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  • Idoso é agredido com empurrões e soco no rosto por homem na Vila Mariana, Zona Sul de SP

    Idoso é agredido com empurrões e soco no rosto por homem na Vila Mariana, Zona Sul de SP

    Suspeito de agressão foi liberado após prestar depoimento na delegacia, no BO, ele disse que revidou agressões sofridas. A vítima tem 85 anos, foi socorrida e não corre risco de morte.

    Um idoso de 85 anos foi agredido, na Vila Mariana, Zona Sul de São Paulo, na manhã desta quarta-feira (17). O suspeito é um homem de 35 anos e, segundo o boletim de ocorrência, o agressor foi identificado por policiais como sendo Hans River do Rio Nascimento.

    A vítima foi socorrida ao Hospital Saboya, no Jabaquara, também na Zona Sul, e teve alta no mesmo dia da agressão. Durante os ataques, o idoso foi empurrado, levou uma rasteira, caiu e bateu a cabeça no chão. Segundo fontes ouvidas, a vítima tem deficiência auditiva.

    De acordo com o BO, Hans disse à polícia que passava pelo estande de vendas quando o idoso ficou olhando para ele e avaliou que com um “tom discriminatório”. Segundo a declaração, não houve nenhuma fala racista, mas Hans decidiu confrontar o idoso, que teria o xingado e, depois, lhe dado um soco. Por isso, disse, revidou as agressões sofridas.

    A Polícia Civil de São Paulo informou que o caso é investigado como lesão corporal pelo 27º DP (Campo Belo). O suspeito compareceu à delegacia, prestou depoimento e foi liberado.

    Hans River ficou conhecido após ofender a jornalista Patrícia Campos Mello, da “Folha de S.Paulo”, durante a CPI das Fake News em 2020.

    Agressão

    O idoso, que é corretor imobiliário, foi agredido em frente ao seu local de trabalho. Nas imagens é possível ver Hans passando ao lado dele na calçada da Rua Domingos de Moraes. Segundos depois, ele volta e começa a falar com o idoso. O vídeo não tem áudio disponível, mas, durante a conversa, o homem empurra o idoso, que cai.

    A vítima se levanta e vai até o agressor. Nesse momento, o vídeo mostra que o idoso dá um soco em Hans River. Então, o homem dá uma rasteira no corretor, que cai e bate a cabeça na calçada. O vídeo termina com alguns pedestres em volta do idoso após terem presenciado as cenas de agressão, e Hans fugindo.

     

  • ‘Casamento às Cegas’: participante recebe medida protetiva após denúncia de estupro contra ex-marido

    ‘Casamento às Cegas’: participante recebe medida protetiva após denúncia de estupro contra ex-marido

    Justiça de SP concedeu ordem judicial após Ingrid Santa Rita denunciar Leandro Marçal na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Osasco, na Grande SP; ele também é investigado por violência psicológica contra a mulher e violência doméstica. Ele nega as acusações.

    A Justiça de São Paulo concedeu medida protetiva à participante Ingrid Santa Rita, do reality “Casamento às Cegas”, da Netflix, após ela denunciar o ex-marido pela suposta prática de estupro. A informação é da Secretaria da Segurança Pública (SSP).

    O pedido da medida protetiva foi feito pela Polícia Civil de São Paulo, que, após a denúncia de Ingrid, abriu inquérito policial para investigar Leandro Marçal, também participante do reality, por estupro de vulnerável, violência psicológica contra a mulher e violência doméstica.

    Segundo a SSP, a investigação do caso prossegue na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Osasco, na Grande São Paulo. “A autoridade ouviu a vítima e solicitou medida protetiva, que foi acatada pela Justiça. Diligências estão em andamento para localizar o investigado e intimá-lo a prestar depoimento”, informou a pasta.

    Em nota publicada nas redes sociais, Leandro nega as acusações: “informo que JAMAIS pratiquei quaisquer fatos que me foram imputados pela Sra. INGRID SANTA RITA, com quem tive um breve relacionamento amoroso, como é de notório conhecimento”, disse ele.

    Ingrid e Leandro se casaram durante o programa da Netflix.

    Na última semana, ela contou ao g1 que compareceu à delegacia e apresentou os indícios à autoridade policial. Foram solicitados exames ao Instituto Médico Legal (IML).

    A participante falou sobre o caso em duas situações: no último episódio do programa, divulgado na última quarta-feira (10), e em publicação no Instagram na quinta (11) — onde ela disse ter sido estuprada por diversas vezes por Leandro Marçal.

    No último episódio, Leandro afirmou que teve “problemas sexuais” no relacionamento com Ingrid. “Fiz exame, fui procurar ajuda. Não era um problema físico, era psicológico.” (leia mais abaixo). O g1 entrou em contato com Leandro, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

    Entrevista ao g1
    Ingrid disse ter provas, mensagens e áudios sobre o abuso sofrido.

    “Mesmo assim, no decorrer de todo esses meses, eu ficava me perguntando se estava maluca, se era coisa da minha cabeça”, afirmou.
    Ela disse que, até a divulgação do último episódio, “vinha tendo uma espécie de vida paralela”.

    “Agora, acho que estou me forçando a fazer as coisas rápido demais, porque quero encerrar esse assunto, de alguma forma. As pessoas estão todas abismadas, assustadas, desacreditadas, mas eu já estou vivendo isso há muito tempo e só quero encerrar o assunto.”

    “Eu estava acordando todos os dias com uma sensação de luto. Hoje [sexta,12], eu não acordei com essa sensação, mas achei que estaria melhor. Ainda não estou conseguindo encontrar a força que eu deveria ter.”

    Ela acrescentou que tem sido “importante” receber o apoio de pessoas por meio das redes sociais. “Eu ouvi muito que, se eu falasse, talvez isso repercutisse mal para mim. Ouvi isso de muitas pessoas e algumas continuam falando.”

    “Tem muitas mulheres e homens me enviando histórias parecidas com a minha. E, de alguma forma, a gente se reconhece na dor. E eu começo a entender que eu não estava maluca.”

    Relato nas redes sociais
    Ao compartilhar o caso em sua conta no Instagram, Ingrid Santa Rita deu detalhes do que teria acontecido.

    “Não conseguia reagir. Sempre me vi como uma mulher muito bem resolvida, pensava que isso nunca aconteceria comigo, que, se acontecesse, seria na rua. Mas estava acontecendo na minha casa”, disse. “Meu corpo reagiu, meu corpo colapsou.”

    O que aconteceu
    Ingrid e Leandro se conheceram e se casaram ao longo do “Casamento às Cegas”. Em um episódio de reencontro dos participantes, divulgado nesta quarta (10) pela Netflix, ela revelou que os dois não estavam mais juntos e, sem citar diretamente a acusação, deu a entender que Leandro a forçou a ter relações sexuais não consentidas.

    No vídeo publicado no Instagram nesta quinta (11), Ingrid afirmou que foi estuprada pelo ex-marido. Ela conta que, ao longo da relação, Leandro apresentou problemas de disfunção erétil, e ela sugeriu que ele procurasse ajuda.

    “O abuso, o estupro — esta é a palavra — começou a acontecer a partir do momento em que eu tive esse recorte, essa conversa com ele. O Leandro me esperava dormir para tentar resolver o problema dele.” Ela continua:

    “Na cabeça dele, se ele conseguisse transar comigo, não teríamos mais problema nenhum. Só que ele esqueceu que precisava me avisar, que precisava ser consentido.”
    Segundo Ingrid, Leandro tentou praticar sexo oral, com as mãos e com penetração enquanto ela dormia. “Eu sempre acordando, pedindo para parar. Comecei a sentir nojo daquela relação e daquelas tentativas.”

    A participante conta que, em um dos episódios, chegou a perder a consciência: “Eu gritava: ‘Não toca mais em mim’. Não conseguia puxar o ar, não tinha mais respiração. Desmaiei, bati as costas na cama. Acordei com as minhas filhas em cima de mim. O Leandro sentado na cama, me olhando”.

    O que diz Leandro
    No episódio de reencontro do “Casamento às Cegas”, Leandro afirmou que teve “problemas sexuais” no relacionamento com Ingrid. “Fiz exame, fui procurar ajuda. Não era um problema físico, era psicológico.”

    “Na parte sexual, nunca falei que fui certo, fui errado em tentar resolver um problema no nosso relacionamento. Fui buscar ajuda, só que as coisas não são rápidas. A parte sexual foi um problema nosso, sim. Achei que, se resolvesse isso, o relacionamento ia andar.”

    Sem citar de forma direta as acusações feitas por Ingrid, ele pediu desculpas à ex-mulher: “Nosso relacionamento não deu certo. Te peço desculpa, como já te pedi diversas vezes. Eu entendo o que foi o meu erro, mas um relacionamento é feito a dois”.

    Logo em seguida, Ingrid pediu para abandonar a gravação do programa. Os apresentadores do reality, Camila Queiroz e Klebber Toledo, pediram que Leandro também se retirasse.

    “Ainda que algo tenha acontecido durante o relacionamento da Ingrid e do Leandro após o fim do programa, assuntos delicados, como o abordado agora, precisam ser tratados com muita seriedade e cuidado. Nós esperamos que essa história encontre um desfecho oportuno para todos”, diz Camila.

    Em nota enviada ao g1, a assessoria da Netflix afirma que o streaming, a Endemol Shine Brasil e a equipe do Casamento à Cegas Brasil “repudiam veementemente qualquer tipo de violência”. “A produção, em todas as suas etapas, é conduzida com constante apoio profissional aos participantes, e as denúncias apresentadas estão sendo apuradas pelos órgãos competentes.”

     

  • Dupla é presa após furtar carro em festa e bater em veículos durante a fuga em Praia Grande, SP

    Dupla é presa após furtar carro em festa e bater em veículos durante a fuga em Praia Grande, SP

    Eles confessaram que estava em uma festa quando decidiu sair com um carro que estava no local. Dupla foi detida na Avenida Pau-Brasil, no Jardim Samambaia.

    Dois homens, de 24 e 27 anos, foram presos após serem flagrados em alta velocidade com um carro furtado em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Os criminosos bateram em dois veículos estacionados enquanto tentavam fugir da Polícia Militar (PM).

    A Prefeitura de Praia Grande informou que a PM foi acionada para a ocorrência após o carro furtado passar em uma das câmeras do Sistema Ótico de Reconhecimento da administração municipal neste domingo (14).

    O equipamento identificou o automóvel como furtado e emitiu um alerta à equipe policial, que realizou buscas e encontrou o veículo em alta velocidade na Avenida Pau-Brasil, no Jardim Samambaia. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), os suspeitos foram presos após tentarem fugir da equipe e bateram em dois carros que estavam estacionados na via.

    Aos agentes, a dupla confessou que estava em uma festa quando decidiu sair com um carro que estava no local e eles não sabiam de quem era.

    Após a abordagem, os agentes constaram que o veículo realmente havia sido furtado e estava com a placa adulterada. Ainda segundo a SSP-SP, os donos dos carros atingidos pelos ladrões foram localizados.

    O caso foi registrado como localização de veículo e adulteração de sinal identificador de veículo automotor na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Praia Grande.

     

  • Câmera corporal mostra tiro de PM que deixou mulher cega em SP

    Câmera corporal mostra tiro de PM que deixou mulher cega em SP

    Vítima estava em estabelecimento da família em dezembro de 2023 quando sofreu o ferimento por um disparo que saiu de arma de policial militar e perdeu visão do olho direito. Segundo SSP, PM atirou acidentalmente. Caso é investigado.

    Uma câmera corporal de policiais militares registrou o momento em que uma mulher foi atingida no rosto por um tiro em 6 de dezembro, na Zona Leste de São Paulo. A vítima sobreviveu, ficou cega de um dos olhos e passou por uma reconstrução de parte da face.

    Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que “todas as circunstâncias dos fatos são investigadas minuciosamente pela Polícia Militar e pela Polícia Civil”, mas não explicou se os policiais envolvidos nessa ação foram afastados do trabalho ou não.

    Segundo as imagens, os dois policiais faziam um patrulhamento em Cidade Tiradentes, na Rua Dona Eloá do Valle Quadros, por volta das 20h. O soldado Diogo Britto Teixeira dirigia a viatura ao lado de Leonardo da Conceição Gomes Ferreira.

    A imagem a qual a TV Globo teve acesso é da câmera corporal acoplada na farda do soldado Leonardo.

    De acordo com a polícia, os PMs receberam uma denúncia de tráfico de drogas e foram checar uma área ao lado de uma adega, onde estava um homem parado.

    A imagem não é clara, mas de acordo com a polícia o homem pegou algo que estava preso por uma corda e saiu do local. O soldado Leonardo desceu do carro e foi verificar o objeto que estava pendurado pela corda.

    Com a mesma mão em que segurava a pistola, ele puxou o fio. Naquele momento, a arma disparou e perfurou um toldo, onde Daiane Cristina Santos estava sentada atrás, cuidando do bar da irmã e foi atingida no rosto.

    Na sequência, o policial voltou para a viatura e percebeu que Daiane, a poucos metros dele, estava sangrando. Os moradores da área e a família da vítima se desesperaram com a situação.

    Os PMs decidiram socorrer Daiane, e foram para um hospital da região. No caminho, o policial afirmou que a bala não saiu da arma dele.

    “Ninguém atirou não, mano. não foi, não foi.”

    Ao chegar na unidade de saúde, o soldado Leonardo afirmou novamente que não atirou ao enfermeiro.

    “Veio de cima do prédio. Eles estão achando que foi a gente, mas beleza.”

    A vida de Daiane mudou nos últimos 7 meses. “Perdi minha casa, me separei, estou com meus pais, só ele [pai] está trabalhando, ficou bem difícil. Entrei em depressão profunda, crise de ansiedade, bem difícil.”

    O advogado da vítima, Bruno Cerqueira Gomes, diz que entrou com uma ação contra o estado querendo tratamento médico, um globo ocular com movimento, tratamento estético, psicológico e uma indenização material.

    Além de passar pelo rosto de Daiane, a bala bateu no muro e atingiu a perna de uma mulher que estava em frente a um conjunto habitacional. Ela foi socorrida a outro hospital.

    Desde então, o caso é investigado pela Polícia Militar. O SP1 teve acesso ao documento.

    Um laudo apontou que dois tiros foram disparados. O projétil que atingiu Daiane foi apreendido. Por fim, o documento conclui que o soldado Leonardo Ferreira cometeu falta de procedimento operacional ao tentar pegar o objeto que estava amarrado ao lado da adega, com a mesma mão que segurava a arma, e que, por isso, a arma disparou acidentalmente.

    Durante depoimento, os policiais não deram nenhuma declaração. Ficaram em silêncio.

    “A gente vive de cesta básica e a ajuda do meu pai. Quando eu tinha um olho eu trabalhava, hoje, não. Dependo dos outros”, lamenta Daiane.

     

  • Motorista de aplicativo é preso em Mauá, na Grande SP, após atear fogo em carro e matar namorada

    Motorista de aplicativo é preso em Mauá, na Grande SP, após atear fogo em carro e matar namorada

    Miqueias Bezerra de Almeida era casado e mantinha um relacionamento extraconjugal com a vítima.

    Um motorista de aplicativo foi preso na tarde desta terça-feira (9) em Mauá, na Grande São Paulo, acusado de matar e incendiar uma mulher com quem mantinha um relacionamento extraconjugal.

    Segundo informações da Guarda Civil Metropolitana (GCM) da cidade, Miqueias Bezerra de Almeida ateou fogo no carro onde estava a namorada Alessandra Christina Dos Santos Aguiar, que morreu no local.

    Miqueias era casado, mas mantinha um relacionamento com a vítima. Ao ser preso, ele afirmou aos policiais que Alessandra ameaçava a integridade das filhas dele e, por isso, resolveu assassiná-la.

    Os dois tinham se encontrado na manhã desta terça (9) atrás de um campo de futebol no bairro Parque São Vicente. No encontro, Miqueias disse que entregou uma rosa para a amante e disse que os dois não poderiam mais se encontrar.

    O assassino afirmou que, diante do suposto escândalo da amante e de novas ameaças contra sua família, ele foi até o carro, pegou o galão de gasolina e ateou fogo no veículo onde Alessandra estava dentro.

    A gasolina tinha sido comprada horas antes do encontro. O criminoso afirmou à GCM de Mauá que foi ao encontro com a moça com o objetivo de tirar a vida dela ou se matar.

    Depois de ter incendiado o carro com a vítima dentro, o motorista de aplicativo fugiu e foi preso na casa onde morava com a família. Ele se declarou culpado pelo crime ao ser interrogado pelos agentes da polícia.

    O motorista de aplicativo foi preso em flagrante por feminicídio. O caso foi registrado no 1° Distrito Policial de Mauá.

  • Donos de clínica em SP em que paciente foi torturado e morreu dizem que não estavam no local no dia do crime

    Donos de clínica em SP em que paciente foi torturado e morreu dizem que não estavam no local no dia do crime

    Estabelecimento foi interditado pela Vigilância Sanitária de Cotia; segundo a gestão municipal, ele é clandestino. Em 2019, os donos se tornaram réus por maus-tratos contra adolescentes, mas o crime prescreveu. ‘Cobri no cacete’, disse suspeito em áudio.

    Os donos da clínica de reabilitação em que um paciente foi torturado e morto na última sexta-feira (5), na Grande São Paulo, afirmam que não estavam no local no dia do crime.

    O principal suspeito, Matheus de Camargo Pinto, de 24 anos. Cenas do crime foram registradas em vídeo por ele, que é funcionário do estabelecimento 

    Segundo a advogada dos proprietários da clínica, Terezinha Azevedo, Matheus é ex-dependente químico e procurou a Comunidade Terapêutica Efata, em Cotia, em busca de trabalho. Ele atuava na clínica havia uma semana e estava em período de experiência, apontou a defensora.

    Azevedo também declarou que seus clientes não iriam comentar a morte do paciente porque estão abalados.

    “Nunca aconteceu nada disso [de algum paciente ser agredido e morrer]. Esse Matheus, não estava escrito na testa dele que ele era torturador, né? Ele quer tirar a culpa dele. Ele agride um paciente até a morte e não assume”, relatou a advogada.

    A Prefeitura de Cotia informou na terça (9) que a clínica de reabilitação era clandestina. Uma equipe da Vigilância Sanitária esteve no endereço nesta terça-feira (9), interditou o local e atestou que a clínica particular não tem nenhum tipo de autorização para funcionamento.

    A gestão municipal disse, ainda, que uma equipe da Secretaria da Saúde identificou sinais de maus-tratos a outros pacientes. E que foi dado início ao trabalho de profilaxia, além da avaliação dos internos para verificar se precisam de atendimento.

    A defesa dos donos da clínica informa, no entanto, que, segundo os proprietários, o estabelecimento não é clandestino, está regularizado e tem autorização para funcionar.

    O vídeo, que circula nas redes sociais, mostra o paciente com as mãos amarradas para trás, preso a uma cadeira. Na mesma filmagem, aparecem ao menos quatro rapazes rindo da situação. Matheus é quem teria gravado o conteúdo.

    Na segunda (8), o paciente foi levado para um posto de saúde em Vargem Grande do Sul, cidade vizinha, na região metropolitana. A equipe médica constatou a morte dele em seguida.

    Em 2020 e 2021, em outro caso, os proprietários da clínica foram declarados réus pela Justiça por maus-tratos a quatro adolescentes, mas o crime prescreveu (leia mais abaixo).

    Investigação

    O paciente foi identificado como Jarmo Celestino de Santana, de 55 anos. Segundo a Guarda Civil Municipal (GCM), que foi acionada para atender a ocorrência, dois funcionários da Comunidade Terapêutica Efata foram levados para a Delegacia Central de Cotia para esclarecer o que ocorreu.

    Durante as investigações, a Polícia Civil apurou que Matheus enviou um áudio por WhatsApp para outra pessoa, na qual confirma ter agredido Jarmo (veja abaixo o que foi dito):

    “Cobri no cacete, cobri… chegou aqui na unidade… pagar de brabo… cobri no pau. Tô com a mão toda inchada”, disse Matheus, segundo a delegacia que investiga o caso.

    O delegado Adair Marques Correa Junior, da Delegacia Central de Cotia, afirmou que Matheus admitiu em seu interrogatório ter feito uso da “força para conter o paciente que estava muito agitado”.

    “Ele também confirmou que quem gravou o vídeo foi ele”, falou o delegado. “Ele não falou sobre o áudio, mas é inquestionável que a mensagem é de Matheus, porque a voz é dele.”

    Nesta terça (9), ele passou por audiência de custódia na Justiça, que converteu a prisão em flagrante dele em preventiva, para que fique detido sem prazo para sair.

    Outros funcionários da Comunidade Terapêutica Efata serão investigados pela polícia, que tentará saber se eles participaram da tortura ou foram omissos ao não impedi-la. Outros rapazes aparecem na filmagem. A delegacia apura se eles trabalham na clínica ou se são empregados de alguma empresa terceirizada responsável pela remoção do paciente até o local.

    Os proprietários da clínica também serão ouvidos na investigação.

    Investigação por maus-tratos em 2019
    O casal Cleber Silva e Terezinha Conceição, proprietários da clínica, já respondeu criminalmente por maus-tratos contra quatro adolescentes internados em outra unidade terapêutica gerida por eles, em 2019.

    Na denúncia, o Ministério Público (MP) apontou que eles ofereciam apenas alimentação básica aos jovens — como sopa, salsicha e ovo —, além de obrigarem os adolescentes a trabalharem como ajudantes de pedreiro para que pudessem ganhar doces e cigarros em troca.

    No entanto, o g1 apurou que o crime de maus-tratos prescreveu. Em outras palavras, a Justiça declarou a extinção da punibilidade em razão da prescrição dos crimes. Ou seja, o Estado perdeu o direito de aplicar a pena por conta da inércia ao longo de determinado tempo.

     

  • Aniversariante revela ‘medinho’ ao fazer festa em casa onde mulher foi morta e concretada na parede

    Aniversariante revela ‘medinho’ ao fazer festa em casa onde mulher foi morta e concretada na parede

    Joice Maria da Glória Rodrigues, de 25 anos, foi estrangulada com uma camisa e concretada debaixo de uma escada, em 2021. Jovem, que fará uma festa no local, contou que ficou receosa em relação ao espaço.

    Uma estudante revelou sentir “medinho” por comemorar o aniversário no imóvel em que uma jovem foi morta e concretada na parede em São Vicente, no litoral de São Paulo. O assassinato de Joice Maria da Glória Rodrigues ganhou repercussão nacional e os autores do crime foram presos.

    A vítima foi dada como desaparecida em setembro de 2021 após ter saído de casa dizendo que visitaria o avô. O autônomo Jonathas Soares de Santana, de 37, e o pedreiro Edmilson Veríssimo da Silva, de 56, foram condenados a quase 30 anos de prisão pela morte da jovem (leia mais abaixo).

    A aniversariante, que preferiu não ser identificada, explicou que escolheu a casa de eventos por ser perto de onde mora. Ela, inclusive, estava na rua do local quando o corpo de Joice foi encontrado e contou que os vizinhos ficaram “apavorados”.

    “Foi muito chocante […]. Na época do ocorrido,eu falei que jamais entraria nessa casa, por nada nesse mundo. Nas primeiras semanas [depois de Joice ser encontrada], eu fiquei com receio até de passar na calçada”, lembrou ela.
    Festa
    Como já vai completar três anos do crime, a estudante disse que o tempo fez com que não se importasse de passar próximo ao local e, inclusive, entrar para comemorar o aniversário.

    Ela acrescentou ainda que os amigos também moram nas proximidades e não se incomodaram na escolha da casa de eventos. Como todos já sabem, a jovem contou que escutou algumas brincadeiras sobre a situação.

    ‘Você vai estar na piscina, vão puxar o seu pé. Você vai no banheiro e a moça vai estar lá’. Essas coisas assim que dão um medinho […]. Mas, eu acredito que Deus é mais. Ela deve estar em um bom lugar e que nada de ruim possa acontecer na minha festa por conta desse ocorrido”, finalizou.

    O caso

    A jovem desapareceu em 27 de setembro de 2021. Na ocasião, a irmã dela registrou um boletim de ocorrência de desaparecimento de pessoa, informando que ela tinha ido até a casa do avô, e que fez contato pela última vez com o esposo, avisando que estava retornando para casa.
    De acordo com a polícia, ela passou na obra no bairro Esplanada dos Barreiros, em São Vicente. Joice teria ido encontrar o pedreiro Edmilson.
    A obra era uma construção de uma casa de eventos. Os policiais questionaram os funcionários. Em um primeiro momento, o pedreiro confirmou que a jovem havia passado no local, mas negou que sabia algo do desaparecimento.
    Em depoimento à polícia, o pedreiro disse que conhece a jovem há seis anos, e alegou que pagava para se encontrar com ela.
    Em 5 de outubro de 2021, o proprietário do estabelecimento, que não estava envolvido no crime, foi questionado pela polícia sobre áreas recém-concretadas ou frescas existentes na obra. Desconfiado da situação, ele descobriu o local em que o corpo estava.
    Após o encontro do cadáver, o pedreiro foi preso e confessou que participou do crime. Ele alegou que havia usado drogas e mantido relações sexuais com a jovem, que depois ficou com o autônomo Jonathas.
    O pedreiro contou que estava no segundo piso da obra, quando o autônomo e a mulher começaram a discutir. No interrogatório, Edmilson disse ainda ter descido para ajudar o outro homem a matar Joice, que foi estrangulada com uma camiseta.
    O autônomo, por sua vez, também foi preso. Entretanto, negou envolvimento no crime.
    Os dois esconderam o corpo da jovem embaixo da escada e concretaram por cima, escondendo o cadáver.
    Em abril de 2023, Jonathas foi condenado a 29 anos e dez meses de prisão pela morte de Joice.
    Em novembro de 2023, foi a vez de Edmilson ser julgado. Ele foi condenado a 27 anos e 10 meses de prisão pela morte de prisão pela morte da jovem.
     

  • Tragédia na SP-127: rodovia onde 10 pessoas morreram em acidente com ônibus registra média de 7 mortes por ano, aponta Infosiga

    Tragédia na SP-127: rodovia onde 10 pessoas morreram em acidente com ônibus registra média de 7 mortes por ano, aponta Infosiga

    Veículo bateu em pilar de um viaduto no km 171 da SP-127 após, supostamente, ter apresentado pane mecânica. 10 pessoas morreram no local e outras 42 foram socorridas com ferimentos.

    Ao longo dos últimos nove anos, 66 pessoas morreram em acidentes na Rodovia Francisco da Silva Pontes (SP-127), entre os quilômetros 129 a 191, em Itapetininga (SP), uma média de 7 por ano. Os dados são do Infosiga e não contabilizam os 10 mortos em um trágico acidente com um ônibus, na madrugada de sexta-feira (5).

    No ônibus de excursão religiosa, que saiu de Itapeva (SP) com destino a Aparecida, estavam 55 pessoas. As vítimas foram socorridas e encaminhadas ao Hospital Dr. Léo Orsi Bernardes (HLOB), em Itapetininga, e para o Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS) (veja abaixo quem são as vítimas do acidente).

    Segundo o Infosiga, entre 2015 e 2024, 62 acidentes com mortes foram registrados no trecho que pertence à Itapetininga.

    A SP-127 é administrada parcialmente pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER), do governo de SP, e pela CCR SPVias. Apenas entre janeiro e maio deste ano, foram oito vítimas do trânsito neste trecho. Em 2023, foram nove.

    Na SP-127, os acidentes com mortes, ainda conforme dados analisados pelo g1, ocorreram principalmente nos períodos da noite (51,5%) e madrugada (22,7%), assim como o ônibus da excursão que colidiu no viaduto do km 171 (relembre o acidente abaixo).

    35,4% dos óbitos foram em decorrêndia de colisões traseiras;
    27% dos mortos foram atropeladas;
    e 10,4% das mortes foram ocasionadas por tombamento.

    Maioria das vítimas morreu no local do acidente
    56% das vítimas não resistiram aos ferimentos e morreram antes de serem encaminhadas à unidades hospitalares, apontam os números contabilizados pelo Detran.

    Os mortos, em sua maioria, são homens (86,36%), de 35 a 39 anos, condutores de motocicletas (31,58%).

    O que diz a concessionária
    Questionado sobre as ações de prevenção, o Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo (DRE-SP) informou ao g1 que o trecho é concessionado.

    A CCR SPVias, concessionária que administra o trecho, informou que tem empreendido esforços para implementar novas tecnologias de gestão, construção, operação e segurança.

    A empresa, que iniciou suas atividades em 2000 e administra 516 quilômetro de rodovias, incluindo trechos da SP 127, declarou que promove constantemente ações educativas com foco na conscientização dos motoristas por meio do Programa de Redução de Acidentes, desenvolvido em parceria com a Agência Reguladora.

    “São campanhas que buscam sensibilizar motoristas, caminhoneiros, motociclistas, ciclistas e pedestres sobre a importância de todos para tornar o trânsito cada vez mais gentil e seguro”.

    As atividades de prevenção feitas pela concessionária e também a fiscalização feita pela Polícia Militar Rodoviária possuem cronograma contínuo de execução, com reforço em situações específicas como feriados ou períodos do ano.

    “Desde 2000, a CCR SPVias já investiu mais de R$ 5 bilhões, principalmente em obras de grande porte. A concessionária duplicou um total de 133,4 quilômetros. As ações de engenharia, conservação e educação realizadas pela concessionária permitiram a redução de -46% no índice de acidentes desde o ano de 2010”, afirmou.

    Os índices são ponderações que levam em consideração o volume de tráfego, a extensão em quilômetros do segmento analisado e o total de ocorrências em um determinado período de tempo.

    Tragédia
    Segundo a Polícia Civil, a primeira informação aponta que o volante do ônibus teria travado, o que teria feito o veículo sair da pista e bater contra um viaduto. A investigação será feita pelo 2º Distrito Policial de Itapetininga. Uma equipe da perícia também foi acionada.

    O delegado assistente da Seccional de Itapetininga, Luís Henrique Nunes, informou que a polícia já instaurou um inquérito para investigar o caso e que ouvirá todos os envolvidos, assim como aguarda o resultado dos laudos da perícia. “Ao se juntarem todos esses documentos, acreditamos que o inquérito policial estará finalizado”, afirmou.

    Policiais estiveram no Hospital Léo Orsi Bernardes (HLOB) para colher amostras de sangue do motorista para exames toxicológicos. A previsão é que os resultados fiquem prontos em até 30 dias. Ele segue internado, mas não há informações sobre seu estado de saúde.

    Veja quem são as vítimas:

    Moacir Ferreira de Moraes, 73 anos;
    Gilmar de Jesus Moraes, de 48 anos, trabalhador rural (filho de Moacir Moraes);
    Gilberto Moraes, de 42 anos (filho de Moacir Moraes);
    Valdira De Souza Moraes (esposa de Gilmar);
    Vanessa Souza Moraes, 37 anos (esposa de Gilberto Moraes);
    Tiago de Souza Moraes, de seis anos (filho de Gilberto e Vanessa Moraes);
    Yolanda Maria de Oliveira, 28 anos (esposa do neto de Moacir Moraes);
    José Carlos Bento e a esposa Edna Carvalho da Silva Bento;
    Jeciele Rodrigues Rosa, 24 anos.

    Mais de 40 ocupantes ficaram feridos. Conforme última atualização do HLOB, não há passageiros internados na unidade. Duas vítimas foram levadas ao Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS), uma segue internada. Alguns passageiros feridos foram transferidos para Itapeva, não há atualização sobre o estado de saúde deles.

    Viagem até Aparecida
    O ônibus saiu da cidade de Itapeva, no interior de São Paulo, e tinha como destino a cidade de Aparecida. O veículo pertence a uma empresa de fretamento, a Onix Turismo.

    Ao g1, a Onix, empresa responsável pelo ônibus, informou que o motorista é funcionário da empresa. Também disse que o veículo tem capacidade para 54 pessoas e foi fretado para realizar a viagem até Aparecida, saindo de Itapeva. Além disso, informou que aguarda laudos técnicos que devem confirmar a dinâmica do acidente.

    Por telefone, a empresa também informou que o grupo costuma fazer a mesma viagem todos os anos e que todos se conheciam. Pelas redes sociais, a empresa manifestou pesar pelo ocorrido e informou que presta apoio aos afetados pelo acidente.

     

  • Homem é preso em flagrante por tráfico de droga enquanto assistia televisão, em Presidente Prudente

    Homem é preso em flagrante por tráfico de droga enquanto assistia televisão, em Presidente Prudente

    Tabletes de maconha estavam escondidos em uma bolsa ao lado do sofá.

    Um homem, de 46 anos, foi preso em flagrante, neste domingo (7), por tráfico de droga, na Vila Líder, em Presidente Prudente (SP).

    Segundo o Boletim de Ocorrência, uma equipe da Polícia Militar foi acionada para atender “um possível furto à residência”. No local, os agentes fizeram contato com uma vizinha, que relatou que a moradora do imóvel não estava e tinha visto o envolvido pular o muro e entrar na casa.

    Os policiais constataram que a porta da residência estava entreaberta e, no interior do imóvel, encontraram o homem deitado no sofá assistindo televisão. Durante revista pessoal, a PM não encontrou nada de ilícito, porém avistou dois tabletes de maconha no interior de uma bolsa.

    Ao ser questionado, o envolvido disse que está em situação de rua, entrou na casa porque conhecia a moradora e ela tinha autorizado sua entrada. Já em relação ao entorpecente, o homem alegou que era para consumo pessoal.

    A irmã da moradora compareceu ao local, que foi informada pela proprietária que o homem tinha autorização para adentrar na residência.

    O homem foi preso em flagrante por tráfico de droga e encaminhado para a Delegacia da Polícia Civil. Em depoimento, o envolvido disse que mantém um relacionamento amoroso com a proprietária da residência e assumiu a propriedade do entorpecente.

    O delegado responsável pelo caso representou pela conversão da prisão em flagrante para prisão preventiva do envolvido, que permaneceu à disposição da Justiça.

  • Homem é preso com cerca de 1 tonelada de maconha escondida em fundo falso de caminhão, em Taciba

    Homem é preso com cerca de 1 tonelada de maconha escondida em fundo falso de caminhão, em Taciba

    Ocorrência foi registrada na Rodovia Rodolfo Ribeiro de Castro (SP-421).

    Um homem foi preso em flagrante com grande quantidade de maconha escondida no fundo falso de um caminhão, na manhã desta segunda-feira (8), no km 148 da Rodovia Rodolfo Ribeiro de Castro (SP-421), em Taciba (SP).

    A Polícia Civil e a Polícia Rodoviária abordaram o veículo de carga e encontraram tabletes de maconha escondidos no fundo falso do assoalho. Além disso, outros 14 fardos, com aproximadamente 20 kg cada, foram localizados no caminhão.

    Conforme a Polícia Civil, a pesagem da droga segue em andamento e estima-se que foi apreendida uma tonelada de maconha.

    O envolvido foi preso em flagrante e permaneceu à disposição da Justiça, aguardando audiência de custódia.