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  • Policial morre após dias internado devido a acidente em perseguição; ‘Era pra gente ir embora para o interior’, diz namorada

    Policial morre após dias internado devido a acidente em perseguição; ‘Era pra gente ir embora para o interior’, diz namorada

    Viatura na qual o soldado Lucas Azevedo Peticoff estava bateu em um estabelecimento comercial no Centro de Diadema, na Grande São Paulo. Ele ficou nove dias internado no hospital Mário Covas, mas não resistiu.

    Um policial militar de 28 anos faleceu no último sábado (15) após passar nove dias internado devido a um acidente durante uma perseguição no centro de Diadema, município na Grande São Paulo. Lucas Azevedo Peticoff estava na corporação há quatro anos e deixa sua companheira e um filho de oito meses.

    “Lembro ainda, você com seu jeito, me falando que se a gente ficasse aqui você iria morrer, que era para a gente ir embora para o interior. Lembro do dia que você me disse que se eu recebesse uma bandeira era porque você teria morrido. Mas não, meu amor, você não morreu em mim, você está aqui”, desabafou a namorada do rapaz nas redes sociais.

    De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), gerida pelo secretário Guilherme Derrite na gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos), a viatura em que Lucas estava com outros dois colegas bateu no muro de um estabelecimento comercial no dia 6 de abril, enquanto perseguiam uma moto com dois indivíduos suspeitos de praticar roubos — um deles foi detido com um simulacro de arma de fogo (arma de brinquedo).

    O soldado foi socorrido e ficou internado no hospital Mário Covas, em Santo André, no ABC Paulista. Familiares e amigos solicitaram doações de sangue para ele nas redes sociais, mas seu estado de saúde se agravou e ele não resistiu.

    “Não deu tempo da gente ir embora para o interior, não deu tempo de comprar a nossa casa enorme lá, não deu tempo da gente se casar com o Be [filho do casal] entrando com as alianças, nem de ter uma filha como você queria, não deu tempo de você levar ele no Allianz para ver o Palmeiras, não deu tempo…”, publicou a companheira de Peticoff.

    A Polícia Militar e a SSP lamentaram a morte do soldado.

  • Adolescente de 14 anos morre em Mococa após bicicleta bater contra poste

    Acidente aconteceu na quinta-feira (13), na Vila Quintino. Vítima, identificada como Analice Marques, estava no cano da bicicleta que era conduzida por um jovem de 15 anos.

    Uma adolescente de 14 anos morreu, na quinta-feira (13), depois da bicicleta que ela estava colidir contra um poste, na Vila Quintino, em Mococa (SP).

    A bicicleta era conduzida por um adolescente de 15 anos e a vítima, identificada como Analice Marques, estava no cano. Eles desciam pela Rua Florianópolis em alta velocidade quando aconteceu a colisão.

    “A rua em que eles desciam de bicicleta tem vários buracos. A suspeita é que, na tentativa de desviar ou por ter caído em algum deles, os adolescentes sofreram o acidente”, explicou o delegado Mauro Bacci.

    Com a queda, Analice bateu a cabeça em um poste de iluminação da via e sofreu um traumatismo craniano. A vítima chegou a ser atendida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), porém morreu no local.

    O jovem que conduzia a bicicleta foi levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e já recebeu alta médica.

    O caso foi registrado como homicídio culposo e será investigado pela Polícia Civil. Ainda não há informações sobre velório e sepultamento.

  • Relatório da Defensoria Pública aponta violações de direitos humanos em ações da Prefeitura de SP na região da Cracolândia

    Relatório da Defensoria Pública aponta violações de direitos humanos em ações da Prefeitura de SP na região da Cracolândia

    Documento cita que atuação da Guarda Civil Metropolitana é violenta e desrespeita regras definidas em decreto e portaria municipais. Administração diz que não compactua com condutas inadequadas, e que atuação da GCM é pautada no respeito à dignidade das pessoas.

    A Defensoria Pública do Estado de São Paulo afirmou em um relatório enviado à Prefeitura da capital paulista ter encontrado violações de direitos humanos ao cumprimento de regras definidas pela própria administração municipal durante os trabalhos de atendimento e tratamento à população de rua e usuários de drogas na região da Cracolândia, no Centro da Cidade.

    No documento, obtido em primeira mão pela GloboNews, o Núcleo Especializado de Cidadania e Direitos Humanos da Defensoria Pública do Estado afirma que a Guarda Civil Metropolitana, em boa parte pela equipe de Inspetoria Regional de Operações Especiais (IOPE), tem realizado revistas e triagem dos frequentadores da Cracolândia e que “o ingresso ao espaço é feito de forma violenta e cercando as possíveis saídas da rua onde há maior concentração de pessoas, o que leva a uma rápida dispersão daqueles que se encontram ao local”.

    Segundo os defensores, mesmo caracterizada como uma ação de zeladoria, a GCM não acompanha os trabalhos para colaborar na mediação de conflitos e assegurar a proteção de todos os envolvidos nas ações, como funcionários, população em geral e em situação de rua, e que maioria das pessoas abandona seus pertences e não tem a possibilidade de obter o número do lacre para recuperação dos bens, como define o decreto municipal.

    “É certo que a atuação da Guarda Civil Metropolitana com seus armamentos ostensivos, agressividade e arbitrariedade em um território marcado por altíssimos índices de vulnerabilidade (com a gravíssima conjugação de pobreza, violência extrema, consumo habitual e problemático de drogas, especulação imobiliária e exploração política) em nada contribui com o êxito de operações de limpeza urbana. Ao contrário, atua no sentido de ampliar a conflituosidade no espaço urbano, aumentar a violência contra a população vulnerável e amplia a degradação urbana local. Tudo isso com alto custo para o erário público, sem nenhuma eficácia comprovada ou planejada e de forma a violar direitos fundamental.”, cita o documento.

    Procurada pela GloboNews, a Prefeitura de São Paulo não comentou o relatório da Defensoria Pública, mas afirmou que não compactua com condutas inadequadas e que, desde 2002, a corporação conta com uma Corregedoria Geral, responsável por apurar rigorosamente todos os casos suspeitos de desvios de conduta de seus agentes.

    Em nota, a Prefeitura afirmou ainda que a atuação da Guarda Civil Metropolitana “é pautada no respeito aos direitos humanos e na dignidade das pessoas”.

    Vídeos mostram abordagens
    Vídeos anexados ao relatório mostram os guardas civis metropolitanos usando máscaras, cassetes e escudos. Na revista no dia 4 de abril de 2023 realizada em usuários de drogas que permanecem mesmo após a dispersão, os GCMs conversa com um dos frequentadores apontando o cassete para os pertences dele.

    O que se observa é que ele aponta quais itens ele pode levar consigo. A Defensoria diz que as abordagens são arbitrárias e que flagrou o momento em que um guarda exigia, por exemplo, notas fiscais de carrinhos de supermercado.

    Em outro vídeo, vans da Prefeitura chegam após a abordagem e revista feitas pelos guardas, o que viola as regras municipais.

    O Núcleo de Direitos Humanos ressalta no relatório que a função da Guarda Civil é a de “acompanhar as ações de zeladoria, atuando, exclusivamente, na salvaguarda dos direitos dos trabalhadores e agentes públicos que realizam a ação e na preservação dos direitos das pessoas afetadas pelas ações de zeladoria”.

    Além disso, o documento cita que pessoas ouvidas pela Defensoria relataram que as operações de zeladoria ocorrem duas vezes ao dia sem qualquer aviso prévio.

    “As próprias equipes dos serviços de abordagem social (SEAS) não são informadas do horário das ações, o que acaba interferindo na possibilidade de realizar abordagens e construir vínculos com usuário, já que as operações implicam na dispersão do fluxo e nas dificuldades de estabelecer relações de confiança entre os agentes da assistência social e usuários”.

    Os defensores fizeram a fiscalização porque receberam denúncias de violação de direitos humanos no local e porque um procedimento administrativo aberto pelo órgão em 2015 acompanha o cumprimento por parte da Prefeitura.

    Em um ofício enviado na terça-feira (10) ao prefeito Ricardo Nunes (MDB) e à secretária de Segurança Urbana, Elza Paulina de Souza, a Defensoria Pública dá um prazo de 10 dias para que eles respondam a cinco questionamentos.

    Entre eles está o pedido de explicações sobre o fato de a Guarda Civil Metropolitana ter realizado a limpeza urbana, triagem e revista das pessoas no local, e não agentes da limpeza urbana.

    Cracolândia é desafio há décadas
    A Cracolândia ficou localizada por muitos anos na Rua Helvétia. Ações policiais no local, porém, fizeram os usuários migrarem para a Praça Princesa Isabel diversas vezes.

    Em 2017, porem, depois de uma operação das forças de segurança, os usuários foram retirados do local e acabaram se espalhando pelo Centro. Atualmente, eles estão mais concentrados no cruzamento da Rua Conselheiro Nébias e Rua dos Gusmões.

    A Cracolândia é um desafio para São Paulo há cerca de 30 anos. Especialistas apontam que a solução passa por medidas efetivas e permanentes nas áreas de saúde, assistência social e segurança pública.

    As operações são criticadas por movimentos sociais. Ativistas acusam as forças de segurança de agirem com violência contra usuários de drogas, espalhando eles pela cidade.

    Recentemente, a proposta sobre a internação compulsória de usuários de crack e outras drogas que frequentam e moram na região da “Cracolândia” voltou a ganhar força dentro da Prefeitura da capital.

    Segundo apurado pela GloboNews, a equipe do prefeito Ricardo Nunes (MDB) está convicta de que não há outra alternativa para tratamento de dependentes que frequentam o local a não ser a internação mediante determinação judicial.

  • Banco indenizará funcionária por transtorno psicológico após assalto

    Banco indenizará funcionária por transtorno psicológico após assalto

    Colegiado decidiu pela condenação da agência por considerar que a atividade bancária é de risco acentuado, caracterizando a responsabilidade objetiva pelos assaltos ocorridos.

    A 7ª turma do TST reconheceu a responsabilidade do Banco Santander pelo transtorno depressivo severo desenvolvido por uma coordenadora de operações após assalto à agência em que trabalhava, em Vila Prudente, em São Paulo/SP. Por essa razão, o banco foi condenado a pagar R$ 60 mil a título de reparação.

    Segundo relatou a bancária na ação, a agência foi assaltada na tarde de 13/9/06 por sete homens fortemente armados, além de outros à espreita do lado de fora. Com falsas credenciais de policiais militares, eles entraram no local e renderam seguranças, funcionários e clientes. 

    “Sob ameaça de armas de fogo de grosso calibre, todos foram obrigados a se deitarem no chão”, contou. Refém por cerca de 30 minutos, ela teve seus pertences pessoais também levados pelos assaltantes. Após o episódio, passou a apresentar síndrome depressiva decorrente do grave estresse sofrido. 

    Com base em laudo pericial, o juízo de primeiro grau deferiu indenização de R$ 50 mil por danos morais referentes ao transtorno psicológico e às lesões por esforço repetitivo no punho e no ombro direito, também alegado pela bancária. 

    O  TST da 2ª região elevou para R$ 60 mil a indenização relativa à doença ocupacional, mas afastou a reparação pelo transtorno psicológico causado pela assalto. Para o TRT, as instituições bancárias só podem ser responsabilizadas nessas situações quando for demonstrada a ausência dos equipamentos de segurança mínimos exigidos pela legislação. Segundo a decisão, os responsáveis pelo dano seriam os assaltantes, e não o banco, a quem não se poderia atribuir a obrigação estatal de zelar pela segurança dos cidadãos.

    O relator do recurso de revista da trabalhadora, ministro Agra Belmonte, ressaltou que, de acordo com a jurisprudência do TST, a atividade bancária é de risco acentuado, caracterizando a responsabilidade objetiva (quando não exige demonstração de culpa da empresa) pelos assaltos ocorridos. Segundo o ministro, o TST entende que é do empregador a responsabilidade objetiva pelos danos sofridos pelos empregados nas situações em que o dano é potencialmente esperado, como no caso.

    Em razão das peculiaridades do caso, o colegiado arbitrou a indenização em R$ 60 mil. A decisão foi unânime.

    Processo: ARR-535700-15.2006.5.02.0090 

     

  • Adolescente de 13 anos é achada morta com sinais de espancamento no interior de SP; mãe e padrasto foram presos

    Adolescente de 13 anos é achada morta com sinais de espancamento no interior de SP; mãe e padrasto foram presos

    Segundo BO, Yasmim Carvalho foi achada desacordada dentro de casa em Sarutaiá (SP) e levada ao hospital, onde foi constatado que ela pode ter sido agredida com pedaços de madeira.

    A Polícia Civil está investigando o caso de uma adolescente de 13 anos que foi encontrada morta com sinais de espancamento em Sarutaiá, no interior de São Paulo, no domingo (9). O padrasto e a mãe da vítima, de 28 e 30 anos, foram presos suspeitos de terem cometido as agressões.

    De acordo com o boletim de ocorrência, ao chegar em casa, a mãe de Yasmim de Souza Carvalho teria encontrado a filha desacordada e bastante machucada. Uma equipe de resgate foi acionada e levou a adolescente ao pronto-socorro de Piraju, mas ela já não apresentava mais sinais vitais.

    No hospital, funcionários da saúde constataram que a vítima poderia ter sido agredida com pedaços de madeira e que, inclusive, possuía cicatrizes pelo corpo.

    Questionada, a mãe da garota informou que a filha estava sob os cuidados do atual companheiro dela.

    Diante da situação, policiais civis e militares foram acionados e realizaram buscas na região, onde encontraram o padrasto da garota tentando fugir da cidade. Ele e a mãe da vítima foram detidos e levados ao plantão policial, onde tiveram a prisão preventiva decretada.

    Ainda conforme o registro policial, o corpo de Yasmin foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) de Avaré (SP) para ser submetido a exames necroscópico e sexológico.

    Yasmin Carvalho será sepultada, às 17h, no cemitério de Tejupá (SP).

    Prefeitura de Sarutaiá decreta luto após morte de adolescente
    Os outros dois filhos do casal ficaram sob os cuidados do Conselho Tutelar de Sarutaiá.

  • Jovem de 21 anos tem pernas amputadas após ser atropelada por trem em Taubaté, SP

    Jovem de 21 anos tem pernas amputadas após ser atropelada por trem em Taubaté, SP

    Acidente aconteceu em trecho próximo à Rodoviária Velha. Vítima foi levada ao Hospital Regional.

    Uma jovem de 21 anos teve as pernas amputadas após ser atropelada por um trem na madrugada desta segunda-feira (10) em Taubaté (SP).

    O acidente aconteceu por volta das 4h em um trecho da linha férrea próximo à Rodoviária Velha, onde há uma passarela para travessia de pedestres.

    Segundo o boletim de ocorrência, testemunhas relataram que o maquinista “buzinou por um longo espaço de tempo, mas não parou”.

    O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência foi acionado e socorreu a vítima. Ela foi levada com ferimentos graves ao Hospital Regional. O g1 tenta atualizar o estado de saúde da jovem na manhã desta segunda-feira, mas não obteve retorno do hospital até a publicação.

    O boletim de ocorrência foi registrado por lesão corporal culposa e omissão de socorro.

    O que diz a MRS
    Por nota, a MRS Logística, responsável pelo trem, informou que o “caso aconteceu em área destinada exclusivamente à operação ferroviária, onde é proibida a presença de pessoas”.

    A empresa afirmou que a composição circulava em velocidade adequada para o trecho e considerando os procedimentos de segurança. A MRS explicou ainda o motivo pelo qual o trem não parou para prestar socorro.

    “Informamos, ainda, que o freio de emergência não foi acionado, pois, no momento exato da passagem da composição, não havia pessoas ocupando a área destinada à circulação do trem e que, provavelmente, o choque aconteceu entre a envolvida e um dos vagões da composição”.

  • Cidades da Grande SP anunciam reforço de guardas civis nas escolas após ataques; especialistas avaliam

    Cidades da Grande SP anunciam reforço de guardas civis nas escolas após ataques; especialistas avaliam

    Pelo menos 4 prefeituras determinaram o reforço a partir desta segunda sob justificativa de ampliar a segurança dentro das unidades de ensino. Professores e alunos temem o policiamento nas escolas.

    Rogério Lins reúne GCM e policiais civis e militares para reforçar segurança nas escolas de Osasco

    Cidades da Grande São Paulo determinaram, por meio de ações emergenciais, reforço na atuação de Guardas Civis Municipais (GCMs) nas escolas.

    Segundo as gestões municipais ouvidas pelo g1, a ação imediata busca ampliar a segurança dentro das unidades de ensino. A atitude foi tomada após casos recentes de ataques a escolas no país.

    Escola Thomazia Montoro retoma aulas com parte dos estudantes duas semanas após professora ser morta em ataque
    Especialistas em segurança pública e educação avaliam que não existem respostas simples para os ataques, que é preferível adotar medidas preventivas do que adotar respostas rápidas aos massacres (leia mais abaixo).

    Conforme apurado pelo g1, pelo menos 4 cidades da Grande São Paulo anunciaram a medida na última semana. Veja:

    São Bernardo do Campo: todas as 218 unidades escolares do município passarão a contar com 1 guarda civil municipal a partir desta segunda-feira (10);
    Cajamar: reforço de 60 novos GCMs a partir desta segunda-feira (10);
    Itapecerica da Serra: além da viatura de ronda escolar, todas as equipes e grupamentos, devem priorizar o patrulhamento nas escolas municipais, estaduais e particulares desde quarta-feira (5);
    Osasco: polícias Civil e Militar e o comando da Guarda Civil iniciarão patrulhamentos com vistas a seguranças nas escolas a partir desta segunda-feira (10).
    A maioria das prefeituras ressalta que a Guardas Civil já realiza o serviço de segurança e vigilância de algumas escolas. Neste período emergencial, porém, essa atuação será intensificada. Desta forma, a principal promessa é a de que as unidades de ensino contem com a presença física de, pelo menos, um agente da guarda em cada uma delas.

    Conforme a lei federal que trata sobre o tema, guardas municipais devem andar uniformizados e armados, atuando entre outras funções, na segurança escolar “mediante ações preventivas”. A conduta dos agentes, por sua vez, cabe ao regulamento municipal. Nessas ações especiais dentro das escolas, no entanto, as prefeituras não esclarecem os protocolos quanto à abordagem e ao armamento.

    As administrações municipais também não informaram por quanto tempo o reforço das guardas continuará nas escolas. Em São Bernardo do Campo, por exemplo, a prefeitura informou que “a ação emergencial vigorará por tempo indeterminado” na cidade.

    Na esfera estadual, é discutida a proposta de colocar policiais militares armados nas escolas. O próprio governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou defender a ideia e um deputado estadual apresentou um projeto de lei nesse propósito. Professores e estudantes, no entanto, temem a ação.

    Também na última quarta(5), o Governo Federal anunciou que vai repassar R$ 150 milhões em recursos aos estados e municípios para apoio às polícias militares e guardas municipais.

    Ações imediatas
    Agindo de forma independente do estado e do governo federal, alguns prefeitos têm buscado apresentar respostas imediatas de segurança para a comunidade escolar formada por alunos, professores e pais, frente a um cenário de violência escolar que o país tem vivido.

    Muitos deles informam que estão se articulando com as secretarias municipais de educação e segurança pública após casos como o ataque na escola estadual na Zona Oeste da capital paulista, em 27 de março, e na invasão na creche em Blumenau, em Santa Catarina na última quarta (5).

    “Lamentavelmente, a gente pode observar episódios de violência dentro de escolas em outras cidades do Brasil. Aqui na cidade de Osasco, a gente já vai fazer um trabalho preventivo”, disse o prefeito de Osasco, Rogério Lins (Podemos).
    Em vídeo compartilhado por meio das redes sociais na última quarta (5), o prefeito de Osasco, Rogério Lins (Podemos) informa que se reuniu com a Polícia Civil, Militar e representantes da Guarda Civil Municipal para discutir ações preventivas e reforçar a segurança nas escolas da cidade.

    Além do reforço da presença de guardas civis nas instituições de ensino, outras medidas também estão sendo estudadas ou em processos de tramitação em âmbitos municipais, como: contratação de empresas de segurança, detector de metais nas entradas das escolas, câmeras de monitoramento ligadas à central que funciona 24 horas, além da instalação de um “botão de pânico”, que poderão ser acionados para a chegada de viaturas.

    Respostas rápidas x prevenção
    Especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que é possível evitar ataques a escolas, mas não existem respostas simples. Nesse sentido, os estudiosos apontam que medidas imediatas, como a implementação de policiais e guardas nas escolas costumam ser adotadas diante do choque que esse tipo de crime causa na sociedade. Eles, no entanto, avaliam que políticas preventivas, apesar de menos visíveis, são mais efetivas no enfrentamento dos problemas.

    “A gente entra nesse paradoxo entre dar uma resposta visível que aumente a sensação de segurança da sociedade versus dar uma resposta eficaz que tem menos visibilidade, que é investimento em políticas preventivas, justamente para violências nesse tipo de contexto”, disse o pesquisador Dennis Pacheco, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
    No âmbito da segurança pública, Pacheco cita ainda ações de inteligência para identificar grupos que usam o meio digital para disseminar violência, como no ataque em São Paulo.

    “Investir em grupos especializados de prevenção e investigação em crimes que acontecem dentro dos espaços digitais. Investir também em grupos voltados para questões de extremismos e de ódio, uma vez que a gente vê que esses grupos estão sempre organizados em discursos misoginistas, nazistas, racistas, entre outros”, aponta o especialista.

    Segundo Dennis Pacheco, ao tratar a temática, também é preciso olhar para a questão do controle de armas na potencialização de letalidade. “Esses casos de Blumenau e São Paulo poderiam ser muito piores se esses autores estivessem armados”, ressaltou.

    Para Cléo Garcia, advogada especialista em justiça restaurativa e mestranda da Faculdade de Educação da Unicamp, a polícia não está preparada para trabalhar no ambiente escolar. Em defesa ao seu ponto de vista, a estudiosa ressalta a letalidade policial nas ruas. No estado de São Paulo, o número de mortos por policiais subiu no primeiro bimestre de 2023.

    Cléo Garcia aponta ainda que é preciso investir em programas que busquem capacitar e preparar todos agentes da comunidade escolar para lidar diante de cenários que representem ameaças à segurança escolar. “Envolve todos os setores, educação, saúde, assistência social e a segurança também, claro. Isso deve ser discutido com todos. São políticas públicas que ainda não existem, passando, inclusive, por criação de protocolos do que fazer num momento como esse, porque as pessoas ficam realmente perdidas”.

    O que diz o governo estadual
    Procurado para sbaer se está inteirado e como avalia a ação das prefeituras nas escolas, o governo estadual informou, por meio da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc), que atua frequentemente em parceria com as redes de proteção do estado e do município, entre elas, as Polícias Civil e Militar para solucionar conflitos no ambiente escolar.

    Ainda de acordo com a pasta, “as diretorias de ensino podem também fazer parcerias com as prefeituras para que haja o monitoramento das escolas estaduais pela Guarda Civil Metropolitana (GCM)”.

    Sobre a atuação de guardas e policiais nas escolas estaduais, a gestão estadual ressaltou que as instituições contam com patrulhamento da Ronda Escolar, com cerca de 600 PMs, e em casos de ameaças os gestores das unidades registram boletim de ocorrência para que as autoridades competentes possam realizar a investigação.

    Em nota, a Seduc destacou também que as “unidades são orientadas a instalar câmeras, conforme diretriz do Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar – Conviva SP”. Segundo a pasta, os equipamentos são espelhados com o Centro Integrado de Comando e Controle – o CICC da Polícia Militar, contribuindo “para o planejamento das estratégias de segurança em toda a comunidade escolar e fomento da cultura da paz”.

     

  • Polícia prende 3 suspeitos de vandalismo na Linha 9 – Esmeralda; novo ato foi registrado na madrugada desta segunda

    Polícia prende 3 suspeitos de vandalismo na Linha 9 – Esmeralda; novo ato foi registrado na madrugada desta segunda

    Grupo foi flagrado tentando cortar cabos no pátio de Presidente Altino, em Osasco, na Grande São Paulo. No fim de semana, foram registrados problemas na linha, após cabos de fibra óptica serem rompidos no mesmo local.

    A Polícia prendeu na manhã desta segunda-feira (10) três suspeitos de envolvimento em um novo ato de vandalismo na linha 9- Esmeralda.

    Segundo a ViaMobilidade, durante a madrugada, agentes de segurança que trabalham na linha, flagraram três pessoas com ferramentas específicas para corte e uma corda no pátio de Presidente Altino, em Osasco. Não houve furto.

    A Policia Militar foi acionada e todos foram encaminhados ao 5º Distrito Policial de Osasco. Durante o fim de semana, foram registrados problemas na linha 9, após cabos de fibra óptica serem rompidos no mesmo local.

    Ainda de acordo com a concessionária, esta foi a quinta ação de vândalos na linha 9 em menos de três dias. Desta vez, os suspeitos tamparam a caixa de fios com o concreto após o corte, o que dificultou a identificação dos pontos violados.

    “O ato tem como impacto a queda da sinalização entre sete estações, de Jurubatuba a Berrini, o que afeta a visualização, supervisão e controle das operações. A equipe de manutenção da ViaMobilidade tem trabalhado desde a madrugada de domingo para identificar o ponto e restabelecer a sinalização o mais rápido possível”, informou a concessionária em nota.

    Atos frequentes de vandalismo
    Em nota, a ViaMobilidade relatou vem sofrendo atos frequentes de vandalismo na linha 9 e todas essas ocorrências com as mesmas características. Por isso, a empresa apontou entender que se trata de “ação deliberada”.

    Segue a lista de cronologia dos atos de vandalismo na linha 9-Esmeralda, segundo a concessionária:

    04/04: corte de fibra próximo da Estação Mendes;
    07/04: corte de fibra em Engenheiro Cardoso;
    07/04: corte de fibra próximo ao Pátio Presidente Altino;
    08/04: oito cabos foram intencionalmente rompidos também em Presidente Altino, próximo ao pátio da Estação.
    09/04: corte de fibra próximo à Estação de Presidente Altino.
    10/04 – Interceptação de três pessoas com ferramentas de corte no pátio de Presidente Altino
    A concessionária informou que pediu apoio da Secretaria de Segurança Pública e da Secretaria de Parcerias e Investimentos.

    Em nota, a SSP informou que “as forças policiais de Osasco se reuniram com representantes da ViaMobilidade no último dia 4 para estruturar ações para o combate aos crimes patrimoniais, incluindo roubo, furto e receptação de fios e cabos elétricos.”

    Ainda de acordo com a SSP, a Polícia Civil está em contato com os representantes da empresa de transportes para apurar o dano em cabos de fibra óptica ocorrido do último sábado (8), em uma estação em Osasco.

    Furtos de cabos em linhas de trem
    De acordo com levantamento da TV Globo, até o momento, foram registradas ao menos 12 ocorrências de tentativas ou furtos de cabos nas linhas de trens da Capital e Grande São Paulo em 2023. Todos eles ocorreram em linhas da CPTM e da ViaMobilidade.

    Nos últimos dias, foram seis ocorrências, sendo cinco na linha Esmeralda e uma na Diamante.

  • Estradas de SP devem receber mais de 2 milhões de veículos no feriado; veja os melhores horários para viajar

    Estradas de SP devem receber mais de 2 milhões de veículos no feriado; veja os melhores horários para viajar

    Previsão é de aumento no fluxo de veículos a partir das 15h desta quinta-feira (6) nos sentidos do Litoral e do Interior.

    Mais de dois milhões de veículos devem trafegar pelas estradas que levam ao litoral e ao interior de São Paulo nesta sexta-feira (8), por conta do feriado da Páscoa, segundo estimativa da da Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo), que regula as estradas sob concessão, e do DER (Departamento de Estradas e Rodagem).

    Por conta do grande fluxo de veículos, as autoridades paulistas já começaram nesta quinta (6) o monitoramento das estradas.

    A previsão é de aumento no fluxo de veículos a partir das 15h da quinta-feira (6) nos sentidos do Litoral e do Interior. No retorno, no domingo (9) a previsão é de tráfego intenso durante todo o dia.

    Melhores horários
    Sistema Anchieta-Imigrantes

    No Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI) são esperados até 310 mil veículos que devem seguir para o Litoral Sul pelas rodovias Anchieta (SP-150) e Imigrantes (SP-160).

    Os horários de maior fluxo de veículos devem ser a partir da quinta-feira (6), das 12h até as 02h da madrugada de sexta-feira (7), e depois das 07h às 14h, sentido litoral.

    No retorno à capital, o movimento se intensifica no domingo (9) a partir das 9h e segue durante todo o dia.

    Com o aumento de fluxo por conta do feriado, a concessionária prevê a implantação da Operação Descida (7×3) a partir das 12h de quinta-feira (5). No retorno à capital será implantada a Operação Subida (2×8) a partir das 09h do domingo.

    Tamoios

    Na Rodovia dos Tamoios (SP-098), cerca de 124 mil veículos deverão trafegar pela via entre a quinta-feira (6) e a segunda-feira (10) de abril.

    Ayrton Senna-Carvalho Pinto

    A previsão para o Corredor Ayrton Senna-Carvalho Pinto (SP 070) é de que até 480 mil veículos passem pelas quatro praças de pedágio do corredor no sentido interior.

    O aumento do fluxo deve ocorrer a partir das 6h de quinta-feira (6) até por volta de 16h da sexta-feira (7), no sentido do interior do Estado. Já no retorno, o fluxo de veículos deve aumentar no sábado (8), a partir das 15h até as 21h e no domingo (9), das 09h até o fim da noite.

    Anhanguera-Bandeirantes

    No Sistema Anhanguera-Bandeirantes, a estimativa é de que 476 mil veículos circulem pelas rodovias, entre saída e chegada à Capital. O horário de fluxo mais intenso está previsto para a sexta-feira (07), das 9 às 13 horas no sentido interior. No retorno, é esperada maior movimentação no sentido capital, das 12h às 20 horas de domingo (09).

    Castello Branco-Raposo Tavares

    O Sistema Castello Branco-Raposo Tavares, no trecho operado pela ViaOeste, deve receber cerca de 536 mil veículos, entre a 0h de quinta-feira (6/04) até às 23h59 de domingo (9/04). Para viajar com mais tranquilidade, a orientação aos motoristas é evitar os horários de fluxo mais intenso nas rodovias: na quinta-feira (6/04) das 16h às 20h e na sexta (7/04), das 7h às 12h. No retorno, a concessionária estima maior concentração de veículos no sentido capital no domingo (9/04), das 11h às 20h.

    O trecho Oeste do Rodoanel deve receber mais de 1 milhão de veículos da 0h de quinta-feira (6/04) até às 23h59 de domingo (9/04). Os horários de fluxo mais intenso está previsto para quinta-feira (06/04), das 15 às 20 horas.

    Já pelo trecho Sul do Rodoanel Mário Covas devem circular 276 mil veículos e pelo trecho Leste 118 mil . Os horários de maior fluxo devem ser na sexta-feira, das 9h às 13 h; sábado, das 9h às 13h e domingo das 9h às 22 h.

    Rodoviárias
    Segundo a Socicam, concessionária responsável pela gestão dos Terminais Rodoviários Tietê, Barra Funda e Jabaquara, entre quinta-feira (06) e sexta-feira (07), cerca de 130 mil pessoas devem embarcar pelos três terminais rodoviários de São Paulo, tendo Belo Horizonte, Florianópolis, Curitiba, Rio de Janeiro, Sul de Minas, litoral e interior de São Paulo como os destinos mais procurados.

    Durante todo o feriado prologado, até dia 10, a previsão é de mais 496 mil passageiros saindo e chegando à cidade pelos terminais rodoviários.

    Na saída para o feriado, entre quinta e sexta-feira, serão disponibilizados 655 ônibus extras para atender a demanda de passageiros. Caso seja necessário, mais carros podem ser disponibilizado.

     

  • Policial é jogado vivo no Rio Tietê após ter arma e celular roubados na Zona Norte de SP

    Policial é jogado vivo no Rio Tietê após ter arma e celular roubados na Zona Norte de SP

    Vítima trocava o pneu da viatura quando foi abordado por três suspeitos. Homem foi socorrido pela PM após ocorrência nesta quarta-feira (5).

    Um policial civil do 14º Distrito Policial de Pinheiros, na cidade de São Paulo, foi jogado vivo no Rio Tietê após ter sido roubado na manhã desta quarta-feira (5) próximo à ponte da Freguesia do Ó, na Zona Norte da capital.

    A vítima estava trocando o pneu da viatura quando foi abordado por três suspeitos, que levaram a arma e o celular do policial.

    Ele foi socorrido pela Polícia Militar ao hospital da região, onde permanece internado. Duas armas foram recuperadas.

    Em nota, a Secretária de Segurança Pública (SSP) informou que a 3ª Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (Cerco) segue trabalhando para esclarecer os fatos e prender os autores.

    “Outros detalhes serão preservados para garantir a autonomia do trabalho policial”, concluiu a SSP em nota.