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  • Prédios “em linha de montagem”: construtora brasileira acelera modelo industrializado e prepara edifícios de até oito andares

    Prédios “em linha de montagem”: construtora brasileira acelera modelo industrializado e prepara edifícios de até oito andares

    Sistema inspirado na indústria automobilística já entregou empreendimentos 100% vendidos em Santa Catarina e mira expansão da construção modular em aço no Brasil

    O avanço da construção industrializada em aço em direção ao modelo de linha de montagem ganhou tração real com a maturidade fabril alcançada pelo projeto AP Express BR3-45, da Brasil ao Cubo (BR3), empresa que atua no setor da construção civil há mais de dez anos.

    Desde maio de 2023, a BR3 passou a aplicar conceitos do Lean Manufacturing – inspirados na eficiência da indústria automobilística de veículos pesados – para converter sua fábrica em um fluxo de produção em série altamente padronizado, o que significa que os módulos são produzidos em série, com etapas padronizadas e otimizadas, sendo um processo altamente produtivo, com qualidade e extremamenteeficiente na entrega.

    Com a aplicação desse conceito, é possível realizar as instalações em paralelo com as demais etapas, otimizando o tempo e acelerando o processo construtivo, com uma equipe trabalhando na construção das paredes, e outra se dedicando à produção de chicotes elétricos e kits hidráulicos, por exemplo.
     
    O AP Express BR3-45 nasceu justamente como o motor dessa transformação, funcionando como um produto-escola para refinar a engenharia off-site, otimizar microlinhas em paralelo e eliminar desperdícios antes de expandir a operação para novos mercados. Projetado especificamente para testar e aprimorar esses novos processos de fábrica, o modelo de apartamento de 45 m² cumpre seu papel de prototipagem com sucesso absoluto de mercado, tendo 100% de suas unidades comercializadas.

    Foram construídas unidades nos municípios de Tubarão, Braço do Norte e Pescaria Brava. Com isso, o foco da BR3 se volta para o setup da fábrica, com o desenvolvimento dos novos gabaritos voltados para edificações de até oito andares, preparando as linhas de montagem para iniciar a produção em série a partir de outubro de 2026.

    O projeto é um apartamento de 45m² com uma planta inteligente que atende às necessidades de uma família, oferecendo dois quartos, um banheiro, sala, cozinha e lavanderia na sacada. Ele é ideal para empreendimentos com no mínimo 4 unidades, podendo ser construído em prédios de 4, 6 ou 8 apartamentos. Graças à sua alta qualidade construtiva e acabamento impecável, o apartamento oferece um lar confortável com isolamento acústico e térmico. Após ser incorporado, o empreendimento pode ser financiado para o morador pelo programa Minha Casa, Minha Vida.

    “Sem a criação de um produto, dificilmente conseguiríamos essa industrialização. Esse movimento que tem acontecido internamente na Brasil ao Cubo se assemelha ao salto dado pela indústria no começo do século passado, impulsionado por Henry Ford, quando também se construía os carros de um jeito estacionário e ele os passou a colocar em linha de produção”, detalha o Superintendente de Fábrica da Brasil ao Cubo, Sérgio Souza, acrescentando que o AP Express BR3-45 marca um avanço significativo na industrialização da construção civil no País, demonstrando que a industrialização é uma realidade capaz de transformar o setor, impulsionando a inovação e o desenvolvimento.

    Exemplo prático
     
    Um dos avanços mais significativos da construção modular industrializada é a desvinculação das instalações hidráulicas e elétricas das etapas tradicionais de edificação, por exemplo. No modelo tradicional, as instalações elétricas e hidráulicas dependem da conclusão das paredes, do piso e do teto para serem executadas. Essa sequência linear impede o progresso simultâneo de diferentes etapas.

    Por meio do uso de gabaritos, cada eletroduto segue um “caminho” pré-definido, garantindo a uniformidade e a precisão das instalações. Essa padronização não apenas agiliza o trabalho, mas também facilita a identificação de oportunidades de melhoria contínua, otimizando cada vez mais os processos.
     
    “A modernização da nossa empresa, entre outros pontos, incluiu o desenvolvimento de produtos com peças codificadas, consolidando os custos de produção e facilitando a gestão do produto em toda a sua cadeia. Não foi uma simples ampliação de espaço. Aprofundamos nosso conhecimento sobre as características próprias de nossos produtos, como o processo de cura e assentamento dos revestimentos, por exemplo, para garantir que a expansão não resultasse apenas em um processo maior, mas também mais eficiente”, detalha Sérgio.
     
     
    Sobre o CBCA
     
    O CBCA é uma entidade de classe, criada em 2002, com o objetivo de ampliar a participação da construção industrializada em aço no mercado nacional, realizando ações para sua divulgação e apoiando o seu desenvolvimento tecnológico no Brasil.
     
    Tem como gestor o Instituto Aço Brasil e não é uma entidade comercial. Para acessar os últimos dados divulgados pela entidade sobre o mercado da construção em aço, acesse www.cbca-acobrasil.org.br/site/estatisticas.

  • Dia da Gentileza: quando o amor vira ação e transforma comunidades inteiras

    Dia da Gentileza: quando o amor vira ação e transforma comunidades inteiras

    Em um mundo acelerado e cada vez mais desconectado das relações humanas, o Dia Mundial da Gentileza, celebrado em 13 de novembro, surge como um lembrete necessário: gestos de cuidado ainda são capazes de mudar o rumo de muitas histórias.

    De acordo com o relatório “NGOs and Charitable Organizations Market Report 2025”, divulgado pela Research and Markets, o mercado global de organizações do terceiro setor — que inclui ONGs, fundações, associações e cooperativas — deve movimentar mais de US$ 400 bilhões adicionais até 2029, alcançando US$ 443,2 bilhões em crescimento projetado. O estudo aponta ainda que o setor mantém uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 6,6%, impulsionado especialmente pelos mercados emergentes e pelo aumento das doações públicas e parcerias com o setor privado. Só em 2025, o volume de recursos movimentado pelo segmento deve atingir US$ 353,21 bilhões, demonstrando a força e a relevância global das iniciativas sociais.

    No Brasil, instituições têm mostrado que a empatia pode e deve ser organizada, constante e transformadora.

    Instituto Sow: gentileza que acolhe, alimenta e escuta

    Fundado por Sheila Zanchet em 2020, o Instituto Sow já impactou mais de 60 mil pessoas em situação de extrema vulnerabilidade em diferentes estados brasileiros, unindo o enfrentamento da fome ao cuidado emocional. A organização é reconhecida por suas ações de escuta qualificada, fortalecimento de vínculos e entrega afetiva, promovendo dignidade e esperança em cada iniciativa.
    Em apenas uma de suas ações, realizada neste mês de outubro em Cuiabá (MT), em celebração ao Dia das Crianças, o Instituto reuniu mais de 650 crianças em um grande evento em arena, com comida, doces, brinquedos, brincadeiras, atendimento psicológico e um dia inteiro de diversão. A atividade é um retrato da filosofia do Sow: oferecer mais do que ajuda material, mas proporcionar acolhimento, afeto e pertencimento.
    Ao longo do ano, o Instituto realiza campanhas alinhadas ao calendário social, como as de material escolar, Páscoa, Dia das Mulheres, Mês das Mães, Mês da Solidariedade e Natal, sempre com foco em educação emocional, acesso à cultura e desenvolvimento comunitário.
    Para Sheila Zanchet, “gentileza é escutar com o coração e agir com propósito. É fazer o bem de forma contínua, e não apenas em datas especiais”.

    Instituto Junior Rostirola: de feridas a flores

    Nascido da própria história de superação de seu fundador, o autor Junior Rostirola, conhecido pelo best-seller Café com Deus Pai, o Instituto Junior Rostirola é a prova de que a dor pode se transformar em propósito.
    Hoje, a instituição mantém uma série de projetos que já impactaram mais de 5 mil vidas diretamente. Além de ações sociais contínuas, o Instituto realiza doações de livros a escolas, igrejas e hospitais, levando mensagens de fé, superação e esperança a milhares de pessoas em diferentes regiões do país.
    “Deus me curou para que eu pudesse curar outros. A verdadeira gentileza é agir com propósito — é olhar a dor e decidir ser parte da solução”, afirma Junior Rostirola.

    ONG Florescer: o amor que brota em Paraisópolis

    Fundada em 1990 pela empresária Nadia Bacchi, a Associação Nadia R. Bacchi (ONG Florescer) nasceu com o objetivo de oferecer oportunidades e esperança a quem vive à margem. Desde 1995, atua na comunidade de Paraisópolis (SP), a segunda maior da capital paulista, atendendo cerca de 850 crianças e adolescentes por meio de educação, cultura, esportes e profissionalização.
    Com aulas de reforço escolar, inglês, teatro, dança, violão, computação e futebol, o espaço é um verdadeiro oásis de aprendizado e convivência. A instituição também mantém o projeto Recicla Jeans, que transforma resíduos têxteis em novas peças de vestuário e decoração, formando 60 jovens por turma e unindo sustentabilidade, capacitação e geração de renda.
    “Gentileza é o amor colocado em movimento e cada sorriso de uma criança atendida é a prova de que esse movimento vale a pena”, destaca Karina Bacchi, uma das apoiadoras da ONG.

  • O que pode acontecer com o menino que desapareceu em SC e foi encontrado em SP?

    O que pode acontecer com o menino que desapareceu em SC e foi encontrado em SP?

    Governo de Santa Catarina informou que criança está em uma casa de acolhimento na Grande Florianópolis até a Justiça decidir sobre a guarda dele.

    O menino de 2 anos que desapareceu no final de abril em Santa Catarina e foi encontrado em São Paulo após uma semana, vai ficar em um abrigo da Grande Florianópolis até a Justiça decidir sobre a guarda dele. O Tribunal de Justiça de Santa Catarina informou que não há prazo para a decisão.

    A criança foi entregue, na segunda-feira (15), a uma casa de acolhimento em São José, mesma cidade em que ela morava com a família antes de sumir. A informação foi divulgada pelo governo do Estado.

    Segundo o Tribunal de Justiça, uma equipe técnica é destinada para verificar se há alguém da família biológica para ficar com a guarda ou mesmo adoção dele.

    Os avós do menino demonstraram interesse na guarda e já a haviam solicitado à Justiça.

    O QUE SE SABE sobre o caso do menino encontrado em SP
    Mãe conheceu suspeito de intermediar negociação em grupo de ‘adoção e doação’
    Mãe de menino recebeu R$ 100 para levar criança até “ponto de entrega”
    Os interessados devem passar por uma avaliação psicossocial, para verificar se têm condições de ficar com a criança. Se os familiares forem aprovados, a criança sai do abrigo.

    Se isso não acontecer, o menino segue na casa de acolhimento enquanto o juízo faz uma busca a novos pretendentes à adoção, sendo respeitada a fila de cadastro.

    Entenda
    A mãe dele, uma jovem de 22 anos, foi quem o entregou para os suspeitos. Ela “tem uma fragilidade emocional e psicológica muito grande”, segundo a delegada da Polícia Civil de Santa Catarina, Sandra Mara. A mulher, segundo a polícia, foi aliciada por um dos presos para uma adoção ilegal.

    Marcelo Valverde é apontado pela investigação como intermediador da entrega da criança a Roberta Porfírio (veja o que dizem as defesas abaixo). Os dois foram presos em flagrante por tráfico de pessoas. Mais duas pessoas são investigadas.

    O inquérito que apura a atuação do grupo tem prazo de 30 dias para a conclusão, a contar do registro da ocorrência, segundo o governo do Estado. Há possibilidade de prorrogação da investigação.

    Mãe fala pela primeira vez

    Uma semana após o encontro da criança, a mãe do menino, que entregou o filho ao casal, falou ao Fantástico, no domingo (14). Mãe solo, ela preferiu não ser identificada.

    Ela diz que, durante a gravidez, em 2020, participou de um grupo numa rede social, de apoio a mães. E foi quando passou a trocar mensagens com Marcelo Valverde Valezi, de São Paulo, preso com a criança.

    “Ele contou a história dele, que ele é ‘tentante’ junto com a mulher dele, já tiveram diversos abortos”, relata a mãe. E as propostas, segundo ela, começaram: “Ele falava muito que se eu botasse uma criança no mundo para sofrer, aquilo ia me gerar carma, gerar carma na criança, então ele foi usando tudo o que ele podia”.

    O bebê nasceu em abril de 2021. No mês passado, três anos depois dos primeiros contatos, ela e Marcelo voltaram a se falar com mais frequência.

    O que diz a defesa de Roberta
    Fernanda Salvador, advogada da investigada, nega que tenha havido o crime de tráfico de pessoas e que o bebê estivesse desaparecido, já que a mãe teria entregue a criança a Roberta junto com os documentos, em Santa Catarina. Marcelo não teria viajado até o outro estado, mas intermediado a conversa entre as duas partes.

    Segundo a advogada, a mãe teria dito que estava em “cenário de vulnerabilidade, em ambiente tóxico”, quando conversou com o casal de São Paulo.

    A retirada do garoto de Santa Catarina foi feita por Roberta e com o carro pessoal. As placas do veículo teriam sido adulteradas na saída do estado, segundo a polícia. A defesa dela, no entanto, afirmou desconhecer a informação.

    No fim de semana, Roberta e o marido decidiram procurar a advogada, que disse ter orientado os dois a procurar o Fórum do Tatuapé e entregar o menino. O caso já estava repercutindo em todo o país.

    Marcelo acompanhou Roberta até o fórum. Os dois estavam com o bebê dentro de um carro, na Zona Leste da capital, na segunda (8), quando foram abordados pela PM e detidos em flagrante por suspeita de tráfico de pessoas.

    Cronologia do desaparecimento
    30 de abril: menino foi visto pela última vez com a mãe pela avó materna, na Grande Florianópolis;
    1ª de maio: avó do menino perguntou à filha sobre o menino. Mulher disse que a criança estava na casa de uma amiga;
    2 de maio: mãe do menino foi hospitalizada desacordada;
    3 de maio: avó entrou em contato com amiga da mãe do menino, que informou que não estava com ele. Ela teria indicado que a criança poderia estar com o suposto pai da criança; Na família do suposto genitor ele não foi encontrado pela avó;
    4 de maio: avó procurou a Polícia Civil.

  • Câmeras registraram suposta placa adulterada de carro de suspeita de tráfico de pessoas que levou bebê de 2 anos de SC a SP

    Câmeras registraram suposta placa adulterada de carro de suspeita de tráfico de pessoas que levou bebê de 2 anos de SC a SP

    Caso é investigado em São Paulo como tráfico de pessoas. Dois estão presos na capital paulista. Bebê está em abrigo.

    Câmeras de segurança obtidas pelo g1 registraram a suposta placa adulterada do carro do casal investigado pelo desaparecimento de uma criança de 2 anos de Santa Catarina que foi encontrada na Zona Leste de São Paulo, no veículo.

    A criança estava desaparecida desde 30 de abril, e foi encontrada na capital paulista no carro com Roberta Porfírio e o motorista Marcelo Valverde Valezi, que não são um casal. A abordagem foi registrada em um vídeo de uma câmera corporal da PM. Os dois foram presos em flagrante por tráfico de pessoas (leia a defesa mais abaixo). O menino está em um abrigo.

    A Polícia Civil catarinense afirma que a mãe do menino foi convencida por Marcelo Valverde a doá-lo para Roberta e o marido, que pegaram o garoto em Santa Catarina e o levaram para São Paulo na noite do dia 29 do mês passado.

    Marcelo, que teria intermediado as conversas, e Roberta, que ficou com o menino de forma ilegal, estão presos por suspeita de tráfico de pessoas e adoção ilegal em São Paulo. A Polícia Civil paulista entendeu que há indícios do crime porque Roberta teria adulterado a placa do carro e trocado um “C” por um “Q”.

    Marcelo e Roberta teriam se conhecido por um curso para casais interessados em adoção. No entanto, Marcelo saiu da lista de espera depois que a esposa dele engravidou e teria indicado Roberta e o marido para ficarem com o menino.

    À polícia de SC, a mãe do garoto contou que conheceu Marcelo por um grupo de mães de primeira viagem pelo Facebook há cerca de 2 anos. Na época, trocaram experiências e contatos.

    A mãe do bebê teria entregue ao casal o menino com os documentos e afirma que não recebeu dinheiro em troca. O desaparecimento dele foi informado pela avó e tios maternos em um boletim de ocorrência na quinta-feira (4). A criança está somente registrada no nome da mãe.

    Os avós tentam na Justiça de São Paulo a guarda do garoto, que está abrigado.

    O caso em São Paulo é investigado como adoção ilegal com indícios de que tenha havido tráfico de pessoas.

    O que diz a defesa de Roberta
    Fernanda Salvador, advogada da investigada, nega que tenha havido o crime de tráfico de pessoas e que o bebê estivesse desaparecido, já que a mãe teria entregue a criança a Roberta junto com os documentos, em Santa Catarina. Marcelo não teria viajado até o outro estado, mas intermediado a conversa entre as duas partes.

    Segundo a advogada, a mãe teria dito que estava em “cenário de vulnerabilidade, em ambiente tóxico”, quando conversou com o casal de São Paulo.

    A retirada do garoto de Santa Catarina foi feita por Roberta e com o carro pessoal. As placas do veículo teriam sido adulteradas na saída do estado, segundo a polícia, mas a defesa dela, no entanto, afirmou desconhecer a informação.

    No fim de semana, Roberta e o marido decidiram procurar a advogada, que disse ter orientado os dois a procurar o Fórum do Tatuapé e entregar o menino. O caso já estava repercutindo em todo o país.

    Marcelo acompanhou Roberta até o fórum. Os dois estavam com o bebê dentro de um carro, na Zona Leste da capital, na segunda (8), quando foram abordados pela PM e detidos em flagrante por suspeita de tráfico de pessoas.

    O que diz a defesa de Marcelo
    Em coletiva de imprensa na terça (9), a defesa de Marcelo afirmou que ele conheceu a mãe do menino há dois anos, quando tinha o interesse em adotar uma criança, mas não soube dizer se seria um grupo em algum aplicativo de mensagens ou em redes sociais.

    Segundo as advogadas Laryssa Nartis e Katharine Grimza, na época, Marcelo foi procurado pela mãe da criança, que tinha o interesse em “doar” o filho. No entanto, recentemente, ela teria entrado em contato novamente com ele e alegou que estava passando por problemas.

  • Corregedor vai pedir afastamento do juiz flagrado em vídeo violentando e humilhando ex-mulher

    Ministro Luis Felipe Salomão disse a interlocutores que vai propor afastamento do juiz Valmir Mauricí Junior. Votação no conselho será no dia 11 de abril

    O corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Luís Felipe Salomão, vai propor o afastamento do juiz Valmir Maurici Junior, segundo apurou a GloboNews. O juiz foi flagrado em áudios e vídeos violentando e ameaçando a ex-mulher e gravando outras mulheres sem autorização. 

    O pedido de afastamento, medida mais dura no CNJ, será apresentado no dia 11 de abril, quando o conselho se reúne para analisar o caso do juiz. A suspensão das atividades estará prevista no pedido de processo de investigação interna, como medida à altura da gravidade das denúncias.

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    Na última terça-feira (28), o CNJ já havia dado prazo de cinco dias para que o magistrado se manifestasse sobre as acusações. Em nota, a defesa dele disse que “nega veementemente os fatos que lhe são imputados e repudia com a mesma veemência vazamentos ilegais de processos que correm em segredo de Justiça”.

    Já o CNJ afirma que o ministro Luis Felipe Salomão “determinou atenção prioritária às denúncias envolvendo fatos que repercutem na esfera criminal, com mapeamento e fiscalização dos inquéritos policiais e ações penais contra magistrados, em trâmite em todo o território nacional”.

    Acusações
    Novos vídeos foram revelados pelo Fantástico neste domingo (2) (assista abaixo). Nas imagens, Valmir Maurici Júnior aparece filmando outras mulheres com câmeras escondidas. E um dos áudios, de acordo com a acusação, foi gravado quando ele tentou sufocar a ex-esposa dentro de um carro.

    O juiz e a mulher, de 30 anos, se casaram em 2021 e moravam em Caraguatatuba, no Litoral Norte de São Paulo. Segundo a defesa da mulher, a violência começou depois dos seis primeiros meses de relação.

    Em janeiro, ela obteve medida protetiva na Justiça, com base na lei Maria da Penha, que proíbe o juiz de se aproximar e de manter contato com a vítima e com pais e familiares dela. Na mesma decisão, Maurici Júnior também foi obrigado a entregar a arma a que tem direito por ser magistrado.

    Em entrevista ao repórter Giovani Grizotti no dia 27 de dezembro, a vítima detalhou a relação com o juiz. Ela o conheceu em outubro de 2020, quando ele vivia em Santa Catarina e ela, no interior de São Paulo. Em dezembro de 2021, ela se mudou para Caraguatatuba para morar com Maurici Júnior.

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    “Eu conheci ele quando ele me mandou uma mensagem pelas redes sociais e me convidou para jantar. Na época, ele morava em Santa Catarina. Eu ficava muito com ele em Santa Catarina. E ele era uma pessoa encantadora. Parecia um príncipe (…) eu fiquei muito apaixonada”, disse.

    A relação dos dois, conta, começou a ficar violenta aos poucos, e ela não queria o fim da relação:

    “Ele sempre falou do sexo com força, mas eu não entendia o que era isso. Eu sofri todo tipo de violência com ele. Violência sexual, moral, física, psicológica. Ele usava de vários mecanismos para me deixar confusa. Ele falava: é só dar um tapa. Eu consegui perceber que saiu do contexto sexual quando eu tava na cozinha, fazendo alguma coisa, ele me dava um tapa na cara, puxava meu cabelo”, afirmou.

    Registros no cofre

    A vítima afirma que não tinha provas da violência. Foi então que colocou o celular no quarto, na direção da cama, para tentar flagrar agressões. A mulher conseguiu filmar um tapa dado nela pelo juiz enquanto os dois estavam deitados.

    Também registrou xingamentos e empurrões, quando ela estava na frente dele perto da porta do quarto. Ambos os registros são de 2 de outubro de 2022, de acordo com a mulher (veja no vídeo acima).

    Ao sair de casa, a vítima levou consigo um cofre que, segundo ela, Maurici Júnior mantinha no escritório da casa. Dentro, havia, entre outros arquivos, um vídeo aparentemente filmado pelo próprio juiz. Segundo a vítima, a gravação foi feita em 10 de abril de 2022.

    O g1 teve acesso ao vídeo, que mostra os dois durante uma aparente relação sexual em que a vítima aparece deitada sobre uma cama, de costas, e com os pés e mãos amarrados.

    Na cama, ao lado da vítima, há uma folha de papel com itens que o juiz vai riscando aos poucos — segundo a mulher, são os motivos pelos quais, para ele, ela deveria ser castigada. É possível ouvir a voz de Maurici Júnior, que dá tapas nas nádegas da vítima com uma palmatória.

    Há, então, o seguinte diálogo:

    Valmir Maurici Júnior: “Você se faz de cretina como meio de vitimização… você quer parar? Tá chorando?
    Vítima: ela sinaliza que não com a cabeça: “Não tem dor no corpo”, diz.
    Valmir: “Dor no que?”
    Vítima: “Na alma”.
    Valmir: “Mas a gente tá fazendo o corpo doer pra alma sarar”.
    No final da gravação, ele pergunta se a mulher gostaria de ser “penetrada”, e ela mexe a cabeça em sinal de positivo.

    Valmir Maurici Júnior, juiz de direito acusado pela esposa de violência física, sexual e psicológica

    Em entrevista, a vítima disse que não consentia com relações assim e que não tinha opção:

    “Na verdade, eu nunca consenti com aquelas coisas. Eu não tinha opção. Então, a violência eu nunca consenti com nenhuma violência. Mas eu era casada”, disse a mulher. Ela afirmou ter ficado dois dias de cama depois da cena. E que “não tinha nada de fetiche” na situação.

    O fato de a mulher ter levado o cofre da casa do casal fez Valmir Maurici Júnior acusar a esposa de furto qualificado — um inquérito a respeito está em andamento na Delegacia de Caraguatatuba. No entanto, a Polícia Civil de SP pediu o arquivamento do inquérito, sem indiciar a mulher.

    A vítima conta que tentou manter o casamento, mas foi entrando em desespero e chegou a tentar suicídio:

    “Passava pela minha cabeça: por que eu to passando por isso? (…) Por que ele faz isso comigo? Eu tinha vergonha. Eu só queria manter meu casamento. Não queria ser julgada socialmente pelas pessoas. Eu só queria que aquilo acabasse logo. Era horrível. Um sentimento de culpa muito grande. De acreditar que de certa forma eu merecia aquilo. Eu cheguei a tentar suicídio.”

    Ela dizia se sentir culpada na relação e que era humilhada pelo juiz:

    “Eu queria morrer. As acusações eram muito grandes, sabe? Nunca ele estava errado. Era sempre a minha culpa. Do jeito que ele falava, do jeito que me humilhava, me chamava de burra, de fraca, que era patética. Intelectualmente ele destruía. E eu não aguentava, porque isso era todos os dias”, afirmou.

  • O frio chegou? Veja onde vai ser preciso separar o casaco e até quando

    O frio chegou? Veja onde vai ser preciso separar o casaco e até quando

    Nas regiões Sudeste e Sul, mínimas podem variar entre 15°C a 24°C até o começo de abril. Já Serra Gaúcha e Santa Catarinense podem ter termômetros marcando menos que 12ºC nos próximos dias. Nas demais áreas do Brasil, o calor predomina.

     

    Termômetro marca 17ºC na Avenida Santo Amaro, Zona Sul de São Paulo (SP) em foto de 2015.

    O outono começou oficialmente no último dia 20 para a maior parte do território brasileiro, mas só agora, em algumas regiões, a estação de transição entre o verão e o inverno está dando as suas caras, trazendo manhãs mais geladas em partes do Sul e Sudeste.

    Consulte aqui a previsão do tempo para sua cidade
    Por causa de um sistema de alta pressão que está estacionado no Sul e duas frente frias (uma que já está se deslocando para longe do Sudeste e outra que deverá avançar sobre o Sul a partir do dia 30), temperaturas mais amenas poderão ser registradas em grande parte do país ao longo desta semana e da próxima:

    De acordo com o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) e a Climatempo, a previsão indica:

    Temperaturas mínimas nas regiões Sudeste e Sul que podem variar de 15°C a 24°C até o dia 12 de abril, podendo cair até mesmo abaixo de 12°C nas áreas da Serra Gaúcha e de Santa Catarina;
    E mínimas entre 22 e 26°C na maior parte do Norte, Nordeste e partes do Centro-Oeste durante essas duas semanas.
    Apesar dessas temperaturas mais baixas, a previsão também aponta para termômetros com máximas maiores que 26°C em grande parte do Brasil. Como é típico da estação, esse começo do outono deve marcar a chegada do efeito “cebola”, com manhãs mais geladas e tardes mais quentes, principalmente em estados do Centro-Sul.

    Segundo a Climatempo, a temperatura em São Paulo, por exemplo, nesta terça-feira (28) já terá uma elevação durante a tarde e voltará a ficar mais quente na quarta-feira (30), próximo dos 30ºC.

    Até os próximos dias, pelo país, são previstas temperaturas máximas:

    que podem ultrapassar 30°C em áreas do Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste, além de áreas do Rio Grande do Sul e Paraná.
    Nas demais áreas do Brasil, os termômetros podem ficar entre 26°C e 30°C, ou inferiores a 22°C em áreas da Bahia, sudeste de Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo, além dos estados de Santa Catarina e Paraná.

  • Saiba quem é o bolsonarista preso por atacar policial da PRF com barra de ferro em SC

    Saiba quem é o bolsonarista preso por atacar policial da PRF com barra de ferro em SC

    Willian Jaeger foi preso em flagrante na última segunda-feira (7) após agredir um agente da Polícia Rodoviária Federal (PRF) com uma barra de ferro durante bloqueio de uma rodovia em Rio do Sul, em Santa Catarina.

    O ataque aconteceu em um trecho da BR-470 em frente a uma loja da Havan, rede varejista cujo dono, Luciano Hang, é apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL). A barra de ferro atingiu a cabeça do policial, que usava capacete no momento da agressão.

    Piloto de automobilismo, Jaeger pertence a uma família do setor de construção civil que atua na região sul do país fornecendo estruturas pré-fabricadas de concreto e metal. A Pré-Fabricar, empresa da família, enviou um caminhão para participar do bloqueio.

    Nas redes, o bolsonarista alterna postagens sobre automobilismo e manifestações de apoio a Bolsonaro (PL), além de críticas ao PT. Durante a pandemia, fez publicações negacionistas, ecoando o discurso do chefe do Palácio do Planalto.

    Jaeger é filho do empresário Frederico Jaeger Neto, que tem negócios nos ramos de bebidas, administradoras de bens e pecuária. A maioria das empresas fica no Vale do Itajaí, região leste de Santa Catarina.

    O Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC) informou que ao menos doze empresários e políticos locais que organizaram manifestações nas rodovias do estado já foram identificados. Os nomes dos financiadores permanecem sob sigilo.