Categoria: Política

  • Lula amplia vantagem sobre Bolsonaro no primeiro turno, aponta BTG/FSB

    Lula amplia vantagem sobre Bolsonaro no primeiro turno, aponta BTG/FSB

    O pré-candidato a presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou a vantagem sobre o presidente Jair Bolsonaro (PL) na disputa pelo primeiro turno das eleições e alcançou seu melhor resultado até aqui, de acordo com a pesquisa do banco BTG Pactual feita pelo Instituto FSB e divulgada nesta segunda-feira (30/5).

    Com a desistência de João Doria (PSDB) pela corrida ao Planalto, o petista passou de 41% para 46% das intenções de voto. Bolsonaro manteve os 32%.

    Já em um eventual segundo turno entre os dois, Lula venceria com 54% da intenções de voto contra 35% de Bolsonaro. Resultado também é melhor do que o da última pesquisa, quando o ex-presidente venceria com 52%.

    Os impactos da saída de Doria também refletiram no encolhimento da chamada 3º via, que passou de 17% para 13% das intenções de voto. Com isso, de acordo com a pesquisa, oito em cada 10 eleitores irão votar em Bolsonaro ou em Lula. 

    Ciro Gomes (PDT) ocupa a terceira posição nas intenções de voto com 9%, seguido por Simone Tebet (MDB) com 2%. 

    Ao todo, 72% dos eleitores afirmaram que já estão com a decisão tomada de quem irão votar em outubro, 27% afirmam que ainda podem mudar de candidato. 

    Avaliação do governo 

    O levantamento também questionou como as pessoas avaliam a gestão de Bolsonaro. Para 50% da população, a gestão é ruim ou péssima e 60% desaprova o presidente, enquanto 35% aprovam o chefe do Executivo.

    O instituto ouviu 2 mil pessoas entre 27 e 29 de maio.

  • João Dória deve voltar a comanda o Lide

    João Dória deve voltar a comanda o Lide

    Depois de desistir da sua candidatura a presidente,João Dória deve reassumir o comando do grupo empresarial Lide, que ele criou e comandou na fase inicial. Afastou-se quando foi eleito prefeito de São Paulo, mas continuou sendo uma força no Lide. Que, agora, pretende dinamizar.

  • Bolsonaro sanciona, com vetos, prorrogação do Pronampe até fim de 2024

    Bolsonaro sanciona, com vetos, prorrogação do Pronampe até fim de 2024

    O presidente Jair Bolsonaro (PL) sancionou, com um veto, o projeto que altera as regras do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) e assegura empréstimos aos participantes até o fim de 2024. (Leia sobre o veto mais abaixo)

    A sanção ocorreu durante cerimônia, nesta quarta-feira (25/5), no Palácio do Planalto, e deve ser publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (26/5).

    O programa foi criado em maio de 2020, com o objetivo de ajudar micro e pequenas empresas afetadas pela pandemia de coronavírus.

    No ano passado, o Congresso Nacional aprovou projeto que tornava o programa permanente, e Bolsonaro sancionou.

    O Pronampe é destinado a microempresas que tenham faturamento de até R$ 360 mil por ano, e pequenas empresas cuja receita anual seja superior a R$ 360 mil e igual ou inferior a R$ 4,8 milhões. Durante tramitação no Parlamento, empresas de médio porte com receita atual de até R$ 300 milhões foram incluídas para terem acesso ao programa.

    O Fundo Garantidor de Operações (FGO) assegura que os bancos participantes não corram risco de inadimplência. O novo projeto estabelece que recursos do fundo sejam devolvidos apenas em 2025. Na prática, os empréstimos poderão ser feitos até o fim de 2024.

    Linhas de crédito

    O programa oferece duas linhas de crédito. A primeira permite até 30% da receita brutal da empresa no ano. O percentual equivale até R$ 108 mil para microempresas e até R$ 1,4 milhão para pequenas empresas.

    A segunda linha de crédito permite que empresas com menos de um ano de funcionamento possam escolher o mais vantajoso:

    • limite de empréstimo de até metade do capital social; ou
    • limite de empréstimo de até 30% da média do faturamento mensal (nesta opção, a média é multiplicada por 12, na hora do cálculo).

    Veto

    Bolsonaro vetou um trecho da proposta aprovada pelo Congresso Nacional que dispensava a apresentação da Certidão Negativa de Débito (CND). O documento é exigido para fins de concessão de crédito no âmbito de um outro programa do governo, o Programa de Estímulo ao Crédito (PEC).

    Segundo o Ministério da Economia, o dispositivo “configuraria violação”, uma vez que a Constituição estabelece que pessoas jurídicas em débito com o sistema da Seguridade Social não poderão contratar nem receber benefícios do governo, ou incentivos fiscais ou creditícios.

  • Haddad lidera corrida ao governo de SP, França e Tarcísio dividem 2º lugar

    Haddad lidera corrida ao governo de SP, França e Tarcísio dividem 2º lugar

    Pesquisa RealTime BigData divulgada nesta segunda-feira (23/5) aponta que o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) lidera a corrida ao governo estadual com 29% das intenções de voto. Logo atrás vêm Márcio França (PSB) e Tarcísio de Freitas (Republicanos), empatados com 15%. Os valores são da pesquisa estimulada, quando os participantes são apresentados a uma lista de candidatos.

    Em quarto lugar figura o atual governador Rodrigo Garcia (PSDB), que ocupou a cadeira após a saída de João Doria (PSDB) para disputar o Planalto, com 7%. Logo depois estão Vinicius Poit (Novo), Abraham Weintraub (Brasil 35), Felício Ramuth (PSD) e Elvis Cezar (PDT) com 1% cada. Altino Júnior (PSTU) e Gabriel Colombo (PCB) não pontuaram.

    Em um eventual segundo turno entre Haddad e França, que lideram as pesquisas, os dois empatariam com 33% dos votos. Mesmo liderando, o petista é o pré-candidato com maior rejeição no momento, de 49%, seguido de Weintraub com 44% e Tarcísio com 36%.

    O levantamento mostra ainda que 50% dos participantes desaprovam a gestão do atual governador, Rodrigo Garcia; 36%, aprovam. Dos entrevistados, 4% consideram o atual governo ótimo, 17%, bom; 21%, regular; 22%, ruim; 22%, péssimo; e 14% não sabem ou não responderam.

    A pesquisa foi feita por telefone com 1.500 eleitores do estado de São Paulo entre os dias 20 e 21 de maio. A margem de erro estimada é de três pontos percentuais.

  • Alvo da Lava-Jato, André Esteves é apresentado a Elon Musk por Fábio Faria

    Alvo da Lava-Jato, André Esteves é apresentado a Elon Musk por Fábio Faria

    Entre os presentes no encontro do presidente Jair Bolsonaro (PL) com o empresário milionário Elon Musk (Tesla, SpaceX e Starlink), nesta sexta-feira (20/5), estava o banqueiro André Esteves, do BTG Pactual. O evento aconteceu no Hotel Fasano Boa Vista de Porto Feliz, em São Paulo, e reuniu cerca de 100 convidados.

    Esteves foi apresentado para Musk pelo ministro das Comunicações, Fábio Faria, conforme coluna da GloboNews. “[André Esteves] É dono do 3º maior banco do Brasil. Esperamos que em breve seja do maior”, disse Faria.

    Vale lembrar que o banqueiro já foi alvo da operação Lava-Jato, suspeito de crimes como corrupção passiva, ativa e lavagem de dinheiro e chegou a ser preso.

    Internet amazônica

    A visita do empresário Elon Musk ao Brasil faz parte do lançamento de uma rede de satélites da Starlink. Em seu Twitter, o bilionário disse sentir-se animado por estar no país para conectar 19 mil escolas “em áreas rurais e monitoramento ambiental da Amazônia”.

    Condecoração

    Outra presença no evento foi o ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, que hoje aproveitou para condecorar Musk com a medalha de Honra ao Mérito. O Progressistas postou uma foto com o empresário usando sua condecoração.

  • Bolsonaro edita MP que reduz gatilho para revisão de tabela de frete

    Bolsonaro edita MP que reduz gatilho para revisão de tabela de frete

    O presidente Jair Bolsonaro editou medida provisória para reduzir o percentual de variação do preço de óleo diesel que serve como gatilho para a revisão dos valores da tabela de frete do transporte rodoviário de cargas, informou a Presidência da República em nota.

    Com a medida, que entra em vigor assim que publicada mas precisa de aval do Congresso para não perder a validade, a tabela de frete passa a ser revisada após uma variação de 5% no preço do diesel. O percentual anterior que deflagrava a revisão era de 10%.

    Além do gatilho de revisão vinculado à variação do preço do diesel no mercado interno, a tabela de frete é revisada de maneira ordinária semestralmente pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

    Como a política de preços da Petrobras acompanha a oscilação do barril de petróleo no mercado internacional, a estatal tem promovido reajustes frequentes nos preços dos combustíveis cobrados nas refinarias. O último reajuste, de 8,87% para o diesel, foi implementado na semana passada.

    A alta desses produtos têm sido um dos principais motores da elevação recente da inflação, que está em dois dígitos no acumulado de 12 meses.

    Ao mesmo tempo, um reajuste nos preços dos fretes tende a impactar na elevação dos valores cobrados por outros produtos, especialmente dos alimentos, já que o rodoviário é o principal modal de transporte do país.

    O descontentamento dos caminhoneiros com os preços do óleo diesel foi um dos principais fatores que levou à greve da categoria em 2018, que gerou impacto na economia e paralisou o país.

  • Globo pagará danos morais a suspeito de invadir celular de Moro

    Globo pagará danos morais a suspeito de invadir celular de Moro

    A Rede Globo terá de pagar R$ 10 mil de danos morais a suspeito de invadir o celular do ex-juiz Sergio Moro e outras autoridades. O motivo da condenação é a veiculação de notícia falsa apontando que o homem teria uma condenação pretérita por roubo, o que não ocorreu.

    Além da Globo, a Empresa Paulista de Notícias, que edita o portal “A Cidade On”, também foi condenada a pagar o mesmo valor.

    Entenda o caso

    O autor da ação foi preso no âmbito da operação Spoofing, que investiga a invasão de celulares de autoridades, dentre elas o ex-juiz Sergio Moro.

    Na época da prisão, a Globo e o outro portal de notícias publicaram a seguinte manchete: “Preso em Araraquara nesta terça-feira, ele já teve condenação por roubo, segundo a PF”.

    À Justiça, ele afirma que a informação é equivocada, já que nunca foi condenado por roubo, e que o erro causou danos à sua honra, motivo pelo qual pleiteou danos morais.

    Em 1º grau os veículos de imprensa foram condenados apenas a corrigir o conteúdo. O pedido de danos morais foi julgado improcedente.

    Desta decisão o autor recorreu ao TJ/SP e teve o pleito atendido.

    Em seu voto, a relatora Maria de Lourdes Lopez Gil pontuou que a internet não pode ser vista como um espaço livre de regras e da tutela do Estado, não podendo se confundir o dinamismo e a fluidez dos meios de comunicação digitais com frouxidão das leis.

    “O mesmo rigor e comprometimento com a verdade dos fatos que se exige das mídias formais, impressas e eletrônicas, aplica-se à mídia digital em geral, sob pena de tratamento desigual para situações análogas.”

    Na avaliação da desembargadora, “ao arrepio de preceitos básicos da boa prática do jornalismo, as rés reproduziram informação falsa sem realizar qualquer tipo de checagem da fonte”.

    “Óbvia a ofensa à honra e à imagem do autor, vez que a veiculação de falsa condenação por crime que não cometeu é passível de caracterizar grave dano aos direitos da personalidade.”

    Assim sendo, o colegiado fixou indenização de R$ 10 mil a cada uma das rés.

  • Petroleiros prometem “maior greve da história” se privatização avançar

    Petroleiros prometem “maior greve da história” se privatização avançar

    O coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar, afirmou que, caso o presidente Jair Bolsonaro (PL) “ouse pautar a privatização da Petrobras”, a categoria entrará imediatamente em greve. O petroleiro frisou ainda que esta seria “a maior greve da história da categoria”.

    “Em vez de buscar um bode expiatório para enganar a população, fingindo preocupação, Bolsonaro deveria assumir o papel de mandatário e acabar com essa política de preços covarde, que vem levando o povo cada vez mais à miséria. Bolsonaro: você vai ver a maior greve da história da categoria petroleira caso ouse pautar a privatização da Petrobras”, defendeu o representante da categoria.

    A fala é uma dura reação do setor às recentes declarações do presidente e de sua equipe econômica, que sinalizaram, nos últimos dias, a intenção de desenvolver estudos sobre a desestatização da empresa. Interlocutores apontam que a ida de Adolfo Sachsida para o Ministério de Minas e Energia seria uma estratégia para dar celeridade aos levantamentos.

    O economista é um dos braços direitos do ministro da Economia, Paulo Guedes, e assume o comando da pasta após a exoneração de Bento Costa Lima Leite de Albuquerque, que foi retirado da chefia do ministério frente à insatisfação de Bolsonaro com as medidas para frear as altas recorrentes nos preços dos combustíveis.

    Em sua primeira fala como ministro, Sachsida defendeu que pautará sua gestão na prioridade de ações para privatização da estatal. “Meu primeiro ato como ministro será solicitar ao ministro Paulo Guedes, presidente do Conselho do PPI, que leve ao conselho a inclusão da Petrobras no PND [Programa Nacional de Desestatização] para avaliar as alternativas para sua desestatização”, declarou.

    Mesmo com as recentes sinalizações, a avaliação do Palácio do Planalto e do próprio setor é que a privatização não será fácil e que, além disso, há forte resistência do Congresso Nacional, em especial do Senado Federal, em deliberar sobre o tema neste momento.

    Nessa quinta-feira (12/5), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou que a desestatização “não está no radar”. O senador ainda reconheceu a importância da Petrobras como ativo nacional. “Temos que reconhecer que estatal é ativo nacional, é uma empresa bem-sucedida que precisa ser valorizada”, disse.

  • Ciro Gomes dispara contra retirada de sua pré-candidatura à Presidência

    Ciro Gomes dispara contra retirada de sua pré-candidatura à Presidência

    O pré-candidato ao Planalto pelo PDT, Ciro Gomes, afirmou nesta quarta (11/5) que a polarização entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL) aumentaria sem a sua candidatura. Ele defendeu que grande parte dos apoiadores de Bolsonaro são movimentos pelo antipetismo, e questionou como um presidente que não consegue controlar a crise em seu país ainda se mantém competitivo.

    “Irei até o fim e vencerei no 2º turno. Se tivessem inteligência — e amor pelo Brasil —, os que defendem o contrário saberiam que o risco maior para Lula — e para a nação — não está na minha permanência, mas numa retirada”, disse Ciro em sua conta no Twitter.

    O presidenciável reagiu à pesquisa Genial/Quaest divulgada hoje, que aponta que, em um cenário sem Ciro, Lula venceria as eleições no primeiro turno com 51% dos votos. Na parte da manhã, o pré-candidato classificou a operação como uma “operação midiática, de puro terrorismo eleitoral”.

    “Sem a minha candidatura, a polarização aumentaria em um momento em que Lula estagnou e Bolsonaro se sustenta. Porque a resiliência do genocida é menos ilógica do que aparenta. Ela está fortemente ancorada no antipetismo”, argumentou Ciro.

    Lulismo

    Ele questionou ainda o fato de Bolsonaro se manter em alta nas pesquisas sem conseguir controlar a inflação, o desemprego e a fome. Ciro culpou a campanha de Lula por isso, afirmando que ela repete “alianças nefastas, não faz autocrítica e só pensa em conchavo e aniquilamento de candidaturas autênticas como a minha”.

    “Só há uma remota saída para o lulismo: mudar o eixo da campanha, fazer autocrítica e não insistir em falsas soluções. Para mim, há uma caminho sem limites de crescimento porque tenho programa, tenho passado limpo e uma infatigável disposição para a luta”, apontou.

  • Novos ministérios de Lula

    Novos ministérios de Lula

    Em sua aula magna na Unicamp, Lula prometeu que, em seu terceiro mandato, vai criar alguns ministérios: entre outros, os da Igualdade Racial, dos Direitos Humanos e dos Povos Indígenas. “Direitos Humanos” está na gestão de Bolsonaro, incluído no Ministério da Mulher e Família, pasta comandada pela ex-ministra Damares Alves.