Categoria: Política

  • Modelo de urbanização aplicado em favela de Ferraz será levado para outras cidades do Estado de São Paulo, diz governador

    Modelo de urbanização aplicado em favela de Ferraz será levado para outras cidades do Estado de São Paulo, diz governador

    Tarcísio de Freitas esteve nesta terça-feira em Ferraz para conhecer o trabalho feito na Favela dos Sonhos pela ONG Gerando Falcões.

    O modelo de urbanização da Favela dos Sonhos, em Ferraz de Vasconcelos, será levado para outros municípios do Estado de São Paulo. O anúncio foi feito pelo governador Tarcísio de Freitas na manhã desta terça-feira (4) durante visita à comunidade para acompanhar a entrega da obra.

    A urbanização foi feita pela ONG Gerando Falcões por meio do projeto Favela 3D, desenvolvido pela ONG com o objetivo de erradicar a pobreza. Segundo o governador, a ideia é transformar a favela 3D em um programa de governo. “A gente tem que levar isso daqui para a Baixada Santista. Nós temos que tirar as pessoas das palafitas. Em São Vicente, no Guarujá, em Santos. A gente tem que levar isso para a cidade de São Paulo na favela do Moinho, para a São Remo e por aí vai”, afirmou Freitas durante discurso na Favela dos Sonhos.

    “Urbanismo tático foi o que eles fizeram aqui. Usaram a característica da favela, geografia da favela para dar o calçamento, para dar dignidade, para fazer casa nova e deixar o negócio bonito. Edu [Lyra] falou erm trazer dignidade. Se eu não sei resolver o problema e tem alguém que sabe resolver o problema, eu tenho que como Estado apoiar esse cara a resolver o problema. Eu tenho que ajudar a ele. E essa favela 3D, essa experiência daqui, tem que ser multiplicada várias vezes.”

    Especificamente na Favela dos Sonhos, em Ferraz, o governador afirmou que serão feitos investimentos na área de saneamento básico. “A Sabesp vai investir dentro do programa Integra Tietê R$ 5 milhões aqui para fazer a ligação das 650 residências para a gente fazer coleta e tratamento de esgoto. Se já chegou a água, se chegou o wi-fi, se chegou as casas sustentáveis, se chegou a rua, os brinquedos, se chegou o Uber, agora tem que chegar o esgoto também.”

    Ainda sobre habitação em Ferraz de Vasconcelos, o governador destacou que tem conversado com a prefeita Priscila Gambale. “Estou combinando aqui com a prefeita a retomada de 180 casas que estão paradas para tirar pessoas de área de risco. São pessoas que já foram desmobilizadas. E uma coisa que a gente está combinando aqui é ver terrenos para que a gente possa fazer construção a semelhança do que a gente está fazendo em São Sebastião. Construção industrializada, rápida, tirar mais rápido pessoas do aluguel social ou que estão de favor hoje na casa de parentes e amigos.”

    Favela 3D
    De acordo com a Gerando Falcões, o Favela 3D (Digna, Digital e Desenvolvida) envolveu parcerias entre o terceiro setor e a iniciativa privada para transformar a antiga Favela da Boca do Sapo com moradias e iluminação sustentáveis, inclusão digital, geração de emprego e renda e criação de espaços artísticos e de convivência, beneficiando diretamente cerca de 200 famílias.

    A Gerando Falcões destacou que, além de trazer melhorias a longo prazo, o favela 3D, também tinha como foco fortalecer a comunidade para que eles pudessem se manter organizados como sociedade. Com esse intuito foi criada a ONG Decolar, uma associação de moradores engajados e capacitados pelos programas de formação de líderes sociais da Gerando Falcões.

    Hospital de Suzano e pedágio
    Durante a visita, o governador Tarcísio de Freitas também falou sobre o funcionamento do hospital das clínicas de Suzano. “30 a 40 dias o hospital de Suzano estará funcionando. Importante que comece a funcionar para descomprimir o hospital de Itaquera.”

    Freitas reforçou que a saúde precisa de recursos que devem vir de uma PEC (Proposta de Emeda à Constituição). “E vem com a gestão que vai estar calcada em dois pilares: saúde digital e regionalização. Quando eu falo em regionalização é a especialização, utilização da rede de hospitais de pequeno porte e é, obviamente, o Cross regional para ter maior eficácia nessa gestão do Cross que é tão importante.”

    Já sobre os pedágios nas rodovias Mogi-Dutra e Mogi-Bertioga, Tarcísio de Freitas afirmou que a opção é pelo free flow, uma cobrança feita por quilômetro rodado e sem praça.

    “Na verdade o pagamento por quilômetro rodado com os benefícios de usuário frequente. É quase impossível manter uma rodovia daquela dentro de uma concessão com todos os trabalhos de manutenção sem uma cobrança e você vai ficar com problema que tem hoje. E como minora o trabalho, o free flow para dar uma justiça tarifária de maneira que não tenha praça, pessoas paguem exatamente pelo que utilizam, dar desconto para o usuário frequente. Ou seja, a cada passagem você reduz a tarifa. Então a média no mês, ela cai bastante. Então a gente vai fazer tudo para amenizar essa questão do pedágio. A gente vai discutir com a sociedade nas audiências públicas.”

    Durante a campanha eleitoral de 2022, o então candidato Tarcísio de Freitas (Republicanos) chegou a afirmar que não via capacidade para concessão nessas duas rodovias da região.

  • Estado de São Paulo aceita perder ‘alguma coisa’ para aprovar reforma tributária e encerrar guerra fiscal, diz secretário

    Estado de São Paulo aceita perder ‘alguma coisa’ para aprovar reforma tributária e encerrar guerra fiscal, diz secretário

    Samuel Kinoshita se reuniu com frente parlamentar do empreendedorismo em Brasília nesta terça para debater reforma. Presidente da Câmara, Arthur Lira, quer votar texto ainda esta semana.

    O secretário de Fazenda do estado de São Paulo, Samuel Kinoshita, afirmou nesta terça-feira (4) que o estado aceita perder “alguma coisa” em arrecadação, se isso significar a aprovação da reforma tributária.

    Para Kinoshita, a aprovação da reforma pode levar ao fim da chamada “guerra fiscal” entre os estados.

    O secretário deu as declarações ao participar em Brasília de uma reunião com deputados e senadores da Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE).

    O texto da reforma tributária está na Câmara do Deputados e a expectativa do presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), é votar o projeto ainda nesta semana.

    “O governador Tarcísio [de Freitas] está dizendo: ‘Posso até perder alguma coisa no curto prazo, com a mudança na tributação sobre origem e destino, mas acredito no modelo que a gente acaba com a guerra fiscal, passa a tributação para o destino. Isso vai ser um potencializador muito grande para a economia brasileira como um todo’”, afirmou o secretário durante a reunião.
    “São Paulo acredita que, apesar de potencialmente passar por alguma perda de curto prazo, esse princípio do destino tem sentido. A guerra fiscal tem sido deletéria”, acrescentou Kinoshita.

  • Gestão Tarcísio sanciona lei que dá nome de coronel da ditadura militar a viaduto no interior; PUC-SP e Comissão Arns repudiam homenagem

    Gestão Tarcísio sanciona lei que dá nome de coronel da ditadura militar a viaduto no interior; PUC-SP e Comissão Arns repudiam homenagem

    Militar Antônio Erasmo Dias ficou conhecido por ser o responsável pela repressão ao movimento estudantil em 1977 enquanto era secretário de Segurança Pública. Nome será dado a viaduto que fica em Paraguaçu Paulista.

    O governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) sancionou o projeto de lei do então deputado estadual Frederico D’Ávila (PL) para que um viaduto da rodovia Manílio Gobbi, que fica em Paraguaçu Paulista, interior de São Paulo, seja rebatizado com o nome “Deputado Erasmo Dias”, um dos expoentes do período da ditadura militar no Brasil (veja mais abaixo quem foi Erasmo Dias).

    Como Tarcísio estava em um fórum jurídico em Portugal, a sanção foi assinada pelo vice-governador Felício Ramuth (PSD) na última terça-feira (27) e publicada no Diário Oficial na quarta-feira (28).

    A proposta de Frederico D’Ávila foi apresentada em 29 de setembro de 2020.

    Um dia após a sanção, a medida foi repudiada pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). A missão mais polêmica do militar e ex-parlamentar foi justamente o cerco aos estudantes da PUC em setembro de 1977.

    Na época, Erasmo era secretário de Segurança Pública do Estado. Ele prendeu 900 alunos e os levou para o quartel da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) e para o Dops, a polícia política. A tropa de choque explodiu bombas contra os manifestantes, que pretendiam refundar a União Nacional dos Estudantes (UNE).

    “É inconcebível homenagear-se um eminente fascista que durante a ditadura militar, como secretário de segurança de São Paulo, notabilizou-se pela repressão e tortura física a todos aqueles que erguiam as suas vozes contra o arbítrio. Na PUC-SP ainda são sentidos os ecos da truculenta invasão do campus Monte Alegre, em 22 de setembro de 1977, que deixou sequelas em diversos estudantes, prendendo e humilhando centenas de alunos, professores e funcionários da universidade”, diz a nota de repúdio.

    “Naquele momento a PUC-SP, através de sua reitora #NadirKfouri e de toda comunidade universitária, respondeu à altura à malfadada ação. E hoje, quando expoentes da direita e do fascismo tentam reviver esses momentos, que se constituíram em uma das páginas mais infelizes de nossa história, é preciso que nossa resposta seja clara e contundente. Nenhuma homenagem a torturadores! Não ao fascismo! Ditadura nunca mais!”, ressalta a universidade.

    Em nota, o governo de SP informou que “o referido projeto de Lei, de autoria parlamentar, foi analisado do ponto de vista técnico e jurídico nos termos da Lei Nº 14.707, DE 08 DE MARÇO DE 2012. Em relação à carta da PUC, ela foi recebida nessa quarta-feira (28), às 11h28, posteriormente à promulgação da lei, e segue os trâmites para a resposta ao emissor”.

    Carta ao governador
    A Comissão de Defesa de Direitos Humanos D. Paulo Evaristo Arns enviou uma carta ao governador na quinta-feira (29) para que a lei fosse anulada.

  • ‘Não tem nenhum cenário negativo para que não haja a queda robusta da taxa de juros’, diz Simone Tebet

    ‘Não tem nenhum cenário negativo para que não haja a queda robusta da taxa de juros’, diz Simone Tebet

    Ministra do Planejamento listou queda da inflação e alta do PIB como elementos para redução dos juros já em agosto. Lula tem pressionado presidente do BC, Campos Neto, a abaixar a taxa Selic.

    Ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB) afirmou nessa sexta-feira (30) em São Paulo que não há motivos na economia brasileira para que a atual taxa de juros, em 13,75%, seja mantida. O tema é alvo de seguidas críticas do presidente Lula (PT) ao presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, responsável por definir o valor da taxa.

    “Não tem nenhum cenário negativo para que não haja a queda robusta da taxa de juros no Brasil já a partir de agosto”, afirmou Tebet, antes de participar de evento dos governos amazônicos em São Paulo.
    Segundo a ministra, os indicadores da economia brasileira têm dado respostas suficientes para que a taxa de juros caia de maneira rápida até o fim do ano.

    “Tudo está depondo a favor da queda de juros e de uma queda acentuada. Você pode utilizar qualquer dado macroeconômico, inflação em queda, o PIB do Brasil com crescimento muito acima do esperado. Falavam em 0,7% de crescimento do PIB no final do ano, nós já estamos falando em 2,1%, 2,3%, ou seja, três vezes de crescimento”, citou como exemplo.

    Tebet está em São Paulo participa de evento com governadores da região amazônica com o Banco Interamericano de Desenvolvimento, o BID. Serão oito países da bacia amazônica representados na reunião.

    Disputa Lula x Campos Neto

    No dia 22 de julho, o presidente Lula declarou que o presidente do BC, Campos Netto, “joga contra a economia brasileira” quando anunciou a manutenção da taxa básica de juros em 13,75%.

    “Não se trata de o governo brigar com o Banco Central. Quem está brigando com o Banco Central é a sociedade brasileira. É irracional o que está acontecendo no Brasil, você ter uma taxa de 13,75% com uma inflação de 5%”, disse o presidente.
    “Eu acho que esse cidadão joga contra a economia brasileira. Não existe explicação aceitável do porquê a taxa de juros estar em 13,75%”.

    Campos Neto afirmou na quinta-feira (28) que a maioria dos integrantes do Comitê de Política Monetária (Copom), formado por ele e pelos diretores da instituição, deixou a “porta aberta” para um possível corte de juros em seu próximo encontro – no começo de agosto.

    O presidente do BC lembrou, porém, que uma sinalização do que poderá acontecer em agosto não quer dizer, necessariamente, que isso será feito. E que as decisões sobre a taxa de juros são tomadas somente nas reuniões do Copom, baseadas nos indicadores econômicos, como inflação e capacidade de crescimento econômico.

    Em comunicado no dia 22, o Copom disse que a decisão de manter a taxa de juros em 13,75% vem surtindo efeito para controle da inflação. O comitê afirmou que o momento é de “paciência” e “serenidade”.

    A expectativa do mercado é que a taxa de juros comece a cair a partir de agosto. No entanto, a nota da reunião do Copom do dia 21 não deu nenhuma indicativa para que isso aconteça.

     

  • Câmara de Campinas aprova reajuste de 4,5% nos salários dos servidores municipais

    Câmara de Campinas aprova reajuste de 4,5% nos salários dos servidores municipais

    Além dos salários, parlamentares também aprovaram aumento em benefícios. Projeto recebeu 18 votos a favor e cinco, contrários; veja como cada vereador votou.

    Os vereadores de Campinas (SP) aprovaram, em definitivo durante duas sessões extraordinárias nesta quinta-feira (29), o projeto de lei que reajusta em 4,57% o salário dos servidores municipais. Além disso, a Câmara também aprovou aumento em benefícios.

    Em segunda votação, o projeto, que é de autoria da prefeitura, foi aprovado por 18 votos a favor e cinco, contrários (veja abaixo como votou cada parlamentar). Agora, segue para a sanção do prefeito Dário Saadi (Republicanos).

    Entre os benefícios reajustados, estão o auxílio-refeição para servidores com jornada igual ou superior a 20 horas semanais. O valor passa de R$ 1.350 para R$ 1.570, além do pagamento de uma 13ª parcela desse auxílio.

    O auxílio-nutricional para aposentados e pensionistas, por sua vez, irá para R$ 260, também com um 13º. Porr fim, o projeto contempla a ampliação do percentual de adicional de risco de vida para integrantes da Guarda Municipal.

    Como votou cada vereador
    Votaram a favor

    Arnaldo Salvetti (MDB)
    Carlinhos Camelô (PSB)
    Carmo Luiz (Podemos)
    Debora Palermo (Podemos)
    Eduardo Magoga (Podemos)
    Edvaldo Cabelo (PL)
    Filipe Marchesi (PSB)
    Higor Diego (Republicanos)
    Jorge Schneider (PL)
    Major Jaime (PP)
    Marcelo Farmácia (Avante)
    Marrom Cunha (Solidariedade)
    Nelson Hossri (PSD)
    Otto Alejandro (PL)
    Paulo Gaspar (Novo)
    Paulo Haddad (Cidadania)
    Rodrigo Farmadic (União Brasil)
    Zé Carlos (PSB)
    Votaram contra

    Cecílio Santos (PT)
    Guida Calixto (PT)
    Mariana Conti (Psol)
    Paolla Miguel (PT)
    Paulo Bufalo (Psol)

  • Câmara de Araçariguama aprova aumento salarial de quase 46% para prefeito, vice, vereadores e secretários municipais

    Câmara de Araçariguama aprova aumento salarial de quase 46% para prefeito, vice, vereadores e secretários municipais

    Com o reajuste, salário do prefeito passa de R$ 19.140 para R$ 27.920. Vereadores passam a recebem R$ 10.430.

    A Câmara dos Vereadores de Araçariguama (SP) aprovou, nesta terça-feira (28), por 8 votos a 2, o aumento salarial de 46% para o prefeito, vice-prefeito, vereadores e secretários municipais.

    De acordo com a Câmara, o presidente da Mesa Diretora, o vereador Dr. Marco Dalbello (PTB), não votou. Veja como fica a situação após a aprovação do projeto:

    O salário dos vereadores passa de R$ 7.105,00 para R$ 10.430,00;
    O salário dos secretários municipais passa de R$ 8.280,00 para R$ 12.078,00;
    O salário do vice-prefeito passa de R$ 9.570,00 para R$ 13.960,00;
    O salário do prefeito passa de R$ 19.140 para R$ 27.920.

    O reajuste salarial passa a valer em janeiro de 2025, para a legislatura de 2025 a 2028.

    A Câmara de Araçariguama justificativa que está previsto em lei que os vereadores de cidades de dez mil a 50 mil habitantes podem receber até 30% do que ganha um deputado estadual, que recebe, atualmente, cerca de R$ R$ 31 mil no estado de São Paulo.

    A Casa informou também que o último reajuste salarial contemplou a legislatura de 2017 a 2020, não havendo reajustes para a legislatura atual. O projeto foi encaminhado para a sanção do prefeito Rodrigo Andrade (Pros).

     

  • ‘Me parece que está maduro para poder votar’, defende Nunes sobre texto do Plano Diretor de São Paulo

    ‘Me parece que está maduro para poder votar’, defende Nunes sobre texto do Plano Diretor de São Paulo

    Prefeito da capital paulista falou nesta segunda (26) sobre a expectativa para votação na Câmara Municipal e minimizou críticas: ‘Não vai ter em uma cidade desse tamanho, numa cidade-país, o consenso de 100% de todo mundo’. Mais de 160 entidades da sociedade civil e grupos de urbanistas se posicionaram contra o projeto.

    O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), avaliou como maduro o texto do novo Plano Diretor da capital paulista, que tem expectativa de ser votado na Câmara Municipal, nesta segunda-feira (26), após adiamentos. Especialistas apontam que as mudanças podem trazer mais trânsito, imóveis mais caros e menos árvores na cidade.

    “Me parece que está maduro para poder votar. As discussões foram bastante intensas e evidentemente você não vai ter numa cidade desse tamanho, numa cidade-país, o consenso de 100% de todo mundo”, disse Nunes, em entrevista à GloboNews.
    O texto proposto pelo Executivo sofreu mudanças durante as discussões com os vereadores, como nos eixos de transporte, no Mirante de Santana e no Fundo Municipal de Desenvolvimento Urbano, o Fundurb.

    Durante a entrevista, o prefeito minimizou as críticas feitas ao texto, ao dizer que “sempre vai ter alguém com uma posição de um lado, outra de outro, todas legítimas”, e destacou três pontos da mudança.

    “Queria só ter essa oportunidade de que as pessoas possam pensar nesses três pontos: morar perto do transporte, distensionar a pressão para construção em áreas de proteção e de que a gente tenha que combater o déficit habitacional que na análise mais econômica é de 400 mil unidades habitacionais”, destacou Ricardo Nunes.

    Mais de 160 entidades da sociedade civil e grupos de urbanistas assinaram uma carta com críticas ao texto substitutivo do Plano Diretor Estratégico (PDE) da cidade de São Paulo.

    Entre os apontamentos, estão:

    Possibilidade de prédios mais caros próximos às zonas de transporte coletivo;
    Previsão de aumentar as áreas da cidade em que são permitidos prédios mais altos;
    Mais vagas de garagem;
    Falta de estudos que justifiquem as mudanças propostas;
    Possibilidades de prédios maiores nos miolos de bairros, que ficam longe dos eixos de transporte público;
    Substituição de bairros históricos por quarteirões tomados por prédios.
    Especialistas que conversaram com o g1 disseram que as consequências práticas dessas mudanças são diversas:

    Mais trânsito;
    Supressão de áreas arborizadas;
    Supervalorização de imóveis;
    E outros pontos que julgam importantes.

    Falta de justificativas
    Joyce Reis, diretora de Políticas Públicas do Instituto dos Arquitetos do Brasil de São Paulo (IAB-SP), destaca que as propostas apresentadas no texto substitutivo do Plano Diretor não têm as justificativas necessárias para se tornarem lei.

    “São coisas muito novas, num curto espaço de tempo, sem justificativa. É péssimo tecnicamente e politicamente, porque não tem avaliação que justifique e não tem estudos que mensurem o impacto”, afirmou.
    Já a arquiteta e urbanista Paula Freire Santoro, coordenadora LabCidade, da Universidade de São Paulo (USP), aponta que o projeto não atinge seu devido objetivo:

    “Tem sido um instrumento de regulação do mercado imobiliário. Ele está muito distante da cidade real — ele não planeja o bairro, não conhece os problemas da população mais pobre, não pensa como vai ser a chegada de infraestrutura nos bairros que não tem.”
    Prédios mais altos nos eixos de transporte
    Atualmente, prédios mais altos podem ser construídos num raio de até 600m das estações de trem e metrô;
    O texto substitutivo criticado amplia esse raio para 700m;
    Na versão anterior, a distância era de 1.000m.
    Prédios mais altos nos miolos de bairros
    Outro ponto trazido pelo texto substitutivo que é alvo de críticas é o aumento do coeficiente de construção nos miolos de bairros, que são as áreas fora dos eixos de estruturação — normalmente, bairros residenciais com prevalência de casas.

    Atualmente, as construtoras podem fazer prédios com área útil duas vezes maior que a área do terreno;
    O texto do substitutivo amplia o coeficiente para três vezes o tamanho do terreno.
    De acordo com Joyce, esse tipo de verticalização — em áreas que não suportam muito adensamento — pode levar a ruas mais estreitas e um bairro com uma quantidade muito grande de pessoas e de carros.

    Mais trânsito e menos árvores
    Paula Santoro ressalta que a verticalização proposta pelo texto substitutivo privilegia o uso do carro mesmo nos eixos de transporte.

    Segundo ela, a lei anterior tinha o objetivo de concentrar o adensamento construtivo próximo de transportes de alta capacidade e adensar com mudança de modal: “Eu vou morar perto do Metrô, não vou ter carro”, exemplificou.

    “Isso ajuda a cidade no congestionamento e em termos de poluição e qualidade do ar, saúde como um todo”, apontou.
    “Agora, essa verticalização vai poder acontecer em qualquer lugar, ou seja, reforçando os velhos modos individuais, motorizados, que estruturaram a nossa cidade dos carros”, afirmou.

    Joyce Reis diz que outro impacto pode ser a mudança da paisagem dos bairros:

    “Lugares que tinham uma morfologia, uma forma das casas, de repente, tudo passa a virar prédio. Aí você mexe na insolação, na quantidade de árvores”, explicou.

    Apartamentos mais caros

    Paula Santoro informou que São Paulo produziu 100 mil unidades de habitação com preço de até R$ 350 mil entre 2014 e 2019;
    No entanto, apenas 15% (15 mil) dessas unidades foram feitas nos eixos;
    E grande parte das unidades produzidas nos eixos eram pequenas e com metro quadrado caro.
    O que diz a Prefeitura de São Paulo
    Em nota, a Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento (SMUL), disse que reafirma que o Município realizou um processo participativo amplo, democrático e transparente para discutir os ajustes no Plano Diretor.

    “Desde 2014, a população pode acompanhar pela internet a aplicação do Plano Diretor pela plataforma de monitoramento do PDE no site Gestão Urbana. Ela foi desenvolvida pela Prefeitura para dar transparência e informar sobre o andamento do Plano Diretor, disponibilizando dados para diversos indicadores.

    Durante a Revisão Intermediária, a Prefeitura também criou um site específico para o processo revisional e, a partir dele, a população pode se informar, em tempo real, sobre agenda de reuniões, relatórios e documentos produzidos pelo Município para esclarecer e subsidiar os debates sobre os ajustes no Plano Diretor.

    Além disso, em 329 dias de Revisão no âmbito do Executivo, foram realizadas 91 atividades participativas, entre reuniões, oficinas, audiência públicas, consultas on-line e visitas distribuídas no território das 32 subprefeituras, que resultaram em mais de 12 mil contribuições. Todo esse trabalho de mobilização e participação foi reconhecido pelo Ministério Público de São Paulo.

    O envio do Projeto de Lei à Câmara Municipal, em março, foi a consolidação de todo o processo revisional por parte do Município e que resultou em propostas de ajustes para o Plano Diretor. Esse texto segue em discussão no âmbito do Legislativo”.

     

  • Nunes diz que aceitará nome indicado pelo Republicanos para comandar secretaria da habitação de SP

    Nunes diz que aceitará nome indicado pelo Republicanos para comandar secretaria da habitação de SP

    Deputado federal Milton Vieira deve ser nomeado secretário. Prefeito recebeu ligação do presidente nacional da legenda formalizando sugestão. Pasta é comandada pelo secretário adjunto desde a saída de João Siqueira de Farias, em maio deste ano.

    O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), deverá nomear o deputado federal Milton Vieira secretário de Habitação do município.

    Desde a saída de João Siqueira de Farias (Republicanos), a pasta é comandada pelo secretário adjunto Leonardo Gazillo Silva.

    O acordo foi feito nesta manhã, quando o prefeito recebeu uma ligação do presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, e formalizou a indicação do deputado.

    À GloboNews, o prefeito afirmou que aceitará a sugestão.

    Interlocutores da gestão municipal avaliam que Milton Vieira tem bastante repertório e experiências na carreira política, uma vez que está cumprindo atualmente o seu sétimo mandato como deputado.

    Foram quatro na esfera estadual e no agora está no terceiro como federal.

    Como ainda está em exercício de mandato, que iria até 2027, Vieira precisará acertar o trâmite que envolve a licença do cargo em Brasília antes de ser nomeado no Diário Oficial do Município.

    A expectativa do deputado federal é assumir a nova função até a semana que vem.

    Nos bastidores, ao aceitar o nome sugerido pelo Republicanos, o prefeito da capital paulista busca fortalecer alianças pensando nas eleições municipais do ano que vem.

    Isso porque Nunes tentará a reeleição e, mantendo uma boa relação com o partido, o emedebista garante o apoio da legenda para 2024.

    Histórico
    Em maio deste ano, o então secretário de Habitação, João Farias, pediu demissão do cargo e jogou luz sob um conflito que acontecia internamente com o diretor-presidente da Cohab, João Cury, e o secretário de Governo, Edson Aparecido.

    A pasta da Habitação ocupa um espaço importante na gestão Nunes, uma vez que comanda o “Pode Entrar”, programa habitacional considerado um dos projetos prioritários pela equipe do prefeito para fortalecer a candidatura à reeleição.

    Em nota, o Republicanos disse que a escolha pelo nome de Milton Vieira “coaduna com o seu exímio trabalho desenvolvido no estado de São Paulo e tem o apoio das Executivas Nacional, Estadual e Municipal”.

  • Governo Tarcísio congela número de câmeras corporais em uniformes da PM em SP

    Governo Tarcísio congela número de câmeras corporais em uniformes da PM em SP

    Dados obtidos com exclusividade pelo g1 apontam que não houve mudança entre fevereiro e junho nos 10.125 equipamentos disponíveis para policiamento nas ruas. Durante a campanha, Tarcísio atacou as câmeras e prometeu retirá-las, mas recuou e agora estuda ampliar o programa.

    O governo de São Paulo, sob gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos), mantém desde o início do ano a mesma quantidade de câmeras corporais em uniformes de policiais militares. Implementado em agosto de 2020, o Programa Olho Vivo vinha registrando aumento gradual nos equipamentos entregues à Polícia Militar até o fim do ano passado.

    Dados obtidos com exclusividade pelo g1, por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), indicam que havia 10.125 equipamentos com os policiais em 2 de fevereiro de 2023. O número segue igual em resposta enviada no dia 6 de junho pela PM, vinculada à Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP) do secretário Guilherme Derrite. São Paulo tem cerca de 100 mil policiais.

    A gestão Tarcísio confirmou, por meio de nota enviada pela SSP, que não adquiriu novas câmeras, mas que tem a intenção de ampliar o programa.

    “A ampliação das funcionalidades das câmeras corporais e a implementação dos equipamentos em todos os batalhões de policiamento do estado são compromissos da atual gestão. Atualmente, cerca de 48% dos batalhões já contam com o dispositivo, totalizando 10.125 câmeras corporais em uso pelas forças policiais em todos os turnos de serviço”.

    “Estudos estão em andamento para a expansão do programa para outras regiões do Estado, incluindo a análise da infraestrutura de rede móvel, bem como a avaliação de novas funcionalidades, como a identificação de placas de veículos roubados ou furtados, entre outras. Do total de câmeras em utilização, sete mil foram adquiridas no ano passado, e as restantes foram adquiridas em 2021.”

    Tabela abaixo mostra que os antecessores de Tarcísio, Rodrigo Garcia e João Doria, ambos do PSDB, adquiriram novas câmeras ao longo dos últimos anos. O uso do equipamento nos uniformes da PM em SP evitou 104 mortes, segundo levantamento da FGV em dezembro de 2022 e a letalidade dos policiais em serviço foi a menor da história no ano passado.

    O Olho Vivo foi implantado em agosto de 2020 e começou com 585 câmeras acopladas aos coletes usados pelos policiais militares. Em dezembro de 2022, no término do mandato de Doria e Garcia, a corporação contava com 10 mil equipamentos à disposição. Antes, testes foram feitos com policiais usando 30 unidades.

    De acordo com a Polícia Militar, 64 batalhões ganharam câmeras em cinco datas diferentes de ampliação do programa: em junho e novembro de 2021, além de janeiro, abril e julho de 2022. A última expansão ocorreu no dia 26 de julho do ano passado.

    Para José Vicente da Silva Filho, ex-secretário nacional de segurança pública no governo Fernando Henrique Cardoso, não é necessário que todos os policiais militares possuam câmeras em seus uniformes. Contudo, vê o item como “bastante útil” em vários aspectos.

    “Há uma queda substancial de agressões. [As câmeras] Fornecem subsídios de evidência para a Justiça decretar a prisão de suspeitos e mostram correção em casos de policiais que exageraram no uso da força, o que tem levado o emprego das câmeras ao aperfeiçoamento da conduta dos policiais”, diz o especialista.

    Silva Filho afirmou ter estranhado o fato de a Polícia Civil ainda não ter aderido ao programa “pelo menos nas [equipes] de policiamento mais ostensivo, unidades como o Garra, COE e divisão de operações estratégicas. Todo tipo de ação mais ostensiva precisaria estender [o uso de câmeras] não há justificativa”, diz o especialista, que não vê má vontade com o projeto por parte do governo paulista.

    “Não acredito que governador queira levar a ferro e fogo o que ele falava como candidato. O candidato fala uma coisa que depois não são feitas quando assume a cadeira do Executivo. Não há movimento de retirá-las”, diz, sobre as críticas feitas por Tarcísio, no ano passado, contra o uso de câmeras nos uniformes da PM (leia abaixo).

    Governador e secretário já pensaram em tirar as câmeras

    Durante o período da campanha eleitoral, o então candidato Tarcísio de Freitas atacou as câmeras em uniformes de PMs, considerando o programa como “um voto de desconfiança para o policial” e prometeu retirá-las.

    “Na minha opinião, não [deve usar câmera]. Na minha opinião, é incompatível com o tipo de atuação, com a natureza de atuação que ela [PM] tem. E quem disse que ela não vai seguir a lei não estando com a câmera”, disse Tarcísio, em agosto do ano passado.
    Antes, ele havia criticado o fato de que há “350 mil condenados perambulando pelo estado de São Paulo, sem nenhum tipo de monitoramento”. “Em vez de monitorar o bandido, eu preferi monitorar o policial?”, afirmou, em junho de 2022.

    A posição de Tarcísio mudou. Em outubro, durante a campanha para o 2º turno contra Fernando Haddad (PT), afirmou que iria chamar as forças de segurança para avaliar as câmeras “do ponto de vista técnico a efetividade ou não, e aperfeiçoamento da política pública”.

    “É uma questão que eu considero que hoje que inibe o policial. Acho que ela tem atrapalhado a produtividade. Mas isso é uma percepção”, disse. “Não existe nenhuma política pública que não possa ser reavaliada, que não possa sofrer melhorias”.

    Secretário definiu câmeras como ‘forma de intimidação’
    O atual secretário da Segurança, Guilherme Derrite, foi outro político a criticar a implementação das câmeras nos uniformes. Ex-PM da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), ele declarou em abril de 2021, quando era deputado federal, que o programa mostrava que o governo de SP tratava seus policiais “sempre com desconfiança e desmotivação”.

    Em novembro de 2021, comentou ação dentro de um shopping e disse que “os policiais que entraram no shopping arriscando suas vidas são os mesmos que têm câmeras nas fardas como forma de intimidação para que atirem cada vez menos para se defender”.

    O discurso mudou quando Tarcísio oficializou Derrite como escolhido para comandar a Secretaria da Segurança. À TV Globo em janeiro deste ano, ele garantiu que o governo não iria acabar com o programa, mas ampliar sua funcionalidade.

    “O programa vai ser mantido e a Polícia Militar vai apresentar um planejamento estratégico para um novo convênio para expansão dessas câmeras. Isso está sendo estudado pela Polícia Militar, também os custos das câmeras são consideráveis”, afirmou Derrite naquele mês.

    Letalidade de PMs em serviço foi menor da história
    A quantidade de pessoas mortas por policiais militares em serviço, as chamadas Mortes Decorrentes de Intervenção Policial (MDIP), foi a menor da história em 2022 com a ampliação do Programa Olho Vivo. O total caiu de 423 mortes em 2021 para 256 em 2022.

    O dado faz parte de um levantamento feito pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) em parceria com a Unicef divulgado em maio.

    A redução de letalidade de adolescentes foi de 80,1%, com queda de 171 casos em 2017 para 34 em 2022.

    Os pesquisadores destacam que, embora a letalidade provocada por policiais militares passe a cair a partir de 2018 entre crianças e adolescentes, a queda se acentua a partir de 2020, ano de implementação das câmeras operacionais portáteis.

  • Câmara de Capivari aprova aumento de 85% em subsídios de vereadores e 38% para secretários

    Câmara de Capivari aprova aumento de 85% em subsídios de vereadores e 38% para secretários

    Projetos definem salários de vereadores e secretários a partir de 2025.

    A Câmara de Vereadores de Capivari (SP) aprovou, em votação nesta segunda-feira (19), um reajuste de até 84,9% nos subsídios dos vereadores, além de 37,8% nos salários dos secretários municipais.

    Os projetos agora precisam ser sancionados e passam a valer em 2025 até 2028, na próxima gestão e legislatura.

    Com isso, os vereadores eleitos em 2024 vão ter os salários reajustados dos atuais R$ 3.268,06 para R$ 6.045,00, uma alta de 84,9%. Já o presidente da Câmara, que atualmente recebe R$ 5.001,57, vai receber R$ 9.200,00, alta de 83,9%.

    O projeto também determina pagamento de 13º salário para os parlamentares, sempre até o dia 20 de dezembro de cada ano.

    No caso do secretariado, o salário atual é de R$ 8.703,61. Se for sancionado, os secretários municipais em atividade em 2025 vão receber R$ 12.000,00, um aumento de 37,8% em relação ao subsídio atual.

    Justificativas
    No caso do reajuste dos vereadores, o projeto de resolução justifica a proposta citando a Constituição Federal, que determina que os subsídios devem ser fixados pela legislatura anterior. O texto também cita que os novos valores não vão ultrapassar os 5% da receita do município, o que é previsto em emenda constitucional.

    Por último, os vereadores argumentam que o último reajuste ocorreu há dez anos:

    “Ademais, é oportuno destacar que a última resolução que fixou os subsídios dos Vereadores foi aprovada no ano de 2012, de modo que há mais de 10 anos não há atualização de referidos subsídios, assim como ocorreu com o subsídio do prefeito e do vice-prefeito, o que ocasionou uma grande defasagem dos subsídios dos agentes políticos municipais.”

    No caso dos salários dos secretários municipais, o projeto de lei diz que os valores obedecem aos limites determinados pela Constituição Federal e que também serão válidos papa a próxima gestão, a partir de 2025.