Tag: Qualidade De Vida

  • Sinusite recorrente exige investigação da causa e não apenas repetição de medicamentos, alerta especialista

    Sinusite recorrente exige investigação da causa e não apenas repetição de medicamentos, alerta especialista

    Quadros frequentes de rinossinusite podem estar relacionados a alergias, alterações anatômicas, pólipos ou infecções odontológicas; uso indiscriminado de antibióticos aumenta risco de resistência bacteriana

    Dor de cabeça persistente, sensação de pressão na face, nariz obstruído, alteração no olfato ou paladar e secreção nasal são sintomas frequentemente associados à sinusite. Diante desses sinais, é comum que muitos pacientes recorram ao uso de antibióticos ou procurem atendimento médico esperando sair da consulta com uma prescrição desse tipo de medicamento. Entretanto, especialistas alertam que a repetição desse tratamento, sem uma investigação adequada da origem do problema, pode mascarar doenças, retardar o diagnóstico e contribuir para o avanço da resistência bacteriana.

    A rinossinusite figura entre as doenças mais frequentes das vias aéreas superiores e está entre as principais causas de consultas em serviços de atenção primária e especializada. Apesar disso, a maioria dos casos tem origem viral ou inflamatória e não requer tratamento com antibióticos. De acordo com o Ministério da Saúde, o uso indiscriminado desses medicamentos favorece a resistência aos antimicrobianos, problema que já representa um dos principais desafios para a saúde.

    Segundo o otorrinolaringologista e cirurgião de cabeça e pescoço Cleydson Lucena, a recorrência dos sintomas deve ser encarada como um sinal de alerta para investigação clínica mais aprofundada, e não apenas para a repetição de tratamentos. “A maior parte dos episódios de rinossinusite é causada por infecções virais ou processos inflamatórios e tende a evoluir de forma favorável com tratamento clínico adequado, sem necessidade de antibióticos. Quando o paciente apresenta crises frequentes, o foco precisa deixar de ser apenas o controle dos sintomas e passar para a identificação da causa. Alterações anatômicas, rinite alérgica, pólipos nasais, doenças inflamatórias e até infecções odontológicas podem estar por trás desses quadros“, explica.

    De acordo com o especialista, um dos equívocos mais comuns é considerar a sinusite uma doença isolada. Em muitos casos, ela representa a manifestação de outra condição que interfere na ventilação e na drenagem natural dos seios da face. “É relativamente comum receber pacientes que já passaram por diversos ciclos de antibióticos e corticoides orais ao longo dos anos sem melhora definitiva. Quando realizamos uma investigação detalhada, identificamos fatores que nunca haviam sido tratados. A partir do diagnóstico correto, é possível indicar terapias específicas e, quando necessário, procedimentos cirúrgicos capazes de reduzir significativamente a recorrência das crises e melhorar a qualidade de vida“, afirma Cleydson.

    Além de evitar o uso desnecessário de medicamentos, o diagnóstico precoce reduz o risco de complicações e permite um tratamento direcionado às causas da doença. Ainda de acordo com o médico, os pacientes com sintomas persistentes por mais de dez dias, episódios recorrentes ao longo do ano, perda do olfato, obstrução nasal constante ou dor facial intensa devem procurar avaliação com um otorrinolaringologista. A identificação precoce da causa da rinossinusite pode evitar tratamentos repetitivos, diminuir o impacto da doença na rotina e contribuir para o uso mais racional de medicamentos.

  • Dra. Lívia Noleto chama atenção para causas da tontura durante campanha de abril

    Dra. Lívia Noleto chama atenção para causas da tontura durante campanha de abril

    Especialista destaca que o sintoma não deve ser ignorado e pode estar ligado a alterações vestibulares e neurológicas

    A tontura é um sintoma comum que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e pode estar associada a diferentes causas, desde alterações simples até doenças mais complexas. Em alusão ao tema, o mês de abril é o período dedicado ao alerta sobre a Tontura, especialistas reforçam a importância da investigação adequada e do acompanhamento com profissionais de saúde, especialmente o médico otorrinolaringologista.

    Caracterizada como uma sensação de desequilíbrio ou instabilidade, a tontura pode ter origem no sistema vestibular, localizado no ouvido interno, responsável pelo equilíbrio corporal. Também pode estar relacionada a alterações metabólicas, cardiovasculares, neurológicas ou até ao uso de medicamentos. Entre os quadros mais conhecidos está a vertigem, um tipo específico de tontura em que o paciente sente como se o ambiente estivesse girando ao seu redor.

    O Instituto Nacional de Excelência em Saúde e Cuidados (NICE) estima que a prevalência varia amplamente de acordo com a heterogeneidade da ‘tontura’ como sintoma, com a tontura tendo uma prevalência estimada de 17 a 30% e a vertigem verdadeira sendo encontrada em 3 a 10% da população, sendo mais frequente em idosos. Já as causas da tontura são diversas e incluem condições como vertigem posicional paroxística benigna, doença de Ménière, labirintite, enxaqueca vestibular, além de fatores como hipotensão, hipoglicemia e ansiedade. Em muitos casos, mais de um fator pode estar envolvido, o que reforça a necessidade de avaliação clínica criteriosa.

    De acordo com a otorrinolaringologista Dra. Lívia Noleto, especialista em Tontura, o sintoma não deve ser negligenciado. Segundo ela, a tontura não é uma doença em si, mas um sinal de que algo no organismo não está funcionando corretamente. A médica destaca que o diagnóstico precoce é essencial para evitar a cronificação do quadro e melhorar a qualidade de vida do paciente. “O tratamento da tontura é multidisciplinar e pode envolver, além do otorrinolaringologista, profissionais como fisioterapeutas vestibulares, neurologistas, psicólogos e cardiologistas, a depender da causa identificada. Em muitos casos, a reabilitação vestibular, aliada a mudanças no estilo de vida e, quando necessário, ao uso de medicação, apresenta bons resultados”, ressalta a médica, que lembra que o diagnóstico inicial deve vir de um otorrinolaringologista.

    A campanha de conscientização em abril busca justamente ampliar o conhecimento da população sobre o tema, incentivando a busca por diagnóstico adequado e combatendo a automedicação. A orientação dos especialistas é clara. Ao apresentar episódios frequentes de tontura, o paciente deve procurar avaliação médica para investigação detalhada e tratamento direcionado.

  • Dormir bem é vital: Dia Mundial do Sono reforça alerta global

    Dormir bem é vital: Dia Mundial do Sono reforça alerta global

    Com mais de 70% dos brasileiros afetados por distúrbios do sono, especialistas destacam que qualidade do descanso é tão importante quanto alimentação e atividade física

    No próximo dia 13 de março, o mundo celebra o Dia Mundial do Sono, iniciativa anual da World Sleep Society que visa destacar a importância de um sono saudável para o bem-estar físico, mental e social. Em um cenário em que metade da população mundial relata algum problema relacionado ao sono e milhões de pessoas convivem com distúrbios que afetam qualidade de vida, o alerta é claro: dormir bem não é luxo, é necessidade de saúde pública.

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou os distúrbios do sono como uma epidemia global, afetando entre 40% e 45% da população mundial, incluindo dificuldade em adormecer ou manter o sono, fragmentação do descanso e baixa satisfação com a qualidade do sono obtido.  No Brasil, segundo dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), 72% dos brasileiros sofrem com algum tipo de distúrbio do sono, como insônia e apneia, que impactam diretamente o dia a dia e a saúde geral.

    A ciência é unânime: a boa qualidade do sono está associada a uma melhor função imunológica, melhora do humor, capacidade cognitiva e memória, além de reduzir riscos de doenças crônicas como obesidade, hipertensão e diabetes. As horas recomendadas variam por faixa etária, já que adolescentes, adultos e idosos têm necessidades diferentes, mas o mais importante além da quantidade é a qualidade do descanso, ou seja, um sono contínuo e reparador.

    De acordo com Dr. Cleydson Lucena, médico otorrinolaringologista e cirurgião de cabeça e pescoço, oO sono não é apenas um período de descanso, mas um processo ativo em que o corpo e o cérebro se regeneram. “Quando negligenciamos a qualidade do sono, temos consequências que vão desde queda de rendimento no trabalho e nos estudos até maior vulnerabilidade a doenças. Por isso, entender e cuidar da saúde do sono é tão crucial quanto cuidar da alimentação ou da atividade física. Por isso é importante reforçar a importância de hábitos cotidianos, que podem fazer grande diferença na qualidade do sono, como manter uma rotina regular de horários, evitar o uso de telas antes de dormir e criar um ambiente calmo e escuro no quarto”, afirma.

    No caso de pessoas que roncam, o problema pode estar relacionado à apneia obstrutiva do sono. “Quando a pessoa sofre muitas interrupções do sono, com um ronco muito alto, constante e que acontece todas as noites, ele pode ser um sinal de alerta para a apneia obstrutiva do sono, já que há momentos de parada respiratória. O problema também pode levar a doenças cardiovasculares como hipertensão, doença arterial coronariana e insuficiência cardíaca, AVC, diabetes, distúrbios cognitivos e neurológicos. Além disso, segundo especialistas, ele fica em terceiro lugar no quesito ‘separação de  casais’, perdendo apenas para infidelidade e problemas com finanças”, explica Cleydson

  • Análise Detalhada: Impulsionadores, Impactos Econômicos e Tendências no Mercado Imobiliário em Fevereiro de 2017

    Análise Detalhada: Impulsionadores, Impactos Econômicos e Tendências no Mercado Imobiliário em Fevereiro de 2017

    Em fevereiro de 2017, o mercado imobiliário brasileiro apresenta alguns sinais tímidos de recuperação. Observamos um leve aumento nas vendas de imóveis, indicando um possível, embora incerto, retorno da confiança dos consumidores e investidores no setor. Julia Vassalo Maia da Costa, uma analista experiente, aponta para a relevância deste momento para o mercado imobiliário, mas com uma cautela considerável, lembrando que a recuperação econômica ainda enfrenta muitos desafios.

    A situação econômica, apesar de mostrar algumas melhorias com políticas governamentais mais estáveis e um acesso um pouco mais fácil ao crédito imobiliário, ainda é frágil. Julia Vassalo Maia da Costa observa que, apesar de alguns avanços, o mercado imobiliário ainda precisa lidar com as repercussões de desafios anteriores e se posicionar de maneira mais consistente como uma opção de investimento. Ela também enfatiza a necessidade crítica de políticas habitacionais eficazes e de inovação no setor para apoiar um crescimento verdadeiramente sustentável.

    Dentro deste panorama, o mercado imobiliário brasileiro parece estar caminhando para um novo estágio, ainda com muitas incertezas sobre seu desenvolvimento futuro. A análise de Julia Vassalo Maia da Costa oferece insights importantes, mas também destaca a necessidade de cautela e planejamento estratégico no entendimento deste mercado volátil.

    Impulsores do Crescimento no Mercado Imobiliário

    O crescimento observado no mercado imobiliário brasileiro em fevereiro de 2017, influenciado por fatores econômicos e políticos, ainda é moderado e cercado de incertezas. Julia Vassalo Maia da Costa examina esses impulsionadores, notando que, embora as condições econômicas tenham melhorado ligeiramente e as políticas governamentais estejam mais direcionadas ao setor, o aumento nas vendas de imóveis ainda é limitado. A estabilização econômica, juntamente com um acesso um pouco mais facilitado ao crédito imobiliário, sugere um ambiente potencialmente favorável, mas a analista adverte que ainda é cedo para determinar se esse momento se traduzirá em um crescimento sustentável e significativo para o setor imobiliário brasileiro.

    Impacto no Crescimento Econômico do Brasil

    No início de 2017, o mercado imobiliário brasileiro apresenta-se como um potencial contribuinte no contexto de uma recuperação econômica ainda tênue do país. Julia Vassalo Maia da Costa, uma especialista no setor, analisa essa relação com uma visão cautelosa, reconhecendo que, embora haja crescimento no setor imobiliário, o impacto positivo na economia brasileira ainda enfrenta várias barreiras.

    O aumento nas vendas de imóveis e a leve melhora no setor de construção civil podem estar gerando certos benefícios econômicos. No entanto, esses efeitos são relativamente limitados e não garantem uma recuperação econômica ampla e robusta. Embora exista uma esperança de impulso no mercado de trabalho e em setores conexos, como materiais de construção e mobiliário, a realidade do mercado é complexa e os avanços são moderados.

    Julia Vassalo Maia da Costa destaca a relevância do setor imobiliário na economia, mas também aponta para a necessidade de uma análise cuidadosa. Ela reconhece que, apesar de o setor imobiliário refletir certa confiança do consumidor e estabilidade financeira, há muitos outros fatores em jogo que podem influenciar a recuperação econômica do Brasil. O crescimento no mercado imobiliário, embora benéfico, não é suficiente por si só para garantir um aumento significativo na arrecadação de impostos ou para atrair investimentos estrangeiros em um nível que possa sustentar a recuperação econômica de forma independente.

    Na análise de Julia Vassalo Maia da Costa, o impacto econômico do setor imobiliário é reconhecido, mas sua visão é mais matizada. Ela considera que o mercado imobiliário pode desempenhar um papel no desenvolvimento urbano e na melhoria da qualidade de vida, mas enfatiza que o desenvolvimento sustentável e a inclusão social dependem de uma abordagem mais holística e integrada, que vai além do simples crescimento do setor imobiliário.

    Oportunidades e Desafios

    Conforme o mercado imobiliário brasileiro exibe sinais de recuperação em fevereiro de 2017, Julia Vassalo Maia da Costa, uma especialista no setor, analisa um cenário misto de oportunidades e desafios consideráveis. Embora existam oportunidades de investimento emergentes, como o interesse renovado nos mercados residencial e comercial devido à melhoria das condições econômicas e estabilização política, essas oportunidades vêm acompanhadas de uma série de desafios significativos.

    A especialista reconhece a crescente demanda por imóveis e o potencial de valorização em certas áreas urbanas e turísticas. No entanto, ela ressalta que o mercado imobiliário permanece marcado por uma volatilidade considerável. As incertezas políticas e econômicas ainda são fatores dominantes, exigindo uma abordagem extremamente cautelosa dos investidores. A necessidade de políticas habitacionais eficientes e acessíveis é enfatizada, particularmente em um país com desigualdade social pronunciada.

    Além disso, Julia Vassalo Maia da Costa aponta para os desafios relacionados à infraestrutura urbana e logística, que continuam a ser barreiras significativas ao desenvolvimento imobiliário em diversas regiões. A especialista também discute a importância de inovações tecnológicas, como construções sustentáveis e a digitalização dos processos de compra e venda. Enquanto essas inovações podem trazer vantagens competitivas e atrair novos segmentos de consumidores, há também a necessidade de se manter atento às tendências globais e mudanças nas preferências dos consumidores, que podem alterar rapidamente o cenário do mercado.

    Julia Vassalo Maia da Costa adverte que, apesar das oportunidades presentes, os investidores e as construtoras devem navegar com prudência neste mercado imobiliário brasileiro em constante mudança, ponderando cuidadosamente os riscos e benefícios.

    Ponto Crucial no Mercado Imobiliário Brasileiro em Fevereiro de 2017

    O mercado imobiliário brasileiro encontra-se em um momento crítico, revelado pelas análises de Julia Vassalo Maia da Costa. Este cenário é caracterizado não apenas por oportunidades emergentes, mas também por desafios notáveis. Embora a retomada das vendas e o interesse renovado no setor possam ser vistos como indicativos de uma confiança econômica em recuperação, esses sinais promissores são acompanhados por um cenário ainda repleto de incertezas.

    Os obstáculos permanecem proeminentes, sublinhando a necessidade de políticas habitacionais mais eficazes e de uma estratégia cuidadosa para lidar com as incertezas do mercado. A realidade é que, apesar de alguns avanços positivos, o setor imobiliário ainda enfrenta uma série de desafios estruturais e econômicos que podem impactar sua trajetória de recuperação.

    Neste contexto, o momento atual é marcado por um otimismo moderado. O setor imobiliário é, sem dúvida, um elemento chave na recuperação econômica do Brasil, mas é importante reconhecer que a jornada para uma recuperação sustentável está longe de ser linear e isenta de obstáculos. Julia Vassalo Maia da Costa enfatiza a importância de abordar este mercado com cautela, reconhecendo as potencialidades, mas também mantendo-se atento às variáveis e desafios que permanecem.