Categoria: Justiça

  • Candidato a Vereador Allan Rodrigues Colabora com a PF para Evitar Prisão Após Operação Cherut

    Candidato a Vereador Allan Rodrigues Colabora com a PF para Evitar Prisão Após Operação Cherut

    O candidato a vereador de Teresina, Luiz Allan Rodrigues de Sousa (AGIR), procurou a Polícia Federal para colaborar com as investigações, evitando assim uma iminente prisão relacionada ao seu envolvimento em um esquema de extorsão contra um gerente da Caixa Econômica Federal. A prisão de Allan Rodrigues havia sido antecipada anteriormente por este colunista.

    Operação Cherut e Esquema Criminoso

    A colaboração de Allan Rodrigues surge após a deflagração da Operação Cherut, no dia 10 de setembro, que desarticulou um grupo criminoso acusado de coagir o gerente da Caixa Econômica Federal em Teresina. Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na residência de Allan, a Polícia Federal apreendeu dispositivos eletrônicos que forneceram elementos de prova sobre o esquema, no qual ele é apontado como o “cabeça” da operação.

    Além de Allan, a PF também mirou outras duas pessoas ligadas ao esquema, atualmente residentes em São Paulo, que teriam atuado em conluio com o candidato para extorquir o gerente da CEF.

    Como Funcionava o Esquema

    A investigação começou após o setor de inteligência da Caixa Econômica identificar um grande número de fraudes em empréstimos bancários. O grupo criminoso utilizava “laranjas” para criar empresas de fachada, e, sob coação, o gerente da CEF liberava empréstimos fraudulentos para essas empresas. Até o momento, a PF identificou 35 empresas criadas nessas condições, com um prejuízo estimado superior a R$ 3 milhões em fraudes envolvendo o Giro CAIXA, uma linha de crédito destinada a empresas.

    Ao colaborar com as investigações, Allan Rodrigues busca evitar a prisão, mas o caso segue em andamento com novas evidências sendo analisadas pela Polícia Federal.

  • Johnes Lisboa é Detido pela PF Após Saque de R$ 600 Mil em Rio Branco

    Johnes Lisboa é Detido pela PF Após Saque de R$ 600 Mil em Rio Branco

    Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o conhecido promotor de eventos Johnes Lisboa sendo detido por agentes da Polícia Federal nesta terça-feira (1º), em frente a uma agência da Caixa Econômica, localizada na avenida Nações Unidas, em Rio Branco.

    Johnes, que recentemente organizou shows nacionais na Exposena, foi abordado após realizar um saque de R$ 600 mil na agência bancária. A Polícia Federal investiga a possibilidade de que o montante seria destinado à campanha eleitoral no interior do Acre, conforme suspeitas levantadas após uma denúncia anônima.

    Defesa de Johnes Lisboa se Pronuncia

    Em nota oficial, a advogada Daiane Carolina Dias, que representa Johnes Lisboa, esclareceu que o valor retirado destinava-se à “quitação do prédio onde funciona atualmente a Boate Moon Club, além de ser utilizado para o pagamento de funcionários e fornecedores das atividades empresariais geridas pelo empresário e seus sócios”. A advogada afirmou ainda que Jhones Lisboa não tem envolvimento com qualquer candidato político e sempre atuou dentro da legalidade.

    Daiane reforçou que todos os valores movimentados pelas empresas do empresário estão devidamente declarados aos órgãos competentes, não havendo irregularidades.

    Após fornecer as informações e os documentos requisitados pela PF, Jhones Lisboa foi liberado.

  • Empresário é Preso em Dourados com 221 Kg de Cocaína Avaliada em R$ 12 Milhões

    Empresário é Preso em Dourados com 221 Kg de Cocaína Avaliada em R$ 12 Milhões

    O empresário e fisiculturista Allgner Mongelo foi preso nesta terça-feira (1º de outubro de 2024), em Dourados, Mato Grosso do Sul, com 221 quilos de cocaína e uma arma de fogo, durante uma operação da Polícia Rodoviária Federal (PRF). A prisão ocorreu na rodovia MS-162, após a PRF receber uma denúncia de que o veículo utilizado pelo suspeito, uma caminhonete Ford Ranger, estava envolvido em atividades suspeitas na região.

    Ao ser abordado, Mongelo apresentou justificativas inconsistentes sobre sua viagem, o que levou os policiais a conduzi-lo à delegacia da PRF para uma inspeção mais detalhada do veículo. Durante a fiscalização, os agentes encontraram 61 tabletes de cocaína em compartimentos ocultos dentro da caminhonete. A operação foi então estendida até a residência do empresário, onde foram localizados mais 170 quilos de cloridrato de cocaína e uma pistola calibre 9 mm.

    No total, a apreensão das drogas foi avaliada em mais de R$ 12 milhões no mercado de São Paulo. Segundo a investigação, a residência de Mongelo funcionava como um entreposto para o armazenamento da droga, que seria distribuída para outros estados. O empresário foi autuado em flagrante por tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo.

  • Empresário Wagner Amorim é Preso em Operação contra Fraudes Bilionárias com Fintechs

    Empresário Wagner Amorim é Preso em Operação contra Fraudes Bilionárias com Fintechs

    Nesta segunda-feira (30), a Polícia Federal prendeu o empresário Wagner Amorim em Votorantim (SP), durante a Operação Concierge, que investiga fraudes bilionárias envolvendo fintechs. Amorim é o 15º suspeito preso desde que a operação foi deflagrada em agosto de 2024. Ele tentou fugir pela mata atrás do condomínio onde estava escondido, mas foi capturado pela PF.

    Quem é Wagner Amorim?

    Nas redes sociais, Wagner Amorim se apresenta como CEO de uma startup de impacto social voltada para educação, além de atuar como professor de disciplinas como empreendedorismo social e Quarta Revolução Industrial. Ele menciona ter saído da periferia de São Paulo e ter transformado sua vida por meio da educação, levando novas perspectivas para famílias em todo o Brasil.

    Esquema de Fraudes com Fintechs

    A Operação Concierge revelou um complexo esquema de blindagem patrimonial e lavagem de dinheiro por meio de fintechs, que movimentaram cerca de R$ 7,5 bilhões entre 2020 e 2023. As fintechs usavam contas em bancos tradicionais para realizar transações financeiras que burlavam os sistemas de controle, permitindo que pessoas físicas realizassem movimentações financeiras sem serem detectadas pelos órgãos de fiscalização. A quadrilha também é suspeita de lavar dinheiro para facções criminosas, como o PCC (Primeiro Comando da Capital), e para empresas endividadas.

    Modus Operandi do Esquema

    As fintechs operavam por meio de contas chamadas de “bolsões”, registradas como pessoas jurídicas em bancos comerciais. Essas contas permitiam que os clientes das fintechs fizessem transações financeiras sem aparecerem nos registros bancários. Dessa forma, as transferências realizadas por uma pessoa através da fintech apareciam no extrato como provenientes da conta jurídica da fintech, tornando difícil o rastreamento das transações e protegendo o patrimônio dos envolvidos.

    Fintechs Envolvidas

    A investigação apontou as fintechs Inovebanco e T10 Bank como as principais envolvidas no esquema. Os sócios dessas empresas, Patrick Burret (CEO do Inovebanco) e José Rodrigues (fundador do T10 Bank), foram presos durante a operação. As empresas negam envolvimento nos crimes e afirmam estar colaborando com as investigações.

    Sócios das empresas entre os presos

                                                         Patrick Burret, CEO do Inovebanco, e José Rodrigues, fundador do T10 Bank — Foto: Reprodução

    Impacto da Operação

    A operação levou à apreensão de carros de luxo, joias, relógios e centenas de máquinas de cartão de crédito, além do bloqueio de R$ 850 milhões em contas associadas ao esquema. O nome da operação, “Concierge”, faz alusão à oferta de serviços clandestinos de ocultação de capitais, em referência ao profissional que atende a necessidades específicas de clientes.

    Os suspeitos responderão por crimes como gestão fraudulenta, evasão de divisas, lavagem de dinheiro, e organização criminosa.

    A investigação segue em andamento, e a Polícia Federal continua buscando outros envolvidos no esquema.

  • Homem é Morto em Casa de Eventos no Centro de São Paulo após Briga com Segurança

    Homem é Morto em Casa de Eventos no Centro de São Paulo após Briga com Segurança

    Na madrugada do domingo (29), um homem de 35 anos foi morto a facadas por um segurança durante uma discussão em uma casa de eventos localizada na Praça da Bandeira, no Centro de São Paulo. O caso ocorreu na Central 1926, durante a “Festa MAIS”, que estava sendo realizada no local.

    Dinâmica da Ocorrência

    De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima e outro cliente começaram a brigar no banheiro do evento. O segurança, que trabalhava como freelancer no local, foi chamado para intervir. Ao tentar apartar a briga, o cliente começou a desferir socos e chutes no segurança, que alegou estar agindo em legítima defesa.

    O segurança, então, sacou um canivete e ameaçou o homem. Apesar da ameaça, a vítima continuou com as agressões, o que levou o segurança a atingir o cliente com o golpe de canivete. Em depoimento, o segurança afirmou que não teve a intenção de matar e que sua ação foi uma resposta às agressões que vinha sofrendo.

    Desdobramentos do Caso

    Após o esfaqueamento, frequentadores da festa tentaram reanimar a vítima, sem sucesso. O Samu foi acionado, mas a vítima não resistiu e morreu no local. A perícia foi chamada para investigar a cena, e o caso foi registrado como homicídio no 1º Distrito Policial da Sé. O segurança foi preso em flagrante e permanece detido.

    Declarações e Ações das Partes Envolvidas

    Em depoimento, o segurança relatou que estava “apenas se defendendo” das agressões, e uma testemunha, que trabalhava com ele, confirmou que o agressor afirmou ter agido em legítima defesa logo após o incidente.

    A Central 1926 emitiu uma nota lamentando o ocorrido e afirmando que está em contato com a família da vítima e com os organizadores da Festa MAIS para prestar o suporte necessário. A casa de eventos também destacou que o espaço havia sido alugado para um evento privado e que a empresa responsável pela segurança era terceirizada, chamada MEGA Serviços (Henrique Senise Terceirização de Serviços). A Central 1926 informou que suspendeu imediatamente todos os serviços com a referida empresa de segurança.

    O caso traz à tona questões sobre a segurança em eventos de grande porte e o uso de força por parte de profissionais contratados para garantir a ordem no local.

  • Anotações em caderno revelaram ligação de Deolane com o crime organizado

    Anotações em caderno revelaram ligação de Deolane com o crime organizado

    A influenciadora e advogada Deolane Bezerra, conhecida por ostentar uma vida de luxo nas redes sociais, está envolvida em uma investigação policial que revelou sua ligação com o crime organizado. A investigação teve início após a apreensão de uma caderneta em uma banca de apostas em Pernambuco, contendo informações sobre o jogo do bicho e apostas online. Esse item foi crucial para expor um esquema de lavagem de dinheiro associado ao site de apostas Esportes da Sorte, operado ilegalmente sob o nome de HSF Gaming, registrado em Curaçao.

    Deolane, junto com sua mãe, Solange Alves Bezerra Santos, foi presa no dia 4 de setembro de 2024, em cumprimento a mandados de prisão preventiva emitidos pela Polícia Civil de Pernambuco. As autoridades identificaram que Deolane teria recebido cerca de R$ 3,2 milhões da Pay Brokers, uma empresa de Curitiba que funcionava como intermediária no esquema de lavagem de dinheiro, entre novembro de 2022 e maio de 2023.

    Além disso, a compra de uma Lamborghini Urus no valor de R$ 4 milhões por Deolane levantou ainda mais suspeitas, pois o veículo circulava apenas em São Paulo, enquanto a compra teria sido registrada em Pernambuco. O esquema envolvia a lavagem de dinheiro por meio da aquisição de bens de luxo, como carros e aeronaves, a fim de disfarçar a origem ilícita dos recursos.

    As investigações também apontaram movimentações financeiras suspeitas por parte de Solange, que teria movimentado cerca de R$ 500 mil entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023. O dinheiro obtido através de jogos de azar era “clareado” com a compra de bens de luxo, dificultando o rastreamento pelas autoridades.

    Esses elementos reforçam as suspeitas de que a influenciadora e sua família estavam profundamente envolvidas em um esquema criminoso de grande escala, utilizando plataformas de apostas e intermediárias financeiras para lavar grandes quantias de dinheiro.

  • Dono da Barraca Pipa é Preso após Ameaçar os Pais de Morte e Descumprir Medida Protetiva

    Dono da Barraca Pipa é Preso após Ameaçar os Pais de Morte e Descumprir Medida Protetiva

    Fábio Lacerda Pipa, empresário e um dos proprietários da Barraca Pipa, localizada na Praia do Flamengo, foi preso na tarde de terça-feira (20) após desrespeitar uma medida protetiva que o impedia de se aproximar dos pais e das empresas da família. A medida foi concedida em 25 de janeiro de 2024, após seus pais solicitarem proteção da Justiça em novembro de 2023, alegando terem sido ameaçados de morte pelo filho.

    Na ocasião, Fábio Pipa foi flagrado no escritório de um restaurante da família, localizado na Barra, área nobre de Salvador. A prisão foi realizada pela Polícia Civil após a denúncia de um familiar. Segundo a delegada Mariana Ouais, titular da 14ª Delegacia (Barra), o empresário foi preso em flagrante e não ofereceu resistência. Durante o depoimento, Fábio inicialmente afirmou desconhecer a medida protetiva, mas depois admitiu que estava ciente.

    “Ele alegou que não sabia da medida, mas temos a certidão de entrega assinada por ele no dia 27 de janeiro. No depoimento, ele afirmou que assinou o documento sem ler, mas posteriormente admitiu que tinha conhecimento e alegou que foi ao estabelecimento apenas para pegar um documento”, explicou a delegada.

    A prisão ocorreu um dia após Fábio Lacerda Pipa ter participado da primeira audiência sobre a acusação de ameaça de morte contra os pais. A delegada revelou que o histórico de maus-tratos e ameaças de Fábio contra seus pais remonta a 2014, com cerca de cinco boletins de ocorrência registrados desde então, todos por agressão ou ameaça. Atualmente, os pais do empresário, ambos com mais de 70 anos, estão ainda mais vulneráveis, aumentando a gravidade do caso.

    A delegada Mariana Ouais representou pela conversão da prisão de Fábio de temporária para preventiva, o que, se acatado, o manterá preso por tempo indeterminado. Segundo a delegada, o conflito entre Fábio e seus pais tem origem em desentendimentos sobre questões comerciais e financeiras ligadas aos negócios familiares.

    “O descumprimento da medida protetiva tem pena de três meses a dois anos. No entanto, quando envolve violência doméstica, como é o caso com base na Lei Maria da Penha, o crime é inafiançável, e por isso solicitamos a prisão preventiva”, destacou a delegada.

    Atualmente, Fábio Pipa está detido na Delegacia de Furtos e Roubos e deve passar por uma audiência de custódia na quinta-feira (22).

  • Empresário Preso pela PF por Suspeita de Lavagem de Dinheiro Através de Fintech Envolvendo Bilhões

    Empresário Preso pela PF por Suspeita de Lavagem de Dinheiro Através de Fintech Envolvendo Bilhões

    O empresário Patrick Burnett, presidente do InoveBanco e ex-líder do Lide Inovação, foi preso preventivamente pela Polícia Federal (PF) sob a acusação de usar uma fintech para realizar operações milionárias de lavagem de dinheiro. O esquema envolve transações com imóveis e veículos de luxo, bem como instituições financeiras que supostamente não informaram operações suspeitas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

    A prisão de Burnett ocorreu no contexto da “Operação Concierge”, que investigou a atuação de fintechs não autorizadas pelo Banco Central (BC) para oferecer serviços bancários, como contas e transferências. Essas fintechs utilizavam a infraestrutura de instituições autorizadas, como o BS2 e a Adiq, para movimentar grandes quantias de dinheiro sem o devido controle. A investigação apontou que o InoveBanco de Burnett já havia movimentado R$ 7 bilhões desde sua criação em 2019.

    O uso de “contas gráficas”, que não estão no nome do verdadeiro titular, permitiu aos suspeitos esconder patrimônio e evitar bloqueios judiciais. Entre as descobertas feitas pela Receita Federal estão transações de compra e venda de veículos de luxo que indicam superfaturamento, um sinal comum de lavagem de dinheiro. Também foram identificadas transações imobiliárias suspeitas, nas quais propriedades eram vendidas por valores muito inferiores ao seu valor de compra e, posteriormente, revendidas por valores inflacionados.

    O contador Aedi Cordeiro, também envolvido no esquema, foi apontado como responsável por gerenciar uma série de fintechs clandestinas, incluindo o T10 Bank, que teria ligações com o crime organizado. As investigações indicam que instituições como o BS2 podem ter omitido informações importantes sobre essas operações do Coaf, contribuindo para a perpetuação das atividades ilícitas.

    Em sua defesa, a assessoria do InoveBanco e Patrick Burnett alegam que as atividades da empresa são éticas e lícitas, e que estão à disposição para colaborar com as investigações. O BS2, por sua vez, nega qualquer envolvimento nas irregularidades e afirma que encerrou os serviços para o InoveBanco assim que tomou conhecimento das suspeitas.

    A operação da PF, que prendeu 14 suspeitos, busca esclarecer como essas fintechs clandestinas estavam operando e facilitando a lavagem de bilhões de reais, prejudicando o sistema financeiro e favorecendo a ocultação de recursos de origem ilícita.

  • Dentista É Indiciado Por Usar Nome De Pacientes Para Lavar Dinheiro De Facção Em Porto Alegre

    Dentista É Indiciado Por Usar Nome De Pacientes Para Lavar Dinheiro De Facção Em Porto Alegre

    O dentista Dyego Matielo, de 43 anos, foi indiciado pela Polícia Civil nesta segunda-feira (9) sob acusações de estelionato, associação criminosa e lavagem de dinheiro. A investigação aponta que o profissional teria utilizado os dados de pacientes para realizar empréstimos fraudulentos em benefício de uma facção criminosa em Porto Alegre.

    Entenda o caso

    Segundo a polícia, Matielo contraiu dívidas e, para quitá-las, começou a usar dados de pacientes para abrir contas e solicitar empréstimos, causando prejuízo tanto às financeiras quanto às vítimas. Ao menos 10 pacientes tiveram seus dados pessoais usados sem autorização.

    Além disso, o dentista teria envolvimento direto com membros de uma organização criminosa, utilizando seu consultório como meio para lavar dinheiro obtido de atividades ilícitas. Em troca, ele pegava empréstimos com agiotas vinculados à facção e pagava juros diretamente ao grupo criminoso.

    Surge como “especialista em sorrisos” nas redes sociais

    Com mais de 50 mil seguidores no Instagram, Matielo se promovia como um “especialista em transformar sorrisos”, oferecendo cursos e publicando fotos com celebridades, como jogadores de futebol e influenciadores digitais.

    Defesa do dentista

    O advogado de defesa, José Henrique Salim Schmidt, afirmou que o indiciamento foi recebido com tranquilidade e que “a licitude das atividades profissionais será demonstrada perante o Poder Judiciário”.

    Relatos de pacientes

    Uma paciente, que preferiu não ser identificada, relatou como teve seus dados usados:
    “Ele pediu que eu assinasse o contrato em um tablet, onde constavam meu nome, CPF e RG. Meses depois, descobri empréstimos em meu nome ao ser notificada pelo banco sobre uma dívida.”

    Operação policial

    Em agosto, três suspeitos ligados ao caso foram presos durante uma operação. Dinheiro e outros materiais foram apreendidos. A polícia segue investigando a extensão do esquema e o envolvimento de outras pessoas.

    O caso ilustra os perigos de fraudes envolvendo profissionais e o uso indevido de dados pessoais, alertando para a importância de verificar contratos e procedimentos durante atendimentos.

  • XP é acusada de coagir funcionário em operação que gerou prejuízo milionário

    XP é acusada de coagir funcionário em operação que gerou prejuízo milionário

    O empresário Marco Antonio Puerta moveu uma ação judicial contra a XP Investimentos, exigindo a devolução de R$ 15 milhões perdidos em um investimento realizado através da corretora. A transação, segundo Puerta, foi intermediada por seu filho, Gabriel Pietra, ex-funcionário da XP, que teria sido pressionado pelos superiores para convencer o pai a realizar o investimento, sem fornecer informações claras sobre os riscos envolvidos.

    De acordo com a denúncia, Gabriel Pietra enfrentou ameaças e constrangimentos constantes no ambiente de trabalho para que seu pai aderisse à operação financeira. Puerta alega que, em nenhum momento, foi alertado adequadamente sobre os possíveis riscos do investimento, o que contribuiu para a perda significativa.

    Em resposta ao caso, o juiz André Augusto Salvador Bezerra, da 42ª Vara Cível de São Paulo, concedeu uma medida liminar determinando a suspensão temporária da cobrança de juros relacionados aos empréstimos vinculados à operação. A decisão foi divulgada em 22 de setembro de 2024.

    A ação traz à tona mais uma controvérsia envolvendo a XP, que já enfrenta diversos processos judiciais de clientes alegando prejuízos milionários decorrentes de operações financeiras mal explicadas ou arriscadas. Segundo informações do Broadcast e da Folha de São Paulo, Gabriel Pietra teria sido pressionado a intermediar a transação em meio a ameaças de demissão, intensificando a acusação de condutas abusivas por parte da corretora.

    Contexto mais amplo

    Enquanto enfrenta essas controvérsias, a XP, sob a liderança de Thiago Maffra, continua expandindo suas operações. O CEO afirmou em recente entrevista que o modelo de negócios da empresa não depende diretamente do cenário macroeconômico, projetando um crescimento de receita para R$ 22,5 bilhões, conforme anunciado durante o evento Expert XP 2024.

    Apesar do crescimento contínuo e das projeções otimistas, as disputas judiciais como a de Marco Antonio Puerta lançam dúvidas sobre as práticas internas da corretora e seu tratamento com clientes e funcionários.