Categoria: Justiça

  • Caso José Rizzo: Empresário condenado a 37 anos de prisão por ordenar morte de ex-funcionário em MG é preso em SP

    Caso José Rizzo: Empresário condenado a 37 anos de prisão por ordenar morte de ex-funcionário em MG é preso em SP

    José de Jesus Rizzo foi condenado por mandar matar Marco Antônio Aquino e o cunhado dele, Wagner Monteiro, em Indianópolis, em 2002. O empresário era considerado foragido após pedido de prisão preventiva do MPMG ser acatado pela Justiça em agosto.

    Foi preso no domingo (3) em Limeira (SP) o empresário do ramo da educação José de Jesus Rizzo. Ele foi condenado a 37 anos de prisão por ordenar o assassinato do ex-funcionário Marco Antônio Aquino e o cunhado dele, Wagner Monteiro, em Indianópolis no ano de 2002.

    Após o julgamento realizado em 2018, Rizzo e outros dois envolvidos puderam recorrer da pena em liberdade. No dia 3 de agosto, a Vara Única da Comarca de Nova Ponte, atendendo ao pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), decretou a prisão preventiva do empresário, que passou a ser considerado foragido.

    Com apoio do MP de São Paulo, policiais conseguiram localizar e prender José no interior paulista. O g1 procurou a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo para saber para qual unidade prisional ele foi levado e aguarda retorno.

    A reportagem não conseguiu contato com a defesa de Rizzo.

    Relembre o caso
    Rizzo era proprietário de cinco escolas em Uberlândia e região. Segundo as investigações, ele teve desentendimentos com um ex-funcionário devido a uma causa trabalhista de aproximadamente R$ 1 milhão por horas extras, férias e 13º salário não pagos;
    No dia 25 de março de 2002, as vítimas Marco Antônio Aquino e o cunhado Wagner Monteiro foram atraídos para uma fazenda em Indianópolis, onde foram mortos a tiros e enterrados;
    Dezesseis anos depois, José Rizzo e mais duas pessoas foram condenados em júri popular por duplo homicídio. Rizzo foi condenado a 37 anos e quatro meses de prisão, enquanto os comparsas Hudson Vieira e Vieira e Wônimo Carlos Moreira foram condenados a 26 e a 36 anos e oito meses, respectivamente;
    Além do trio, Daniel Ricardo Davi de Sousa também foi acusado de ter participação no crime, mas foi absolvido em 2019.

     

  • Ministério Público diz que Anna Jatobá tem ‘comportamento impulsivo e agressivo’ e quer que ela volte a cumprir pena na prisão

    Ministério Público diz que Anna Jatobá tem ‘comportamento impulsivo e agressivo’ e quer que ela volte a cumprir pena na prisão

    Anna Carolina Jatobá, que foi condenada pela morte da enteada Isabella Nardoni, foi beneficiada em junho com o regime aberto e vive atualmente na casa do sogro em São Paulo. MP tenta reverter decisão na Justiça.

    O Ministério Público(MP) alega que Anna Carolina Jatobá, condenada pela morte da enteada Isabella Nardoni, tem “comportamento impulsivo e agressivo” e pediu à Justiça que ela volte a cumprir pena na prisão em regime semiaberto.

    A manifestação do MP foi feito em recurso contra decisão que concedeu o regime aberto à Jatobá em junho, quando ela deixou a penitenciária Feminina I Santa Maria Eufrásia Pelletier, a P1, em Tremembé, e passou a viver em um apartamento ao sogro na capital paulista.

    No recurso do MP que pede o retorno de Jatobá ao regime semiaberto, o promotor Thiago Tavares Simoni Aily cita um “comportamento impulsivo e agressivo” por parte dela.

    “Tratando-se de delito grave, como no caso, demonstrada maior periculosidade da executada, além da ausência de arrependimento e de comportamento impulsivo e agressividade, reclama-se maior rigor judicial no critério a ser considerado como subjetivo para o mérito à promoção prisional, uma vez que toda prudência é necessária para colocar-se uma pessoa periculosa de volta ao convívio social”, argumenta o MP.
    Segundo o promotor, avaliações e exames “apontam para uma personalidade imatura, acompanhada por conflitos de natureza afetiva e descontrole dos impulsos, que provocam oscilações do humor”.

    O documento enviado à Justiça diz que personalidade agressiva e mudanças intempestivas de humor de Jatobá podem dar origem a “atos de agressividade” e “reações impulsivas”. E que a presa “não demonstra ser capaz de se comportar dentro dos padrões sociais”, cita ainda.

    Além disso, a promotoria afirma que, para progressão ao regime aberto, não basta um bom comportamento carcerário, como foi apontado pelo diretor da unidade prisional.

    O recurso do Ministério Público ainda não foi julgado. A manifestação final por parte do MP foi feita na última semana, antes do julgamento pela 4ª Câmara de Direito Criminal.

    Progressão ao regime aberto
    Anna Carolina Jatobá, presa desde 2008 pela morte da enteada Isabella Nardoni, foi solta no dia 20 de junho deste ano, após a Justiça conceder progressão para o regime aberto. Ela cumpria pena há 15 anos e estava em um presídio em Tremembé, no interior de São Paulo.

    Jatobá progrediu ao regime semiaberto em 2017 e, desde então, era beneficiada com as saidinhas temporárias. As atividades fora do presídio, no entanto, eram discretas e raramente ela era vista nas ruas.

    No regime aberto, o condenado cumpre pena fora da prisão e pode trabalhar durante o dia. À noite, deve se recolher em endereço autorizado pela Justiça – entenda aqui como funciona.

    Crime
    Anna Carolina e Alexandre Nardoni foram condenados pelo assassinato de Isabella Nardoni em março de 2010, mas estavam presos desde 2008. O caso aconteceu na noite do dia 29 de março de 2008, quando a menina de apenas cinco anos foi jogada pelo pai e pela madrasta da janela de um apartamento na capital.

    Isabella caiu do sexto andar do apartamento onde morava o casal Nardoni, no Edifício London. Para a investigação, porém, não foi uma queda acidental, mas sim um homicídio. A menina foi agredida e, achando que estava morta, foi arremessada.

    O pai foi condenado a mais de 30 anos de cadeia e a madrasta a 26 anos de prisão, cumprindo pena na Penitenciária Santa Maria Eufrásia Pelletier, a P1 feminina de Tremembé (SP).

    Jatobá trabalhou como costureira na penitenciária no interior de São Paulo e conseguiu reduzir a pena. Em 2017, ela progrediu ao regime semiaberto e, desde então, era beneficiada com as saidinhas temporárias.

    À época, quando foi submetida a testes para progressão do regime, Jatobá afirmou ser inocente e disse desejar que a verdade sobre o caso apareça.

    Disse também planejar após ter a liberdade definitiva buscar apoio dos familiares, manter o relacionamento com o marido Alexandre Nardoni, fazer um curso de moda e abrir um ateliê de costura.

  • Justiça torna réus três envolvidos no assassinato de travesti em Santa Cruz do Rio Pardo

    Justiça torna réus três envolvidos no assassinato de travesti em Santa Cruz do Rio Pardo

    Crime ocorreu em abril de 2023 e a vítima de 45 anos foi encontrada morta em um carro. Justiça aceitou a denúncia do MP contra dois homens por homicídio qualificado e um terceiro por homicídio.

    A Justiça de Santa Cruz do Rio Pardo (SP) aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou réus três pessoas por suposto envolvimento no assassinato de uma travesti, ocorrido em abril de 2023.

    Willian Alves Feitosa Cesar e Rafael Aparecido da Silva são acusados de homicídio qualificado, enquanto Alessandro Oliveira Zaia é acusado por homicídio simples.

    O juiz responsável pelo caso determinou a prisão preventiva de Willian e Rafael, já o pedido para a prisão de Alessandro foi negado.

    A vítima, de 45 anos, foi assassinada a tiros na noite do dia 18 de abril no bairro Vila Gonzaga, em Santa Cruz do Rio Pardo. Ela foi encontrada morta dentro de um carro.

    As investigações apontam que o assassinato foi encomendado mediante pagamento de recompensa e o caso corre em segredo de Justiça. O g1 não conseguiu contato com a defesa dos envolvidos.

  • Horas após crime, suspeito de estuprar e matar ex-enteada ajudou a companheira a procurar a filha

    Horas após crime, suspeito de estuprar e matar ex-enteada ajudou a companheira a procurar a filha

    Ana Cristina da Silva deixou cartas antes de desaparecer, no dia 27 de julho. Corpo foi localizado às margens da rodovia Feliciano Salles Cunha, entre Mirassol e Neves Paulista (SP), no dia 4 de agosto.

    O homem preso suspeito de estuprar e matar a ex-enteada de 15 anos ajudou a mãe da vítima a procurá-la horas após o crime. O corpo de Ana Cristina da Silva, desaparecida em 27 de julho, foi localizado às margens da Rodovia Feliciano Salles Cunha (SP-310), entre Mirassol e Neves Paulista (SP), no dia 4 de agosto.

    Ao g1, Carla Cristina da Silva Nascimento revelou como percebeu que a filha havia desaparecido. Segundo ela, a porta do quarto da adolescente estava trancada e a garota não respondia aos chamados.

    Desesperada, Carla enviou mensagens para os amigos de Ana Cristina e perguntou se a filha foi à aula. Em resposta, os alunos afirmaram que a adolescente não foi à escola naquele dia.

    Em seguida, ligou para Adriano José da Silva, com quem há três meses rompeu um relacionamento de 12 anos. Ela contou sobre o desaparecimento da garota e pediu que o homem fosse até sua casa. Carla disse à reportagem que, na ligação, o suspeito pareceu indignado com a situação.

    “Ele falou assim para mim ‘eu não acredito que a Ana fez isso’. Como não conseguia abrir a porta do quarto, eu pulei o muro do vizinho e consegui abrir a janela, com muito medo de ver a minha filha morta. Meu sofrimento ia ficando maior”, contou.

    Assim que conseguiu arrombar a porta do quarto da filha, o ex-padrasto questionou se a adolescente não deixou cartas em que justificassem o sumiço. Após vistoriar o quarto, ele encontrou uma carta escrita pela vítima (leia abaixo).

    “Eu sinto muito por ser um lixo de filha, por ser muito patética. E tem mais uma coisa: eu sou bissexual e eu sei que no fundo a senhora não aceita. […] Me desculpem por ser assim diferente”, escreveu a garota em um trecho da carta encontrada no quarto.

    Segundo Carla, outras cartas deixadas por Ana Cristina fizeram com que ela começasse a suspeitar que Adriano induziu a adolescente a escrever a mensagem para que acreditassem que a garota fugiu de casa.

    Mesmo depois de encontrar as cartas, a mãe foi até a delegacia acompanhada do suspeito e registrou um boletim de ocorrência do desaparecimento, além de passar a divulgar sobre o caso nas redes sociais.

    No dia seguinte, um amigo da adolescente disse à Carla que recebeu uma ligação em que uma pessoa desconhecida gritava por socorro. Desconfiado, ele também relatou o ocorrido à Polícia Civil.

    “Minha filha é tudo para mim, o meu sonho mais lindo. Aquela noite na delegacia foi a pior da minha vida.”

    Adriano foi preso pela polícia em Olímpia (SP), quando tentava fugir, no dia 4 de agosto. Em depoimento, ele confessou e disse que cometeu o crime por medo de que a jovem contasse que era abusada sexualmente por ele e para se vingar da mãe.

    Justiça
    Na sexta-feira (1º), a Justiça aceitou as denúncias do Ministério Público (MP) contra o ex-padrasto da adolescente.

    Segundo a advogada da família da vítima, Daiana Pessoa, o MP denunciou Adriano por estupro seguido de morte e ocultação de cadáver com agravantes de motivo torpe, meio cruel e violência doméstica.

    Ainda segundo a advogada, o MP também denunciou o criminoso por estupro de vulnerável, já que há suspeita de que ele praticou o crime contra Ana Cristina entre os anos de 2012 e 2022, quando ela tinha entre quatro e 14 anos (entenda mais abaixo).

    Esta denúncia também foi aceita pelo juiz Vara de Violência Doméstica, Alceu Corrêa Júnior, na sexta-feira (1º). Junto à denúncia, Daiana informou que a Justiça aceitou o pedido da delegada Dálice Ceron, da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), pela prisão preventiva de Adriano.

    Agora, ele vai responder os dois processos na Justiça. A DDM fez na terça-feira (29), a reconstituição da morte da adolescente.

    Uma carta encontrada pela mãe revela que a adolescente era abusada sexualmente desde os quatro anos. Nela, datada de dezembro de 2022, Ana Cristina escreveu:

    “Se eu abrir a boca vai tudo piorar, e a culpada vai ser eu. Abusada desde os quatro anos de idade, aos 14 anos depressão, ansiedade e medo. Eu nunca falei para minha mãe, para ninguém até hoje. Eu sou muito fraca.”

    Carla contou que não desconfiou que a filha era abusada porque o ex-padrasto se comportava como pai.

    “Ele me ajudou a criar meus filhos. Ele era de minha total confiança. Eu nunca pensei que ele fosse capaz de tamanha maldade com ela. Ela chamava ele de pai, quando eu o conheci, ela ia fazer três aninhos. Fiquei surpresa com essa carta. Esse homem tirou metade da minha vida” lamentou.

    Enquanto a filha estava desaparecida, uma amiga da adolescente contou que Ana Cristina relatou sobre ter ser abusada sexualmente, mas pediu que o segredo não fosse revelado à mãe.

    A mulher também contou ao g1 que a filha, que sonhava em trabalhar fora do país, não apoiava o relacionamento dela com o ex-padrasto. Segundo a mãe, um dos últimos pedidos foi que ela não reatasse o casamento.

    “Me dói muito. Eu estou de um jeito que como só para comer, vivo só por viver. Estou tentando trabalhar, mas não consigo. Tenho crises fortes de ansiedade e de choro. Dói tanto meu coração que tem momentos que não consigo ficar em pé”, desabafou a mãe.
    Carla, que agora se apega às memórias que construiu com a filha durante 15 anos, velou a jovem no dia do próprio aniversário. Ela busca agora por justiça e apela para que o criminoso seja condenado.

     

  • Caso Brennand: Justiça retoma audiência de segunda denúncia e deve ouvir empresário e tatuador nesta segunda-feira

    Caso Brennand: Justiça retoma audiência de segunda denúncia e deve ouvir empresário e tatuador nesta segunda-feira

    Segundo o Tribunal de Justiça, todas as testemunhas do caso já foram ouvidas. Nesta denúncia, mulher diz ter sido obrigada a tatuar as iniciais de Thiago Brennand em seu corpo. Ao todo, há seis julgamentos em andamento na Justiça, mas o empresário é réu em nove processos criminais.

    O Tribunal de Justiça de São Paulo retoma, nesta segunda-feira (4), a audiência virtual de mais um processo contra Thiago Brennand na 1ª Vara de Porto Feliz (SP). A sessão deve se iniciar às 13h30 com o interrogatório do empresário e do tatuador, réus nesta denúncia.

    A sessão desta segunda-feira trata do caso de uma mulher que acusa Brennand de estupro, cárcere privado e de ter sido obrigada a tatuar as iniciais dele em seu corpo.

    De acordo com o Tribunal de Justiça (TJ), 11 testemunhas de defesa foram ouvidas na última audiência, realizada no dia 28 de agosto. A primeira foi realizada no dia 3 de julho, e a segunda no dia 31. Esta, no entanto, precisou ser interrompida devido a problemas técnicos e foi retomada no dia 14 de agosto.

    A sessão desta segunda-feira trata do caso de uma mulher que acusa Brennand de estupro, cárcere privado e de ter sido obrigada a tatuar as iniciais dele em seu corpo.

    De acordo com o Tribunal de Justiça (TJ), 11 testemunhas de defesa foram ouvidas na última audiência, realizada no dia 28 de agosto. A primeira foi realizada no dia 3 de julho, e a segunda no dia 31. Esta, no entanto, precisou ser interrompida devido a problemas técnicos e foi retomada no dia 14 de agosto.

    Neste processo, o empresário responde a 21 acusações e foram arroladas 47 testemunhas, no total. De acordo com o TJ, a vítima e 11 testemunhas de acusação já foram ouvidas.

    Ao todo, há seis julgamentos em andamento na Justiça, mas ele é réu em nove processos criminais.

    As denúncias contra Thiago Brennand em Porto Feliz são investigadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Sorocaba (SP).

    Outras audiências
    O empresário é réu em três processos em Porto Feliz. A primeira audiência na cidade foi no dia 30 de maio, referente ao processo em que uma norte-americana o acusa de estupro. A audiência foi retomada no dia 21 de junho.

    Já o segundo processo, referente à denúncia de uma mulher que acusa Brennand de estupro, cárcere privado e de ter sido obrigada a tatuar as iniciais dele em seu corpo, teve a primeira audiência no dia 3 de julho.

    O terceiro processo que Brennand responde em Porto Feliz é referente ao caso de uma mulher que alega ter sido estuprada pelo empresário na mansão dele, em um condomínio na cidade. A primeira audiência foi realizada no dia 28 de julho, e retomada no dia 7 de agosto.

    Ao todo, referentes a este processo, foram ouvidas a vítima, uma testemunha de acusação e cinco testemunhas de defesa. O caso foi retomado no dia 25 de agosto, com o interrogatório do réu, Thiago Brennand.

    O empresário também responde a outros três processos na capital. Em 27 de julho, foi realizada a primeira audiência do empresário referente a outro caso: o de agressão contra uma modelo e atriz em uma academia da capital paulista.

    Já no dia 8 de agosto, a Justiça realizou outra audiência referente à denúncia feita pela estudante de medicina e miss Stephanie Cohen por estupro, constrangimento ilegal e gravação de cena sexual.

    De acordo com o TJ, nenhum desses casos teve sentença proferida e ainda não há previsão para que sejam finalizados, já que há pedidos de diligência e prazos a serem cumpridos.

    O nome de Brennand ficou conhecido depois que o Fantástico mostrou imagens exclusivas nas quais o empresário aparece agredindo a atriz Helena Gomes dentro de uma academia em São Paulo. Neste caso, ele responde pelos crimes de lesão corporal e corrupção de menores, já que teria incentivado o próprio filho adolescente a ofender Helena.

    Depois que a reportagem foi ao ar, outras mulheres procuraram o Ministério Público de São Paulo para denunciar o empresário por crimes como estupro, agressão, ameaça, cárcere privado e injúria.

    Segundo as vítimas, os crimes ocorreram entre 2021 e 2022, em uma casa que Thiago Brennand tem em um condomínio de luxo em Porto Feliz.

    Uma das mulheres disse que foi mantida em cárcere privado, sofreu agressões, teve um vídeo íntimo divulgado sem consentimento e que foi forçada a fazer uma tatuagem com as iniciais do empresário. A Corregedoria da Polícia Civil investiga a delegada Nuris Pegoretti por suspeita de ter favorecido o suspeito no caso.

    Já uma estudante de medicina acredita que foi dopada pelo empresário durante um jantar. Um ex-funcionário, que conviveu com Thiago Brennand por 15 anos, disse que ele batia e dava choques no próprio filho.

    Além disso, um garçom que trabalha em um hotel dentro do condomínio afirma ter sido agredido pelo empresário. Já o caseiro de uma propriedade no mesmo local alega ter sido ameaçado por Brennand.

    No total, o empresário e herdeiro é réu em nove processos criminais e, em seis deles, tem prisões decretadas por estupro, agressão, cárcere privado e ameaça. Brennand está preso no Brasil desde 29 de abril, após ficar oito meses nos Emirados Árabes.

  • Justiça proíbe que donos da 123 Milhas saiam do país e autoriza condução coercitiva à CPI

    Justiça proíbe que donos da 123 Milhas saiam do país e autoriza condução coercitiva à CPI

    Juiz determinou que dois sócios sejam impedidos de deixar o Brasil até que prestem depoimento à CPI das Pirâmides Financeiras. Caso não compareçam, Polícia Federal está autorizada a conduzi-los coercitivamente.

    A Justiça Federal proibiu que os donos da 123 Milhas saiam do país e autorizou a condução coercitiva deles à CPI das Pirâmides Financeiras, caso não compareçam à Câmara dos Deputados na data marcada. A decisão foi proferida nesta sexta-feira (1º), pela 3ª Vara Federal Criminal de Belo Horizonte.

    No dia 18 de agosto, a agência de viagens suspendeu pacotes e a emissão de passagens promocionais com embarques previstos a partir de setembro de 2023. A interrupção do serviço levou à abertura de uma série de ações e até um pedido de recuperação judicial.

    Na sentença, o juiz Edison Grillo determinou que os sócios Ramiro Julio Soares Madureira e Augusto Júlio Soares Madureira sejam impedidos de deixar o Brasil até que prestem depoimento à CPI, previsto para a próxima quarta-feira (6). Se eles não forem por vontade própria, a Polícia Federal (PF) está autorizada a conduzi-los coercitivamente.

    “[…] eles têm o dever jurídico não só de comparecimento, mas também de fiel observância dos trâmites legais inerentes à convocação, não lhes sendo facultada a prerrogativa de a seu bel-prazer escolherem data de apresentação, pois, senão, eles teriam o condão de frustrar e dificultar as atividades investigativas da Comissão Parlamentar de Inquérito […]”, disse Grillo, em um dos trechos da decisão ao qual o g1 Minas teve acesso.
    A comissão apura indícios de fraude de empresas de serviços que prometem gerar patrimônio por meio de criptomoedas. Para o presidente da CPI, deputado Áureo Ribeiro (Solidariedade-RJ), e para o relator, deputado Ricardo Silva (PSD-SP), o negócio se assemelha ao esquema de pirâmide financeira. Por isso, Ramiro e Augusto foram convocados como testemunhas, mas chegaram a faltar duas vezes.

    “A atuação da 123 Milhas em muito se assemelha aos casos de pirâmides financeiras, em que são necessários cada vez mais recursos para realizar a sua manutenção, e a tendência é o colapso do esquema e a ruína dos participantes, que, muitas vezes de boa-fé, realizaram as suas compras e jamais recuperarão os seus recursos”, justificou Áureo Ribeiro.

    Nesta sexta-feira, os empresários se reuniram com Secretaria Nacional do Consumidor (Senacom), em Brasília (DF). No entanto, eles não apresentaram um plano de ressarcimento para os clientes que tiveram passagens canceladas.

    Uma nova reunião foi marcada para o dia 14 de setembro. A empresa se comprometeu a informar o número de consumidores prejudicados e as estratégias de compensação.

  • Capitão Guimarães e mais 10 são presos em operação contra o jogo do bicho do RJ

    Capitão Guimarães e mais 10 são presos em operação contra o jogo do bicho do RJ

    Equipes da Polícia Federal e do Ministério Público do Rio cumprem 13 mandados de prisão e 19 de busca e apreensão. Ação é um desdobramento da Operação Sicários, deflagrada pela PF em dezembro do ano passado.

    Um dos principais contraventores do Rio, Aílton Guimarães Jorge, conhecido como Capitão Guimarães, foi preso nesta sexta-feira (1º) durante uma operação contra o jogo do bicho no Rio. Além dele, mais 10 pessoas foram presas — 8 alvos de mandados e 3 em flagrante.

    Outros presos na ação são Marcel Rios Werneck, genro de Guimarães; um policial civil; e dois policiais militares, sendo um deles da ativa.

    Equipes da Polícia Federal e o Ministério Público do Rio (MPRJ) cumprem desde cedo 13 mandados de prisão e 19 de busca e apreensão.

    A Operação Mahyah visa desarticular a organização criminosa voltada para prática de homicídios, corrupção passiva e porte ilegal de arma de fogo, chefiada por Guimarães.

    Na casa de Marcel, em Niterói, os agentes apreenderam uma grande quantia em dinheiro. O valor ainda não foi contabilizado.

    Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara especializada em organizações criminosas do RJ e são cumpridos no estado e no Espírito Santo em endereços ligados aos integrantes do grupo investigado.

    A ação é um desdobramento da Operação Sicários, deflagrada no dia 7 de dezembro de 2022.

    Segundo a investigação, três núcleos criminosos, subordinado ao Capitão Guimarães, controlam o monopólio de jogos de azar e exploração de bingos clandestinos na Ilha do Governador, Niterói, São Gonçalo e no Espírito Santo.

    “Para assegurar a soberania territorial, a organização criminosa pratica, de maneira ordenada, diversos crimes, dentro os quais se destacam homicídios, corrupção passiva e porte ilegal de armas de fogo”, diz a PF.

    A ação conta com o apoio da Corregedoria da Polícia Militar do RJ e do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco/MPES).

    O nome da operação, Mahyah, remete a origem da palavra máfia, que provém de um termo do dialeto siciliano, mafia, inspirado em mahyah, que em árabe significa audácia.

     

  • Mãe de ex-jogador de futsal espancado fala sobre adiamento de júri: ‘Decepcionada, mas confiante’

    Mãe de ex-jogador de futsal espancado fala sobre adiamento de júri: ‘Decepcionada, mas confiante’

    Caso aconteceu em abril de 2014. André Machado chegou a ficar temporariamente tetraplégico, mas recuperou os movimentos. Acusado iria a júri popular nesta quinta-feira (31), mas julgamento foi adiado para fevereiro de 2024.

    A mãe do ex-jogador de futsal que foi espancado em frente a uma casa de shows de Sorocaba (SP), em 2014, afirmou estar “decepcionada, mas confiante” com o júri popular de Diego Pietro Gonçalves, que aconteceria na quinta-feira (31), mas foi adiado para 1º de fevereiro de 2024.

    “A princípio, [fiquei] decepcionada. Queremos que termine tudo isso. Mas depois tive reunião com os advogados e promotor e fiquei mais confiante”, contou Claudete Machado Fernandes ao g1.
    Segundo apurado pela TV TEM, o adiamento do julgamento se deu por conta da ausência de uma testemunha de defesa.

    Com uma coleção de medalhas no pescoço e lágrimas nos olhos, Claudete foi até o Fórum de Sorocaba (SP) para carregar o sonho do filho que, na época, chegou a ficar temporariamente tetraplégico.

    “Essas medalhas significam o sonho dele. O sonho que foi embora e não tem jeito. É futebol, é impossível. Ele ficou com sequelas, então nunca mais vai poder jogar, porque teve uma fratura grave na coluna e é sustentado por uma placa com pinos, então ele não pode correr, não pode cair. Isso aqui [medalhas] é o sonho dele”, relata à TV TEM.

    Com cartazes, familiares e amigos da vítima fizeram uma manifestação em frente ao fórum na manhã de quinta-feira (31) pedindo justiça. André, que tinha 21 anos na época, chegou a perder os movimentos dos braços e das pernas após as agressões.

    Segundo Claudete, mesmo quase dez anos após o crime, o filho ainda faz tratamento e, por isso, a família tem esperança de que a justiça seja feita.

    “Meu coração sangra há dez anos. As pessoas de fora falam ‘dez anos, passou, ele está vivo’. Ele está vivo, mas o que ele passa a cada dia somos nós que sabemos. Esse menino não passa um dia que não tenha dor no corpo. Ele ainda faz tratamento. É Justiça. Infelizmente, se não houver justiça, a gente vai ter que seguir em frente e virar essa página”, diz.

    Pouco tempo após o crime, Diego foi indiciado por lesão corporal gravíssima e, em dezembro de 2015, a Justiça decretou a prisão dele por tentativa de homicídio. O agressor foi levado à delegacia e, depois, foi encaminhado para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Sorocaba.

    Em 2016, ele ganhou o direito de responder ao processo em liberdade. A defesa informou que o juiz havia aceitado o pedido para revogar a prisão preventiva do rapaz.

    Entenda o caso
    O caso ocorreu no dia 7 de abril de 2014, em frente a uma casa de shows no Jardim Iguatemi, em Sorocaba.

    Segundo testemunhas, André, o irmão e os amigos estavam indo embora quando a vítima teria sido confundida com um dos jovens envolvidos em uma briga que havia acabado de acontecer. Ele foi agredido com chutes, socos e pontapés. Momentos depois, desmaiou e foi levado para o hospital.

    Antes da agressão, André era jogador de futsal e passou por times grandes do estado. Ele foi submetido a uma cirurgia na medula, que foi realizada em um hospital de Itu (SP), conseguindo recuperar gradativamente o movimento das pernas e braços.

  • Homem que amarrou e arrastou ex-namorada no engate do carro é condenado a 20 anos de prisão

    Homem que amarrou e arrastou ex-namorada no engate do carro é condenado a 20 anos de prisão

    Crime ocorreu no dia 12 de fevereiro do ano passado, em Nipoã (SP). Marcelo Bogas foi condenado por lesão corporal, tentativa de feminicídio, cárcere privado, ameaça e tortura.

    O homem acusado de amarrar a ex-namorada pelo pescoço no engate do carro e arrastá-la por mais de 50 metros em uma estrada de Nipoã, no interior de São Paulo, foi condenado a mais de 20 anos de prisão em regime fechado. O crime ocorreu no dia 12 de fevereiro de 2022.

    Conforme a sentença, Marcelo Bogas foi condenado pelo júri popular, nesta quinta-feira (31), em Monte Aprazível (SP), por lesão corporal, tentativa de feminicídio, cárcere privado, ameaça e tortura. Até a última atualização desta reportagem, não havia informações de qual presídio ele seria encaminhado.

    Na ocasião, a vítima de 30 anos sofreu hematomas, cortes, escoriações e uma fratura. Antes de arrastá-la, o criminoso ainda a afogou e a agrediu na cabeça com uma ferramenta.

    Desacordada, a vítima foi socorrida por amigos que passavam no local. Pela gravidade dos ferimentos, ela precisou ser encaminhada ao Hospital de Base de São José do Rio Preto (SP), onde permaneceu internada por cinco dias.

    Depois do crime, Marcelo abandonou o carro e fugiu. A Polícia Civil o prendeu no dia 17 de fevereiro do ano passado em Monte Aprazível. Na ocasião, além da tentativa de feminicídio, ele também foi preso por tráfico de drogas, já que foi flagrado com entorpecentes, dinheiro, balança e um caderno de anotações.

  • Presidente da Câmara de SP acredita que cassação de Cristófaro em caso de racismo deve ser aprovada pelos vereadores

    Presidente da Câmara de SP acredita que cassação de Cristófaro em caso de racismo deve ser aprovada pelos vereadores

    Votação foi marcada para às 15h30 do dia 19 de setembro. Segundo Milton Leite, perspectiva é a de que o resultado seja desfavorável ao parlamentar. Em sessão da Casa em maio de 2022, Cristófaro teve o áudio do microfone vazado no momento em que dizia a frase “é coisa de preto” na frente dos outros parlamentares.

    O presidente da Câmara de São Paulo, o vereador Milton Leite (União Brasil), disse nesta sexta-feira (1°), em entrevista à GloboNews, que a Casa deve aprovar a cassação de Camilo Cristófaro (Avante) por conta de fala racista durante reunião em 2022.

    “O sentimento que percebo pulsando a Câmara, a situação não é favorável neste momento para o vereador. A nossa perspectiva hoje é a de que o resultado seja em desfavor de Camilo Cristófaro”, afirmou Leite.
    Durante a entrevista, o presidente também falou sobre o projeto da gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) de privatização da Sabesp.

    Algumas regras dessa proposta precisam do aval da Câmara, uma vez que a capital é a maior cidade que a estatal atende e responsável por metade do faturamento da empresa.

    Leite afirmou que, pelo contrato atual, uma eventual mudança no controle acionário da empresa faz com que a Prefeitura de São Paulo assuma o serviço de água e esgoto na cidade.

    “O direito de explorar o serviço de água e esgoto é da capital. Nós concedemos ao governo do estado mediante contrato pela Sabesp sob condições. As condições são muito claras. Em caso de transferência de controle acionário, o direito exploratório retorna ao município.”

    Ele destacou ainda que, pela lei, 7,5% do faturamento bruto da Sabesp na cidade de São Paulo retorna ao tesouro municipal, que hoje é de aproximadamente R$ 570 milhões.

    “Nem o prefeito Ricardo Nunes, ou quem quer que seja, quando for privatizar, não sei se será neste governo ou em um governo futuro, não pode renunciar receita. Então, essa possibilidade, nós vemos com extrema dificuldade pois esses recursos estão inscritos nos créditos municipais”.

    Histórico caso racismo
    Na quarta-feira (30), a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou o relatório da Corregedoria que pede a cassação do vereador. A votação foi marcada para o dia 19 deste mês.

    Às 15h30 de 19 de setembro, o relatório da Corregedoria será votado no plenário do Legislativo municipal;
    Cristófaro perde o mandato caso 37 vereadores votem pela cassação.
    Na segunda-feira (21), o vereador Marlon Luz (MDB) protocolou o relatório sobre o episódio de racismo envolvendo o colega. Ele deu parecer favorável à cassação do mandato do parlamentar à Corregedoria da Câmara Municipal de São Paulo por avaliar que houve quebra de decoro.

    A Corregedoria da Câmara aprovou o relatório de cassação por 5 votos a favor e uma abstenção. O presidente do colegiado não votou, pois isso acontece apenas em casos de empate. Os vereadores usaram a tese do racismo recreativo para pedir a casacão do mandato.

    O processo disciplinar já corre há quase um ano e quatro meses. Em 3 de maio de 2022, durante uma sessão híbrida da CPI dos Aplicativos, Cristófaro disse:

    “Não lavar a calçada… É coisa de preto, né?”.
    À época da fala, o vereador se justificou — disse, inicialmente, que falava de um carro; depois, afirmou que foi uma brincadeira com um amigo e que não é racista.

    Em seu relatório, Luz afirma que a quebra de decoro parlamentar na fala de Cristófaro “evidencia que seu comportamento consiste em manifestar a crença de que existem seres humanos superiores a outros”.

    Para o relator, a fala do colega “não apenas prejudica a imagem da Câmara Municipal como instituição, mas também a representatividade de seu mandato. A representação política é uma das bases da democracia, e quando um parlamentar se manifesta com uma fala tão draconiana que levanta questionamentos sobre sua capacidade de representar todos os cidadãos, independentemente de sua origem étnica”.

    Luz destaca que a quebra de decoro se dá quando ocorrem “insultos, agressões verbais e manifestações preconceituosas” e finaliza: “a cassação do mandato parlamentar do vereador Camilo Cristófaro em razão da quebra de decoro parlamentar representa uma resposta firme e necessária diante de condutas que afrontam os valores democráticos e a confiança depositada pelos cidadãos em seus representantes”.

    Relembre o caso
    Após o vazamento da fala de Cristófaro, a vereadora Luana Alves, do PSOL, reagiu imediatamente. Naquele dia, a sessão foi suspensa. Logo depois, ela pediu instauração de inquérito contra o vereador na delegacia de crimes raciais e acionou a Corregedoria da Câmara;
    Por unanimidade, vereadores aprovaram abertura de processo disciplinar. A apuração do crime de racismo seguiu na Justiça, mas estagnou na Câmara;
    Em julho de 2023, o vereador foi absolvido pela Justiça de São Paulo.