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  • Caminhão do governo federal facilita acesso a exames de saúde feminina na região do Alto Tietê

    Caminhão do governo federal facilita acesso a exames de saúde feminina na região do Alto Tietê

    Adriano Massuda, que ocupa o cargo de secretário-executivo do Ministério da Saúde, esteve em Mogi das Cruzes para inspecionar a unidade móvel que atende residentes de 11 cidades da região até o dia 30 de outubro.

    Na última sexta-feira (9), Massuda visitou a carreta voltada para a Saúde da Mulher, parte do programa Agora Tem Especialistas. A unidade começou suas atividades em Mogi das Cruzes no dia 2 de outubro e permanecerá na localidade até o final do mês, em sintonia com as comemorações do Outubro Rosa. A expectativa é realizar diariamente 60 Ofertas de Cuidado Integrado (OCIs), totalizando cerca de 1.520 atendimentos ao longo do mês, com os pacientes sendo encaminhados pela regulação municipal.

    A carreta está disponível para atendimento de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, e não apenas beneficia os moradores de Mogi das Cruzes, que conta com aproximadamente 450 mil habitantes, mas também pessoas de Arujá, Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Guarulhos, Itaquaquecetuba, Poá, Salesópolis, Santa Isabel e Suzano. Mogi se destaca como um importante centro assistencial na região.

    “Por onde a carreta passa, ela contribui para eliminar filas de espera e diminui o tempo necessário para que os pacientes recebam atendimento especializado pelo SUS. O governo federal intensifica assim a saúde regional oferecendo serviços essenciais à população,” afirmou Adriano Massuda.

    Atualmente, no estado paulista, há 10 carretas do programa Agora Tem Especialistas operando: seis focadas na prevenção e cuidado da saúde da mulher, três dedicadas a exames de imagem e uma voltada para oftalmologia. Até o momento, 38.391 pessoas foram atendidas e 88.663 procedimentos realizados em 39 municípios paulistas, resultando em seis filas zeradas em cinco cidades. As unidades já passaram por diversas localidades incluindo Registro, São Caetano do Sul, Santos e Campinas.

    A nível nacional, 132 carretas estão atuando em todo o Brasil: sendo 65 voltadas à Saúde da Mulher, 48 para Exames de Imagem, 15 para Oftalmologia e outras categorias como Cardiologia e Saúde Bucal. Juntas, essas unidades já atenderam cerca de 460 mil pessoas e realizaram mais de 1,2 milhão de procedimentos. Elas já estiveram presentes em 4.337 municípios brasileiros, representando aproximadamente 78% das cidades do país. Mais de 88 mil cirurgias de catarata foram realizadas com sucesso para cerca de 50 mil cidadãos.

    Nova UBS em Cezar

    Além disso, Massuda verificou as obras da nova Unidade Básica de Saúde (UBS) Jardim São Pedro durante sua visita ao distrito de Cezar de Souza. Essa unidade está recebendo investimentos na ordem de R$ 3,3 milhões provenientes do Novo PAC Saúde. A ordem de serviço foi emitida em 27 de junho deste ano e segue um projeto modelo estabelecido pelo Ministério da Saúde.

    De acordo com dados da Prefeitura local, a população do distrito cresceu aproximadamente 70,46% entre os anos de 2010 e 2022. Estima-se que até 2026 o número total chegue a cerca de 60 mil habitantes. A nova UBS está projetada para atender até 16 mil pessoas mensais com cerca de 5.700 atendimentos e até 63 mil procedimentos cada mês.

    A estrutura da unidade incluirá quatro equipes dedicadas à Saúde da Família além das equipes responsáveis pela saúde bucal; contará ainda com treze consultórios (nove médicos e quatro odontológicos), uma sala destinada à vacinação, farmácia e um espaço para coleta de exames. Adicionalmente, haverá uma sala específica chamada Sala Lilás destinada ao acolhimento humanizado de mulheres vítimas de violência.

    Investimentos federais

    Os recursos totais do Novo PAC Saúde destinados a Mogi das Cruzes somam R$ 5,5 milhões. Esse montante abrange a renovação da frota do SAMU 192 — já foram entregues sete ambulâncias — além da aquisição de equipamentos para UBSs locais e kits voltados à teleconsulta junto à nova UBS mencionada anteriormente. O Teto destinado à Média e Alta Complexidade (MAC) no município aumentou significativamente: passou de R$ 83,82 milhões em 2022 para R$ 87,55 milhões previstos para o ano de 2026. Em todo o estado paulista são contemplados um total de 3.431 projetos através do Novo PAC Saúde com um investimento geral estimado em R$ 5,7 bilhões.

  • Câmara aprova projeto que estabelece diretrizes no SUS para reduzir mortalidade materna

    Câmara aprova projeto que estabelece diretrizes no SUS para reduzir mortalidade materna

    Proposta prevê capacitação contínua de profissionais, atenção à saúde mental perinatal e criação da Semana Nacional de Conscientização sobre a Morbimortalidade Materna.

    A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (28) o Projeto de Lei nº 2112/2024, de autoria da deputada Maria Arraes (SD-PE), que estabelece diretrizes para o Sistema Único de Saúde (SUS) com o objetivo de reduzir as mortes maternas no Brasil. A proposta define ações estratégicas como matriciamento com educação continuada de profissionais de saúde, abordando prevenção, diagnóstico e manejo das principais causas de mortalidade materna, além de incluir a atenção à saúde mental perinatal.

    De acordo com dados de 2024, o país registrou mais de 50 mortes maternas para cada 100 mil nascidos vivos, um número ainda distante da meta dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, que prevê reduzir esse índice para até 30 mortes por 100 mil nascidos vivos até 2030. Estima-se que cerca de 90% das mortes maternas sejam evitáveis com medidas adequadas de assistência, como a identificação precoce de riscos gestacionais, o manejo qualificado de complicações como hipertensão, hemorragias e infecções e o fortalecimento do cuidado no puerpério.

    Autora do projeto, a deputada Maria Arraes celebrou a aprovação da matéria. “Esse projeto de lei é um passo essencial para garantir que nenhuma mulher perca a vida por causas evitáveis durante a gestação ou o parto. Essa proposta fortalece o SUS, amplia a atenção à saúde materna e reafirma o compromisso do Brasil com a dignidade e os direitos das mulheres. Reduzir a mortalidade materna é uma questão de justiça social e de cuidado com a vida”, destacou a parlamentar.

    O PL também define princípios que deverão orientar a atenção à saúde materna no SUS, como a atualização de protocolos clínicos baseados em evidências científicas, a humanização do parto e a promoção de ações educativas para gestantes sobre seus direitos no pré-natal, parto e puerpério.

    A proposta institui ainda a Semana Nacional de Conscientização sobre a Redução da Morbimortalidade Materna, a ser realizada anualmente entre os dias 21 e 28 de maio. Durante a semana de conscientização, poderão ser desenvolvidas campanhas educativas e ações informativas sobre a importância do pré-natal adequado, do acompanhamento obstétrico qualificado e do acesso integral aos serviços de saúde materna.

    A matéria agora segue para análise do Senado Federal.

  • Comissão de Saúde da Câmara Aprova PL para Ampliar Acesso à Reprodução Assistida para Mulheres com Câncer e Endometriose

    Comissão de Saúde da Câmara Aprova PL para Ampliar Acesso à Reprodução Assistida para Mulheres com Câncer e Endometriose

    A Comissão de Saúde da Câmara aprovou nesta quarta (19), o Projeto de Lei 1508/24, de autoria a deputada federal Iza Arruda (MDB), que assegura o direito ao acesso a serviços de reprodução humana assistida para mulheres em tratamento de câncer. O relatório da deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) prevê ainda que mulheres com diagnóstico de endometriose possam receber o tratamento. Segundo a deputada pernambucana, esta aprovação é um passo crucial para a implementação de uma política mais inclusiva e humanizada no âmbito da reprodução assistida no Brasil.

    O projeto modifica a Lei nº 9.263, de 12 de janeiro de 1996, que trata da Política Nacional de Atenção Integral em Reprodução Humana Assistida, e a Lei nº 11.664, de 29 de abril de 2008. Com essas alterações, o Sistema Único de Saúde (SUS) irá garantir o acesso tempestivo a serviços de reprodução humana assistida, incluindo a criopreservação de óvulos para mulheres em tratamento de câncer. Esta medida é crucial para preservar a fertilidade de mulheres que passam por tratamentos oncológicos que podem comprometer sua capacidade reprodutiva.

    O relatório da deputada Jandira Feghali também prevê que mulheres diagnosticadas com endometriose tenham acesso aos serviços de reprodução assistida. A relatora ressaltou que o projeto preenche uma lacuna importante na Lei de Atenção Integral à Saúde da Mulher, ao garantir que todas as mulheres tenham a oportunidade de planejar sua família.

    Para a deputada Iza Arruda, a aprovação do PL 1508/24 na Comissão de Saúde é um passo significativo para a saúde reprodutiva no Brasil. “Buscamos assegurar que todas as mulheres tenham o direito de preservar sua fertilidade, mesmo quando enfrentam tratamentos de saúde complexos e invasivos, como os tratamentos oncológicos“, afirmou a deputada.

  • Conheça a história da enfermeira Nathália Belletato

    Conheça a história da enfermeira Nathália Belletato

    Após trabalhar na área artística e da educação, Nathália Belletato, seguiu o sonho de atuar no cuidado com as pessoas.  

    A técnica de enfermagem Nathália Belletato nasceu em 18 de outubro de 1990, em São Paulo. No entanto, antes de atuar na área da saúde, ainda na infância, aos oito anos, Nathália Belletato cursou ballet clássico, na escola municipal de bailados do Teatro de São Paulo. Anos mais tarde, aos 15, a jovem bailarina se tornou professora de ballet para crianças de uma escola de ensino infantil e médio, permanecendo neste cargo por nove anos. 

    Além do ballet, Nathália Belletato, se formou em pedagogia, no ano de 2012, lecionando para o ensino infantil. O ano de 2014 foi marcado por um novo aprendizado: Nathália Belletato se tornou instrumentadora cirúrgica, mas não atuou na área.  Em 2015, uma nova proposta apareceu. Desta vez, para trabalhar como apresentadora na Rede TV.

    Embora diversas oportunidades tenham surgido na vida de Nathália Belletato, a jovem guardava no coração um grande sonho: cuidar de pessoas necessitadas, tratar feridas e curar a dor. Foi a partir daí que a carreira na área de enfermagem chegou!

    Após atuar em hospitais da rede privada, atualmente, Nathália Belletato trabalha no SUS como técnica de estratégia da saúde da família. Além disso, cursa a graduação em enfermagem e pós em saúde pública. Todas essas atividades fazem com que Nathália Belletato se sinta realizada tanto na vida pessoal quanto na profissional. 

    Segundo Nathalia, essa realização só é possível graças à união da equipe e o carinho dos pacientes que são atendidos na unidade, o que torna o ambiente mais agradável e ao mesmo tempo uma grande escola sobre respeito e amor ao próximo. “Conseguimos de alguma forma dar um conforto, seja no tipo de tratamento ou em um abraço, uma palavra, um acolhimento. É o “olhar” para aquele ser humano de forma mais sensível, percebendo que ali bate um coração, e saber que se aquele paciente está ali, é porque não está bem e precisa de sua ajuda. Sendo assim, ter a possibilidade de promover, cuidar e habilitar a saúde dessas pessoas é algo impagável”, comenta a enfermeira. 

  • Professora trans aguarda cirurgia de redesignação sexual um ano após decisão da Justiça

    Professora trans aguarda cirurgia de redesignação sexual um ano após decisão da Justiça

    Hainra Asabi é credenciada no IAMSPE, mas foi orientada a realizar cirurgia no SUS. Fila de espera para realizar procedimento na rede pública pode levar até 18 anos.

    Professora da rede pública, Hainra Asabi aguarda por cirurgia de redesignação de sexo

    A professora da rede pública estadual Hainra Asabi, 41 anos, aguarda uma cirurgia de redesignação de sexo para mulheres trans, determinada pela Justiça em março de 2022. De acordo com a decisão judicial, o procedimento médico deveria ser proporcionado pelo Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (IAMSPE), no qual a funcionária é credenciada.

    “Faz um ano que a gente está esperando a sentença ser cumprida”, afirma Hainra em entrevista ao g1. Ela entrou com a ação em 2020 e conta que, antes de dar início ao processo, procurou inicialmente o próprio IAMSPE para viabilizar a cirurgia. Lá, foi orientada a recorrer ao Sistema Único de Saúde (SUS).

    “A autarquia já foi condenada. Não pode agora se esquivar no sistema público de saúde dizendo que tem que ir para a fila do SUS”, afirma Elton Fernandes, advogado de Hainra Asabi.

    Entre o período de duração do processo e cinco tentativas de execução da sentença, Hainra espera pela cirurgia há três anos. Desde que saiu a decisão, o IAMSPE pede mais prazo para realizar o procedimento, e afirma “aguardar orçamentos de hospitais de referência para acompanhar a paciente”. Veja mais ao fim da reportagem.

    “Nesse meio tempo, devo ter me preparado para essa cirurgia pelo menos três vezes”, desabafa a professora.

    “É como se eu não tivesse o direito de olhar para o meu corpo e me identificar com ele.”
    No Brasil, a realização do procedimento está prevista no SUS desde 2008, mas pode levar até 18 anos na rede pública, segundo levantamento da Defensoria Pública de São Paulo.

    A transição de gênero é feita por pessoas que nascem com um determinado sexo biológico, mas se identificam com outro, que é o caso de Hainra. Para realizar o procedimento, é preciso pelo menos dois anos de tratamento com uma equipe multidisciplinar, composta por endocrinologista, psicólogo e psiquiatra.

    Hainra afirma que, desde 2017, faz acompanhamento médico requisitado. Enquanto espera pelo procedimento, relata uma piora em sua saúde mental e o agravamento de sintomas de disforia de gênero. “Tenho um companheiro há um ano e não me sinto à vontade de ficar sem calcinha perto dele”.

    Elton Fernandes, advogado de Hainra Asabi, explica que o processo está em fase de cumprimento de sentença. “Não se discute mais se a pessoa tem ou não tem direito ao procedimento. Aqui, simplesmente viso cumprir a ordem judicial.”

    Antes de solicitar o procedimento pelo IAMSPE, em 2020, a professora havia tentado arrecadar dinheiro para realizar o procedimento na Tailândia – país referência mundial em cirurgias de transgenitalização.

    Na época, ela precisava de pelo menos R$22 mil. Conseguiu R$ 7 mil, vendeu itens pessoais e combinou de dividir a acomodação com mais duas amigas, mas acabou desistindo por conta da pandemia.

    O que diz o IAMSPE?
    Procurado pelo g1, o IAMSPE diz que não realiza a cirurgia de transgenitalização, e por isso aguarda referências de hospitais de referência para oferecer o procedimento à funcionária pública.

    Questionada pela reportagem, a autarquia não respondeu com quais instituições entrou em contato, nem quanto tempo deve levar para finalizar as tratativas.

    Veja abaixo a nota oficial:

    O Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) informa que, em fevereiro de 2022, o Instituto foi notificado judicialmente para cobrir o procedimento de transgenitalização do tipo neocolpovulvoplastia à paciente. Como o Iamspe não realiza esse tipo de cirurgia, segue em tratativas para o cumprimento da ordem judicial e aguarda orçamentos de hospitais de referência para acompanhar a paciente em todo o processo clínico, cirúrgico, pré e pós-operatório e de hormonioterapia.

    O Instituto permanece à disposição da paciente para oferecer assistência médica em casos de intercorrências de urgência, emergência, consultas e internações.