Tag: Polícia Civil

  • Megaoperação no Rio contra o Comando Vermelho deixa 60 mortos e 81 presos

    Megaoperação no Rio contra o Comando Vermelho deixa 60 mortos e 81 presos

    Ação conjunta das polícias Civil e Militar nos complexos do Alemão e da Penha é a mais letal da história do estado e paralisa a Zona Norte do Rio de Janeiro.

    Pelo menos 60 pessoas morreram – 4 delas policiais – e 81 foram presas nesta terça-feira (28) em uma megaoperação contra o Comando Vermelho (CV), nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Esta é a operação mais letal da história do estado, segundo números confirmados pelo Palácio Guanabara.

    No início da tarde, o tráfico orquestrou represálias em várias partes da cidade. Barricadas, com veículos tomados ou entulho, foram feitas na Linha Amarela, na Grajaú-Jacarepaguá e na Rua Dias da Cruz, no Méier, entre muitos outros locais.

    Até a última atualização desta reportagem, a ação ainda estava em andamento, com relatos de mais baleados.

    Como tudo começou

    Trata-se de mais uma etapa da Operação Contenção, uma iniciativa permanente do governo do estado de combate ao avanço do CV por territórios fluminenses.

    Na chegada das equipes, ainda no fim da madrugada, traficantes reagiram a tiros e com barricadas em chamas. Um vídeo mostra quase 200 disparos em 1 minuto, em meio a colunas de fumaça.

    Alvos de outros estados

    A ação desta terça, que também conta com promotores do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), foi deflagrada após 1 ano de investigação pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE). Parte dos procurados, pelo menos 30, é do Pará.

    Participam policiais militares do Comando de Operações Especiais (COE) e das unidades operacionais da PM da capital e Região Metropolitana. Já a Polícia Civil mobilizou agentes de todas as delegacias especializadas, distritais, do Departamento de Combate à Lavagem de Dinheiro e da Subsecretaria de Inteligência.

    A Operação Contenção conta ainda com helicópteros, blindados e veículos de demolição, além de ambulâncias do Grupamento de Salvamento e Resgate.

    Em função dos múltiplos bloqueios, o Centro de Operações e Resiliência (COR) do Rio elevou o estágio operacional da cidade para o nível 2, de uma escala de 5. A PM mandou colocar todo o efetivo na rua — para tal, suspendeu as atividades administrativas.

    A TV Globo apurou que entre os mortos há 2 policiais civis e 2 policiais militares:

    Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, de 51 anos, conhecido como Máskara, recém-promovido a chefe de investigação da 53ª DP (Mesquita);

    Rodrigo Velloso Cabral, de 34 anos, da 39ª DP (Pavuna);

    Cleiton Searafim Gonçalves, policial do Bope;

    Herbert, policial do Bope.

    Os outros 20 mortos são, segundo o governo do estado, traficantes que trocaram tiros com policiais.

    O que é a operação

    Pelo menos 2.500 agentes das forças de segurança do RJ saíram para cumprir 100 mandados de prisão. A Polícia Civil afirmou ainda que, em retaliação, criminosos lançaram bombas com drones. Outros fugiram em fila indiana pela parte alta da comunidade, em uma cena semelhante à disparada de bandidos em 2010, quando da ocupação do Alemão.

    Escolas e postos de saúde não abriram. Veja aqui os impactos à população nesta terça.

    Balanço parcial:

    56 suspeitos mortos em confronto. Dois eram da Bahia; outro, do Espírito Santo.

    2 policiais civis e 2 policiais militares foram mortos.

    Além deles, 3 inocentes foram feridos: um homem em situação de rua foi atingido nas costas por uma bala perdida e levado para o Getúlio Vargas; uma mulher que estava em uma academia também foi ferida, mas já recebeu alta; e um homem que estava num ferro-velho.

    81 pessoas foram presas.

    Policiais apreenderam 75 fuzis, 2 pistolas e 9 motos.

  • Megaoperação no Rio contra o Comando Vermelho deixa 60 mortos e 81 presos

    Megaoperação no Rio contra o Comando Vermelho deixa 60 mortos e 81 presos

    Ação conjunta das polícias Civil e Militar nos complexos do Alemão e da Penha é a Rio de Janeiro, segurança pública, Comando Vermelhomais letal da história do estado e paralisa a Zona Norte do Rio de Janeiro.

    Por g1

    Pelo menos 60 pessoas morreram – 4 delas policiais – e 81 foram presas nesta terça-feira (28) em uma megaoperação contra o Comando Vermelho (CV), nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Esta é a operação mais letal da história do estado, segundo números confirmados pelo Palácio Guanabara.

    No início da tarde, o tráfico orquestrou represálias em várias partes da cidade. Barricadas, com veículos tomados ou entulho, foram feitas na Linha Amarela, na Grajaú-Jacarepaguá e na Rua Dias da Cruz, no Méier, entre muitos outros locais.

    Até a última atualização desta reportagem, a ação ainda estava em andamento, com relatos de mais baleados.

    Como tudo começou

    Trata-se de mais uma etapa da Operação Contenção, uma iniciativa permanente do governo do estado de combate ao avanço do CV por territórios fluminenses.

    Na chegada das equipes, ainda no fim da madrugada, traficantes reagiram a tiros e com barricadas em chamas. Um vídeo mostra quase 200 disparos em 1 minuto, em meio a colunas de fumaça.

    Alvos de outros estados

    A ação desta terça, que também conta com promotores do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), foi deflagrada após 1 ano de investigação pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE). Parte dos procurados, pelo menos 30, é do Pará.

    Participam policiais militares do Comando de Operações Especiais (COE) e das unidades operacionais da PM da capital e Região Metropolitana. Já a Polícia Civil mobilizou agentes de todas as delegacias especializadas, distritais, do Departamento de Combate à Lavagem de Dinheiro e da Subsecretaria de Inteligência.

    A Operação Contenção conta ainda com helicópteros, blindados e veículos de demolição, além de ambulâncias do Grupamento de Salvamento e Resgate.

    Em função dos múltiplos bloqueios, o Centro de Operações e Resiliência (COR) do Rio elevou o estágio operacional da cidade para o nível 2, de uma escala de 5. A PM mandou colocar todo o efetivo na rua — para tal, suspendeu as atividades administrativas.

    A TV Globo apurou que entre os mortos há 2 policiais civis e 2 policiais militares:

    Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, de 51 anos, conhecido como Máskara, recém-promovido a chefe de investigação da 53ª DP (Mesquita);
    Rodrigo Velloso Cabral, de 34 anos, da 39ª DP (Pavuna);
    Cleiton Searafim Gonçalves, policial do Bope;
    Herbert, policial do Bope.

    Os outros 20 mortos são, segundo o governo do estado, traficantes que trocaram tiros com policiais.

    O que é a operação

    Pelo menos 2.500 agentes das forças de segurança do RJ saíram para cumprir 100 mandados de prisão. A Polícia Civil afirmou ainda que, em retaliação, criminosos lançaram bombas com drones. Outros fugiram em fila indiana pela parte alta da comunidade, em uma cena semelhante à disparada de bandidos em 2010, quando da ocupação do Alemão.

    Escolas e postos de saúde não abriram. Veja aqui os impactos à população nesta terça.

    Balanço parcial:

    • 56 suspeitos mortos em confronto. Dois eram da Bahia; outro, do Espírito Santo.
    • 2 policiais civis e 2 policiais militares foram mortos.
    • Além deles, 3 inocentes foram feridos: um homem em situação de rua foi atingido nas costas por uma bala perdida e levado para o Getúlio Vargas; uma mulher que estava em uma academia também foi ferida, mas já recebeu alta; e um homem que estava num ferro-velho.
    • 81 pessoas foram presas.
    • Policiais apreenderam 75 fuzis, 2 pistolas e 9 motos.
  • Ministério Público do DF pede que Robson Cândido volte a usar tornozeleira eletrônica

    Ministério Público do DF pede que Robson Cândido volte a usar tornozeleira eletrônica

    Ex-diretor-geral da Polícia Civil é investigado por usar estrutura da corporação para persegue ex-amante. Delegado teve dispositivo removido na semana passada, após vencimento do prazo estabelecido pela Justiça; g1 tenta contato com defesa do policial.

    O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) pediu que o ex-diretor-geral da Polícia Civil, Robson Cândido, volte a usar tornozeleira eletrônica. Ele é investigado por usar a estrutura da corporação para perseguir uma ex-amante e chegou a ser preso (veja mais abaixo).

    O pedido de renovação do monitoramento eletrônico foi feito junto ao Juizado de Violência Doméstica de Águas Claras. Segundo a acusação, na semana passada, após vencimento do prazo da medida, Cândido teve o dispositivo removido.

    Ainda segundo o MPDFT, a tornozeleira foi removida sem que a vítima e o próprio órgão fossem ouvidos. Ainda segundo a acusação, a falta de monitoramento traz risco à ex-amante.

    Durante o período de monitoramento, foram registrada três ocorrências em que o delegado violou a área proibida pela Justiça. O g1 tenta contato com a defesa de Cândido.

    “Os referidos registros, aliados ao conhecido cenário de violência exposto no vasto acervo, demonstram a necessidade de se resguardar a integridade física e psicológica da vítima, ao menos, com a monitoração eletrônica do acusado”, diz o MPDFT.
    A acusação afirma ainda que esteve em contato com a mulher, que pediu que as medida protetivas fossem mantidas. A Justiça deu um prazo de três dias para que a defesa de Cândido se manifestar.

    Perseguição de ex-amante

    A denúncia do Ministério Público que acusa o ex-delegado-chefe da Polícia Civil do Distrito Federal Robson Cândido de cometer ao menos sete crimes contra a ex-amante contém uma série de provas, como vídeos, arquivos de áudio e de imagens.

    O material, obtido pela Globo News, mostra que Cândido usou a estrutura da PCDF para praticar os crimes de stalking e de violência psicológica contra a vítima (veja vídeo acima).

    Além de Cândido, o ex-delegado da 19ª Delegacia de Polícia, de Ceilândia, Thiago Peralva também é investigado. Ele chegou a ser preso e também foi liberado mediante uso de tornozeleira eletrônica. Os dois teriam se unido para cometer os crimes em contexto de violência doméstica e familiar e também contra a administração pública.

     

  • Fotógrafo relata ter sido agredido por PM acusada de omissão em caso de policial civil armado que ameaçou jovem negro em SP

    Fotógrafo relata ter sido agredido por PM acusada de omissão em caso de policial civil armado que ameaçou jovem negro em SP

    ‘Ela me agarrou pelo pescoço e me segurou por uns cinco segundos’, disse.

    O repórter fotográfico que registrou as imagens de um investigador armado da Polícia Civil ameaçando um jovem negro no último domingo (12) afirma ter sido agredido pela policial militar que presenciou toda a ocorrência sem interferir.

    “Ela me agarrou pelo pescoço e me segurou por uns cinco segundos. Foi uma agressão. Eu me identifiquei como sendo da imprensa, mas para ela tanto fez, tanto faz”, relatou o homem, que preferiu não ter sua identidade revelada.

    Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a PM que estava de folga teve uma conduta de omissão grave e deverá responder ao caso de forma criminal e disciplinar.

    “Ela me largou e, nisso, o rapaz [policial civil] que estava armado chegou perto, pedindo um contato dela. Foi quando eu virei para o rapaz e perguntei se ele tinha porte de arma, e ele me respondeu que sim. Naquele momento, eu não me senti confortável de continuar no lugar. Os dois estavam de comum acordo, conversando tranquilamente depois do episódio”, contou o repórter.

    Nas imagens do ocorrido, uma mulher que chama o investigador pelo nome de Paulo se coloca entre a arma e o adolescente que estava sendo ameaçado. O profissional da imprensa acredita que se tratava da esposa do homem.

    O vídeo mostra ainda duas crianças. Uma delas, uma menina, chama a moça de “mãe” e chora pedindo para voltarem para casa.

    “Ao meu ver, ele estava completamente alterado, não sabia o que fazer, se apontava a arma ou se batia. Foi a mulher que o freou. Ele apontou a arma para a cara dela na frente das crianças. A mulher se colocou na frente do adolescente e ele não baixou a arma. Elas, infelizmente, tiveram que assistir a tudo aquilo”, relatou o repórter. Ele não quis se identificar na entrevista.

    A suposta esposa do investigador aparece nas imagens implorando para que ele guarde a arma, uma vez que as crianças estavam ali.

    O ouvidor das polícias de São Paulo, Claudio Silva, afirmou em entrevista à GloboNews que pedirá o afastamento e desarmamento do investigador, considerando que ele já possui histórico de episódios violentos, o que, inclusive, levou a própria irmã a ter uma medida protetiva contra ele.

    Omissão da PM
    Ao ver o homem ameaçando atirar contra o jovem, o repórter cinematográfico pede ajuda à policial de folga, que vestia uma camiseta da PM e um cinto militar, tendo uma arma no coldre.

    Quando a agente o diz para ligar no 190, ele a questiona: “Pra que vocês servem?”. Se sentindo ofendida, a mulher ameaça prendê-lo e diz que o procedimento nesses casos é acionar a central e solicitar o auxílio de uma viatura. “O meu papel é ligar 190 e pedir apoio”, diz a PM.

    O repórter, por sua vez, pergunta se ela teria acionado a corporação e a resposta é “eu tô com celular aqui?”.

    De acordo com a SSP, um policial deve agir prontamente sempre que presenciar um crime, estando ou não em serviço. A pasta diz ainda que todos os policiais militares passam por treinamentos, independentemente da área em que atuam.

     

  • Depois de comandar invasões, José Rainha é preso em São Paulo

    Depois de comandar invasões, José Rainha é preso em São Paulo

    José Rainha Júnior, líder do FNL, preso no sábado 

    Segundo a Polícia Civil, ele é investigado por extorsão de proprietários de terras

    A Polícia Civil de São Paulo prendeu José Rainha e Luciano de Lima, líderes da Frente Nacional de Luta (FNL), sob suspeita de extorsão de proprietários de terras na região do Pontal do Paranapanema, no oeste do Estado. A prisão ocorreu no sábado 4, na cidade de Mirante do Paranapanema. De acordo com a Polícia Civil (PC), também foram apreendidas armas supostamente usadas em conflitos agrários.

    A operação que resultou na prisão de Rainha e Lima começou na sexta-feira 3, a partir de mandados expedidos pela Justiça de São Paulo em inquérito que apurava a extorsão de pelo menos seis pessoas.

    Outro inquérito foi instaurado para apurar a conduta de pessoas que teriam expulsado os invasores de áreas na região. Nessa investigação, foram apreendidos dois fuzis calibre 556, duas espingardas calibre 12 e uma calibre 357, informou a PC.

    “As prisões preventivas têm como objetivo a interrupção do ciclo delitivo e promoção de prevenção geral e paz no campo”, declarou a corporação, em nota. Também disse que essas prisões não têm relação com “os atos decorrentes do Carnaval de 2023, quando um grupo invadiu nove propriedades rurais”. “Mas visa a apuração do ciclo de violência decorrentes de extorsões e dos disparos de arma de fogo, incluindo fuzil, o que colocou em risco número indeterminado de pessoas”, observou a PC.

    O secretário de Segurança do Estado de São Paulo, Guilherme Derrite, confirmou as prisões e destacou o papel dos policiais envolvidos na operação.

    A FNL negou que os dois líderes presos tenham praticado crimes e afirmou que as detenções têm “cunho político”. “Essa prisão de cunho político, tem nítida relação com a jornada de ocupações do Carnaval Vermelho, sendo um ato de retaliação aos lutadores do povo sem terra.” O grupo também pede a liberdade para os dois presos. “Exigimos a imediata liberdade e convocamos todos aqueles que lutam a se solidarizar, pois não podemos tolerar que o Estado haja (sic) de maneira arbitrária contra quem luta”, diz o comunicado da FNL.

    Associação de produtores x sem terra
    Na semana passada, a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) manifestou-se contra a invasão de fazendas promovida pela FNL. No sábado 16, mil famílias da FNL iniciaram o ato “Carnaval Vermelho”, atualmente concentrado nas cidades de Marabá Paulista, Sandovalina, Presidente Venceslau e Rosana, e atacaram produtores rurais.

    O ajuntamento diz reivindicar a destinação das áreas para estabelecer assentamentos da reforma agrária para trabalhadores sem terra.

    “Exigimos respeito com a classe dos produtores rurais e solicitamos que as instituições federais e estaduais envolvidas tratem o caso de acordo com o que a lei determina”, disse a ABCZ, em nota divulgada um dia depois das invasões. “Que o Judiciário cumpra o papel de assegurar o direito da propriedade privada, garantida na Constituição, tratando os fatos com agilidade.”

  • Polícia prende homem envolvido em roubo a banco na Avenida Paulista, um dos maiores do país

    Polícia prende homem envolvido em roubo a banco na Avenida Paulista, um dos maiores do país

    Ele tinha um mandado de prisão em aberto. Em 2011, a quadrilha arrombou 161 cofres do banco Itaú, roubou joias, pedras preciosas, documentos e cerca de R$ 500 milhões.

    Um homem de 49 anos, que participou de um dos maiores assaltos a banco da história do país, em agosto de 2011, na Avenida Paulista, foi preso por policiais militares, na manhã desta quarta-feira (29), na Rua Professor Jose Soares de Mello, Cachoeirinha, Zona Norte de São Paulo.

    Após denúncia anônima, os policiais abordaram o homem ao sair de sua casa e o encaminharam até o 72º Distrito Policial Ele tinha um mandado de prisão em aberto.

    Em 2011, a quadrilha arrombou 161 cofres do banco Itaú, roubou joias, pedras preciosas, documentos e cerca de R$ 500 milhões.

    O homem permanecerá preso à disposição da Justiça.

    O roubo
    O roubo ocorreu entre a noite de 27 e madrugada de 28 de agosto de 2011 e demorou cerca de 10 horas. O caso só foi descoberto oito dias depois. Para invadir a agência, uma porta de vidro foi quebrada. Dois homens entraram primeiro e dominaram um segurança. Outros dez assaltantes desceram até o subsolo do prédio.

    No momento da ação, o alarme estava desligado. Além disso, os ladrões desligaram o botão de pânico, que poderia ser usado pelo vigilante para alertar a segurança. Durante dez horas, a quadrilha estourou os cofres. Segundo a polícia,170 deles foram abertos e revirados. Dentro das gavetas havia dinheiro e objetos de valor. Nem o banco e nem os clientes que alugavam os cofres informaram, em detalhes, o que foi roubado.

    Parte das joias roubadas foi localizada na noite de 15 de setembro daquele ano por policias do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) da Polícia Civil de São Paulo. Além das joias, 10.840 libras esterlinas, pedras preciosas, uma ferramenta para cortar metais e um carro, uma Montana, também foram apreendidos pelos policiais.

  • Mulher é estuprada em festa de casamento e depois agredida pela mãe do noivo em SP

    A Polícia Civil prendeu, na segunda-feira (20), os dois homens acusados de abusarem da vítima, que estava desacordada no momento

    Viaturas da polícia civil de São Paulo

    Viaturas da polícia civil de São Paulo

    Uma mulher de 21 anos foi estuprada por dois homens enquanto estava inconsciente em uma festa de casamento na cidade de Itapevi, região metropolitana de São Paulo.

    Depois do ocorrido, a mulher ainda foi agredida pela mãe do noivo, que não percebeu que a vítima estava desacordada.

    Ela estava repousando em um cômodo reservado durante a festa depois de passar mal, quando a dupla decidiu estuprá-la enquanto ela estava inconsciente.

    Os dois acusados foram presos na segunda-feira (20) pela Polícia Civil. Eles foram levados à Delegacia da Mulher, onde passaram pelos trâmites de polícia judiciária e respondem por estupro de vulnerável.

     

  • Presos empresários paulistas acusados de fraudes de R$ 76 milhões em Alagoas

    Presos empresários paulistas acusados de fraudes de R$ 76 milhões em Alagoas

    As Polícias Civil e Militar de Alagoas e de São Paulo e o Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal do Ministério Público do Estado de Alagoas (Gaesf) prenderam dois empresários na cidade de São Paulo, nesta quinta-feira (1º), na segunda fase da Operação Plástico Quimérico.

    Os suspeitos são acusados de envolvimento em fraudes de R$76 milhões ao fisco alagoano foram presos e serão transferidos para Maceió ainda hoje.

    As ordens de prisão foram expedidos pela 17ª Vara Criminal da capital contra Elias Assum Sabbag e Elias Assum Sabbag Júnior. Ambos foram detidos em casa, não ofereceram resistência e, após passarem por exame de corpo de delito no IML paulista, serão transferidos para Alagoas.

     

    Elias Assum Sabbag é investigado por embaraçar a investigação de infração penal que envolve organização criminosa. Já Elias Assum Sabbag Júnior, que é diretor da empresa Cartonale, tem contra si a apuração por suposta prática de corrupção ativa de auditores fiscais. Ele também seria o chefe da organização criminosa que frauda os fiscos de Alagoas e de São Paulo, além da acusação de falsidade Ideológica.

    A operação, que foi supervisionada pelo promotor de Justiça do Gaesf, Anderson Cláudio de Almeida Barbosa, segundo a assessoria de imprensa do MPAL, e contou com o apoio do Ministério Público do Estado de São Paulo, das Polícias Civis de São Paulo e Alagoas, da Policia Militar de Alagoas, da Estado de Ressocialização e Inclusão Social (Seris) e da Policia Penal de Alagoas. Os presos serão transferidos para Maceió tão logo cumpram as formalidades legais.

    O esquema

    De acordo com o Gaesf, as fraudes aconteceram por meio da emissão de mais de 5.592 mil notas fiscais fraudulentas, no valor aproximado de R$ 76 milhões, através de pelo menos cinco empresas de fachada, com informações inverídicas relativas à propriedade e gestão desses estabelecimentos comerciais, que, na prática, jamais existiram.

     

    Essas empresas são conhecidas como paper companies Os esquemas fraudulentos causaram vultosos prejuízos que estão em apuração pelas Secretarias de Fazenda de Alagoas e São Paulo. (Com informações da Comunicação do MPAL)

  • Empresários paulistas são detidos sob suspeita de desviar R$ 76 milhões em Alagoas

    Empresários paulistas são detidos sob suspeita de desviar R$ 76 milhões em Alagoas

    Na última quinta-feira (1º), a Polícia Civil e Militar de Alagoas e São Paulo, juntamente com o Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal do Ministério Público de Alagoas (Gaesf), realizaram a prisão de dois empresários na cidade de São Paulo, como parte da segunda fase da Operação Plástico Quimérico.

    Os empresários são acusados de participação em fraudes fiscais no valor de R$76 milhões em Alagoas e serão transferidos para Maceió ainda hoje.

    As ordens de prisão foram expedidas pela 17ª Vara Criminal da capital contra Elias Assum Sabbag e Elias Assum Sabbag Júnior. Ambos foram presos em suas residências, não resistiram à prisão e, após exame de corpo de delito no IML de São Paulo, serão transferidos para Alagoas.

    Elias Assum Sabbag está sob investigação por obstruir uma investigação criminal envolvendo organização criminosa. Enquanto Elias Assum Sabbag Júnior, diretor da empresa Cartonale, é investigado por corrupção ativa de auditores fiscais e como líder da organização criminosa responsável pelas fraudes fiscais em Alagoas e São Paulo, além de falsidade ideológica.

    A operação foi conduzida pelo Gaesf e teve o apoio do Ministério Público de São Paulo, Polícias Civis e Militares de São Paulo e Alagoas, Seris e Polícia Penal de Alagoas. Os empresários serão transferidos para Maceió assim que cumpridas as formalidades legais.

    O esquema

    De acordo com o Gaesf, as fraudes envolveram mais de 5.592 notas fiscais fraudulentas, totalizando cerca de R$76 milhões, emitidas por pelo menos cinco empresas de fachada com informações falsas sobre propriedade e gestão desses estabelecimentos, que na prática não existiam.

    Essas empresas são conhecidas como “paper companies”. Os prejuízos causados por essas fraudes estão sendo investigados pelas Secretarias de Fazenda de Alagoas e São Paulo. (Com informações da Comunicação do MPAL)

  • Médico cardiologista acusado de abuso sexual de pacientes em consultório é preso em Presidente Prudente

    Médico cardiologista acusado de abuso sexual de pacientes em consultório é preso em Presidente Prudente

    A Polícia Civil prendeu na tarde desta sexta-feira (18) o médico cardiologista Augusto César Barretto Filho, de 74 anos, acusado de abusar sexualmente de pacientes mulheres em seu consultório em Presidente Prudente. Ele teve a prisão preventiva decretada pela Justiça após ser denunciado pelo Ministério Público Estadual (MPE).

    Juntamente com seu advogado de defesa, Barretto Filho apresentou-se espontaneamente à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), em Presidente Prudente, onde a Polícia Civil deu cumprimento ao mandado de prisão expedido pela Justiça.

    Na delegacia, ele foi submetido ao exame de corpo de delito, realizado por um médico legista, e depois foi transferido à Penitenciária de Lucélia, para onde são levados os presos envolvidos em crimes sexuais.

    O advogado de defesa, Emerson Longhi, afirmou que a prisão preventiva “é totalmente desnecessária” porque o cardiologista compareceu a todos os atos a que foi convocado pela Polícia Civil e está afastado de suas funções médicas.

    Longhi adiantou que a defesa estuda as medidas judiciais cabíveis para tentar derrubar a prisão preventiva de seu cliente, como um habeas corpus ou um pedido de revogação da medida que levou Barretto Filho à cadeia.

    Além de decretar a prisão preventiva do médico, o juiz da 2ª Vara Criminal da Comarca de Presidente Prudente, João Pedro Bressane de Paula Barbosa, recebeu nesta quinta-feira (17) a denúncia apresentada pelo MPE contra Barretto Filho, que se tornou réu.

    Na Delegacia de Defesa da Mulher, em Presidente Prudente, já foram registrados 37 relatos de abuso sexual de mulheres contra Barretto Filho.

    Na denúncia, o promotor de Justiça Filipe Teixeira Antunes acusa o médico de cometer o crime de violação sexual mediante fraude, previsto no artigo 215 do Código Penal, com pena de reclusão de dois a seis anos, agravado pela conduta tipificada no artigo 61, inciso II, alínea g, que trata do abuso de poder ou violação de dever inerente a cargo, ofício, ministério ou profissão.

    O caso tramita em sigilo no Fórum da Comarca de Presidente Prudente.

    Antunes explicou ao G1 que o pedido de prisão preventiva do médico foi feito à Justiça como forma de garantia da ordem pública, já que no entendimento do MPE existe o risco de ele voltar a praticar os delitos contra pacientes.

    Segundo o promotor de Justiça, as investigações realizadas pela Delegacia de Defesa da Mulher, em Presidente Prudente, foram iniciadas em julho de 2018, a partir do relato de uma vítima.

    “Ele acariciava as partes íntimas das vítimas durante o atendimento médico dentro de seu consultório para a sua satisfação sexual. Essas carícias não tinham nenhuma relação com o atendimento médico. Ele abusava da confiança das vítimas. Ele tocava as partes sexuais das vítimas e esfregava o seu pênis nas mulheres”, descreveu o promotor de Justiça ao G1.

    Em depoimento à Polícia Civil, segundo o MPE, o médico negou os fatos e disse que vai se manifestar em juízo.

    As mulheres identificadas como vítimas tinham entre 18 e 50 anos quando foram abusadas, segundo o MPE.

    Na avaliação de Antunes, como existe a possibilidade de outras mulheres terem sido vítimas do cardiologista, a orientação é para que procurem a DDM para que os casos sejam apurados.

    ‘Estado de choque’

    Ao detalhar o caso que deu origem às investigações, em julho de 2018, a Polícia Civil relatou que o médico acariciou “de forma lasciva” a perna e a virilha da paciente, assim como introduziu a mão no interior de sua calcinha, apalpando a vagina da mulher, durante o atendimento no consultório. Além disso, segundo a polícia, o cardiologista colocou a mão da vítima em seu pênis, enquanto aferia sua pressão arterial.

     

    “Não bastasse, o médico ainda pediu para ela virar de costas para auscultar seu coração e efetuou movimentos contínuos semelhantes aos utilizados na prática de conjunção anal, encostando seu quadril na região das nádegas da vítima”, salientou a polícia.

    A vítima explicou que havia passado por consulta com o mesmo profissional em maio do ano passado e naquela ocasião o atendimento transcorrera dentro da normalidade. Sua pressão arterial foi aferida com a mulher sentada, assim como pela secretária, e a paciente ainda realizou um exame de eletrocardiograma.

    Como lhe foram solicitados outros exames, a mulher retornou ao médico em nova consulta no dia 19 de julho de 2018, oportunidade em que o abuso sexual ocorreu.

    Durante o abuso, a vítima repetiu por duas vezes, segundo a Polícia Civil, que não gostava daquele comportamento, mas o médico “fitou os olhos de maneira firme e prosseguiu”.

    A paciente descreveu que entrou em “estado de choque”, passou a chorar, mas não conseguiu gritar por socorro. A mulher ficou sem reação, exceto a de pedir ao médico diversas vezes para parar.

    Interdição cautelar

    Nesta sexta-feira (18), o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) informou que, diante do volume de casos denunciados envolvendo o cardiologista Augusto César Barretto Filho e “dado o seu potencial de lesividade social”, aprovou a interdição cautelar suspendendo o seu registro profissional.

    A suspensão é válida por seis meses, podendo ser renovada por igual período.

    O Cremesp comunicará a decisão a todos os demais Conselhos Regionais de Medicina do país, impedindo, assim, seu registro em outra jurisdição.

    O Cremesp esclareceu ainda que, mesmo com a interdição cautelar, a sindicância em curso contra o médico seguirá normalmente, sob sigilo determinado por lei.

    A apuração está a cargo da Câmara Técnica de Assédio Sexual, criada para investigar esses tipos de casos.

    O Cremesp apontou que as novas denúncias contra o cardiologista serão juntadas à investigação em curso.

    Registros

    A Delegacia de Defesa da Mulher, em Presidente Prudente, já contabiliza o registro de 37 mulheres que alegam terem sido vítimas de abuso sexual cometido pelo cardiologista durante atendimento em seu consultório.

    Em todos os casos registrados na Polícia Civil, os relatos apontam que as vítimas foram atacadas quando passavam por atendimento médico no consultório do cardiologista, em Presidente Prudente, ao longo dos últimos 25 anos.

    ‘Piada’

    Uma das mulheres que registraram Boletim de Ocorrência na DDM, relatando terem sido abusadas sexualmente pelo cardiologista, disse ao G1 que amigos e conhecidos fizeram “piada” quando souberam do caso dela.

    “A gente vê que o machismo está em todo lugar. Até em casos como este. Quando, na época, eu disse que havia sido abusada pelo médico, disseram que eu teria gostado. Quando afirmei que viria até a delegacia denunciar, hoje, falaram: ‘Se ficou tanto tempo sem denunciar, é porque gostou’”, afirmou Simoni Aparecida de Oliveira, de 32 anos, que mora em Tarabai.

    Ela disse ter sido abusada pelo profissional no consultório médico dele em 2014.

    Empoderamento

    A delegada Adriana Pavarina, responsável pelas investigações, afirmou que a prisão do cardiologista representa o “empoderamento” para as vítimas denunciarem novos casos de abuso sexual.

    “Ressaltamos que as mulheres se fortaleçam com a prisão do autor para se empoderar a denunciar novos casos”, disse ela em entrevista coletiva na DDM na tarde desta sexta-feira (18).

    “Ressaltamos ainda que o inquérito que deu início foi concluído no mais absoluto respeito aos direitos e garantias individuais, tanto das vítimas como também do investigado. Nosso inquérito policial foi concluído e remetido à Justiça e somente a imprensa tomou ciência após o oferecimento da denúncia”, complementou a delegada.

    “Portanto, nós convidamos e empoderamos as novas vítimas a comparecer, pois da mesma forma como transcorreu esse primeiro inquérito policial a identidade e a preservação de todos os direitos e garantias individuais tanto das vítimas como do investigado serão mantidas sob sigilo”, enfatizou.

    “Uma prisão preventiva para ser decretada precisa satisfazer todos os requisitos exigidos pelo Código de Processo Penal, que dentre eles são tanto os motivos ensejadores da prisão preventiva como a presença de indícios suficientes de autoria e materialidade. Essa análise é feita pelo Poder Judiciário, mas para que ele fundamente uma decisão nesse sentido precisa encontrar presentes no inquérito policial que foi realizado indícios suficientes de autoria e materialidade e fundamentar na garantia da ordem pública”, frisou a delegada.

    “A prisão fortalece o empoderamento das vítimas para que elas consigam, superando essa dificuldade do medo, da vergonha e da humilhação, que são próprios de todas as vítimas de crimes sexuais, se empoderar para denunciar, fortalecidas ainda com a certeza de que o fato não será impune”, afirmou Adriana Pavarina.

    “Juridicamente, todas essas mulheres descrevendo um comportamento semelhante, para a legislação penal, isso caracteriza uma fonte de prova, que é um indício. Portanto, são utilizadas como fonte de prova e corroboram a investigação e a instrução processual para futura condenação”, concluiu a delegada.