Categoria: Educação

  • Consulta pública do CNE sobre licenciaturas semipresenciais fortalece debate democrático na educação

    Consulta pública do CNE sobre licenciaturas semipresenciais fortalece debate democrático na educação

    Janguiê Diniz defende alinhamento regulatório entre ensino presencial e EAD e destaca importância da escuta pública na definição das novas diretrizes educacionais

    Coluna Janguiê Diniz

    Em mais uma decisão acertada, o Conselho Nacional de Educação (CNE) decidiu submeter à consulta pública a definição dos percentuais de presencialidade dos cursos de licenciatura ofertados no formato semipresencial. A medida representa um gesto de maturidade institucional e compromisso democrático com a construção das políticas públicas educacionais. 

    Em um cenário marcado por intensas transformações regulatórias, ouvir a sociedade, as instituições de educação superior, especialistas, entidades representativas e os próprios profissionais da educação é não apenas prudente, mas essencial para a construção de diretrizes equilibradas, viáveis e coerentes com a realidade brasileira.

    A medida ganha ainda mais relevância quando observamos o contexto recente de reorganização da política nacional de educação a distância. O Decreto nº 12.456, de 19 de maio de 2025, promoveu mudanças profundas na organização dos formatos educacionais. Entre elas, a vedação de oferta integralmente a distância para as licenciaturas e a definição de 40% de presencialidade para os cursos semipresenciais.

    Contudo, as atuais Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) para a formação inicial de professores estabelecem outros parâmetros. Enquanto o novo marco regulatório da EAD passou a trabalhar com a lógica do formato semipresencial estruturado a partir de percentuais mínimos de atividades presenciais e síncronas mediadas, a regulamentação das licenciaturas exige 50% de presencialidade, criando um descompasso normativo que gera insegurança jurídica e dúvidas operacionais para as instituições de ensino.

    Nesse contexto, a iniciativa do CNE de abrir consulta pública demonstra disposição para construir convergência regulatória. Mais do que um debate sobre números, a expectativa é de que o processo resulte no alinhamento de duas políticas públicas. Esta é uma medida relevante, ainda que o decreto reconheça a sobreposição das DCNs em situações de divergência.

    Por isso, é falaciosa a narrativa de que o Decreto nº 12.456/2025 enfraqueceu a formação docente. Pelo contrário. O texto buscou consolidar uma política de educação a distância orientada pela qualidade acadêmica, pela valorização da docência e pelo fortalecimento das experiências formativas presenciais e síncronas. Trata-se de um posicionamento essencial para assegurar qualidade sem ignorar a diversidade territorial, social e econômica do Brasil.

    Cabe ressaltar que alterações em percentuais de presencialidade produzem impactos concretos sobre acesso, permanência e sustentabilidade da oferta educacional. Um aumento excessivo das atividades presenciais pode dificultar o ingresso e a continuidade de milhares de estudantes que vivem longe dos grandes centros urbanos, trabalham em tempo integral ou dependem da flexibilidade proporcionada pela educação mediada pela tecnologia. Ao mesmo tempo, é legítima a preocupação com a necessidade de experiências práticas, interação pedagógica qualificada e fortalecimento da identidade docente durante o processo formativo.

    Por isso, a consulta pública se apresenta como um caminho adequado. Ela permite que o debate saia do campo das disputas ideológicas simplificadas e avance para uma discussão técnica, baseada em evidências, experiências institucionais e compreensão das diferentes realidades do país. A formação de professores é complexa demais para ser conduzida a partir de decisões unilaterais ou construídas sem ampla escuta social.

    Outro aspecto positivo consiste no reconhecimento de que políticas educacionais precisam ser harmônicas. O Brasil viveu, nos últimos anos, diversas alterações regulatórias no campo da educação superior. Muitas vezes, essas mudanças foram implementadas sem a devida articulação entre decretos, portarias, diretrizes curriculares e instrumentos de avaliação. O resultado foi um ambiente de instabilidade regulatória que dificultou o planejamento institucional e gerou insegurança jurídica para o setor educacional.

    Também merece destaque o fato de que a própria abertura da consulta pública reforça o papel do Conselho Nacional de Educação como instância de mediação qualificada entre governo, sociedade e sistema educacional. Em tempos de polarização e radicalização de debates, optar pela escuta e pela construção coletiva representa uma maturidade institucional importante. Não se trata de abrir mão da regulação, mas de fortalecê-la a partir da legitimidade do diálogo.

    A educação brasileira precisa superar a lógica das falsas dicotomias. Presencialidade e tecnologia não são conceitos incompatíveis. Qualidade e flexibilidade também não. O desafio contemporâneo consiste exatamente em construir modelos híbridos capazes de combinar experiências formativas robustas, acompanhamento pedagógico efetivo, desenvolvimento de competências profissionais e ampliação do acesso educacional.

    Nesse sentido, a consulta pública promovida pelo CNE deve ser celebrada não apenas pelo seu conteúdo imediato, mas pelo método adotado. Escutar antes de decidir é sempre um sinal positivo. Especialmente quando se trata de um tema tão sensível quanto a formação dos futuros professores brasileiros.

    *Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), secretário-executivo do Brasil Educação – Fórum Brasileiro da Educação Particular, fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional, presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group.

  • Inscrições para o plantão escolar nas EMEBs durante as férias de julho já estão abertas pela Prefeitura

    Inscrições para o plantão escolar nas EMEBs durante as férias de julho já estão abertas pela Prefeitura

    A Prefeitura de Monte Alto comunica que, durante o recesso escolar, que ocorrerá entre 1º e 15 de julho, haverá atendimento em regime de plantão nas EMEBs para crianças de 0 a 3 anos. Este serviço é voltado para as famílias que necessitam desse suporte.

    Os responsáveis interessados em garantir uma vaga devem realizar a inscrição entre os dias 11 de maio e 12 de junho. As inscrições devem ser feitas na Secretaria Municipal de Educação, situada na Rua Dr. Raul da Rocha Medeiros, 1416, no Centro, das 7h30 às 15h30. É importante ressaltar que não será possível se inscrever fora desse período, pois o planejamento do atendimento depende da organização prévia, que inclui a definição da equipe, alimentação e as unidades participantes.

    Na hora da inscrição, será exigida a apresentação de alguns documentos: cópia da certidão de nascimento da criança, RG do responsável, comprovante de residência e carteira de trabalho da mãe com registro atualizado. Caso não exista registro na carteira de trabalho, uma declaração deve ser apresentada. Essa declaração deve conter informações sobre local de trabalho, horário, endereço e assinatura do empregador com firma reconhecida em cartório.

    A administração municipal também avisa que no dia 16 de julho todas as unidades estarão dedicadas ao replanejamento escolar e não haverá atendimento nesse dia. As atividades regulares retornarão no dia 17 de julho. A lista das unidades que participarão do plantão escolar será divulgada em breve pela Prefeitura.

  • Inscrições Abertas para Cursos Gratuitos do Vestibulinho Etec 2026 no Segundo Semestre

    Inscrições Abertas para Cursos Gratuitos do Vestibulinho Etec 2026 no Segundo Semestre

    A Etec está com as inscrições abertas para o Vestibulinho do segundo semestre de 2026, oferecendo cursos técnicos gratuitos.

    Na modalidade de ensino a distância (EaD), os candidatos podem escolher entre os cursos de Comércio, Desenvolvimento de Sistemas, Guia de Turismo e Transações Imobiliárias. Para quem prefere o ensino presencial, há a opção do curso técnico em Administração, que acontece no período noturno.

    Os interessados têm até o dia 25 de maio para se inscrever, pagando uma taxa de R$50,00.

    A prova está agendada para o dia 21 de junho. As inscrições devem ser feitas apenas por meio do site oficial: https://vestibulinho.etec.sp.gov.br/

     

  • Monte Alto marca presença na conclusão do programa Caminho da Capacitação

    Monte Alto marca presença na conclusão do programa Caminho da Capacitação

    Na última quinta-feira, dia 7, a Prefeitura de Monte Alto marcou presença em Barrinha para a conclusão do programa estadual “Caminho da Capacitação”. Esta iniciativa, promovida pelo Fundo Social de São Paulo, visa capacitar profissionais e estimular a geração de renda.

    Em Monte Alto, as atividades do programa foram realizadas no Centro de Lazer do Trabalhador (Tangará) e na Praça dos 500 Anos, localizada no bairro Bela Vista. Foram oferecidos cursos gratuitos nas áreas de Confecção Industrial e Costura Criativa, com um total de 120 participantes locais se beneficiando das formações.

    Os cursos tiveram uma carga horária total de 40 horas e ocorreram em diferentes horários ao longo do dia, incluindo manhã, tarde e noite. As aulas combinaram teoria e prática, com o objetivo de preparar os alunos para o mercado de trabalho e ampliar suas oportunidades profissionais.

    A cerimônia de encerramento contou com a presença da prefeita Maria Helena, do secretário de Governo e presidente do Fundo Social de Solidariedade, Carlos Retondini, além dos representantes da equipe da Assistência Social, Ana Gutierrez e Zi Cardoso.

    Monte Alto fez parte do ciclo regional desta iniciativa, que abrangeu 15 municípios na região de Ribeirão Preto e resultou em 808 formandos — um recorde para uma única edição do Caminho da Capacitação.

    Essa ação está inserida no programa SuperAção SP, desenvolvido pelo Governo do Estado de São Paulo.

  • Monte Alto celebra a 5ª edição da Feira do Livro com atividades gratuitas para todas as idades

    Monte Alto celebra a 5ª edição da Feira do Livro com atividades gratuitas para todas as idades

    A 5ª edição da Feira do Livro de Monte Alto está prestes a acontecer, programada para os dias 18 a 21 de maio, no Centro Cívico e Cultural “Dr. Elias Bahdur”. Este evento, que já se firmou como uma tradição no calendário cultural da cidade, espera atrair leitores de diversas idades com uma programação especial e inteiramente gratuita.

    Nos quatro dias do evento, a população terá a oportunidade de participar de diversas atividades relacionadas à literatura, cultura e aprendizado, com atrações elaboradas para todos os membros da família. O objetivo é fomentar o gosto pela leitura e oferecer experiências enriquecedoras por meio da interação com o fascinante mundo dos livros.

    A realização da Feira do Livro conta com o apoio da Lei Rouanet, sendo patrocinada pelas empresas Quinelato e BMA, além do suporte da LS Nogueira. A organização é feita pela Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto em colaboração com a Prefeitura de Monte Alto e o Governo Federal.

     

    A postagem sobre a 5ª edição da Feira do Livro de Monte Alto destaca sua programação gratuita voltada para toda a família.

  • Janguiê Diniz defende inclusão do Fies no Desenrola 2.0 como “segunda chance” para estudantes endividados

    Janguiê Diniz defende inclusão do Fies no Desenrola 2.0 como “segunda chance” para estudantes endividados

    Empresário e presidente da ABMES afirma que renegociação de dívidas fortalece o acesso ao ensino superior, reduz desigualdades e devolve oportunidades a milhares de brasileiros

    Coluna Janguiê Diniz*

    Poucos dias depois de sancionar o novo Plano Nacional de Educação (PNE) com metas mais ambiciosas para a educação superior do que o documento anterior, o governo federal acertou em cheio em outra decisão estratégica para o futuro do país: a inclusão dos inadimplentes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) na nova edição do programa de renegociação de dívidas, o Desenrola 2.0. Trata-se de uma decisão acertada tanto do ponto de vista econômico quanto social.

    Ao ampliar os mecanismos de renegociação de dívidas para alcançar estudantes que recorreram ao crédito educacional, a Medida Provisória nº 1.355/2026 reconhece uma realidade muitas vezes negligenciada: a de milhares de brasileiros que apostaram na educação superior como principal via de transformação de suas trajetórias de vida, mas que hoje enfrentam dificuldades concretas para honrar seus compromissos financeiros.

    Ao conceder às dívidas de financiamento estudantil condições especiais de renegociação dispensadas a outros débitos, o poder público demonstrou valorizar o papel estratégico da educação na redução das desigualdades econômicas impostas aos brasileiros. Afinal, não se trata apenas de aliviar passivos acumulados, mas de oferecer uma segunda chance a jovens que, em sua maioria, são oriundos de famílias de baixa renda e que enxergam no diploma de graduação a possibilidade real de romper ciclos geracionais de pobreza.

    Entre os benefícios da medida, está a previsão de descontos que podem chegar a até 99% do valor consolidado da dívida para estudantes inscritos no Cadastro Único e com débitos em atraso há mais de um ano. Ao reconhecer a vulnerabilidade desse público, a política pública avança no sentido de alinhar o desenho do programa às reais condições de pagamento de seus usuários, evitando que o financiamento educacional, concebido como mecanismo de acesso, se transforme em um fator de exclusão futura.

    Esse aspecto é ainda mais significativo quando se considera que uma parcela expressiva dos estudantes que recorrem ao Fies, na prática, integra o público-alvo do Programa Universidade para Todos (ProUni), que oferta bolsas de 100% e 50% das mensalidades. Contudo, o limite de vagas e os critérios rigorosos de elegibilidade fazem com que muitos estudantes de baixa renda não consigam acessar o programa, e o Fies acaba sendo a alternativa possível.

    Essa dinâmica revela um ponto central do debate sobre políticas públicas educacionais no Brasil: a necessidade de articulação e complementaridade entre os diferentes instrumentos de acesso. Em um sistema no qual 80% das matrículas estão concentradas em instituições privadas, políticas como o Fies e o ProUni não são apenas desejáveis, mas absolutamente essenciais para garantir que estudantes de baixa renda possam acessar essas instituições.

    Nesse sentido, a inclusão do Fies no Desenrola 2.0 deve ser interpretada como parte de uma política mais ampla de reequilíbrio social. Ao enfrentar o problema da inadimplência, o governo federal contribui para a sustentabilidade do programa e, ao mesmo tempo, resgata sua função original como instrumento de mobilidade social.

    Além dos impactos estruturais, há também efeitos imediatos e transformadores na vida dos beneficiários. A possibilidade de renegociar dívidas com condições acessíveis permite que esses estudantes deixem para trás situações de inadimplência prolongada, muitas vezes associadas à negativação do nome e à inscrição em cadastros restritivos de crédito ou mesmo na dívida ativa da União. Ao superar essas barreiras, esses jovens passam a ter acesso a novas oportunidades, seja no mercado de trabalho, seja no sistema financeiro, podendo planejar com mais segurança seus próximos passos.

    É importante reconhecer, ainda, que medidas dessa natureza produzem efeitos positivos que vão além do indivíduo. Ao permitir a reinserção de milhares de pessoas no circuito econômico formal, o programa contribui para a dinamização da economia, ampliando o consumo, estimulando o empreendedorismo e fortalecendo a arrecadação. Trata-se, portanto, de uma política pública que combina sensibilidade social com racionalidade econômica.

    Por fim, a inclusão do Fies no Desenrola 2.0 acende a esperança de uma retomada estratégica da política que, em seu auge, foi responsável por transformar o perfil do ensino superior brasileiro. Para isso, o próximo passo consiste na reformulação do programa em si, com o estabelecimento de critérios e diretrizes que dialoguem com a realidade do público ao qual se destina, garantindo não apenas a assinatura dos contratos, mas também o seu encerramento dentro do que é esperado pelo poder público e pelos estudantes.

    Ao apostar na renegociação das dívidas como caminho para reequilibrar o sistema e apoiar aqueles que mais precisam, o governo federal reafirma a centralidade da educação superior para um país mais justo e próspero. E, ao permitir que esses jovens iniciem ou retomem suas vidas adultas sem o peso de um endividamento insustentável, dá um passo importante na direção de um Brasil em que o acesso à educação não seja um privilégio, mas um direito efetivamente garantido a todo e qualquer cidadão brasileiro.

    *Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), secretário-executivo do Brasil Educação – Fórum Brasileiro da Educação Particular, fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional, presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group.

  • Governo abre consulta pública para guia de inclusão digital da pessoa idosa

    Governo abre consulta pública para guia de inclusão digital da pessoa idosa

    Contribuições para construção do documento podem ser enviadas até 24 de maio pela plataforma Brasil Participativo

    O Governo do Brasil abriu consulta pública para a construção do Guia Orientativo para o Desenvolvimento de Competências Digitais e Midiáticas da Pessoa Idosa no Brasil, iniciativa que busca promover a inclusão digital e ampliar a participação das pessoas idosas na sociedade contemporânea.

    A proposta parte do reconhecimento de que o avanço das tecnologias digitais tem transformado o acesso à informação, aos serviços públicos e às formas de interação social. Nesse cenário, o desenvolvimento de competências digitais e midiáticas é fundamental para que a população idosa possa utilizar essas tecnologias de forma segura, crítica e autônoma.

    A consulta pública, aberta no dia 24 de abril, está disponível na plataforma Brasil Participativo e constitui uma etapa central do processo de elaboração do guia. O ambiente reúne as orientações, o conteúdo base do documento e o espaço para envio de contribuições.

    A participação é aberta a toda a sociedade, incluindo gestores públicos, educadores, pesquisadores, organizações da sociedade civil, profissionais de diferentes áreas, familiares, cuidadores e as próprias pessoas idosas. As contribuições podem ser enviadas até 24 de maio de 2026, diretamente pela plataforma, e serão analisadas para subsidiar a versão final do guia.

    ABORDAGEM DO GUIA — O Guia Orientativo para o Desenvolvimento de Competências Digitais e Midiáticas da Pessoa Idosa no Brasil propõe diretrizes, princípios e metodologias para promover a inclusão, a autonomia e a participação das pessoas idosas na sociedade digital. Elaborado de forma intersetorial no âmbito do 6º Plano de Ação Nacional da Parceria para Governo Aberto, o documento é coordenado pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, por meio da Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa, com a participação de entidades governamentais e organizações da sociedade civil.

    O documento reconhece o envelhecimento populacional e a digitalização da vida como desafios centrais para as políticas públicas, destacando que a inclusão digital vai além do acesso às tecnologias e envolve também processos de alfabetização e letramento digital crítico.

    O guia parte do reconhecimento da diversidade das pessoas idosas e defende uma abordagem centrada no protagonismo do educando, na aprendizagem ao longo da vida e na conexão com o cotidiano. Nesse contexto, estrutura-se a partir de princípios como acessibilidade, autonomia, segurança, equidade e enfrentamento ao idadismo, organizando-se também em eixos temáticos que abrangem desde o acesso às tecnologias até o uso crítico da informação, a segurança digital, a interação com serviços públicos, o uso ético da internet e a compreensão de tecnologias emergentes, como a inteligência artificial.

    METODOLOGIAS E IMPLEMENTAÇÃO — Além das diretrizes conceituais, o guia propõe metodologias baseadas na educação popular, no aprendizado intergeracional e em percursos formativos que valorizam os saberes prévios das pessoas idosas. O documento também indica formatos para o monitoramento e a avaliação das ações, com definição de critérios, indicadores e mecanismos de acompanhamento contínuo.
    Sua implementação reforça a educação digital como estratégia de inclusão social, contribuindo para o empoderamento das pessoas idosas e para o fortalecimento do aprendizado ao longo da vida. Esse processo favorece a ampliação da autonomia, o desenvolvimento humano e a participação ativa na sociedade contemporânea.

    PARTICIPAÇÃO SOCIAL — A consulta pública integra o processo de construção do guia e busca reunir contribuições de diferentes setores da sociedade. A participação social é considerada essencial para garantir que o material reflita a diversidade de contextos, experiências e necessidades da população idosa no Brasil.

    As contribuições recebidas serão sistematizadas e analisadas, podendo subsidiar a versão final do documento. A expectativa é que o guia funcione como uma referência

    Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República 

  • Pé-de-Meia ajuda a reduzir evasão escolar em 43% no ensino médio brasileiro

    Pé-de-Meia ajuda a reduzir evasão escolar em 43% no ensino médio brasileiro

    Programa de incentivo financeiro já alcança 5,6 milhões de estudantes da rede pública e reforça permanência nas escolas

    A evasão escolar no ensino médio registrou uma queda expressiva nos últimos dois anos no Brasil. Dados recentes mostram que o abandono diminuiu 43% no período, sinalizando uma mudança relevante no cenário educacional. A taxa caiu de 6,4% em 2024 para 3,6% no ano seguinte.

    Esse avanço ocorre em um contexto de ampliação de políticas públicas voltadas à permanência dos estudantes na escola. Entre as iniciativas, o programa Pé-de-Meia tem ganhado destaque ao apostar em incentivos financeiros como estratégia para conter a evasão escolar.

    Como o Pé-de-Meia contribui para reduzir a evasão escolar no ensino médio

    O Pé-de-Meia funciona como uma poupança direcionada a estudantes do ensino médio da rede pública. Os valores são depositados ao longo do percurso escolar, com base em critérios como matrícula ativa, frequência regular e conclusão das etapas.

    A iniciativa já alcança cerca de 5,6 milhões de estudantes, o equivalente a, aproximadamente, 54% dos alunos dessa fase de ensino. O objetivo é reduzir impactos de fatores que historicamente contribuem para a evasão escolar, como dificuldades financeiras e necessidade de trabalhar cedo.

    Ao aliviar parte da pressão econômica, o incentivo contribui para que mais jovens permaneçam na escola. Ao mesmo tempo, reforça a percepção da educação como um caminho possível para ampliar oportunidades no futuro.

    Principais causas da evasão escolar no ensino médio e soluções possíveis

    Apesar da redução recente, a evasão escolar ainda está ligada a problemas estruturais no país. Desigualdade social, acesso limitado à educação de qualidade e inserção precoce no mercado de trabalho seguem como obstáculos importantes.

    Diante desse cenário, o uso de ferramentas educacionais também ganhou espaço. Recursos como a calculadora ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) ajudam no acompanhamento do desempenho acadêmico, permitindo simular resultados e organizar melhor a rotina de estudos

    Esse tipo de apoio contribui para que estudantes visualizem metas mais concretas, especialmente em relação ao ingresso no ensino superior. Além disso, a formação de uma poupança ao longo do ensino médio pode auxiliar no planejamento futuro, incluindo a escolha de cursos de graduação e a continuidade dos estudos.

    Redução da evasão escolar no ensino médio reforça importância de políticas públicas

    A queda na evasão escolar no ensino médio reforça a importância de políticas públicas consistentes e contínuas. Iniciativas como o Pé-de-Meia mostram que o incentivo financeiro, aliado a estratégias educacionais, pode gerar impactos positivos na permanência escolar.

    O desafio, no entanto, permanece. A redução das desigualdades no acesso à educação depende da ampliação dessas ações e de um olhar atento para as diferentes realidades dos estudantes. Nesse contexto, fortalecer políticas educacionais segue como um passo essencial para garantir trajetórias mais estáveis e ampliar oportunidades no país.

  • Sítio dos Eucaliptos recebe visita técnica que potencializa capacitação turística em Monte Alto

    Sítio dos Eucaliptos recebe visita técnica que potencializa capacitação turística em Monte Alto

    Na tarde de quarta-feira, 22, profissionais das áreas de turismo, cultura e meio ambiente participaram de uma visita técnica ao Sítio dos Eucaliptos/RPPN Trilhas do Cerrado, localizado em Monte Alto. Este evento fez parte de uma nova fase do programa de capacitação promovido pelo Senac para os trabalhadores do setor.

    Os participantes foram até o sítio utilizando um ônibus ambiental e foram recebidos pelas educadoras ambientais Janete Fonseca e Eliane Camilo, que conduziram uma visita guiada pelas instalações e pela reserva permanente da região.

    Durante a visita, os colaboradores puderam explorar a infraestrutura do local, as trilhas ecológicas, além das iniciativas de preservação ambiental implementadas na área. O objetivo foi oferecer uma experiência imersiva no destino turístico, aumentando o conhecimento técnico da equipe sobre os atrativos disponíveis.

    A atividade contou com a presença de membros da Secretaria de Turismo e Cultura, assim como profissionais vinculados à área de Meio Ambiente, reforçando a formação dos colaboradores para melhor atender turistas e visitantes interessados em ecoturismo e turismo rural na região de Monte Alto.

    O Sítio dos Eucaliptos aceita grupos a partir de 15 pessoas e disponibiliza pacotes personalizados para as visitas. A expectativa é que iniciativas como essa ajudem a promover ainda mais as belezas naturais do município e incentivem o turismo sustentável na cidade.

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  • Primeira-dama do Estado realiza visita a Monte Alto e destaca iniciativas de formação profissional

    Primeira-dama do Estado realiza visita a Monte Alto e destaca iniciativas de formação profissional

    Na tarde de segunda-feira, 27, a cidade de Monte Alto recebeu a visita oficial de Cris Freitas, primeira-dama do Estado de São Paulo. Este encontro faz parte de uma série de iniciativas institucionais destinadas a fortalecer as políticas públicas focadas no desenvolvimento social.

    A programação foi organizada em colaboração com a Prefeitura local e incluiu uma visita às unidades móveis do programa Caminho da Capacitação, que estão situadas em dois locais estratégicos: o Centro de Lazer do Trabalhador (Tangará) e a Praça dos 500 Anos. Durante a visita, a prefeita Maria Helena Rettondini, juntamente com o presidente do Fundo Social, Carlos Rettondini, o vice-prefeito Dr. Joaquim Oliveira e sua esposa Marina Oliveira, além de secretários e vereadores, observaram atentamente as atividades educativas gratuitas oferecidas à população.

    No momento, 120 alunas estão participando dos cursos de Confecção Industrial e Costura Criativa. Essas iniciativas vão além da formação técnica, funcionando como verdadeiras ferramentas para transformação social. Ao promoverem qualificação profissional, essas ações criam oportunidades reais para geração de renda e inserção no mercado de trabalho.

    Com uma carga horária total de 40 horas, as aulas são divididas entre teoria e prática nos períodos da manhã, tarde e noite. As capacitações se estenderão até o dia 6 de maio, com uma cerimônia de formatura marcada para o dia 7. O formato intensivo das aulas reflete o compromisso com resultados efetivos em um curto espaço de tempo, sem comprometer a qualidade do ensino oferecido.

    A visita da primeira-dama estadual representa uma importante parceria entre diferentes esferas governamentais na criação de políticas públicas voltadas para o desenvolvimento humano.

    Para mais informações sobre o programa, é possível acessar o site oficial: www.caminhodacapacitacao.sp.gov.br.

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