Tag: São Paulo

  • Homem acusado de matar a própria esposa asfixiada vai à júri popular nesta quarta-feira em Lorena, SP

    Homem acusado de matar a própria esposa asfixiada vai à júri popular nesta quarta-feira em Lorena, SP

    Álvaro Bastos é acusado de matar a esposa asfixiada após briga e tentativa de forçá-la a manter relações sexuais em matagal. Corpo foi encontrado no Horto Florestal da cidade.

    O homem acusado de matar a esposa asfixiada em setembro de 2020, em Lorena, no interior de São Paulo, passa por júri popular nesta quarta-feira (20).

    Álvaro Bastos Monteiro Magalhães, que tinha 25 anos na época do crime, é acusado de ter matado Caroline Coelho Monteiro após uma briga ocorrida na casa da sogra de Caroline.

    Dias depois, ele procurou a polícia para confessar o crime e indicar onde o corpo da companheira estava. Ela deixou uma filha de quatro anos de idade à época.

    Procurada pelo g1, a defesa de Álvaro Bastos disse que espera “que seja um julgamento justo, decotados os excessos da acusação, a fim de que se tenha uma pena justa”.

    A vítima
    Caroline era a filha mais velha e deixou um irmão, que hoje tem 14 anos, e a filha, que na época tinha 4 anos e hoje tem 7. Ela estava cursando o 8º semestre de Direito e tinha encerrado o estágio de dois anos na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). Segundo um familiar da jovem, Caroline viajava todos os dias à noite para Cruzeiro para estudar. Durante o dia, ela cuidava da filha.

    “A Caroline era uma menina muito boa, determinada, responsável. Quando ela teve a filha, mesmo sendo mãe cedo, continuou os estudos. A filha era tudo para ela, era a motivação dela para lutar”.
    Segundo a família, a filha de Caroline já tinha entendimento da mãe e lembra de Caroline até hoje. O desafio da família, atualmente, é tentar não deixar com que a dor da perda abale a criança, hoje com 7 anos de idade.

    “A filha na época já entendia, lembra da mãe. Ela sente falta, chora, mesmo três anos depois é difícil. A gente tenta fazer de tudo para suprir, não deixar transparecer a dor, nada para ela, para que ela não perceba”, narrou.

    “A gente nunca mais vai ter ela, nunca mais vai ter, mas o que a gente quer é pelo menos ter o conforto que vai dar tudo certo, que ele responda pelo o que ele fez”.

    Ainda segundo a família, uma das paixões de Caroline era andar à cavalo — algo que a jovem tentava passar para a filha enquanto estava viva.

    “Uma paixão que ela tinha era cavalgar. Cavalgava desde os dois anos de idade e estava ensinando a filha dela. A família toda andava. Hoje é a gente que mantém a tradição e cavalga com ela”, contou.

    O crime
    Segundo a denúncia do Ministério Público, Caroline estava com Álvaro e a filha, de quatro anos, na casa da sogra, quando passou a discutir com o companheiro. Após a briga, o casal saiu em um carro e deixou a filha no local, com a avó.

    Durante o trajeto, Álvaro e Caroline continuaram brigando, o que, em seguida, se tornou agressões físicas, próximo ao Horto Florestal de Lorena. Ainda segundo a denúncia, o acusado retirou Caroline do carro, a deitou no chão, tirou suas roupas e a forçou a manter relações sexuais com ele.

    Durante a violência, Caroline teve ferimentos nas costas, maxilar, mandíbula, cabeça e boca. Em seguida, segundo o MP, Álvaro asfixiou Caroline – o que causou a morte da estudante.

    Com a vítima morta, Álvaro teria colocado novamente as roupas em Caroline para tentar despistar eventual crime sexual, além de ter arrastado o corpo pelo matagal, deixando a cena do crime em seguida.

    De acordo com o relatório da Polícia Civil, o delegado responsável pelo caso foi comunicado sobre o desaparecimento de Caroline na noite do dia 1º de outubro de 2020. No dia 2, a polícia iniciou a investigação do caso.

    Segundo o relatório, a defesa procurou a Delegacia da Defesa da Mulher alegando que Álvaro indicaria onde o corpo de Caroline estava. Naquele momento, a polícia passou a tratar o caso como feminicídio e não mais como um desaparecimento.

    Juntamente com Álvaro, a polícia foi até o Horto Florestal de Lorena e, após percorrer cerca de 4 km de estrada na mata, o suspeito indicou onde o corpo de Caroline estava.

     

  • MP-SP pede à Justiça afastamento imediato do reitor da Unesp por improbidade administrativa

    MP-SP pede à Justiça afastamento imediato do reitor da Unesp por improbidade administrativa

    Ação do Ministério Público também tem como alvos dois procuradores jurídicos da universidade e um assessor do gabinete da reitoria. Segundo promotor, procuradoria da instituição foi transformada em “cabide de empregos”. Unesp diz que ‘não há imoralidade na manutenção de seus procuradores jurídicos no quadro de pessoal’.

    O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) pediu à Justiça, na última sexta-feira (15), o afastamento imediato de Pasqual Barretti do cargo de reitor da Universidade Estadual Paulista (Unesp), alegando práticas de improbidade administrativa em sua gestão, dentre elas nepotismo.

    Além do reitor, também são alvos da ação de responsabilidade civil dois procuradores jurídicos não concursados da instituição e um assessor do gabinete da reitoria. A universidade diz que “não há imoralidade na manutenção de seus procuradores jurídicos no quadro de pessoal” (leia nota completa abaixo).

    Nomeado pelo então governador João Doria, o professor titular de medicina Pasqual Barretti assumiu como reitor da Unesp em janeiro de 2021. No mês seguinte, José Afonso Carrijo Andrade foi nomeado para o cargo de assessor técnico de seu gabinete.

    Cerca de um ano depois, Cristiane Gomes Carrijo Andrade, filha de José Afonso, foi nomeada procuradora assistente do setor jurídica da instituição, com remuneração líquida aproximada de R$ 20 mil à época.

    quatro agentes sejam condenados ao pagamento de multa civil e dano moral coletivo, assim como fiquem impedidos de serem contratados pelo poder público pelo prazo de quatro anos.

    O pedido ainda será analisado pelo poder judiciário, que pode determinar o afastamento ou não dos envolvidos, assim como a aplicação das demais sanções.

    Nota Unesp
    “A Unesp, que ainda não foi oficialmente notificada da referida ação do Ministério Público Estadual, esclarece que não há imoralidade na manutenção de seus procuradores jurídicos no quadro de pessoal da Universidade, tampouco no pagamento dos vencimentos a que fazem jus pelo exercício de suas atribuições, estando todos eles sujeitos à aplicação do teto constitucional, diferentemente do que sugere a Promotoria na ação.

    A constitucionalidade da estrutura da Assessoria Jurídica da Unesp, anterior à atual Constituição Federal, já é tratada em outra ação judicial, que deve ser respeitada, e está sub judice, à espera de um pronunciamento definitivo do Poder Judiciário. Sobre a prática de nepotismo, já foi demonstrado em inquérito aberto pela Promotoria que não existe tal situação. Sendo assim, não há o que se falar em improbidade administrativa. Pautada na longa trajetória de serviços públicos prestados pelas pessoas citadas na ação, a Universidade defende a idoneidade de todos e a lisura dos procedimentos administrativos ora questionados.”

     

  • Mulher exibe genitália de ex-jogador do Flamengo sem querer na web e rebate críticas: ‘plantem berinjelas’

    Mulher exibe genitália de ex-jogador do Flamengo sem querer na web e rebate críticas: ‘plantem berinjelas’

    Vereador de Praia Grande (SP), Whelliton Silva (PL) disse que ‘vazamento’ foi descuido enquanto ele celebrava o aniversário da companheira em um quarto de hotel em Paraty (RJ).

    O ex-jogador de futebol e hoje vereador Whelliton Silva (PL), de Praia Grande, no litoral de São Paulo, teve a genitália exposta sem querer pela esposa, Janaina Ballaris, que é ex-vereadora da cidade. Por meio das redes sociais, ela brincou sobre a situação e sugeriu que os críticos ‘plantassem berinjelas’.

    Ao g1, o casal disse, nesta quarta-feira (13), que o ‘vazamento’ aconteceu por acaso. Eles celebravam o aniversário de Janaina em um quarto de hotel em Paraty (RJ) quando ela registrou o momento em um vídeo ‘selfie’. Whelliton apareceu sem roupas atrás dela enquanto se trocava.

    “Como o Whelliton é negão e eu estava gravando de frente para o sol, não consegui ver quem estava atrás, [pois o fundo] fica escuro”, brincou Janaina, no Instagram.

    ⚠️O grupo antigo será desativado. Mesmo se você já faça parte da nossa comunidade, é preciso se inscrever novamente.

    A ex-vereadora acrescentou que o vídeo ficou visível na rede social por aproximadamente 1h30, quando foi alertada por uma amiga sobre o ocorrido e logo apagou o conteúdo. Apesar disso, o momento em que Whelliton aparece sem roupas foi ‘printado’ por internautas.

    “A felicidade alheia não deveria ser motivo de tanta inveja, vão plantar berinjela”, escreveu Janaina, em outra postagem nas redes sociais.
    O que diz o casal
    Segundo Janaina e Whelliton, o ‘descuido’ aconteceu em um momento de alegria. “Fiquei muito empolgada com o café da manhã na piscina do quarto e então fui gravar, como sempre faço, e não me atentei que ele estava se trocando atrás”, explicou a ex-vereadora.

    Ela ressaltou que, para que a genitália do marido fosse ‘flagrada’ pelos internautas, foi necessária uma “verdadeira ginástica, ampliando e pausando o vídeo”, atitude que, segundo ela, só foi realizada por “pessoas desocupadas e sem nada de importante para fazer”.

    O vereador alegou que o momento faz parte da vida privada do casal. “É bom lembrar que todo mundo que aparece nu, tem a conta desativada. Fato que não ocorreu”, complementou.

    Acusações
    O casal atribuiu o ‘print’ que mostra a genitália de Whelliton à jovem que, em 2022, acusou o vereador de estupro em Praia Grande. Ele negou as acusações à época, e a Justiça arquivou o processo ao acatar um pedido do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP).

    “Se tudo o que essas pessoas têm contra nós é um trecho de um segundo de vídeo mostrando que o meu marido é um homem ‘bem dotado’, – que, aliás nem da pra ver na realidade -, realmente elas devem estar desesperadas por não conseguirem mais nada contra nós”, pontuou Janaina.

    Whelliton Augusto Silva atuava como atacante. Ele estreou profissionalmente em 1993, no Santos, quando já tinha 19 anos. Em 1995, foi vice-campeão brasileiro com o time.

    Durante a carreira, ele ainda defendeu o Vila Nova, Anápolis, Santo André, Corinthians Alagoano e o Boavista, onde foi campeão português em 2000 e 2001. Em 2004, assinou com o Flamengo, pelo qual atuou em 19 partidas. Entre 2005 e 2006, defendeu a Portuguesa e o CRB, seu último clube como profissional.

    Ele começou na carreira política quando virou presidente do diretório do PT em Praia Grande. Em 2020, Whelliton filiou-se ao PL para concorrer a uma vaga na Câmara Municipal e ficou em 16º lugar na eleição para vereador, com 1.540 votos.

  • MP denuncia dono de academia que proibiu mulher trans de usar o banheiro feminino: ‘ainda tenho sequelas

    MP denuncia dono de academia que proibiu mulher trans de usar o banheiro feminino: ‘ainda tenho sequelas

    Promotoria de Peruíbe (SP) denunciou dono e advogada de uma academia por transfobia e pediu que a vítima seja indenizada por danos morais no valor de R$ 100 mil. Além disso, foi solicitado que a autoridade policial retire do Boletim de Ocorrência (BO) o antigo nome da mulher.

    O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP) recebeu a denúncia do Ministério Público de São Paulo (MPSP) contra o dono e a advogada de uma academia em Peruíbe, no litoral do Estado, que proibiram uma mulher transexual de usar o banheiro feminino e reclamaram do jeito dela falar e, também, das roupas que usava para treinar.

    Ao g1, nesta quarta-feira (12), a vítima Paola Bandeira, de 28 anos, disse que precisou mudar de cidade após ter sido vítima de transfobia. Entretanto, afirma que o fato do caso não ter sido esquecido enche o “coração de alegria”. (Clique aqui para entender o que aconteceu com Paola).

    “Somos seres humanos, merecemos dignidade e respeito, ainda tenho sequelas [emocionais] daquele dia. Me lembro como se fosse hoje a humilhação que passei na frente de outras pessoas. Só quero justiça para outras na mesma condição que eu não venham passar essa frustração na vida”.
    Na época do ocorrido, o dono e advogada da academia convocaram Paola para uma reunião e classificaram o comportamento e as roupas dela como “inadequados”. Além disso, questionaram se ela teria mudado de nome em cartório e feito cirurgia de redesignação sexual. Após a vítima negar ter feito a operação, foi informada de que não poderia usar o banheiro feminino.

    Denúncia
    Segundo o MP-SP, o dono e a advogada da academia foram denunciados por racismo motivado por transfobia. O promotor Danilo Keiti Goto solicitou que a vítima seja indenizada por danos morais coletivos no valor de R$ 100 mil e pediu que a autoridade policial retire do Boletim de Ocorrência (BO) o antigo nome dela.

    “Não há justificativa para utilização do antigo nome da vítima nos autos do inquérito policial, porquanto potencializa a sua revitimização [sofrimento repetitivo], especialmente por envolver um registro policial que trata justamente de transfobia”, afirmou o promotor, em nota.
    A reportagem questionou a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) sobre o motivo de terem registrado o BO com o nome antigo da vítima, sendo que Paola já havia feito a mudança no cartório. A pasta informou investigar o caso.

    No documento obtido pelo g1, a juíza Danielle Câmara recebeu a denúncia e solicitou que os acusados respondam às acusações em um prazo de dez dias. Caso não apresentem resposta, o processo será suspenso e há possibilidade de prisões preventivas serem decretadas.

    O g1 tentou contato com o dono e advogada da academia, mas não os localizou até a última atualização desta matéria. A reportagem também solicitou um posicionamento da OAB de Peruíbe, mas ainda não obteve resposta.

    Paola

    De acordo com Paola, a maioria dos alunos ficaram do lado dela e saíram da academia. No entanto, após a repercussão do caso, a vítima passou a ser reconhecida em Peruíbe e pessoas preconceituosas passaram a abordá-la na rua. Por este motivo, precisou mudar de cidade.

    “Uns preconceituosos estavam mexendo comigo na rua e não tinha isso antes […]. Estava difícil ficar em Peruíbe, eu estava com fobia de sair na rua. Eu me arrumava todinha e quando chegava na hora de sair o meu coração acelerava, eu já estava entrando em uma depressão”, explicou.
    Paola afirmou que ainda está se recuperando das sequelas causadas pelo episódio, que intitula como “os piores momentos” que já viveu. Agora, se sente melhor com a decisão. “A Justiça pode demorar um pouquinho, mas uma hora aparece […]. Lutei tanto para ser reconhecida”.

    O advogado de Paola, Renan Gutevein, destacou que decisões como esta são importantes para que as pessoas entendam os direitos da comunidade LGBTQIAP+. “Espero que o Poder Judiciário, o Ministério Público e a Advocacia se unam cada vez mais em prol destes direitos, sobretudo gerando precedentes para que fatos envolvendo Transfobia ocorram cada vez menos”.

    Relembre o caso
    Em janeiro de 2022, Paola disse que o dono da academia reclamou, por meio de uma conversa mediada por uma advogada, de ela usar o banheiro feminino, do jeito dela falar e, também, das roupas que usava para treinar.

    À época, ao g1, a advogada relatou que apenas foi contratada para mediar a conversa e “tentar apaziguar a situação”, mas que não foi preconceituosa e nem o dono do estabelecimento.

    Durante a conversa, que foi gravada, a advogada levantou alguns assuntos, que, segundo ela relatou ao g1, foram ditos à pedido do proprietário da academia. No vídeo, registrado por amigas de Paola, é possível ouvir um trecho da conversa:

    Advogada: “Toda academia tem suas regras. Porque tem pessoas de vários tipos religiosos, pessoas evangélicas. […] Como você bem sabe, aqui não há discriminação, tanto é que ele [dono da academia] aceita pessoas de todos os gêneros. Só que é o seguinte, toda academia tem suas regras. […] Mas seu comportamento não é adequado à academia, pela vestimenta, pela maneira de falar, porque cada um tem seu palavreado né, seu jeito, só que as vezes dentro de um local temos que pensar nas palavras, porque como tem pessoas evangélicas aqui dentro”.
    Advogada: “E uma coisa que eu gostaria também Paloma, desculpe até perguntar. Eu sei que você é bonita, uma pessoa […]”
    Paola: “Eu sou transexual, o nome, com nome trocado também em cartório também”.
    Advogada: “Mas você chegou a fazer cirurgia?”
    Paola: “Cirurgia não, por enquanto não, por ser muito caro”
    Advogada: Sabe porque tô falando, porque é o seguinte, como você tem o órgão genital masculino, se fosse uma pessoa com cirurgia podia estar usando o banheiro das mulheres. Mas pelo fato de você ter o órgão masculino isso impede que você use, porque outras pessoas né, aqui pode ter senhoras.

    Pouco depois o proprietário diz na conversa que não tem preconceito contra ela, mas que ficava incomodado com algumas palavras que ela dizia às amigas, como “gostosa” e “racha”, afirmando que são palavras que não condizem com um ambiente familiar.

    Paola explicou que “racha” era um vocabulário da Bahia e que as amigas não ligavam dela chamar elas de gostosas.

     

  • Justiça decreta prisão de pai de santo acusado de importunação sexual contra mulheres durante consultas na Zona Leste de SP

    Justiça decreta prisão de pai de santo acusado de importunação sexual contra mulheres durante consultas na Zona Leste de SP

    Ao menos oito mulheres ouvidas pela Polícia Civil acusam Laércio José de Oliveira de abusos. Médium dizia que as vítimas precisavam de limpeza espiritual e, para que isso acontecesse, era necessário que tivessem relações sexuais com ele.

    A Justiça de São Paulo decretou nesta terça-feira (12) a prisão de um homem que se apresentava como pai de santo em terreiros de umbanda na Zona Leste. Laércio José de Oliveira é acusado de importunação sexual contra mulheres durante as consultas espirituais.

    Ao menos oito mulheres ouvidas pela Polícia Civil denunciaram os abusos. Pelo menos três vítimas foram ouvidas pelo SP1, da TV Globo, na condição de anonimato, e narraram os abusos.

    Laércio ainda não foi preso e está sendo procurado pelos investigadores.

    Segundo as vítimas, o pai de santo dizia que as mulheres precisavam de limpeza espiritual e, para que isso acontecesse, era necessário que os dois tivessem relações sexuais.

    “Ele tentou tocar nas minhas genitais, eu não permiti. Tentou fazer com que eu tocasse na genital dele, eu também não quis. Foi quando ele começou a se masturbar na minha frente. Ele falava que era necessário para quebrar o trabalho [que tinham feito contra mim]”, declarou uma das vítimas.
    “Me senti completamente abalada. Só sabia chorar. No momento que ele tava fazendo, eu já tava chorando. Assim que ele foi embora, pensei até em tirar minha vida para ser bem sincera. Porque eu tava muito mal…muito”, completou a mulher.

    Ela não foi a única. Ao longo de dois anos, pelo menos mais sete mulheres denunciaram Laércio por atitudes parecidas. Uma delas é menor de idade.

    “No dia que eu fui até o terreiro, a esposa dele não estava presente e por ser uma pessoa que eu conheci eu confiava, acabei me consultando com as entidades dele. Foi um momento que ele acabou me levando para um canto mais afastado, que não tem muita visibilidade, e antes de acontecer, ele perguntou diversas vezes eu confiava nele. Aí ele colocou a mão dele dentro da minha blusa”, narrou outra moça.
    A terceira vítima diz que foi atacada durante uma consulta em 2020, enquanto ele atuava como médium em outra casa.

    “Ele enfiou a mão nos meus seios e começou a apertar, apertar. Fiquei em choque, não sabia o que fazer. Segurei a mão dele e tirei bruscamente. Ele me puxou pelo braço e falou ‘se você contar para alguém que eu fiz isso, eu vou falar para todo mundo que você veio aqui para fazer amarração para o meu ex. Ninguém vai acreditar em você. Você nunca mais vai poder pisar nessa casa’”, contou a moça.

    O que diz a defesa do acusado
    Em nota, os advogados de Laércio José de Oliveira – Andreia Gomes Fonseca e Rafael Breim – disseram que “o réu acompanhou diretamente toda a investigação criminal, comparecendo de forma espontânea a todos os atos para os quais foi convocado, inclusive indicou, por sua defesa, testemunhas para serem ouvidas”.

    Os advogados também refutaram as acusações das vítimas: “Durante a instrução processual demonstrará de forma cabal sua inocência. Quanto a decretação da prisão, entende a defesa que não restou devidamente fundamentada e que buscará junto ao Judiciário sua revogação para que possa acompanhar o desenrolar do processo em liberdade, tal como lhe garante a Constituição Federal e a Lei processual brasileira.”

    Quem é Laércio José de Oliveira?
    Entre 2020 e 2022, Laércio integrou dois terreiros na Zona Leste da capital paulista. Em um deles, atuou como médium.

    Em 2021, o pai de santo abriu a própria casa de umbanda, onde ainda atuava neste ano.

    Aos poucos, as vítimas dos dois locais foram tomando conhecimento dos casos umas das outras. Foi então que elas decidiram se unir e denunciar.

    “A gente começou a ver as meninas que se afastaram do terreiro, que cortaram vínculos e tudo mais e conforme a gente ia descobrindo outros casos, outras situações, era para tentar fazer alguma coisa assim, que que impedisse que ele continuasse porque ainda assim tem pessoas que, que fecham os olhos diante do que aconteceu, tem pessoas que ele ainda consegue manipular, enfim, de forma psicológica falando que é tudo uma conspiração contra ele contra a família dele”, declarou uma das vítimas.

    Prisão decretada
    A Polícia Civil informou que o homem citado foi investigado por meio de dois inquéritos policiais, que tramitaram pela 5° Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).

    As investigações apuraram a prática de crimes sexuais contra ao menos sete vítimas.

    Em março deste ano, a Polícia Civil encaminhou os casos ao Ministério Público de São Paulo, que pediu a prisão preventiva de Laércio, alegando que “na condição de líder espiritual, ele abusava sexualmente de vítimas que o procuravam para pedir ajuda”.

    A Justiça acolheu o pedido do MP e decretou a prisão dele. Diligências policiais estão em andamento para localizar e prender o criminoso, segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP).

    “O modo de agir dele tem um padrão. Isso é muito interessante de ser observado, né? isso se repete interessante que isso se repete de maneira quase que em série com todas as vítimas. O que se fala, o que se faz e o resultado, é quase que sempre o mesmo, né? E colocando as vítimas sempre nessa posição de aprendizes, de ouvintes ali da palavra do líder. E ele se utiliza dessa posição. E terminava sempre levando elas para ambientes em que ficavam só os dois para perpetrar esses crimes sexuais”, declarou o advogado Gabriel Calze, que representa ao menos seis vítimas.

    Comunidade condena ações de Laércio
    O antropólogo Rodney William é babalorixá e especialista em religiões de matriz africana. Ele diz que atitudes como a de Laércio são condenadas pela comunidade da Umbanda e são representam a religião.

    “As religiões de matrizes africanas são religiões que reproduzem a família extensa africana, que foi esfacelada com o processo de escravização. Então, é uma família que via trazer esse sentimento, esse afeto e apoio que é tão fundamental pra um ser humano se constituir como pessoa. Uma pessoa não pode ir pra um terreiro – que está voltado pra trazer a paz, conforto, harmonia, para sua vida espiritual – e ser vítima de abusos dentro do terreiro”, comentou.

    As vítimas de Laércio narram que não abandonaram a religião depois das ações do pai de santo, mas foram buscar ajuda em outros terreiros.

    “Hoje em dia eu tô em outra casa que eu fui muito bem acolhida. Na verdade, se não fosse a casa acho que eu não teria aguentado tudo que eu aguentei”, contou uma das vítimas.
    “Eu não consigo esquecer o que ele fala voz ainda fica grudada na minha mente. Eu tô fazendo tratamento com psicólogo, para tentar me libertar, desse trauma”, declarou outra mulher.

  • Técnico de enfermagem é acusado de estuprar paciente em UTI; testemunha diz ter presenciado abusos mais de uma vez

    Técnico de enfermagem é acusado de estuprar paciente em UTI; testemunha diz ter presenciado abusos mais de uma vez

    Vítima estava internada desde 27 de agosto em hospital na Grande SP e não conseguia falar por conta do impacto do acidente doméstico que sofreu. Mesmo assim, ela indicou desconforto no corpo para cunhada. Técnico de enfermagem está preso temporariamente desde domingo (10).

    Um técnico de enfermagem do Hospital Regional de Osasco, na Grande São Paulo, é o principal suspeito de ter estuprado uma paciente no leito da UTI no último sábado (9). O acusado está preso temporariamente desde domingo (10).

    O hospital afirma que repudia casos de abuso e que abriu uma investigação interna. Disse também que a vítima está isolada em um leito, com acompanhamento 24 horas da família (leia mais abaixo).

    A denúncia foi feita pela cunhada da vítima, que está internada desde 27 de agosto. O paciente que estava no leito ao lado testemunhou o abuso, segundo Boletim de Ocorrência registrado no 9° Distrito Policial.

    A cunhada relatou que foi visitar a vítima depois que ela foi internada por ter sofrido um acidente doméstico.

    Ao relatar o crime, a cunhada disse que a vítima, que tem 43 anos, não conseguia se comunicar por causa do impacto da queda, mas demonstrou sentir incômodo nas partes de baixo do corpo. Ela então buscou entender o que tinha acontecido e conversou com uma enfermeira, que avisou que, no momento da troca de fralda, houve uma confuta inadequada por parte de um profissional, mas não entrou em detalhes.

    A cunhada, então, entrou em contato com um advogado e com a polícia. Estes conversaram com um paciente que estava internado ao lado da vítima. Ele relatou ter visto uma movimentação estranha no leito vizinho, além de ter percebido que um técnico de enfermagem, Anderson Leonel da Silva, que estava cuidando dos pacientes dava mais atenção para uma paciente específica.

    Em determinado momento, o paciente disse que viu o técnico fechar o biombo, levantar o lençol da paciente e ficar mexendo na parte de baixo do corpo dela.

    Na noite de sexta (8), o paciente disse que viu Anderson ir mais uma vez ao leito da vítima. Desta vez, ele se abaixou para tentar ver o que estava acontecendo e flagrou o funcionário com a boca nos seios da vítima deitada.

    A esposa do paciente contou que, quando o marido reagiu ao ver o que estava sendo feito, o técnico ameaçou aplicar uma injeção nele caso revelasse o que tinha presenciado.

    Após a ameaça, o paciente combinou com outro vizinho de leito de revezarem o sono para vigiar as condutas do técnico de enfermagem.

    O irmão da vítima disse que não quer falar no momento sobre o ocorrido.

    A esposa da testemunha também contou que questionou enfermeiras e médicos e foi informada que o crime ainda estava sendo apurado e que as respostas das enfermeiras eram sempre evasivas, assegurando que “nada de mais grave” teria ocorrido, que seria “superficial” apenas a conduta do técnico, assim como foi dito para a cunhada da vítima.

    A Secretaria Estadual da Saúde informou, em nota, que “o Hospital Regional de Osasco Dr. Vivaldo Martins Simões repudia veementemente qualquer tipo de abuso dentro ou fora da unidade. Imediatamente após a denúncia do caso, o hospital prestou toda assistência e acolhimento à paciente em um leito isolado, com direito a acompanhante familiar 24hrs por dia”.

    O comunicado também afirma que “um processo de apuração interna foi aberto pela unidade, que segue investigando o caso. O funcionário, que era terceirizado, entrou para o quadro de colaboradores há 5 meses. Não houve prestação de serviço em nenhuma outra unidade de administração direta do Estado. O funcionário acusado foi afastado antes mesmo de ser preso pela Polícia Civil. O Hospital segue à disposição das autoridades para contribuir com as investigações”.

    A TV Globo não conseguiu localizar a defesa do suspeito preso. O Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo informou que abriu uma sindicância pra investigar o caso e, se a infração for confirmada, o profissional pode ser multado e até perder a licença para trabalhar.

     

  • Deputada Valeria Bolsonaro usa expressão racista para denunciar parlamentar negra do PSOL na Alesp também por racismo

    Deputada Valeria Bolsonaro usa expressão racista para denunciar parlamentar negra do PSOL na Alesp também por racismo

    Em representação contra a deputada Mônica Seixas (PSOL) no Conselho de Ética, parlamentar do PL usou a expressão ‘denegrir’. Valéria acusa a colega de ter feito fala racista durante participação da secretária de Políticas para Mulher, Sonaira Fernandes, em comissão na Casa.

    A deputada estadual Valéria Bolsonaro (PL) protocolou uma representação no Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) contra a deputada negra Mônica Seixas (PSOL) por racismo.

    Na representação, no entanto, ela usa a palavra “denegrir”, considerada uma expressão racista.

    O imbróglio entre as duas parlamentares aconteceu durante a reunião no último dia 8 de setembro da Comissão dos Direitos das Mulheres, que recebeu a secretária de Políticas para Mulher do estado de São Paulo, Sonaira Fernandes, para prestar contas de sua gestão à frente da pasta criada recentemente pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

    A sessão foi presidida por Valéria Bolsonaro e foi bastante tumultuada. Mônica Seixas fez uma crítica de que a pasta, criada em janeiro, segue sem orçamento e, por isso, a secretária, que é negra, não teria autonomia para implementar ações e políticas públicas.

    “A gente sabe que mulheres e negros são usados como ‘token’ para atrasar a luta das mulheres e de negros e negras”, disse Mônica Seixas.

    O conceito de “token” ou “tokenismo” é usado quando uma organização, por exemplo, contrata ou dá cargos de liderança para pessoas negras, mas na prática essas pessoas não têm poder de decisão. É uma escolha apenas para gerar uma sensação de diversidade, sem que se tenha um esforço real para incluir.

    Segundo a representação de Valéria Bolsonaro, as palavras de Mônica Seixas teriam “a finalidade de atingir diretamente a honra da secretária”. A deputada considera que a colega parlamentar cometeu crimes de “injúria e difamação” ao atribuir à secretária o rótulo de “token”.

    “A parlamentar incorre em conduta extremamente indecorosa, com abuso de prerrogativas, extrapolando qualquer limite da sua imunidade parlamentar, pois está a denegrir a honra da senhora secretária”, escreveu a deputada do PL.
    A palavra denegrir, no entanto, é considerada um termo racista. Embora seu significado seja “tornar escuro”, “enegrecer”, ela é usada para expressar como sinônimo de difamar ou caluniar, algo que está “manchando a reputação de alguém”. Ou seja, associando o “negro” ou “preto” ao que é ruim, pejorativo. Não há essa mesma associação negativa, por exemplo, no termo “embranquecer”.

    Por isso, o movimento negro tem defendido que, nesse contexto, a palavra “denegrir” seja substituída por outras como “depreciar”, “difamar”, “manchar” ou “prejudicar”, por exemplo.

    Na sessão, a secretária Sonaira Fernandes defendeu a pasta e a sua atuação.

    “Quando essa Casa votou a LOA (Lei Orçamentária Anual), a Secretaria da Mulher não existia ainda. O governo Tarcísio está em uma organização administrativa e por isso não foi aberto outro caixa. Eu jamais estaria ocupando um espaço, um cargo, em que eu estivesse sofrendo qualquer tipo de violência.”

    “O respeito precisa começar por nós. Quando a senhora diz que eu me presto ao papel de servir de massa de manobra, a senhora está me desrespeitando e cometendo violência”, respondeu a secretária para a deputada do PSOL.

    O que diz a deputada do PSOL
    Segundo Mônica Seixas, o governador Tarcísio poderia ter remanejado verba para a pasta, já que 20% do orçamento é flexível para ser alocado em outras áreas, diferente do previsto na lei orçamentária. Mas isso não foi feito em relação à secretaria da mulher.

    “A minha ofensa, nesse caso, não foi à secretária, mas ao governador. É muito comum pessoas brancas colocarem pessoas negras em postos de chefia, mas não permitir que elas consigam trabalhar. As pessoas negras ‘tokenizadas’ são vítimas. Ter representação não significa representatividade”, afirmou à GloboNews a deputada Mônica Seixas.

    A representação agora será julgada pelo Conselho de Ética da Alesp. A deputada do PSOL será notificada para apresentar sua defesa prévia em um prazo de cinco sessões legislativas.

    Após, o presidente do conselho, o deputado Barros Munhoz (PSDB) convoca uma reunião para os membros do grupo julgarem a admissibilidade da representação –que pode ser já arquivada ou seguir para ser de fato julgada.

  • Homem é preso suspeito de estuprar e manter a cunhada em cárcere privado com o filho e o marido no litoral de SP

    Homem é preso suspeito de estuprar e manter a cunhada em cárcere privado com o filho e o marido no litoral de SP

    Agressor estava armado com uma faca e também sequestrou o marido e filho da vítima. O caso aconteceu em São Vicente (SP).

    Um homem, de 39 anos, foi preso suspeito de ter sequestrado, estuprado e mantido em cárcere privado a cunhada, em São Vicente, no litoral de São Paulo. Conforme apurado pelo g1, nesta terça-feira (12), o marido e o filho da vítima também foram levados pelo agressor, que usou uma faca para ameaçá-los — o homem chegou a ser machucado no polegar direito e antebraço esquerdo.

    O marido, de 31 anos, contou à Polícia Civil ter fugido da casa do suspeito com a esposa e o enteado. Depois, ao chegar a um lugar considerado seguro, ligou para a Polícia Militar, que se deslocou até o imóvel do suspeito no último domingo (10).

    No local, os policiais encontraram o homem e uma faca com sangue. Ele foi conduzido à delegacia e, de acordo com o Boletim de Ocorrência (BO), se manteve em silêncio o tempo todo.

    A equipe da Polícia Civil, portanto, entrou em contato com a família e soube que a mulher, de 45 anos, estava no Hospital Municipal. A vítima contou aos policiais que, ameaçada com uma faca, foi obrigada pelo suspeito a deixá-lo praticar sexo oral nela e, depois, teve que fazer nele.

    Após ouvir as vítimas, os policiais deram voz de prisão ao suspeito. O caso foi registrado como lesão corporal, estupro, sequestro e cárcere privado na Delegacia Sede de São Vicente.

  • Homem é preso suspeito de estuprar e manter a cunhada em cárcere privado com o filho e o marido no litoral de SP

    Homem é preso suspeito de estuprar e manter a cunhada em cárcere privado com o filho e o marido no litoral de SP

    Agressor estava armado com uma faca e também sequestrou o marido e filho da vítima. O caso aconteceu em São Vicente (SP).

    Um homem, de 39 anos, foi preso suspeito de ter sequestrado, estuprado e mantido em cárcere privado a cunhada, em São Vicente, no litoral de São Paulo. Conforme apurado pelo g1, nesta terça-feira (12), o marido e o filho da vítima também foram levados pelo agressor, que usou uma faca para ameaçá-los — o homem chegou a ser machucado no polegar direito e antebraço esquerdo.

    O marido, de 31 anos, contou à Polícia Civil ter fugido da casa do suspeito com a esposa e o enteado. Depois, ao chegar a um lugar considerado seguro, ligou para a Polícia Militar, que se deslocou até o imóvel do suspeito no último domingo (10).

    No local, os policiais encontraram o homem e uma faca com sangue. Ele foi conduzido à delegacia e, de acordo com o Boletim de Ocorrência (BO), se manteve em silêncio o tempo todo.

    A equipe da Polícia Civil, portanto, entrou em contato com a família e soube que a mulher, de 45 anos, estava no Hospital Municipal. A vítima contou aos policiais que, ameaçada com uma faca, foi obrigada pelo suspeito a deixá-lo praticar sexo oral nela e, depois, teve que fazer nele.

    Após ouvir as vítimas, os policiais deram voz de prisão ao suspeito. O caso foi registrado como lesão corporal, estupro, sequestro e cárcere privado na Delegacia Sede de São Vicente.

  • Nardoni, Gil Rugai, Cravinhos e Lindemberg: Detentos deixam cadeia para saída temporária em Tremembé, SP

    Nardoni, Gil Rugai, Cravinhos e Lindemberg: Detentos deixam cadeia para saída temporária em Tremembé, SP

    Essa é a terceira saída temporária do ano, que tem duração de sete dias. Detentos beneficiados devem retornar para os presídios até a próxima segunda-feira (18).

    Milhares de presos do regime semiaberto deixam os presídios paulistas nesta terça-feira (12) para a saída temporária. Detentos como Alexandre Nardoni, Gil Rugai, Cristian Cravinhos e Lindemberg Alves estão entre os que são beneficiados com a medida prevista em lei.

    Em Tremembé, no interior de São Paulo, os detentos começaram a ser liberados a partir das 6h. Essa é a terceira saída temporária do ano, que tem duração de sete dias, e é prevista em calendário definido pelo Tribunal de Justiça.

    Os presos beneficiados com a medida devem retornar à prisão na próxima segunda-feira (18).