Categoria: Novidades

  • Com novo contrato, transporte público de Caraguatatuba tem aumento a partir de R$ 1

    Com novo contrato, transporte público de Caraguatatuba tem aumento a partir de R$ 1

    O reajuste na tarifa foi de R$ 1 no cartão e R$ 1,20 no dinheiro. Com isso, o valor passará de R$ 3,60 para R$ 4,60 no cartão e de R$ 3,80 para R$ 5 no dinheiro.

    Com um ovo contrato de concessão, o transporte público de Caraguatatuba (SP) teve um aumento de R$ 1 e R$ 1,20 nas passagens de ônibus. A medida passou a valer nesta quinta-feira (1°).

    Com o aumento, a tarifa paga via cartão passou de R$ 3,60 para R$ 4,60 e paga via dinheiro passou de R$ 3,80 para R$ 5. A última alta havia acontecido em fevereiro de 2016.

    Os usuários que pagarem a tarifa com o cartão poderão, dentro de um intervalo de 90 minutos (1h30) a partir do primeiro embarque, usar uma nova linha gratuitamente.

    Além da mudança no preço das passagens, o novo contrato assinado com a empresa Fênix prevê a inclusão de seis novos ônibus novos do modelo midi.

    Agora a frota conta com 55 ônibus no total, sendo 45 convencionais e 10 do modelo midi. A idade média da frota é de dois anos.

    Os veículos têm plataformas elevatórias, WI-FI, suspensão de ar, ar-condicionado, câmeras de segurança internas e requisitos de acessibilidade, como piso tátil e botoeiras em braile.

    Novas linhas também foram criadas e passaram a valer na quinta-feira (1°). São elas:

    Jaraguazinho/Hospital Regional
    CDP/Poço da Anta
    Itinerários para os bairros Golfinhos e Rio Marinas

  • “Mundo Jurássico” está de volta ao Polo Shopping Indaiatuba

    “Mundo Jurássico” está de volta ao Polo Shopping Indaiatuba

    Sucesso de público, exposição retorna ao shopping com réplicas de dinossauros em tamanho real, com sons e movimentos

    Quem visitar o Polo Shopping Indaiatuba em junho, vai se deparar com um Tiranossauro Rex gigante e vários outros animais pré-históricos espalhados pelos corredores! É a exposição “Mundo Jurássico”, que está de volta a Indaiatuba, oferecendo ao público uma experiência imersiva no tempo em que os dinossauros dominavam a Terra. O evento acontece entre os dias 4 e 25 de junho e a visitação é gratuita.

    A exposição permitirá aos visitantes conhecerem de perto diversas espécies de dinossauros, em tamanho real, com sons e movimentos, em uma ambientação que simula o habitat natural desses répteis, que viveram há milhões de anos. Além da cenografia, estarão expostos textos sobre a história de cada réplica, suas principais características e curiosidades.

    Entre as réplicas, destacam-se os gigantes Tiranossauro Rex, ou T-REX, com 13 m de comprimento e 5 m de altura (um dos maiores carnívoros que já habitaram a Terra), o Espinossauro, também com 13 m de comprimento e 5 m de altura, uma espécie semiaquática carnívora, capaz de nadar e andar sobre duas ou quatro patas. Ambos foram personagens de destaque em diferentes filmes da franquia “Jurassic Park”, que completa 30 anos em junho de 2023.

    Também estarão expostos herbívoros como o Braquiossauro, famoso por seu pescoço longo, que chegava a alcançar 15 m de altura, e o Maiassauro, que se comportava como as aves de hoje, migrando anualmente em bandos para botar ovos sempre no mesmo local. Também será possível conhecer os répteis voadores da ordem Pterossauro, do período Triássico (caracterizados por uma mandíbula com muitos dentes) e do Cretáceo (sem dentes).

    Tecnologia garante a imersão do público
    A exposição “Mundo Jurássico” chama atenção pelo realismo dos modelos expostos, que se explica pela tecnologia envolvida: todas as réplicas são animatrônicas, com som e movimento.

    As réplicas são importadas e toda a parte mecânica e elétrica foi desenvolvida por engenheiros. As características científicas e educativas de cada réplica, por sua vez, foram criadas sob a supervisão de um grupo de paleontólogos especialistas em dinossauros do Instituto de Geologia da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM).

    Interatividade para as crianças
    Durante o período da exposição, as crianças poderão se divertir com alguns personagens, batizados de “Exploradores Jurássicos”, que vão instigar ainda mais a curiosidade dos pequenos. Nos dias 4 e 25 de junho, de 14h às 18h, um grupo lúdico formado por homens das cavernas, paleontólogo, cientista e até mesmo um dinossauro bebê, estará no Polo Shopping para interagir com os clientes, enriquecendo ainda mais a experiência.

    Outra atividade interativa programada para as crianças é a “Oficina de Paleontologia”, espaço onde os pequenos poderão simular e aprender sobre escavação de fósseis e ainda pintar e personalizar uma miniatura de dinossauro em gesso. A Oficina acontece nos dias 08, 10, 11, 17, 18, 24 e 25 de junho, de 14h às 19h, e participação é gratuita.

    “Estamos muito felizes em trazer a exposição ‘Mundo Jurássico’, mais uma vez, à Indaiatuba, consolidando a vocação do Polo Shopping para promover grandes eventos com exclusividade na cidade e região. Essa exposição já impactou mais de um milhão de pessoas por todo o país, ao longo de 15 anos de itinerância pelas maiores cidades brasileiras. Os dinossauros são um tema sempre presente no imaginário do público, por meio museus, parques temáticos, produções audiovisuais, etc., então, temos certeza de que será um programa bastante atrativo para as famílias da região, especialmente porque toda a experiência é gratuita,” ressalta Andréa Fernandes, Gerente de Marketing do Polo Shopping Indaiatuba.
    A exposição “Mundo Jurássico” ficará aberta à visitação no mesmo horário de funcionamento do Polo Shopping, de segunda-feira a sábado de 10h às 22h e aos domingos e feriados de 11h às 22h.

    Serviço
    Exposição “Mundo Jurássico”
    Quando: de 4 a 25 de junho

    Horário: Segunda a sábado, das 10h às 22h, e domingos e feriados das 11h às 20h

    Local: Polo Shopping Indaiatuba, Alameda Filtros Mann, 670 – Jardim Tropical, Indaiatuba – SP, 13344-580

    Visitação Gratuita.

    Personagens “Exploradores Jurássicos”
    Quando: dias 4 e 25 de junho

    Horário: 14h às 18h

    Local: Polo Shopping Indaiatuba, Alameda Filtros Mann, 670 – Jardim Tropical, Indaiatuba – SP, 13344-580

    Participação Gratuita.

    “Oficina de Paleontologia”
    Quando: 08, 10, 11, 17, 18, 24 e 25 de junho

    Horário: 14h às 19h

    Faixa etária: para crianças a partir de 3 anos

    Local: Polo Shopping Indaiatuba, Alameda Filtros Mann, 670 – Jardim Tropical, Indaiatuba – SP, 13344-580

    Participação Gratuita.

    Sobre o Polo Shopping Indaiatuba
    Planejado para atender um público diversificado e tornar-se o principal centro comercial de Indaiatuba e cidades do entorno, o Polo Shopping Indaiatuba proporciona aos seus clientes uma experiência única de conforto e bem-estar para compras, serviços, gastronomia e entretenimento. Atual e aconchegante, o Shopping se destaca pelo moderno projeto arquitetônico, marcado por corredores amplos e luz natural em toda a sua extensão, além de projeto paisagístico com diversas espécies da flora local no ambiente interno e externo do Shopping. São 140 lojas, sendo 11 megalojas ou âncoras, cinco salas de cinema (sendo uma VIP), parque infantil, praça de alimentação com 18 restaurantes e mais uma operação externa (Madero Container), clínica médica com diversas especialidades, pet center completo e academia de ginástica.

     

  • Centro especializado para atendimento de crianças autistas é inaugurado nesta sexta-feira em São José dos Campos, SP

    Centro especializado para atendimento de crianças autistas é inaugurado nesta sexta-feira em São José dos Campos, SP

    Sede tem 21 salas de atendimento e fica localizada na avenida Possidônio José de Freitas, número 1350, no bairro Urbanova.

    A cidade de São José dos Campos passa a ter, a partir desta sexta-feira (2), um espaço de atendimento especializado para crianças de até seis anos, que fazem parto do espectro do autismo.

    O centro conta com o Grupo de Apoio ao Indivíduo com Autismo (Gaia) e fornecerá serviços para tratamentos e intervenções individuais e em grupos, em quatro áreas do desenvolvimento infantil (psicologia, terapia ocupacional, fonoaudiologia e psicopedagogia).

    Também serão oferecidas consultas médicas especializadas em neuropediatria e psiquiatria infantil.

    Localizada no bairro Urbanova, na região oeste da cidade, a nova sede dispõe de 21 salas de atendimento e uma equipe com mais de 60 profissionais habilitados de diversos setores.

    A porta de entrada para os atendimentos são por meio da Unidades Básicas de Saúde (UBSs Resolve). Os encaminhamentos para o centro de referência do autismo serão realizados pelas unidades de especialidades, de reabilitação e os Centro de Apoio Psicossocial (Caps).

    A sede fica na avenida Possidônio José de Freitas, número 1350.

     

  • Sete pessoas são presas suspeitas de integrar grupo especializado em roubo de motos em Boituva

    Sete pessoas são presas suspeitas de integrar grupo especializado em roubo de motos em Boituva

    Investigações começaram após a Polícia Civil identificar uma sequência de assaltos cometidos na Rodovia Vicente Palma (SP-129).

    Sete pessoas foram presas suspeitas de integrarem uma quadrilha especializada em roubos de motos em Boituva (SP). Intitulada como “Mil Grau”, a operação foi deflagrada na manhã de quinta-feira (1º).

    De acordo com a Polícia Civil, as investigações começaram em maio deste ano, após a corporação identificar uma sequência de assaltos cometidos na Rodovia Vicente Palma (SP-129).

    No caso mais recente, registrado no dia 24 de maio, um motociclista seguia a caminho do trabalho quando foi abordado pelos criminosos, que se aproximaram em outras duas motos. Durante a ação, um dos suspeitos realizou um disparo de arma de fogo.

    A vítima estacionou e entregou a motocicleta para o trio, além da mochila, um capacete e aparelho celular.

    A partir da identificação dos suspeitos, a polícia verificou que eles faziam parte de uma organização criminosa, que já havia cometido o mesmo crime outras vezes.

    Diante da constatação, dez mandados de busca e prisão foram expedidos pela Justiça, mas somente sete deles foram localizados. No endereço ligado aos suspeitos, além de armas falsas, os policiais também apreenderam diversos aparelhos celulares.

    O Judiciário da Comarca autorizou a quebra do sigilo dos celulares. As mensagens podem permitir o avanço das investigações.

  • Marília registra segunda morte por Influenza neste ano

    Marília registra segunda morte por Influenza neste ano

    Segundo a Secretaria de Saúde, a vítima, um homem de 59 anos, não foi vacinada. Imunizante contra a Influenza continua disponível nos postos de saúde.

    A Prefeitura de Marília (SP), por meio da Secretaria Municipal da Saúde, divulgou nesta sexta-feira (2) o segundo óbito do ano de 2023 por Influenza A (Gripe) ocorrido no município.

    Esse segundo óbito é de um homem, de 59 anos, etilista, tabagista e portador de diabetes, segundo informação hospitalar. Ele foi internado no dia 18 de maio e morreu nesta quinta-feira (1º). Ele não tinha sido vacinado contra a Influenza.

    O primeiro óbito por Influenza A foi confirmado oficialmente nesta quarta-feira (31). Uma mulher, de 73 anos, portadora de doença cardiovascular crônica, diabetes e mieloma múltiplo, segundo informação hospitalar. Ela teve início de sintomas no dia 17 de maio e morreu no último dia 27 de maio. Ela também não havia sido vacinada contra a Influenza.

    A prefeitura reforça a importância da imunização, já que a vacina contra a Influenza (gripe), chamada Trivalente, protege contra três cepas no vírus: H1N1, H3N2 e Influenza B.

    A vacina contra a gripe está disponível para toda a população em todas as unidades de saúde do município, que funcionam em dias úteis de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h, sendo que na UBS Nova Marília o atendimento é até as 22h, inclusive para vacinação.

    Baixa cobertura
    Apesar disso, a cobertura vacinal contra a gripe continua baixa. Do total de 101.938 pessoas que fazem parte dos grupos prioritários, foram aplicadas até agora 36.108 doses, correspondendo a 35,42% desse público.

     

  • São Vicente ganhará novos abrigos de pontos de ônibus com acessibilidade

    São Vicente ganhará novos abrigos de pontos de ônibus com acessibilidade

    Equipamentos começam a ser instalados na primeira quinzena de junho com conclusão prevista em sete meses.

    A cidade de São Vicente, no litoral de São Paulo, ganhará novas 150 estruturas de abrigo para os pontos de ônibus da região. A mudança, que era um pedido antigo da população, começará a ser realizada na primeira quinzena de junho. Os equipamentos além de cobertura têm assentos para pessoas obesas ou com deficiência.

    O cronograma para instalação levará em conta a demanda de cada região. A primeira avenida contemplada será a Presidente Wilson, que receberá abrigos em todos os seus pontos de ônibus. As 150 primeiras estruturas que irão ser instaladas na cidade atenderão a todos os bairros da cidade.

    Os equipamentos dispõem de cobertura, fechamento traseiro de vidro, acessibilidade para pessoas com deficiência e bancos para pessoas com obesidade. O investimento vem a partir de recursos financeiros da administração municipal. A previsão é para que os serviços sejam finalizados em até sete meses.

    A pedida dos equipamentos de abrigo nos pontos de ônibus acontece desde 2018, quando uma determinação do Ministério Público (MP) decretou a remoção dos abrigos de pontos na cidade devido à falta de estrutura.

     

  • Campinas assina ordem de serviço para revitalização do Mercadão; veja como deve ficar

    Campinas assina ordem de serviço para revitalização do Mercadão; veja como deve ficar

    Investimento é de R$ 6,1 milhões e previsão de conclusão das obras é de 12 meses. Espaço permanece em funcionamento para a população.

    O prefeito de Campinas (SP), Dario Saadi (Republicanos), assinou nesta quinta-feira (1º) a ordem de serviço para início das obras de revitalização do Mercadão Municipal. A obra está orçada em R$ 6,1 milhões e a previsão da conclusão em 12 meses. O local permanece em funcionamento para a população no período – veja abaixo os horários.

    As obras contemplam a reforma física, com a troca total da fiação elétrica, nova canalização de esgoto, revitalização da fachada e construção de um mezanino sobre os boxes, na parte central do mercado. Além disso, haverá instalação de iluminação especial no interior e na área externa.

    A empresa vencedora do processo aberto em novembro de 2022 foi a RJC Sinalização Urbana LTDA, que executará a obra sob gestão da Secretaria de Infraestrutura.

    Em relação aos valores, R$ 5 milhões são por meio de um convênio com o Ministério do Turismo, enquanto o restante será custeado a partir de recursos municipais.

    Durante a reforma, os comerciantes vão ser alojados em tendas climatizadas instaladas nos estacionamentos do entorno do mercado. Estas tendas foram licitadas pela autarquia Serviços Técnicos Gerais (Setec), que administra o mercado.

    O Mercadão
    Construído em 1908, o edifício que abriga o Mercadão é um patrimônio tombado pelos órgãos de proteção estadual e municipal e passará por intervenção estrutural e atualização arquitetônica, como parte dos planos de requalificação da região central.

    Segundo o secretário Carlos José Barreiro, embora tenham ocorrido várias pequenas reformas no Mercadão desde sua criação, esta será a primeira obra de grande porte.

    Serviço
    O Mercado Municipal está localizado no Centro de Campinas, entre a avenida Benjamin Constant e as ruas Ernesto Kuhlmann, Barreto Leme e Álvares Machado.
    O horário de funcionamento é de segunda-feira a sábado, das 7h às 18h30 e, facultativamente, aos domingos, das 7h às 12h.

     

  • Suspeito por tráfico de drogas é preso em Americana após bater carro contra poste e muro

    Suspeito por tráfico de drogas é preso em Americana após bater carro contra poste e muro

    Caso ocorreu na noite de quarta-feira (31), no bairro Praia Azul, após perseguição da polícia.

    Um homem suspeito por tráfico de drogas foi preso em Americana (SP), na noite de quarta-feira (31), após perder controle da direção do veículo onde estava e bater contra um poste e um muro no bairro Praia Azul. Segundo a Polícia Civil, o acidente ocorreu após o motorista desrespeitar ordem de parada dos investigadores, fugir e ser perseguido por aproximadamente 20 minutos.

    O suspeito teve ferimentos no braço, foi levado ao Hospital Municipal para atendimento médico, e na sequência encaminhado para a Delegacia de Investigações Gerais (DIG), onde o caso é investigado.

    No automóvel os policiais encontraram uma CNH, 28 porções de cocaína, 75 de crack e R$ 400 em dinheiro, anotações e medalhas de competições em jiu-jítsu. A DIG ainda vai apurar se há relação entre o suspeito preso e o dono da carteira localizada dentro do veículo.

    Após registro do caso, o homem preso foi levado para a cadeia de Sumaré (SP), onde permanece à disposição da Justiça.

  • STF julga se porte de drogas para uso pessoal é crime: defensor se baseou em decisão da Argentina para levar caso ao Supremo

    STF julga se porte de drogas para uso pessoal é crime: defensor se baseou em decisão da Argentina para levar caso ao Supremo

    Em 2009, corte do país vizinho descriminalizou posse de pequenas quantidades de drogas para consumo pessoal. Decisão inspirou defensor público Leandro Castro Gomes a apresentar recurso à Corte brasileira, que deve retomar o julgamento, interrompido desde 2015, nesta quinta-feira (1).

    Em agosto de 2009, a Suprema Corte Argentina descriminalizou o porte de pequenas quantidades de drogas para consumo pessoal. Poucos meses depois, essa decisão levou o defensor público Leandro Castro Gomes a entrar com um recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) para que um entendimento parecido ao argentino fosse adotado no Brasil.

    “Essa atuação foi motivada na época, eu me lembro bem, por uma decisão da Corte Suprema da Argentina que há pouco tempo tinha adotado a decisão que esperamos que o Supremo adote”, diz Gomes em entrevista ao g1.

    A análise do recurso começou no STF em 2015, mas foi interrompida por um pedido de vistas. Agora, a ação deve voltar à pauta da Corte nesta quinta-feira (1).

    “Esse caso é praticamente minha história dentro da Defensoria de São Paulo”, afirma o defensor. “O caso concreto foi em agosto de 2019, eu tomei posse na defensoria em setembro de 2019 e o recurso foi em meados de 2010. Sempre ficamos ansiosos com a retomada do julgamento, já tem muito tempo que está se arrastando. Acho que estamos em um momento que a pauta do Supremo permite fazer essa análise”.

    O caso concreto a que Gomes se refere é o de um mecânico que assumiu ser dono de três gramas de maconha encontrados por agentes penitenciários na cadeia em que ele estava preso, em Diadema. Na época, Francisco Benedito de Souza foi condenado à prestação de serviços à comunidade por dois meses.

    Na Defensoria Pública de São Paulo, Gomes, então lotado em Diadema, assumiu a defesa dele e apresentou o argumento de que há violação da Constituição quando o Estado criminaliza o porte de drogas para consumo pessoal, ofendendo os princípios da intimidade, da privacidade, da autodeterminação e, ainda, o chamado princípio da lesividade ou ofensividade — segundo o qual não há crime se não há lesão ou perigo de lesão ao bem jurídico alheio.

    Nesse sentido, Gomes alegou que o artigo 28 da Lei de Drogas (Lei nº 11.343, de 2006), que criminaliza a aquisição e a posse de drogas para consumo pessoal.

    “Na época, essa era uma alegação muito de vanguarda, era algo muito diferente do que se costumava alegar. Lembro que na sustentação oral, quando fiz a argumentação, houve um estranhamento dos presentes”, conta ele. “Foi interessante o processo ter chegado ao nível mais alto [o Supremo] para mostrar a seriedade no argumento”.

    Em 2009, a segunda instância manteve a sentença contra Souza, e a Defensoria levou o caso ao STF.

    Naquele ano, a mais alta corte da Argentina reviu uma lei que, até então, também punia criminalmente pessoas flagradas com pequenas quantidades de drogas para consumo pessoal.

    “O artigo 19 da Constituição Nacional constitui uma fronteira que protege a liberdade pessoal frente a qualquer intervenção alheia, inclusive a estatal. Não se trata apenas de respeito às ações realizadas em âmbito privado, mas também do reconhecimento de um âmbito em que cada indivíduo adulto é soberano para tomar decisões livres sobre o estilo de vida que deseja”, afirmou em seu voto o então presidente da corte argentina, ministro Ricardo Lorenzetti.

    No caso específico do mecânico brasileiro, o defensor Leandro Gomes entendeu que o consumo pessoal de pequenas quantidades seria uma “auto lesão”.

    “Não há uma expansibilidade do risco na conduta de portar drogas para o seu próprio consumo, apenas risco à saúde daquela própria pessoa, mas não uma conduta criminal que exigiria uma punição, uma estigmatização”, explica ele.

    O recurso no STF
    Três ministros já votaram e tiveram entendimentos parecidos, se posicionando pela descriminalização do porte para consumo pessoal.

    Relator do caso, o ministro Gilmar Mendes votou pela inconstitucionalidade do artigo 28 da Lei de Drogas, defendendo a aplicação de sanções administrativas para casos flagrados — sem punição penal.

    Os ministros Roberto Barroso e Edson Fachin seguiram o relator pela inconstitucionalidade do artigo 28, mas limitaram o voto ao porte de maconha.

    Após a morte do magistrado em um acidente aéreo, em 2017, o ministro Alexandre de Moraes herdou o processo, liberando-o novamente para julgamento em novembro de 2018. Moraes ainda não proferiu seu voto.

    O julgamento tem repercussão geral. Assim, o que for decidido pela maioria dos ministros terá efeito em todas as ações que tramitam na Justiça brasileira.

    Possíveis impactos
    Caso a maioria dos ministros acompanhe o relator, Gomes, atualmente lotado em Taubaté, afirma que uma eventual decisão do Supremo que descriminalize o porte não equivale a um “liberou geral”, ou seja, ao uso irrestrito de drogas.

    “Não é disso que se trata e não é esse o pedido da defensoria. Existe uma gradação do regramento da política pública: em um extremo, tem a política de proibição, que trata a questão das drogas do ponto de vista criminal, que estigmatiza o usuário e traz problemas de incompatibilidade em relação ao que a própria lei prevê para ressocialização, atendimento à saúde. No outro oposto do espectro teríamos essa ideia de liberou geral”, explica Gomes.

    O defensor aponta que todos os ministros que já votaram destacaram a necessidade de haver uma análise do tema também pelo Executivo e pelo Legislativo para que haja também políticas de prevenção de risco e redução de danos. “Para mudar o foco: tirar o sinal de criminal e mudar para o sinal da saúde pública”.

    Caso o STF decida pela descriminalização do porte para consumo pessoal, Gomes prevê três possíveis impactos para o sistema penitenciário brasileiro e o encarceramento em massa — o Brasil tem uma das maiores populações carcerárias do mundo:

    Efeito simbólico da decisão, que demonstrará que a política criminal de drogas merece uma crítica e uma reflexão.
    Caso os ministro definam parâmetros objetivos para diferenciar o usuário do traficante (por exemplo, determinada quantidade de droga), é possível que haja uma repercussão mais imediata em outras decisões do país. Gomes cita um estudo de 2015 da pesquisadora Juliana de Oliveira Carlos que mostrou que caso o Brasil adotasse a quantidade limite para caracterização de posse para uso pessoal adotada em outros países, 54% das pessoas presas por porte de maconha e 19% dos presos por posse de cocaína teriam sido considerados usuários e não teriam sido encarcerados.
    A eventual declaração de inconstitucionalidade do artigo 28 também afetaria o regramento da individualização da pena para casos reincidentes, devolvendo a condição de réu primário a várias pessoas, o que pode ter um efeito de diminuição do encarceramento. Isso porque quando uma pessoa é presa em flagrante e é considerada reincidente, ela tem a prisão automaticamente convertida em preventiva. Reincidentes também tem mais dificuldade de ter substituição da pena, por exemplo.

     

  • Revisão do Plano Diretor de SP é aprovada em 1ª votação em dia de discussão entre vereadores e protesto na Câmara Municipal

    Revisão do Plano Diretor de SP é aprovada em 1ª votação em dia de discussão entre vereadores e protesto na Câmara Municipal

    Segunda votação deve acontecer após oito audiências públicas. Além do PDE, o Projeto de Intervenção Urbana (PIU) Jurubatuba também foi aprovado e segue para sanção ou veto do prefeito Ricardo Nunes (MDB).

    A revisão do Plano Diretor Estratégico (PDE) da cidade de São Paulo foi aprovada pela Câmara Municipal em primeira votação nesta quarta-feira (31); 42 vereadores foram favoráveis ao texto, e 12 votaram pela não procedência do projeto.

    A votação foi marcada por protestos da oposição e uma intensa discussão entre os parlamentares. Antes de os vereadores votarem o texto pela segunda vez, haverá oito audiências públicas na Câmara.
    (confira aqui as datas)

    Além da revisão do PDE, os parlamentares aprovaram, em segunda votação, o Projeto de Intervenção Urbana (PIU) Jurubatuba. O texto segue para sanção ou veto do Executivo.

    Vereadores do PSOL dizem que a maioria das mudanças feitas pela Comissão de Política Urbana ao texto do Plano Diretor são de demandas do mercado imobiliário — que teria mais interesse em construir na cidade — e que houve pouca atenção aos pedidos da sociedade.

    Os parlamentares da comissão dizem que todos foram ouvidos, que mais de mil sugestões foram apreciadas e muitas delas, acolhidas.

    A vereadora Luana Alves (PSOL) subiu no plenário carregando um cartaz que mostrava o prefeito Ricardo Nunes (MDB) ao lado da frase “Vende-se essa cidade. Tratar com Ricardo Nunes”.

    Líder do PSDB na Câmara, o vereador João Jorge retirou o cartaz das mãos da vereadora. Ele afirmou ao SP2 que achou o protesto descabido, desrespeitoso com o prefeito e que a Câmara não seria local apropriado para tal.

    5 audiências adicionais após críticas

    Após críticas de membros da sociedade civil e uma ação civil pública movida por cinco promotores de Justiça de São Paulo, vereadores disseram que vão fazer mais oito audiências públicas antes da votação definitiva do Plano Diretor Estratégico (PDE) da capital — lei que, entre outras coisas, determina o crescimento da capital (leia mais abaixo).

    Durante coletiva de imprensa nesta terça-feira (30), os parlamentares se defenderam das críticas relacionadas ao texto final da revisão do projeto. Antes da determinação, a expectativa era de apenas três audiências.

    O presidente da Câmara Municipal, Milton Leite (União Brasil), o presidente da Comissão de Política Urbana, Rubinho Nunes (União), e o relator da revisão do plano, Rodrigo Goulart (PSD), disseram que o projeto foi apresentado após mais de 50 audiências e que acolheu, sim, pedidos da sociedade civil.

    “A medida [do Ministério Público] é desarrazoada e desrespeita a legislação. Não faz sentido uma judicialização. Tenho certeza de que o pedido de liminar será rechaçado”, afirmou Nunes.

    Goulart disse que muitos dos críticos não foram a audiências públicas e que uma série de pedidos feitos em audiências foram acolhidos, não somente o que foi discutido com o mercado.

    “A cidade não pode se pautar em número de vagas [de garagem]. Por isso, temos urbanistas contrários e favoráveis. Temos um setor produtivo que constrói para alto padrão e unidades habitacionais para os de menor renda. O processo foi transparente e estamos destrinchando com a imprensa, em reuniões com bancadas e audiências”, afirmou Goulart.

    Já Milton Leite contou que, nesta quarta (31), pretende colocar em votação, além do PDE, o Projeto de Intervenção Urbana Jurubatuba, que prevê crescimento imobiliário, novas avenidas e pontes no extremo Sul da capital, área que é reduto eleitoral dele e de Goulart.

    O novo texto apresentado por vereadores da Comissão de Política Urbana da Câmara Municipal de São Paulo prevê a possibilidade de uma construtora levantar empreendimentos com até 9 vezes o tamanho do terreno, caso as unidades sejam destinadas à Habitação de Interesse Social (HIS) na faixa 1, ou seja, para quem ganha até 3 salários mínimos.

    Atualmente, o limite máximo estipulado é quatro vezes o tamanho do terreno.

    O vereador Rodrigo Goulart (PSD) informou que a diretriz é para incentivar o mercado a construir unidades habitacionais para a população de baixa renda.

    Isso será possível se uma incorporadora mesclar diferentes classes sociais em um mesmo empreendimento, não necessariamente o empreendimento todo tem que ser para mais baixa renda.

    “Para tudo haverá controle da destinação. Há um item do plano em que se exige que o agente financeiro emita um documento que comprove que o empreendimento destinado é para a faixa de renda correta”, afirmou o vereador.
    Nos últimos anos, o mercado optou por construir mais unidades para HIS 2 (destinada para pessoas que ganham entre 3 a 6 salários) ou Habitações de Mercado Popular (HMP), para quem ganha até 10 salários.

    Urbanistas, porém, questionam o excesso de alterações que flexibilizam demais a verticalização na cidade sem as devidas discussões com a sociedade.

    Mudança do original
    Por outro lado, os vereadores da Comissão de Política Urbana retiraram um trecho do projeto original da revisão Plano Diretor que beneficiaria a população de baixa renda em determinadas áreas localizadas nos chamados eixos de estruturação ou eixos de transporte, que são localizados próximos a transporte público sobre trilhos ou pneus.

    Tanto o texto original como no atualizado pela câmara aumenta, logo de início, em 50% o potencial máximo de construção nessas áreas. E isso segue mantido.

    Mas o Artigo 14 do projeto determinava uma condição para isso: a obrigatoriedade de um percentual mínimo (20%) para Habitações de Interesse Social para a camada mais pobre, com renda entre um e três salários mínimos, em terrenos vazios ou subutilizados que estejam nas chamadas Zonas Especiais de Interesse Social (Zeis), sempre nas proximidades do transporte público.

    As Zeis são áreas destinadas para habitações para quem tem menos renda, e dentro delas são enquadradas duas faixas: HIS 1 (até três salários ) e HIS 2 (de três a seis salários).

    A mudança feita pelos vereadores foi num artigo que tratava especificamente das Zeis 5, que são essas em terrenos vazios ou subutilizados.

    No texto apresentado nesta semana pelo relator da revisão do plano na Câmara, Rodrigo Goulart (PSD), o trecho que exigia os 20% para HIS foi suprimido.

    O texto da Câmara, porém, amplia o potencial construtivo para três tipos de Zeis. Além dos terrenos ociosos ou subutilizados, o aumento do potencial serve também para áreas de interesse social em galpões vazios abandonados ou deteriorados e também em terrenos onde há cortiços. Mas não faz diferenciações sobre as duas faixas de renda de HIS.

    “Estamos, na verdade, ampliando o potencial construtivo para essas áreas e para a população mais pobre. Sem diferenciar se HIS 1 ou 2. Além disso, há poucos terrenos nessas condições (vazios ou subutilizados). No nosso entendimento, era melhor ampliar as habitações para baixa renda de maneira uniforme”, disse Goulart.
    Promotores pedem suspensão e debate
    Uma Ação Civil Pública assinada por cinco promotores de São Paulo nesta quarta-feira (24) pede que a Câmara Municipal da capital paulista apresente estudos técnicos para embasar mudanças previstas pela revisão do Plano Diretor antes de dar seguimento ao trâmite de aprovação do documento na Casa.

    A ação foi protocolada um dia após a divulgação do texto que alterou o documento apresentado ao Executivo e que permite mais verticalização na capital.

    Na quinta (25), o Tribunal de Justiça de São Paulo deu 72 horas para a prefeitura e a Câmara Municipal se manifestarem a respeito das audiências públicas e das alterações na revisão do Plano Diretor que foi enviada para votação pelos vereadores.