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  • Dono de lotérica morto em assalto em Cachoeira Paulista deixa filha de 15 anos: ‘Era apaixonado por ela’

    Dono de lotérica morto em assalto em Cachoeira Paulista deixa filha de 15 anos: ‘Era apaixonado por ela’

    Geraldo Friedermann tinha 63 anos e foi morto a tiros por dois criminosos que invadiram a lotérica para roubar. Ninguém foi preso até o momento e o caso é investigado pela polícia.

    O dono da lotérica que foi morto a tiros durante um assalto em Cachoeira Paulista (SP), no fim da tarde de terça-feira (5), tinha 63 anos e deixa uma filha de 15.

    Geraldo Friedermann foi baleado por dois criminosos que invadiram a lotérica para roubar e não resistiu aos ferimentos. Ninguém foi preso até o momento e o caso é investigado pela polícia – leia mais detalhes abaixo.

    De acordo com a esposa da vítima, Célia Ferreira Friedermann, ele vivia pela filha e era apaixonado por ela. Antes do assassinato, inclusive, havia acabado de voltar para a lotérica após acompanhá-la durante uma atividade na escola.

    “Ela estuda no Cotel (Colégio Técnico da USP) e deu uma palestra de tarde, e ele foi vê-la. Estava feliz, orgulhoso, e quando voltou isso aconteceu”, conta Célia.
    “Ele sempre cuidou muito bem dela, a acompanhava em tudo. O sonho dela é fazer medicina e estávamos ralando muito para apoiar isso. É uma covardia. Muita injustiça. Isso não pode ficar impune.”

    De acordo com a Polícia Civil, o dono da lotérica reagiu ao assalto e foi baleado. A família, no entanto, acredita que ele não tenha reagido.

    “Os bandidos quebraram o vidro da frente e ele se assustou. Quando levantou para ver o que era já foi baleado. Foi covardia”, lamenta Célia.

    O corpo de Geraldo Friedermann foi liberado pelo Instituto Médico Legal (IML) na manhã desta quarta-feira (6) e o velório será realizado ainda durante a manhã, em Cachoeira Paulista.

    O caso
    O dono de uma lotérica foi morto a tiros por criminosos no fim da tarde desta terça-feira (5), no Centro de Cachoeira Paulista (SP). Segundo a Secretaria da Segurança Pública, o homem de 63 anos reagiu ao assalto e foi baleado pelos criminosos.

    O latrocínio aconteceu por volta da 17h50, no fim do expediente da lotérica. Os policiais que atenderam a ocorrência apuraram que o estabelecimento estava fechando, quando dois criminosos armados quebraram a porta de vidro e anunciaram o roubo.

    A SSP explicou que Geraldo Roberto Friedermann reagiu e foi baleado. Ele chegou a ser socorrido e levada ao pronto-socorro, mas não resistiu e morreu.

    Os criminosos fugiram com o dinheiro roubado da lotérica. A quantia não foi informada.

    O local foi periciado e o corpo encaminhado ao IML. O caso foi registrado como roubo seguido de morte na Delegacia de Lorena. Ninguém foi preso.

  • Médica e funcionário de UPH são agredidos por acompanhante de paciente em Sorocaba

    Médica e funcionário de UPH são agredidos por acompanhante de paciente em Sorocaba

    Confusão começou quando a médica estava atendendo um paciente e o suspeito entrou na sala sem ser chamado, exigindo um atendimento prioritário para sua esposa.

    Uma médica e um funcionário da Unidade Pré-Hospitalar (UPH) da Zona Oeste, em Sorocaba (SP), foram vítimas de agressão por parte do acompanhante de uma paciente, na tarde de segunda-feira (4).

    De acordo com informações do boletim de ocorrência, a agressão começou quando a médica estava atendendo um paciente e o suspeito entrou na sala sem ser chamado, exigindo um atendimento prioritário para sua esposa, alegando que ela estava passando muito mal.

    A médica explicou ao homem que estava finalizando o atendimento atual e que, posteriormente, a mulher dele seria atendida, orientando-o a aguardar do lado de fora do consultório.

    No entanto, a administração municipal informou que o acompanhante da paciente agrediu o controlador de acesso da unidade e seguiu até a sala da médica, desferindo um soco no rosto e um chute na perna da profissional, causando ferimentos.

    A Guarda Civil Municipal (GCM) foi acionada para atender a ocorrência no local. Tanto a médica quanto o suspeito foram encaminhados para a Delegacia de Plantão da Zona Norte, onde o homem ficou à disposição da Justiça.

    Segundo a prefeitura, a paciente foi atendida por outra profissional posteriormente, às 12h44, resultando em um tempo de espera total de 15 minutos.

     

  • Vereador é feito refém e agredido ao ter casa assaltada em Ribeirão Preto; suspeito morre baleado pela polícia

    Vereador é feito refém e agredido ao ter casa assaltada em Ribeirão Preto; suspeito morre baleado pela polícia

    Maurício Vila Abranches (PSDB) foi abordado por três assaltantes ao chegar à residência dele, na noite desta segunda (4). Dois ladrões conseguiram fugir.

    O vereador de Ribeirão Preto (SP) Maurício Eurípedes Francisco, o Maurício Vila Abranches (PSDB), teve a casa assaltada na noite desta segunda-feira (5), no bairro Parque São Sebastião. Durante a ação, o parlamentar foi feito refém e agredido pelos assaltantes. Um suspeito morreu em troca de tiros com a Polícia Militar.

    Aos policiais, a vítima relatou que foi abordada por três homens ao chegar à casa dela, por volta das 18h.

    Em seguida, os ladrões entraram na residência, amarraram o vereador e a esposa dele e começaram a agredi-lo com coronhadas do revólver e a ameaçá-lo de morte. Os assaltantes também tentaram fazer transferências via Pix, mas não conseguiram.

    Em certo momento, um deles teria sido avisado por telefone da chegada da PM. O trio, então, fugiu pelo telhado levando quatro relógios, duas correntes de ouro, um par de alianças de ouro, um anel de prata, joias e uma quantia em dinheiro.

    As vítimas receberam atendimento médico em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e passam bem.

    Suspeito morto na fuga
    Segundo a Polícia Militar, durante a fuga, os ladrões entraram em uma área de mata próxima à casa do vereador.

    Os policiais fizeram um cerco e avistaram um suspeito, que teria efetuado disparos. Os agentes revidaram e balearam o homem de 23 anos. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas constatou a morte no local.

    Os outros dois assaltantes não haviam sido localizados até a publicação desta reportagem.

    O caso foi registrado como roubo e morte decorrente de intervenção policial na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Ribeirão Preto.

    Vereador se pronuncia
    Em nota divulgada na manhã desta terça-feira (5), o vereador afirmou que a polícia segue com as investigações do caso e agradeceu as manifestações de apoio. Veja o comunicado na íntegra:

    “Na noite desta segunda-feira, dia 04 de setembro. Eu e minha família fomos vítimas de um assalto em minha residência. A Polícia Militar foi acionada pelos vizinhos e os bandidos fugiram. A polícia ainda faz o levantamento do que foi levado e segue com as investigações. Eu confio no trabalho da Polícia. Quero agradecer pelas mensagens de carinho e preocupação que estamos recebendo.”

     

  • Bebê morre após dar entrada em hospital com sinais de abuso sexual e maus-tratos em Campinas; padrasto foi preso

    De acordo com a PM, família chamou o Corpo de Bombeiros no início da manhã alegando que a criança havia engasgado. No hospital, médica identificou as marcas de violência e chamou a polícia.

    Um bebê de 8 meses morreu após dar entrada no hospital com sinais de abuso sexual e maus-tratos, na manhã desta terça-feira (5), em Campinas (SP). O padrasto, de 24 anos, foi preso.

    De acordo com a Polícia Militar, a família chamou o Corpo de Bombeiros no início da manhã alegando que a criança havia engasgado. No entanto, os agentes se depararam com sinais de agressão.

    O bebê foi levado imediatamente para o pronto-socorro do Hospital Ouro Verde, mas não resistiu. No local, uma médica identificou as marcas e chamou a PM.

    A profissional relatou aos policiais que a criança tinha indícios de violência física, tais como hemotamos, mordidas, e também sinais de violência sexual.
    Somente após a chegada dos policiais é que o casal foi informado sobre a morte. A mãe estava bastante nervosa e chegou a chorar pelo. Já o padrasto estava bastante agressivo, segundo a polícia.

    Além disso, pessoas que estavam no local relataram que o homem chegou a solicitar um carro por aplicativo para ir embora do hospital, mas foi impedido.

    Os dois foram levados para a Delegacia de Defesa da Mulher. Inicialmente detida, a mãe, de 19 anos, foi liberada. Já o padastro ficou preso.

    O que a mãe e o padastro disseram à polícia?

    Questionada sobre os sinais de violência, a mãe teria dito que deixava a criança com o padrasto para que pudesse trabalhar. Nos últimos dias, relatou ter percebido que a criança estava com “algumas marcas que fugiam da normalidade”.

    Ela afirmou que já havia pedido a separação, mas que não foi atendida pelo suspeito e não conseguia terminar o relacionamento.
    Já o padrasto teria dito que acordou, percebeu que a criança não estava respirando e acionouo Corpo de Bombeiros. Relatou ainda que “não sabe o que aconteceu com a criança, que não é bandido, não é criminoso e que não tem conhecimento do que pode ter acontecido”.

     

  • Defensoria Pública pede que Justiça obrigue governo de SP a instalar câmeras corporais nos policiais que atuam na Operação Escudo

    Defensoria Pública pede que Justiça obrigue governo de SP a instalar câmeras corporais nos policiais que atuam na Operação Escudo

    Órgão entrou com ação civil pública com a ONG Conectas Direitos Humanos na segunda-feira (4). Defensoria pede que, no caso de impossibilidade de atendimento, que “a operação seja imediatamente suspensa, sob pena de aplicação de multa diária”.

    A Defensoria Pública de São Paulo e a ONG Conectas Direitos Humanos entraram com uma ação civil pública na segunda-feira (4) com pedido de tutela antecipada para que a Justiça obrigue o governo de São Paulo a instalar câmeras corporais nos policiais militares e civis que atuam na Operação Escudo, na Baixada Santista.

    Segundo o órgão, no caso de impossibilidade de atendimento, que “a operação seja imediatamente suspensa, sob pena de aplicação de multa diária”.

    Na ação, a qual g1 teve acesso nesta terça-feira (5), a Defensoria Pública alega que no dia 30 de julho já foi acionada pela Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo para acompanhar a operação, já que havia sete ocorrências de morte em decorrência de intervenção policial com, no mínimo, nove vítimas fatais.

    Desde então, ofícios foram enviados à Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo pedindo esclarecimentos, afirmou a Defensoria. Ao todo, foram cinco docmentos encaminhados. Veja abaixo o resumo:

    31/07: ofício referente à solicitação de esclarecimentos sobre a Operação Escudo.
    02/08: ofício encaminhado em complementação, no qual solicitou que sejam utilizadas câmeras corporais no uniforme de todos os policiais militares e civis envolvidos na Operação Escudo para que as abordagens sejam capturadas e passem por controle pelas autoridades competentes;
    04/08: ofício referente à solicitação de informações sobre as investigações das mortes decorrentes da Operação Escudo;
    08/08: ofício referente à manifestação de policiais militares nas redes sociais em relação à Operação Escudo;
    18/08: reiteração dos ofícios enviados dia 31 de julho e 4 de agosto.
    Contudo, a Defensoria Pública afirma que mesmo com respostas em parte dos ofícios, não foi oficialmente informada sobre quantos e quais agentes da Operação Escudo estão ou deveriam estar utilizando câmeras nos uniformes.

    Além disso, não teve acesso aos inquéritos para a apuração das mortes decorrentes de intervenção policial e, como consequência, não teve acesso aos laudos e demais evidências produzidas neste âmbito.

    “A solicitação de compartilhamento das imagens das câmeras corporais utilizadas pelos policiais nelas envolvidos não foi respondida pela SSP até o presente momento”, alegou o órgão, na ação civil.

    Pedido
    A ação aberta pela Defensoria solicita, principalmente, que o estado de São Paulo seja condenado à utilização de câmeras corporais no uniforme de todos os policiais militares e civis envolvidos nas Operações Policiais realizadas nas cidades de Santos e Guarujá para que:

    “ações ostensivas, abordagens policiais, cumprimentos de mandados judiciais, ordens de prisão em flagrante, outras medidas que impactem a liberdade ou a integridade física, mental ou patrimonial de indivíduos ou coletividade sejam capturadas, armazenadas, atendendo a todos requisitos de cadeia de custódia, e passem por controle pelas autoridades competentes”.
    Além disso, foi solicitado também que cumpra, na forma e no prazo estabelecidos, as requisições e solicitações de informações da Defensoria Pública, disponibilizando acesso às informações necessárias para a prestação de assistência jurídica às vítimas e seus familiares.

    O órgão também pede que sejam disponibilizados “os metadados das imagens já capturadas no decorrer da Operação Escudo pelas câmeras corporais utilizadas por policiais militares”.

    “Por fim, requer-se a condenação do réu em verbas sucumbenciais e honorários, a serem destinados ao Fundo da Escola da Defensoria Pública do Estado de São Paulo. Atribui-se à causa o valor de R$ 500 mil para fins de alçada”, finaliza a ação.

    Tempo indeterminado

    A Operação Escudo, deflagrada pela Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP), começou no dia 28 de julho, um dia após a morte do soldado das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) Patrick Bastos, no Guarujá.

    Inicialmente, o governo tinha dito que ela duraria cerca de um mês, mas na segunda-feira (28), o chefe da assessoria militar da Secretaria, Pedro Luis de Souza Lopes, afirmou que ela continua por tempo indeterminado. Até o momento, 24 pessoas morreram.

    A SSP informou, por meio de nota, que as mortes decorrentes de intervenção policial estão sob investigação do Deic de Santos, com apoio do DHPP, e que todas as 24 foram resultados de confrontos.

    “Todos os casos de mortes decorrentes de intervenção policial (MDIP) estão em investigação pela Deic de Santos, com o apoio do DHPP, e pela Polícia Militar. O conjunto probatório apurado no curso das investigações, incluindo as imagens das câmeras corporais, tem sido compartilhado com o Ministério Público e o Poder Judiciário. Em 24 abordagens os suspeitos entraram em confronto com as forças policiais e acabaram morrendo baleados.

    Os laudos oficiais de todas as mortes, elaborados pelo Instituto Médico Legal (IML), foram executados com rigor técnico, isenção e nos termos da Lei. Em nenhum deles foi registrado sinais de tortura ou qualquer incompatibilidade com os episódios relatados. Os documentos já foram enviados às autoridades responsáveis pelas investigações.

    A Secretaria da Segurança Pública informa que a Operação Escudo segue em curso para sufocar o tráfico de drogas e combater o crime organizado na Baixada Santista. Desde o início, em 28 de julho, até esta quinta-feira (31) as forças policiais prenderam 747 pessoas, das quais 291 eram foragidas da Justiça pelos mais diversos crimes, como roubo, sequestro e homicídio. Foram apreendidos 934,3 kg de entorpecentes – causando um prejuízo ao tráfico que passa dos R$ 2 milhões – e 94 armas que estavam na mão de criminosos, recolhidas.

    Desvios de conduta não são tolerados e são rigorosamente apurados mediante procedimento próprio. A pasta ressalta que até o momento nenhuma denúncia de abuso durante a operação foi registrada. Denúncias podem ser formalizadas em qualquer unidade da Polícia Militar, inclusive pela Corregedoria da Instituição.”

    O Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) reuniu ao menos 11 relatos de violações dos direitos humanos durante a Operação Escudo.

    Com isso, o órgão recomendou ao governo de São Paulo, sob a gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos), que se encerre a operação e apresente, em até 20 dias, esclarecimentos sobre as circunstâncias das mortes em decorrência da intervenção policial.

    “A primeira recomendação é a interrupção imediata da Operação Escudo. Já são mais de 30 dias, mortos, resultados que não demostram eficiência na própria operação. Precisamos que parentes das vítimas recebam tratamento psicológico. Vimos aqui situação de ansiedade, depressão de algumas pessoas que estão, inclusive, sendo atingidas indiretamente pela operação. Pessoas absolutamente inocentes, crianças em suas creches, mães que vão deixar suas crianças nas suas creches ou que não podem deixar em razão da operação”, disse André Leão, presidente do CNDH.

    Veja as recomendações do CNDH ao governo de São Paulo:

    Interromper imediatamente a Operação Escudo, considerando o decurso de mais de 30 dias da operação, a intolerável taxa de letalidade e os relatos de violações de direitos humanos;
    Apresentar, em até 20 dias, plano de ação da Operação Escudo, com esclarecimentos sobre as circunstâncias das mortes de civis em decorrência da intervenção policial;
    Apresentar, em até 20 dias, relatório detalhado de cada dia da Operação Escudo, contendo informações sobre objetivos, horários, comandantes, batalhões e CIA, armamentos utilizados, vítimas, detidos e outras informações relevantes
    Fornecer, no prazo máximo de 20 dias, a cadeia de custódia das câmeras de todos os policiais envolvidos na operação, abrangendo o dispositivo físico, informações coletadas, armazenamento, arquivamento, downloads e qualquer outra informação relevante para o resguardo das filmagens.
    Fornecer, no prazo máximo de 20 dias, explicações sobre a não utilização de câmeras corporais por policiais alocados em batalhões que compõem o Programa Olho Vivo.
    Investigar, em regime de urgência, os crimes de ameaça praticados contra o Ouvidor da Polícia do estado de São Paulo, fornecendo, no prazo de 15 dias, informações sobre o resultado desses inquéritos;
    Garantir medidas de segurança, com escolta 24horas por dia, e condições de trabalho adequadas ao Ouvidor das Polícias para que ele possa continuar a conduzir seu trabalho de maneira eficaz e segura;
    Cumprir o disposto no art. 2º, VI, da Lei Complementar do estado de São Paulo nº 836/97, garantindo o fornecimento imediato das informações requisitadas pelo Ouvidor da Polícia do estado de São Paulo, especialmente as imagens das câmeras corporais usadas por policiais;
    Realizar a investigação das mortes em decorrência de intervenção policial de maneira transparente e independente, com a participação de órgãos externos, familiares das vítimas e entidades de direitos humanos, a fim de assegurar imparcialidade e eficácia nas apurações, seguindo padrões internacionais como o Protocolo de Minnesota, apoiando também as investigações do Ministério Público;
    Assegurar a autonomia da perícia técnico-científica para atuar de maneira imparcial em todos os casos de denúncias de violações de direitos humanos apresentados como decorrência da Operação Escudo;
    Garantir proteção e amparo socioassistencial do Estado às testemunhas e familiares das vítimas, assegurando sua segurança contra represálias ou ameaças e facilitando seu acesso ao devido processo legal
    Garantir o uso obrigatório de câmeras corporais por todos os agentes envolvidos em outras operações policiais, particularmente nos Batalhões de Ações Especiais da Polícia (BAEP), assegurando o registro de suas condutas;
    Assegurar, nos casos de operações policiais que resultem em violação à integridade física de civis, acesso imediato às imagens ao Ministério Público, à Defensoria Pública, à Ouvidoria das Polícias e aos demais órgãos de controle;
    Apresentar, em 20 dias, protocolo detalhado para o uso de equipamentos especiais em operações policiais em áreas sensíveis, com ênfase na segurança das/os cidadãs(ãos);
    Apresentar, em 20 dias, protocolos de segurança para evitar operações em áreas sensíveis como escolas e instituições de saúde, preservando o bem-estar da comunidade;
    Garantir a presença obrigatória de socorristas e ambulâncias nas operações, para atender a eventualidades e prestar socorro adequado às vítimas;
    Apresentar, em até 20 dias, plano de medidas específicas para proteger grupos vulneráveis, evitando a vitimização desproporcional de crianças, adolescentes, pessoas negras e minorias;
    Garantir reparação integral às famílias das vítimas, incluindo restituição, indenização, reabilitação e medidas de não repetição;
    Reconhecer as violações de direitos humanos ocorridas durante a chacina e emitir, em até 20 dias, um pedido público de desculpas às vítimas e a seus familiares

  • Templo da Igreja Mundial do Poder de Deus, do Pastor Valdemiro, vai a leilão para pagar dívidas

    Templo da Igreja Mundial do Poder de Deus, do Pastor Valdemiro, vai a leilão para pagar dívidas

    Imóvel localizado em Santo Amaro, na zona sul de São Paulo, é avaliado em R$ 260 milhões e terá lance inicial de R$ 38,5 milhões. Leilão deve acontecer em outubro.

    Acumulando dívidas por falta de pagamentos de aluguéis e contratos com fornecedores, a Igreja Mundial do Poder de Deus, do pastor Valdemiro Santiago, terá um de seus imóveis leiloados em outubro para quitar essas dívidas.

    O leilão será do Templo da igreja, localizado em Santo Amaro, na zona sul de São Paulo, e deve acontecer entre os dias 9 e 13 de outubro, através de uma plataforma online. O lance inicial do imóvel será de R$ 38,5 milhões.

    Inaugurado em 2014, o templo da igreja em Santo Amaro é avaliado em R$ 260 milhões, conta com cinco pavimentos e possui capacidade para receber cerca de 20 mil pessoas, em um ambiente de mais de 46 mil metros quadrados de área construída. O estacionamento comporta 813 automóveis e 162 motos.

    Dívidas
    Em Ubatuba, no Litoral Norte de São Paulo, a igreja de Valdemiro Santiago acumula uma dívida de R$ 881 mil por aluguéis não pagos. Devido à dívida, em abril deste ano, a Justiça determinou a penhora de parte do dízimo da Igreja Mundial para o acerto das contas na cidade.

    O valor tem origem em um processo de despejo em que a Igreja Mundial do Poder de Deus foi condenada a pagar mais de R$ 880 mil em aluguéis atrasados para uma professora que locou um prédio onde funcionava o templo na cidade.

    A condenação aconteceu em duas instâncias e a igreja não pode mais recorrer. Apesar disso, o processo segue em fase de execução, ainda sem o pagamento da dívida.

    A Igreja Mundial chegou a contestar o valor, o que foi rejeitado pelo juiz. Sem o pagamento, a Justiça ainda determinou bloqueio nas contas da Igreja, mas não encontrou saldo.

    Além do valor devido em aluguéis, a igreja também foi condenada a pagar os honorários do advogado Cesar Augusto Leite e Prates, que representou a professora no processo.

    Além de Ubatuba, a Igreja Mundial do Poder de Deus também acumula outras dívidas. Uma delas, ainda no Litoral Norte de SP, é em Ilhabela, onde a Justiça determinou a penhora de uma mansão luxuosa com dívida de R$ 2,4 milhões em IPTU atrasado.

    Em março, a igreja fez um acordo com a Prefeitura de Ilhabela para parcelar a dívida milionária em IPTU.

    Em Amparo (SP), a Justiça também determinou a penhora de três veículos e uma aplicação bancária de Valdemiro Santiago devido a atraso no pagamento de aluguéis de um imóvel utilizado como templo da Igreja Mundial do Poder de Deus.

     

  • Ônibus não freia, ‘esmaga’ carros e causa atropelamento na Zona Leste de SP

    Ônibus não freia, ‘esmaga’ carros e causa atropelamento na Zona Leste de SP

    Acidente foi registrado na avenida Sapopemba, na noite de segunda-feira (4). Segundo o Corpo de Bombeiros, a mulher que andava pela via foi socorrida por uma equipe e levada ao hospital.

    Um ônibus do transporte público da capital paulista causou engavetamento com outros quatro veículos na Avenida Sapopemba, Zona Leste de São Paulo, na noite de segunda-feira (4). Um dos carros atingidos chegou a atropelar uma idosa que andava pelo local.

    Uma câmera de segurança registrou o acidente. Nas imagens, é possível ver quando o ônibus que seguia pela avenida não freou e colidiu contra um carro que estava na frente.

    Na sequência, o carro atingido bate na traseira de outro veículo. Este, por sua vez, atinge mais um carro, que chega a colidir na traseira de outro ônibus .

    Ainda nas imagens, um dos carros envolvidos na batida acaba atropelando uma pedestre enquanto é empurrado durante o engavetamento. De acordo com o Corpo de Bombeiros, ela foi socorrida e levada para um hospital da região. O estado de saúde dela não foi divulgado.

    Em nota, a SPTrans informou que está apurando a ocorrência envolvendo os ônibus da concessionária Via Sudeste, operando na linha São Mateus – Term. Parque d. Pedro II e da Movebuss, que operava na linha Vila Industrial – Term. Norte Metrô Carrão.

     

  • Motorista embriagado atropela e mata PM que realizava abordagem no litoral de SP

    Motorista embriagado atropela e mata PM que realizava abordagem no litoral de SP

    Cabo Paulo Lorenzi Serra Sales morreu no hospital. Outro policial também foi atingido pelo carro e ficou ferido em São Vicente. Já o motorista foi preso.

    Dois policiais militares foram atropelados por um motorista embriagado, na madrugada desta segunda-feira (4), no bairro Jóquei Clube, em São Vicente. Um dos policiais foi socorrido ao Hospital do Vicentino, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. O outro segue internado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Zona Noroeste, em Santos. O autor do crime foi detido.

    De acordo com a Polícia Militar, um soldado e um cabo da PM atendiam uma ocorrência a um motorista em atitude suspeita na Avenida Galeão Coutinho, no bairro do Jóquei Clube, por volta das 3h40. Durante a abordagem, um carro branco surgiu em alta velocidade e atingiu os agentes. O veículo atropelou os policiais e fugiu.

    O soldado Nicolas Nascimento Ribas Pinto teve a perna esquerda fraturada e dores na região do tórax. Ele foi socorrido à UPA da Zona Noroeste, em Santos, onde permanece internado.

    Já o cabo Paulo Lorenzi Serra Sales ficou desacordado no local e teve traumatismo cranioencefálico (TCE). O policial passou por processos de reanimação e foi socorrido ao Hospital do Vicentino, onde faleceu.

    De acordo com o boletim de ocorrência, as testemunhas revelaram que o motorista do carro avançou de forma proposital para cima dos policiais com veículo, desobedecendo o sinal de parada efetuado com as lanternas.

    Ainda segundo a Polícia, o autor do crime foi localizado e detido na casa dele, no Parque Bitaru, em São Vicente. Ele apresentava sinais de embriaguez. O local foi periciado e o veículo apreendido. O homem foi preso pelos crimes de embriaguez ao volante, fuga de local, homicídio qualificado, lesão corporal dolosa e desobediência.

     

  • Homem é preso suspeito de matar companheira a facadas em Jaú

    Homem é preso suspeito de matar companheira a facadas em Jaú

    Feminicídio foi registrado na manhã deste domingo (4). Suspeito confessou a autoria do crime e a Polícia Civil investiga possíveis motivações.

    Uma mulher de 38 anos foi morta a facadas em casa pelo companheiro, na manhã deste domingo (4) em Jaú (SP).

    Segundo o Boletim de Ocorrências, a polícia foi chamada e quando chegou ao local encontrou o corpo de Aldiene Soares da Silva no quarto da casa com um ferimento no pescoço. Próximo à vítima, foi encontrada uma faca de cozinha, registrada como arma usada para o crime.

    Rubens da Silva Goiana, de 30 anos, companheiro da vítima, foi identificado como principal suspeito do crime. Ele foi localizado ainda no final da tarde deste domingo com ajuda de um Helicóptero Águia da Polícia Militar.

    O homem confessou o crime de feminicídio e teve a prisão temporária decretada. As motivações do crime são investigadas pelo Polícia Civil.

  • Homem é preso suspeito de tentativa de homicídio em praça de Valparaíso

    Homem é preso suspeito de tentativa de homicídio em praça de Valparaíso

    Vítima foi atingida por duas facadas e encaminhada à Santa Casa de Araçatuba (SP).

    Um homem foi preso suspeito de tentativa de homicídio em uma praça de Valparaíso (SP), no sábado (2).

    Segundo a Polícia Militar, a corporação foi acionada para atender a ocorrência e constatou que a vítima foi atingida por duas facadas, sendo uma no tórax e outra na axila.

    Ela foi socorrida e encaminhada ao pronto-socorro, mas devido à gravidade dos ferimentos, foi transferida para a Santa Casa de Araçatuba.

    Com informações sobre o suspeito, os policiais fizeram buscas e ele foi localizado. O homem foi encaminhado à delegacia de Polícia Civil, onde permaneceu à disposição da Justiça.

    A motivação do crime não foi informada e o caso será investigado.