Tag: São Bernardo do Campo

  • Empresa de motorista recebeu milhões em campanhas do PT e levanta suspeitas em prestações de contas eleitorais

    Empresa de motorista recebeu milhões em campanhas do PT e levanta suspeitas em prestações de contas eleitorais

    Focal Confecção e Comunicação, com capital de R$ 30 mil, recebeu cerca de R$ 25 milhões da campanha de Dilma Rousseff e já foi apontada em análises do TSE por irregularidades em notas fiscais; caso envolve sócios com baixa renda formal e histórico de vínculos com campanhas petistas

    SÃO PAULO — Uma das empresas que mais recebeu dinheiro da campanha da presidente Dilma Rousseff tem como sócio um motorista com salário de R$ 2 mil. A Focal Confecção e Comunicação embolsou R$ 23,9 milhões pelo fornecimento de material gráfico e montagem de palanques, embora tenha capital social de apenas R$ 30 mil. A firma é de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, e a despesa com ela só foi menor do que a registrada com o marqueteiro João Santana. Prestações de contas de eleições passadas mostram que a Focal é uma antiga fornecedora de campanhas petistas. Notas fiscais da empresa foram consideradas irregulares por técnicos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que examinaram as contas da campanha de Dilma.

    A participação de Elias Silva de Mattos, que era motorista até o ano passado e recebia cerca de R$ 2 mil por mês, no quadro societário da empresa foi divulgada ontem pelo jornal “Folha de S.Paulo”. Elias passou a fazer parte da firma em novembro de 2013 com uma participação de R$ 3 mil do valor total da empresa. A outra sócia é Carla Regina Cortegoso, com cota de R$ 27 mil.

    Carla é filha do empresário Carlos Cortegoso, que apareceu nas investigações do mensalão em uma lista entregue pelo publicitário Marcos Valério à CPI do Correios, ao Ministério Público e à Polícia Federal como um dos recebedores de dinheiro (R$ 400 mil) do esquema. Na época, o operador do mensalão, um dos condenados que cumpre pena em regime fechado, disse que o repasse à Focal era para pagar pela venda de camisetas ao PT na campanha.

    Nas últimas eleições, o PT tem sido o principal cliente da empresa. Neste ano, dos 23 candidatos que declararam despesas com a Focal, 21 são do partido — entre eles o candidato ao governo de São Paulo Alexandre Padilha e a ex-ministra e candidata ao governo do Paraná Gleisi Hoffmann. Os outros dois são os deputados Arnaldo Faria de Sá (PTB) e José Luiz Penna (PV). A campanha de Dilma registrou gastos de R$ 23,9 milhões com a empresa; as demais, juntas, R$ 1,6 milhão.

    CASA NOS FUNDOS

    O GLOBO esteve na sede da Focal e no endereço residencial de Elias, ambos em São Bernardo do Campo. No entanto, ninguém foi encontrado para comentar o caso. Na empresa, onde funciona uma gráfica, duas pessoas em duas entradas diferentes disseram que Carlos, Carla e Elias não se encontravam. Um funcionário passou o número do telefone da administração. Em todas os contatos, a secretária informou que nenhum dos três estava, anotou recado, mas não houve retorno.

    Elias mora em uma casa de fundos, em um bairro na periferia de São Bernardo. A moradora da residência da frente informou que o vizinho sai para trabalhar cedo e só volta à noite. Segundo ela, ele mora sozinho. Chama a atenção, no portão de entrada para os fundos, uma pequena câmera colocada na parte superior.

    A reportagem também tentou contato por telefone com Carla, sem sucesso.

    À “Folha”, Elias disse que não estava “preparado para falar” sobre a empresa e, num desabafo, afirmou que sabia que a Focal “ia virar um transtorno” para a sua vida.

    Carlos Cortegoso foi o único a dar entrevista à “Folha”, apesar de não ser sócio oficial da empresa. Segundo ele, “todo mundo tem o direito de ascender na escala social mediante o trabalho e competência”.

    O tesoureiro da campanha de Dilma Rousseff, deputado estadual Edinho Silva (PT), confirmou a relação antiga entre a Focal e o PT e disse que a empresa recebeu pagamentos porque prestou serviços de montagem de palanques e de material gráfico para a reeleição da presidente.

    — Essa empresa fornece serviços para o PT desde que o partido existe. O Carlão (Carlos Cortegoso) , dono da Focal, que é de São Bernardo do Campo, monta palanques e faz serviços gráficos não só para o PT, mas para outros partidos também — afirmou Edinho.

    “Virou devassa contra o PT”

    Quanto à presença de um motorista entre os sócios da firma, o deputado defendeu que não cabe à equipe de campanha conhecer detalhes do quadro de sócios de um fornecedor antes de contratá-lo.

    — Não quero mexer nisso. Um tesoureiro de campanha não tem como saber quem é o sócio de cada uma das centenas de empresas que prestam serviço. A Focal prestou serviços, apresentou notas das despesas e foi paga pelos valores apresentados. Para mim, isso é o suficiente. Não será por isso que o TSE rejeitará nossas contas — argumentou Edinho.

    Para o tesoureiro da campanha de Dilma, não há ilegalidade nas contas.

    — Virou devassa contra o PT — reclamou.

  • Vereadora critica partido por exclusão e acusa prática de “velha política” em São Bernardo

    Vereadora critica partido por exclusão e acusa prática de “velha política” em São Bernardo

    Luana Eloá diz ter sido ignorada em decisões da legenda e questiona desvalorização feminina no cenário político

    A vereadora Luana Eloá expôs que seu partido de agiu com exclusão, falta de diálogo e práticas políticas ultrapassadas em São Bernardo do Campo.

    Mesmo sendo a única vereadora eleita da legenda na cidade, Luana afirmou que foi ignorada nas decisões mais recentes, a parlamentar foi além, segundo ela, o partido “demonstrou ser mais do mesmo” ao conduzir a filiação de Morando, destacando ainda que o ex-prefeito foi apoiado por Michel Temer, a quem classificou como representante da “velha política nacional”.

    Ela criticou o fato de não ter sido sequer comunicada ou convidada para um ato político de grande relevância, classificando a situação como desrespeito institucional.

    Luana também levantou o debate sobre a desvalorização da mulher na política, questionando se um homem, na mesma posição, seria tratado da mesma forma.

    A parlamentar também fez um contraste direto entre a postura do partido e sua própria atuação, destacando que tem buscado diálogo institucional com o prefeito eleito Marcelo Lima em prol da cidade. “Quem não dialoga dentro do próprio partido dificilmente dialogará com a população”, declarou.

  • Rede Cultural Beija-Flor leva jovens de comunidades ao ensino superior com projeto Meninas Valentes

    Rede Cultural Beija-Flor leva jovens de comunidades ao ensino superior com projeto Meninas Valentes

    Iniciativa que começou com bolsas no ensino médio garante graduação para cinco estudantes de comunidades de Diadema, São Bernardo do Campo e São Paulo

    Ciente da importância da educação na vida dos jovens e o impacto em toda a família, em 2023 a Rede Cultural Beija-Flor (RCBF) deu início ao projeto “Meninas Valentes”, com bolsas de estudos em escola particular de alto padrão para garotas moradoras das comunidades atendidas pela Beija-Flor em Diadema, São Bernardo do Campo e São Paulo. Ao longo de três anos, elas tiveram todos os gastos custeados pelo projeto. Após a formatura, no final de 2025, chegou o momento tão aguardado de ingresso no Ensino Superior.

    Vulnerabilidade social, baixa qualidade de ensino e a necessidade de largar os estudos para trabalhar são alguns dos motivos que dificultam a entrada e permanência dos jovens nas faculdades do país. Dados do Censo 2022 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontam que a porcentagem de jovens na faixa etária de 18 a 24 anos cursando uma graduação naquele ano era de 18,1% a 20,2%.

    Laura Freires Merlin, 18 anos, é uma das participantes do projeto “Meninas Valentes”. “Começar a faculdade tem sido uma experiência muito emocionante para mim”, conta. A jovem iniciou no início deste mês a graduação em Direito, na Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo, conceituada instituição de ensino da região do ABC.

    “Nos primeiros dias senti uma mistura de alegria, orgulho e também um pouco de nervosismo, porque sei que é o início de uma etapa muito importante da minha vida. Estar na faculdade de Direito representa a realização de um sonho que começou a ser construído há alguns anos”, comenta a estudante.

    Durante os próximos anos, o projeto “Meninas Valentes” vai custear as mensalidades para cinco participantes. Além de Laura, também fazem parte Sarah dos Santos (Ciência da Computação) Náthaly Silveira Alves dos Santos (Jornalismo), Antonia Mirella Martins (Relações Internacionais) e Stheffany Melo da Silva (Ciência da Computação).

    Ivone Silva, diretora-executiva da RCBF, ressalta a importância do “Meninas Valentes” na vida das adolescentes. “Além do impacto direto na vida dessas garotas, temos certeza que, com a educação de qualidade, elas terão acesso a bons empregos, o que pode mudar a vida de toda a família”.

    “O intuito do projeto era oferecer uma mudança nas suas realidades e um futuro promissor e cheio de oportunidades. A educação ainda é o melhor caminho para isso, principalmente para meninas que vivem em áreas com altos níveis de vulnerabilidade”, declara Ivone.

    Laura também reconhece o impacto do projeto em sua vida. “O projeto ‘Meninas Valentes’ teve um papel fundamental na minha formação, porque me deu acesso a uma educação de qualidade e me ajudou a acreditar que eu poderia ir mais longe. Hoje, estar na faculdade é, para mim, a prova de que todo esse caminho valeu a pena e que ainda tenho muitos objetivos para conquistar.

    O projeto “Meninas Valentes” é uma realização da Rede Cultural Beija-Flor em parceria com a Children At Risk Foundation – CARF, da Noruega, e patrocínio da Grieg Foundation, instituição que atua em diferentes países com foco em projetos de educação e bem-estar, especialmente para meninas e mulheres.

    Conheça mais sobre a RCBF:

    www.instagram.com/rcbeijaflor
    www.facebook.com/rcbeijaflor

    www.redeculturalbeijaflor.org.br

  • Justiça determina remoção de post da campanha de Morando contra Luiz Fernando, em SBC: ‘montagem para confundir o eleitor’, diz juiz

    Justiça determina remoção de post da campanha de Morando contra Luiz Fernando, em SBC: ‘montagem para confundir o eleitor’, diz juiz

    A campanha de Flávia Morando (União Brasil) fez duas postagens no Instagram ligando o candidato do PT à suposta prática de corrupção. A decisão da Justiça Eleitoral foi publicada nesta segunda (19).

    A Justiça Eleitoral de São Paulo determinou nesta segunda-feira (19) que Flávia Morando (União Brasil) remova duas publicações contra o candidato Luiz Fernando Teixeira (PT) de suas redes sociais.

    Os posts colocaram a foto de Luiz Fernando Teixeira (PT) ao lado de Luiz Marinho, ex-prefeito de São Bernardo do Campo e atual ministro do Trabalho e Emprego do governo federal, com um texto mencionando reportagens sobre suspeita de corrupção de Luiz Marinho.

    Luiz Fernando foi coordenador da campanha de Marinho em 2008 e o ministro apoia abertamente a candidatura de Teixeira à Prefeitura de São Bernardo do Campo neste ano.

    A Justiça inocentou duas vezes Luiz Marinho em um processo de fraude em licitação e desvio de recurso público do Museu do Trabalhador em 2020.

    As publicações alvo das ações foram feitas no dia 17 agosto nos perfis oficiais da campanha de Flávia Morando (União Brasil).

    “Verifica-se que a imagem publicada no Instagram e Facebook, é objeto de uma montagem, com recortes de notícias descontextualizadas, com potencial para confundir o eleitor. Nesse ponto, portanto, quanto à forma utilizada, cabe a intervenção da Justiça Eleitoral”, afirmou o juiz Mauricio Tini Garcia na decisão.

    Em nota, a campanha de Luiz Fernando Teixeira (PT) afirmou que “Justiça intimará Flávia Morando, sobrinha do prefeito Orlando Morando, a remover publicação mentirosa em que imputa crimes ao candidato Luiz Fernando e ao ministro do Trabalho e ex-prefeito Luiz Marinho. Ela veiculou um post com desinformação, ataques e calúnias. Quem não tem o que apresentar, opta pelo caminho das fake news. O baixo nível da campanha começou, mas a Justiça e o povo de São Bernardo não vão fechar os olhos para as mentiras.”

     

  • TCE julga irregular licitação da Câmara de São Bernardo

    TCE julga irregular licitação da Câmara de São Bernardo

    Corte exigiu retificação do edital que previa contrato de R$ 34 milhões com convênio médico para funcionários do Legislativo

    Após acolher as representações do vereador Julinho Fuzari (PSC) e do suplente Fábio Telles (sem partido), o TCE (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo) apontou irregularidades na licitação feita pela Câmara de São Bernardo que previa a contratação de convênio médico para funcionários do Legislativo. A gestão do presidente Danilo Lima (PSDB) queria gastar R$ 34 milhões por um período de 30 meses, mas o conselheiro Antonio Roque Citadini pediu a retificação do edital. 

    Citadini apontou subjetividade na exigência de qualificação técnica, principalmente pelo fato da Câmara usar termos como “bom desempenho” e “complexidade igual ou superior”, uma vez que o edital não indica os critérios por meio dos quais serão analisados os quesitos exigidos. 

    A contratação prevista pelo edital indicava aumento de 146% do contrato da Câmara com a Amil, assinado em 2018 por R$ 13,8 milhões. O pregão também estabelecia a inclusão do renomado Hospital Sírio-Libanês na lista das unidades de saúde oferecidas aos funcionários, algo não determinado pelo contrato com a Amil, além de exigir credenciamento hospitalar em todas as capitais do país. 

    “A defesa não trouxe esclarecimentos sobre a efetiva necessidade de cobertura nacional, o que torna procedente a reclamação. Ainda sobre o assunto, recomendo que a Câmara se atente ao parecer do MPC (Ministério Público de Contas) acerca da reavaliação ou justificação da exigência de credenciamento de hospitais predeterminados”, escreveu Citadini na sentença. 

    A tentativa de contratação feita pela gestão de Danilo Lima não foi bem vista entre os vereadores. A Câmara chegou a suspender o certame em meio à polêmica, ação que também foi tomada pelo TCE, no fim de outubro, para que uma análise técnica fosse feita. Com a sentença decretada por Citadini, o Legislativo terá que fazer um outro edital. 

    Com o edital suspenso e o contrato com a Amil se encerrando, a gestão tucana se viu obrigada a renovar com a empresa de forma emergencial por um ano. 

    “Essa contratação seria um tapa na cara da população são-bernardense, principalmente por quase triplicar o contrato de um convênio que já é bom quando comparado aos padrões enfrentados pela população brasileira”, comentou Julinho Fuzari. 

    O parlamentar também citou o atual momento da saúde pública de São Bernardo, cujos problemas têm sido denunciados pelo Diário há pelo menos cinco meses. “As pessoas reivindicam atendimento básico na saúde, aguardam por horas nas UPAs (Unidades de Pronto Atendimento), então não podemos colocar em pauta o aumento do nosso próprio plano de saúde”, disse.

     

  • Por erro médico, mulher trata câncer inexistente durante 6 anos em SP: ‘tormento, dor crônica, perda óssea, fadiga’

    Por erro médico, mulher trata câncer inexistente durante 6 anos em SP: ‘tormento, dor crônica, perda óssea, fadiga’

    Justiça de São Paulo condenou a Amico Saúde, empresa médica de São Bernardo do Campo a pagar R$ 200 mil de indenização à paciente. Ela teve um diagnóstico de metástase óssea errado após tratar um câncer de mama.

    A Justiça de São Paulo condenou a Amico Saúde, empresa médica de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, a pagar R$ 200 mil de indenização a uma mulher que tratou uma metástase óssea inexistente durante 6 anos após erro médico de diagnóstico e tratamento.

    A mulher foi diagnosticada com câncer de mama em junho de 2010 e teve que fazer uma mastectomia meses depois. O diagnóstico foi correto e ela fez o procedimento de retirada do seio. Ela tinha 54 anos à época;
    Em outubro do mesmo ano, porém, a paciente realizou novo exame que detectou metástase óssea (quando o câncer se espalha para o osso) e passou a fazer quimioterapia;
    Em 2014, ela mudou de plano de saúde e continuou o tratamento com algumas adaptações motivadas por efeitos colaterais;
    Em 2017, o novo corpo médico suspeitou de erro de diagnóstico e solicitou um PetScan, exame de imagem capaz de detectar com mais precisão alterações no organismo;
    O procedimento confirmou que a mulher nunca esteve acometida de metástase óssea; no ano seguinte, por precaução, o exame foi refeito e o resultado foi mantido;
    A informação foi confirmada por laudo pericial do Instituto de Medicina Social e de Criminologia de São Paulo.

    Um exame feito na mesma época em que ela foi erroneamente diagnosticada apontou justamente o contrário: “Baixa probabilidade de acometimento ósseo secundário à doença de base” (veja abaixo)
    Nem a Justiça entendeu o motivo pelo qual a mulher ficou tanto tempo sendo tratada de forma equivocada:

    “A metástase óssea foi anotada em determinado momento no prontuário e seguiu assim por anos, por inércia e erro dos médicos que atenderam a autora. Não se sabe se por negligência pura ou como medida de economizar na realização de novos exames”, aponta a sentença.

    A decisão diz, ainda, que a paciente “teve o curso de sua vida alterado em razão de doença gravíssima que não existia. Não se pode medir a dor a qual a requerente foi submetida”.

    A mulher relatou que, ao longo dos anos de quimioterapia, sofreu grande angústia psicológica, além de dor crônica, insônia, perda óssea e de dentição e limitação dos movimentos da perna em razão das lesões nos ossos.
    “Cada sessão de quimioterapia se tornava um verdadeiro tormento à autora, porque a medicação é muito forte e possui inúmeros efeitos colaterais”, disse a defesa da paciente.

    A sentença dada em primeira instância foi confirmada pelo Tribunal de Justiça. Relator do recurso, o desembargador Edson Luiz de Queiroz, destacou que “a paciente foi levada a sofrimento que poderia ter sido evitado”.

    No final de 2023, em um acordo com a mulher, a Amico Saúde pagou os R$ 200 mil.

     

  • Quatro homens invadem escola pública no ABC Paulista e causam confusão; guarda civil diz que atirou contra grupo após ouvir barulho de disparo

    Quatro homens invadem escola pública no ABC Paulista e causam confusão; guarda civil diz que atirou contra grupo após ouvir barulho de disparo

    invasão ocorreu durante aulas do período da tarde nesta terça-feira (29); guarda civil que fazia a vigilância foi chamado por professoras que perceberam a invasão. Ninguém se feriu e nada foi roubado.

    Quatro homens invadiram uma escola municipal de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, e causaram confusão durante as aulas da tarde de terça-feira (29). Um guarda civil que fazia a vigilância atirou contra o grupo. Apesar do susto, ninguém da escola se feriu e nada foi roubado.

    Segundo a Guarda Civil Metropolitana, o grupo pulou o muro dos fundos da escola Ana Maria Popovic por volta das 14h30. Câmeras de segurança registraram o momento da invasão.

    Nas imagens, é possível ver que o primeiro homem aparece em cima do muro. Logo em seguida, o segundo pula para dentro da escola e, pouco tempo depois, os outros três também entram.

    O guarda civil que fazia a segurança da escola foi chamado por professoras assim que elas perceberam a invasão.

    Para a polícia, o agente contou que um dos homens segurava um objeto nas mãos e que atirou após ouvir barulho parecido com o de tiro.

    “Quando eu visualizei o indivíduo, visualizei apenas um que era o último porque os outros três já tinham pulado para fora do muro. Houve a verbalização, a desobediência do indivíduo, porque ele saltou para fora do muro e ele voltou para dentro com algo parecido com arma de fogo. Houve o estouro muito semelhante a disparo de arma de fogo. Falei: ‘é tiro’. E aí revidei”, afirmou Araújo Souza, à TV Globo.

    O agente não soube dizer se o tiro atingiu um dos invasores. Contudo, após o disparo, os quatro homens fugiram.

    O comandante da GCM, Claros César, afirma que o agente foi cauteloso durante a abordagem.

    “Como é o protocolo da GCM numa ação como essa que aconteceu ontem, dentro de uma escola com crianças, na guarda com crianças com armas de fogo? O GCM foi cauteloso. Ele foi acionado pelas professoras que estavam lá e ele só reagiu por conta do barulho que ele ouviu. Ele passa por um treinamento no centro de formação em que os supervisores os orientam para agir de forma correta pra analisar com rapidez em casos assim”, disse Carlos César.

    A arma do guarda civil e um estojo foram apreendidos e vão ser periciados. Os invasores não foram localizados.

     

  • Genro envia mensagens ao sogro e confessa assassinato de namorada no ABC Paulista: ‘Ela já está morta faz bastante tempo’

    Genro envia mensagens ao sogro e confessa assassinato de namorada no ABC Paulista: ‘Ela já está morta faz bastante tempo’

    Lucas Bonfim Lhamas trocou mensagens com a família da vítima depois da morte e fugiu. A Justiça de São Bernardo do Campo decretou a prisão temporária de 30 dias, e a polícia faz buscas. Ele tem diagnóstico de esquizofrenia e matou o pai em 2016.

    Um homem de 34 anos é procurado por suspeita de matar a namorada, de 31 anos, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, após comunicar ao sogro, por mensagens de WhatsApp, que a havia assassinado. Ela ficou desaparecida por pelo menos três dias.

    O homem tem diagnóstico de esquizofrenia desde os 9 anos e confessou à Justiça, em 2016, ter matado o pai.

    Segundo apurado pelo g1, no domingo (20), por volta das 8h30, policiais militares foram chamados depois que o pai da vítima, a fonoaudióloga Aline Candalaft, recebeu de Lucas Bonfim Lhamas as mensagens pelo WhatsApp.

    A família foi para casa, estourou a porta e encontrou a vítima na cama, em estado de decomposição. Ela estava com um terço enrolado em uma das mãos e dois trechos bíblicos.

    Desde quinta-feira (17), o pai da vítima enviava mensagens para o namorado da filha pedindo para falar com ela, mas a todo tempo o investigado dava desculpas, dizia que eles estavam passeando ou que o celular dela havia “pifado”.

    O pai de Aline continuou tentando contato, e Lucas continuava dando desculpas dizendo que o sinal do celular estava ruim. Mas três dias depois, Lucas confessou: “Infelizmente, a Aline está morta. Ela já está morta faz bastante tempo. Sinto muito, eu a amava, mas não teve jeito”.

    Ele desligou o celular e fugiu. A Justiça de São Bernardo do Campo decretou a prisão temporária de 30 dias, na segunda-feira. Lucas e Aline estavam juntos havia um ano e dois meses. O caso foi registrado como feminicídio e é acompanhado pela delegada seccional Kelly Cristina Sachetto Cesar de Andrade e delegada Priscila Camargo.

    Pai assassinado em 2016
    Lucas matou o pai em 15 de fevereiro de 2016. Na época, durante a madrugada, no bairro Santa Maria, em Santo André, deu golpes de faca contra Lourival Garcia.

    O rapaz já havia passado por clínicas de reabilitação quando fazia o uso de drogas. Em 15 de fevereiro de 2016, a mãe dele contou ao delegado que o filho tinha transtorno psiquiátrico e fazia tratamento no Hospital Mário Covas. Tinha a cada seis meses surtos e era socorrido pelo Samu com frequência.

    Antes do crime contra o pai, o filho tinha deixado de tomar os remédios prescritos pelo psiquiatra. Em juízo, ele confessou o crime contra o pai e afirmou que “ouvia vozes” e “estava cumprindo uma missão”.

    A esquizofrenia foi diagnosticada aos 9 anos, quando começou a fazer tratamento médico. No caso do pai, ele foi considerado inimputável. Em 2 de janeiro de 2018, outro laudo concluiu pelo diagnóstico de esquizofrenia paranoide e “incapacidade parcial para os atos da vida civil”.

    Entre os episódios, o rapaz chegou a se identificar com outro nome, dizia que os pais eram outros e que “a máfia russa o perseguia”.

    Em 2019, o laudo concluiu que ele deveria continuar no tratamento psiquiátrico no regime fechado no Hospital de Custódia, em Franco da Rocha.

    Em abril de 2021, a perícia médica recomentou que ele saísse da internação: “está cessada a periculosidade, recomendando a imposição de tratamento ambulatorial”. O laudo multidisciplinar citou evolução do paciente e, ao final, indicou a desinternação e a necessidade de continuidade do tratamento em regime ambulatorial em CAPS-AD, como forma de assegurar a reintegração psicossocial.

    Em um relatório psicossocial do CAPS, de junho de 2022, o texto afirmava que Lucas mantinha frequência de acompanhamento regular em consultas a cada 60 dias.

    Nesta segunda-feira (21), a Justiça expediu no processo do caso do pai um mandado de intimação para que ele continue no tratamento ambulatorial e se presentasse ao fórum no prazo de 30 dias com o relatório atualizado comprovando o acompanhamento médico.

  • PF apreende carro e moto de luxo em operação que investiga fraude em licitação na Saúde em Ubatuba

    PF apreende carro e moto de luxo em operação que investiga fraude em licitação na Saúde em Ubatuba

    Os crimes investigados são relacionados a fraudes em processos de licitação e associação criminosa. A estimativa é de um prejuízo de R$ 13 milhões aos cofres públicos. Prefeitura também foi alvo de buscas.

    A Polícia Federal realiza na manhã desta terça-feira (20) uma operação que investiga fraudes em licitação e irregularidades na aquisição de materiais e serviços na Saúde, inclusive na pandemia de Covid-19, em Ubatuba, no Litoral Norte de São Paulo.

    A estimativa é de um prejuízo de R$ 13 milhões aos cofres públicos.

    No início da manhã desta terça, os policiais cumpriam 14 mandados de busca e apreensão na Prefeitura de Ubatuba e em endereços nas cidades de São Bernardo do Campo (SP), Mogi das Cruzes (SP), São Paulo (SP), Tanabi (SP), Barretos (SP), São João da Boa Vista(SP) e Angra dos Reis (RJ).

    Os policiais apreenderam diversos documentos, além de uma moto e um carro de luxo, que estavam em São João da Boa Vista.

    Os mandados foram expedidos pela Justiça Federal de Caraguatatuba. Não há mandados de prisão. Os crimes investigados são relacionados a fraudes em processos de licitação e associação criminosa.

    Investigação
    Ainda segundo a Polícia Federal, as investigações começaram em janeiro do ano passado e tiveram início a partir de análises implementadas Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE/SP), Controladoria Geral da União (CGU), PF e Secretaria Municipal da Fazenda e Planejamento (Sefaz) de Ubatuba.

    Essas análises mostraram a ocorrência de fraudes na contratação da Organização Social de Saúde (OSS) chamada Instituto de Apoio a Polícia Públicas (IAPP).

    De acordo com as investigações, houve diversas irregularidades na gestão da saúde pública por parte da organização, como fraudes em aquisições de materiais, contratações de prestadores de serviços e compra de itens destinados ao enfrentamento do coronavírus.

    Os investigados são pessoas relacionada ao IAPP, além de Joaquim Gomes Vidal e o Danilo Bargieri, que ocuparam cargos no alto escalão. Eles serão intimados a prestar depoimento.

    O g1 tenta contato com a defesa dos investigados e vai atualizar a reportagem assim que tiver retorno. A reportagem também tenta contato com ex-prefeita Flávia Pascoal (PL), responsável pela administração à época.

    A estimativa é de um prejuízo de R$ 13 milhões aos cofres públicos e as penas aos investigados podem variar entre nove e 19 anos de prisão.

    Por nota, a Prefeitura de Ubatuba informou que policiais recolheram documentos e contratos na sede da Prefeitura e na Secretaria de Saúde.

    A administração informou que vai fornecer os documentos necessários para o andamento do processo e que o atual prefeito Marcio Maciel (MDB) já havia protocolado em 2022 um pedido de averiguação contra a OS que atuava na cidade.

  • Adolescente é agredido e roubado dentro de escola em São Bernardo do Campo por ser filho de PM; dois menores são apreendidos

    Adolescente é agredido e roubado dentro de escola em São Bernardo do Campo por ser filho de PM; dois menores são apreendidos

    A Secretaria de Segurança Pública informou ainda que o pai do estudante foi até a escola e também foi ameaçado pelos alunos e adolescentes. Ele disse que teve seu carro danificado.

    Dois adolescentes, de 14 e 15 anos, foram apreendidos após o roubo de uma corrente de ouro de um outro estudante de 15 anos em uma escola no bairro Ferrazópolis, em São Bernardo do Campo, São Paulo. O estudante disse que vinha sendo hostilizado pelos colegas depois que eles descobriram que seu pai é policial militar. As informações são da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo.

    As câmeras de segurança da escola registraram o momento em que o aluno é cercado por um grupo nas dependências do colégio na manhã da última terça-feira (6).

    O pai do estudante foi até a escola e também foi ameaçado pelos alunos e pelos adolescentes que foram apreendidos. Ele informou que teve seu carro danificado. Os estudantes apreendidos foram levados para Fundação Casa, onde serão apresentados na Vara da Infância e Juventude.

    O caso foi registado como ato infracional de roubo e ameaça no 6º DP de São Bernardo do Campo.

    Em nota, a Diretoria de Ensino de São Bernardo do Campo e a escola onde a agressão aconteceu informaram que estão à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.

    O caso foi inserido na Plataforma Conviva SP – Placon, sistema utilizado para acompanhamento de registro de ocorrências escolares na rede estadual de ensino.

    A equipe regional do Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar (Conviva SP) irá até a escola para intensificar estratégias de mediação de conflitos.