Categoria: Brasil

  • Dono da Seleta condenado por estupro é preso em BH

    Dono da Seleta condenado por estupro é preso em BH

    Antônio Eustáquio Rodrigues foi condenado a uma pena de 15 anos de reclusão, em regime inicial fechado

    O empresário de Salinas Antônio Eustáquio Rodrigues, no Norte do Estado, denunciado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e condenado por estupro e estupro de vulnerável, foi preso na tarde de sexta-feira (18), em Belo Horizonte. Antônio Eustáquio Rodrigues, mais conhecido como Toni Rodrigues, é proprietário das marcas de cachaça Seleta, Saliboa e Boazinha e estava foragido desde junho deste ano. Ele foi localizado por policiais do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça Criminais, da Execução Penal, do Tribunal do Júri e da Auditoria Militar (Caocrim) do MPMG em um apartamento no centro da capital.

    Toni Rodrigues foi condenado pelos crimes de estupro, por duas vezes, e por estupro de vulnerável, a uma pena de 15 anos de reclusão, em regime inicial fechado. O mandado de prisão foi expedido pelo Juízo da 1ª Vara Cível, Criminal e de execuções Penais da comarca de Salinas.

    A prisão do empresário é resultado de trabalho conjunto do MPMG, por meio do Caocrim, do Gaeco e da 1ª Promotoria de Justiça de Salinas, além da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). Toni Rodrigues foi levado para o Presídio Inspetor José Martinho Drumond, em Ribeirão das Neves.

    Posicionamentos oficiais

    Em nota, a Cachaça Seleta afirmou “que seu sócio fundador, Antônio Eustáquio Rodrigues, está afastado das atividades de gestão da empresa em virtude de graves problemas de saúde”. A empresa acrescentou que “diante dos problemas pessoais de seu sócio fundador, a Seleta continua as operações de forma regular e independente”.

    Também em nota, a defesa de Toni Rodrigues, declarou “que o cliente estava na casa de parentes em Belo Horizonte, quando foi cumprido o mandado de prisão para o início de cumprimento da pena de 15 anos de reclusão”.

    Além disso, a defesa do empresário ressaltou que o Juiz da Comarca de Salinas e o Tribunal de Justiça de Minas Gerais absolveram o seu cliente, reconhecendo “as provas do caso eram confusas e contraditórias”. “A condenação resultou de uma decisão monocrática de um ministro do STJ, longe dos fatos, longe das provas e das pessoas envolvidas”, finaliza o posicionamento.

    “Rei da Cachaça”

    Em 1980, Toni Rodrigues fundou a cachaçaria Seleta, em Salinas. Desde então, conquistou sucesso no ramo de destilarias e chegou a ser considerado o maior produtor de cachaça do Brasil, tendo rótulos premiados internacionalmente. Em agosto de 2014, o empresário foi preso acusado de tentativa de assassinato, estupro comum e estupro de vulnerável. Entre as vítimas de violência sexual estariam um menino de 13 anos e uma menina de 15. A denúncia foi feita por uma das mães ao Conselho Tutelar da cidade.

    À época, a Cachaça Seleta comunicou que o seu fundador estava afastado das atividades de gestão da empresa desde 2006. Isso teria acontecido por decisão do conselho administrativo do grupo, “em virtude de graves problemas de saúde”.

    Em novembro de 2014, Toni Rodrigues conseguiu uma liminar que o liberou da Penitenciária de Teófilo Otoni, onde estava preso. Agora, a nova detenção acontece com sentença criminal com trânsito em julgado, ou seja, quando não há mais possibilidade de recurso e a decisão judicial é considerada definitiva.

  • Justiça absolve ex-marido de mulher que gravou o próprio estupro no litoral de SP

    Justiça absolve ex-marido de mulher que gravou o próprio estupro no litoral de SP

    O empresário Ricardo Penna Guerreiro, de 56 anos, preso em janeiro deste ano acusado de ter estuprado a ex-mulher, Juliana Rizzo, que estaria desacordada e sob efeitos de remédios antidepressivos e calmantes, foi absolvido pela Justiça de Praia Grande, no litoral de São Paulo, por falta de provas. Ainda cabe recurso.

    Ricardo foi preso em janeiro por estupro de vulnerável contra Juliana Rizzo. O caso ganhou repercussão nacional após a vítima divulgar imagens do suposto crime nas redes sociais dizendo que estava dopada por medicamentos e tinha sido estuprada pelo ex-marido.

    A decisão do juiz Vinicius de Toledo Piza Peluso, da 1ª Vara Criminal de Praia Grande, sobre a absolvição saiu no dia 27 de julho. O processo corre em segredo de Justiça. Apesar disso, Ricardo continua preso porque contra ele há uma condenação a 37 anos de prisão por tentativa de homicídio.

    Conforme apurado pela reportagem, a defesa de Ricardo trabalhou com um argumento baseado principalmente no depoimento prestado pela médica psiquiatra do casal à Justiça. A profissional informou que os medicamentos prescritos para Juliana não alteram o nível de consciência.

    A defesa do ex-marido apontou que não existiriam provas de que a vítima não poderia oferecer resistência ou que a relação sexual foi forçada. Outro ponto a favor da absolvição foi o horário em que as imagens foram gravadas. A vítima alegava que tomava os remédios à noite, mas as imagens foram registradas no período da manhã.

    Preso

    Apesar da absolvição por estupro de vulnerável, Ricardo Penna Guerreiro segue preso por outro crime. Ele foi condenado a mais de 37 anos por tentativa de homicídio contra seis pessoas em 2000 e estava em liberdade devido a um habeas corpus.

    No entanto, ele teve a prisão preventiva decretada novamente. “Por conta do não cumprimento das medidas cautelares devido à prisão preventiva ilegal [por estupro]”, explicou o advogado dele, Eugênio Malavasi, que já está tomando os procedimentos legais para que o cliente seja solto.

    De acordo com o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), na ocasião, Ricardo tentou matar seis pessoas em uma choperia em Praia Grande. Ele teria se desentendido com um grupo composto por seis pessoas e atirado contra elas junto com outro homem armado. Dois se feriram na tentativa de homicídio.

    O que diz a acusação

    Em nota, o advogado de Juliana, Fabrício Posocco, afirmou que recebeu a decisão de 1° grau com surpresa e ressaltou que, na qualidade de assistentes de acusação, ingressará com o recurso cabível no momento oportuno.

    Posocco reforçou que segue confiando no trabalho do Ministério Público e na Justiça. “Acreditamos que o Tribunal de Justiça de São Paulo poderá analisar as provas existentes no processo e dar um desfecho diferente a esse caso tão complicado”.

  • Empresário Manoel Conde Neto é condenado em investigação sobre sonegação de impostos no mercado de medicamentos

    Empresário Manoel Conde Neto é condenado em investigação sobre sonegação de impostos no mercado de medicamentos

    Decisão é em 1ª instância e cabe recurso. Empresário e mais seis pessoas foram condenados por crimes de ocultação de bens e organização criminosa

    A Justiça de São José dos Campos condenou o empresário Manoel Conde Neto e outras seis pessoas por envolvimento em um esquema de sonegação de impostos no mercado de medicamentos. A condenação é pelos crimes de ocultação de bens e organização criminosa.

    A decisão em 1ª instância é do juiz Brenno Gimenes Cesca, da 2ª Vara Criminal de São José dos Campos, e cabe recurso. No início da sentença, da última sexta-feira (18), ele destaca as alegações da denúncia do Ministério Público.

    “De meados de 2012 até julho de 2017, nas cidades de São José dos Campos, São Paulo e outras (…) os réus promoveram, constituíram e integraram, pessoalmente ou por interposta pessoa, organização criminosa (…) com o objetivo de obter, direta ou indiretamente, vantagem econômica (…) em especial os crimes de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica de documento público, e crimes contra a ordem tributária”.

    Na sequência, afirma que os réus:

    “Ocultaram e dissimularam de forma reiterada, e por diversas vezes, a natureza, origem, disposição, movimentação e propriedade de valores provenientes, direta ou indiretamente, de infração penal”.

    Como funcionava o esquema?

    O caso foi mostrado pelo Fantástico, em janeiro de 2021. Em um processo normal, o remédio é fabricado na indústria, vai para uma distribuidora, e depois para uma farmácia.

    Em São Paulo o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) é de 18%. No caso denunciado, o esquema percorria mais de 2 mil quilômetros para escapar da cobrança.

    Ele seguia para Goiás para conseguir um ICMS mais baixo. Depois, retornava para São Paulo, para uma distribuidora, ainda de acordo com a denúncia, criada em nome de um laranja, onde parte do imposto era sonegada. O remédio então seguia para farmácia.

    Empresário, fiscal e mais quatro condenados

    Em acordo de colaboração premiada, o empresário Manoel Conde Neto admitiu o esquema. Ao longo do processo, o Ministério Público pediu a devolução de R$ 1 bilhão aos cofres públicos. E a Justiça bloqueou imóveis de Conde.

    Ao condenar o empresário, o magistrado corrigiu o valor para R$ 1,7 bilhão. E, por isso, manteve 13 imóveis sequestrados.

    Além dele, a Justiça também condenou o fiscal da secretaria da fazenda de São Paulo, David Mariano Domingos. Segundo o Ministério Público, quando soube da investigação, ele pediu aposentadoria.

    Nesta terça, por meio de nota, a Secretaria da Fazenda de São Paulo afirmou que a aposentadoria de David foi cassada em abril “após processo disciplinar conduzido pela corregedoria da fiscalização tributária”.

    David Mariano Domingos, os funcionários do grupo Conde José Roberto de Souza e Leandro Lopes Batista, o advogado Michel Oliveira Domingos, o comprador da distribuidora Hiperdrogas Marcelo Luis Silva Relvas e Rafael Gomes Benez, também da Hiperdrogas, foram condenados a 8 anos e 9 meses de prisão e pagamento de multas por envolvimento no esquema.

    Um dos empresários mais bem sucedidos do Vale do Paraíba, Manoel Conde Neto teve a pena de quatro anos e oito meses de reclusão substituída por prestação de serviços à comunidade e pagamento de multa por causa do acordo de colaboração premiada.

    Defesa de Conde contesta condenação

    A defesa de Conde disse que vai recorrer porque entende que a homologação do acordo previa a extinção de qualquer pena.

    “Quando ele faz o acordo de colaboração premiada, ele confessa os fatos que são imputados a ele. Isso faz parte do acordo. Isso nunca foi negado, ele quando foi interrogado em juízo assumiu com toda hombridade que realmente ele tinha feito esse acordo livremente. E cumpriu todas as condições do acordo”, disse Sérgio Badaró.

    “Esse é um processo que se arrasta já há bastante tempo e o Manoel fez um acordo de colaboração premiada com o Ministério Público. Esse acordo foi homologado e uma das condições do acordo é que se ele cumprisse todas as determinações e alcançasse um determinado patamar de arrecadação de ICMS de outras empresas pela Secretaria da Fazenda ele teria direito ao perdão judicial. O Ministério Público apresentou alegação escrita dele e reconheceu que o Manoel cumpriu todas as condições. Quando saiu essa decisão não reconhecendo o direito de perdão judicial, nós ficamos absolutamente perplexos”, completou.

    O que diz o Ministério Público

    O promotor Alexandre Affonso Castilho, do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), esclareceu que o acordo de delação premiada não está vinculado ao poder judiciário, que pode aceitar ou não os itens acordados.

    “O acordo para o Ministério Público foi cumprido pelos colaboradores, mas as cláusulas do acordo – apesar de homologados – não vinculam o poder judiciário. Então dentro dos benefícios ali pactuados, o poder judiciário pode escolher o que entender cabível dentro do processo”, disse.

    “Em termos de recuperação de ativos que é uma das políticas criminais do Ministério Público de São Paulo, entendemos que a recupração de mais de R$ 1 bilhão aos cofres do erario é algo que nos satisfaz. Também o fato de conseguirmos desarticular esse esquema fiscal estruturado. Ou seja, nós conseguirmos, nessas vertentes, atuar em todos os pontos quando a gente trata de crime de colarinho branco”, completou.

    Defesa dos condenados

     

    A Rede Vanguarda tentou contato com a defesa de todos os condenados:

    • Os advogados de Michel Oliveira Domingos e David Mariano Domingos, que teve a aposentaria como fiscal cassada pela Secretaria da Fazenda, ficaram de dar um retorno, mas ainda não deram.
    • As defesas de Marcelo Luis Silva Relvas e Rafael Gomes Benez informaram que “com o máximo respeito pelo Poder Judiciário, a Defesa continuará trabalhando para provar a inocência de Rafael Gomes Benez e Marcelo Luis Silva Relvas.” O envio da nota foi feito pelo escritório Zanoide, Braun e Castilho, que representa os dois.
    • Nós não conseguimos falar com a defesa de José Roberto de Souza e Leandro Lopes Batista, ex-funcionários do grupo Conde.
  • Advogado Lucas Soares Fontes: Uma Jornada Brilhante Rumo à Justiça

    Advogado Lucas Soares Fontes: Uma Jornada Brilhante Rumo à Justiça

    No intrincado mundo da advocacia brasileira, uma estrela brilhante tem iluminado o caminho da justiça com sua paixão e habilidades excepcionais. Lucas Soares Fontes emergiu como um protagonista notável nesse cenário, trazendo consigo uma jornada de dedicação inabalável e um compromisso inflexível com a busca pela excelência jurídica.

    Desde os primeiros passos de sua carreira, ficou claro que Lucas estava destinado a se destacar. Com uma formação acadêmica sólida e uma mente curiosa, ele mergulhou de cabeça nos estudos jurídicos, absorvendo conhecimento e desenvolvendo uma compreensão profunda das complexidades legais. Esse foi apenas o começo de uma jornada que o levaria a dominar diversos aspectos do campo jurídico.

    No coração da trajetória de Lucas está sua especialização em advocacia previdenciária. Ele decidiu desbravar o complexo terreno das leis previdenciárias, compreendendo que por trás de cada caso havia uma história humana única que merecia atenção e defesa. Lucas não apenas dominou os intrincados detalhes do sistema previdenciário, mas também abraçou a missão de proporcionar suporte humano e orientação empática aos seus clientes.

    O sucesso de Lucas como advogado não se resume apenas às vitórias legais, mas também à transformação de vidas. Sua abordagem inovadora e estratégica, aliada à sua capacidade de se conectar genuinamente com as preocupações e aspirações de seus clientes, resultou em uma série de conquistas notáveis. Ele não apenas alcançou resultados favoráveis nos tribunais, mas também tocou profundamente as vidas daqueles que representou.

    Além de seu compromisso com a prática jurídica excepcional, Lucas Soares Fontes se tornou uma voz respeitada no mundo da advocacia. Ele compartilha seu conhecimento e insights por meio de palestras, workshops e publicações, inspirando outros a se esforçarem pela excelência e a abraçarem a importância da empatia no campo jurídico.

    Em resumo, a jornada de Lucas Soares Fontes é um testemunho vívido de como a dedicação incansável, a busca constante pelo aprimoramento e a conexão genuína com as pessoas podem moldar um advogado excepcional. Sua trajetória inspiradora não apenas ilumina o caminho da justiça, mas também ressalta o papel vital que os profissionais jurídicos desempenham na construção de um mundo mais justo e equitativo para todos.

  • Atos antidemocráticos: PGR denuncia sete oficiais da cúpula da PMDF por omissão

    Atos antidemocráticos: PGR denuncia sete oficiais da cúpula da PMDF por omissão

    Eles também vão responder por golpe de Estado e tentativa violenta de abolição do Estado Democrático de Direito

    A Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) denúncia contra sete oficiais da cúpula da Polícia Militar do Distrito Federal por omissão nos atos antidemocráticos, que resultaram na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília, em 8 de janeiro. Os coronéis Fábio Augusto Vieira (comandante-geral da Polícia Militar do Distrito Federal à época dos fatos), Klepter Rosa Gonçalves (subcomandante-geral), Jorge Eduardo Barreto Naime, Paulo José Ferreira de Sousa Bezerra, Marcelo Casimiro Vasconcelos, major Flávio Silvestre de Alencar e o tenente Rafael Pereira Martins são acusados de omissão (art. 13, §2º, a, b e c, do Código Penal), combinado com os crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito (artigo 359-L), golpe de Estado (artigo 359-M), dano qualificado pela violência e grave ameaça, com emprego de substância inflamável contra o patrimônio da União e com considerável prejuízo para a vítima (artigo 163, parágrafo único, I, II, III e IV, do Código Penal), e deterioração de patrimônio tombado (artigo 62, I, da Lei 9.605/1998).

    A denúncia é assinada pelo coordenador do Grupo Estratégico dos Atos Antidemocráticos (GCAA), Carlos Frederico Santos. De acordo com a PGR, os sete oficiais se uniram de forma subjetiva aos manifestantes e se omitiram nos deveres de proteção e vigilância previstos art. 144, caput e §5º, da Constituição Federal, pela Lei 6.450/77 (Lei Orgânica da PMDF), pela Portaria PMDF 1.152/2021 (Regimento Interno Geral da PMDF) e pelo Decreto 10.443/2020. Eles foram presos preventivamente na manhã desta sexta (18), na Operação Incúria, deflagrada pela PGR e pela Polícia Federal. Autorizada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, a operação também cumpriu mandados de busca e apreensão e outras cautelares (Inquérito 4.923).

    Com 196 páginas, a denúncia relaciona diversas provas e cita alertas de inteligência os quais davam conta que os denunciados sabiam das intenções da turba acampada em frente ao Quartel General do Exército em Brasília, responsável pelas invasões. Eles próprios compartilhavam entre si mensagens de teor golpista pelo menos desde as eleições, com questionamentos quanto à lisura do processo eleitoral e outros temas. São várias as mensagens anexadas à denúncia. “Contextualize-se que as desinformações que circulavam entre o alto oficialato da PMDF demonstravam expectativa de mobilização popular para garantir Bolsonaro no poder, em desrespeito ao resultado das eleições presidenciais”, explica Carlos Frederico Santos. “Havia, portanto, alinhamento ideológico e de propósitos entre os denunciados e aqueles que pleiteavam a intervenção das Forças Armadas”, explica.

    A peça individualiza a conduta de cada um dos denunciados e informa que eles teriam recebido alertas de inteligência antecipados, dando conta das convocações, e participado de reuniões preparatórias para distribuir tarefas em relação às manifestações do dia 8. Para Carlos Frederico Santos, não houve um “apagão de inteligência”. Os oficiais detinham abundantes informações em diversos grupos de comunicação, inclusive com agentes infiltrados nos acampamentos para monitorar a proporção dos atos e a organização dos seus integrantes.

    “A ‘falha’ operacional não decorreu de deficiências dos serviços de inteligência da PMDF. O que ocorreu, em verdade, foi omissão dolosa por parte dos denunciados que, com unidade de desígnios, aceitaram os resultados visados pela turba antidemocrática e aderiram ao intento criminoso dos insurgentes”, afirma. Para Carlos Frederico, os agentes de segurança pública poderiam ter atuado para impedir os resultados lesivos verificados em 8 de janeiro, pois detinham informações sobre os riscos inerentes aos atos antes de os fatos acontecerem.

    A PGR explica que os atos antidemocráticos foram resultado de quatro etapas: instigação de levante popular, com a difusão de teorias conspiratórias e convocações via Internet para arregimentação de pessoas; chegada de pessoas a Brasília, com concentração em frente ao QG do Exército; início da invasão, com a superação das barreiras policiais montadas na Esplanada; consumação, com a tentativa de deposição do governo eleito. Cientes das primeiras duas etapas, os oficiais da PM passaram a acompanhar de perto as demais, como demonstram troca de mensagens e relatórios.

    Eles “acompanharam a chegada de uma centena de ônibus repletos de insurgentes à capital federal; monitoraram ativamente as redes sociais; trocaram alertas de inteligência e obtiveram informações de agentes policiais que, infiltrados nos locais de concentração da turba, informaram-lhes, com dias de antecedência, sobre os atos preparatórios para invasões às sedes dos Três Poderes e sobre as intenções golpistas do movimento”, explica a PGR.

    A denúncia traz ainda imagens dos denunciados no dia dos atos que mostram a conduta omissiva frente aos invasores. Relata também as providências adotadas por eles em casos de violência anteriores ao 8 de janeiro, como o episódio da obstrução de rodovias (quando não foram identificados os veículos e condutores participantes dos bloqueios registrados no DF) e os ataques ao centro de Brasília em 12 de dezembro, quando a PM não fez nenhuma prisão.

    Além da condenação pelos crimes apontados, o MPF pede a condenação dos denunciados a ressarcir em dobro os danos verificados ao patrimônio público em decorrência do vandalismo e a decretação da perda de seus cargos.

  • Policial aperta pescoço de estudante dentro de escola no litoral de SP

    Policial aperta pescoço de estudante dentro de escola no litoral de SP

    Jovem contou aos familiares que o PM teria olhado para a namorada no momento em que eles entravam na escola, em Santos. Aluno teria chamado o policial de ‘pedófilo’. Um Inquérito Policial Militar (IPM) foi aberto para apurar o caso.

    Um estudante, de 16 anos, teve o pescoço apertado por um PM no pátio da escola estadual Dona Luiza Macuco, em Santos, no litoral de São Paulo. O g1 teve acesso, nesta sexta-feira (18), as imagens registradas por alunas da unidade. A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) informou ter aberto um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar o caso. 

    Um familiar do jovem, que não quis se identificar, disse que a confusão começou quando o estudante chegou à escola, localizada no bairro Ponta da Praia. O menor contou que um PM da Ronda Escolar teria olhado as nádegas da namorada dele, momento em que chamou o agente de ‘pedófilo’ [adulto que se sente sexualmente atraído por crianças].

    “A gente ia colocar uma pedra [e não registrar o caso]”, disse o parente, que foi orientado pela diretora a registrar um boletim de ocorrência (BO). Outra familiar se mostrou assustada com a forma como o jovem foi abordado no ambiente escolar, que foi retirado de sala de aula e abordado no pátio. “Em nenhum momento ele levantou a mão para os policiais”.

    Nas imagens obtidas pelo g1, é possível ver o adolescente com as mãos para trás com um policial à frente e outro ao lado. O policial diante do menor coloca as mãos no pescoço do jovem e o empurra contra a parede. No único momento em que o aluno tenta se esquivar, o outro PM o segura pelo braço.

    Após a situação, o PM chamado de pedófilo começa a apontar o dedo contra o rosto do estudante, que mantém os braços para trás. Uma das alunas que flagraram a cena, assustada, diz: “Ninguém vai fazer nada? Grava mesmo. Meu Deus, professor, ninguém vai fazer nada?”.

    Após o ocorrido, na última terça-feira (15), o estudante foi levado à diretoria, que entrou em contato com a responsável informando a situação e a necessidade de se registrar um BO. O caso foi levado à Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Santos, mas agora está na Delegacia da Infância e Juventude (Diju).

    Em sua versão, o menor contou que durante a abordagem policial, dentro da escola, o PM que o pegou pelo pescoço teria dito: “Quando eu te encontrar na rua, vou enchê-lo de bala”.

    Versão do policial
    O policial militar que que aparece nas imagens segurando o adolescente pelo pescoço disse, em depoimento na CPJ de Santos, ter ficado indignado com o desacato do aluno. O PM relatou ter esperado os portões fecharem e, com a ajuda da direção, identificou o menor.

    O estudante, segundo o registro policial, foi levado ao pátio e questionado sobre a ofensa. O policial afirmou que o menor repetiu o termo ‘pedófilo’ e o teria chamado de ‘Jack’ [gíria usada para estuprador], momento em que teria levado as mãos na direção do menor.

    Ainda de acordo com o PM, no pátio, o estudante teria falado o bairro em que morra em tom de ameaça e a seguinte frase: “Vocês vão ver quem eu sou”.

    O caso foi registrado na CPJ de Santos como desacato, ameaça e vias de fato.

    Investigação
    Em nota, a SSP-SP informou que os responsáveis pelo estudante foram chamados na escola e levados à CPJ de Santos, onde o caso foi registrado. A Polícia Civil solicitou e o jovem passou por exames no Instituto Médico Legal (IML). Os laudos estão em elaboração e, assim que concluídos, serão analisados pela autoridade policial.

    A Secretaria de Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) informou que a Diretoria de Ensino de Santos e a unidade escolar colaboram com as autoridades e estão à disposição para esclarecimentos.

     

  • Luana Finger e Pablo Spyer prestigiam jantar promovido pelo C6 Bank e Lê Creuset no restaurante Kinoshita

    Luana Finger e Pablo Spyer prestigiam jantar promovido pelo C6 Bank e Lê Creuset no restaurante Kinoshita

    Luana Finger e Pablo Spyer marcaram presença em um jantar promovido pela empresa Lê Creuset em parceria com o C6 Bank e o restaurante Kinoshita, um dos mais renomados da culinária japonesa, localizado na Vila Nova Conceição, em São Paulo.

    Usando um look preto, Luana Finger estava lindíssima e aproveitou a ocasião ao lado do namorado Pablo Spyer e outros convidados. 

    Marcelo Fernandes, proprietário do restaurante Kinoshita, agradeceu a presença de todos em seu espaço gastronômico e ressaltou a satisfação pela parceria com o C6 Bank e a Lê Creuset para promover este evento em ocasião pelo dia dos pais.  

    Toda a equipe do restaurante Kinoshita também estava feliz por acolher diversas personalidades importantes, dentre elas, Luana Finger e Pablo Spyer.  

    Vale destacar que o restaurante Kinoshita está entre os mais conceituados de São Paulo, sendo destaque no ranking dos melhores restaurantes japoneses do Brasil. 

  • Professor é preso suspeito de abusar de alunos de 8 e 9 anos da rede municipal de Rafard

    Professor é preso suspeito de abusar de alunos de 8 e 9 anos da rede municipal de Rafard

    O caso é investigado desde junho, depois de uma denúncia anônima.

    Um professor que dava aulas na rede municipal de Rafard (SP) e Capivari (SP) foi preso por suspeita de abuso sexual contra alunos. Segundo a Polícia Civil, o caso é investigado desde junho, depois de uma denúncia, e as vítimas teriam entre 8 e 9 anos.

    Conforme o delegado do caso, Mauro José Arthur, a polícia passou a apurar o caso após uma denúncia anônima pelo Disque 100. Na época crianças e funcionários da escola foram ouvidos.

    O professor fazia substituições de algumas aulas em uma escola de Rafard e, segundo a investigação, em uma ocasião o homem foi flagrado por uma funcionária com uma criança no colo. Ainda segundo essa testemunha, ao perceber que tinha sido visto, ele assustou e colocou a criança de volta no chão.

    A partir dessas informações, o delegado instaurou um inquérito policial para apurar o caso. A investigação constatou que de fato houve abuso, segundo o delegado, e colheu provas para que o professor fosse indiciado.

    As vítimas seriam duas crianças com idades entre 8 e 9 anos. Em outra escola, alunos escreveram cartinhas relatando outras situações, que a polícia considerou inadequadas.

    Depois de coletar as provas no inquérito, a Polícia Civil pediu a prisão preventiva do investigado. Os policiais cumpriram o mandado nesta quarta-feira (16) e prenderam o homem. Ele prestou depoimento e foi encaminhado ao Plantão Policial de Piracicaba, onde vai aguardar audiência de custódia.

    A reportagem questionou as prefeituras de Capivari e Rafard, onde o professor dava aulas, para um posicionamento. Até esta publicação não houve retorno.

  • Líder de esquema de roubo de veículos de luxo consegue prisão domiciliar para fazer cirurgia

    Líder de esquema de roubo de veículos de luxo consegue prisão domiciliar para fazer cirurgia

    Wellington de Moura Sanches é acusado de liderar esquema, conforme investigações da Polícia Civil

    A Justiça determinou a substituição da prisão preventiva para domiciliar do empresário Wellington de Moura Sanches, suspeito de ser líder de um esquema de roubo de veículos de luxo em Cuiabá e Várzea Grande. 

    A decisão é do juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, e foi publicada nesta segunda-feira (7).

    A substituição da prisão atende um habeas corpus da defesa de Wellington de Moura Sanches para que ele passe por um procedimento cirúrgico. Não há informações sobre qual cirurgia ele irá realizar.  

    O magistrado impôs que ele cumpra algumas medidas cautelares. Entre elas, o uso do monitoramento eletrônico, recolhimento domiciliar por 24 horas e proibição de contato com os demais réus, com exceção de sua companheira.

  • Gaeco realiza operação contra supostas fraudes em licitações no interior de SP

    Gaeco realiza operação contra supostas fraudes em licitações no interior de SP

    Um dos alvos é da ação é um ex-candidato a prefeito de Jaú (SP), que aparece como investigado no caso. Além de Jaú, as investigações incluem suspeitos nas cidades de Bariri, Itaju e Limeira; nesta última um empresário foi preso

    O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público, o Gaeco, realiza na manhã desta terça-feira (8) uma operação contra crimes de corrupção, entre eles, a suspeita de irregularidades em licitações em cidades do interior de São Paulo.

    A ação, que tem apoio da Polícia Civil e Polícia Militar, esteve em endereços nas cidades de Jaú, Bariri, Itaju e Limeira (SP).

    O objetivo, segundo o Gaeco, é o combate a crimes e fraudes licitatórias, associação criminosa, falsificação de documentos públicos, coação no curso do processo e roubo com emprego de arma de fogo e concurso de agentes.

    Um dos investigados é ex-candidato a prefeito e teria ligações políticas em Jaú e já esteve à frente de uma secretaria na prefeitura de Bariri. Um outro investigado no caso, um empresário de Limeira do setor de limpeza pública, foi preso.

    Ameaça e suspeitas de irregularidades

    O empresário preso, Paulo Roberto Barboza, é dono da Latina Ambiental que presta serviços para o munícipio de Bariri e é suspeito de ter sido o mandante dos crimes de roubo qualificado, coação no curso do processo e ameaça contra outro empresário da cidade no último dia 2 de junho.

    O fato teria ocorrido após a divulgação de uma reportagem que trazia a suspeita de diversas irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE/SP) no âmbito da contratação da empresa do suspeito pela prefeitura de Bariri.

    Segundo os apontamentos do TCE, a licitação teria sido realizada para favorecer a empresa, que foi a única participante da concorrência para o contrato de milionário. O empresário de Limeira foi encaminhado para o CDP de Jaú.

    Prefeitura de Bariri

    Em nota, a prefeitura municipal de Bariri disse que “está à disposição para colaborar com as investigações, como, inclusive, tem realizado desde 2021 prestando informações em todas as situações solicitadas pelo Ministério Público local.”

    Disse ainda que a “administração municipal vem adotando medidas efetivas como o envio de projeto de lei para a Câmara Municipal, com o objetivo de criar a Controladoria do Município, órgão autônomo que, após devidamente criado por lei e ocupado por servidores de carreira (através de concurso público), será responsável pela adoção de medidas internas de fiscalização e controle para atendimento de exigências dos órgãos externos de fiscalização e transparência”.

    A nota diz ainda que “a prefeitura de Bariri irá colaborar sempre com as investigações e questionamentos do Ministério Público sobre os serviços e contratos públicos primando para que não ocorram prejuízos aos munícipes na execução dos serviços públicos, especialmente, os essenciais.”