devido à aparência das suas pernas e à dor crônica. É importante abordar o impacto psicológico da doença e buscar apoio psicológico quando necessário. Grupos de apoio e terapia podem ser recursos valiosos para ajudar as pacientes a lidar com os desafios emocionais do lipedema.

    Pesquisas e Novos Desenvolvimentos

    A pesquisa sobre lipedema está em constante evolução, com novos tratamentos e abordagens sendo desenvolvidos. Estudos recentes têm explorado o papel dos hormônios no desenvolvimento do lipedema, bem como novas técnicas cirúrgicas e terapias farmacológicas.

    Conclusão

    O lipedema é uma condição complexa que requer um diagnóstico preciso e um plano de tratamento individualizado. Com a orientação de especialistas como a Dra. Janine Moreira Rodrigues, as mulheres que sofrem de lipedema podem encontrar alívio e melhorar sua qualidade de vida. Reconhecer os sinais e sintomas do lipedema, buscar um diagnóstico correto e explorar todas as opções de tratamento são passos essenciais para o manejo eficaz desta doença.

  • Nova instalação para atendimento médico na Terra Indígena Yanomami é inaugurada com apoio de Médicos Sem Fronteiras

    Nova instalação para atendimento médico na Terra Indígena Yanomami é inaugurada com apoio de Médicos Sem Fronteiras

    As comunidades de Auaris, na Terra Indígena Yanomami (TIY), em Roraima, agora contam com novas instalações para cuidar da saúde dentro de seu território. A reforma e ampliação do polo-base da Unidade Básica de Saúde Indígena é fruto de uma parceria entre Médicos Sem Fronteiras (MSF) e o Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami Ye´Kwana (Dsei-YY). A inauguração do novo espaço foi realizada nesta segunda-feira (17) com a participação de comunidades Ye’kwana e Sanöma, etnias que vivem na região.

    O polo-base de Auaris está entre as unidades de saúde com maior número de atendimentos na TIY. Entre janeiro e maio de 2024, mais de 5 mil atendimentos foram realizados por profissionais de MSF e do Dsei-YY. Atualmente, o trabalho de nossas equipes concentra-se principalmente na busca ativa, diagnóstico e no tratamento da malária e em cuidados de saúde básica, que incluem atendimentos de doenças respiratórias e de fraturas, entre outros. A equipe de MSF na TIY é composta por cerca de 20 profissionais de diversas áreas, tais como: médicos, psicólogos, enfermeiros, microscopistas, promotores de saúde, especialistas em logística e mediadores culturais.

    A ampliação do espaço vai possibilitar a oferta dos serviços de saúde de forma mais adequada e acolhedora para a população. “Sempre que possível, o ideal é tratar as pessoas na própria TIY por inúmeras razões, inclusive culturais. Acreditamos que a ampliação do polo-base é fundamental para a melhoria da saúde da população indígena”, explica a coordenadora do projeto de MSF em Roraima, Daniela Cerqueira.

    A reforma do polo-base foi coordenada por MSF. A iniciativa foi realizada como parte da colaboração com o Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Saúde Indígena (SESAI) e do Dsei-YY, implementada no início da emergência sanitária.

    “Nosso foco tem sido somar esforços para facilitar o acesso a cuidados de saúde para as pessoas, evitando duplicar ações já desenvolvidas por instituições governamentais ou por outras organizações”, afirma Daniela Cerqueira. “Essas Iniciativas são fundamentais para melhorar a qualidade da atenção oferecida às comunidades que vivem na TIY. A reforma do polo-base é um legado de MSF neste sentido”, explica ela.

    O polo-base de saúde

    A obra contou com uma contribuição financeira relevante de MSF, que investiu aproximadamente 400 mil euros (cerca de R$ 2,3 milhões), entre materiais e recursos humanos. A reforma possibilitou a ampliação do espaço, composto por um bloco onde são realizados atendimentos ambulatoriais, ala para internação, consultório de saúde mental, laboratório para microscopistas, farmácia, entre outros. Também foram construídos alojamentos para os profissionais de saúde.

    O projeto foi totalmente pensado com base na realidade local, priorizando a energia solar e a ventilação natural e usando água captada de rios, reutilizada na irrigação de bananeiras. Todo processo de reforma da estrutura prévia e da ampliação foi feito em conjunto com as comunidades, desde o planejamento até a execução. Um dos exemplos é o uso de redes em vez de camas hospitalares e espaços onde podem ser acesas pequenas fogueiras na área de internação.

    Para a realização da obra, MSF contou com uma equipe de mais de 50 profissionais, incluindo coordenador, responsável de água e saneamento, arquiteto, engenheiro, supervisor de obras, eletricista, marceneiros, carpinteiros e ajudantes da comunidade.  

    O trabalho de MSF no enfrentamento da crise na Terra Indígena Yanomami

    Desde fevereiro de 2023, equipes de MSF estão trabalhando na Casa da Saúde Indígena Yanomami (Casai-Y), em Boa Vista, colaborando com o Dsei-YY no atendimento de saúde primária, saúde mental e tratamento da malária.

    Em maio do mesmo ano, ampliamos o apoio para a região de Auaris, na TIY. Desde então, o engajamento com a comunidade é um elemento chave no atendimento à população Yanomami. Por esta razão, MSF trabalha com mediadores que conectam pacientes e equipes médicas, para oferecer um atendimento de saúde descentralizado e de qualidade, que respeite as especificidades culturais e assegure a participação social.

    MSF tem uma ligação histórica com comunidades indígenas brasileiras. Os primeiros projetos da organização no país aconteceram no início da década de 90, inicialmente na resposta a uma epidemia de cólera na região amazônica. Na sequência, MSF atuou no combate à malária no estado de Roraima, em parceria com agentes de saúde e microscopistas indígenas formados pela organização.  “Para Médicos Sem Fronteiras, o que celebramos hoje é a continuação de uma história que começou há mais de 30 anos com o atendimento de povos indígenas aqui na região Norte”, ressaltou Daniela.  

    No momento, MSF também atua na resposta à emergência causada pelas inundações no Rio Grande do Sul e com um projeto regular em Portel, na região da Ilha do Marajó, no Pará. No trabalho realizado no Brasil e em mais de 70 países em todo o mundo, MSF orienta suas ações com base nos princípios de neutralidade, imparcialidade e independência. Como organização médico-humanitária de emergência, sempre procura trabalhar de forma coordenada com as estruturas de saúde já existentes, aumentando a eficiência e evitando a duplicação de esforços.

  • Câmara dos Deputados aprova urgência para projeto que equipara aborto a homicídio

    Câmara dos Deputados aprova urgência para projeto que equipara aborto a homicídio

    Da Agência Brasil

    A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (12), o regime de urgência para o Projeto de Lei 1904/24, que equipara o aborto de gestação acima de 22 semanas ao homicídio, aumentando de dez para 20 anos a pena máxima para quem fizer o procedimento. Os projetos com urgência podem ser votados diretamente no Plenário, sem passar por debates em comissões.

    O texto fixa em 22 semanas de gestação o prazo máximo para abortos legais. Hoje em dia, a lei permite o aborto nos casos de estupro, de risco de vida à mulher e de anencefalia fetal (quando não há formação do cérebro do feto). Atualmente, não há no Código Penal um tempo máximo de gestação para o aborto legal.

    O aborto não previsto em lei é punido com penas que variam de um a três anos, quando provocado pela gestante ou com seu consentimento, e de três a dez anos, quando quem provocar um aborto sem o consentimento da gestante.

    Caso o projeto seja aprovado, a pena máxima para esses casos passam a ser de 20 anos nos casos de abortos cometido acima das 22 semanas, igual a de homicídio simples previsto no artigo 121 do Código Penal.

    Os deputados também aprovaram hoje o regime de urgência para o Projeto de Lei 4372/16, que invalida a homologação da delação premiada de réu preso.

  • Doença falciforme: Clodoaldo Magalhães lidera iniciativa de reconhecimento legal na Câmara

    Doença falciforme: Clodoaldo Magalhães lidera iniciativa de reconhecimento legal na Câmara

    A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (5), o Projeto de Lei nº 1.301/2023, que reconhece a doença falciforme como deficiência para todos os efeitos legais. A proposta, de autoria do Deputado Clodoaldo Magalhães (PV-PE), visa garantir que os portadores da doença tenham acesso aos mesmos direitos e benefícios assegurados a outras pessoas com deficiência.

    A doença falciforme é uma condição genética que afeta principalmente a população afrodescendente e causa a deformação das hemácias, prejudicando o transporte de oxigênio no corpo. Isso pode levar a crises de dor intensa, complicações crônicas como insuficiência renal e acidente vascular cerebral, e redução da qualidade de vida e da capacidade laboral.

    “O reconhecimento da doença falciforme como deficiência é um passo importante para garantir que este segmento tenha acesso a tratamento adequado, serviços de saúde especializados, reabilitação, e oportunidades no mercado de trabalho. Também contribui para combater o estigma e a discriminação que essas pessoas enfrentam”, comenta o autor.

    A Comissão de Saúde aprovou o projeto com a inclusão da talassemia, outra doença genética que afeta a hemoglobina e causa sintomas e desafios semelhantes à doença falciforme.

    Dentre alguns dos benefícios para os pacientes falciformes estão a isenção de taxas em serviços públicos; acesso à vagas de emprego reservadas; auxílio-doença e aposentadoria especial e acesso a medicamentos e tratamentos especializados.

    O projeto será apreciado na Comissão de Constituição e Justiça, em caráter terminativo, e segue para o Senado.

  • Brasil Lidera Casos de Dengue em 2024, Revela OMS

    Brasil Lidera Casos de Dengue em 2024, Revela OMS

    Da Agência Brasil

    Com quase 6,3 milhões de casos prováveis de dengue, sendo mais de 3 milhões confirmados em laboratório, o Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking de países com maior número de notificações da doença em 2024. Em seguida estão Argentina, com 420 mil casos prováveis; Paraguai, com 257 mil casos prováveis; e Peru, com quase 200 mil casos prováveis.

    Os dados são da Organização Mundial da Saúde (OMS), que já contabiliza este ano um total de 7,6 milhões de casos prováveis de dengue em todo o mundo, sendo 3,4 milhões confirmados em laboratório. O painel de monitoramento da entidade aponta ainda mais de 3 mil mortes provocadas pela doença. Atualmente, 90 países registram transmissão ativa de dengue.

    “Embora um aumento substancial de casos de dengue tenha sido relatado globalmente nos últimos cinco anos, esse aumento foi particularmente pronunciado na região das Américas, onde o número de casos ultrapassou 7 milhões no final de abril, ultrapassando os 4,6 milhões de casos registrados em todo o ano de 2023”, destacou a OMS.

    A entidade alerta ainda que todos os quatro sorotipos de dengue foram detectados nas Américas este ano. Segundo a OMS, pelo menos seis países da região – Brasil, Costa Rica, Guatemala, Honduras, México e Panamá – já reportaram casos de circulação simultânea de todos os quatro sorotipos.

    “Além disso, muitos países endêmicos não dispõem de mecanismos robustos de detecção e notificação, o que faz com que o verdadeiro fardo da dengue a nível mundial seja subestimado. Para controlar a transmissão de forma mais eficaz, é necessária uma vigilância robusta da dengue em tempo real.”

    Vacinação
    Para a organização, a vacina contra a dengue deve ser vista como parte de uma estratégia integrada para o combate à doença e que inclui também o controle de vetores, a gestão adequada dos casos e o envolvimento comunitário. “A OMS recomenda o uso da TAK-003, única vacina disponível, em crianças de 6 a 16 anos em locais com alta intensidade de transmissão de dengue”.

    A vacina a que a entidade se refere é a Qdenga, desenvolvida pelo laboratório japonês Takeda e atualmente utilizada no Brasil. O imunizante começou a ser aplicado na rede pública de saúde em fevereiro deste ano. Em razão da quantidade limitada de doses a serem fornecidas pelo próprio fabricante, a vacinação é feita apenas em crianças e adolescentes de 10 a 14 anos.

    Outras arboviroses
    Dados da OMS mostram uma sobreposição de casos de dengue, chikungunya e zika – todas transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti e com sintomas semelhantes o que, segundo a entidade, pode resultar em diagnósticos equivocados. “Dados de vigilância durante grandes surtos de suspeita de dengue podem incluir erroneamente casos de uma ou de ambas as outras doenças.”

    A organização cita como exemplo estudo realizado em Minas Gerais, em 2023, quando casos suspeitos de dengue respondiam por 84,4% de um total de 828.654 casos prováveis de arboviroses, enquanto casos suspeitos de chikungunya respondiam por apenas 15,6%. “A verdadeira proporção das duas doenças, entre os casos confirmados laboratorialmente, foi de 65,9% para chikungunya e apenas 34,1% para dengue.”

    “Os sistemas de vigilância que visam especificamente a transmissão endêmica de chikungunya e zika são fracos ou inexistentes em muitos países”, reforçou a entidade. “Existem diferenças importantes entre essas doenças em relação a populações de risco, gestão de pacientes e utilização de recursos de saúde”, completou.

    A OMS lembrou que o vírus Zika é particularmente perigoso entre mulheres grávidas por conta da associação com casos de microcefalia. “A expansão da vigilância para monitorar simultaneamente os três vírus pode ajudar autoridades de saúde pública a determinar com precisão o verdadeiro fardo de cada doença, refinar as avaliações de risco e otimizar a gestão clínica e a atribuição de recursos para intervenções de saúde pública mais eficazes.”

    Até o momento, o painel da OMS contabiliza, em 2024, mais de 250 mil casos de chikungunya em todo o mundo e quase 7 mil casos de infecção pelo vírus Zika.

  • Família e Inclusão: O Papel Vital no Desenvolvimento da Criança Autista

    Família e Inclusão: O Papel Vital no Desenvolvimento da Criança Autista

    Especialista Destaca Estratégias Chave Durante o Mês Mundial da Conscientização sobre o Autismo.

    Abril é o Mês Mundial da Conscientização do Autismo e uma reflexão se faz necessária: sobre o papel das famílias na inclusão das crianças autistas. É essencial reconhecer a responsabilidade vital que os pais desempenham no apoio às necessidades únicas dessas crianças, normalmente a jornada  começa em casa, onde a família desempenha uma função central na promoção de seu bem-estar e desenvolvimento.

    Para muitos pais e cuidadores, a educação e o apoio emocional são fundamentais para ajudar a criança a florescer em seu potencial único.

    De acordo com a Terapeuta Ocupacional da Clínica Ninho, Rebecca Marques, a rotina diária pode ser um desafio para crianças autistas e suas famílias. Por isso, é fundamental que as famílias adotem estratégias práticas para criar um ambiente acolhedor e previsível, minimizando estresses e ansiedades. “Rotinas claras e consistentes proporcionam à criança autista uma sensação de segurança, previsibilidade e controle sobre seu ambiente, o que pode reduzir a ansiedade e promover a autonomia. Os pais podem implementá-las criando horários estruturados, usando calendários visuais e estabelecendo rotinas para atividades diárias”, explica Rebecca.

    Os pais podem criar um ambiente dentro de casa no qual a criança tenha alguma identificação, assim, quando a criança houver dificuldade em se auto regular, ela poderá ir para esse lugar onde se sinta mais segura.

    Além disso, a questão da acessibilidade dentro de casa é fundamental. De acordo com Rebecca Marques, dependendo da criança, podemos utilizar quadro de rotinas ou pistas visuais, através de desenhos ou fotos da criança de determinada ação. Dando assim uma previsibilidade e melhor compreensão de suas tarefas diárias, mantendo assim a criança regulada no ambiente.

    Ainda de acordo com a Terapeuta Ocupacional, é fundamental que a inclusão comece dentro de casa e se estenda para além dos limites familiares.

    “À medida que celebramos o Mês Mundial da Conscientização do Autismo, é imperativo reconhecer que a inclusão começa em casa e se estende para além dos limites familiares. Com o apoio amoroso das famílias e o compromisso da sociedade em criar ambientes mais inclusivos, podemos trabalhar juntos para garantir que todas as crianças, independentemente de suas habilidades, tenham a oportunidade de prosperar e contribuir para o mundo ao seu redor”, enfatiza Rebecca.

    Terapeuta Ocupacional Rebecca Marques aponta ainda que a criança precisa ser protagonista de suas ações diárias. Para isso funcionar, os pais, cuidadores, e a escola tem que estar sempre em parceria para que a criança com TEA consiga a independência, autonomia e participação social em todos os contextos de desempenho.

  • Desvendando os Sinais: Como Identificar e Lidar com Crises de Ansiedade

    Desvendando os Sinais: Como Identificar e Lidar com Crises de Ansiedade

    Entenda os Sintomas Físicos e Emocionais e Descubra Estratégias para Enfrentar Momentos de Crise.

    Apesar de ser uma emoção como todas as outras, a ansiedade pode se tornar uma doença quando ela ocorre de maneira frequente e desproporcional, prejudicando o cotidiano do indivíduo. De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), o Brasil tem 18,6 milhões de pessoas diagnosticadas com ansiedade, o que corresponde a 9,3% dos brasileiros. Dentre os sintomas, é possível destacar preocupações excessivas, pensamentos negativos recorrentes, taquicardia e insônia.

    Em alguns momentos, o paciente pode ter as chamadas crises de ansiedade. Geralmente, essas crises são desencadeadas por algum gatilho, como um medo exagerado ou a sensação de estar em perigo. O sistema nervoso autônomo simpático (SNAS), sentindo-se ameaçado, promove uma série de ações, como a liberação de adrenalina e noradrenalina no sangue, o que coloca o corpo inteiro em estado de alerta, dando início à crise.

    Durante esse episódio, que pode durar cerca de 30 ou 40 minutos, acontece uma exacerbação dos sintomas da doença. O ansioso é inundado por pensamentos negativos, dos quais não consegue se livrar. É comum sentir medo de morrer ou de perder o controle, além de falta de concentração, confusão mental e hipervigilância para ameaças.

    Os sintomas físicos também são aumentados devido às ações do sistema nervoso. Nesse momento, o paciente com ansiedade tem um aumento no ritmo dos batimentos cardíacos, como consequência da ação da adrenalina. Hiperventilação (respiração altamente ofegante), dificuldade para respirar, dor no peito, sudorese, rigidez muscular, fraqueza e tremores são outras ocorrências comuns durante uma crise.

    Uma maneira de fazer a crise acabar é tentar, de alguma forma, distrair-se dos sinais que o corpo apresenta, segundo Giedra Marinho, Psicóloga e professora do Centro Universitário Tiradentes (Unit-PE). Isso porque, quanto mais o paciente volta sua atenção para o que está sentindo e pensando, mais nervoso fica, piorando a situação. “É sempre mais fácil se o ansioso não estiver sozinho, mas é possível tentar focar no ambiente à sua volta, tirando a atenção dos sintomas”, pontua a especialista. Ouvir sons, ver cores, sentir texturas e cheiros. Outra forma é tentar conversar sobre outro assunto, fazendo a mente mudar o foco dos pensamentos, ou fazer exercícios de respiração, na intenção de retomar o controle do corpo.

  • Dicas de Nutricionista para Aliviar a Ressaca Pós-Carnaval: Hidratação e Alimentação Saudável no Foco

    Dicas de Nutricionista para Aliviar a Ressaca Pós-Carnaval: Hidratação e Alimentação Saudável no Foco

    Especialista destaca a importância de alimentos ricos em água, vitaminas e minerais para minimizar os sintomas da ressaca após os dias intensos de Carnaval.

    Após os intensos dias de folia do Carnaval, muitos foliões enfrentam os desconfortáveis sintomas da ressaca. Boca seca, enjoo, falta de apetite e dor no estômago são sinais comuns desse mal-estar pós-festa. O nutricionista e professor do curso de Nutrição do Centro Universitário dos Guararapes (UNIFG), Crístenes Melo, oferece dicas valiosas para aliviar os efeitos da ressaca e recuperar o corpo de forma saudável.

    Hidratação como Prioridade:

    Os sintomas da ressaca estão, muitas vezes, relacionados à desidratação causada pelo consumo excessivo de álcool. Melo destaca a importância de iniciar o processo de recuperação pela hidratação. “Alimentos ricos em água em sua composição podem ser ótimos aliados para minimizar os sintomas, além de serem ricos em vitaminas, antioxidantes, minerais e fibras, como melancia, abacaxi, laranja, melão e água de coco. Reforçar a necessidade de ingestão de água mineral também é fundamental“, enfatiza o nutricionista.

    Alimentação Saudável e Gradual:

    Para uma recuperação eficaz, Melo recomenda a escolha de alimentos saudáveis e ricos em nutrientes, especialmente frutas, verduras e legumes. “Fazer as principais refeições ao longo do dia e optar por pratos saudáveis são passos essenciais. É crucial consumir em locais confiáveis, evitando lanches de origem duvidosa“, orienta.

    O nutricionista destaca a necessidade de evitar o café em grande quantidade. Apesar de ser buscado por muitos como uma solução para a ressaca, o excesso de café pode prejudicar a hidratação devido às propriedades diuréticas da cafeína.

    Orientações Preciosas:

    “Muitos, quando estão de ressaca, procuram o café como meio de aliviar os sintomas. Todavia, caso seja ingerido em grande quantidade, pode ser um vilão. Ao longo do dia, pode atrapalhar na hidratação, tendo em vista que a cafeína presente nesta bebida possui propriedades diuréticas”, alerta Crístenes Melo.

    Com essas dicas simples, os foliões podem enfrentar a ressaca pós-Carnaval de maneira mais tranquila, priorizando a saúde e o bem-estar.