Tag: Política Internacional

  • Trump diz que vai prorrogar cessar-fogo com Irã até conclusão das negociações

    Trump diz que vai prorrogar cessar-fogo com Irã até conclusão das negociações

    Presidente dos Estados Unidos afirmou que manterá a trégua temporária enquanto aguarda proposta iraniana, mas seguirá com o bloqueio no Estreito de Ormuz e nos portos do país

    O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta terça, 21, que está estendendo o cessar-fogo com o Irã até que uma proposta seja submetida pelos país persa e as discussões sejam concluídas “de uma forma ou de outra”.

    Em post na Truth Social, o republicano disse que a decisão de suspender os ataques veio a pedido do marechal de campo paquistanês, Asim Munir, e do primeiro-ministro Shehbaz Sharif, até a apresentação de uma proposta unificada.

    Segundo Trump, o exército americano continuará o bloqueio no Estreito de Ormuz e nos portos iranianos. A ação tem sido considerada um “ato de guerra” que viola o cessar-fogo por parte do Irã.

    Premiê do Paquistão agradece Trump

    O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, agradeceu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por ter aceitado o pedido de estender o cessar-fogo com o Irã a fim de permitir mais tempo para a realização de negociações diplomáticas.

    Em postagem no X, Sharif afirmou esperar que “ambos os lados continuem a observar o cessar-fogo e possam concluir um acordo abrangente de paz durante a segunda rodada de conversas programada em Islamabad para um fim permanente ao conflito”, que ainda não tem uma data definida após a desistência, pelos iranianos, de participarem das reuniões que ocorreriam nesta semana.

    Irã decide não participar da rodada de negociações

    O governo do Irã decidiu não participar da rodada de conversas diplomáticas com os Estados Unidos que ocorreriam em Islamabad, capital do Paquistão, informou a agência estatal de notícias Tasnim.

    Segundo a Tasnim, a equipe de negociadores do Irã informou ao lado americano, por meio de um intermediário paquistanês, que a decisão de não participar das reuniões é definitiva e não atualmente nenhuma perspectiva de participação dos iranianos nas negociações.

    Fontes ouvidas pela Tasnim afirmam que o Irã vê as conversas com os EUA como “perda de tempo”, uma vez que os americanos teriam violado diversos compromissos acordados durante a primeira rodada de negociações entre as partes. Dentre as violações, os iranianos citam os ataques de Israel ao Líbano mesmo após o cessar-fogo e o bloqueio a navios que entram e saem de portos iranianos por meio do Estreito de Ormuz.

    Ainda de acordo com a Tasnim, às vésperas do fim do cessar-fogo, o Irã está preparado para uma nova rodada de combate contra americanos e israelenses, tendo realizado movimentações militares e preparado uma lista de novos alvos ao longo das últimas semanas.

  • Partido de Javier Milei vence eleições legislativas na Argentina com mais de 40% dos votos

    Partido de Javier Milei vence eleições legislativas na Argentina com mais de 40% dos votos

    Resultado consolida força do governo ultraliberal e dá alívio após Donald Trump condicionar apoio financeiro ao desempenho eleitoral argentino.

    O partido ultraliberal do presidente Javier Milei teve uma vitória contundente nas eleições legislativas ontem (27) na Argentina, com mais de 40% dos votos, segundo dados do Ministério do Interior.

    O resultado traz alívio ao governo, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, condicionar seu apoio financeiro à Argentina ao desempenho eleitoral.

    Segundo os resultados parciais, o A Liberdade Avança (LLA) venceu o peronismo (centro-esquerda), que obteve 31,64% em nível nacional, após a apuração de mais de 90% dos votos. Em terceiro lugar ficou o Províncias Unidas, bloco que busca romper a polarização, que obteve 7,1% dos votos.

    Com este resultado provisório, o governismo amplia sua bancada e se aproxima do um terço necessário nas duas câmaras para blindar seus vetos, mas precisará se aliar a outras forças para avançar em reformas estruturais.

    “Milei, querido, o povo está contigo”, cantavam centenas de apoiadores do presidente em frente ao bunker do LLA em Buenos Aires. “Estou muito animado. Não esperava um número tão alto”, disse à AFP o consultor de marketing Facundo Campos, 38. “Gritei como se fosse o gol do último mundial.”

  • Fortalecimento do Centro Político na Europa: Resultados Eleitorais no Reino Unido e França Indicam Mudança

    Fortalecimento do Centro Político na Europa: Resultados Eleitorais no Reino Unido e França Indicam Mudança

    Análises apontam para maior estabilidade democrática e afastamento dos extremos ideológicos.

    Uma boa notícia em matéria de política é o anúncio, por analistas de política internacional, de que os resultados, sobretudo, das últimas eleições no Reino Unido e na França, criam condições para o fortalecimento do centro político.

     Caso se concretize, a democracia se fortalece. Não se justifica essa polarização entre “esquerda e direita”, criando inclusive comportamentos patológicos, com pessoas intoxicadas por informações falsas gerando tumulto, usando palavras de baixo calão, querendo a todo custo impor as suas ideias.

    O novo primeiro-ministro do Reino Unido lidera o processo de uma nova concepção política, apoiada no equilíbrio e não nos extremos. Ele coloca a estabilidade política como chave do processo de recuperação do Reino Unido.

    Não haverá mudança nas políticas do Reino Unido em relação à sua crença na importância de um relacionamento forte com os Estados Unidos, seu papel na OTAN e seu apoio à Ucrânia. Mas mudança significa estabilidade precisamente porque os últimos anos de governo conservador foram instáveis, incluindo cinco mudanças de primeiro-ministro nos últimos nove anos.

    O Partido Trabalhista inglês foi desradicalizado pelo novo líder Keir Starmer para se tornar uma alternativa para a maioria da população. Starmer não é um líder trabalhista particularmente radical. Sob o antigo promotor público, o Partido Trabalhista se comprometeu a manter o status quo nas taxas de impostos e prometeu reduzir a migração líquida.

    No entanto, o partido apresentou uma grande visão para o futuro econômico da Grã-Bretanha: criar a Great British Energy (uma empresa pública de energia limpa), renacionalizar as ferrovias à medida que os contratos expiram e implementar uma nova estratégia industrial, para citar algumas políticas importantes.

    Essas são metas elevadas, mas não impossíveis de serem alcançadas com o mandato que o Partido Trabalhista recebeu

    Um fator que contribuirá para essa mudança é o esperado fracasso político do presidente francês Emmanuel Macron nas decisivas eleições parlamentares deste domingo, enfraquecendo-o no exterior e ofuscando seu legado, no momento em que a França se prepara para ganhar destaque global como sede das Olimpíadas de Paris.

    Seja qual for o resultado do segundo turno deste domingo, não se espera que seja uma boa notícia para Macron. A mídia francesa descreveu recentemente uma atmosfera de “fim de reinado” no palácio presidencial do Eliseu.

    Por outro lado, tudo indica que o Reagrupamento Nacional (RN), partido da líder extremista de direita Marine Le Pen, não terá a vitória esperada. Isso facilitará o reagrupamento político após a eleição e igualmente pode fortalecer uma posição de “centro”. 

    Do blog do Ney Lopes