Tag: vereador

  • Vereador Thiago Souza rebate críticas na Câmara e afirma que deixou Secretaria de Habitação por pré-candidatura estadual

    Vereador Thiago Souza rebate críticas na Câmara e afirma que deixou Secretaria de Habitação por pré-candidatura estadual

    Parlamentar de Ilhabela destacou trajetória de quatro mandatos, defendeu sua atuação à frente da pasta e disse ter “consciência tranquila” diante das acusações

    O vereador Thiago Souza, de Ilhabela (SP), usou a tribuna da Câmara Municipal nesta segunda-feira (16) para se manifestar após críticas e informações que, segundo ele, foram divulgadas de forma equivocada a respeito de sua trajetória política e da saída da Secretaria Municipal de Habitação.

    Em seu pronunciamento, o parlamentar, que exerce o quarto mandato consecutivo e foi secretário de Habitação antes de retornar ao Legislativo, afirmou que deixou a função em cumprimento às regras eleitorais, já que é pré-candidato a deputado estadual nas eleições de 2026.

    “Todos sabem que saí da Secretaria por conta da lei eleitoral, pois sou pré-candidato a deputado estadual”, declarou Thiago Souza durante a sessão.

    O vereador afirmou que recebeu as declarações com serenidade e reforçou que tem a consciência tranquila em relação à sua atuação pública. Segundo ele, sua resposta foi motivada pela necessidade de defender sua honra diante do que classificou como acusações e informações falsas.

    Durante o discurso, Thiago Souza também relembrou ações realizadas enquanto esteve à frente da Secretaria de Habitação, destacando projetos voltados à área habitacional, capacitação de servidores e busca por recursos junto aos governos estadual e federal.

    O parlamentar citou iniciativas desenvolvidas na pasta, como avanços em programas habitacionais e melhorias na estrutura de atendimento, ressaltando que parte das ações foi realizada com servidores efetivos e articulação institucional.

    “Tenho respeito pela história de todos, mas também tenho o dever de defender minha honra quando ela é atacada”, afirmou.

    Thiago Souza também fez comparações sobre sua trajetória política e a de seus críticos, destacando seus quatro mandatos e afirmando que pretende seguir disputando novos espaços na política.

    Ao finalizar sua fala, o vereador reforçou que seguirá atuando no Legislativo e trabalhando sua pré-candidatura estadual, mantendo o discurso de defesa de sua trajetória e dos resultados alcançados durante sua vida pública.

  • Cinco meses após assassinato, documentos revelam detalhes da investigação contra vereador de Sumaré

    Cinco meses após assassinato, documentos revelam detalhes da investigação contra vereador de Sumaré

    Depoimentos divergentes, laudo que comprova sangue no carro do parlamentar e arma e celular descartados constam no inquérito.

    Cinco meses após o assassinato de Rafael Emídio da Silva, de 39 anos, baleado e atropelado no meio da rua em Sumaré (SP), a Polícia Civil ainda não concluiu o inquérito. O suspeito, vereador Sirineu Araújo (PL), confessou o crime, mas alegou legítima defesa, conforme detalhes da investigação que o g1 teve acesso com exclusividade nesta semana.

    O inquérito inclui, entre outras coisas, depoimentos com versões divergentes. Enquanto o vereador diz que a arma estava com Rafael, uma testemunha disse que não viu o revólver com a vítima. Além disso, o depoente diz que o Sirineu atirou em Rafael em dois momentos diferentes, o que difere da versão de legítima defesa.

    A investigação também traz a informação de que, após o crime, o vereador descartou às margens da Rodovia Anhanguera o próprio celular e a arma do crime. Além disso, consta também o laudo pericial que confirmou a presença de sangue humano na parte debaixo da caminhonete do parlamentar. Veja detalhes abaixo nesta reportagem.

    Sirineu responde ao inquérito em liberdade. O vereador pediu licença da Câmara Municipal de Sumaré por 60 dias, mas retornou em cargo em novembro do passado. Em nota ao g1, o advogado Alexandre Cunha, que representa o parlamentar, reafirmou a versão de legítima defesa.

    “Gostaria de salientar que a defesa se manifestou no Inquérito e aguarda próximas providências. Acredito no meu cliente que agiu em legítima defesa e colaborou com as investigações”, diz a nota.

    Procurada pelo g1, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) se limitou a dizer que “as investigações prosseguem sob sigilo. Por ora, sem novidades”. O crime aconteceu no dia 19 de agosto de 2023.

    Depoimento Sirineu

    O vereador Sirineu se apresentou à delegacia espontaneamente três dias depois do crime para dar sua versão dos fatos. O político prestou depoimento como suspeito e, segundo a Polícia Civil, afirmou que praticou legítima defesa e era alvo de ameaças. O g1 confirmou q teor do depoimento do parlamentar, que disse, entre outras coisas:

    que foi cumprimentar moradores perto de uma adega no Jardim Ipê, quando Rafael saiu de trás de um carro e pediu para “acertar uma conta” com ele.
    que estacionou o carro dele, uma caminhonete preta, e foi conversar com Rafael.
    que Rafael cuspiu em seu rosto e citou ameaças contra ele.
    que Rafael disse que tinha algo a acertar e que viu um revólver na cintura de Rafael.
    que um homem que estava na rua entrou em um embate corporal com Rafael e nesse momento a arma caiu no chão.
    que, ao ver que Rafael poderia pegar a arma e atirar nesse homem, pegou o revólver.
    que Rafael, após se soltar do homem, foi em direção dele, momento em que confessa ter feito “vários disparos em direção à Rafael, não se lembrando exatamente a quantidade de disparos efetuados”.
    que após fazer os disparos entrou na sua caminhonete. Nesse momento, diz o vereador, Rafael se levantou mesmo baleado, atravessou na frente do seu veículo, momento que acabou por atropelando a vítima.
    que em seguida, saiu do local sozinho com a arma do crime e só tomou conhecimento que teria realmente passado com a caminhonete em cima de Rafael pelas redes sociais.
    que arremessou o revólver com as munições num terreno às margens da anhanguera perto do trevo da Honda.
    perguntado sobre o seu celular pessoal, disse que, por orientação de pessoas próximas, se desfez do aparelho na Rodovia Anhanguera, “não sabendo dizer o local exato”.
    e que nunca possuiu arma de fogo e nunca teve porte ou posse de arma.

    Depoimento de testemunha

    O homem que, segundo Sirineu, se envolveu em um embate corporal com Rafael foi chamado para depor e deu uma versão divergente do vereador. Ele disse, entre outras coisas:

    que estava na adega no jardim Ipê no momento do crime.
    que viu Rafael ir em direção ao Sirineu, quando o vereador chegou no local.
    que Rafael discutia e cobrava o vereador referente a uma promessa de 170 cestas básicas que a vítima queria distribuir na comunidade.
    que Sirineu dizia para Rafael ir embora pois estava muito nervoso e que depois eles conversavam sobre as cestas básicas.
    que Rafael disse que Sirineu era safado, vagabundo, e que não tinha cumprido a palavra de doar as cestas básicas.
    que Rafael falou que ia matar Sirineu e fez menção de sacar uma arma, que poderia estar debaixo das vestes.
    que acabou segurando os braços de Rafael e pediu para que ele saísse daquele local, sendo que Rafael forçava para ir em direção a Sirineu.
    que ficou entre Rafael e Sirineu, de costas para o segundo.
    que enquanto segurava Rafael não chegou a ver a arma na mão dele.
    que em seguida Rafael teria começado a segurar no seu corpo, fazendo ele de escudo humano “possivelmente porque Sirineu estaria apontando a arma em direção a ele”.
    que quando olhou para trás, ouviu dois disparos de arma e, nesse momento, soltou Rafael.
    que, após ouvir os dois tiros, viu que Rafael estava caído no chão alvejado e Sirineu com uma arma na mão.
    que foi em direção a Sirineu, pedindo para que ele fosse embora, sendo que Sirineu olhou para o ele com uma cara fechada e, como estava com uma arma na mão, ficou com medo, saiu do local correndo e foi para atrás da adega.
    que da adega ouviu mais três disparos e foi avisar a família de Rafael sobre o que aconteceu.

    Sangue humano no carro

    A caminhonete preta que pertencia ao vereador Sirineu foi apreendida três dias depois do crime e passou por perícia técnica da Polícia Científica. No carro, os peritos encontraram manchas de sangue em diversas partes:

    no protetor de cárter
    nos componentes da suspensão dianteira
    na parte debaixo do veículo
    Foram então realizados testes dos três locais para verificar se o sangue encontrado era humano. “Todos os testes resultaram reagente (positivo) para hemoglobina humana (sangue humano)”, diz trecho do laudo.

    Carro flagrado nas imagens

    Peritos do Instituto de Criminalística (IC) analisaram vários vídeos do crime que constam no inquérito, inclusive as que foram divulgadas nas redes sociais e pela imprensa, e compararam o veículo que aparece nas imagens com a caminhonete do vereador.

    A conclusão dos peritos foi que há “características em comum” do veículo presente nos vídeos e do veículo preto apreendido com o vereador.

    “Diante dos exames realizados, da metodologia aplicada, dos pontos em comum aqui descritos entre as imagens obtidas das degravações dos vídeos e as imagens do caso fotográfico, não foi encontrado elemento de ordem significativa que contrariasse a citada hipótese de se tratarem do mesmo veículo”, diz o laudo.

    Investigação de homicídio

    Sirineu Araújo (PL) é investigado pelo assassinato desde agosto de 2023. O homicídio ocorreu na noite de sábado, 19 de agosto. Um vídeo obtido pela EPTV, afiliada da TV Globo, mostra o momento em que a vítima, que morreu no local, rastejava pela rua após ser baleada.

    A vítima tinha antecedentes criminais, informou a Polícia Civil no dia do crime. Após o assassinato, a área foi isolada para realização de perícia e o caso era investigado como homicídio pelo 3º DP de Sumaré com o apoio da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Americana.

  • Vereador de Maricá é investigado por preconceito religioso

    Vereador de Maricá é investigado por preconceito religioso

    A Polícia Civil apura vídeos postados pelo parlamentar em redes sociais. Vereadores pedem cassação de Ricardinho Netuno.

    A Polícia Civil investiga o vereador Ricardinho Netuno (Republicanos) por causa de um vídeo postado em uma rede social nesta quarta-feira (17). A principal suspeita é de crime de preconceito religioso.

    No vídeo, o parlamentar diz que a prefeitura de Maricá, através da Secretaria de Cultura, está ensinando “macumba” para crianças da rede municipal. Depois, ele chama bonecas africanas, produzidas em uma oficina de arte, de vudus.

    O vídeo também mostra uma aula de dança para crianças e finaliza com a mensagem “Quando seu filho for possuído, você saberá de quem é a culpa”.

    Em 2023, vereadores já tinham pedido a cassação de Ricardinho sob acusação de que ele teria incentivado os atos de 8 de janeiro em Brasília.

    Vereadores de Maricá entraram em contato com o Conselho Tutelar, já que as imagens mostram crianças. Eles informaram ainda que vão entrar com novo pedido de cassação contra Ricardinho Netuno.

    Em nota, a prefeitura repudiou as atitudes e reforçou que respeita todas as religiões.

    “Cabe ressaltar que o ensino da história e da cultura afro-brasileira é obrigatório por lei desde 2003 e está inserido na temática curricular nas escolas de ensino médio e fundamental para garantir a valorização da cultura brasileira”, afirma o posicionamento.

     

  • Vereador de SP condenado por preconceito a judeus seguirá no cargo até fim dos recursos, diz Câmara

    Vereador de SP condenado por preconceito a judeus seguirá no cargo até fim dos recursos, diz Câmara

    Juíza considerou histórico reincidente de Adilson Amadeu para condená-lo em primeiro grau à prisão e à perda da função pública. Defesa diz que irá recorrer da sentença.

    O vereador Adilson Amadeu (União Brasil), condenado à perda do mandato pela prática de antissemitismo, seguirá ocupando o cargo até que todas as instâncias do processo sejam finalizadas e não haja mais possibilidade de recurso, diz a Câmara Municipal de São Paulo.

    No sábado (28), a juíza Renata Catelli, da 21ª Vara Criminal do estado, decidiu condenar o vereador a 2 anos e 6 meses de prisão, em regime inicial aberto, e à perda de sua função pública, devido à propagação de falas preconceituosas contra o povo judeu, em mensagens enviadas a um grupo de amigos pelo WhatsApp, em abril de 2020.

    A condenação foi em primeiro grau, havendo ainda a possibilidade da defesa do vereador recorrer à sentença.

    Portanto, as penalizações determinadas só poderão ser aplicadas quando e se ele for condenado nas demais instâncias e já não houver mais espaço para recursos.

    Na sentença, a juíza considerou o histórico reincidente de Adilson Amadeu com falas antissemitas. No último ano, ele foi condenado por injúria racial após xingar o também vereador Daniel Annenberg (PSDB) de “judeu filho da puta” e “judeu bosta”, durante uma sessão na Câmara.

    O caso ocorreu em dezembro de 2019 e já houve condenação em segunda instância. Contudo, a Justiça ainda analisa os recursos interpostos pela defesa do vereador.

    À TV Globo, a defesa do vereador afirmou que irá recorrer até a última instância nesta nova condenação.

    Já a Corregedoria da Câmara disse ao g1 que só entrará no caso se algum parlamentar fizer uma representação contra Amadeu, o que não havia ocorrido até o início da tarde desta segunda-feira (30).

     

  • Torcedor que acusa Marcos Braz de agressão temia que houvesse ‘inversão dos fatos’; dirigente do Fla vai ser autuado por lesão corporal

    Torcedor que acusa Marcos Braz de agressão temia que houvesse ‘inversão dos fatos’; dirigente do Fla vai ser autuado por lesão corporal

    Juíza do caso concedeu ainda a absolvição de Leandro Campos Gonçalves das acusações de ameaça e lesão corporal contra o dirigente. Pedidos do Minsitério Púbico foram feitos depois de analisar as câmeras de segurança do local onde se deu a briga.

    O torcedor Leandro Gonçalves, que se envolveu em uma briga dentro de um shopping na Zona Oeste do Rio, e aparecia como autor de agressão e ameaça contra o dirigente do Flamengo Marcos Braz, temia ser injustiçado, segundo sua defesa.

    “O Leandro, em razão de ser um rapaz hipossuficiente, periférico, mesmo sendo vítima, temia que houvesse uma inversão dos fatos, e que ele viesse a ser responsabilizado criminalmente”, explicou a advogada Ani Oliveira, que defende o torcedor.

    Leandro, que chegou a ficar uma semana sem trabalhar, já está fazendo entregas por aplicativo e retomando sua rotina, segundo a advogada.

    A juíza Simone Cavalieri Frota, do 9º Juizado Especial Criminal, atendeu ao pedido do Ministério Público do Rio de Janeiro e vai autuar o vereador Marcos Braz por lesão corporal.

    “É muito importante para o país e para justiça brasileira, que pessoas influentes, parlamentares também sejam responsabilizados pelos seus atos como qualquer outro indivíduo, independentemente de sua classe social”, afirmou Ani.

    Arquivamento de ação contra o torcedor
    A magistrada também concedeu o pedido de arquivamento da ação penal em que Leandro Gonçalves, o torcedor envolvido na confusão.

    “Tendo em vista a impossibilidade de deflagração eficaz de ação penal, arquive-se na forma de promoção, os crimes previstos nos arts.129 e 147 do Código Penal, que teriam como vítima Marcos Teixeira Braz e autor Leandro Gonçalves”, determinou a juíza.
    Ela também concedeu a autuação contra Carlos André da Silva, que estava com Braz e também participou da briga.

    Uma audiência de conciliação deve ser marcada para tentar um acordo entre o dirigente do Flamengo e o torcedor.

    Imagens mostraram agressão
    Os pedidos do Ministério Público foram feitos depois que o promotor do caso analisou as imagens das câmeras de segurança do shopping. As imagens, segundo o MP, mostram que Braz e Carlos perseguiram o torcedor pelos corredores do local, que Marcos Braz desferiu um golpe na altura do pescoço e derrubou Leandro. Em seguida, o dirigente teria mordido Leandro na coxa direita.

    “Simultaneamente, é possível notar a prática de chutes por parte do senhor Carlos André da Silva contra a cabeça e corpo do senhor Leandro Gonçalves e, logo em seguida, enquanto o ofendido ainda estava caído ao solo, o senhor Marcos Braz desfere chutes e soco contra a vítima Leandro”, diz o promotor Márcio Almeida Ribeiro da Silva.

    De acordo com a manifestação do MPRJ, “não há nos autos nenhum elemento de prova consistente que indique prática delituosa por parte de Leandro”. Em entrevista coletiva, o torcedor afirmou que era a vítima de toda a situação.

    Um laudo apontou que o torcedor levou uma mordida na virilha durante a briga. Marcos Braz também teve uma lesão no nariz. Segundo o MP, no entanto, a conclusão é que Braz se lesionou ao cair sobre o ofendido.

    Em entrevista, o vereador e vice-presidente de futebol do Flamengo alegou que foi ameaçado de morte.

    O MPRJ, no entanto, alega que as imagens apreendidas não contêm gravação de áudio, e que não há testemunhas imparciais que indiquem que Leandro xingou e ameaçou Braz antes das agressões.

    Versão sobre filha desmentida
    Em seu depoimento, Braz afirmou que torcedores ameaçaram e proferiram palavras na direção de sua filha, que estaria na loja com ele pouco antes das agressões.

    No entanto, o MP afirma que a filha do vice-presidente de futebol do Flamengo ficou por apenas 2 minutos e 40 segundos na loja, e saiu “sem que tenha havido qualquer contato ou percebido a presença do senhor Leandro”.

    O texto diz que Leandro se aproximou da loja onde Braz estava apenas depois que a filha dele deixou o local.

  • Vereador de Cardoso renuncia ao cargo após ser preso por agredir namorada

    Vereador de Cardoso renuncia ao cargo após ser preso por agredir namorada

    André Luiz Machado Borges (PL) foi preso por lesão corporal e violência doméstica, mas foi solto depois de pagar fiança. Ele foi substituído pelo suplente Alex Mendes Borges (PL).

    O vereador de Cardoso (SP), André Luis Machado Borges (PL), preso por agredir a namorada com tapas e socos, renunciou ao cargo na noite de quarta-feira (27).

    Segundo o boletim de ocorrência, a vítima relatou que no dia 20 de setembro foi agredida pelo vereador, que também é policial militar reformado, em um rancho, mas conseguiu fugir para pedir socorro.

    O vereador chegou a ser preso por lesão corporal e violência doméstica, mas foi solto depois de pagar fiança.

    A Câmara Municipal de Cardoso emitiu uma nota informando a renúncia de André Luis Machado Borges e comunicando a que o cargo será substituído pelo suplente Alex Mendes Borges (PL).

    O vereador de Cardoso (SP), André Luis Machado Borges (PL), preso por agredir a namorada com tapas e socos, renunciou ao cargo na noite de quarta-feira (27).

    Segundo o boletim de ocorrência, a vítima relatou que no dia 20 de setembro foi agredida pelo vereador, que também é policial militar reformado, em um rancho, mas conseguiu fugir para pedir socorro.

    O vereador chegou a ser preso por lesão corporal e violência doméstica, mas foi solto depois de pagar fiança.

    A Câmara Municipal de Cardoso emitiu uma nota informando a renúncia de André Luis Machado Borges e comunicando a que o cargo será substituído pelo suplente Alex Mendes Borges (PL).

    “Primeiramente, comunicamos o fato à Justiça Eleitoral, conforme determina a legislação vigente. Em seguida, procedemos à convocação do suplente pelo Partido Liberal (PL), Sr. Alex Mendes Borges, em estrita observância ao princípio democrático e ao cumprimento da vontade expressa nas urnas”, disse um trecho da nota.

     

  • Vereador de Miguelópolis, SP, é preso suspeito de integrar quadrilha que rouba ranchos

    Vereador de Miguelópolis, SP, é preso suspeito de integrar quadrilha que rouba ranchos

    Zé Bedeu foi alvo de uma operação da Polícia Civil que prendeu outras duas pessoas nesta terça-feira (26). Agentes também apreenderam armas.

    O vereador de Miguelópolis (SP) José Vicente da Silva, o Zé Bedeu (PP), foi preso na manhã desta terça-feira (26) em uma operação da Polícia Civil. Ele é suspeito de integrar uma quadrilha que rouba ranchos na região do Rio Grande. Outras duas pessoas foram presas.

    A operação, que contou com a participação de diversos policiais civis da região de Ribeirão Preto (SP) e da cidade de Uberaba (MG), também apreendeu armas, carros, produtos roubados e um barco de pesca.

    Os mandados foram de prisão temporária, e outros três ainda devem ser cumpridos ao longo desta terça. O trio já preso foi encaminhado à Cadeia de Franca (SP).

    A EPTV, afiliada da TV Globo, pediu um posicionamento à defesa do vereador, mas não obteve retorno. Já a Câmara Municipal disse que não obteve acesso a nenhum procedimento do vereador e, por isso, não pode se manifestar.

    Zé Bedeu foi eleito com 326 votos nas eleições de 2020.

     

  • Vereador de Sumaré investigado por morte de homem baleado e atropelado é afastado da Câmara por 60 dias

    Vereador de Sumaré investigado por morte de homem baleado e atropelado é afastado da Câmara por 60 dias

    Pedido foi feito pelo próprio parlamentar para cuidar de problemas pessoais e foi aceito por unanimidade pelo Legislativo. Homicídio aconteceu no dia 19 de agosto; Sirineu Araújo (PL) prestou depoimento à polícia e falou em legítima defesa.

    O vereador de Sumaré (SP) Sirineu Araújo (PL), investigado pelo assassinato de um homem de 39 anos baleado e atropelado no Jardim Ipê no dia 19 de agosto, foi afastado da Câmara da cidade por 60 dias.

    O pedido de licença, feito pelo próprio parlamentar para cuidar de “problemas pessoais”, foi aprovado por unanimidade pelo plenário em sessão na noite de terça-feira (5).

    Durante o afastamento, o vereador não vai receber remuneração. Na mesma sessão, o Legislativo também votou um pedido de cassação de Araújo realizado por um morador de Sumaré, mas a solicitação foi rejeitada pelos vereadores. No dia 22 de agosto, o político prestou depoimento à Polícia Civil e afirmou que praticou legítima defesa e era alvo de ameaças.

    Em relação ao afastamento da Câmara, a defesa de Sirineu Araújo disse ao g1 na manhã desta quarta-feira (6) que não iria se pronunciar.

    Um vídeo obtido pela EPTV, afiliada da TV Globo, mostra o momento em que a vítima rastejava pela rua depois de ser baleada. O óbito ocorreu no local.

    Araújo se apresentou de forma espontânea à Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Americana (SP) no dia 22, mas era procurado pela polícia desde a data do fato.

    O parlamentar é considerado suspeito e, antes do depoimento, a assessoria dele havia mencionado ida até a delegacia somente para “entender os boatos envolvendo seu nome”.

    A Polícia Civil não mencionou detalhes sobre o depoimento, mas o vereador admitiu ser dono da caminhonete gravada e que estava no local do homicídio, na noite de sábado. O veículo foi levado até a delegacia, passou por perícia, e o parlamentar também teria indicado o local onde estaria a arma.

    A reportagem apurou ainda que Araújo contou ter feito dois boletins de ocorrência antes do homicídio, mas não há informações se as supostas ameaças teriam sido realizadas pelo homem assassinado.

    Investigação
    A Polícia Civil deve comparar a versão dele com imagens e laudos de perícia. A prisão de Araújo não foi pedida porque ele tem endereço fixo e se comprometeu a comparecer ao DP todas as vezes em que houver requisição dos investigadores da DIG.

    No boletim de ocorrência sobre o assassinato consta que a vítima tem antecedentes criminais e que no local do crime, na Rua José Gomes de Oliveira, foi apreendido um celular dela.

    Sobre os pedidos de reforço na segurança que teriam sido feitos pelo vereador do PL ao Legislativo, a assessoria da Câmara informou não ter sido notificada oficialmente sobre fatos envolvendo Araújo.

    O crime
    Inicialmente, a Polícia Militar informou que um carro se aproximou da vítima na Rua José Gomes de Oliveira e um ocupante fez cinco disparos em sua direção. O homem tentou correr e, na sequência, foi atropelado duas vezes antes de o automóvel deixar a região.

    No entanto, durante registro do boletim de ocorrência pelo plantão policial de Sumaré (SP), a corporação relatou somente que encontrou o homem caído ao chão com ferimentos provocados por disparos de arma de fogo. O óbito ocorreu no local e não há detalhes sobre a dinâmica.

     

  • ‘O, de honesto’: vereador de Mendonça diz que tentou brincar de palavras cruzadas ao homenagear deputado

    ‘O, de honesto’: vereador de Mendonça diz que tentou brincar de palavras cruzadas ao homenagear deputado

    No vídeo, que viralizou nas redes sociais nesta semana, Milton César Marcossem (PSD) aparenta cometer erros de português. Vereador diz que tentou fazer algo no formato ‘palavra cruzada’, destacou que não esperava a repercussão, mas não ficou chateado com os ‘memes’ da web.

    O vereador de Mendonça (SP) que aparece em um vídeo fazendo uma homenagem a um deputado estadual e que “comete erros de português” contou ao g1 que realmente tentou fazer algo no formato ‘palavra cruzada’ usando as letras do nome dele.

    Apesar da boa intenção, o vídeo de Milton César Marcossem (PSD) viralizou nas redes sociais na quarta-feira (23). Na ocasião, o vereador enfatizou ao g1 que tentou fazer a homenagem de improviso com as letras do nome do deputado estadual Carlão Pignatari (PSDB).

    Durante a sessão, Milton disse:

    “Carlão tem seis letras. O que ele é? C, competente. R, caráter. Falei errado, desculpe. C, de competente. A, de tem um caráter. R, de patriota. L, de palmeirense. A de amigo e letra O de honesto”.

    Contudo, esse tipo de formato de composição de palavras criativo, o escolhido por Milton no discurso, o acróstico mesóstico, funciona melhor quando escrito e, por isso, pode passar a impressão de que ele desrespeitou as normas da língua portuguesa (entenda o conceito abaixo).

    Milton destacou que não esperava que o discurso fosse repercutir, mas não ficou chateado com os comentários e “memes” na internet.

    “Acontecem pequenas falhas na nossa vida. Mas, eu levei numa boa. A minha ideia foi fazer uma homenagem, mas, talvez por não ter anotado certo, pode ter causado essa repercussão”, enfatiza.

    O vereador até brincou ao afirmar que, se chamado, participaria do “Soletrando” no palco do programa do Luciano Huck.

    ✏️ O que é acróstico?

    O acróstico tem o mesmo formato que as palavras cruzadas. Inclusive, depois da repercussão, ele até gravou um vídeo no Facebook em que pergunta: “Vocês nunca brincaram de palavra cruzada?”.

    “É uma forma de compor um texto, normalmente um poema, no qual se faz uma combinação de letras na vertical para formar uma palavra. O mais comum é usar as letras iniciais”, afirma a professora Daniela Toffoli.

    E essa brincadeira com as letras não precisa ser sempre com as iniciais. Conforme a professora, existem outros tipos de acrósticos: “pode ser com as letras que estão no meio de cada palavra. Nesse caso, é um acróstico mesóstico.”

  • Parlamentar é condenado a pagar R$ 16 mil após dizer ‘late mais’ para vereadora durante discussão na Câmara de Santa Bárbara d’Oeste

    Parlamentar é condenado a pagar R$ 16 mil após dizer ‘late mais’ para vereadora durante discussão na Câmara de Santa Bárbara d’Oeste

    Discussão ocorreu em novembro do ano passado e Justiça considerou que houve violência política de gênero, quando parlamentar disse para que vereadora ‘se recolhesse a sua insignificância’.

    A Justiça condenou um vereador de Santa Bárbara d’Oeste (SP) a pagar uma indenização de R$ 16 mil por danos morais a uma vereadora, por conta de uma discussão ocorrida na Câmara em novembro de 2022. Durante uma sessão, o parlamentar teria dito “late mais” para a colega, além de outras ofensas. A decisão cabe recurso.

    O processo foi movido por Esther Moraes (PL), contra Felipe Corá (Patriota). Segundo a sentença, no dia do ocorrido a parlamentar fazia uso da tribuna quando foi advertida por outra vereadora, Kátia Ferrari (PV), que disse que o vereador Isac Sorrillo (REP) ria e fazia gestos durante a fala.

    Esther disse que pediu respeito ao colega, que pediu a palavra e iniciou um debate com ela. Foi nesse momento que o vereador Felipe Corá, que não participava do debate, teria interrompido a vereadora aos gritos e dito as ofensas contra ela.

    A sentença da Justiça menciona que o vereador disse as frases “se recolha a sua insignificância”, “late mais” e “continue latindo”, além de fazer gestos com as mãos simulando um animal latindo. Depois disso os microfones foram desligados, mas as ofensas só pararam quando o presidente da Câmara interrompeu.

    Já o vereador afirmou à Justiça que a discussão foi política, inerente às atividades parlamentares e aos posicionamentos ideológicos opostos entre os dois. Ele também alega que não proferiu as frases descritas e que, na verdade, disse “bate mais” e não “late mais”, porque a vereadora o criticava. Afirmou também que não houve qualquer ofensa à condição de mulher da vereadora.

    No entanto, o juiz afirma que fica claro, na gravação da sessão disponibilizada pela Câmara, que o parlamentar disse “late mais”. Duas testemunhas ouvidas pela Justiça também afirmam que ele disse essa frase.

    Violência política de gênero
    Na sentença, o juiz de direito Tales Novaes Francis Dicler afirma que houve danos morais:

    “As falas e gestos endereçados pelo réu à autora são, por si só, extremamente ofensivos, uma vez que ao dizer para a vereadora “latir mais”, era evidente a intenção do réu em compará-la a um animal.”
    O juiz também afirma que as ofensas também se enquadram em violência política de gênero, apesar do vereador negar que a conduta tenha ligação com o gênero da vereadora.

    “Os próprios termos escolhidos pelo réu (latir, late mais, continue latindo), comparando a autora com uma cadela, também não são coincidência, sendo de conhecimento popular que este xingamento é frequentemente dirigido à mulheres no intuito de as diminuir em sua honra. Da mesma forma, ao dizer para a colega “se recolher a sua insignificância”, buscou o réu silenciar sua opositora, aos gritos, sem que estivesse ocorrendo ali qualquer debate político.”

    Dicler afirma que essas atitudes são típicas do que se entende por violência política de gênero, “[…] definida como toda ação, conduta ou omissão que busca impedir, dificultar ou restringir os direitos políticos das mulheres em virtude de seu gênero.”

    Reincidência
    A Justiça também citou na sentença que o vereador Felipe Corá já tinha sido condenado por danos morais a outra vereadora, em Americana (SP), em abril de 2022. Na época, ele foi condenado a pagar R$ 8 mil.

    Diante disso, o juiz o condenou a pagar R$ 16 mil, o dobro da primeira condenação, além da retração pública nas redes sociais, que devem permanecer por 30 dias, sob pena de multa diária.

    O g1 procurou o vereador Felipe Corá para um posicionamento, mas o parlamentar informou que não vai se manifestar.