Categoria: Brasil

  • PF tenta prender 5 em nova fase de operação sobre os atos golpistas; Léo Índio é alvo de buscas

    PF tenta prender 5 em nova fase de operação sobre os atos golpistas; Léo Índio é alvo de buscas

    Ao todo, policiais cumprem 13 mandados de busca em MT, SP, RJ e DF. Primo dos filhos de Bolsonaro, Léo Índio publicou fotos em que aparece em cima do Congresso nos atos de vandalismo.

    A Polícia Federal tenta prender nesta quarta-feira (25) mais cinco suspeitos de envolvimento nos atos golpistas de 8 de janeiro – quando vândalos invadiram e danificaram os prédios do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal e Palácio do Planalto, em Brasília.

    Além dos mandados de prisão preventiva, a PF cumpre também 13 ordens de busca e apreensão contra 12 suspeitos em quatro estados. A operação foi autorizada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes.

    A GloboNews apurou que Léo Índio, primo de três filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, está entre os alvos de buscas. No fim de janeiro, a PF já tinha feito buscas em endereços dele em Brasília e no Rio.

    Até as 9h50, quatro dos cinco mandados de prisão já tinham sido cumpridos. A TV Globo apurou que os alvos são:

    José Carlos da Silva, de Cuiabá (MT) (também alvo de buscas);
    Luiz Antônio Villar de Sena, de Cuiabá (MT);
    Cézar Guimarães Galli Júnior, de Cuiabá (MT);
    Fabrício Cisneiros Colombo, de Cáceres (MT);
    Walter Pereira, de Santos (SP).
    Esta é a 19ª fase da operação Lesa Pátria, iniciada ainda em janeiro. A etapa atual mira tanto os participantes dos atos golpistas quanto os incentivadores da ação.

    Segundo a PF, há mandados sendo cumpridos em Cuiabá (MT), Cáceres (MT), Santos (SP), São Gonçalo (RJ) e em Brasília (DF).

    Até a última atualização desta reportagem não haviam sido dadas informações sobre os alvos dos mandados de prisão e de busca e apreensão.
    Segundo a PF, os fatos investigados incluem os seguintes crimes:

    abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
    golpe de Estado;
    dano qualificado;
    associação criminosa;
    incitação ao crime;
    destruição e deterioração ou inutilização de bem especialmente protegido;
    crimes da lei de terrorismo.
    Léo Índio
    Ainda nas horas seguintes aos atos de vandalismo em Brasília, em janeiro, Léo Índio publicou imagens em uma rede social em cima do Congresso Nacional e próximo ao Supremo Tribunal Federal (STF).

    Em uma das postagens, ele aparece com os olhos vermelhos, segundo ele devido ao gás lacrimogêneo usado pela Polícia Militar.

    Em outro post, após a repercussão e em um ambiente que não parece ser a área central de Brasília, ele escreveu: “Muitos feridos, muitos socorridos. Patriotas não cometem vandalismo”.

    Léo Índio, que se descreve em suas redes sociais como sobrinho de Bolsonaro, foi candidato pelo PL à Câmara Legislativa do Distrito Federal em 2022, mas não foi eleito. Ele também atuou como assessor do senador Chico Rodrigues (União-RR).

     

  • Quem é Pipito, apontado como sucessor do miliciano Faustão no Rio

    Quem é Pipito, apontado como sucessor do miliciano Faustão no Rio

    Rui Paulo Gonçalves Estevão, mais conhecido como Pipito, de 32 anos, é apontado pela polícia como novo sucessor de Luís Antônio da Silva Braga, o Zinho, de 43, e principal líder da maior milícia do Rio, o Bonde do Zinho, após a morte de Matheus da Silva Rezende, 23, o Faustão, sobrinho de Zinho.

    O grupo já estaria se organizando para colocar o criminoso na liderança da milícia, depois dos ataques a 35 ônibus na zona oeste carioca, nessa segunda -feira (23/10), como represália à morte de Faustão, segundo o setor de Inteligência das polícias do Rio. A polícia ainda acredita que Pipito tenha dado a ordem para incendiar ônibus, um trem e estações BRTs.

    Lista extensa

    Pepito tem uma longa ficha criminal. Já foi indiciado por comercialização de bebidas falsificadas, corrupção, adulteração de produtos alimentícios e contrabando de cigarro. Em 2018, foi preso por associação criminosa, apontado como “homem de confiança” de Wellington da Silva Braga, o Ecko, que chefiava a organização criminosa Liga da Justiça, hoje reformulada como Bonde do Zinho.

    Na época, Pipito foi identificado como responsável pela briga territorial entre criminosos na comunidade de Antares, em Santa Cruz, e era tratado como chefe da milícia. Em 2020, beneficiado por uma decisão judicial que permitia saída temporária durante a pandemia, o miliciano foi solto e sua volta para cadeia depende de uma nova decisão da Justiça.

    Depois da morte de Ecko, em 2021, vários conflitos internos abalaram as estruturas de comando na organização criminosa, que controla áreas estratégicas, antes dominadas pelo Comando Vermelho, assumindo o narcotráfico da região.

    Agora, além da disputa entre milícias rivais, brigas por territórios com facções criminosas, Pipito entrará no comando de um grupo dividido e cheio de disputas internas. Desde a morte de Ecko, Danilo Dias Lima, o Tandera, se tornou rival , formando outra milícia.

    Já Abelha, apelido de Wilton Carlos Rabello Quintanilha, é traficante e membro da maior facção fluminense. Ele é considerado foragido desde 2021. Abelha e seus parceiros estiveram envolvidos em diferentes confrontos também na zona oeste, o que amplia ainda mais a disputa entre quadrilhas na região por território.

  • Marina Ruy Barbosa usa anel de noivado entre joias de mais de R$ 3 milhões em casamento

    Marina Ruy Barbosa usa anel de noivado entre joias de mais de R$ 3 milhões em casamento

    Solitário foi comprado há 3 meses pelo empresário, e joalheiro que criou a peça afirma: ‘O menino está querendo casar’

    As joias usadas por Marina Ruy Barbosa no casamento da estilista Paula Aziz, que aconteceu no último fim de semana, em um festão para 450 convidados no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, estão dando o que falar.

    O motivo? Entre as peças usadas pela atriz, estaria um anel de noivado dado pelo namorado de Marina, o empresário Abdul Fares. A notícia, de que os dois estariam noivos, foi dada pelo jornalista Leo Dias, nesta terça-feira (24).

    Rodrigo Almeida, dono da Theya Almeida, joalheria que criou as peças usadas por Marina no casamento,  já adiantamos: foram mais de R$ 3 milhões em joias!

    “Conheci a Marina através do Abdul, somos amigos há 23 anos, fizemos faculdade juntos e, além disso, atendo a família dele há muitos anos. A maioria das peças usadas por ela é parceria, foram emprestadas apenas para o evento, com exceção do anel solitário redondo, que ela usou no dedo indicador”, explica Rodrigo.

    Segundo ele, Marina foi presenteada com o diamante pelo próprio Abdul, há 3 meses. “O menino está apaixonado, está querendo casar”, conta Rodrigo.

    Vale lembrar que as primeiras aparições públicas do casal foram no início de agosto deste ano, data em que, segundo o relato do joalheiro, Abdul já tinha comprado o anel.

    “Quando eu vendo um anel solitário, ainda mais com um diamante desse tamanho, é um pedido de casamento.”

                                                              Marina Ruy Barbosa e Abdul Fares — Foto: Manu Scarpa/Brazil News

     

    Apesar de o profissional não revelar o valor do anel de noivado, todas as outras peças, usadas em parceria para o evento, chegam a mais de R$ 3 milhões: entre elas, uma gargantilha com mais de 65 quilates de esmeraldas e diamantes e um outro anel solitário com lapidação navete.

    O relacionamento de Marina e Abdul

    Marina e Abdul Fares se conheceram através de uma roda de amigos em comum, que frequentam as mesmas festas da elite paulistana, segundo o jornal “Extra”. Em uma delas, eles se aproximaram e começaram a sair juntos, mas sempre evitando a exposição do relacionamento.

    Depois de quatro meses mais reclusos, o casal começou a ser flagrado em público, principalmente em São Paulo, cidade que a atriz passou a frequentar mais desde que virou empresária e lançou sua marca.

  • Médico investigado por estuprar paciente desacordada ‘alisava’ funcionárias, diz ex-secretária

    Médico investigado por estuprar paciente desacordada ‘alisava’ funcionárias, diz ex-secretária

     conversamos com a ex-secretária de uma clínica onde ele atuou em Santos (SP). Médico está com o registro profissional suspenso.

    Uma ex-secretária do neurocirurgião João Luís Cabral Júnior, investigado por armazenar imagens de pornografia infantil e estuprar ao menos uma paciente desacordada , contou ao g1, nesta segunda-feira (23), que o médico tinha o costume de ‘alisar’ funcionárias de uma clínica onde trabalhou em Santos, no litoral de São Paulo.

    João está com o registro profissional suspenso por decisão judicial após a Polícia Civil apreender, na casa dele, equipamentos eletrônicos com materiais de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade sexual. A Polícia também encontrou vídeos gravados pelo próprio neurocirurgião de pacientes desacordadas, inclusive, um caso considerado estupro. Ele chegou a ser preso, mas foi liberado em audiência de custódia (veja abaixo detalhes do caso).

    A mulher, que teve a identidade preservada, contou que estranhava atitudes do médico com quem trabalhou por mais de um ano, mas nunca suspeitou de que ele poderia cometer os crimes pelos quais está sendo investigado.

    “Ele sempre foi muito simpático, porém eu achava estranho que ele ficava encostando muito. Alisando o braço, apertando nosso ombro. […] Mas sempre falaram que era o jeito dele”, disse.
    Entre os contatos frequentes, um ficou marcado na memória da ex-secretária. “Ele chegou a pegar na minha mão, ficar alisando e comentou ‘que mãozinha pequenininha’. Fiquei sem graça na hora, meio desconfortável”, relembrou.

    Apesar disso, a mulher contou que nunca viu pessoalmente nenhuma paciente reclamar do neurocirurgião. Ela ouvia apenas boatos. “Não suspeitava, eu já tinha ouvido falar de situações que ele ficava em cima de funcionárias dentro do hospital, mas nunca ocorreu comigo ou cheguei a presenciar isso no local que eu trabalhava”.

    A ex-secretária diz que recebeu com surpresa a notícia do armazenamento de imagens de pornografia infantil por parte do médico. “Me remeteu ao episódio que ele falou que minha mão era pequena”, afirmou.

    Para ela, foi um choque lembrar que ele esteve tão próximo. “Imaginar que era uma pessoa do meu convívio, que poderia ter acontecido comigo ou com alguma conhecida é bem ruim”, finalizou.

    Relembre o caso
    Equipes policiais estiveram na casa do médico, no bairro Ponta da Praia, para cumprir mandado de busca e apreensão referente a um inquérito policial sobre armazenamento de materiais com cenas de sexo explícito ou pornográfico envolvendo crianças e adolescentes.

    Os policiais apreenderam equipamentos eletrônicos e, em breve análise, encontraram arquivos com cenas de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade sexual. Além disso, a equipe policial encontrou vídeos feitos pelo próprio médico.

    Em um deles, o neurocirurgião filmou por debaixo da mesa uma paciente que estava de saia durante uma consulta médica dele. Outro arquivo continha um vídeo da genitália de uma paciente sedada que estava deitada em uma maca para procedimento cirúrgico. Havia ainda imagens feitas pelo suspeito de uma jovem dormindo com camisola e calcinha em um quarto de hospital.

    Os agentes também encontraram arquivos em que o médico faz uma “selfie” no mesmo local e no minuto em que filma uma paciente aparentemente sedada. Ele retira a coberta da mulher, afasta a roupa íntima e coloca o dedo na genitália da vítima.

    O fato foi caracterizado como estupro de vulnerável pela equipe policial. João foi preso no dia 26 de setembro. Todos os materiais foram encaminhados para análise das autoridades. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que o caso é investigado sob sigilo pela Delegacia Seccional de Taboão da Serra.

    Defesa
    Segundo o advogado do médico, Eugênio Malavasi, o suspeito foi liberado durante a audiência de custódia por “ausência dos pressupostos e fundamentos da prisão preventiva”. “O Dr. João Cabral é inocente e provará o alegado no momento processual oportuno”, disse o advogado, em nota.

    Registro suspenso
    Procurado pelo g1, o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) afirmou que o médico está com o registro profissional suspenso desde o dia 2 de outubro “por decisão judicial”.

    O Conselho ainda ressaltou que também está investigando o caso em questão. “A apuração corre sob sigilo determinado por Lei. Qualquer manifestação adicional por parte do Cremesp poderá resultar na nulidade do processo”.

  • Neurocirurgião é investigado por estuprar pacientes desacordadas e armazenar pornografia infantil no litoral de SP

    Neurocirurgião é investigado por estuprar pacientes desacordadas e armazenar pornografia infantil no litoral de SP

    Imagens feitas pelo médico, inclusive de um estupro, foram apreendidas pela Polícia Civil. Defesa de João Luís Cabral Júnior diz que ele é inocente.

    Um médico neurocirurgião de Santos, no litoral de São Paulo, é investigado por armazenar imagens de pornografia infantil e estuprar pacientes desacordadas. João Luís Cabral Júnior, de 52 anos, chegou a ser preso, mas foi liberado. A defesa disse ao g1, neste sábado (21), que o médico provará a inocência “no momento processual oportuno”.

    Equipes policiais estiveram na casa do médico, no bairro Ponta da Praia, para cumprir mandado de busca e apreensão referente a um inquérito policial sobre armazenamento de materiais com cenas de sexo explícito ou pornográfico envolvendo crianças e adolescentes.

    Segundo apurado pela reportagem, João atendeu os policiais e se apresentou como um “conceituado médico neurocirurgião”. Ao ser questionado sobre as denúncias, ele negou qualquer prática criminosa.

    No entanto, os policiais apreenderam quatro notebooks, um computador, um HD externo e o celular do suspeito e, em breve análise, encontraram arquivos com cenas de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade sexual.

    Além disso, a equipe policial encontrou vídeos feitos pelo próprio autor. Em um deles, o médico filmou por debaixo da mesa uma paciente que estava de saia durante uma consulta médica dele.

    Outro arquivo continha um vídeo da genitália de uma paciente sedada que estava deitada em uma maca para procedimento cirúrgico. Havia ainda imagens feitas pelo suspeito de uma jovem dormindo com camisola e calcinha em um quarto de hospital.

    Além disso, os policiais encontraram arquivos em que o médico faz uma “selfie” no mesmo local e no minuto em que filma uma paciente aparentemente sedada. Ele retira a coberta da mulher, afasta a roupa íntima e coloca o dedo na genitália da vítima.

    O fato foi caracterizado como estupro de vulnerável pela equipe policial. Ele foi preso no dia 26 de setembro. Todos os materiais foram encaminhados para análise das autoridades.

    A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que o caso é investigado sob sigilo pela Delegacia Seccional de Taboão da Serra.

    Defesa
    Segundo o advogado do médico, Eugênio Malavasi, o suspeito foi liberado durante a audiência de custódia por “ausência dos pressupostos e fundamentos da prisão preventiva”.

    “O Dr. João Cabral é inocente e provará o alegado no momento processual oportuno”, disse o advogado, em nota.

    Registro suspenso
    Procurado pelo g1, o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) afirmou que o médico está com o registro profissional suspenso desde o dia 2 de outubro “por decisão judicial”.

    O Conselho ainda ressaltou que também está investigando o caso em questão. “A apuração corre sob sigilo determinado por Lei. Qualquer manifestação adicional por parte do Cremesp poderá resultar na nulidade do processo”.

    Quem é o médico?
    Segundo o site do médico Instituto João Luis Cabral, ele se formou em Neurocirurgia em 2000 e, sete anos depois, foi médico militar do Exército Brasileiro.

    “O meu compromisso é um atendimento médico humanizado, sendo que a base central será sempre o paciente e não sua doença, com atualizações médicas constantes, sempre oferecendo o que há de melhor”, disse, na descrição do site.

    Ainda conforme o próprio Instituto, o médico busca “ser referência em Neurotrauma e Dor na Baixada Santista e região”.

  • Propaganda com caju que nasce invertido vira piada na web

    Propaganda com caju que nasce invertido vira piada na web

    Diferente do que aparece no vídeo, o caju fica preso à árvore pelo pedúnculo, como é chamada a parte avermelhada que representa 90% da massa do pseudofruto.

    Uma propaganda com a atriz Grazi Massafera virou piada nas redes sociais no fim de semana por trazer uma versão “invertida” do caju: no vídeo da empresa de cosméticos L’Occitane au Brésil, o caju aparece grudado no galho da árvore pela castanha; porém, na natureza, o que conecta o fruto à árvore é a ‘carne’ do caju, chamada de pedúnculo.

    Além da posição errada do fruto, é possível notar, pelas folhas, que a árvore usada para a filmagem não é um cajueiro. O vídeo originalmente foi publicado nas redes sociais em 3 de outubro.

    A campanha faz parte do lançamento de uma linha de produtos para a pele à base de caju. Nas redes sociais, muitos perfis comentaram, em tom de piada, sobre o erro da propaganda; outros, no entanto, criticaram a empresa por lançar uma campanha publicitária sem pesquisar como é o fruto principal usado na linha de cosméticos.

    O Instituto Caju Brasil (ICB), fundado em 2018 e com sede em Fortaleza, foi um dos críticos da campanha. Uma mensagem no perfil do ICB afirmou:

    “Esperamos, sinceramente, que a empresa possa corrigir o seu erro, através de campanhas compensatórias. O setor já vive diversos problemas, e ter a imagem da sua ‘identidade’ descaracterizada é muito triste”.
    O cajueiro é uma planta nativa do Brasil. Apesar de ser popularmente chamado de fruto, o caju, na verdade, é um pseudofruto, um “falso fruto” – o verdadeiro fruto do cajueiro é a castanha, que nasce a partir do ovário da flor.

    Já a parte da “carne” do caju é chamada de pedúnculo e funciona como uma espécie de haste entre a planta e o seu fruto. O pedúnculo representa cerca de 90% da massa do caju, razão pela qual é, muitas vezes, confundido como o fruto.

    Ao contabilizar a produção do fruto no Brasil, o IBGE utiliza a denominação “castanha-de-caju”, que é, inclusive, a parte mais aproveitada do caju no mercado mundial.

    Em nota, a L’Occitane afirmou que a representação do caju invertido na campanha foi uma opção da equipe de criação para tornar “a estética mais lúdica”. “O time criativo e a produção executiva escolheram não seguir a estética real do fruto, colocando-o pendurado pela castanha e não em sua árvore nativa”, disse a companhia.

    “Seguindo essa linha editorial, o time de marketing adotou o tom de voz leve, bem-humorado e descontraído da identidade da marca e seguiu com o vídeo para aproveitar a estética lúdica – já usada em outras campanhas – para causar estranhamento, o que poderia gerar maior engajamento nas redes sociais.”

    Em 2022, o Brasil produziu 147 mil toneladas de castanha-de-caju, de acordo com o IBGE. Desse total, 95 mil toneladas foram produzidas no Ceará, que é o maior produtor do fruto no país. Sozinha, a produção cearense representou 66% de toda a produção brasileira.

    O Piauí e o Rio Grande do Norte aparecem, respectivamente, como os segundo e terceiro maiores produtores de caju do Brasil. Juntos, os três estados são responsáveis por mais de 90% da colheita do fruto no país.

    Apesar de ser país natal do caju, o Brasil não é, atualmente, o maior produtor mundial da fruta – este título pertence à Costa do Marfim. Durante a colonização, os portugueses levaram o fruto para outras colônias na África e na Ásia, e hoje países destas regiões lideram a produção do fruto.

    Em 2022, as exportações de castanha-de-caju brasileiras movimentaram 63 milhões de dólares, tendo Estados Unidos, Países Baixos e Canadá como os principais destinos.

    Mesmo tendo perdido a liderança mundial na cajucultura, o Brasil se destaca pelos diversos usos que faz do fruto.

    Enquanto o mercado mundial privilegia a castanha, no Brasil o fruto é consumido por inteiro: além da castanha, aqui se aproveita o pedúnculo, do qual se extrai a polpa para o suco; o bagaço da polpa pode ser usado para alimentação de rebanhos.

    Além do suco de caju, a partir do pedúnculo é possível aproveitar a polpa para produzir uma bebida bastante popular no Nordeste: a cajuína. A bebida tem origem indígena e é consumida, principalmente, Piauí, no Maranhão e no Ceará.

    Na produção da cajuína, o suco é coado várias vezes e cozido em garrafas de vidro até que os açúcares naturais sejam caramelizados. A adição de açúcar ou de aditivos químicos é proibida. O bagaço que sobra da produção da cajuína é usado para produção de geleias e doces.

  • Delegado afastado por agressão é lotado na Corregedoria; policiais questionam

    Mesmo sem arma e respondendo a dois processos administrativos, agentes denunciam que delegado teria sido “promovido” em vez de afastado

    O delegado Maique Evelin Longo Pereira , foi nomeado para um cargo administrativo na Corregedoria Geral da Polícia Civil através da Portaria nº 0240/2017, publicada no Diário Oficial do Estado (DOE), do último dia 26 de maio e assinado pela delegada-geral da Polícia Civil, Ednéia Chagas.

    O órgão é o mesmo que está responsável pela apuração e processo administrativo contra o delegado que, segundo documentos obtidos pela Folha, responde a um processo criminal pela Lei Maria da Penha, que corre em segredo de justiça, e outro que está na fase de investigação de uma suposta agressão ao engenheiro Lário Dantas, após uma briga de trânsito que ocorreu na avenida Getúlio Vargas e continuou durante alguns metros conforme relatou o engenheiro na ocasião.

    Por coincidência, no mesmo Diário Oficial do dia 26 de maio, data da nomeação e da briga no trânsito, a Polícia Civil determinou a suspensão do porte de arma do delegado e o pedido de reinstauração de uma sindicância disciplinar administrativa, iniciada em 2015, contra o mesmo delegado.

    No decreto, a Corregedoria dá o prazo de 30 dias para a comissão nomeada para apurar o processo criminal referente ao enquadramento na Lei Maria da Penha, a qual Evelin responde, apresentar o relatório.

    POLICIAIS – Após a nomeação para a Corregedoria, policiais civis questionaram o motivo do não afastamento do delegado e afirmaram que, em vez disso, o governo o colocou no órgão que está responsável pela investigação dos casos. “Ele foi afastado do cargo de delegado antes da briga no trânsito, quando agrediu um engenheiro. Nesse caso também já estava sem a arma, e se ele estivesse armado? indagou o agente.

    Para o policial, é danoso para a instituição a nomeação de um delegado que responde a vários processos para um cargo na Corregedoria. “Um cara que deixou a titularidade de uma delegacia por conta de várias situações e assumir um cargo na Corregedoria é inaceitável. Como ele vai me punir se também está sendo investigado?”, questionou.

    Corregedoria e Associação dos Delegados dizem que não há ilegalidade na nomeação

    Em entrevista à Folha, o corregedor da Polícia Civil, delegado Herbert de Amorim Cardoso, afirmou que não há motivos para o afastamento de Maique Evelin. “Ele responde a um processo sigiloso por questões de família e outro ocorrido no trânsito. Assim, como vários outros policiais que são afastados, ele fica à disposição e, nesse caso, na Corregedoria”, disse.

    O presidente da Associação dos Delegados de Roraima, Renê de Almeida, também defendeu o colega e informou que Maique não faz trabalho investigativo na Corregedoria. “Ele está designado com trabalhos meramente administrativos. Ele não faz investigações, correções a agentes e nem inquérito policial”, disse.

    Segundo Almeida, o delegado permanecerá afastado da titularidade do 2º DP enquanto não se conclui a investigação contra ele. “O que os agentes questionam é um assunto meramente deles, não sei qual é o interesse em relação a isso. O fato é que ele está afastado da titularidade do 2º DP à disposição da Corregedoria”, frisou.

    DELEGADO – A reportagem da Folha entrou em contato com o delegado Maique Evelin para que ele se posicionasse. Por telefone, ele informou apenas que não tem nada para falar sobre o assunto. “Estou em paz e na Corregedoria”, disse.

    GOVERNO – A Polícia Civil de Roraima informou, em nota, que o delegado Maique Evelin foi removido para a Corregedoria e lá está realizando serviços administrativos, cumprindo a jornada de trabalho em serviços internos. “A nomeação para o setor administrativo na corregedoria não se trata de promoção, e sim uma forma de ele continuar trabalhando”, explicou.

    Conforme a nota, o porte de arma do delegado foi suspenso em decorrência de uma medida judicial referente a Lei Maria da Penha, fato ocorrido na vida pessoal do delegado. (L.G.C)

  • Seap encontra drogas em sala para advogados e uma defensora é presa

    Seap encontra drogas em sala para advogados e uma defensora é presa

    O material foi achado após Patrícia Silva Alvares Pimenta atender o detento Bruno Maicon Ribeiro. Seap afirma que ela foi a única a entrar no local nesta sexta-feira (13).

    Mais de sete quilos de drogas foram encontrados dentro do Presídio Gabriel Ferreira Castilho, também conhecido como Bangu 3, no Complexo de Gericinó, na Zona Oeste do Rio, na manhã desta sexta-feira (13). A principal suspeita de entrar com essas drogas é uma advogada.

    A droga foi achada em uma das salas de atendimento dos advogados após Patrícia Silva Alvares Pimenta atender o detento Bruno Maicon Ribeiro da Silva. O material estava escondido.

    De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), os agentes chegaram até Patrícia após uma denúncia.

    Após verificar a sala, a Seap disse que os agentes penitenciários certificaram que a última a usar a sala foi Patrícia.

    Segundo a Seap, na sala foram encontrados erva seca picada e pó branco, possivelmente maconha e cocaína.

    A Secretaria de Administração Penitenciária disse que vai abrir uma sindicância para apurar o ocorrido. Ainda de acordo com a secretaria, o material apreendido foi encaminhado para delegacia para análise e para as demais medidas cabíveis.

  • Mineradoras do Pará negociaram ouro com empresario “Grota”de Itaituba, suspeito de envolvimento com narcogarimpos

    Mineradoras do Pará negociaram ouro com empresario “Grota”de Itaituba, suspeito de envolvimento com narcogarimpos

    Investigado pela Polícia Federal por envolvimento com tráfico de drogas, Heverton Soares mantém garimpos em área de preservação ambiental no Pará; pelo menos duas empresas retiraram o empresário da lista de fornecedores
    Em setembro de 2023, uma operação da PF do Pará que investiga esquema R$ 10 bilhões em ouro ilegal fez buscas na Fênix DTVM, empresa que também comprou ouro de Grota.

    Apontado pela Polícia Federal (PF) como líder de uma organização que traficava cocaína da Bolívia para a Amazônia brasileira, Heverton Soares, o Grota, firmou seus negócios em Itaituba, no sudoeste do Pará, em 2018.

    No município mais afetado por garimpos ilegais do Brasil, Grota fez transações com empresários, mineradoras e instituições financeiras que também são alvo de ações na Justiça por envolvimento com ouro ilegal, revelam documentos da investigação policial analisados pela Repórter Brasil.

    Ao analisar as contas bancárias do grupo ligado a Grota, a PF também encontrou outras pessoas físicas e jurídicas que já haviam entrado no radar de operações policiais nos últimos cinco anos.

    “Ainda há uma extrema fragilidade nas cadeias de extração e comércio de ouro no país, principalmente o que vem de lavra garimpeira”, explica Luisa Molina, antropóloga e pesquisadora do Instituto Socioambiental (ISA).

    “E é um negócio que se restringe a um número pequeno de grupos. Então, é comum vermos os mesmos atores em esquemas suspeitos sendo apontados em diferentes investigações policiais”, complementa.
    Mineradoras não podem comprar de garimpos

    Um dos parceiros comerciais de Grota que se encaixam nessa situação é a Gana Gold, mineradora interditada judicialmente, em julho do ano passado, após ter comercializado mais de R$ 1 bilhão em ouro da APA do Tapajós com licenciamento ambiental irregular.

    Segundo a PF, a empresa depositou mais de R$ 3,3 milhões em contas ligadas a Grota. Porém, não há provas de que qualquer produto tenha sido entregue.

    A lei 7.766/1989 estabelece que apenas cooperativas e distribuidoras de valores mobiliários (DTVM), reguladas pelo Banco Central, podem comprar ouro de garimpo. Por ser uma mineradora, a Gana Gold não é autorizada a adquirir minério de garimpos, o que levanta suspeitas sobre sua relação com Grota.

    A Gana Gold também é investigada por suposto envolvimento em compra de ouro ilegal do território Yanomami. A PF identificou pagamentos de R$ 2 milhões da mineradora para Rodrigo Martins de Mello, o Rodrigo “Cataratas”.

    Figura emergente no mercado de ouro nacional, Mello é apontado como um dos principais líderes de um esquema de transporte ilegal com aeronaves para retirar ouro do território Yanomami, conforme revelado pelo jornal Folha de S.Paulo.

    Outra empresa na mira da PF é a Fênix DTVM, que comprou R$ 450 mil em ouro de uma das lavras de Grota na APA do Tapajós. No final de setembro, a empresa com sede em Cuiabá foi um dos alvos de uma operação da PF que investiga a movimentação de R$ 10 bilhões em compra de ouro ilegal da Amazônia. Segundo a PF, garimpos fantasmas – que não apresentam sinais de exploração – foram utilizados para esquentar ouro ilegal.

    Em abril, a Repórter Brasil mostrou que a Fênix adquiriu uma tonelada de ouro de um garimpo de Cumaru do Norte, no Pará, onde, por imagens de satélite, não é possível identificar sinais de atividade correspondente a uma produção tão alta de minério. Após contato da reportagem, a empresa informou que retirou o garimpo da lista de fornecedores.

    A Fênix DTVM confirmou ter comprado ouro de Grota, mas disse que o empresário teve o cadastro suspenso após se tornar alvo da operação Narcos Gold.

    Sobre a operação Polícia Federal que fez buscas na sede da empresa no mês passado, a Fênix confirmou que comprou ouro de três empresas investigadas por esquentamento de ouro ilegal. Porém, afirmou que todas já tinham sido retiradas da lista de fornecedores em fevereiro deste ano. A direção da DTVM informou ainda que a PF fez cópia dos dados do servidor interno da empresa e que está colaborando com as investigações.

    Negócios com o ‘Rei do Ouro’

    A lista de clientes de Grota inclui ainda outro empresário investigado pela PF por comércio ilegal de ouro: Dirceu Federico Sobrinho, dono da FD’Gold, e conhecido como “Rei do Ouro”. A empresa comprou quase 2 kg de ouro de Grota em setembro de 2020.

    O minério também tinha como origem uma área de licenciamento ambiental irregular, segundo o ICMBio. Além disso, a PF cita pagamentos suspeitos da FD’Gold a um dos pilotos que trabalhavam para Grota, denunciado pelo Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) por lavagem de dinheiro e tráfico de drogas.

    Presidente da Associação Nacional do Ouro (Anoro), Sobrinho chegou a ser preso em setembro do ano passado na operação Aerogold, da PF de Rondônia. A investigação revelou um esquema de operação ilegal de extração de ouro por balsas e dragas em rios da Amazônia.

    O advogado Renilson Garcia, da Gana Gold, disse que o “corpo jurídico da empresa decidiu não dar nenhum tipo de entrevista”. Rodrigo Martins de Mello também não respondeu aos contatos.

    Em nota, Dirceu Frederico Sobrinho disse que “nunca esteve” com Grota e que apenas realizou a compra de ouro após ele apresentar “os pertinentes documentos”, em junho de 2020. A nota informa ainda que o empresário de Itaituba teria sido retirado da lista de fornecedores da FD’Gold por recomendação do setor de compliance da DTVM.

    Sobre as transferências de valores a um piloto de Grota identificadas pela PF, Frederico Sobrinho respondeu que “jamais” teve qualquer relação com os “pilotos do senhor Heverton”, e que “nunca voou em qualquer avião” de Grota.
    As investigações da PF mostram ainda que outro conhecido empresário de Itaituba fez negócios com Grota: Roberto Katsuda, representante da montadora sul-coreana Hyundai, fabricante de maquinário pesado usado em garimpos ilegais, conforme já revelado pela Repórter Brasil.

    Segundo a Polícia Federal, integrantes do grupo de Grota compraram escavadeiras em dinheiro vivo, entregue na sede da empresa de Katsuda, a BMG Hyundai, no centro de São Paulo. Grota teria também comprado uma aeronave de Katsuda por R$ 300 mil, mas o negócio não foi comunicado à Agência Nacional de Aviação Civil, segundo apurou a reportagem.

    Procurada, a defesa de Roberto Katsuda afirmou que seu cliente “já deu todos os esclarecimentos que elucidaram qualquer dúvida quanto a qualquer envolvimento financeiro” com o grupo de Grota.

    O escritório de advocacia que representa Grota respondeu em nota que “a defesa técnica está convicta de que restará provado ao final a indiscutível inocência dos acusados”. 

    A nota classifica o inquérito da Narcos Gold de “estória com aspectos mirabolantes” e sustenta que as investigações, mesmo se estendendo por quase três anos, “não conseguiram juntar aos autos uma única prova das acusações”.

  • Conheça a história da enfermeira Nathália Belletato

    Conheça a história da enfermeira Nathália Belletato

    Após trabalhar na área artística e da educação, Nathália Belletato, seguiu o sonho de atuar no cuidado com as pessoas.  

    A técnica de enfermagem Nathália Belletato nasceu em 18 de outubro de 1990, em São Paulo. No entanto, antes de atuar na área da saúde, ainda na infância, aos oito anos, Nathália Belletato cursou ballet clássico, na escola municipal de bailados do Teatro de São Paulo. Anos mais tarde, aos 15, a jovem bailarina se tornou professora de ballet para crianças de uma escola de ensino infantil e médio, permanecendo neste cargo por nove anos. 

    Além do ballet, Nathália Belletato, se formou em pedagogia, no ano de 2012, lecionando para o ensino infantil. O ano de 2014 foi marcado por um novo aprendizado: Nathália Belletato se tornou instrumentadora cirúrgica, mas não atuou na área.  Em 2015, uma nova proposta apareceu. Desta vez, para trabalhar como apresentadora na Rede TV.

    Embora diversas oportunidades tenham surgido na vida de Nathália Belletato, a jovem guardava no coração um grande sonho: cuidar de pessoas necessitadas, tratar feridas e curar a dor. Foi a partir daí que a carreira na área de enfermagem chegou!

    Após atuar em hospitais da rede privada, atualmente, Nathália Belletato trabalha no SUS como técnica de estratégia da saúde da família. Além disso, cursa a graduação em enfermagem e pós em saúde pública. Todas essas atividades fazem com que Nathália Belletato se sinta realizada tanto na vida pessoal quanto na profissional. 

    Segundo Nathalia, essa realização só é possível graças à união da equipe e o carinho dos pacientes que são atendidos na unidade, o que torna o ambiente mais agradável e ao mesmo tempo uma grande escola sobre respeito e amor ao próximo. “Conseguimos de alguma forma dar um conforto, seja no tipo de tratamento ou em um abraço, uma palavra, um acolhimento. É o “olhar” para aquele ser humano de forma mais sensível, percebendo que ali bate um coração, e saber que se aquele paciente está ali, é porque não está bem e precisa de sua ajuda. Sendo assim, ter a possibilidade de promover, cuidar e habilitar a saúde dessas pessoas é algo impagável”, comenta a enfermeira.