Tag: Rio de Janeiro

  • Congresso Internacional de Cardiologia debate inteligência artificial e avanços no tratamento das doenças cardiovasculares

    Congresso Internacional de Cardiologia debate inteligência artificial e avanços no tratamento das doenças cardiovasculares

    Encontro promovido pela Rede D’Or reúne especialistas nacionais e internacionais para discutir as principais evidências científicas e as inovações que estão transformando a prática clínica

    De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças cardiovasculares seguem como a principal causa de morte no mundo e vivem um momento de rápida transformação, impulsionado por avanços científicos e tecnológicos que vêm mudando a forma de prevenir, diagnosticar e tratar essas condições.

    É nesse cenário que o Congresso Internacional de Cardiologia Rede D’Or 2026 organizou os painéis para sua próxima edição, que será realizada entre os dias 6 e 8 de agosto, no Hotel Windsor Oceânico, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, reunindo especialistas brasileiros e internacionais para discutir as principais evidências científicas e os desafios que estão redefinindo a prática cardiovascular.

    As inscrições estão abertas e, neste ano, o congresso terá caráter solidário. O investimento na inscrição é de R$ 30, valor integralmente destinado ao Lar Maria Dolores e à ONG Mãos Unidas. O evento é voltado a médicos, residentes, acadêmicos de Medicina e de outras áreas da saúde, além de profissionais da assistência, da Rede D’Or e de outras instituições.

    Com o tema “Cardiologia além do coração: da evidência à decisão clínica”, o encontro reunirá mais de 240 palestrantes, com uma densa programação científica que abordará os desafios atuais da prática cardiovascular e a integração entre diferentes especialidades, reforçando uma visão cada vez mais ampla e personalizada do cuidado ao paciente.

    Ao longo de três dias, especialistas discutirão temas como inteligência artificial aplicada à medicina, cardiometabolismo e obesidade, saúde cardiovascular da mulher, medicina personalizada, genética cardiovascular, cardio-oncologia, cirurgia cardíaca robótica, doenças raras, suplementação, emergências cardiovasculares, transplantes, e as principais atualizações em doença coronariana, insuficiência cardíaca, arritmias, hipertensão, valvopatias e cardiologia intervencionista.

    O congresso contará com a participação internacional de Lee Benson, referência mundial em cateterismo congênito, que apresentará avanços nos procedimentos percutâneos para o acompanhamento tardio da Tetralogia de Fallot, com foco na valva pulmonar.

    Além de conferências e mesas-redondas, o congresso contará com workshops, atividades hands on, simulações clínicas, discussão de casos e sessões multiprofissionais, promovendo a troca de experiências entre pesquisadores, especialistas e profissionais que atuam diretamente na assistência.

    “As doenças cardiovasculares continuam sendo o maior desafio da saúde global e evoluem em um ritmo acelerado. Nosso objetivo é oferecer uma programação científica conectada à prática clínica, que reúna as evidências mais atuais e ajude os profissionais a transformar conhecimento em melhores decisões para os pacientes”, afirma a cardiologista Jacqueline Miranda, presidente do Congresso Internacional de Cardiologia Rede D’Or 2026.

    Para o vice-presidente do congresso, Fabio Augusto De Luca, o encontro também reforça a importância da colaboração entre diferentes áreas da medicina. “A cardiologia moderna dialoga cada vez mais com outras especialidades e incorpora novas tecnologias para oferecer um cuidado mais preciso, integrado e individualizado. O congresso foi estruturado para refletir essa realidade e promover um ambiente de aprendizado, troca de experiências e construção coletiva do conhecimento”, destaca.

    As doenças cardiovasculares permanecem como a principal causa de morte no mundo e representam um dos maiores desafios para os sistemas de saúde. Nesse cenário, o Congresso Internacional de Cardiologia Rede D’Or se consolida como um espaço estratégico para atualização científica, intercâmbio entre especialistas e discussão das inovações que devem impactar a prática clínica nos próximos anos.

    As inscrições e a programação completa estão disponíveis no site oficial do evento (https://congressocardiologiador.com/).

  • Morre aos 98 anos Luiz Carlos Barreto, um dos maiores produtores da história do cinema brasileiro

    Morre aos 98 anos Luiz Carlos Barreto, um dos maiores produtores da história do cinema brasileiro

    Conhecido como Barretão, cineasta, fotógrafo, roteirista e produtor foi um dos protagonistas do Cinema Novo, participou da realização de mais de 80 filmes e deixou um legado decisivo para o audiovisual nacional

    Um dos maiores produtores do cinema brasileiro, Luiz Carlos Barreto, conhecido como Barretão, morreu nesta quarta-feira (22), aos 98 anos, no Rio de Janeiro.

    Produtor, diretor, fotógrafo e roteirista, ele estava internado no Hospital Copa Star, em Copacabana, zona sul da capital carioca, onde tratava uma infecção pulmonar.  O velório será realizado nesta quinta-feira (23), no Palácio da Cidade, em Botafogo, e após a cerimônia, o corpo será cremado no Memorial do Caju.

    Luiz Carlos Barreto nasceu no dia 20 de maio de 1928, em Sobral, Ceará. Ao longo da carreira, transitou entre o jornalismo, o fotojornalismo, a fotografia cinematográfica, o roteiro e a produção, tornando-se uma das personalidades mais influentes da história do audiovisual brasileiro.

    Um dos protagonistas do Cinema Novo, movimento que revolucionou a produção cinematográfica brasileira entre as décadas de 1960 e 1970, Barreto dedicou mais de seis décadas ao audiovisual e participou da realização de mais de 80 filmes.

    Seu trabalho foi decisivo para consolidar uma cinematografia voltada à identidade, à cultura e às questões sociais do País. A mobilização surgiu como uma resposta ao cinema tradicional da época, que tinha como base o estilo hollywoodiano.

    Como diretor de fotografia, participou de clássicos como “Vidas Secas” (1963), dirigido por Nelson Pereira dos Santos, e “Terra em Transe” (1967), de Glauber Rocha. Também assinou o roteiro do documentário “Garrincha, Alegria do Povo” (1962), considerado um marco do cinema documental brasileiro.

    Em 1963, fundou a L.C. Barreto Produções Cinematográficas, produtora responsável por alguns dos maiores sucessos do cinema nacional.

    Entre eles estão “Bye Bye Brasil” (1979), de Cacá Diegues, “Menino do Rio” (1982), de
    Antônio Calmon, e “O Que É Isso, Companheiro?” (1997), indicado ao Oscar de Melhor Filme Internacional e dirigido por Bruno Barreto, filho de Luiz.

    Além da dedicação à produção cinematográfica, Barretão também foi um defensor das políticas públicas para a cultura.

    Em 2019, participou de audiência pública contra o decreto do governo Jair Bolsonaro que alterava a estrutura do Conselho Superior de Cinema. Já em 2022, integrou mobilizações de artistas em defesa da recriação do Ministério da Cultura.

  • São Paulo e Rio de Janeiro concentram os maiores leilões de imóveis do país em 2025

    São Paulo e Rio de Janeiro concentram os maiores leilões de imóveis do país em 2025

    Com alta da inadimplência e juros elevados, investidores encontram oportunidades em leilões presenciais nas capitais e online para todo o Brasil

     

    São Paulo e Rio de Janeiro destacam-se como os centros mais ativos de leilões imobiliários do Brasil em 2025. Segundo levantamento do Monitor do Mercado, as duas capitais concentram os maiores volumes de imóveis leiloados, incluindo residenciais, comerciais e imóveis de alto padrão, impulsionando a participação de investidores de todo o país.

     

    “São Paulo e Rio de Janeiro lideram os leilões porque concentram a maior densidade populacional e as economias mais robustas do país. Isso significa mais imóveis retomados por inadimplência e, consequentemente, mais oportunidades para quem busca investir com segurança”, afirma Rogério Menezes, leiloeiro oficial com mais de 36 anos de experiência.

     

    Por que o setor está em alta

     

    O aumento da taxa de juros, atualmente em patamar elevado pelo Banco Central, e a crescente inadimplência têm levado bancos e financeiras a optarem por leiloar ativos como forma de reduzir perdas. De acordo com dados da Fenaseg, o volume de imóveis retomados e leiloados cresceu cerca de 20% em 2024, refletindo uma tendência de expansão que deve se manter ao longo de 2025.

     

    “Os leilões se tornaram uma ferramenta estratégica para as instituições financeiras e também para investidores. Quem participa de maneira planejada consegue comprar imóveis com descontos significativos, muitas vezes 20% a 40% abaixo do valor de mercado. Mas é fundamental estudar cada edital e visitar o imóvel quando possível”, destaca Menezes.

     

    Presencial x online: oportunidades para todo o Brasil

     

    No Rio de Janeiro, os leilões presenciais continuam atraindo investidores, especialmente para imóveis residenciais e comerciais em bairros tradicionais como Copacabana, Barra da Tijuca e Centro. “O presencial tem a vantagem de permitir que o comprador veja o imóvel, avalie a vizinhança e tome uma decisão mais segura. É um mercado forte, que mantém o ritmo mesmo em períodos de instabilidade econômica”, explica Rogério.

     

    Ao mesmo tempo, os leilões online democratizam o acesso. Plataformas digitais regulamentadas permitem que investidores de qualquer estado do país participem de leilões de São Paulo, Rio de Janeiro e outras capitais. “O online amplia o alcance e oferece oportunidades para quem não pode se deslocar. Hoje, você consegue disputar imóveis de alto padrão de forma segura pelo celular ou computador, com transparência total”, afirma o especialista.

     

    Para Rogério Menezes, o segredo do sucesso no setor é conhecimento e planejamento. “Investir em leilões não é sorte, é estratégia. Quem entende o mercado, avalia riscos e conhece os editais consegue transformar oportunidades em bons negócios”, conclui.

     

    O mercado de leilões imobiliários nas duas maiores capitais do país reflete, assim, uma engrenagem silenciosa da economia: dinamiza ativos, gera liquidez e cria oportunidades para investidores de diferentes portes.

     

     

  • ONU cobra reforma urgente no policiamento brasileiro após operação que deixou 121 mortos no Rio

    ONU cobra reforma urgente no policiamento brasileiro após operação que deixou 121 mortos no Rio

    Alto Comissário Volker Türk pede mudanças estruturais, apuração independente e combate ao racismo após ação mais letal da história do Rio, que teve 121 mortos e exposição desproporcional de pessoas negras.

    O Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, pediu nesta quarta-feira, 29, uma reforma abrangente e eficaz dos métodos de policiamento no Brasil, após a operação que deixou 121 mortos nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, na terça-feira, 28. A ação, classificada como um “sucesso” pelo governador Cláudio Castro (PL), é a mais letal da história do Estado.

    “Compreendo plenamente os desafios de lidar com grupos criminosos violentos e organizados como o Comando Vermelho; no entanto, a longa lista de operações que resultam em muitas mortes – que afetam desproporcionalmente pessoas negras – levanta questões sobre a forma como essas incursões são conduzidas”, disse Türk.

    Em nota, a ONU destaca os dados oficiais da operação, que tinha como objetivo cumprir cerca de 100 mandados judiciais contra integrantes do Comando Vermelho (CV), mas resultou na morte de 121 pessoas, incluindo quatro policiais, e na prisão de 113 suspeitos.

    O chefe de direitos humanos da ONU disse que o país precisa “romper o ciclo de brutalidade extrema” e garantir que as operações de segurança pública sigam padrões internacionais sobre o uso da força. Ele pediu investigações rápidas, independentes e eficazes sobre os eventos de terça-feira e defendeu a criação de uma estratégia nacional de policiamento baseada em direitos humanos.

    De acordo com Türk, o uso de força potencialmente letal deve obedecer aos princípios de legalidade, necessidade, proporcionalidade e não discriminação, e só pode ocorrer quando estritamente necessário para proteger vidas.

    Racismo sistêmico

    A ONU também destacou a necessidade de combater o racismo sistêmico contra pessoas negras no Brasil. Citando dados do Mecanismo Internacional Independente de Especialistas para Promover a Justiça Racial e a Igualdade na Aplicação da Lei (EMLER), a nota afirma que cerca de 5 mil pessoas negras são mortas por agentes de segurança a cada ano no País, principalmente jovens que vivem em áreas empobrecidas.

    “É hora de acabar com um sistema que perpetua o racismo, a discriminação e a injustiça. Violações não podem ficar impunes. Processos adequados de responsabilização devem levar à verdade e à justiça para evitar mais impunidade e violência.”, concluiu Türk.

  • Megaoperação no Rio contra o Comando Vermelho deixa 60 mortos e 81 presos

    Megaoperação no Rio contra o Comando Vermelho deixa 60 mortos e 81 presos

    Ação conjunta das polícias Civil e Militar nos complexos do Alemão e da Penha é a mais letal da história do estado e paralisa a Zona Norte do Rio de Janeiro.

    Pelo menos 60 pessoas morreram – 4 delas policiais – e 81 foram presas nesta terça-feira (28) em uma megaoperação contra o Comando Vermelho (CV), nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Esta é a operação mais letal da história do estado, segundo números confirmados pelo Palácio Guanabara.

    No início da tarde, o tráfico orquestrou represálias em várias partes da cidade. Barricadas, com veículos tomados ou entulho, foram feitas na Linha Amarela, na Grajaú-Jacarepaguá e na Rua Dias da Cruz, no Méier, entre muitos outros locais.

    Até a última atualização desta reportagem, a ação ainda estava em andamento, com relatos de mais baleados.

    Como tudo começou

    Trata-se de mais uma etapa da Operação Contenção, uma iniciativa permanente do governo do estado de combate ao avanço do CV por territórios fluminenses.

    Na chegada das equipes, ainda no fim da madrugada, traficantes reagiram a tiros e com barricadas em chamas. Um vídeo mostra quase 200 disparos em 1 minuto, em meio a colunas de fumaça.

    Alvos de outros estados

    A ação desta terça, que também conta com promotores do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), foi deflagrada após 1 ano de investigação pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE). Parte dos procurados, pelo menos 30, é do Pará.

    Participam policiais militares do Comando de Operações Especiais (COE) e das unidades operacionais da PM da capital e Região Metropolitana. Já a Polícia Civil mobilizou agentes de todas as delegacias especializadas, distritais, do Departamento de Combate à Lavagem de Dinheiro e da Subsecretaria de Inteligência.

    A Operação Contenção conta ainda com helicópteros, blindados e veículos de demolição, além de ambulâncias do Grupamento de Salvamento e Resgate.

    Em função dos múltiplos bloqueios, o Centro de Operações e Resiliência (COR) do Rio elevou o estágio operacional da cidade para o nível 2, de uma escala de 5. A PM mandou colocar todo o efetivo na rua — para tal, suspendeu as atividades administrativas.

    A TV Globo apurou que entre os mortos há 2 policiais civis e 2 policiais militares:

    Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, de 51 anos, conhecido como Máskara, recém-promovido a chefe de investigação da 53ª DP (Mesquita);

    Rodrigo Velloso Cabral, de 34 anos, da 39ª DP (Pavuna);

    Cleiton Searafim Gonçalves, policial do Bope;

    Herbert, policial do Bope.

    Os outros 20 mortos são, segundo o governo do estado, traficantes que trocaram tiros com policiais.

    O que é a operação

    Pelo menos 2.500 agentes das forças de segurança do RJ saíram para cumprir 100 mandados de prisão. A Polícia Civil afirmou ainda que, em retaliação, criminosos lançaram bombas com drones. Outros fugiram em fila indiana pela parte alta da comunidade, em uma cena semelhante à disparada de bandidos em 2010, quando da ocupação do Alemão.

    Escolas e postos de saúde não abriram. Veja aqui os impactos à população nesta terça.

    Balanço parcial:

    56 suspeitos mortos em confronto. Dois eram da Bahia; outro, do Espírito Santo.

    2 policiais civis e 2 policiais militares foram mortos.

    Além deles, 3 inocentes foram feridos: um homem em situação de rua foi atingido nas costas por uma bala perdida e levado para o Getúlio Vargas; uma mulher que estava em uma academia também foi ferida, mas já recebeu alta; e um homem que estava num ferro-velho.

    81 pessoas foram presas.

    Policiais apreenderam 75 fuzis, 2 pistolas e 9 motos.

  • Megaoperação no Rio contra o Comando Vermelho deixa 60 mortos e 81 presos

    Megaoperação no Rio contra o Comando Vermelho deixa 60 mortos e 81 presos

    Ação conjunta das polícias Civil e Militar nos complexos do Alemão e da Penha é a Rio de Janeiro, segurança pública, Comando Vermelhomais letal da história do estado e paralisa a Zona Norte do Rio de Janeiro.

    Por g1

    Pelo menos 60 pessoas morreram – 4 delas policiais – e 81 foram presas nesta terça-feira (28) em uma megaoperação contra o Comando Vermelho (CV), nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Esta é a operação mais letal da história do estado, segundo números confirmados pelo Palácio Guanabara.

    No início da tarde, o tráfico orquestrou represálias em várias partes da cidade. Barricadas, com veículos tomados ou entulho, foram feitas na Linha Amarela, na Grajaú-Jacarepaguá e na Rua Dias da Cruz, no Méier, entre muitos outros locais.

    Até a última atualização desta reportagem, a ação ainda estava em andamento, com relatos de mais baleados.

    Como tudo começou

    Trata-se de mais uma etapa da Operação Contenção, uma iniciativa permanente do governo do estado de combate ao avanço do CV por territórios fluminenses.

    Na chegada das equipes, ainda no fim da madrugada, traficantes reagiram a tiros e com barricadas em chamas. Um vídeo mostra quase 200 disparos em 1 minuto, em meio a colunas de fumaça.

    Alvos de outros estados

    A ação desta terça, que também conta com promotores do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), foi deflagrada após 1 ano de investigação pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE). Parte dos procurados, pelo menos 30, é do Pará.

    Participam policiais militares do Comando de Operações Especiais (COE) e das unidades operacionais da PM da capital e Região Metropolitana. Já a Polícia Civil mobilizou agentes de todas as delegacias especializadas, distritais, do Departamento de Combate à Lavagem de Dinheiro e da Subsecretaria de Inteligência.

    A Operação Contenção conta ainda com helicópteros, blindados e veículos de demolição, além de ambulâncias do Grupamento de Salvamento e Resgate.

    Em função dos múltiplos bloqueios, o Centro de Operações e Resiliência (COR) do Rio elevou o estágio operacional da cidade para o nível 2, de uma escala de 5. A PM mandou colocar todo o efetivo na rua — para tal, suspendeu as atividades administrativas.

    A TV Globo apurou que entre os mortos há 2 policiais civis e 2 policiais militares:

    Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, de 51 anos, conhecido como Máskara, recém-promovido a chefe de investigação da 53ª DP (Mesquita);
    Rodrigo Velloso Cabral, de 34 anos, da 39ª DP (Pavuna);
    Cleiton Searafim Gonçalves, policial do Bope;
    Herbert, policial do Bope.

    Os outros 20 mortos são, segundo o governo do estado, traficantes que trocaram tiros com policiais.

    O que é a operação

    Pelo menos 2.500 agentes das forças de segurança do RJ saíram para cumprir 100 mandados de prisão. A Polícia Civil afirmou ainda que, em retaliação, criminosos lançaram bombas com drones. Outros fugiram em fila indiana pela parte alta da comunidade, em uma cena semelhante à disparada de bandidos em 2010, quando da ocupação do Alemão.

    Escolas e postos de saúde não abriram. Veja aqui os impactos à população nesta terça.

    Balanço parcial:

    • 56 suspeitos mortos em confronto. Dois eram da Bahia; outro, do Espírito Santo.
    • 2 policiais civis e 2 policiais militares foram mortos.
    • Além deles, 3 inocentes foram feridos: um homem em situação de rua foi atingido nas costas por uma bala perdida e levado para o Getúlio Vargas; uma mulher que estava em uma academia também foi ferida, mas já recebeu alta; e um homem que estava num ferro-velho.
    • 81 pessoas foram presas.
    • Policiais apreenderam 75 fuzis, 2 pistolas e 9 motos.
  • Pão de alho, carvão e picanha: Bernardo Bello é investigado por lavar dinheiro do jogo do bicho com venda de kits para churrasco

    Pão de alho, carvão e picanha: Bernardo Bello é investigado por lavar dinheiro do jogo do bicho com venda de kits para churrasco

    Segundo a Polícia Civil e o Ministério Público do RJ, a empresa faturava cerca de R$ 1,2 milhão por mês. Eles movimentaram mais de R$ 22 milhões nos últimos cinco anos.

    Alvo da Operação Ás de Ouro 3, Bernardo Bello Pimentel Barboza, apontado como um dos chefes do jogo do bicho no Rio de Janeiro, é investigado por lavar dinheiro através de uma empresa que vendia itens para churrasco. Alvo de cinco mandados de prisão, o bicheiro está foragido da Justiça.

    Segundo a Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), a empresa faturava cerca de R$ 1,2 milhão por mês. Eles movimentaram mais de R$ 22 milhões nos últimos cinco anos, com a venda de pão de alho, carvão, picanha e outros itens de churrasco.

    Os altos valores chamaram a atenção dos investigadores. De acordo com relatórios financeiros da polícia, os valores seriam superfaturados e eram usados para justificar ganhos da quadrilha com atividades ilícitas.

    Posto de gasolina na Baixada
    Além da venda de kits para churrasco, a quadrilha de contraventores também utilizava um posto de gasolina, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, para lavar o dinheiro do jogo do bicho.

    De acordo com as investigações, esse estabelecimento faturou quase R$ 30 milhões em apenas oito meses, uma renda de R$ 3 milhões por mês.

    Enquanto uma parte do grupo fazia dinheiro com gasolina, álcool e churrasco, outra parte, segundo as investigações, conseguiu prosperar vendendo roupas.

    Os policiais identificaram uma loja, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, que movimentou R$ 70 milhões em um período de 7 meses, em 2021 – em plena pandemia.

    A empresa Rosabaya Comércio de Roupas e Acessórios foi aberta com capital social de R$ 100 mil, uma quantia modesta diante das altas movimentações do grupo. O dono, segundo a polícia e o MP, é Allan Diego Magalhães de Aguiar, apontado como laranja de Bernardo Bello.

    De acordo com os agentes, o bicheiro é o chefe da quadrilha. A mãe de Bello também faz parte do esquema. Sonia Maria Rossi está com as contas bloqueadas pela Justiça, depois da operação desta quinta-feira (7).

    Principal alvo da 3ª fase da Operação Ás de Ouros, Bernardo agora tem cinco mandados de prisão decretados contra ele. Como o bicheiro não foi localizado em nenhum dos endereços, ele segue foragido da Justiça.

    Outros alvos
    Além de Bernardo, outros sete mandados de prisão foram expedidos. Entre esses alvos, cinco já tinham sido presos em outras fases dessa mesma operação. Os agentes realizaram buscas nas celas e celulares foram apreendidos com os detentos.

    A Polícia Civil ainda tenta localizar o ex-policial militar Marcelo Sarmento Mendes, conhecido como Repolhão, e Diego Braz dos Santos, filho de Marcelo.

    A última imagem que a polícia tem do ex-PM é um registro de vídeo, de uma câmera de segurança que mostra ele saindo de um hotel, em julho de 2023.

    Fazenda no interior do RJ
    Na operação desta quinta, nove pessoas tiveram contas bloqueadas e outras 13 foram denunciadas.

    Os agentes do MP e da Polícia Civil também estiveram em uma fazenda na cidade de Paty do Alferes, no interior do estado. Bello é acusado de usar o local para criar animais de raça.

    Na fazenda, a Justiça determinou a apreensão de mais de 200 animais, entre eles cavalos de raça e bois.

    A polícia encontrou apenas parte dos animais na fazenda e fez as apreensões. A Justiça também determinou a apreensão de veículos de luxo, lancha e o sequestro de terrenos e apartamentos.

    Casa de Bello alugada para jogador
    A força-tarefa da Operação Ás de Ouros 3, que tenta nesta quinta-feira (7) prender o bicheiro Bernardo Bello, cumpriu um mandado de busca e apreensão na “Casa de Vidro”, como é conhecida a mansão do contraventor na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Bello também é chamado de “Cara da Casa de Vidro”.

    O imóvel fica em um condomínio de luxo e possui fachada toda espelhada e à prova de balas. Atualmente, está alugada para Erick Pulgar, volante chileno do Flamengo. O jogador não é investigado.

    A TV Globo apurou que, por contrato, a locatária teria feito a exigência para que o pagamento de R$ 70 mil por mês fosse feito em espécie à própria Tamara Garcia, filha do bicheiro Waldemir Paes Garcia, o Maninho, e ex-mulher de Bello.

    A Polícia Civil do RJ e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) querem saber por que há essa exigência de o aluguel ser pago em dinheiro e se a família tinha permissão para a locação. Se a casa estiver sequestrada pela Justiça, Pulgar pode ter sido enganado.

    Os investigadores também querem esclarecer se Tamara declarou o dinheiro do aluguel à Receita.

    Ainda segundo apurou a equipe de reportagem, Pulgar sempre honrou os aluguéis, e o contrato de locação foi feito com Tamara e reconhecido em cartório.

    Pulgar não quis dar declarações sobre o caso.

    Foragido 5 vezes
    Nesta quinta-feira, o Departamento-Geral de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DGCor-LD) da Polícia Civil e o Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPRJ tentaram prender, na Operação Ás de Ouros 3, Bernardo Bello, Diego Netto Braz dos Santos e o ex-PM Marcelo Sarmento Mendes, o Repolhão. Outros 5 alvos de prisão já estavam encarcerados.

    Todos os 8 já tinham sido denunciados pelo homicídio do advogado Carlos Daniel Ferreira Dias, em maio de 2022, em Niterói. Agora, são procurados também por organização criminosa e lavagem de dinheiro dentro desse inquérito.

    Com este, já são 5 mandados de prisão contra Bello em aberto. Ele é investigado ainda pela morte de Alcebíades Paes Garcia, o Bid, tio da ex-mulher, Tamara.

    Em janeiro de 2022, Bello foi preso pela Interpol na Colômbia — ele constava da Difusão Vermelha (Red Notice), a lista dos mais procurados de cada país. A Justiça aceitou a denúncia do MPRJ e tornou Bello réu pela morte de Bid.

    Bello ficou detido na Colômbia por 4 meses, quando obteve um habeas corpus, e voltou ao Brasil, respondendo ao atentado em liberdade.

    Em novembro de 2022, Bello voltou a ser procurado, na Operação Fim da Linha, por corrupção e lavagem de dinheiro. A investigação começou com a notícia-crime sobre um bingo clandestino em Copacabana, na Zona Sul do Rio, que funcionaria com a permissão de policiais militares.

    Em março de 2023, a Justiça expediu mais um mandado de prisão contra Bello, também por lavagem de dinheiro, na Operação Banca da Vila. Na ocasião, o MPRJ denunciou o ex-jogador Emerson Sheik (apelido de Marcio Passos Albuquerque).

    Em julho de 2023, Bello foi denunciado pela morte de Carlos Daniel.

     

  • MP apresenta denúncia contra genro de Flordelis por ameaça contra advogado

    MP apresenta denúncia contra genro de Flordelis por ameaça contra advogado

    Elias de Souza Azevedo foi preso em flagrante após ameaçar e, segundo a denúncia, agredir Ângelo Máximo Macedo da Conceição, assistente de acusação do Caso Flordelis.

    O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) apresentou à Justiça uma denúncia contra Elias de Souza Azevedo, genro da ex-deputada e pastora Flordelis dos Santos, por ameaçar o advogado que representa a família do pastor Anderson do Carmo, assassinado em julho de 2019.

    Elias foi preso em flagrante, no dia 31 de janeiro, após ameaçar Ângelo Máximo, na frente de sua casa, no bairro de Piratininga, Niterói, na Região Metropolitana do Rio.

    Antes disso, no dia 22 de janeiro, Elias já havia ameaçado o advogado na porta de um supermercado, no mesmo bairro. Na ocasião, o denunciado teria ameaçado e ofendido Ângelo.

    Segundo a denúncia, Elias também fez ameaças a delegada Bárbara Lomba, que investigou a morte do marido de Flordelis, quando estava à frente da Delegacia de Homicídios de Niterói. Ainda de acordo com a denúncia, Ângelo e Elias chegaram a brigar no local.

    O advogado registrou um boletim de ocorrência na delegacia sobre as ameaças, mas o acusado não foi detido.

    Já no dia 31, após novas ameaças por parte de Elias, dessa vez na porta da casa de Ângelo, a polícia foi chamada e efetuou a prisão em flagrante. Os policiais encontraram com Elias uma faca e uma tesoura. Na ocasião, o denunciado chegou a brigar com os PMs que o abordaram. Um dos policiais acabou ferido por um golpe de tesoura.

    Prisão mantida
    No início do mês, a Justiça do Rio manteve a prisão de Elias de Souza Azevedo. Em audiência de custódia, a prisão em flagrante de Elias foi convertida em preventiva.

    Na audiência, Elias afirmou que foi agredido por policiais e jogado no chão. No entanto, o juiz responsável, Rafael de Almeida Resende, citou que o homem tentou golpear policiais militares com uma tesoura ao ser preso.

    O caso foi registrado na 76ª DP (Niterói). De acordo com os investigadores, Elias já respondeu por crime de homicídio em Araruama, na Região dos Lagos.

    Em novembro de 2022, a ex-deputada Flordelis foi condenada a 50 anos e 28 dias pelo homicídio do pastor Anderson do Carmo.

     

  • Quem é Carlos Jordy, deputado federal alvo de buscas da PF na Operação Lesa Pátria

    Quem é Carlos Jordy, deputado federal alvo de buscas da PF na Operação Lesa Pátria

    Em sua biografia, Jordy informa ter sido garçom e atendente em restaurantes em Balneário Camboriú (SC) e funcionário público em São Gonçalo. Antes de representar o Rio de Janeiro em Brasília, Jordy foi vereador de Niterói entre 2017 e 2019.

    Carlos Jordy (PL), líder da oposição na Câmara dos Deputados, é alvo nesta quinta-feira (18) de buscas pela Polícia Federal (PF) na 24ª fase da Operação Lesa Pátria, sobre os atos antidemocráticos. O Blog da Camila Bomfim apurou que trocas de mensagens entre o parlamentar bolsonarista e golpistas motivaram os mandados.

    Carlos Roberto Coelho de Mattos Júnior nasceu em 8 de fevereiro de 1982 em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, e está no 2º mandato como deputado federal, tendo recebido 114 mil votos em 2022.

    Em sua biografia, Jordy informa ter sido garçom e atendente em restaurantes em Balneário Camboriú (SC) — o Didge Australian e o Guacamole — e funcionário público em São Gonçalo.

    Antes de representar o Rio de Janeiro em Brasília, Jordy foi vereador de Niterói entre 2017 e 2019. Ele é pré-candidato à prefeitura da cidade natal nas eleições deste ano.

    Condenação
    Em agosto de 2021, Jordy foi condenado pela Justiça do Rio a pagar R$ 35 mil ao youtuber Felipe Neto, após associar o influenciador ao massacre que aconteceu em uma escola pública de Suzano, na Região Metropolitana de São Paulo, em 2019.

    “Quando digo que pais não devem deixar os filhos assistirem aos vídeos do Felipe Neto, não é brincadeira. Em 2016, ele fez vídeo ensinando a entrarem em sites da deepweb. Agora descobriram que os assassinos de Suzano pegaram as informações para o massacre num dos sites após assistirem ao vídeo”, publicou Jordy em abril de 2019, no Twitter.

    Confusão com assessor

    Em outubro do ano passado, um assessor de Jordy se envolveu em uma confusão com parlamentares da CPI dos Atos Golpistas após a aprovação do relatório final da comissão.

    Deputados e senadores governistas estavam no Salão Azul, do Senado Federal, caminhavam em direção à Praça dos Três Poderes, em um ato simbólico em defesa da democracia.

    Durante o ato, Rodrigo Duarte Bastos estava no meio dos parlamentares e gritava palavras de ordem contra o grupo Hamas. Ele filmava a ação com um celular, quando o deputado Rogério Correia (PT-MG) deu um tapa na sua mão.

    O celular, então, caiu na cabeça da senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS). Acusado de agressão pelos presentes, o assessor correu para o Anexo II da Câmara dos Deputados, prédio que fica ao lado do Senado, mas separado por salão e um corredor.

    Logo após o tumulto, Carlos Jordy afirmou que exoneraria o assessor, que ocupa desde 2021 o cargo de secretário parlamentar. Na ocasião, o deputado disse que a conduta do funcionário foi “incompatível” com o cargo.

    No entanto, dias depois, o deputado recuou e disse, em nota, ter analisado imagens da confusão e concluído que não houve agressão por parte do servidor.

     

  • PF mira dono da Petra Gold por lavagem de dinheiro, e Justiça bloqueia R$ 300 milhões em bens

    PF mira dono da Petra Gold por lavagem de dinheiro, e Justiça bloqueia R$ 300 milhões em bens

    Segundo as investigações, o grupo econômico teve grande projeção no cenário carioca ao emitir debêntures, ofertadas publicamente sem autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Firma comprou teatro e patrocinou eventos e atletas.

    A Polícia Federal (PF) iniciou nesta quarta-feira (6) no Rio de Janeiro a Operação Lóris, contra a empresa Petra Gold, por crimes financeiros e de lavagem de dinheiro. Agentes saíram para cumprir 1 mandado de busca e apreensão na casa de Eduardo Monteiro Wanderley, dono e CEO da firma.

    A 8ª Vara Federal Criminal do Rio também determinou o sequestro de bens de Wanderley e de demais investigados no valor de R$ 300 milhões.

    O que é a Petra Gold

    A Petra Gold é uma empresa conhecida no mercado financeiro por trabalhar com aplicações em debêntures — títulos de dívidas de empresas, de médio e longo prazos, emitidos para financiar projetos, aumentar lucros e reestruturar dívidas.

    Em seu auge financeiro, o grupo investiu em cultura e em esportes. Wanderley mandou comprar um teatro no Leblon, inaugurado em junho de 2019; patrocinou os museus de Arte do Rio (MAR) e de Arte Moderna (MAM); e impulsionou a carreira de artistas e pilotos.

    “A organização criminosa também patrocinou eventos com o propósito de difundir o nome do grupo”, afirmou a PF.

    Operação irregular
    Mas, segundo as investigações, o grupo econômico emitia e ofertava as debêntures sem autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), “captando centenas de milhões de reais”. Em 2021, a CVM chegou a proibir a atuação da empresa nesse tipo de investimento.

    Ao comprarem esses papéis, os investidores teriam o direito de crédito sobre a companhia e receberiam remunerações a partir dos juros. A promessa era de 1,3% de rendimento ao mês.

    Em janeiro, o RJ2 mostrou que a Petra Gold era investigada pela Polícia Civil do RJ por suspeita de estelionato e organização criminosa. Segundo as denúncias, a instituição que atua no mercado financeiro desde 2016 impediu o resgate de valores aplicados por clientes. O total retido ultrapassava R$ 3,5 milhões.

    Os envolvidos poderão responder pelos crimes de lavagem de dinheiro, emissão ilegal de debêntures e gestão fraudulenta de instituição financeira. Se condenados, podem pegar até 30 anos de reclusão.

    “O nome da operação, Lóris, é uma referência ao único primata venenoso, que possui aparência dócil e receptiva, ocultando o risco que o contato com ele causa”, explicou a PF.