Tag: Polícia Militar

  • Megaoperação no Rio contra o Comando Vermelho deixa 60 mortos e 81 presos

    Megaoperação no Rio contra o Comando Vermelho deixa 60 mortos e 81 presos

    Ação conjunta das polícias Civil e Militar nos complexos do Alemão e da Penha é a Rio de Janeiro, segurança pública, Comando Vermelhomais letal da história do estado e paralisa a Zona Norte do Rio de Janeiro.

    Por g1

    Pelo menos 60 pessoas morreram – 4 delas policiais – e 81 foram presas nesta terça-feira (28) em uma megaoperação contra o Comando Vermelho (CV), nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Esta é a operação mais letal da história do estado, segundo números confirmados pelo Palácio Guanabara.

    No início da tarde, o tráfico orquestrou represálias em várias partes da cidade. Barricadas, com veículos tomados ou entulho, foram feitas na Linha Amarela, na Grajaú-Jacarepaguá e na Rua Dias da Cruz, no Méier, entre muitos outros locais.

    Até a última atualização desta reportagem, a ação ainda estava em andamento, com relatos de mais baleados.

    Como tudo começou

    Trata-se de mais uma etapa da Operação Contenção, uma iniciativa permanente do governo do estado de combate ao avanço do CV por territórios fluminenses.

    Na chegada das equipes, ainda no fim da madrugada, traficantes reagiram a tiros e com barricadas em chamas. Um vídeo mostra quase 200 disparos em 1 minuto, em meio a colunas de fumaça.

    Alvos de outros estados

    A ação desta terça, que também conta com promotores do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), foi deflagrada após 1 ano de investigação pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE). Parte dos procurados, pelo menos 30, é do Pará.

    Participam policiais militares do Comando de Operações Especiais (COE) e das unidades operacionais da PM da capital e Região Metropolitana. Já a Polícia Civil mobilizou agentes de todas as delegacias especializadas, distritais, do Departamento de Combate à Lavagem de Dinheiro e da Subsecretaria de Inteligência.

    A Operação Contenção conta ainda com helicópteros, blindados e veículos de demolição, além de ambulâncias do Grupamento de Salvamento e Resgate.

    Em função dos múltiplos bloqueios, o Centro de Operações e Resiliência (COR) do Rio elevou o estágio operacional da cidade para o nível 2, de uma escala de 5. A PM mandou colocar todo o efetivo na rua — para tal, suspendeu as atividades administrativas.

    A TV Globo apurou que entre os mortos há 2 policiais civis e 2 policiais militares:

    Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, de 51 anos, conhecido como Máskara, recém-promovido a chefe de investigação da 53ª DP (Mesquita);
    Rodrigo Velloso Cabral, de 34 anos, da 39ª DP (Pavuna);
    Cleiton Searafim Gonçalves, policial do Bope;
    Herbert, policial do Bope.

    Os outros 20 mortos são, segundo o governo do estado, traficantes que trocaram tiros com policiais.

    O que é a operação

    Pelo menos 2.500 agentes das forças de segurança do RJ saíram para cumprir 100 mandados de prisão. A Polícia Civil afirmou ainda que, em retaliação, criminosos lançaram bombas com drones. Outros fugiram em fila indiana pela parte alta da comunidade, em uma cena semelhante à disparada de bandidos em 2010, quando da ocupação do Alemão.

    Escolas e postos de saúde não abriram. Veja aqui os impactos à população nesta terça.

    Balanço parcial:

    • 56 suspeitos mortos em confronto. Dois eram da Bahia; outro, do Espírito Santo.
    • 2 policiais civis e 2 policiais militares foram mortos.
    • Além deles, 3 inocentes foram feridos: um homem em situação de rua foi atingido nas costas por uma bala perdida e levado para o Getúlio Vargas; uma mulher que estava em uma academia também foi ferida, mas já recebeu alta; e um homem que estava num ferro-velho.
    • 81 pessoas foram presas.
    • Policiais apreenderam 75 fuzis, 2 pistolas e 9 motos.
  • Justiça decreta prisão preventiva de PM de folga que confundiu casal com ladrões de moto e atirou; homem morreu e mulher se feriu

    Justiça decreta prisão preventiva de PM de folga que confundiu casal com ladrões de moto e atirou; homem morreu e mulher se feriu

    Soldado de 23 anos foi preso por homicídio contra homem de 26 e tentativa de homicídio contra mulher de 28. Caso foi no sábado (11) em SP e é investigado pela Polícia Civil. Justiça manteve prisão. Ele disse ter atirado nas vítimas por achar que uma delas estava armada.

    A Justiça decretou nesta semana a prisão preventiva (sem prazo para sair) do policial militar de folga que confundiu um casal com assaltantes de moto e atirou cinco vezes nele. O motociclista morreu baleado com tiros na cabeça e nas costas. A garupa que estava na motocicleta, namorada dele, foi atingida na virilha.

    O caso ocorreu no último sábado (11) perto da Rodovia dos Imigrantes, na Vila da Saúde, Zona Sul de São Paulo. E foi registrado como homicídio e tentativa de homicídio pela Polícia Civil. O soldado da Polícia Militar (PM) Matheus Sposito Borges, de 23 anos, disse ter achado que as vítimas estavam assaltando outro casal numa moto. E que o piloto pudesse estar armado.

    O casal baleado era amigo do outro casal que não foi atingido pelos disparos. O homem morto é Victor Matheus da Fonseca Araújo, de 26. Ele não estava armado. Na segunda-feira (13) a Justiça decretou a prisão preventiva do soldado.

    Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a mulher atingida tem 28 anos. Ela tinha sido socorrida e levada de ambulância para o Hospital Municipal Arthur Ribeiro de Saboya, onde permaneceu internada e passou por cirurgia. Seu estado de saúde não foi divulgado até a última atualização desta reportagem.

    O caso ocorreu na Rua Áurea Lejeune, que dá acesso à Rodovia dos Imigrantes. A ocorrência foi registrada e está sendo investigada como homicídio consumado e tentativa de homicídio pelo Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) por envolver um policial militar. O órgão pediu exames periciais para a Polícia Técnico-Científica.

    O policial militar foi detido pela PM e levado em flagrante para o presídio militar Romão Gomes, na Zona Norte. A Corregedoria da corporação também apura a conduta do agente no caso. A reportagem não conseguiu contato com a defesa do soldado e nem falar com parentes das vítimas para comentarem o assunto.

    Em seu depoimento na delegacia, o soldado contou que ele e outros cinco amigos, todos policiais, e de folga, estavam em dois carros trafegando pela Rodovia dos Imigrantes. Disse ainda que se identificou como policial e pediu que ficassem parados durante a abordagem, mas dois ocupantes de uma das motos não obedeceram. E achando que um deles estava apontando algo para ele, que achou ser uma arma, atirou por entender que estava numa “situação de risco iminente”.

    Segundo o DHPP houve “excesso” do soldado da PM na ação. Para o Departamento, ele “assumi o risco” de matar ao menos uma das vítimas, como de fato ocorreu. Os policiais civis analisam câmeras de segurança que gravaram os dois carros com os policiais à paisana. Eles querem saber se as imagens teriam gravado o soldado atirando.

  • ‘A polícia fazer aquilo com meu filho’, diz mãe de homem morto pela PM com tiro no peito após se render em abordagem em SP

    ‘A polícia fazer aquilo com meu filho’, diz mãe de homem morto pela PM com tiro no peito após se render em abordagem em SP

    Jocélia Menezes dos Santos falou nesta segunda (6) à reportagem sobre a morte de Matias Menezes Caviquiole. O ajudante de pedreiro foi morto no domingo (5). Soldado Dernival Santos Silva alegou que tiro foi acidental e foi indiciado por homicídio culposo, sem intenção de matar, e depois acabou preso pela Polícia Militar.

    “Olha, isso comoveu todo mundo. Do jeito que o menino era… e a polícia fazer aquilo com meu filho”, disse nesta segunda-feira (6) Jocélia Menezes dos Santos, mãe de Matias Menezes Caviquiole, morto com um tiro no peito pela Polícia Militar (PM) após se render numa abordagem em São Paulo.

    O caso ocorreu no domingo (5) no Morro do Piolho, comunidade do Capão Redondo, na Zona Sul da capital. A vítima era ajudante de pedreiro e tinha 24 anos. Vídeos gravados por testemunhas mostram o momento que a vítima ergue as mãos para o alto, de costas para o soldado Dernival Santos Silva, e depois é baleado quando ser vira para ele. O PM tem 27 anos.

    Dernival alegou que o disparo que atingiu e matou Matias foi acidental. Disse ainda que o homem derrubou seu cassetete no chão, e quando fez isso, ele sacou a arma e ela disparou acidentalmente.

    Em seu interrogatório, o soldado disse que o suspeito “realizou um movimento que derrubou o cassetete” dele” e na “eminência da grave ameaça”, “sacou seu armamento de segurança e ao tentar acessar seu cassetete que estava em solo”, “foi surpreendido com um disparo acidental, sem a intenção, no susto”.

    O corpo de Matias foi enterrado em um cemitério de Embu das Artes, na região metropolitana, no final da tarde desta segunda.

    A Polícia Civil indiciou o soldado por homicídio culposo, sem a intenção de matar. Na delegacia foi arbitrada a fiança de R$ 1,3 mil para o PM não ser preso. Ele pagou e foi solto, mas depois acabou detido pela própria Polícia Militar.

    Até a última atualização desta reportagem Dernival continuava no Presídio Romão Gomes, na Zona Norte de São Paulo. A PM informou ainda que abriu um inquérito para apurar a conduta do agente. A arma de trabalho dele, uma pistola da marca Glock, calibre .40, foi apreendida para ser periciada pela Polícia Técnico-Científica.

    Matias tinha sido abordado na Rua Olímpio Rodrigues de Araújo, por que, segundo o PM, estava impedindo policiais de se aproximarem de uma dupla que pilotava uma moto sem placa. Um dos ocupantes foi preso e o outro fugiu. Antes da ocorrência acontecia um baile funk no local.

    “Na ocasião, policiais militares abordavam uma dupla flagrada em uma motocicleta sem placa, quando um outro homem interveio e tentou soltar os suspeitos. Ele fugiu em seguida, mas foi alcançado por outro policial. Quando o PM fazia a abordagem, houve um disparo de arma de fogo e o homem foi atingido. O policial acionou o resgate, mas o homem morreu no local”, informa a Secretaria da Segurança Pública (SSP), por meio de nota divulgada à imprensa por sua assessoria.

    ‘Vaquinha’ para enterro

    O corpo de Matias ficou nove horas na rua a espera de um transporte das autoridades para removê-lo. “Os meninos todos gostam dele. Estão todos correndo atrás de fazer vaquinha para enterrar ele”, lamentou Jocélia.

    O caso foi registrado inicialmente no 47º Distrito Policial (DP), Capão Redondo, como homicídio culposo. A reportagem teve acesso ao boletim de ocorrência. Nele, a delegacia informou que o crime ocorreu por “inobservância de regra técnica de profissão”. Ou seja: o policial militar deixou de tomar os cuidados de segurança para a arma não disparar, segundo a Polícia Civil.

    O Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) assumiu as investigações do caso pelo fato de o crime ter sido cometido por um agente da PM.

    Policiais civis do DHPP informaram ter visto as imagens da câmera corporal do soldado, que estava presa a seu uniforme. Segundo eles, as filmagens confirmam a versão de Dernival: “É possível visualizar o momento em que o policial militar efetua o disparo sem querer”, informa o Departamento de Homicídios no registro do caso.

    Testemunha e ouvidor

    “Porque ele já tava rendido. Ele simplesmente atirou a queima roupa. Eles alegaram que o Matias foi separar, mas o Matias não foi separar ninguém. O Rocam viu ele de frente, achou que ele tava junto com o moleque da moto, já desceu da moto agredindo ele. Onde que ele se rendeu, levantou a mão pra cima… No vídeo mesmo dá pra ver que ele tá rendido, com a mão pra cima… E o polícia, na covardia, dá um tiro nele”, falou à reportagem uma testemunha que pediu para não ser identificada.

    A Ouvidoria da Polícia, órgão responsável por receber denúncias sobre a atividade policial e pedir apurações junto aos órgãos públicos, acompanha o caso.
    “A Ouvidoria da Polícia tomou conhecimento do caso, instaurou os procedimentos, e a informação que nós temos é de que foi um tiro acidental. Se foi um tiro acidental é ainda mais grave porque demonstra a falta de manejo, a falta de técnica no manejo do armamento. Demonstra que a abordagem foi uma abordagem malsucedida, que acabou culminando com a morte de um civil, quando a polícia deveria proteger”, disse o ouvidor Claudio Silva.

     

  • Vídeos mostram PM suspeito de matar são-paulino na final da Copa do Brasil perto do estádio do Morumbi

    Vídeos mostram PM suspeito de matar são-paulino na final da Copa do Brasil perto do estádio do Morumbi

    Imagens feitas por câmeras de segurança e registros de moradores ajudaram entender a dinâmica do confronto entre torcedores e a polícia. Torcedor foi atingido no domingo (24) por ‘bean bag’, munição da PM.

    O vídeo de uma câmera de segurança e outros dois registros feitos por moradores ajudaram a Polícia Civil a montar quase toda a dinâmica do confronto entre a Polícia Militar e torcedores, em 24 de setembro, na região do estádio do Morumbi, na Zona Sul da capital.

    A investigação identificou que um PM é suspeito de ter disparado o tiro de “bean bag” que matou o são-paulino Rafael dos Santos Tercilio Garcia (assista abaixo).

    Segundo o relatório da polícia ao qual o g1 teve acesso, ainda não há imagem do momento em que Rafael foi atingido pelo disparo . O caso é investigado pelo DHPP (leia mais detalhes abaixo).

    Além disso, laudo do Instituto Médico Legal (IML) aponta que a vítima morreu por traumatismo craniano causado por disparo de arma de fogo, com ferimento na parte de trás da cabeça, e foram retirados fragmentos de projétil de arma de fogo composto por balins em envoltório, que foram encaminhados para análise balística.

    Em nota, a Secretaria da Segurança Pública afirmou que o DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) investiga quem foi o autor do disparo que causou a morte do torcedor no dia da final da Copa do Brasil. “Importante informar que laudos do Instituto de Criminalística, incluindo o de balística e os perinecroscópicos, ainda estão em elaboração e irão auxiliar na investigação dos fatos.”

    Após comprar 20 mil ‘bean bags’ em 2021, PM de SP abre licitação em 2023 para adquirir mais 50 mil; munição matou são-paulino

    Nas imagens é possível ver que um grande grupo de torcedores estava na rua em meio a veículos parados dos dois lados da via. Em determinado momento, os policiais aparecem com escudos, viatura e ao menos duas armas longas, semelhantes a calibre 12, a arma apta ao disparo anti-motim (“bean bag”). Houve também a presença da cavalaria.

    O documento detalha que é possível notar que, após a intervenção do policial militar suspeito do disparo, Rafael aparece caído ao chão e sendo socorrido pelos colegas.

    “Foi observado que o agente militar promove a recarga do armamento utilizado, demonstrando o recente emprego dos projéteis que estariam na câmara de disparo.”

    Os registros mostram que objetos como cadeiras foram arremessados contra os policiais. Um dos PMs armados com um arma semelhante a calibre 12 chegou a chutar, derrubar uma das barracas e apontar a arma para uma pessoa próxima a ele (veja abaixo).

    Ainda segundo a análise das imagens sobre as armas longas, possivelmente calibre 12, a Polícia Civil verificou que uma delas aparentava problemas de funcionamento.

    “Dessa maneira é possível observar que o policial em questão se abriga na parte de trás de um veículo branco, do lado oposto e distante de onde se deram os fatos.”

    “Simultaneamente, o policial que teria efetuado os disparos, dirige-se para o local do evento, tomando a dianteira da viatura que escoltava”, descreve o relatório.

    “Diante das constatações e análise das imagens, em especial a composição dos acontecimentos registrados por ângulos diversos, é possível concluir, com certa clareza, quanto a individualização do agente policial que efetuou o disparo que, em tese, vitimou Rafael Tercílio, pendente quanto a devida qualificação do agente miliciano”, cita o documento.

    Informações sobre o PM suspeito seriam pedidas pela Polícia Civil à Militar.

    Relembre o caso
    A munição “bean bag” foi usada no dia da final da Copa do Brasil pela PM. A Polícia Civil investiga o caso como homicídio decorrente de tumulto.

    A informação sobre a causa da morte de Rafael foi confirmada em 28 de setembro à imprensa pela delegada Ivalda Aleixo, diretora do Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

    “De uma forma preliminar, né, porque foi feito um exame no corpo da vítima, foi uma munição chamada ‘bean bag’ [que atingiu Rafael]. Então foi isso que provavelmente causou a morte [dele] por traumatismo cranioencêfálico, e é o que nós temos ainda preliminarmente no laudo. Aguardando o laudo, agora definitivo, para saber o que exatamente causou a morte, mas preliminarmente nós já sabemos”, disse Ivalda .

    Além de ter encontrado um artefato de “bean bag” preso à cabeça de Rafael, a perícia achou mais três munições do mesmo tipo do lado de fora do estádio. O boné que ele usava ficou com um furo na parte de trás, provavelmente por causa do disparo.

    O que são ‘bean bags’

    “Beans bags” (“sacos de feijão”, numa tradução literal do inglês para o português) são pequenas esferas de chumbo envoltas por plástico que ficam dentro de sacos de tecido sintético. A Polícia Militar paulista usa esse mesmo tipo de munição desde 2021.

    À Rádio CBN, a delegada Ivalda informou que o disparo que matou Rafael foi dado por quem estava perto do torcedor.

    “Foi muito próximo dele [de Rafael]. Porque o impacto foi muito forte. Acertou diretamente nele e à distância curta. Normalmente esse tipo de munição é disparado a uma distância maior justamente para não causar nenhuma lesão.”
    Segundo o protocolo da PM, as “bean bags” devem ser disparadas a uma distância mínima de até 6 metros. Abaixo disso há risco para quem fora atingido. A vítima tinha 32 anos, deficiência auditiva, e foi encontrada desacordada após a confusão.

    PM admite uso de ‘bean bags’

    Nota da Secretaria da Segurança Pública (SSP) confirmou que a PM usou “bean bags” e outras munições no domingo contra os são-paulinos no entorno do Morumbi.

    “Na ocasião, os policiais militares realizaram ações de controle de multidão com uso de munições de menor potencial ofensivo como bean bags, elastômero e jatos de água”, informa trecho do comunicado divulgado pela pasta da Segurança.

    Elastômero é o nome técnico para balas de borracha. Essa munição como as “bean bags” são consideradas menos letais.

    Apesar disso há casos de mortes registradas pelo mundo no uso de “bean bags”. Em 2019 um manifestante morreu na Colômbia depois de ter sido atingido pela munição. E em setembro deste ano uma mulher foi morta após ser ferida pelo artefato. Desde 2021, quando a PM passou a usar esse tipo de munição, essa seria a primeira morte com uso dela no estado de São Paulo e possivelmente no Brasil.

    ‘Bean bags’ x balas de borracha
    As “beans bags” estão sendo usados pela PM para substituir gradativamente as balas de borracha, que, segundo a corporação, apresentaram falhas em testes. Entre os problemas, foram detectados desvios de trajetória durante os tiros, colocando pessoas em risco.

    Tanto a “bean bag” quanto o elastômero (nome técnico da bala de borracha) são disparados por uma espingarda calibre 12. Segundo protocolos da PM, as “bean bags” têm de ser disparadas a uma distância mínima de 6 metros, enquanto as balas de borracha precisam de 20 metros para ter segurança de que não causará um dano maior a quem for atingido.

     

     

     

     

  • Suspeito de atirar e matar sargento aposentado que varria rua de casa é preso; polícia busca comparsas;

    Suspeito de atirar e matar sargento aposentado que varria rua de casa é preso; polícia busca comparsas;

    Homem, de 18 anos, foi preso em uma padaria no mesmo bairro do crime. Policial estava varrendo a rua quando foi abordado por homens de moto em São Vicente (SP).

    O jovem de 18 anos, suspeito de atirar e matar o sargento aposentado da Polícia Militar (PM) Gerson Antunes Lima foi preso. O policial foi baleado enquanto varia a rua da própria casa em São Vicente, no litoral de São Paulo. A Polícia Civil realizou uma megaoperação nesta quarta-feira (27) com objetivo de prender os envolvidos no crime. Três envolvidos ainda não foram presos.

    O crime que aconteceu no dia 8 de agosto, no bairro Cidade Náutica. Os quatro envolvidos foram reconhecidos por meio das imagens de câmeras de monitoramento que flagraram o momento exato em que o sargento foi abordado e baleado várias vezes.

    Após a identificação dos suspeitos, equipes policiais foram às ruas na manhã desta quarta para cumprir os mandados de prisão e de apreensão.

    A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Praia Grande foi a responsável pela operação realizada com apoio de 11 equipes, sendo do Grupo de Operações Especiais (GOE) e das delegacias de investigações sobre entorpecentes e homicídios.

    Segundo apurado pela TV Tribuna, afiliada da Globo, a polícia investiga se o homem que aparece efetuando os disparos contra a vítima é um suspeito de 18 anos. Ele foi preso no início da noite desta terça-feira (26) em uma padaria no bairro Cidade Náutica.

    A polícia realizava investigações para a operação nesta quarta-feira quando se deparou com o suspeito. Por isso, também cumprido um mandado de busca e apreensão na casa dele (veja abaixo).

    Até o momento, os outros três suspeitos de envolvimento no crime estão foragidos. Um deles, que aparece de verde nas imagens e se aproxima da vítima, é suspeito de envolvimento em outros dois homicídios em São Vicente: de um policial reformado executado em uma feira e de um segurança de supermercado morto na frente de clientes.

    Motos
    Segundo apurado pela reportagem, as motos utilizadas no crime foram apreendidas dias após o caso em São Vicente. A perícia nos veículos colaborou para as investigações, pois foi por meio dela que a autoridade policial encontrou indícios de envolvimento dos suspeitos.

    Caso
    Gerson foi surpreendido pelos criminosos enquanto estava varrendo a rua da própria casa no bairro Cidade Náutica. No primeiro momento, dois homens chegam em uma moto, um deles salta do veículo e, imediatamente, aponta a arma e começa a disparar contra a vítima, que não consegue se defender.

    Após ser atingido pelo primeiro disparo, o policial se agacha e cai na calçada. O criminoso se aproxima e continua atirando na direção dele. Para tentar se proteger, a vítima tenta se esconder atrás de um poste, mas não consegue. Ela acaba sendo baleada por, pelo menos, mais três disparos.

    Neste momento, outra moto com mais dois criminosos chega na cena do crime. Um deles chega perto do policial, que já está baleado no chão. Ele confere se o homem está mesmo ferido antes dos quatro criminosos fugirem nas motos.

    De acordo com a corporação, Gerson Antunes Lima chegou a ser socorrido no pronto-socorro do Hospital do Vicentino, no bairro Vila São Jorge, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

    Sargento

    A PM informou que o agente estava inativo desde 2019. Segundo a corporação, a última unidade em que Gerson atuou foi na 1ª Companhia do 45º Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPM/I). Por meio de nota, a Polícia Militar lamentou a morte de mais um “companheiro de farda” na Baixada Santista.

    O secretário de Segurança do Estado de São Paulo, Guilherme Derrite, também comentou sobre a morte do PM aposentado. Por meio das redes sociais, ele afirmou que as forças policiais vão “atrás dos responsáveis” pelos ataques aos agentes (veja abaixo).

     

  • Morador em situação de rua é atropelado por viatura da PM em Américo Brasiliense

    Morador em situação de rua é atropelado por viatura da PM em Américo Brasiliense

    Acidente aconteceu por volta das 21h de quarta-feira (13). Vítima foi socorrida pelo Samu.

    Um morador em situação de rua foi atropelado por uma viatura da Polícia Militar em Américo Brasiliense (SP) na noite de quarta-feira (13).

    Segundo a PM, o acidente aconteceu próximo à Praça Cruzeiro, na região central, por volta das 21h.

    A vítima sofreu fraturas nas pernas e foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

    Levado para o Hospital Dr. José Nigro Neto, ele foi transferido depois para a Santa Casa de Araraquara. O estado de saúde dele não foi informado.

    Ainda segundo a polícia, o home exalava um forte cheiro de álcool e não portava documentos, o que dificultou a identificação.

     

  • Laudo aponta que morto em operação em Guarujá levou 7 tiros no tronco; ação não foi registrada porque câmera estava sem bateria, diz MP

    Laudo aponta que morto em operação em Guarujá levou 7 tiros no tronco; ação não foi registrada porque câmera estava sem bateria, diz MP

    Ministério Público de SP concluiu análise das imagens das câmeras usadas pelos PMs durante Operação Escudo: em três ocorrências, houve confrontos com criminosos; em duas, gravações não captaram os momentos das supostas trocas de tiros. PM afirmou que não há imagens em 10 das 16 mortes.

    Os laudos necroscópicos de 12 dos 16 mortos durante a Operação Escudo, realizada na Baixada Santista, estão prontos. Um deles é o de Felipe Vieira Nunes, que levou sete tiros disparados por agentes da Rota.

    A tropa possui câmeras corporais, mas o Ministério Público informou que, neste caso específico, elas estavam sem bateria, o que descumpre as normas da própria corporação, já que o policial que sai com o equipamento precisar checar se está carregado.

    Cássio Araújo de Freitas, comandante-geral da Polícia Militar de São Paulo, diz que há 10.125 câmeras corporais em uso e que planeja aumentar essa quantidade.

    MP concluiu análise das imagens das câmeras
    O MP-SP concluiu a análise das imagens das câmeras corporais usadas pelos policiais militares durante a operação no litoral paulista. As autoridades do estado têm afirmado que todas as mortes foram de suspeitos que entraram em confronto com os policiais.

    Os promotores tiveram acesso a mais de 50 horas de gravação. Com base no material, concluíram que:

    Em três ocorrências, houve confrontos com criminosos;
    Em duas ocorrências, as gravações não captaram os momentos das supostas trocas de tiros, mas, segundo o MP, são importantes porque revelam falhas operacionais, como câmeras descarregadas e o não acionamento do modo de gravação em alta qualidade e com som durante as incursões;
    Os promotores consideram que, em uma das ocorrências, as imagens não trazem nenhuma informação relevante para a investigação.

    Só foi possível analisar seis das 16 mortes por intervenção policial registradas entre os dias 28 de julho e 1º de agosto nas cidades de Santos e Guarujá. A Polícia Militar informou ao MP que não existem imagens das ações que resultaram nas outras 10 mortes, seja porque o batalhão ainda não dispõe do equipamento ou porque estavam inoperantes.

    Ao todo, o Ministério Público recebeu imagens de 24 policiais.

    Segundo os promotores, algumas imagens foram registradas à noite, quase sem luz, o que dificulta a visualização das ações.

    Mario Luiz Sarrubbo, procurador-geral de Justiça do estado de São Paulo, afirmou que “um aspecto que salta aos olhos é o tamanho dessa operação e o número muito pequeno de câmeras corporais nos policiais militares”.

    “Nós estamos trocando as informações, estamos pedindo as explicações à Secretaria da Segurança Pública e tudo isso será investigado pelo Gaesp (Grupo de Atuaçao Especial em Segurança Pública) do MP-SP”, disse ele.

    A análise das câmeras corporais não encerra a investigação sobre as mortes na Baixada Santista. O próximo passo será comparar as imagens com laudos e depoimentos de testemunhas e dos próprios policiais. Apenas depois de cruzar todas essas informações é que os promotores terão condições de dizer se os PMs agiram ou não dentro da lei.

    “Não temos câmeras para todos os policiais militares ainda. Isso é bastante importante, porque, no planejamento da operação, nós demos grande atenção para levarmos tropas especializadas para lá para levar segurança ao cidadão na Baixada Santista. As câmeras são importantes, mas não são o principal meio de prova. O que foi considerado foi a capacidade operacional de levar essas tropas pra lá, tropas preparadas, especializadas, e que não fosse também desmontar o policiamento lá nas suas cidades de origem. Porque nós trabalhamos em todo o estado de São Paulo e temos que entregar segurança em todo o estado, sem descontinuidades”, apontou o comandante-geral da PM-SP.

    “Tudo isso nos levará a conclusões que poderão até colaborar para que, no futuro, essas operações atinjam um número menor de mortes. A letalidade, 16 mortes, não é desejável”, disse Sarrubo.
    Nesta terça-feira (15), mais duas mortes foram registradas no Guarujá durante a operação Escudo, depois de um delegado da Polícia Federal ter sido baleado. Com isso, sobe para 18 o número das mortes.

     

  • PM prende dupla ao identificar casa usada como ponto de tráfico de drogas em Itapetininga

    PM prende dupla ao identificar casa usada como ponto de tráfico de drogas em Itapetininga

    Conforme B.O, porções de entorpecentes foram encontradas dentro de um vaso sanitário e um fogão.

    Dois jovens, de 22 e 25 anos, foram presos suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas em Itapetininga (SP). O flagrante ocorreu na tarde desta quinta-feira (18), após a Polícia Militar identificar uma casa que era usada para armazenar e comercializar entorpecentes.

    Conforme o boletim de ocorrência, os policiais patrulhavam as proximidades do bairro Vila Belo Horizonte quando foram informados sobre um possível ponto de tráfico de drogas.

    Durante a diligência, dois suspeitos que estavam em frente à casa fugiram ao verem a viatura. Houve perseguição e a dupla foi detida.

    Dentro da casa, um tijolo maconha, porções de cocaína e pedras de crack foram encontrados dentro de um vaso sanitário e um fogão. No local, ainda foram apreendidos balanças e dinheiro em espécie.

    Os dois jovens foram presos em flagrante e levados à Polícia Civil.

     

  • Mais de 100 carros são apreendidos em megaoperação contra rachas na Zona Sul de SP

    Mais de 100 carros são apreendidos em megaoperação contra rachas na Zona Sul de SP

    Nas últimas semanas, policiais se infiltraram nos encontros e investigavam vídeos em diversas redes sociais. Valor da multa é R$ 2.934,70; CNH pode ser suspensa por até 8 meses.

    Ao todo 119 veículos foram apreendidos na noite desta quinta-feira (18) em uma operação da Polícia Militar contra rachas no Jardim Paulista, na Zona Sul da capital. 98 PMs, 57 viaturas e quatro cães farejadores participaram dessa ação.

    Foram quase seis horas para guinchar todos os veículos. Um deles, segundo os policiais, avaliado em mais de R$ 800 mil.

    Há mais de um mês, centenas de pessoas se reúnem semanalmente no local para disputar rachas e exibir carros turbinados.

    Nas últimas semanas, os policiais se infiltravam nos encontros, que eram semanais, e investigavam vídeos em diversas redes sociais (saiba mais abaixo).

    Megaoperação
    A operação começou por volta das 22h30. É nesse horário, segundo a polícia, que os participantes começam o evento clandestino. Ainda de acordo a polícia, influenciadores digitais são quem convocam os telespectadores para eventos como esse.

    “Existe material farto na internet. Inclusive, nesse local aqui em relação a esse tipo de evento. Então, a gente trabalhou não só com essas informações, mas com informações dos próprios moradores da região e com a inteligência da polícia”, relatou o tenente Marcos Cunha.

    O carro do Wagner está entre os que foram apreendidos. Ele contou que apenas assiste aos eventos toda semana. No entanto, ele é um dos motoristas flagrados nas imagens gravadas pelos policiais.

    “Eu estava no posto, fui pegar um café. Aí o guarda: “aguarde só um minutinho.” Aí fiquei uma hora aguardando. Aí apreendeu porque eu estava no lugar errado. Há pouco tempo, comecei a passar aqui e curtir só ver as Ferraris, Porches, passarem”, disse Wagner.

    O trabalho dos guinchos terminou por volta das 3h, ou seja, seis horas após o início da operação, quando os últimos veículos foram recolhidos.

    Além de ter os carros apreendidos, os envolvidos também terão que arcar com uma multa gravíssima, no valor de R$ 2.934,70. Os condutores autuados ainda terão o seu direito de dirigir suspensos por um período de dois a oito meses.

     

  • Ex-PM é condenado a 125 anos de prisão por participar de chacina que deixou 7 mortos e 2 feridos na Zona Sul de SP

    Ex-PM é condenado a 125 anos de prisão por participar de chacina que deixou 7 mortos e 2 feridos na Zona Sul de SP

    Caso aconteceu em janeiro de 2013 no bairro do Campo Limpo. O ex-soldado Gilberto Eric Rodrigues também é acusado de participar do assassinato de um adolescente de 15 anos em junho de 2020.

    Ex-soldado da Polícia Militar de SP, Gilberto Eric Rodrigues foi condenado a 125 anos e 2 meses de prisão em regime inicial fechado pela participação em uma cachina em 2013 que deixou sete mortos e dois feridos no Campo Limpo, na Zona Sul da capital. O Tribunal de Justiça finalizou o júri na última sexta-feira (31).

    De acordo com o Ministério Público, oito integrantes do 37º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano foram até um bar da região para matar um homem que teria filmado um homicídio, assim como quem mais estivesse no local;
    Por volta das 23h do dia do crime, os acusados entraram no estabelecimento comercial gritando que eram da polícia e passaram a disparar diversas vezes contra os consumidores;
    Segundos os autos, policiais militares foram vistos recolhendo as munições disparadas durante a chacina e entregando a outro integrante da corporação.
    A sentença definiu que Gilberto responderá por sete homicídios consumados por motivo torpe, utilizando-se de meio cruel e que dificultou a defesa da vítima, além de duas tentativas de homicídio.

    A defesa de Gilberto disse que vai recorrer do resultado, “uma vez que a decisão contrariou as provas da inocência dele”.

    “No momento dos crimes, segundo as provas das informações telefônicas, ele estava em local distante de onde ocorreram os fatos. Também nunca foi encontrado projétil de arma de fogo no corpo das vítimas, como apontaram as investigações, que tenha partido da arma do Gilberto Eric. Uma inverdade proferida pelas investigações”, disse em nota o advogado Renato Soares do Nascimento.

    No mesmo júri, o policial Fábio Ruiz Ferreira foi absolvido, segundo a Justiça, por estar provado que ele não colaborou com a infração penal. Em 2013, ele chegou a ser preso. À época, segundo a polícia, Fábio esteve no local do crime em seu dia de folga. Na casa dele, foram apreendidas toucas ninja e placas frias de carros e de uma moto.

    Envolvimento na morte de garoto de 15 anos com tiros na cabeça
    O Ministério Público também acusa o ex-PM Gilberto Eric Rodrigues de participar do assassinato de um adolescente de 15 anos em junho de 2020.

    Segundo o MP, Gilberto e o sargento Adriano Fernandes Campos são os homens que aparecem em um vídeo gravado por câmera de segurança no dia em que o jovem foi visto pela última vez, no bairro Vila Clara, Zona Sul da capital.

    Horas depois, o adolescente foi encontrado morto em Diadema. O corpo dele tinha dois tiros na cabeça e marcas de espancamento.