Categoria: Novidades

  • Consórcio da Linha 18-Bronze, do Monotrilho, entra com pedido de indenização contra governo de SP por cancelamento de contrato

    Consórcio da Linha 18-Bronze, do Monotrilho, entra com pedido de indenização contra governo de SP por cancelamento de contrato

    O consórcio tinha sido contratado para a realização da obra que ligaria cidades do ABC com a capital.

    O governo de São Paulo poderá ter que pagar uma indenização de cerca de R$ 500 milhões pelo fim do contrato com o consórcio responsável pela construção da Linha 18-Bronze, do Monotrilho, que ligaria cidades do ABC com a capital.

    O consórcio tinha sido contratado para a realização da obra, no entanto, houve cancelamento unilateral.

    O trecho do Monotrilho tinha previsão de conclusão em 2019, mas no ano em que ele deveria ser inaugurado, o então governador João Doria decidiu trocar o Monotrilho por um projeto de BRT – um sistema de ônibus de trânsito rápido. O projeto custava R$ 4 bilhões para transportar 340 mil pessoas por dia.

    O antigo consórcio do Monotrilho contratou um perito e uma consultoria para estimar os valores de ressarcimento.

    Entre os pedidos:

    R$ 51 milhões por danos emergentes, que calcula a reposição do valor patrimonial perdido.
    R$ 233 milhões por lucros cessantes, que faz a estimativa do lucro futuro que o contrato traria.
    R$ 182 milhões por perda de chance, que calcula o retorno do negócio e a receita que teria nos anos de concessão.
    BRT
    O projeto do BRT para o ABC prevê um sistema que deve percorrer 17 quilômetros entre São Bernardo, Santo André, São Caetano e São Paulo. Com a possibilidade de transportar 173 mil passageiros por dia.

    A viagem expressa levará 40 minutos.

    A obra, anunciada por R$ 860 milhões, já passou para R$ 920 milhões e será paga pela concessionária de ônibus da região.

    O prazo para a conclusão da obra é até 2024.

    Em nota, a Secretaria de Transportes Metropolitanos explicou que o BRT-ABC era um projeto em andamento, sem nenhuma relação com a extinção do contrato da Linha 18-Bronze. E, disse ainda, que o conselho gestor do Programa Estadual de Parcerias Público-Privadas recomendou o fim do contrato do Monotrilho tendo em vista a inviabilidade financeira.

     

  • Adolfo Lutz confirma que adolescente que esteve em local de festa em Campinas morreu de febre maculosa

    Adolfo Lutz confirma que adolescente que esteve em local de festa em Campinas morreu de febre maculosa

    Casal e mais uma mulher de 28 anos, que estiveram em feijoada, morreram em decorrência da doença. Menina de 16 anos foi ao evento para acompanhar o trabalho do pai. É a quarta morte registrada nos últimos dias. Estado tem, ao todo, desde o início do ano, oito óbitos.

    O Instituto Adolfo Lutz confirmou nesta quinta-feira (15) que a adolescente de 16 anos, moradora de Campinas, morreu de febre maculosa.

    Erissa Nicole Santan esteve na festa na Fazenda Santa Margarida, no interior do estado, no dia 27 de maio, onde três pessoas foram contaminadas e morreram em decorrência da doença.

    Ela foi ao local para acompanhar o pai, que é bombeiro, e trabalhou no evento. A morte da jovem é o quarto óbito por febre maculosa confirmado nos últimos dias.

    No total, porém, o estado registra, desde o início do ano, oito mortes. Segundo a Secretaria da Saúde, o estado teve 17 casos de febre maculosa este ano.

    Cinco casos investigados
    Outros cinco casos de contaminação são investigados – todos de pessoas que estiveram na mesma fazenda, em em datas diferentes.

    Dentre eles, está uma mulher que trabalhou em uma festa no local, foi contaminada, recebeu tratamento e se curou, além de outras duas mulheres internadas, uma em Campinas e outra em Hortolândia.

    Até terça-feira (13), a Secretaria falava em seis mortos por febre maculosa em 2023. O sétimo caso inserido no sistema na quarta ocorreu em março e só foi incluído pela Prefeitura de Limeira agora.

    Em 2022, foram registrados 63 casos, com 44 óbitos confirmados. Já em 2021, foram 87 casos e 48 óbitos.

    Alerta
    A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo alerta para que as pessoas que estiveram na Fazenda Santa Margarida, na região de Campinas, no período de 27 de maio a 11 de junho e apresentarem febre e dor pelo corpo, dor cabeça ou manchas avermelhadas pelo corpo, procure atendimento médico imediatamente e informe ao médico que esteve na região.

    A febre maculosa também conhecida como doença do carrapato, é uma infecção febril de gravidade variável, com elevada taxa de letalidade. Causada por uma bactéria do gênero Rickettsia é transmitida pela picada do carrapato.

    Segundo a secretaria, entre junho e novembro, a infestação ambiental por ninfas de carrapato estrela é alta (o ciclo de vida do carrapato inclui as seguintes fases: ovo – larva – ninfa e adulto).

    As regiões com maior frequência de casos são as de Campinas, Piracicaba, Assis e Sorocaba. O período de incubação da Febre Maculosa é de 2 a 14 dias. Portanto, de acordo com o governo, é importante considerar exposições ocorridas nos últimos 15 dias antecedentes ao início de sintomas.

    Casal
    O piloto Douglas Costa, de 42 anos, e a namorada do piloto, Mariana Giordano, de 36 anos, morreram com febre maculosa após participarem da festa na fazenda.

    Douglas e Mariana passaram a ter sintomas de febre, manchas avermelhadas pelo corpo e dores no dia 3 de junho e morreram cinco dias depois.

    A terceira vítima, uma jovem de 28 anos, que também estava na festa, apresentou febre, cefaleia, choque e crise convulsiva, também com início dos sintomas em 3 de junho. Ela foi internada no dia 7 de junho e foi a óbito em 8 de junho.

  • Grávida liberada da Santa Casa de Ribeirão Preto após acidente morreu com embolia pulmonar e traumatismo, diz atestado

    Grávida liberada da Santa Casa de Ribeirão Preto após acidente morreu com embolia pulmonar e traumatismo, diz atestado

    Ana Cristina Santana Lourenço, de 23 anos, ficou ferida em colisão em maio. Após ter alta no mesmo dia, ela teve piora, passou por quatro UPAs e postos até ser internada no dia 6 de junho antes de morrer.

    O atestado de óbito de Ana Cristina Santana Lourenço, que estava grávida de seis meses e foi vítima de um acidente de trânsito no fim de maio em Ribeirão Preto (SP), aponta que ela morreu por trombo embolia pulmonar, traumatismo craniano e pielonefrite.

    A família da jovem, de 23 anos, acusa médicos do sistema público de saúde de negligência. Ela foi liberada da Santa Casa no mesmo dia do acidente e apesar de uma tomografia apontar o traumatismo craniano.

    Segundo a família, Ana Cristina ainda passou por vários atendimentos posteriores em unidades de pronto atendimento (UPAs) e postos até ser internada de novo na Santa Casa, onde morreu no sábado (10).

    O acidente aconteceu no dia 19 de maio, no cruzamento das ruas Amadeu Amaral e Américo Brasiliense. Segundo o boletim de ocorrência, uma motorista de 45 anos avançou a sinalização de pare e atingiu a moto que levava Ana Cristina na garupa.

    O condutor da moto e a motorista do carro sofreram ferimentos leves e foram levados à UPA. Já a passageira foi levada em estado grave para a Santa Casa.

    “Eles liberaram a minha filha, menos de 24 horas depois, não internou, não fez nada. Foi um acidente muito grave, mas a gente não sabia como estava. Fizeram a tomografia, disseram que a minha filha tinha dado uma mancha na cabeça, com certeza era um coágulo, que estava tudo bem”, diz a mãe da jovem, Maria Dyana Santana.
    Quadro de saúde agravado
    Após receber alta, o quadro de saúde de Ana Cristina só piorou, segundo a mãe, e a família deu início a peregrinação em busca de atendimento.

    “Ela passou uma semana vomitando direto. Eu a levei na UPA e fiquei uma semana lá com ela. Ela desmaiou na UPA. A gente ficou duas horas esperando atendimento. Viram que ela estava muito mal, a médica nem levantou da cadeira para ver minha filha. Ela fez os exames, não conseguia nem fazer xixi. Fez de urina e sangue. A médica disse que era uma leve infecção de urina e que o vômito era por causa da gravidez. Voltamos para casa e retornamos no outro dia. Ela não parava de vomitar. Passaram antibiótico, mas não conseguia tomar.”

    De acordo com Maria Dyana, a irmã de Ana Cristina a levou ao posto de saúde, onde emitiram uma carta solicitando a internação. A vaga na Santa Casa surgiu no dia 6 de junho, mas já era tarde.

    “Ela foi internada à noite, disseram que tinham feito tomografia, que estava com infecção, e os rins não estavam muito bem. Ela até deu uma melhorada, mas foi no banheiro e desmaiou, convulsionou no braço da médica, levaram pra UTI. Na segunda convulsão, por volta das 22h, ela teve a parada cardíaca junto com a convulsão e não voltou mais.”

    Por que foi liberada?
    Maria Dyana acredita que a filha e a neta poderiam ter sobrevivido caso a jovem tivesse recebido o atendimento correto de saúde desde o socorro após o acidente.

    “A gente não teve nenhuma reposta deles. O pai dela foi ao hospital e perguntou o que tinha acontecido. O médico disse que ela tinha entrado com traumatismo craniano. Se eles sabiam que ela tinha entrado com traumatismo craniano por que eles liberaram ela um dia depois do acidente que teve?”, questiona.

    O que dizem a Santa Casa e a prefeitura
    Em nota, a Santa Casa de Ribeirão Preto lamentou profundamente pela dupla perda familiar e reafirmou que assim que recebeu a regulação da paciente prestou todo atendimento necessário. A unidade ressaltou que está à disposição tanto da família quanto da Justiça.

    A Secretaria Municipal da Saúde informou que os atendimentos prestados à Ana Cristina nas UPAs Leste e Oeste e na Unidades Básicas Distritais de Saúde (UBDSs) da Vila Virgínia e Central serão apurados com rigor e responsabilidade.

    Investigação do acidente
    O acidente de trânsito foi registrado como dupla lesão corporal culposa, quando não há a intenção.

    Com a morte de Ana Cristina, a tipificação foi alterada para homicídio culposo junto com lesão corporal já que o mototaxista sobreviveu ao acidente.

  • Polícia investiga morte de homem em situação de rua encontrado com sinais de hipotermia na Zona Leste de SP

    Polícia investiga morte de homem em situação de rua encontrado com sinais de hipotermia na Zona Leste de SP

    É ao menos o quarto caso apurado de morte provocada pelo frio na capital paulista.

    A Polícia Civil investiga a morte de um homem em situação de rua encontrado com sinais de hipotermia na Zona Leste de São Paulo.

    Segundo testemunhas, ele estava com as mãos e os pés roxos. É ao menos o quarto registrado nas últimas semanas.

    Outras investigações
    Nesta terça (13), um homem de 62 anos foi resgatado pela Pastoral do Povo da Rua após passar mal de frio.

    Questionada, a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS) disse que o idoso tinha uma vaga fixa no Centro de Acolhida Refúgio I, na Mooca, desde dezembro de 2022.

    Na tarde da última segunda-feira (12), ele saiu para ir ao Posto de Saúde da região e não retornou ao serviço.

    De acordo com a prefeitura, ele deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Mooca por volta das 10h15 desta terça-feira (13). Passou por atendimento médico, realizou exames laboratoriais e foi medicado. O paciente segue em observação na unidade recebendo cuidados assistenciais.

    Em maio, três pessoas morreram com sinais de hipotermia.

    Dentre eles, um homem de 42 anos, encontrado no cruzamento da Rua da Consolação com a Alameda Tietê, na Cerqueira César. Ele dormia embaixo de tapumes de uma obra de um prédio na região.

    A polícia também já investigava a morte de um outro homem em situação de rua que morreu a 500 metros de um abrigo da prefeitura.

    Pessoas em situação de rua reclamam de abrigos
    Pessoas em situação de rua, que dependem dos abrigos, reclamam das condições em que são recebidas.

    Eles também falaram sobre a dificuldade de conseguir vagas no Centro. Na outra ponta da cidade, na Zona Leste, mais pessoas de situação de rua reclamam das mesmas condições.

    “Cheguei lá umas dez horas, estava garoando, falei tem uma vaga para me arrumar e disseram ‘só se for para o encaminhamento. Não dá pra arrumar vaga, não’. Eu fiz o que? Peguei o saco de lixo que estava no lixo, joguei o lixo fora e me cobri com saco de lixo. Não consegui dormir direito”, disse um morador em situação de rua à TV Globo.

    “Se é emergencial, todas as noites há leitos vazios que não foram preenchidos e há relatos de pessoas que solicitam o acolhimento e não são acolhidas porque não tem a burocracia. A burocracia é maior que a necessidade da pessoa”, ressaltou o Padre Júlio Lancellotti.

    MP investiga prefeitura por omissão
    Em 2021, o Ministério Público de São Paulo abriu uma investigação para apurar possíveis omissões da prefeitura de São Paulo sobre as mortes de moradores de rua em noites de baixas temperaturas.

    Em abril deste ano, os promotores enviaram questionamentos para a Prefeitura sobre essa situação e deu 10 dias para a resposta, mas até agora a prefeitura não se pronunciou.

     

  • GM quer suspender contratos de 1,2 mil funcionários na fábrica de São José dos Campos, diz sindicato

    GM quer suspender contratos de 1,2 mil funcionários na fábrica de São José dos Campos, diz sindicato

    Intenção da montadora é adotar layoff a partir de 3 de julho. Produção na fábrica já está parada desde o início desta semana.

    A General Motors (GM) quer suspender temporariamente o contrato de 1,2 mil funcionários da fábrica da montadora em São José dos Campos. A informação é do Sindicato dos Metalúrgicos, que representa a categoria.

    A medida foi proposta aos representantes da categoria em reunião nesta quarta-feira (14). O sindicato informou que a empresa alega que a medida é motivada por causa de queda nas vendas. A produção na fábrica já está parada desde a última segunda-feira (12).

    Segundo o sindicato, o layoff está previsto para começar no dia 3 de julho e deve durar 10 meses. Para entrar em vigor, a proposta precisa ser aprovada pelos trabalhadores em assembleia.

    A medida prevê que os trabalhadores fiquem em casa, façam cursos de requalificação e recebam parte dos salários por meio de recurso do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

    A GM foi procurada pelo g1, mas não respondeu até a publicação da reportagem.

    Produção parada
    A GM iniciou na última segunda (12) a suspensão do trabalho para todos os funcionários da planta de São José dos Campos (SP). O chamado ‘dayoff’ impacta cerca de 4 mil trabalhadores, atingindo os metalúrgicos da produção e funcionários do setor administrativo.

    Segundo a montadora, a suspensão dos trabalhos vai até o dia 23 de junho. Os trabalhadores serão remunerados normalmente nesse período, mas terão que compensar os dias posteriormente. Paralisação total na unidade é a primeira desde a pandemia.

    Além do dayoff de 10 dias, a montadora anunciou na semana passada que deve aplicar férias coletivas para os funcionários do setor de transmissão. Essas férias deverão acontecer entre os dias 19 e 28 de junho.

    Em São José, a montadora produz os modelos S10 e Trailblazer.

     

  • Capivara pode hospedar carrapato-estrela em Ribeirão Preto, mas não transmite febre maculosa, diz biólogo

    Capivara pode hospedar carrapato-estrela em Ribeirão Preto, mas não transmite febre maculosa, diz biólogo

    Segundo especialista, animais são monitorados e, até o momento, não apresentaram a bactéria responsável pela doença. Em 2023, cidade descartou quatro casos suspeitos.

    As capivaras que circulam pela área urbana, facilmente encontradas pelas ruas de Ribeirão Preto (SP), principalmente em áreas perto de córregos, podem ser hospedeiras do carrapato-estrela, mas não transmitem a febre maculosa.

    Segundo o biólogo e médico veterinário Pedro Favareto, um levantamento feito com 20 animais na cidade descartou, até o momento, a circulação da bactéria causadora da doença na cidade.

    A febre maculosa é causada por bactérias do gênero Rickettsia. A transmissão ocorre pela picada do carrapato, sobretudo o conhecido como carrapato-estrela.

    “Uma pessoa não transmite para outra, então a capivara não transmite a febre maculosa para humanos”, garante o biólogo. “Se a bactéria vier até o município, ele passa a ser uma região de risco de transmissão imediatamente”.

    A combinação da presença de carrapatos-estrela com capivaras torna Ribeirão Preto uma área de potencial risco, mas apenas o contato direto com a bactéria pode causar a doença.

    “Ela tem duas pernas das três necessárias para acontecer a transmissão, mas, por ora, não há registros da circulação da bactéria”, esclarece o biólogo.

    Até o dia 26 de maio, Ribeirão Preto registrou quatro casos suspeitos da doença, mas todos foram descartados, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde.

    O assunto ganhou destaque nos últimos dias por causa da morte de três pessoas em Campinas (SP) diagnosticadas com a doença. O contato delas com o carrapato-estrela ocorreu em uma festa realizada em uma fazenda no distrito de Joaquim Egídio. Um quarto caso é investigado.

    Monitoramento das capivaras
    Segundo o biólogo, o controle da transmissão da febre maculosa ocorre pelo monitoramento das capivaras, o que é feito em Ribeirão Preto.

    “Esse trabalho que executamos consiste em, pontualmente, você anestesiar animais de maneira segura, com a devida licença do órgão fiscalizador, e seguindo o protocolo estadual para febre maculosa, coletar o sangue e enviar para o laboratório oficial do estado”, explica.

    As amostras são processadas e, conforme o resultado, o animal é reincorporado ou não à população na cidade. Em Ribeirão Preto, segundo o biólogo, a avaliação ocorreu com cerca de 20 animais e todos testaram negativo para a doença.

    Quais são os sintomas?
    Conforme o Ministério da Saúde, os principais sintomas da doença são:

    Febre
    Dor de cabeça intensa
    Náuseas e vômitos
    Diarreia e dor abdominal
    Dor muscular constante
    Inchaço e vermelhidão nas palmas das mãos e sola dos pés
    Gangrena nos dedos e orelhas
    Paralisia dos membros que inicia nas pernas e vai subindo até os pulmões, causando paragem respiratória
    Como os sintomas podem ser facilmente confundidos com outras doenças que causam febre alta, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo alerta que pessoas que moram ou se deslocam por áreas de transmissão fiquem atentas ao menor sinal e que procurem um serviço médico.

    Ao buscar atendimento, elas devem informar que estiveram nessas regiões, para evitar o agravamento do quadro. O tratamento é realizado com antibiótico específico.

    Prevenção
    Usar roupas claras
    Usar calças compridas
    Passar um elástico na calça
    Se passar em área de risco, fazer uma busca pelo carrapato e removê-lo imediatamente do corpo

  • Entenda como será parceria entre Prefeitura de SP e cientistas da UFMG para desenvolver vacina contra dependência de cocaína e crack

    Entenda como será parceria entre Prefeitura de SP e cientistas da UFMG para desenvolver vacina contra dependência de cocaína e crack

    Prefeitura diz que dará apoio técnico e financeiro para viabilizar e acelerar próximas fases da vacina, estimadas em R$ 4 milhões. Projeto de cientistas já concluiu etapas pré-clínicas; pesquisadores acreditam que, se houver mais recursos, trabalho pode ser concluído em dois ou três anos.

    Uma parceria entre a Prefeitura de São Paulo e pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que desenvolvem desde 2015 uma vacina contra a dependência em cocaína e crack, foi feita no começo deste mês para que os cientistas consigam avançar no projeto, que já concluiu as etapas pré-clínicas em animais.

    Nos testes realizados até o momento, os pesquisadores constataram que os anticorpos produzidos pela vacina, chamada de Calixcoca, criam uma barreira a partir de uma molécula sintética, impedindo que a cocaína seja levada pelo sangue para o sistema nervoso central e o cérebro. Com isso, o mecanismo que provoca a compulsão pela droga é interrompido.

    A pesquisa ainda indica que a vacina, além de ajudar no tratamento dos dependentes químicos, pode proteger os bebês de gestantes usuárias de drogas (entenda mais abaixo).

    E a colaboração da prefeitura com os pesquisadores consiste em dar apoio financeiro e também técnico para que o projeto avance a partir de agora. Os cientistas acreditam que, com os recursos, o trabalho possa ser concluído em dois ou três anos. Com o financiamento, o próximo passo é pedir a autorização da Anvisa para testar o imunizante em humanos.

    “Essa luta não é só das famílias, mas também do poder público, para garantir tratamento a todos que necessitam”, afirmou, em nota, o prefeito Ricardo Nunes (MDB).

    A reunião entre o professor Frederico Garcia, responsável pela pesquisa na UFMG, e a equipe da prefeitura, foi feita em 1º de junho.

    Participaram os secretários municipais Luiz Carlos Zamarco (Saúde) e Edson Aparecido (Governo), além do chefe de gabinete da gestão municipal, Vitor Sampaio, e o coordenador da Vigilância em Saúde, Luiz Artur Caldeira.

    “Esse é um problema prevalente, vulnerabilizante e sem tratamento específico. Os nossos estudos pré-clínicos comprovam a segurança e eficácia da vacina nesta aplicação. Ela aporta uma solução que permite aos pacientes com dependência se reinserir socialmente e voltar a realizar seus sonhos”, explica Frederico Garcia, professor do Departamento de Saúde Mental da Faculdade de Medicina e pesquisador responsável, em material divulgado pela Universidade.

    “Até então, este projeto foi inteiramente desenvolvido com recursos governamentais. Para restaurar a liberdade das pessoas com dependência e prevenir as consequências fetais, precisamos dar início nos estudos com humanos”, disse Garcia em comunicado divulgado pela UFMG.

    Vitor Sampaio, chefe de gabinete da gestão municipal, afirmou que Nunes determinou “apoio irrestrito, tanto técnico como financeiro, para viabilizar e acelerar as próximas fases da vacina, que poderão custar R$ 4 milhões, inicialmente”.

    Conforme a prefeitura, na próxima etapa das pesquisas, viabilizadas pela Secretaria Municipal da Saúde, por meio da Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa), será avaliada a aplicação do imunizante “em grupos elegíveis, incluindo os dependentes químicos em fase de recuperação”, conforme o progresso dos estudos.

    “Será, entre outros avanços científicos, um movimento para recuperação psicossocial e reintegração de dependentes químicos à sociedade”, afirmou Zamarco.

    Como funciona a vacina?

    O imunizante desenvolvido na UFMG foi indicado ao prêmio Euro, que reconhece a inovação de profissionais latino-americanos em medicina. Ele induz o sistema imune a produzir anticorpos que se ligam à cocaína na corrente sanguínea.

    Essa ligação transforma a droga numa molécula grande, que não passa pela barreira hematoencefálica, estrutura que regula o transporte de substâncias entre o sangue e o sistema nervoso central.

    Outra possibilidade de uso foi observada nos testes em ratas grávidas, que produziram níveis significativos de anticorpos.

    Segundo o pesquisador, uma vacina para a prevenção primária de transtornos mentais seria inédita na psiquiatria.

    A patente já foi depositada pela Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica (CTIT) da UFMG.

     

  • Thiago Brennand também é suspeito de apropriação indébita e ameaça por não pagar por obras de arte em SP

    Thiago Brennand também é suspeito de apropriação indébita e ameaça por não pagar por obras de arte em SP

    Cerca de quatro quadros não foram pagos; vendedor tentou cobrar dinheiro, mas desistiu após ameaças. Empresário e herdeiro está preso no CDP de Pinheiros por crimes de violência contra mulheres.

    A Polícia Civil de São Paulo investiga pelos crimes de apropriação indébita e ameaça Thiago Brennand, o empresário e herdeiro preso suspeito de estupros e agressões. O inquérito no 15º DP de São Paulo foi aberto em abril, depois de supostos calotes em obras de arte.

    Segundo apurado pelo g1, Brennand teria encomendado obras entre março de 2020 e novembro de 2022, no Itaim Bibi, Zona Sul de São Paulo. A relação comercial com o vendedor que o acusa de ameaça começou em um leilão de peças onde o empresário arrematou um quadro de R$ 350 mil, mas não pagou e teve o nome negativado.

    O empresário e herdeiro está preso no Brasil desde 29 de abril por estupro, agressão, cárcere privado e ameaça (leia abaixo).

    Ao ser cobrado pelo valor, Brennand teria dito ao vendedor que “não sabiam com quem estavam falando”. Para “salvar a venda”, um funcionário entrou em contato e teria oferecido um desconto de 5%, que era o lucro da operação.

    Brennand teria dito que estava montando uma coleção para decorar a mansão em Porto Feliz, no interior do estado, e passou e encomendar mais obras.

    Durante os encontros na capital paulista, o negociante relatou, no documento, que Brennand costumava estar cercado por seguranças armados e reafirmava ser “o maior colecionador de armas”.

    A Polícia Civil apreendeu em março, em Atibaia, interior do estado, 67 armas do empresário após o Exército suspender, no ano passado, o registro de Brennand de CAC, sigla usada para identificar caçadores, atiradores e colecionadores de armamentos e munições.

    Obras
    Brennand, segundo a investigação, também teria se apropriado de duas obras de autoria do artista plástico Sergio Camargo, e passou a exibi-las como se fossem dele nas redes sociais.

    O empresário também comprou um quadro do pintor nordestino Antonio Bandeira, mas não pagou. Brennand também disse que se apropriou de mais um quadro como “forma de punição” ao vendedor.

    Ao todo, cerca de quatro quadros não foram pagos. O vendedor tentou cobrar o dinheiro, mas desistiu após sofrer ameaças. A vítima trouxe a situação à tona após as denúncias envolvendo o réu de violência contra mulheres repercutidas nos últimos meses.

    “Quando os casos vieram ao conhecimento público, a vítima nos procurou para auxiliá-la nas medidas necessárias para o retorno dos bens em questão. Esperamos as apurações das autoridades”, diz a defesa.

    Os advogados de Brennand foram procurados para comentar sobre o caso, mas não houve resposta até a publicação. O caso segue em investigação.

    Novas denúncias
    A Vara Central da Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de São Paulo recebeu em 1º de junho uma nova denúncia oferecida pelo Ministério Público contra o empresário pelo crime de estupro. Além de virar réu no novo processo, ele teve mais uma prisão preventiva decretada. A defesa dele informou, anteriormente, não ter sido notificada.

    Atualmente, Brennand é réu em nove processos, sendo que em seis deles com prisão decretada.

    Primeiro julgamento
    Brennand participou do seu primeiro julgamento no último dia 30, na 2ª Vara de Porto Feliz, no interior de São Paulo. O Tribunal de Justiça ouviu uma vítima que o acusa de estupro e três testemunhas de defesa. A próxima audiência está prevista para o dia 21 de junho, às 14h.

    Brennand não chegou a ser ouvido. A previsão era a de que ele falasse por meio de videoconferência do CDP de Pinheiros, na capital paulista, onde está preso.

    Sobre o primeiro julgamento, a defesa de Brennand disse que “considerou positivo o desfecho da audiência”. “Na ocasião, puderam ser apresentados fatos novos, que colocam em xeque a narrativa sobre o crime alegado. No momento oportuno, novos esclarecimentos serão apresentados”, disse o advogado Alexandre Queiroz, em comunicado enviado ao g1.

    A vítima é uma mulher estrangeira que mora no Brasil e não teve a identidade revelada. Ela conheceu o empresário quando pretendia adquirir um cavalo.

    A mulher relatou aos promotores do Núcleo de Atendimento às Vítimas de Violência (NAVV) ter iniciado um relacionamento com o denunciado, encontrando-se com ele, eventualmente, ao longo de dois meses.

    Acusações
    O nome de Brennand ficou conhecido depois que o Fantástico mostrou imagens exclusivas nas quais o empresário aparece agredindo a atriz Helena Gomes dentro de uma academia em São Paulo. Neste caso, ele responde pelos crimes de lesão corporal e corrupção de menores, já que teria incentivado o próprio filho adolescente a ofender Helena.

    Depois que a reportagem foi ao ar, outras mulheres procuraram o Ministério Público de São Paulo para denunciar o empresário por crimes como estupro, agressão, ameaça, cárcere privado e injúria.

    Segundo as vítimas, os crimes ocorreram entre 2021 e 2022 em uma casa que Thiago Brennand tem em um condomínio de luxo em Porto Feliz.

  • Trabalhador que morreu atingido por placas de vidro estava sem equipamentos de segurança, diz polícia

    Trabalhador que morreu atingido por placas de vidro estava sem equipamentos de segurança, diz polícia

    Carga com mais de 500 quilos estava em caminhão de transporte da empresa em que o homem trabalhava, em Jaú (SP). Vítima tinha 31 anos.

    O homem que morreu depois que placas de vidro com mais de 500 quilos caíram sobre ele não possuía equipamentos de segurança necessários para o manuseio das peças, segundo a Polícia Civil. O caso foi registrado na manhã de segunda-feira (12), em Jaú (SP).

    De acordo com o Boletim de Ocorrência, a vítima, identificada como Tiago Gomes de Oliveira, de 31 anos, foi atingida por lâminas de vidro enquanto carregava um caminhão junto a outros colegas de trabalho devido à mudança de endereço do estabelecimento onde trabalhava na avenida Dudu Ferraz, em Jaú.

    Segundo o registro policial, um dos funcionários disse que gritou para os ajudantes saírem quando percebeu que a carga estava se desequilibrando, momento em que a vítima tentou segurar. Um vídeo mostra o homem sendo atingido pelas peças de vidro.

    Tiago chegou a ser socorrido e levado até a Santa Casa de Jaú por uma equipe do Samu, mas não resistiu aos ferimentos. Outro funcionário de 20 anos também precisou ser atendido na Santa Casa, com ferimentos leves.

    Ainda segundo o BO, registrado como morte suspeita, conforme informações colhidas no local do fato, a empresa Aluminoxi “não conta com técnico de segurança do trabalho”, “nem havia equipamentos de segurança para o desempenho dessa atividade de manuseio de peças de vidro”.

    A PM esteve no local e autuou o caminhão por estar estacionado sobre a faixa de pedestre e outras quatro motos sobre a calçada. Um terceiro funcionário e o gerente do estabelecimento foram levados para a Central da Polícia Judiciária e, após prestarem depoimento, foram liberados. A polícia investiga o caso.

    O g1 entrou em contato com a empresa Aluminoxi para comentar o caso, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.

    Nas redes sociais, a empresa lamentou a morte do funcionário. “É com imenso pesar que comunicamos o falecimento do nosso prestador de serviços Tiago Gomes de Oliveira. Um momento de muita dor e tristeza”, diz parte do comunicado.

    Tiago Gomes de Oliveira foi sepultado na manhã desta quarta-feira (13), no Cemitério Municipal de Mineiros do Tietê (SP).

  • Júri popular de 3 acusados de roubar, matar e queimar família em Santo André em 2020 será retomado nesta terça

    Júri popular de 3 acusados de roubar, matar e queimar família em Santo André em 2020 será retomado nesta terça

    No total, são 5 presos acusados de matar casal e adolescente. O julgamento teve início na segunda (12), quando foram ouvidos a filha das vítimas acusada de participar do crime, a então namorada dela, e o vizinho. Os outros dois réus destituíram advogada e serão julgados em agosto.

    O júri popular de três dos cinco acusados de roubar, matar e queimar uma família em janeiro de 2020 no ABC Paulista será retomado nesta terça-feira (13), às 9h30. O julgamento ocorre no Fórum de Santo André e já havia sido adiado por cinco vezes por diversos motivos. As informações são da assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).

    Na segunda, foram ouvidos Anaflávia Martins Gonçalvez, Carina Ramos de Abreu e Guilherme Silva. Somente eles três acompanharam o júri no plenário.

    Os outros dois réus, Juliano e Jonathan Ramos, serão julgados em agosto, porque destituíram a advogada no início da sessão e foram retirados da sala. O motivo não foi informado. Por isso, a Justiça desmembrou o processo e marcou o julgamento deles para 21 de agosto. Até lá eles terão de constituir uma nova defesa.

    Todos os acusados respondem presos pelos assassinatos do casal de empresários Romuyuki Veras Gonçalves, de 43 anos, e Flaviana de Meneses Gonçalves, de 40, e do filho deles, o estudante Juan Victor Gonçalves, de 15. A expectativa de suas defesas é a de que o júri possa durar até quatro dias.

    Todos os cinco acusados respondem por roubo, homicídio doloso qualificado (por motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou as defesas das vítimas), ocultação de cadáver e associação criminosa.

    Já foram ouvidas outras três testemunhas pelo juiz: o delegado responsável pelo caso, a avó e uma testemunha de defesa de Ana Flávia, que foi ouvida hoje.

    O caso repercutiu à época na imprensa. A filha das vítimas e sua namorada naquela ocasião estão envolvidas nos crimes, segundo a acusação feita pelo Ministério Público (MP). Além delas, mais três homens são acusados.

    Estão detidos preventivamente nas penitenciárias de Tremembé, no interior paulista: a filha do casal e irmã do garoto, Anaflávia Martins Gonçalves, e a então namorada dela, Carina Ramos de Abreu. Também continuam presos na mesma cidade os irmãos Juliano Oliveira Ramos Júnior e Jonathan Fagundes Ramos, que são primos de Carina. O quinto preso é Guilherme Ramos da Silva, vizinho dos irmãos Ramos, detido no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pinheiros, na capital paulista.

    Vídeos de câmeras de segurança gravaram os cinco réus entrando e saindo da residência onde as três vítimas moravam, num condomínio fechado de casas em Santo André. O casal e o filho foram mortos no local em 27 de janeiro de 2020. Acabaram assassinados com golpes na cabeça durante um assalto na residência deles.

    Os corpos só foram encontrados no dia seguinte, em 28 de janeiro daquele ano. Estavam carbonizados, dentro do carro família, numa área de mata em São Bernardo do Campo, município vizinho a Santo André.

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