Autor: Redacao

  • Janguiê Diniz aponta que mercado de mentorias entra em ponto de inflexão e exige mais governança

    Janguiê Diniz aponta que mercado de mentorias entra em ponto de inflexão e exige mais governança

    Crescimento acelerado ampliou acesso, mas falta de critérios e padronização ainda desafia credibilidade do setor

    Coluna Janguiê Diniz

    O mercado brasileiro de mentorias vive um paradoxo interessante. Nunca houve tanta demanda por conhecimento aplicado, desenvolvimento empresarial e aceleração de resultados. Ao mesmo tempo, nunca foi tão evidente a ausência de critérios claros capazes de separar experiência real, capacidade estratégica e entrega consistente de simples posicionamento digital.

    Nos últimos anos, o setor cresceu impulsionado pela transformação digital, ascensão da creator economy e valorização do conhecimento como ativo econômico. A democratização das plataformas digitais permitiu que milhares de profissionais transformassem experiência em produto, criando um mercado extremamente dinâmico e acessível.

    Esse movimento teve méritos importantes. Expandiu o acesso à educação executiva, aproximou empresários de especialistas e abriu espaço para novos modelos de desenvolvimento profissional. Porém, como ocorre em praticamente todos os setores que crescem de forma acelerada, o avanço veio antes da estrutura.

    Hoje, o mercado de mentorias ainda opera com baixa institucionalização. Em muitos casos, faltam critérios objetivos de validação, mecanismos sólidos de governança e parâmetros minimamente padronizados de qualidade. A consequência é previsível: aumento da subjetividade, assimetria de percepção e desgaste gradual de credibilidade.

    A escolha de um mentor frequentemente acontece mais por presença digital, autoridade percebida ou alcance nas redes sociais do que por indicadores concretos de performance, experiência empresarial ou capacidade comprovada de gerar resultado. Isso não significa que o mercado seja inconsistente. Significa apenas que ainda está em processo de amadurecimento.

    Todo setor que cresce rapidamente passa, em algum momento, por um ponto de inflexão. Foi assim com startups, franquias, educação executiva e até mesmo com o mercado financeiro. O crescimento inicial costuma ser impulsionado pela inovação e pela velocidade. A fase seguinte exige algo diferente, estrutura.

    Governança, certificação, compliance, critérios de avaliação e mecanismos de reputação deixam de ser diferenciais e passam a funcionar como elementos fundamentais para a sustentabilidade do ecossistema. No mercado de mentorias, esse movimento começa agora.

    A discussão sobre profissionalização do setor não deve ser confundida com burocratização ou limitação da atividade. Pelo contrário. Estruturar um mercado significa criar mais previsibilidade, confiança e segurança para todos os envolvidos, mentores, empresários, investidores e clientes.

    Quando existem critérios objetivos, o ambiente se torna mais saudável. Bons profissionais conseguem consolidar reputação de forma mais consistente. Empresas passam a tomar decisões com menos subjetividade. E o próprio mercado ganha força institucional para sustentar crescimento de longo prazo.

    Foi a partir dessa percepção que nasceu a Mentor Capital Group (MCG), holding criada para funcionar como um ecossistema estratégico voltado à profissionalização da mentoria empresarial no Brasil. A proposta não é criar apenas uma comunidade de relacionamento, mas uma estrutura baseada em governança, inteligência coletiva, critérios objetivos e desenvolvimento sustentável.

    Entre os pilares do projeto está o Mentor Capital Standard (MCS), sistema de certificação desenvolvido para avaliar mentores a partir de fatores como performance empresarial, capacidade estratégica, ética, escalabilidade e impacto comprovado. O objetivo é reduzir subjetividades e criar referências mais sólidas dentro do setor.

    A holding também adota uma metodologia própria de desenvolvimento empresarial, estruturada em quatro dimensões: Elevation, Engine, Execution e Expansion. Mais do que um framework, trata-se de uma tentativa de transformar experiência em processo, reduzindo improvisações comuns em um mercado ainda pouco organizado.

    Naturalmente, nenhuma iniciativa isolada resolverá todos os desafios do setor. Mas o amadurecimento de qualquer mercado começa exatamente quando surgem as primeiras estruturas voltadas à organização, padronização e construção de credibilidade coletiva.

    O mercado de mentorias brasileiro ainda possui enorme potencial de crescimento. Porém, seu próximo ciclo provavelmente não será definido apenas por alcance, audiência ou visibilidade. Será definido por consistência, reputação, governança e capacidade real de gerar transformação sustentável.

    Em algum momento, todo mercado deixa de ser apenas tendência e passa a precisar de estrutura. Talvez este seja exatamente o momento da mentoria empresarial no Brasil.

    Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), secretário-executivo do Brasil Educação – Fórum Brasileiro da Educação Particular, fundador,  controlador e presidente do conselho de administração  do grupo Ser Educacional,  presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group.

  • Adriel destaca legado de Ajax Porto Pinheiro em celebração pelos 70 anos

    Adriel destaca legado de Ajax Porto Pinheiro em celebração pelos 70 anos

    Apresentador ressalta trajetória marcada por liderança, disciplina e compromisso com o Brasil

    O apresentador Adriel prestou homenagem a Ajax Porto Pinheiro pela passagem de seus 70 anos, celebrando sua trajetória marcada por liderança, patriotismo e compromisso com o país.

    Na mensagem, Adriel ressaltou que Ajax Porto Pinheiro representa valores fundamentais para a vida pública, como disciplina, respeito às instituições e dedicação ao interesse nacional. Segundo ele, reconhecer histórias como a do homenageado é também valorizar exemplos de responsabilidade e firmeza de princípios.

    “Parabenizo Ajax Porto Pinheiro pelos seus 70 anos e por sua importante contribuição ao Brasil. Sua história é marcada por liderança, honra e compromisso com a nação”, afirmou.

    A homenagem reforça o reconhecimento a uma trajetória construída com seriedade e marcada por relevantes serviços prestados ao país, destacando a importância de figuras públicas comprometidas com o desenvolvimento e o fortalecimento das instituições brasileiras.

  • ANEC celebra 80 anos com lançamento de livro sobre a história da educação católica no Brasil

    ANEC celebra 80 anos com lançamento de livro sobre a história da educação católica no Brasil

    Obra reúne documentos, registros e reflexões sobre a contribuição das instituições católicas para a formação educacional e social do país ao longo de oito décadas

    Vatican News

    A Associação Nacional de Educação Católica do Brasil (ANEC) lança, durante o Fórum Nacional de Educação Católica e Assembleia Ordinária 2026, o livro “ANEC 80 anos: 1945–2025 – memória, presença e sonho”, obra que revisita a trajetória da educação católica no Brasil e destaca sua contribuição para o desenvolvimento educacional, social e humano ao longo de oito décadas.

    A publicação apresenta um panorama histórico detalhado, reunindo documentos, registros institucionais e análises que evidenciam o papel das instituições católicas na formação de gerações e na consolidação do ensino no país. Mais do que um resgate histórico, o livro propõe uma reflexão sobre os desafios contemporâneos da educação, abordando temas como transformação social, identidade institucional e a necessidade de adaptação frente às mudanças culturais e tecnológicas.

    A obra também evidencia a atuação da ANEC como única instituição representativa, responsável por articular e fortalecer a rede de instituições católicas de ensino no Brasil, destacando sua relevância na promoção de uma educação comprometida com valores humanos, éticos e sociais.

    Ao longo dos capítulos, a publicação percorre desde as origens da educação católica no país, marcadas pela atuação de ordens religiosas na formação educacional, até a consolidação de uma rede estruturada de instituições de ensino básico e superior, com presença em todas as regiões brasileiras.

    O lançamento ocorre em um momento simbólico para o setor, marcado pelas celebrações dos 80 anos da instituição, e reforça o compromisso com a preservação da memória institucional e com a construção de caminhos para o futuro da educação católica.

    ANEC lança livro que resgata 80 anos da educação católica no Brasil

    Segundo a diretora-presidente da ANEC, Irmã Iraní Rupolo, a obra representa mais do que um registro histórico. “Este livro é um convite à memória e à reflexão, e também um chamado à continuidade da nossa missão. Ao revisitar nossa trajetória, reafirmamos o compromisso com uma educação que transforma vidas, forma integralmente e contribui para uma sociedade mais justa e solidária”.

    A iniciativa integra a programação do Fórum Nacional de Educação Católica e Assembleia Ordinária da ANEC, ambos os eventos realizados em Brasília, nos dias 16 e 17 de abril de outubro de 2026, que reúnem lideranças e gestores para debater o futuro da educação diante das transformações contemporâneas.

    Sobre a ANEC

    A Associação Nacional de Educação Católica do Brasil (ANEC) é uma entidade sem fins lucrativos, de caráter educacional e cultural, representante da Educação Católica no Brasil, e reunida em comunhão de valores com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB).

    A instituição atua em favor de uma educação de excelência para promover uma educação cristã entendida como aquela que visa à formação integral da pessoa humana, sujeito e agente de construção de uma sociedade justa, fraterna, solidária e pacífica, segundo o Evangelho e o ensinamento social da Igreja.

    A ANEC atua em 900 municípios do Brasil, realiza 172 obras sociais e tem como associadas 1200 escolas, que incluem Creche, Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio, e 79 instituições de Ensino Superior, que atendem a mais de 1,5 milhão de alunos, além de 359 mantenedoras.

  • Janguiê Diniz lança Mentor Capital Group e reúne grandes nomes do empreendedorismo em São Paulo

    Janguiê Diniz lança Mentor Capital Group e reúne grandes nomes do empreendedorismo em São Paulo

    Nova holding nasce com foco em governança, certificação e profissionalização do mercado de mentorias empresariais, reunindo líderes nacionais em jantar exclusivo

    O empreendedor Janguiê Diniz promove, nesta quinta-feira (30), um jantar exclusivo em sua residência, em São Paulo, para o lançamento da Mentor Capital Group (MCG), holding criada para mpulsionar mentores e empresários a multiplicarem valor, capital e impacto por meio de negócios estruturados, com padronização, sociedade,  governança corporativa estruturada,  estratégicas de escalabilidade,  conexões empresarias de alto nível, acesso a oportunidades empresariais,  vantagem competitiva estrutural, dealflow para criação de negócios bilionários,  capital financeiro e  inteligente  e inteligência coletiva. 

    O encontro reunirá um grupo seleto de empresários, mentores e líderes de alta performance para a apresentação da proposta institucional da MCG, que surge com a missão de estabelecer novos parâmetros de governança, credibilidade e escalabilidade no setor. Entre os convidados confirmados para o jantar de fundação, estão nomes de relevância nacional, como Gilberto Augusto, Roberto Shinyashiki, José Roberto Marques, Guto Galamba, William Douglas, Andreza Carício, Pyong Lee, Victor Damásio, Thiago Reis, Oséias Gomes, Carlos Wizard e Nathalia Beauty. Também participam Sergio Bortolucci, Rodrigo Fonseca, Álvaro Dantas, Adriana Duarte, Rodrigo Boale, Alex Monteiro, Marcos Freitas, Lilian Primo, Guga Stocco, Maurício de Lucca, Alexandre Talleb, Reinaldo Zanon, Claudio Duarte, Rodrigo Minotauro, Jamile Argolo, Ricardo Oliveira, André Menezes, Roberto Martins (Dr. Bactéria), Roberto Navarro, Marcelo Bretas, Leonardo Sousa Castelo e Thaís Giraldelli.

    A iniciativa nasce em um contexto de expansão acelerada do mercado de mentorias, ainda marcado pela ausência de critérios padronizados de validação, métricas objetivas de desempenho e mecanismos institucionais capazes de sustentar seu crescimento de forma consistente. “A mentoria empresarial cresceu de forma relevante nos últimos anos. No entanto, esse avanço não foi acompanhado, na mesma medida, por estruturas de governança, critérios objetivos de qualidade e mecanismos institucionais sólidos. Existe uma lacuna evidente, e o Mentor Capital Group nasce para atuar exatamente nesse ponto”, afirma Janguiê Diniz, idealizador do projeto.

    Estruturado como uma holding estratégica, a MCG foi concebida para funcionar como uma plataforma privada e seletiva, voltada à conexão entre mentores, empresários, conselheiros e investidores, aliada ao fortalecimento do posicionamento estratégico e à geração de crescimento sustentável. “Não se trata apenas de ampliar conexões, mas de criar um ambiente estruturado, com critérios claros, capaz de gerar mais confiança, previsibilidade e valor para todos os envolvidos”, complementa.

    Um dos principais pilares do projeto é o Mentor Capital Standard (MCS), sistema de certificação interna desenvolvido para classificar e validar mentores com base em critérios objetivos, como performance empresarial, capacidade estratégica, governança, ética, escalabilidade e impacto comprovado.

    O modelo estabelece níveis de maturidade dentro do ecossistema:  Apex, Sovereign, Elite e Core, além da categoria Affiliated, destinada a profissionais em processo de qualificação para ingresso no padrão oficial. “Atualmente, ainda é comum que a escolha de mentores seja orientada por percepção de posicionamento, e não por dados concretos de performance. A proposta da MCG é oferecer um referencial mais estruturado para esse processo de decisão”, afirma Diniz.

    A holding também adota como eixo estruturante o 4E Growth Framework, metodologia proprietária criada para avaliar, organizar e escalar empresas de mentoria a partir de quatro dimensões: Elevation, Engine, Execution e Expansion. 

    Segundo o fundador, o modelo contribui para reduzir subjetividades, orientar o desenvolvimento dos participantes e sustentar a evolução dos níveis institucionais dentro do ecossistema.

    A Mentor Capital Group não se posiciona como uma comunidade de relacionamento, mas como uma estrutura voltada à construção de capital intelectual, reputacional e financeiro no setor de mentoria empresarial.

    “Todo mercado que cresce sem estrutura chega a um ponto de inflexão: ou se organiza, ou passa a enfrentar perda de credibilidade. A MCG surge como uma proposta de organização e amadurecimento desse segmento no Brasil”, conclui.

    SOBRE JANGUIÊ DINIZ

    Bacharel, mestre e doutor em Direito. Graduado  em Letras. Foi Juiz Federal do Trabalho Togado TRT da 6ª Região e Procurador do Trabalho do  Ministério Público da União, além de professor da Universidade Federal de Pernambuco – UFPE. Fundador, acionista controlador e presidente do Conselho de Administração do Grupo Ser Educacional. Fundador e presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo. Fundador da Epitychia Investimentos. Sócio da Bossa Invest. Fundador da JD Business Academy, academia de negócios e infoprodutos. Criador do Movimento Obstinado, do 
    CSR -Código Secreto da Riqueza, imersão de desenvolvimento pessoal e profissional, do CSE – Código Secreto da Empresa – Jornada de Escalabilidade Empresarial,  do MBN – Million Business Network – Mentoria de Alta Performance Empresarial e do BBN – Billion Buisiness Network, Mentoria para empresários com mentalidade bilionária. Presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES). Autor de 39 livros nas áreas do Direito, educação, empreendedorismo e desenvolvimento pessoal. Empresário e mentor empresar.

    Mentor Capital Group – MCG

    www.mentorcapitalgroup.com.br

    Instagram: @mentorcapitalgroup

    LinkedIn: https://www.linkedin.com/company/mentorcapitalgroup

  • Nova NR-1 coloca saúde mental no centro da gestão das instituições de ensino superior

    Nova NR-1 coloca saúde mental no centro da gestão das instituições de ensino superior

    Artigo de Janguiê Diniz destaca impactos da atualização da norma trabalhista e reforça a necessidade de prevenção de riscos psicossociais nas IES

    Coluna Janguiê Diniz

    A entrada em vigor da nova redação da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) representa um dos movimentos mais relevantes das últimas décadas no campo da segurança e saúde no trabalho no Brasil, com impactos diretos e profundos sobre as instituições de educação superior (IES). Mais do que uma atualização normativa, trata-se de uma mudança de paradigma que desloca o foco tradicional, historicamente concentrado em riscos físicos, químicos e biológicos, para uma abordagem mais ampla, incorporando, de forma explícita e obrigatória, os riscos psicossociais no ambiente de trabalho. 

    Prevista para entrar em vigor no dia 26 de maio, a nova regulamentação impõe às instituições educacionais não apenas ajustes técnicos, mas uma revisão estrutural de seus modelos de gestão, cultura organizacional e práticas de relacionamento com seus colaboradores.

    O primeiro passo consiste no abandono de uma postura reativa e na adoção de uma lógica preventiva e sistêmica. Isso porque a NR-1 estabelece o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) como um processo contínuo, estruturado e documentado, exigindo a identificação, avaliação, controle e monitoramento de todos os riscos que possam afetar a saúde dos trabalhadores, inclusive aqueles decorrentes da organização do trabalho, como sobrecarga, assédio, falta de autonomia e falhas de comunicação.

    No contexto das instituições de educação superior, esse desafio ganha contornos ainda mais complexos. Trata-se de organizações marcadas por atividades simultâneas, pressões acadêmicas e regulatórias, demandas administrativas e relações interpessoais densas. Professores, coordenadores e técnicos frequentemente lidam com acúmulo de funções e exigências cognitivas elevadas. Não por acaso, o setor educacional figura entre os mais impactados por afastamentos relacionados à saúde mental, com índices expressivos de estresse, ansiedade e síndrome de burnout.

    Por isso, a principal implicação da NR-1 para as IES está justamente na exigência de que esses fatores deixem de ser tratados como questões periféricas ou individuais e passem a integrar o sistema de gestão de riscos. Isso significa que a saúde mental deve ser incorporada ao inventário de riscos ocupacionais e ao plano de ação institucional, com o mesmo rigor aplicado a outros tipos de risco. 

    A fiscalização não se limitará à existência de documentos. Ela exigirá coerência entre diagnóstico, medidas adotadas e resultados efetivos, com base em evidências concretas e participação dos trabalhadores. Em outras palavras, não será suficiente declarar boas intenções; será necessário demonstrar práticas consistentes e verificáveis.

    Nesse sentido, a preparação das instituições deve começar por um diagnóstico aprofundado e setorizado dos riscos psicossociais. Não se trata de uma análise genérica, mas de um mapeamento que considere as especificidades de cada área e função. Essa abordagem evidencia um ponto central: a gestão de riscos psicossociais exige integração entre diferentes áreas da instituição, incluindo gestão de pessoas, segurança do trabalho, coordenações acadêmicas e alta administração.

    Outro aspecto crucial é a mudança de foco das ações. A NR-1 é clara ao estabelecer que medidas exclusivamente individuais ou clínicas são insuficientes. O enfrentamento dos riscos psicossociais deve ocorrer prioritariamente no nível organizacional, por meio da revisão de processos, redistribuição de cargas de trabalho, melhoria dos fluxos de comunicação e fortalecimento das práticas de liderança. Essa diretriz desloca a responsabilidade do indivíduo para a estrutura institucional, exigindo das IES um compromisso real com a construção de ambientes de trabalho mais saudáveis, equilibrados e sustentáveis.

    Além disso, a norma reforça a necessidade de participação ativa dos trabalhadores no processo de gestão de riscos. A escuta qualificada, por meio de pesquisas, entrevistas, grupos focais e canais de denúncia, deixa de ser uma prática recomendada e passa a ser uma exigência. Essa participação não apenas qualifica o diagnóstico, como também fortalece a cultura organizacional e amplia o engajamento dos colaboradores. Ao mesmo tempo, impõe às instituições o desafio de criar mecanismos seguros, confiáveis e efetivos de acolhimento e tratamento das demandas apresentadas.

    Do ponto de vista jurídico e financeiro, os impactos da não conformidade são significativos. A ausência de gestão adequada dos riscos psicossociais pode resultar em autuações, multas e aumento de passivos trabalhistas, além de custos indiretos relacionados à queda de produtividade, aumento da rotatividade e perda de talentos.

    Em síntese, a nova NR-1 apresenta às instituições duas possibilidades: encarar a norma como uma obrigação burocrática ou como uma oportunidade estratégica de modernização. Aquelas que optarem pelo segundo caminho estarão mais bem posicionadas para enfrentar os desafios contemporâneos, fortalecer sua reputação, atrair e reter talentos e cumprir, com maior qualidade, sua função social. Afinal, cuidar da saúde mental de quem ensina e administra as instituições não é apenas uma exigência legal, mas condição essencial para a excelência acadêmica e para o futuro da educação superior no país.

    *Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), secretário-executivo do Brasil Educação – Fórum Brasileiro da Educação Particular, fundador e controlador do grupo Ser Educacional, e presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo.

  • Kassio Nunes Marques toma posse como novo presidente do TSE no dia 12 de maio

    Kassio Nunes Marques toma posse como novo presidente do TSE no dia 12 de maio

    Ministro substituirá Cármen Lúcia no comando da Corte Eleitoral após dois anos de mandato; André Mendonça assumirá a vice-presidência

    O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definiu para o dia 12 de maio a posse do ministro Kassio Nunes Marques como novo presidente da Corte. Ele assumirá o cargo ao término do mandato da atual presidente, a ministra Cármen Lúcia, que concluiu dois anos à frente do tribunal.

    A presidência do TSE é definida pelo critério de antiguidade entre os ministros que fazem parte do Supremo Tribunal Federal (STF). Na nova composição, o vice-presidente será o ministro André Mendonça.

    O TSE é formado por sete ministros: três do Supremo Tribunal Federal (STF), dois do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e dois advogados indicados pelo presidente da República, além de seus respectivos substitutos.

  • Educação empreendedora forma protagonistas e transforma o futuro dos jovens brasileiros

    Educação empreendedora forma protagonistas e transforma o futuro dos jovens brasileiros

    Em artigo, Janguiê Diniz defende a inclusão do empreendedorismo nas escolas públicas como ferramenta de autonomia, inovação e desenvolvimento social

    Coluna Janguiê Diniz

    Janguiê Diniz – Fundador e Presidente do Conselho de Administração do grupo Ser Educacional, Fundador da JD Business Academy, Presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo e da ABMES – Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior

    Falar sobre educação no Brasil é, inevitavelmente, falar sobre desafios, mas também sobre oportunidades. Entre elas, uma se destaca cada vez mais como estratégica para o desenvolvimento do país: a educação empreendedora nas escolas, especialmente na rede pública. Em um cenário marcado por desigualdades e limitações de acesso, ensinar jovens a pensar de forma empreendedora pode ser uma das ferramentas mais poderosas de transformação social.

    O empreendedorismo tem se consolidado como um caminho legítimo para a realização de sonhos, conquista de autonomia financeira e mobilidade social. No entanto, é importante compreender que ninguém nasce sabendo empreender. Sem estímulo, conhecimento e referências, muitos jovens sequer consideram essa possibilidade. E é justamente nesse ponto que a escola pode exercer um papel decisivo: apresentar o empreendedorismo como uma alternativa real e acessível.

    Quando falamos em educação empreendedora, não estamos nos referindo apenas à criação de empresas. Empreender vai muito além disso. Trata-se de desenvolver habilidades e competências fundamentais para a vida, como foco, disciplina, criatividade, resiliência, coragem para assumir riscos e capacidade de transformar ideias em ação. É formar indivíduos que não apenas se adaptam ao mundo, mas que também são capazes de transformá-lo. Inserir esse tipo de educação desde cedo é preparar crianças e adolescentes para lidarem com desafios de forma mais consciente e estratégica. Jovens que têm contato com conceitos empreendedores aprendem a identificar oportunidades, a pensar soluções, a trabalhar em equipe e a persistir diante das dificuldades. Essas habilidades são valiosas independentemente da carreira que venham a seguir.

    Nas escolas públicas, essa abordagem ganha ainda mais relevância. Muitos estudantes enfrentam realidades complexas, com limitações de recursos e oportunidades. A educação empreendedora pode ampliar horizontes, mostrando que é possível construir caminhos próprios, mesmo diante de adversidades. Ela oferece não apenas conhecimento técnico, mas também mentalidade — e mentalidade é o ponto de partida de qualquer transformação. Outro aspecto importante é o impacto no engajamento dos alunos. Quando o aprendizado se conecta com a vida real, ele se torna mais significativo. Projetos práticos, simulações de negócios, resolução de problemas e desenvolvimento de ideias tornam o processo educacional mais dinâmico e atrativo. O aluno deixa de ser apenas um receptor de conteúdo e passa a ser protagonista do próprio aprendizado.

    Além disso, a educação empreendedora contribui para a formação de uma geração mais preparada para o mercado de trabalho. Em um mundo em constante transformação, onde profissões surgem e desaparecem com rapidez, ter habilidades empreendedoras é um diferencial, seja para abrir um negócio, ou para se destacar dentro de uma organização. Empresas valorizam profissionais com iniciativa, capacidade de inovação e pensamento estratégico.

    É importante destacar que essa transformação não depende apenas de grandes investimentos ou mudanças estruturais complexas. Muitas vezes, ela começa com iniciativas simples: inclusão de conteúdos sobre empreendedorismo no currículo, capacitação de professores, parcerias com instituições e projetos extracurriculares. O mais importante é dar o primeiro passo e reconhecer a relevância do tema. Ao investir na educação empreendedora, estamos investindo em um futuro mais dinâmico, inovador e inclusivo. Estamos formando jovens que acreditam no próprio potencial, que não se limitam às circunstâncias e que enxergam possibilidades onde antes viam obstáculos. Estamos criando uma cultura de protagonismo, em que cada indivíduo entende que pode ser agente de mudança.

    No longo prazo, os impactos vão além do indivíduo. Uma sociedade com mais empreendedores é uma sociedade mais ativa economicamente, mais criativa e mais resiliente. Novos negócios geram empregos, movimentam a economia e contribuem para o desenvolvimento local. E tudo isso começa com educação.

    Por isso, a pergunta que fica é: estamos preparando nossos jovens apenas para repetir caminhos já existentes ou estamos dando a eles as ferramentas para criar novos caminhos? A resposta a essa pergunta definirá não apenas o futuro desses estudantes, mas o futuro do país como um todo. Inserir o empreendedorismo nas escolas é mais do que ensinar a empreender. É ensinar a sonhar grande, a agir com propósito e a construir uma trajetória com autonomia e significado. É formar não apenas profissionais, mas cidadãos capazes de transformar suas próprias realidades — e, com isso, transformar o mundo ao seu redor.

  • BBB acaba, mas permanece a pergunta: quem somos sem plateia?

    BBB acaba, mas permanece a pergunta: quem somos sem plateia?

    Psicóloga e escritora Marcia Bortolanza reflete sobre o impacto emocional do reality e o desafio de reconstruir a identidade após o fim do espetáculo

    Coluna Por Marcia Bortolanza

    Escritora e Psicóloga

    O fim do Big Brother Brasil sempre provoca uma sensação curiosa: silêncio. Depois de meses de intensidade, debates e envolvimento emocional, a casa silencia e fica a pergunta: O que permanece quando o espetáculo termina?

    Do ponto de vista psicológico, o BBB é uma vitrine poderosa do comportamento humano. Ali, emoções são aceleradas, relações são testadas e máscaras dificilmente permanecem intactas. O confinamento revela inseguranças, carências, necessidade de aprovação e, principalmente, a dificuldade que muitos têm de sustentar a própria verdade.

    O público também vive esse processo. Ao assistir, cada pessoa se identifica e projeta suas próprias experiências, escolhe seus favoritos, rejeita comportamentos e se reconhece em situações de conflito, afeto ou solidão. O reality deixa de ser apenas entretenimento e passa a funcionar como um espelho emocional.

    Quando a final chega, não há apenas um vencedor, há também o encerramento de uma identificação coletiva. Surge então o vazio, porque a mente humana se apega a narrativas, cria rotina afetiva e transforma histórias alheias em parte do próprio cotidiano.

    Para quem sai da casa, o desafio é ainda maior. Lidar com fama repentina, críticas públicas e a reconstrução da identidade fora das câmeras exige equilíbrio emocional e maturidade. Afinal, quem somos sem plateia?

    Talvez essa seja a grande lição do BBB: a verdadeira vitória não está no prêmio, mas na capacidade de sair inteiro, consciente e fiel a si mesmo.

    Porque, no fim, todos nós temos um momento em que o jogo acaba e resta apenas a coragem de encarar quem realmente somos.

  • SinalOn quer liderar mercado de previsões na América Latina com plataforma de inteligência coletiva

    SinalOn quer liderar mercado de previsões na América Latina com plataforma de inteligência coletiva

    Com foco em tecnologia e análise de percepções públicas, empresa busca ocupar espaço inexplorado em um setor global bilionário

    Em um mercado global que já movimenta mais de US$ 30 bilhões, os mercados de previsão – em que participantes negociam contratos baseados na probabilidade de eventos futuros, como indicadores econômicos, decisões políticas ou oscilações financeiras – encontram na América Latina um território praticamente virgem para expansão. É nesse cenário de oportunidade inexplorada que a SinalOn emerge como pioneira regional, desenvolvendo uma plataforma tecnológica sofisticada capaz de converter a inteligência coletiva em dados estratégicos comercializáveis.

    Diferentemente dos mercados maduros americanos e europeus, a região latino-americana carece de players estruturados nesse setor, criando um vácuo que a empresa pretende ocupar estrategicamente. A proposta central é transformar o volume significativo de percepções públicas em dados comercializáveis e acionáveis.

    Segundo Sandro Santos, fundador da Group Input S.A., holding de tecnologia responsável pelo desenvolvimento da SinalOn, o continente apresenta características ideais para o desenvolvimento desses mercados: “A região reúne alta digitalização, engajamento intenso em temas como política, economia e esportes, além de uma cultura de opinião muito ativa. O que falta são ferramentas capazes de transformar esse volume de percepções em inteligência acionável”

    Brasil, México, Argentina e Colômbia figuram como mercados prioritários para a implementação inicial, considerando sua maturidade digital e demanda por instrumentos sofisticados de análise de tendências sociais.

    Arquitetura tecnológica e monetização

    A empresa já estruturou sua base operacional com motor de mercado próprio, sistema de livro de ordens e algoritmos de precificação dinâmica. O primeiro pilar de receita se fundamenta em taxas transacionais cobradas na plataforma.

    A estratégia de médio prazo prevê diversificação da receita através da comercialização de insights e dados agregados para o mercado institucional, incluindo fundos de investimento, corporações e consultorias especializadas em antecipação de movimentos econômicos e sociais.

    Foco em eventos de alto impacto

    A abordagem de crescimento da SinalOn prioriza a captura de momentos de intensa formação de expectativas coletivas: ciclos eleitorais, divulgação de indicadores econômicos e competições esportivas de grande escala.

    Com ênfase em conformidade regulatória e adaptação tecnológica, a companhia visa estabelecer-se como referência em mercados de previsão estruturados na América Latina, aproveitando o momento em que autoridades regulatórias e agentes de mercado intensificam discussões sobre essas ferramentas.

    A hipótese central da SinalOn sustenta que os prediction markets podem transcender seu status experimental atual, tornando-se uma camada fundamental de inteligência econômica regional ao agregar e sistematizar dados hoje dispersos.

     

  • Al Granada FC prepara contratação histórica e promete agitar o futebol nos Emirados Árabes

    Al Granada FC prepara contratação histórica e promete agitar o futebol nos Emirados Árabes

    Clube brasileiro sediado em Dubai deve anunciar nos próximos dias a chegada de um dos maiores ídolos da história do futebol nacional para a temporada de 2026

    O Al Granada FC está prestes a escrever um novo capítulo na história do futebol nos Emirados Árabes Unidos.

    Primeiro clube brasileiro do país, o Al Granada FC prepara uma das maiores movimentações do mercado para a temporada de 2026. Nos próximos dias, o clube deve anunciar a contratação de um dos maiores ídolos da história do futebol brasileiro — um nome que marcou gerações e construiu um legado reconhecido mundialmente.

    A negociação, mantida sob sigilo absoluto, já movimenta os bastidores e promete causar grande impacto não apenas no cenário esportivo local, mas também internacionalmente.

    Mais do que uma contratação, o movimento representa a consolidação de um projeto ambicioso: levar a essência, a cultura e a identidade do futebol brasileiro para o coração de Dubai.

    A iniciativa conta com o apoio da Laren International Real Estate, parceira estratégica do clube neste novo momento de expansão e posicionamento global.

    O projeto é liderado pelo CEO Márcio Granada, que acumula a realização de mais de 550 eventos de sucesso ao redor do mundo, ao lado do vice-presidente Fagundes, e do representante internacional Felipe Alves.

    A estrutura do clube também reúne parceiros globais de alto nível, como a marca Lamborghini Wines, reforçando o posicionamento premium e internacional do projeto.

    “Não estamos apenas trazendo um jogador. Estamos trazendo história, identidade e uma conexão direta com a paixão do futebol brasileiro”, afirma a diretoria do clube.

    A expectativa é de que o anúncio oficial aconteça nos próximos dias, acompanhado de uma apresentação que promete ser uma das mais marcantes já realizadas no futebol dos Emirados.

    Dubai, prepare-se.
    A história está prestes a mudar.