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Categoria: Geral
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Paula Delai, médica e ex-jogadora, destaca curiosidades da participação feminina internacional na 44ª Olimpíada de Xadrez
Para Paula Delai, médica e ex-jogadora, 44ª Olimpíada de Xadrez teve histórias motivadoras
Neste mês de agosto, aconteceu a 44ª edição da Olimpíada de Xadrez, de 28 de julho á 10 de agosto, realizada em Chennai, Índia.
Para a médica e ex-jogadora de xadrez, Paula Fernanda Delai, deve-se salientar a medalha de ouro olímpica pela Seleção Ucraniana feminina de xadrez. “São exemplos de capacidade de superação e resiliência, conviver lado a lado com bombardeios, risco de perda de entes queridos, enfrentar um período de incertezas e recessão econômica, mesmo assim tornaram-se vitoriosas. A força mental e preparo psicológico dessas jogadoras é impressionante”.
Segundo Paula, um dos momentos especiais da competição foi o bronze conquistado pela equipe feminina de xadrez da Índia. “Foi a primeira vez que elas conseguiram uma medalha em uma Olimpíada da modalidade. Além do orgulho de estarem representando o país que sediou o evento, outro detalhe foi a participação de uma das atletas, Harika Dronavalli, que estava grávida de nove meses e poucos dias de dar à luz”, frisou a ex-jogadora.
Um outro aspecto, paralelamente a essa situação: “O curioso é que essa competidora, Harika, só pôde participar depois da autorização do seu obstetra. Com certeza influenciou na liberação que o deslocamento seria interno, entre lugares do mesmo país, já que não implicaria riscos á gestante e nem ao bebê, que poderiam ser causados no estresse de despressurização no voo. Seria possível haver até indução de parto prematuro em uma viagem de avião prolongada. Acho que o universo conspirou a favor dela”, ressalta Paula Delai.
Outra competidora que chamou a atenção dos participantes e do público em geral que acompanhou o evento presencialmente ou pela web foi a palestina Randa Seder, de apenas oito anos. Com 1442 de rating, ela foi a mais jovem participante da Olimpíada.
Para Paula Fernanda Delai, histórias como essas são motivadoras. “É muito significativo quando nos deparamos com histórias assim. Uma criança ter a coragem de enfrentar grandes feras do xadrez é uma lição para muitos. Da mesma forma foi a determinação da Harika, que mesmo a poucos dias de dar à luz não desistiu do seu sonho. Precisamos ter confiança em nós mesmos e encarar os desafios”, conclui a média e ex-jogadora de xadrez.
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TSE volta a proibir celular, mesmo desligado, na cabine de votação
O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reverteu nesta quinta-feira (25), por unanimidade, flexibilização anterior e decidiu que o eleitor não pode, em hipótese alguma, levar o celular para dentro da cabine de votação, sob pena de cometer crime eleitoral e de ser conduzido pela polícia.


Tais aparelhos devem ser retidos pelo mesário antes que o eleitor chegue à cabine, informou o TSE. Nesta quinta-feira, os ministros responderam a uma consulta feita pelo partido União Brasil sobre o assunto, em face de mudanças na resolução que trata a questão.
A consulta foi feita após uma mudança na resolução sobre as disposições gerais das eleições. Na norma que disciplina o pleito deste ano, foi incluído trecho segundo o qual os celulares e outros aparelhos eletrônicos “deverão ser desligados ou guardados, sem manuseio na cabine de votação”.
A redação é diferente da de resoluções dos pleitos anteriores, em 2018 e 2020, nas quais a previsão era de que os aparelhos ficariam sob a guarda da mesa receptora ou seriam mantidos em outro local de escolha do eleitor.
Ao responder a consulta, os ministros seguiram o entendimento do presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, que considerou ser impossível permitir que o eleitor mantenha o celular no bolso, por exemplo, uma vez que o mesário não poderá entrar na cabine de votação para conferir se o aparelho está ligado ou desligado.
“Houve uma flexibilização do TSE em determinado momento, permitindo que se entrasse [com o celular na cabine], desde que desligado, que estivesse no bolso. Constatou-se que isso não é satisfatório, uma vez que o mesário não pode ingressar na cabine de votação, que é indevassável, para verificar se o eleitor ligou ou não o celular”, afirmou Moraes.
A proibição de uso de celulares, ou de qualquer outro equipamento capaz de registrar ou transmitir o ato de votação, foi aprovada pelo Congresso em função do risco de quebra do sigilo do voto. Por essa razão, Moraes mencionou que o eleitor que desrespeitar a determinação e entrar na cabine com celular, poderá ser enquadrado no Artigo 312 do Código Eleitoral, que prevê pena de até dois anos de detenção para quem “violar ou tentar violar o sigilo do voto”.
De acordo com Moraes, comandantes das polícias militares de alguns estados manifestaram ontem (24), em reunião na sede do TSE, preocupação com a violação do sigilo do voto, por exemplo, em regiões de milícias, onde o eleitor poderia ser obrigado a registrar se votou em quem os criminosos determinaram.
Após a manifestação de Moraes, os demais ministros seguiram integralmente o entendimento, incluindo o relator da consulta, Sergio Banhos. Uma campanha educativa deverá ser elaborada de imediato pelo TSE para informar o eleitor sobre a proibição, incluindo cartazes a serem afixados nas seções eleitorais.
Ficou determinado ainda que os mesários podem e devem reter celular ou qualquer outro aparelho capaz de registrar ou transmitir o voto. A resolução sobre o assunto será modificada na sessão plenária da próxima terça-feira, de modo a não gerar dúvidas, decidiram os ministros.
Detector de metais
Também por unanimidade, os ministros do TSE decidiram ser possível o uso de detectores de metais nas seções eleitorais, desde que a medida seja justificada pelo juiz eleitoral diante de alguma situação excepcional.
“Sabemos que, no Brasil, nós temos, em algumas jurisdições eleitorais, situações precárias, e não podemos deixar o juiz eleitoral sem essa ressalva necessária”, disse a ministra Cármen Lúcia durante o julgamento.
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Feira do Bom Retiro é novo programa para o fim de semana na cidade
Neste sábado a Feira do Bom Retiro comemora seu primeiro mês de sucesso com crescimento do número de expositores e de apresentações no palco desse evento multicultural que está movimentando um dos bairros mais ecléticos da cidade.
Para amanhã, 12/03, o evento vai mesclar Coréia e Brasil em uma programação cheia de swing e muitas atividades. A partir das 11h começa o Circuito K-Pop com apresentação de vários grupos e cantores Covers e depois é a vez do Circuito BR com direito a Funk, Capoeira e muita música Pop. As 15h terá um show da cantora Cleide Costa com repertório cheio de sucessos sertanejos.
Para deixar a festa ainda mais gostosa, os visitantes poderão dar uma volta ao mundo saboreando receitas típicas de diversos países que serão servidas nas barracas. Tem pratos coreanos como Tteokbokki, Kimbap e Frango Frito super apimentado, Ceviche peruano, Burritos e Tortillas mexicanos, Arepas Colombianas, Esfihas, Kibes e Shawarma da Síria, além de comidas Venezuelanas, Africana, Italianas, doces regionais, Coquetéis Coreanos, refrigerantes importados e bebidas super refrescantes.
Organizada pela Associação de Desenvolvimento de K-Town Bom Retiro, a Feira do Bom Retiro acontece sempre aos sábados, das 9h às 17h, no Centro Comercial Bom Retiro, um espaço diferenciado entre as ruas José Paulino e Ribeiro de Lima.
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Subtenente Molina é condenado a 61 anos em ação deflagrada por “rolê” de Ferrari
Com o fio da meada em passeio de Ferrari avaliada em R$ 600 mil no rodeio de Mundo Novo, a Operação Laços de Família resultou em condenação de 61 anos para o subtenente Silvio Cesar Molina Azevedo, policial militar afastado. Os crimes são tráfico de maconha e lavagem de dinheiro. A família Molina foi alvo da operação da PF (Polícia Federal) em 25 de junho de 2018. À época, as redes sociais mostravam o estilo ostentação, com veículos de luxo, viagem para Europa e festas de arromba.
Três anos depois, a sentença do juiz federal Bruno Cezar da Cunha Teixeira, titular da 3ª Vara da Justiça Federal de Campo Grande, condenou quinze pessoas. Conforme a decisão, o passeio de Jefferson Henrique Piovezan Azevedo Molina numa Ferrari F430, que custa R$ 630 mil, chamou a atenção no rodeio de Mundo Novo, cidade de 18.578 habitantes e a 463 km de Campo Grande. Jefferson é filho do policial militar e foi assassinado em junho de 2017, numa conveniência da cidade.
O alerta soou do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), que comunicou a “expressiva evolução patrimonial da família do servidor público mencionado, bem como os indícios de corrupção, contrabando e sonegação”.
No processo, Douglas Alves Rocha, cunhado de Jefferson, alegou motivo passional para a família Molina ter virado alvo de investigação. Ele negou as acusações e disse que sofreram injusta perseguição de delegado da Polícia Federal, cujo nome não foi divulgado. “Diz que o delegado tinha diferenças com Jefferson em decorrência de uma namorada sua, e que então o delegado manipulou todos para focar a investigação sobre a família de Silvio, manipulando o juiz (estadual) para mudar a data do júri após a operação e, ainda, teria transferido o júri de Bodinho para a “cidade dele” (Naviraí/MS)”. Em maio de 2019, Douglas, foi julgado em Naviraí por crime de homicídio ocorrido em Mundo Novo.

Ferrari fazia parte da frota ostentação da família Molina. (Foto: Reprodução/Facebook) Outros argumentos citados foram vingança de contrabandistas, que teriam remunerado delegado diante da postura de Molina na repressão ao crime, além de vingança de policiais federais de Naviraí pelo “modo austero como Silvio Molina os abordava costumeiramente quando eles iam à cidade de Mundo Novo/MS para ‘namorar’ as meninas da cidade’”.
O magistrado destacou que as investigações começaram após alerta de órgão estadual, reuniu provas sólidas e a família já estava no radar de ações no Paraná (operação Piloto) e Ceará (Operação Cardume).
“Há de se convir que são três enredos completamente diferentes e não muito bem combinados, que acabam por evidenciar a baixa plausibilidade no núcleo central do argumento, a supor injusto assédio das autoridades federais, afora a pura falta de comprovação de quanto alegado”, afirmou o juiz.
Estilo ostentação – A apuração se desdobrou em descobertas de luxo, como festas de aniversários de R$ 100 mil, com direito a envio de avião para buscar convidado em Curitiba (Paraná); viagem para Londres e Paris (hospedagem com vista para a Torre Eiffel) e movimentações bancárias milionárias por meio de terceiros.
Contudo, a decisão pondera que a ostentação não foi tomada de forma isolada para condenar o grupo. “Ressalte-se que as provas que demonstram o elevado padrão de vida do núcleo familiar denunciado não são tomadas isoladamente; isto é, não se trata de um julgamento acerca do estilo de vida familiar, devendo o patrimônio ostentado ser visto à luz da já explicitada ausência de rendimentos lícitos que justifiquem a opulência e, especialmente, em face da ampla prova coletada de que comandavam amplo esquema de importação e remessa de entorpecentes em larga escala – afinal, as cargas apreendidas são todas de toneladas de maconha, que seriam revendidas por cifras milionárias, em especial no Nordeste brasileiro”.
A operação flagrou o tráfico de 23 toneladas de maconha, divididos em cinco carregamentos: 4,9 toneladas (Mundo Novo), 5,1 toneladas (Presidente Prudente), 3 toneladas (Guaíra), 10,3 toneladas (Guaíra) e 4 toneladas (Campo Grande).

Diagrama mostra relação entre réus e tráfico de 5,1 toneladas de maconha apreendidas em Presidente Prudente. (Foto: Reprodução) Lucro de R$ 500 por quilo – A sentença explica a opção pelo tráfico de maconha, droga com valor de mercado inferior, por exemplo, ao da cocaína. Na faixa de fronteira com o Paraguai, o quilo da maconha era comprado por R$ 100. No Nordeste do País, o mesmo quilo valia R$ 600.
“A cada quilo a organização ganhava 500 (quinhentos) reais, e detinham a capacidade de posicionar grandes, enormes quantidades porque dominavam esse modal rodoviário de transportes em veículos de carga; isso garantia que a cada cinco toneladas o grupo atingisse dois milhões de reais, e esse dinheiro não era recebido só em espécie, também era recebido em veículos de luxo, veículos de toda sorte. Sob ditas condições, o tráfico de maconha era mais lucrativo que de outro tipo de droga, especialmente na Região Nordeste, onde esse entorpecente alcança um valor significativo”.
Conexão Nordeste – Um comprador em larguíssima escala era Adayldo Freitas Ferreira, o Adayldo Bebê, traficante de drogas sediado em Natal (Rio Grande do Norte). Durante as investigações, ele foi preso ao retornar do Paraguai em companhia de Jefferson Molina. Adayldo apresentou documento falso e trazia pistolas importadas.
No último dia primeiro, ele foi alvo de outra operação da Polícia Federal, a Héstia. Ele está foragido do sistema prisional do Acre desde 2017, quando fez buraco no forro de quarto de hospital, onde estava internado.
O mandando contra Bebê era para ser cumprido na comunidade da Maré, no Rio de Janeiro, mas a equipe da PF foi recepcionada a tiros. Conforme o jornal O Dia, o foragido vivia em imóvel de luxo, com direito a piscina e banheira de hidromassagem. Ele estaria sobre a proteção da facção criminosa TCP (Terceiro Comando Puro), rival do CV (Comando Vermelho) e aliançada ao PCC (Primeiro Comando da Capital).
O pagamento era em veículos de luxo, dinheiro e joias. A Justiça Federal decretou o perdimento do expressivo patrimônio: R$ 490 mil em dinheiro, joias avaliadas em R$ 81.334, relógios, duas estâncias, lote em Mundo Novo, apartamentos em Fortaleza e Campinas, três caminhões e outros 26 veículos.

Subtenente Silvio Molina está preso no Rio Grande do Norte. (Foto: Arquivo Pessoal) Personalidade repreensível – Ao assinalar a maior pena para Silvio Molina, líder intelectual do grupo, o juiz Bruno Teixeira destacou que a personalidade do réu se mostra repreensível.
“Devendo sofrer maior reprovação que o ordinário, ante a intimidação e a violência com que operava como já constante dos autos e supramencionado na presente sentença, o acusado Silvio Molina apresenta-se ostensivamente intimidador nas relações empreendidas na prática delituosa”.
A decisão lembra que ele foi denunciado como mandante de duplo homicídio em Minas Gerais. Outro ponto da sentença destaca que ele mandou equipe da PM abordar um veículo que considerou suspeito perto da sua casa. No caso, eram policiais federais que já o investigavam.
“Nesse toar, pode-se considerar que o acusado apresenta uma personalidade violenta e reprovável, o que impõe a majoração da pena nessa circunstância judicial”. O policial afastado segue preso desde a operação.
A defesa vai recorrer e aponta nulidade do processo. “Ele foi ouvido em Mossoró, por videoconferência, sem o seu advogado. Ouvido por advogado ad hoc [temporário]. A falta de imparcialidade restou clara nesse procedimento. A defesa está preparando essa apelação. A sentença tem pena exacerbada, as condutas não foram comprovadas nos autos e a sentença veio nessa envergadura. Foi assinalada a ele uma sentença de tráfico monstruosa. E essa mesma Justiça que é implacável contra Sílvio sequer deu um desfecho para a morte do filho”, afirma o advogado Marcos Ivan Silva.
Condenados – A lista de condenados também tem Douglas Alves Rocha (32 anos de reclusão), Jefferson Alves Rocha (4 anos e oito meses), Bonyeques Piovezan (7 anos e oito meses), Maicon Henrique Rocha do Nascimento (20 anos e 11 meses), Jair Rockembach (31 anos e 9 meses), Mayron Douglas Nascimento Velani (14 anos e 8 meses), Jonathan Weverton Caraiba (4 anos e 8 meses), João Clair Alves (9 anos e 8 meses), Adriano Feitosa Machado (3 anos), Kaique Mendonça Mendes (8 anos e 6 meses), Claudio Cesar de Morais (21 anos), Marcos Teixeira (28 anos), Adayldo Freitas Ferreira (19 anos) e Jeferson Batista de Souza (11 anos).
A advogada Lilian Peres Medeiros informa que vai recorrer da condenação contra Kaique Mendes, acusado de movimentar R$ 3 milhões. “Sequer foi reconhecida a menoridade relativa, apesar de mencionar que Kaique, na época, tinha entre 18 e 19 anos, o juiz ignorou o pedido e não aplicou. É possível baixar a pena na apelação”.
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Energia eólica contribui para mitigar impactos da crise energética no Brasil
São Paulo, setembro de 2021 – A boa safra de ventos deste ano tem sido uma aliada importante para o Brasil enfrentar a severa crise hídrica que ameaça o abastecimento de energia no país. O mês de julho foi marcado por sucessivos recordes da geração eólica no Nordeste e a região, que há alguns anos era mera coadjuvante no setor, assumiu o protagonismo na exportação de energia renovável para outras regiões do Brasil, como o Sudeste e Centro-Oeste. Em agosto a geração eólica manteve-se em alta e foi imprescindível para que o país não amargasse uma volta ao túnel do tempo com o apagão nos idos de 1999.
Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a região Nordeste gerou em julho 11.094 MW médios, montante capaz de atender a 100% da demanda da região. “Atualmente, a energia eólica representa 10,7% da matriz elétrica do Brasil e a expectativa é que a fonte alcance 11,2%, enquanto a solar representa 1,9% da matriz elétrica do país com potencial para atingir 2,6% até o fim de 2021”, diz a organização.
A severa estiagem tem agitado os agentes do mercado desde geradoras, distribuidoras, comercializadoras, associações, até órgãos reguladores. E não é para menos. Os especialistas mais otimistas afirmam que o Brasil está muito próximo de um racionamento e os pessimistas alardeiam um provável apagão no fornecimento de energia, gerando impacto negativo no Produto Interno Bruto (PIB) ainda neste ano.
A situação seria ainda mais complicada se não fosse a excelente safra dos ventos que tem contribuído para mitigar os riscos de desabastecimento. “Hoje, as eólicas já atendem por ano em média mais de 10% da demanda de energia no Brasil e agora no segundo semestre a previsão é que este percentual atinja cerca de 20% de abastecimento”, afirma Renato Amaral, sócio da RFA Holding e fundador da Renova Energia, pioneira na geração de energia por meio da fonte eólica e uma das principais companhias do mercado.
Há alguns anos a fonte eólica era considerada por agentes do mercado como uma geração que poderia trazer instabilidades ao sistema e agora é assimilada como estratégica para blindar o país no fornecimento de energia. Claro que o amadurecimento do mercado também permitiu uma visão mais apurada do mercado.
Hoje, o Brasil possui 726 parques eólicos, que reúnem 8.585 aerogeradores, distribuídos em 12 estados. “Embora 80% da capacidade instalada da fonte eólica estejam na região Nordeste, o Sul também possui capacidade instalada importante”, analisa Amaral. Os dados da reportagem foram extraído do InfoVento, da Abeeólica, de julho de 2021.
A geração eólica que já era relevante para a matriz energética do Brasil ganhou ainda mais representatividade com a crise hídrica e reforçou como a diversidade das fontes é estratégica para garantir a segurança do abastecimento do país.
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Energia renovável do Nordeste assegura fornecimento de energia
São Paulo, setembro de 2021 – A boa safra de ventos deste ano tem sido uma aliada importante para o Brasil enfrentar a severa crise hídrica que ameaça o abastecimento de energia no país. O mês de julho foi marcado por sucessivos recordes da geração eólica no Nordeste e a região, que há alguns anos era mera coadjuvante no setor, assumiu o protagonismo na exportação de energia renovável para outras regiões do Brasil, como o Sudeste e Centro-Oeste. Em agosto a geração eólica manteve-se em alta e foi imprescindível para que o país não amargasse uma volta ao túnel do tempo com o apagão nos idos de 1999.
Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a região Nordeste gerou em julho 11.094 MW médios, montante capaz de atender a 100% da demanda da região. “Atualmente, a energia eólica representa 10,7% da matriz elétrica do Brasil e a expectativa é que a fonte alcance 11,2%, enquanto a solar representa 1,9% da matriz elétrica do país com potencial para atingir 2,6% até o fim de 2021”, diz a organização.
A severa estiagem tem agitado os agentes do mercado desde geradoras, distribuidoras, comercializadoras, associações, até órgãos reguladores. E não é para menos. Os especialistas mais otimistas afirmam que o Brasil está muito próximo de um racionamento e os pessimistas alardeiam um provável apagão no fornecimento de energia, gerando impacto negativo no Produto Interno Bruto (PIB) ainda neste ano.
A situação seria ainda mais complicada se não fosse a excelente safra dos ventos que tem contribuído para mitigar os riscos de desabastecimento. “Hoje, as eólicas já atendem por ano em média mais de 10% da demanda de energia no Brasil e agora no segundo semestre a previsão é que este percentual atinja cerca de 20% de abastecimento”, afirma Renato Amaral, sócio da RFA Holding e fundador da Renova Energia, pioneira na geração de energia por meio da fonte eólica e uma das principais companhias do mercado.

Renato Amaral, sócio da RFA Holding e fundador da Renova Energia Há alguns anos a fonte eólica era considerada por agentes do mercado como uma geração que poderia trazer instabilidades ao sistema e agora é assimilada como estratégica para blindar o país no fornecimento de energia. Claro que o amadurecimento do mercado também permitiu uma visão mais apurada do mercado.
Hoje, o Brasil possui 726 parques eólicos, que reúnem 8.585 aerogeradores, distribuídos em 12 estados. “Embora 80% da capacidade instalada da fonte eólica estejam na região Nordeste, o Sul também possui capacidade instalada importante”, analisa Amaral. Os dados da reportagem foram extraído do InfoVento, da Abeeólica, de julho de 2021.
A geração eólica que já era relevante para a matriz energética do Brasil ganhou ainda mais representatividade com a crise hídrica e reforçou como a diversidade das fontes é estratégica para garantir a segurança do abastecimento do país.
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Coletes de Futebol Personalizados e Coletes para Eventos
Coletes Personalizados são ideais para identificar e perceber pessoas em eventos, ações de marketing, feiras e esportes em geral. Os coletes podem conter a estampa que desejar e cores que realmente remetem sua identidade visual e sua empresa. Podem ser confeccionados em tecidos poliéster e/ou unidry, tecidos duráveis e muito confortáveis.
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Frederico Resende fala sobre satisfação de participar de projetos voltados à sustentabilidade
A última década foi de crescimento na indústria de energia fotovoltaica. Cada vez mais a demanda por estruturas voltadas à geração própria de energia vem aumentando, tendo em vista diversos fatores, como o custo reduzido e a questão ambiental.No exterior, empresas do setor de logística chegam a definir metas quantificáveis de projeção do clima, visando a redução da emissão de carbono na atmosfera. Para o diretor geral da GES Logística no Brasil, Frederico Sanches Resende, isso demonstra que o compromisso do setor com a preservação do meio ambiente vem sendo cada vez mais consolidado.O serviço de logística para a indústria de energia solarO crescimento da indústria de energia solar abriu um novo nicho de trabalho para o segmento de logística. No entanto, segundo Frederico Resende, é preciso que estes prestadores de serviço estejam preparados para atender as necessidades deste setor. “Previsão de logística, planejamento, design de embalagem e a otimização de contêineres são apenas algumas das maneiras como é possível ajudá-los a reduzir seus custos e torna-los mais eficientes”, diz.Ainda segundo o diretor da GES Logística, com experiência adequada e entendimento dos requisitos da indústria solar é possível implementar as melhores práticas, desde o envio de matéria-prima e componentes, até a entrega módulos solares. “Isso significa ajudá-los a reduzir custos e aproveitar ao máximo as oportunidades, seja qual for o tamanho do negócio.Frederico Sanchez Resende destaca a participação da GES Logística na construção, em 2016, do parque solar Lapa, localizado em Bom Jesus da Lapa, Bahia. Composto por duas usinas com capacidade total de 158 MW, é considerado o maior parque solar do País.“O projeto foi concluído com mais de dois meses de antecedência do prazo estabelecido pelas regras do Leilão de Energia de Reserva. Temos muito orgulho de fazer parte desse projeto, principalmente pelo importante trabalho de logística, que foi determinante para o sucesso deste grande empreendimento”, afirma Frederico Sanches Rezende.O diretor da GES Logística ressalta, ainda, ser uma grande satisfação participar de projetos voltados à sustentabilidade “Além de serem uma importante solução para atendimento das demandas por abastecimento energético, a indústria solar representa alternativas do ponto de vista econômico, social e ambiental”, conclui Frederico Sanches Resende. -
Ações visando redução de CO2 estão sendo adotadas nos meios de transporte
A demanda global por serviços de transporte cresce rapidamente a cada ano. Estudos preveem que a atividade do tráfego de passageiros e carga, dadas as tendências atuais da indústria de transporte, deve dobrar até 2050. Apesar de indicar progresso social e econômico, este crescimento leva a um aumento no consumo de energia e das emissões de dióxido de carbono (CO2) para a atmosfera.Para o diretor geral da GES Logística no Brasil, Frederico Sanches Resende, a partir deste dados, é importante pensar em como aplicar fontes renováveis de energia nos meios de transporte. “No setor de transporte aéreo por exemplo, as emissões da aviação aumentaram 70% desde 2005. No entanto, algumas providências já estão sendo tomadas ao redor do mundo visando reduzir o CO2 e prevenir o aquecimento global”, afirma.Segundo Frederico Resende, já existem notícias de aviões que podem voar utilizando fontes de energia renovável, que poderão ser gerada por painéis solares no aeroporto, por exemplo. O primeiro avião comercial elétrico do mundo foi apresentado em Paris em junho de 2019. “Podemos afirmar que, em um futuro não muito distante, o setor de aviação será 100% renovável”, prevê.Já o transporte ferroviário pode ser apontado como um dos meios de transporte mais eficientes em termos de energia para o transporte de cargas e passageiros. De acordo com Frederico Sanches Rezende, no Brasil o modal ferroviário, juntamente como o rodoviário, é de grande importância para a exportação de insumos, possibilitando que cheguem aos portos nacionais. “De modo geral, nosso país ainda depende muito do setor rodoviário para o escoamento de cargas. Cerca de 61% de todas as cargas transportadas passam pelas rodovias nacionais, enquanto que pelo modal ferroviário passam pouco menos de 22%”, afirma Frederico Sanchez Resende.Em relação ao transporte por veículos automotores como automóveis, ônibus e caminhões, análise da Agência Internacional de Energia (AIE) aponta que os carros elétricos têm um potencial de crescimento significativo. Estima-se que em 2030 pode haver mais de 10 milhões de ônibus e carros elétricos. “Essa projeção indica que devemos nos preparar para muitas mudanças nos próximos anos. A possibilidade de reduzir a poluição emitida pelos veículos de carga nas cidades significa uma grande melhora na qualidade de vida de todos”, conclui Frederico Resende.

