Tag: saúde pública

  • Dra. Lívia Noleto chama atenção para causas da tontura durante campanha de abril

    Dra. Lívia Noleto chama atenção para causas da tontura durante campanha de abril

    Especialista destaca que o sintoma não deve ser ignorado e pode estar ligado a alterações vestibulares e neurológicas

    A tontura é um sintoma comum que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e pode estar associada a diferentes causas, desde alterações simples até doenças mais complexas. Em alusão ao tema, o mês de abril é o período dedicado ao alerta sobre a Tontura, especialistas reforçam a importância da investigação adequada e do acompanhamento com profissionais de saúde, especialmente o médico otorrinolaringologista.

    Caracterizada como uma sensação de desequilíbrio ou instabilidade, a tontura pode ter origem no sistema vestibular, localizado no ouvido interno, responsável pelo equilíbrio corporal. Também pode estar relacionada a alterações metabólicas, cardiovasculares, neurológicas ou até ao uso de medicamentos. Entre os quadros mais conhecidos está a vertigem, um tipo específico de tontura em que o paciente sente como se o ambiente estivesse girando ao seu redor.

    O Instituto Nacional de Excelência em Saúde e Cuidados (NICE) estima que a prevalência varia amplamente de acordo com a heterogeneidade da ‘tontura’ como sintoma, com a tontura tendo uma prevalência estimada de 17 a 30% e a vertigem verdadeira sendo encontrada em 3 a 10% da população, sendo mais frequente em idosos. Já as causas da tontura são diversas e incluem condições como vertigem posicional paroxística benigna, doença de Ménière, labirintite, enxaqueca vestibular, além de fatores como hipotensão, hipoglicemia e ansiedade. Em muitos casos, mais de um fator pode estar envolvido, o que reforça a necessidade de avaliação clínica criteriosa.

    De acordo com a otorrinolaringologista Dra. Lívia Noleto, especialista em Tontura, o sintoma não deve ser negligenciado. Segundo ela, a tontura não é uma doença em si, mas um sinal de que algo no organismo não está funcionando corretamente. A médica destaca que o diagnóstico precoce é essencial para evitar a cronificação do quadro e melhorar a qualidade de vida do paciente. “O tratamento da tontura é multidisciplinar e pode envolver, além do otorrinolaringologista, profissionais como fisioterapeutas vestibulares, neurologistas, psicólogos e cardiologistas, a depender da causa identificada. Em muitos casos, a reabilitação vestibular, aliada a mudanças no estilo de vida e, quando necessário, ao uso de medicação, apresenta bons resultados”, ressalta a médica, que lembra que o diagnóstico inicial deve vir de um otorrinolaringologista.

    A campanha de conscientização em abril busca justamente ampliar o conhecimento da população sobre o tema, incentivando a busca por diagnóstico adequado e combatendo a automedicação. A orientação dos especialistas é clara. Ao apresentar episódios frequentes de tontura, o paciente deve procurar avaliação médica para investigação detalhada e tratamento direcionado.

  • Dormir bem é vital: Dia Mundial do Sono reforça alerta global

    Dormir bem é vital: Dia Mundial do Sono reforça alerta global

    Com mais de 70% dos brasileiros afetados por distúrbios do sono, especialistas destacam que qualidade do descanso é tão importante quanto alimentação e atividade física

    No próximo dia 13 de março, o mundo celebra o Dia Mundial do Sono, iniciativa anual da World Sleep Society que visa destacar a importância de um sono saudável para o bem-estar físico, mental e social. Em um cenário em que metade da população mundial relata algum problema relacionado ao sono e milhões de pessoas convivem com distúrbios que afetam qualidade de vida, o alerta é claro: dormir bem não é luxo, é necessidade de saúde pública.

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou os distúrbios do sono como uma epidemia global, afetando entre 40% e 45% da população mundial, incluindo dificuldade em adormecer ou manter o sono, fragmentação do descanso e baixa satisfação com a qualidade do sono obtido.  No Brasil, segundo dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), 72% dos brasileiros sofrem com algum tipo de distúrbio do sono, como insônia e apneia, que impactam diretamente o dia a dia e a saúde geral.

    A ciência é unânime: a boa qualidade do sono está associada a uma melhor função imunológica, melhora do humor, capacidade cognitiva e memória, além de reduzir riscos de doenças crônicas como obesidade, hipertensão e diabetes. As horas recomendadas variam por faixa etária, já que adolescentes, adultos e idosos têm necessidades diferentes, mas o mais importante além da quantidade é a qualidade do descanso, ou seja, um sono contínuo e reparador.

    De acordo com Dr. Cleydson Lucena, médico otorrinolaringologista e cirurgião de cabeça e pescoço, oO sono não é apenas um período de descanso, mas um processo ativo em que o corpo e o cérebro se regeneram. “Quando negligenciamos a qualidade do sono, temos consequências que vão desde queda de rendimento no trabalho e nos estudos até maior vulnerabilidade a doenças. Por isso, entender e cuidar da saúde do sono é tão crucial quanto cuidar da alimentação ou da atividade física. Por isso é importante reforçar a importância de hábitos cotidianos, que podem fazer grande diferença na qualidade do sono, como manter uma rotina regular de horários, evitar o uso de telas antes de dormir e criar um ambiente calmo e escuro no quarto”, afirma.

    No caso de pessoas que roncam, o problema pode estar relacionado à apneia obstrutiva do sono. “Quando a pessoa sofre muitas interrupções do sono, com um ronco muito alto, constante e que acontece todas as noites, ele pode ser um sinal de alerta para a apneia obstrutiva do sono, já que há momentos de parada respiratória. O problema também pode levar a doenças cardiovasculares como hipertensão, doença arterial coronariana e insuficiência cardíaca, AVC, diabetes, distúrbios cognitivos e neurológicos. Além disso, segundo especialistas, ele fica em terceiro lugar no quesito ‘separação de  casais’, perdendo apenas para infidelidade e problemas com finanças”, explica Cleydson

  • Câmara aprova projeto que estabelece diretrizes no SUS para reduzir mortalidade materna

    Câmara aprova projeto que estabelece diretrizes no SUS para reduzir mortalidade materna

    Proposta prevê capacitação contínua de profissionais, atenção à saúde mental perinatal e criação da Semana Nacional de Conscientização sobre a Morbimortalidade Materna.

    A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (28) o Projeto de Lei nº 2112/2024, de autoria da deputada Maria Arraes (SD-PE), que estabelece diretrizes para o Sistema Único de Saúde (SUS) com o objetivo de reduzir as mortes maternas no Brasil. A proposta define ações estratégicas como matriciamento com educação continuada de profissionais de saúde, abordando prevenção, diagnóstico e manejo das principais causas de mortalidade materna, além de incluir a atenção à saúde mental perinatal.

    De acordo com dados de 2024, o país registrou mais de 50 mortes maternas para cada 100 mil nascidos vivos, um número ainda distante da meta dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, que prevê reduzir esse índice para até 30 mortes por 100 mil nascidos vivos até 2030. Estima-se que cerca de 90% das mortes maternas sejam evitáveis com medidas adequadas de assistência, como a identificação precoce de riscos gestacionais, o manejo qualificado de complicações como hipertensão, hemorragias e infecções e o fortalecimento do cuidado no puerpério.

    Autora do projeto, a deputada Maria Arraes celebrou a aprovação da matéria. “Esse projeto de lei é um passo essencial para garantir que nenhuma mulher perca a vida por causas evitáveis durante a gestação ou o parto. Essa proposta fortalece o SUS, amplia a atenção à saúde materna e reafirma o compromisso do Brasil com a dignidade e os direitos das mulheres. Reduzir a mortalidade materna é uma questão de justiça social e de cuidado com a vida”, destacou a parlamentar.

    O PL também define princípios que deverão orientar a atenção à saúde materna no SUS, como a atualização de protocolos clínicos baseados em evidências científicas, a humanização do parto e a promoção de ações educativas para gestantes sobre seus direitos no pré-natal, parto e puerpério.

    A proposta institui ainda a Semana Nacional de Conscientização sobre a Redução da Morbimortalidade Materna, a ser realizada anualmente entre os dias 21 e 28 de maio. Durante a semana de conscientização, poderão ser desenvolvidas campanhas educativas e ações informativas sobre a importância do pré-natal adequado, do acompanhamento obstétrico qualificado e do acesso integral aos serviços de saúde materna.

    A matéria agora segue para análise do Senado Federal.

  • Parcerias suspeitas colocam em risco contratos de saúde em Pernambuco e Sergipe

    Parcerias suspeitas colocam em risco contratos de saúde em Pernambuco e Sergipe

    Atuação de Lindolfo Alves Neto, ligado à CPI das Fake News, e de Alexandre Mendes, ex-gestor hospitalar com histórico de irregularidades, acende alerta sobre interesses ocultos e possível corrupção em contratos públicos.

    Investigações recentes expõem uma rede de interesses que ameaça a integridade dos contratos de saúde pública em Pernambuco e no Estado de Sergipe. No centro dessa trama está Lindolfo Alves Neto, figura conhecida por sua atuação na CPI das Fake News contra a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra. Considerado peça-chave na articulação de estratégias digitais e políticas, Lindolfo é apontado por especialistas como um operador de bastidores que mobiliza atores e estruturas para avançar agendas privadas sob o manto do interesse público.

    Outro personagem que compõe esse cenário é Alexandre Mendes, conhecido como Xande. Ex-gestor de hospitais em Guarulhos e da Santa Casa de São Bernardo do Campo, sua administração é marcada por pagamentos superiores a R$ 40 milhões, enquanto fornecedores deixaram de receber pelos serviços prestados. As denúncias reforçam suspeitas de má gestão de recursos públicos e possível envolvimento em práticas ilícitas.

    Alexandre Mendes também surge como sócio oculto da Irmandade Boituva, uma entidade sem comprovação de capacidade técnica, que assumiu a gestão do Hospital da Criança, em Sergipe. A entrada da instituição em um contrato sensível como esse, sem a devida qualificação, levanta questionamentos sobre a legalidade do processo e a qualidade da assistência à população.

    Fontes apontam que Lindolfo Alves Neto tem buscado expandir sua influência no setor de saúde por meio de parcerias com organizações sociais e operadores políticos. A estratégia envolveria o uso de sua articulação com redes digitais e figuras públicas para abrir caminho a contratos vantajosos com recursos públicos — especialmente em Pernambuco e Sergipe. A suposta ligação com Alexandre Mendes e entidades como a Irmandade Boituva alimenta a tese de uma atuação coordenada para explorar brechas nos sistemas de contratação da saúde.

    Diante da gravidade das suspeitas, autoridades estaduais e federais intensificaram a apuração dos fatos. A Secretaria de Saúde de Pernambuco, embora ainda não tenha emitido nota oficial, sinaliza que qualquer indício de irregularidade será investigado com rigor. Nos bastidores, há preocupação com os desdobramentos dessas possíveis alianças e com o uso da saúde pública como moeda de troca entre interesses escusos.

    O caso traz à tona um problema recorrente na política brasileira: a interseção entre agentes públicos, empresários e estratégias digitais para manipular a opinião pública e favorecer esquemas de desvio de finalidade. As conexões entre disseminadores de desinformação e gestores de contratos públicos reforçam o alerta sobre a urgência de maior transparência e controle social.

    A investigação ainda está em curso, mas já revela a complexidade de uma rede de influência que, se confirmada, pode comprometer o funcionamento de serviços essenciais e violar o princípio da moralidade na administração pública. Enquanto isso, os olhos da sociedade civil e das instituições seguem atentos às próximas movimentações.

  • Céu Albuquerque e Clodoaldo Magalhães Apresentam Projeto de Lei para Inclusão do Teste de Cariótipo no Teste do Pezinho

    Céu Albuquerque e Clodoaldo Magalhães Apresentam Projeto de Lei para Inclusão do Teste de Cariótipo no Teste do Pezinho

    Proposta visa detecção precoce de condições intersexo em recém-nascido.

    A pré-candidata a vereadora do Recife, Céu Albuquerque, em conjunto com o deputado federal Clodoaldo Magalhães, apresentou no último dia 26 o Projeto de Lei nº 2575/2024, que dispõe sobre a inclusão do teste de cariótipo no exame neonatal de triagem, conhecido como teste do pezinho. A proposta visa identificar variações cromossômicas que indicam condições intersexo, proporcionando diagnóstico precoce e acompanhamento médico adequado.

    O projeto de lei propõe que todos os estabelecimentos de saúde que realizam a triagem neonatal incluam o teste de cariótipo, um exame laboratorial que analisa o conjunto cromossômico de uma amostra biológica, permitindo identificar variações numéricas ou estruturais nos cromossomos. “A inclusão deste teste visa a detecção precoce de condições intersexo que possam estar associadas a mutações cromossômicas, possibilitando um acompanhamento médico adequado e aconselhamento genético às famílias,” destacam os autores.

    Os custos da inclusão do teste de cariótipo no teste do pezinho serão cobertos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O Ministério da Saúde será responsável pela elaboração de normas técnicas e protocolos específicos para a execução do teste, assegurando que os resultados sejam comunicados aos responsáveis legais pelo recém-nascido e ao médico responsável pelo acompanhamento pediátrico, garantindo sigilo e privacidade.

    A implementação do teste de cariótipo no teste do pezinho pretende identificar variações intersexo resultantes de mutações cromossômicas, como a Mosaicos, Quimera, Síndrome de Klinefelter (47,XXY), Síndrome de Turner (45,X) e Insensibilidade Androgênica Parcial e Total, entre outras. Estas condições podem impactar significativamente a saúde e o desenvolvimento dos indivíduos, sendo o diagnóstico precoce crucial para intervenções médicas e psicológicas adequadas.

    A aprovação deste projeto de lei representa um avanço significativo na saúde pública, na promoção de práticas médicas éticas e responsáveis, e na proteção dos direitos das crianças intersexo. “A inclusão do teste de cariótipo no teste do pezinho amplia as capacidades diagnósticas do programa, assegurando que todas as crianças recebam o cuidado necessário desde os primeiros dias de vida,” enfatiza Céu Albuquerque, contando com o apoio dos parlamentares para a aprovação da iniciativa.

    O projeto de lei segue agora para tramitação na Câmara dos Deputados, onde será analisado pelas comissões competentes, antes de ser votado no plenário.

  • Deputado Sóstenes Cavalcante Rebate Críticas de Lula sobre PL do Aborto

    Deputado Sóstenes Cavalcante Rebate Críticas de Lula sobre PL do Aborto

    Autor do PL do Abordo, o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) reagiu à crítica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a proposta, que equipara a interrupção da gestação acima de vinte e duas semanas ao crime de homicídio. Após Lula afirmar que é contra o aborto, mas que a prática é uma realidade no Brasil e a aprovação do projeto é uma “insanidade”, o parlamentar rebateu alegando que a pena para quem cometer estupro nesses casos pode ser aumentada, e provocou questionando se, dessa forma, o presidente o apoiaria.

    “É simples, a relatora pode incluir, mesmo sendo matéria estranha ao texto o aumento da pena para estuprador para 30 anos, fica resolvido presidente, vamos ter o seu apoio já que você é contra o aborto?”, escreveu Sóstenes. As informações são do O GLOBO.

    Procurado pelo GLOBO, o deputado disse que assistiu ao pronunciamento de Lula sobre o tema, realizado em coletiva de imprensa na Itália, onde participa de agenda na Cúpula do G7, e definiu a fala do presidente como “peça publicitária”.

    “É uma peça publicitária de campanha eleitoral para tentar enganar os eleitores Católicos e Evangélicos, ele falou tudo no vídeo, menos da vida do bebê indefeso de 22 semanas”, afirmou o parlamentar.

    Durante sua fala, Lula disse que é contra o aborto, mas afirmou que a prática é uma realidade no Brasil.

    “Eu sou contra aborto, entretanto, como aborto é realidade, a gente precisa tratar aborto como questão de saúde pública. E eu acho que é insanidade alguém querer punir uma mulher numa pena maior que o criminoso que fez o estupro. É no mínimo uma insanidade isso. Sinceramente, à distância, não acompanhei o debate muito intenso no Brasil, quando voltar vou tomar ciência disso, tenho certeza do que tem na lei já garante que a gente aja de forma civilizada para tratar com rigor o estuprador e para tratar com respeito a vítima. Quando alguém apresenta uma proposta que a vítima precisa ser punida com mais rigor que o estuprador, não é sério”, afirmou Lula.

    A urgência do texto foi aprovada a toque de caixa quarta-feira na Câmara — e gerou mobilizações nas redes sociais contra sua aprovação e também protestos nas ruas de capitais brasileiras. Antes da votação, o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), afirmou que a questão “não é matéria de interesse do governo”.

    Na sexta-feira, depois de ver as reações ao PL do aborto crescer, o governo federal passou a se posicionar de maneira mais firme contra o texto, que teve a tramitação em regime de urgência aprovada nesta semana na Câmara. Os ministros Alexandre Padilha (Relações Institucionais), Marina Silva (Meio Ambiente), Cida Gonçalves (Mulheres) e a primeira-dama Janja da Silva criticaram a proposta ontem.

    Em suas redes sociais, a primeira-dama Janja da Silva afirmou que o PL é “preocupante” e “ataca a dignidade das mulheres e meninas”. A primeira-dama ainda criticou a tramitação do texto na Câmara dos Deputados, afirmando que era “preocupante” a aprovação da urgência sem discussão nas comissões temáticas. Com a tramitação acelerada aprovada pelos deputados, o texto pode ser votado direto no plenário. E concluiu que não se pode “revitimizar e criminalizar essas mulheres e meninas”, e que é preciso “protegê-las e acolhê-las”.