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  • Pernambuco ganha destaque no brega funk com os 20 milhões de streams de Afinho do Fluxo

    Pernambuco ganha destaque no brega funk com os 20 milhões de streams de Afinho do Fluxo

    Artista pernambucano comemora marca alcançada por “Fazer Macete” e amplia o alcance de sua música para novos públicos

    O artista Afinho do Fluxo alcançou uma marca expressiva em sua trajetória musical. O hit “Fazer Macete” chegou a 20 milhões de reproduções no Spotify, ampliando o alcance da faixa e reforçando a presença do artista no cenário do brega funk.

    O resultado representa mais um capítulo da carreira de Afinho do Fluxo, que vem conquistando espaço com uma sonoridade marcada pela conexão com o público. “Fazer Macete” se consolidou como um dos destaques de seu repertório e ganhou força nas plataformas digitais por meio dos ouvintes que acompanham, reproduzem e compartilham o trabalho do artista.

    Para Afinho do Fluxo, a marca simboliza o reconhecimento de um trabalho construído com dedicação e também a força dos fãs ao longo dessa trajetória. O número de reproduções representa ainda a chegada da música a novos ouvintes e a expansão do alcance do brega funk.

    Com os 20 milhões de streams alcançados, Afinho do Fluxo celebra a conquista e mantém o foco em novos lançamentos, desafios e oportunidades para ampliar sua atuação na música e levar o brega funk a diferentes públicos.

    Ouça Afinho do Fluxo no Spotify: Perfil oficial de Afinho do Fluxo no Spotify

    Acompanhe Afinho do Fluxo no Instagram: Instagram oficial de Afinho do Fluxo

  • Mercado de casamentos em alta impulsiona nova edição da Feira Até Que Enfim no Recife

    Mercado de casamentos em alta impulsiona nova edição da Feira Até Que Enfim no Recife

    Com setor movimentando cerca de R$ 32 bilhões por ano no Brasil, evento reúne tendências, fornecedores, degustações, networking e lançamentos exclusivos entre os dias 31 de julho e 2 de agosto

    O mercado de casamentos segue aquecido no Brasil e deve manter o ritmo de crescimento ao longo do segundo semestre de 2026. De acordo com dados do IBGE, o país registra cerca de 950 mil casamentos por ano, enquanto o setor movimenta aproximadamente R$ 32 bilhões anuais, reunindo mais de uma centena de atividades econômicas ligadas à cadeia de eventos, gastronomia, moda, fotografia, decoração, turismo e entretenimento. É neste cenário de otimismo que a Feira Até Que Enfim realiza sua segunda edição de 2026, nos dias 31 de julho e 1º e 2 de agosto, no Novotel Recife. Os ingressos podem ser garantidos no Sympla, a partir de R$ 30.

    Celebrando o marco especial de dez anos de história conectando noivos, fornecedores e profissionais do segmento de eventos em Pernambuco, a feira é considerada uma das principais vitrines do setor no Nordeste. Durante os três dias de evento, expositores dos mais diversos segmentos, estarão apresentando as principais tendências em decoração, gastronomia, fotografia, música, moda, beleza, turismo, convites, cerimonial e experiências para casamentos e celebrações.

    Para Nina Queiroz, idealizadora e produtora da Feira Até Que Enfim, completar uma década representa o amadurecimento de um projeto que acompanhou a transformação do mercado e do perfil dos casais. “Chegar aos dez anos da Feira Até Que Enfim é motivo de muito orgulho. Ao longo dessa trajetória, acompanhamos as mudanças no comportamento dos noivos, vimos novas tendências surgirem e fortalecemos um ambiente onde fornecedores e clientes conseguem construir relações de confiança. Esta edição celebra essa história, mas também olha para o futuro, trazendo inovação, informação e experiências que ajudam os casais a realizarem o casamento que sempre sonharam“, destaca.

    Entre os destaques desta edição está o lançamento exclusivo do macaron sabor Bolo de Noiva, criação das chefs Aguinalda e Alessandra Gomes, da A’Macarons. Inspirado em um dos maiores símbolos das celebrações de casamentos, o novo sabor homenageia a tradicional confeitaria pernambucana, reinterpretando o clássico bolo de noiva em um delicado doce francês.

    Outra novidade será a participação do escritório Souza Abage Advogados, especializado em Direito de Família e Sucessões. A proposta é ampliar a experiência da feira, oferecendo orientação jurídica sobre temas que fazem parte do planejamento do casamento, como escolha do regime de bens, pacto antenupcial e os aspectos legais da vida patrimonial do casal.

    Durante os três dias de evento, advogados estarão disponíveis para esclarecer dúvidas e mostrar como essas decisões podem ser tomadas de maneira leve, transparente e segura, evitando conflitos futuros e proporcionando maior tranquilidade aos noivos.

    Segundo Roger Mansur, também produtor da feira, o diferencial do evento está justamente em reunir soluções completas para quem está organizando o casamento. “Hoje os casais procuram muito mais do que fornecedores. Eles querem informação, segurança e experiências que facilitem todas as etapas da organização do casamento. A feira reúne exatamente esse ambiente, permitindo que os visitantes conheçam tendências, tirem dúvidas, façam degustações, conversem diretamente com especialistas e encontrem tudo o que precisam em um único lugar. A expectativa é bastante positiva para esta edição, acompanhando o bom momento vivido pelo mercado de eventos no segundo semestre”, afirma

    Além das novidades, a Feira Até Que Enfim segue apostando na aproximação entre empresas e consumidores, fortalecendo o networking entre profissionais e impulsionando negócios em um dos segmentos mais dinâmicos da economia criativa brasileira.

    Serviço
    Feira Até Que Enfim – 2ª edição de 2026
    Datas: 31 de julho, 1º e 2 de agosto de 2026
    Local: Novotel Recife
    Informações: @blogatequeenfim
    Ingressos: https://www.sympla.com.br/evento/feira-ate-que-enfim-2026-2/3389992

  • Caiado diz que Raquel não pode ser cobrada por apoio e defende neutralidade da governadora em Pernambuco

    Caiado diz que Raquel não pode ser cobrada por apoio e defende neutralidade da governadora em Pernambuco

    Pré-candidato à Presidência pelo PSD elogiou a gestão de Raquel Lyra e afirmou que terá palanque próprio no estado, mesmo sem pedido de voto da governadora

    O ex-governador de Goiás e pré-candidato a presidente da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, afirmou estar tranquilo com o fato de a governadora Raquel Lyra (PSD) não pedir voto para ele em Pernambuco.

    A gestora, que faz diversas sinalizações de unidade institucional com o presidente Lula, recebeu o “aval” do líder do partido, Gilberto Kassab, para declarar voto no petista, o que Raquel não fez até então, optando pela neutralidade. Em entrevista à CNB Recife, Caiado teceu elogios à chefe do Executivo estadual e disse que ela não pode ser cobrada.

    “Com muita tranquilidade. Sabe porque? Porque você não pode cobrar da governadora, que mostra toda a sua capacidade ímpar de gestão. Me dou maravilhosamente bem com a governadora Raquel. competentemente você viu enfrentar o que é superar os primeiros anos de dificuldade, dar a volta por cima e agora se consolidar no processo deste ano e, sem dúvida nenhuma, um segundo mandato será consagrador”, afirmou.

    Caiado explicou que nacionalmente muitos candidatos estão adotando a mesma estratégia, uma vez que há eleitores que votam em um nome de determinado partido para governador e outro para a presidente. 

    “Neste momento você tem que entender que existe um processo de nacionalização que um governador não quer entrar nele, é mais do que normal. As pessoas, às vezes, que votam nela votam em outros presidentes. Neste momento, ela está cuidando de Pernambuco, a função dela neste momento é cuidar de Pernambuco. Meu palanque aqui eu terei, com deputados, com cadidato ao Senado, terei com prefeitos que é a densidade do PSD no estado” completou.

    Apesar da fala de Caiado, o nome do PSD que tem despontado como favorito para o Senado é o do deputado federal Túlio Gadêlha, que representa a ala lulista na chapa de Raquel. A pré-candidatura dele, inclusive, foi costurada pelo Planalto. O Blog Cenário registrou, durante um evento do PSD com prefeitos em Brasília, Kassab afirmou que o parlamentar trabalha pelo presidente.

    “Na minha cédula eu vou tirar o presidente Lula, respeitosamente, e vou por o Caiado. A Raquel vai ter o Túlio trabalhando por Lula e tantos de vocês aqui. Se o Lula tiver o apoio de vocês aqui, é porque merece o apoio de vocês. Eu vou pescar alguns para fazer a campanha para o Caiado”, disse em tom bem humorado.

  • Ailton Santana leva a força da cultura pernambucana para o mundo com sua arte em cores vibrantes

    Ailton Santana leva a força da cultura pernambucana para o mundo com sua arte em cores vibrantes

    Reconhecido como Patrimônio Vivo, artista de Correntes construiu uma carreira marcada por exposições internacionais e identidade única

    Quando dor, sentimentos, paixões e cores se encontram, surgem obras que revelam a força da expressão artística de Ailton Santana. Natural de Correntes, no Agreste de Pernambuco, o artista plástico construiu uma trajetória marcada pela sensibilidade, criatividade e pela capacidade de transformar emoções em pinturas que atravessam fronteiras.

    Desde muito cedo, Ailton Santana explorava seu lado artístico. Mesmo antes de compreender completamente o significado de suas criações, já percebia que a arte seria o caminho para materializar seus sentimentos e traduzir suas experiências em formas, cores e símbolos.

    Reconhecido como Patrimônio Vivo de Pernambuco, o mestre pernambucano recebeu também o título de Patrimônio Cultural Material e Imaterial do município de Correntes, em 2015, reconhecimento que valoriza sua contribuição para a cultura local e para a preservação da identidade artística da região.

    Sua obra é considerada por críticos uma fusão singular de referências como arte naïf, pop, conceitual, surreal e abstrata. Com um estilo próprio, Ailton Santana cria pinturas carregadas de intensidade cromática, onde cada tela revela emoções, memórias e interpretações sobre o mundo ao seu redor.

    Artista visionário, ele afirma sua criação a partir do que sente, e não apenas do que observa. Suas obras expressam sentimentos como alegria, medo, amor, inquietação e esperança, construindo um universo visual marcado por cores vibrantes e uma forte dimensão poética.

    Com mais de 40 exposições internacionais realizadas, Ailton Santana levou sua arte para países como França, Suíça e Marrocos, consolidando sua presença no cenário artístico mundial. Em suas passagens pelo exterior, participou de exposições, encontros culturais, performances e projetos que aproximaram a arte pernambucana de diferentes culturas.

    Na França, onde possui uma relação artística construída ao longo dos anos, participou de mostras como na Maison du Folklore e no Forum das Artes & da Cultura, apresentando pinturas, instalações e oficinas participativas. Seus trabalhos também integraram encontros internacionais com artistas de diferentes países, reforçando a arte como uma ponte entre povos.

    A produção de Ailton Santana também conquistou importantes admiradores no Brasil. Entre colecionadores de suas obras estão nomes como Ariano Suassuna e Francisco Brennand, além de outros artistas e intelectuais que reconhecem sua autenticidade e força criativa.

    Além das pinturas, o artista desenvolve esculturas com materiais reciclados, como garrafas PET e pneus, ampliando seu olhar sobre transformação, sustentabilidade e reutilização. Sua obra une tradição popular, experimentação e uma profunda conexão com suas raízes.

    Com uma carreira construída entre o Nordeste e o mundo, Ailton Santana reafirma o poder da arte como linguagem universal. Seu trabalho mantém viva a memória cultural de Pernambuco ao mesmo tempo em que apresenta ao cenário internacional a riqueza, a imaginação e as cores de um artista que transforma sentimentos em patrimônio.

  • No cenário político de Pernambuco, Robson Ouro Preto avança como aposta do PL para Brasília

    No cenário político de Pernambuco, Robson Ouro Preto avança como aposta do PL para Brasília

    Com articulações em diversas regiões do estado, empresário amplia influência política e consolida pré-candidatura à Câmara Federal

    Os bastidores da política pernambucana começam a desenhar os contornos das principais forças para a disputa das vagas na Câmara dos Deputados, e um nome em particular vem ganhando cada vez mais espaço dentro do Partido Liberal (PL): o do empresário Robson Ouro Preto. Natural de Garanhuns, no Agreste Meridional, o pré-candidato desponta como uma das principais apostas da legenda para as eleições de 2026, ampliando sua presença política em diferentes regiões do estado.

    Com uma estratégia baseada na interiorização e no fortalecimento de alianças na Região Metropolitana do Recife (RMR), Robson Ouro Preto tem intensificado agendas políticas em municípios do Sertão, Agreste, Zona da Mata e Grande Recife. O empresário vem dialogando com lideranças comunitárias, prefeitos, vereadores e representantes do setor produtivo, consolidando apoios e ampliando sua base eleitoral.

    “A receptividade que estamos encontrando em cada cidade mostra que o pernambucano quer uma representação comprometida com desenvolvimento, geração de emprego e diálogo com quem produz”, destacou Robson durante encontro recente com apoiadores.

    Nos bastidores do PL, o crescimento do nome de Robson é visto com entusiasmo pela direção partidária. A legenda trabalha para ampliar sua bancada federal em Pernambuco e enxerga no empresário um perfil capaz de dialogar com o eleitorado de centro e de direita, especialmente por sua atuação no setor empresarial, histórico sem envolvimento em escândalos e forte inserção política no Agreste — região considerada estratégica nas disputas eleitorais do estado.

    Além da expansão territorial de suas articulações, aliados destacam a capacidade de Robson Ouro Preto em construir pontes entre diferentes setores da sociedade, reunindo apoios que vão desde lideranças populares até representantes do empresariado pernambucano.

    Com as movimentações políticas se intensificando nos bastidores, Robson Ouro Preto passa a ocupar posição de destaque entre os nomes competitivos do PL para a Câmara Federal, consolidando-se como uma das figuras em ascensão no cenário político de Pernambuco.

  • Tiagão Original aposta no humor digital e prepara retorno aos palcos do brega funk

    Tiagão Original aposta no humor digital e prepara retorno aos palcos do brega funk

    Ex-MC, ator de clipes e influenciador pernambucano radicado em Maceió, Tiagão Original conquista público nas redes sociais com vídeos de pegadinhas e projeta retomada da carreira musical

    O influenciador digital e humorista Tiagão Original vem conquistando espaço nas redes sociais com conteúdos de humor e vídeos de pegadinhas que arrancam risadas do público na internet. Pernambucano e morando em Maceió há sete anos, o artista também carrega uma trajetória marcada pela música, atuação, trabalhos como modelo e ações sociais voltadas à população em situação de vulnerabilidade.

    Conhecido pelo carisma e autenticidade, Tiagão iniciou sua caminhada artística como MC de brega funk, gênero que ganhou força em Pernambuco e revelou diversos talentos nordestinos. Apesar de ter dado uma pausa na carreira musical devido à falta de oportunidades na época, ele revela que o retorno aos palcos já está nos planos e deve acontecer em breve.

    Além da carreira artística, Tiagão Original também desenvolve ações sociais voltadas para pessoas em situação de rua. Sempre que pode, o influenciador sai pelas ruas com o objetivo de proporcionar um dia melhor para quem mais precisa, oferecendo banho, corte de cabelo, roupas novas e alimentação para pessoas em vulnerabilidade social. A iniciativa tem chamado atenção do público nas redes sociais pela sensibilidade e cuidado com o próximo.

    Além do humor e da música, Tiagão Original também atuou como modelo e ator, participando de diversos videoclipes de bandas e artistas conhecidos do cenário musical nordestino. Em muitos trabalhos, interpretou o personagem principal nas produções, geralmente vivendo o papel de marido da cantora nas histórias retratadas nos clipes.

    Entre os trabalhos de destaque estão os clipes “Amor da Minha Vida”, da Banda Sedutora; “Flores que Plantei”, da Banda Nova Reação; “Agora Suma”, da Banda Noda de Caju; “Não Vai Dar”, da Banda Vício Louco; e “Amor Chorando”, da cantora Valquíria Santana, além de outras produções audiovisuais.

    Tiagão também soma experiências no universo da moda, tendo desfilado ao lado da atriz Paloma Bernardes durante sua atuação como modelo.

    Apaixonado pela arte de fazer as pessoas sorrirem, Tiagão Original afirma que seu maior objetivo é continuar levando alegria ao público através do humor, sem deixar de lado a música, outra grande paixão em sua trajetória artística.

    Mais informações e conteúdos do artista podem ser acompanhados no Instagram oficial: @tiagaooriginal

  • IA na educação exige política de Estado para garantir soberania tecnológica e formação crítica, defende Janguiê Diniz

    IA na educação exige política de Estado para garantir soberania tecnológica e formação crítica, defende Janguiê Diniz

    Em artigo, presidente da ABMES elogia diretrizes do CNE sobre inteligência artificial na educação, mas alerta para a falta de uma estratégia nacional robusta diante do avanço global da tecnologia

    Coluna Janguiê Diniz

    A submissão à consulta pública das Diretrizes Orientadoras para a Utilização da Inteligência Artificial na Educação Brasileira, pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), representa um passo importante, ainda que inicial, na construção de uma política educacional sobre inteligência artificial no país. O documento parte da premissa acertada de que a IA não pode mais ser tratada como um fenômeno periférico, tampouco como mera curiosidade tecnológica. Afinal, ela já está reorganizando a produção do conhecimento, as formas de aprendizagem, os modelos de avaliação e a gestão acadêmica, além da percepção contemporânea sobre formação humana. 

    Neste sentido, talvez o maior mérito da proposta apresentada pelo CNE esteja na prudência regulatória adotada. Em vez de criar um conjunto rígido de normas, o parecer é composto por diretrizes orientadoras, princípios gerais e recomendações de boas práticas, preservando a autonomia pedagógica das instituições de ensino e reconhecendo a velocidade com que a tecnologia se transforma. Trata-se de uma escolha inteligente, pois o excesso de regulamentação poderia resultar na caducidade da normativa antes mesmo da sua entrada em vigor.

    O documento também acerta ao reafirmar a centralidade da mediação humana no processo educacional: a IA deve atuar como ferramenta complementar, jamais substitutiva da atuação docente. Merece elogio, ainda, a preocupação com aspectos como proteção de dados, ética digital, transparência algorítmica, inclusão e desenvolvimento da autonomia intelectual dos estudantes. O parecer demonstra sensibilidade institucional ao evidenciar que a discussão sobre inteligência artificial não é apenas tecnológica, mas profundamente pedagógica, social e civilizatória.

    Seguindo essa compreensão de que a IA não deve ser resumida a uma ferramenta operacional, o texto é assertivo ao defender a inclusão do ensino sobre inteligência artificial nos currículos da educação básica e da educação superior. Essa medida é relevante porque desloca o debate do simples “uso da tecnologia” para a formação de competências cognitivas, críticas e profissionais compatíveis com o século XXI.

    Contudo, apesar dos acertos constantes do documento, é impossível não perceber uma inquietante timidez por parte do Estado brasileiro. O parecer do CNE é importante, mas ele surge quase como uma iniciativa isolada dentro de um cenário nacional ainda marcado pela ausência de uma visão sistêmica sobre inteligência artificial e educação.

    O contraste internacional torna essa percepção ainda mais evidente. Enquanto o Brasil debate diretrizes orientadoras, e ainda hesita em transformar a inteligência artificial em política pública estruturante, a China já opera em outro patamar. O recém-lançado Plano de Ação IA + Educação 2030, publicado por cinco órgãos governamentais, não trata a IA apenas como ferramenta pedagógica, mas como política de desenvolvimento humano, econômico, científico e geopolítico.

    O plano chinês estabelece metas para integração da IA em todos os níveis educacionais até 2030, envolvendo currículo, formação docente, infraestrutura computacional, plataformas públicas de dados, modernização da pesquisa científica, sistemas inteligentes de avaliação e políticas massivas de alfabetização em IA para toda a população.

    Esse planejamento, ousado e a curto-prazo, ressalta-se, mostra que a China compreendeu que inteligência artificial não se constitui em inovação tecnológica apenas, mas em um projeto de Estado. O documento chinês fala explicitamente em soberania tecnológica, construção de ecossistema nacional de IA, fortalecimento de talentos estratégicos e criação de infraestrutura pública de inteligência artificial para educação. Em outras palavras, não se trata somente de usar plataformas existentes, mas de construir capacidade nacional de produção tecnológica e domínio intelectual sobre o futuro.

    No Brasil, infelizmente, ainda estamos muito distantes dessa compreensão estratégica. A quase inexistência de referências robustas à inteligência artificial no novo Plano Nacional de Educação é sintoma eloquente desse atraso. Embora o documento mencione educação digital em alguns pontos, a IA aparece de forma periférica, difusa e sem densidade estratégica compatível com a dimensão da transformação em curso. Não há metas estruturantes claras sobre formação docente em IA, desenvolvimento de infraestrutura, alfabetização algorítmica, pesquisa aplicada ou políticas públicas de soberania tecnológica educacional.

    Essa ausência é especialmente preocupante porque a inteligência artificial deixou de ser uma promessa de futuro para se consolidar como uma força estruturante do presente. Trata-se de uma transformação capaz de redefinir modelos econômicos, relações de trabalho, produção de conhecimento e dinâmicas de poder em escala global. Nesse contexto, os países que não compreenderem rapidamente a centralidade dessa agenda estarão sujeitos a um processo profundo de dependência tecnológica, intelectual e econômica, com impactos sem precedentes na história contemporânea. Em outras palavras, mais do que uma discussão sobre ferramentas ou inovação digital, trata-se de um desafio essencialmente formativo.

    Estamos, portanto, diante de uma disputa que transcende a dimensão tecnológica e alcança aspectos centrais da soberania das nações, como linguagem, pensamento, criatividade, autonomia intelectual e capacidade produtiva. Os países que estruturarem políticas consistentes para a inserção da IA na educação terão condições de formar profissionais, pesquisadores e cidadãos preparados para liderar os processos de transformação das próximas décadas. Em contrapartida, aqueles que negligenciarem essa agenda correm o risco de ocupar uma posição periférica, limitada ao consumo passivo de tecnologias, plataformas e soluções desenvolvidas por terceiros, aprofundando relações de dependência econômica, científica e estratégica.

    Voltando ao contexto brasileiro, o parecer construído pelo CNE merece reconhecimento. Em um ambiente institucional ainda hesitante, ele representa um avanço significativo. Embora embrionário, inaugura uma discussão séria, técnica e equilibrada sobre o uso e as aplicações da inteligência artificial na educação; e faz isso com maturidade regulatória, evitando tanto o deslumbramento acrítico quanto o proibicionismo improdutivo.

    Contudo, talvez seja o momento de o Brasil abandonar essa postura meramente reativa e compreender que não basta regular o uso da inteligência artificial. Ela precisa ser abraçada como estratégia de desenvolvimento, e adotada como política de Estado voltada à formação das pessoas, à competitividade econômica, à soberania científica e tecnológica e à capacidade de o país participar, efetivamente, da economia do conhecimento. Afinal, a questão não é mais se a inteligência artificial fará parte da educação brasileira, pois isso já aconteceu, mas se o Brasil irá adotá-la apenas como tecnologia importada de consumo imediato ou como instrumento estratégico de construção do seu próprio futuro.

    *Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), secretário-executivo do Brasil Educação – Fórum Brasileiro da Educação Particular, fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional, presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group.

     

  • Mendonça Filho se filia ao PL e reforça posição de oposição ao PT

    Mendonça Filho se filia ao PL e reforça posição de oposição ao PT

    Deputado federal deixa o União Brasil após décadas e oficializa nova fase política ao lado de Flávio Bolsonaro, em Brasília

    O deputado federal Mendonça Filho oficializou, nesta quarta-feira (1), sua filiação ao Partido Liberal (PL), em Brasília, ao lado do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro. A mudança marca a saída do parlamentar do União Brasil após mais de quatro décadas na legenda e reforça seu posicionamento como opositor ao governo federal.

    A filiação ocorreu na sede nacional do partido e contou ainda com a presença do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, do senador Rogério Marinho e do presidente estadual da sigla em Pernambuco, Anderson Ferreira.

    Ao anunciar a mudança, Mendonça afirmou que inicia um novo ciclo político, mantendo uma linha de atuação crítica ao PT.

    “Sigo como uma voz de oposição ao PT e defendendo o funcionamento das instituições democráticas, com a separação de poderes respeitando a Constituição Federal”, declarou.

    Durante o ato, Mendonça destacou que pretende contribuir com um projeto de país baseado em crescimento econômico, responsabilidade fiscal e melhoria dos serviços públicos, com foco em áreas como educação e segurança.

    “Trago minha experiência na gestão pública e no Legislativo para somar na construção de soluções que impulsionem o desenvolvimento econômico e melhorem a vida das pessoas”, afirmou.

    O movimento já vinha sendo construído nas últimas semanas e atende a uma estratégia eleitoral. O PL buscava reforçar seus quadros em Pernambuco, enquanto Mendonça avaliava melhores condições para disputar a reeleição como deputado federal.

    Saída do União Brasil

    A saída de Mendonça Filho do União Brasil ocorre após um período de desgaste interno que se intensificou desde a fusão entre DEM e PSL, que deu origem à legenda. A formação recente da federação entre União Brasil e PP também contribuiu para a decisão.

    Nos bastidores, o deputado vinha apontando perda de identidade partidária e divergências internas como fatores determinantes para a mudança. Com isso, encerra uma trajetória iniciada ainda no PFL, partido que posteriormente se tornou Democratas e, mais recentemente, União Brasil.

    No União Brasil, as divergências já se arrastavam há alguns anos, com o partido rachado entre o grupo político de Mendonça e o grupo dos Coelho, que terminou ficando com a presidência estadual da legenda em Pernambuco.

    Impacto na disputa eleitoral em Pernambuco

    A mudança ocorre em meio à reorganização das forças políticas no Estado para as eleições de 2026 e pode influenciar o campo da direita em Pernambuco.

    Diferente de 2022, a direita não conta com candidato para o Governo do Estado, mas setores já estudam o apoio à reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD), especialmente após a confirmação do apoio do Partido dos Trabalhadores à chapa liderada pelo prefeito do Recife João Campos (PSB).

    Agora no PL, Mendonça deverá manter o apoio à governadora, aproximando o partido da chapa liderada pela chefe do Executivo estadual. 

  • Recife recebe estrelas da Superliga Feminina em dois jogos no Geraldão

    Recife recebe estrelas da Superliga Feminina em dois jogos no Geraldão

    Flamengo, Minas, Bauru e Sorocaba trazem atletas da Seleção Brasileira à capital pernambucana em março

    A capital pernambucana volta a integrar o circuito nacional da Superliga Feminina de Vôlei em março, com dois jogos programados para o Ginásio de Esportes Geraldo Magalhães (Geraldão), no bairro da Imbiribeira. As partidas fazem parte do Projeto Vôlei Tour, iniciativa da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) que leva a principal competição do país a diferentes regiões brasileiras.

    De acordo com a tabela oficial da Superliga, disponível no site da CBV, o primeiro confronto acontece na quarta-feira, 19 de março, às 21h, entre Renasce Sorocaba e o Sesc Flamengo, atual líder da competição. A partida já consta no sistema oficial da confederação com o Geraldão confirmado como sede.

    No dia seguinte, quinta-feira (20 de março), às 19h30, será a vez de Sesi Bauru e Minas entrarem em quadra no Recife. O duelo reúne duas equipes que ocupam posições de destaque na parte de cima da tabela e promete ser um dos jogos mais disputados desta etapa da Superliga fora do eixo Sudeste.

    Além do nível técnico elevado, os confrontos contarão com várias jogadoras que integram ou já integraram a Seleção Brasileira de Vôlei, tornando a passagem da Superliga pelo Recife uma oportunidade única para o público acompanhar de perto atletas de projeção internacional.

    A última vez que o Recife recebeu partidas da Superliga Feminina foi na temporada 2023/2024, quando a cidade sediou jogos decisivos da competição. Na ocasião, o título foi definido em confrontos entre Minas e Praia Clube, reforçando o protagonismo da capital pernambucana no calendário nacional do voleibol.

    Com a retomada dos jogos no Geraldão, o Recife volta a se consolidar como uma das praças estratégicas para grandes eventos esportivos, ampliando o acesso do público local ao voleibol de alto rendimento.

  • Mais de 61% da população de Pernambuco já está nas classes A, B e C, aponta FGV

    Mais de 61% da população de Pernambuco já está nas classes A, B e C, aponta FGV

    Estado registrou crescimento de 10,64 pontos percentuais entre 2022 e 2024, impulsionado por renda do trabalho e políticas sociais.

    Pernambuco registrou um aumento de 10,64 pontos percentuais das classes A (renda acima de 20 salários mínimos), B (renda familiar entre 10 e 20 salários mínimos) e C (renda familiar entre 4 e 10 salários mínimos), entre 2022 e 2024. A população nestas faixas de renda passou de 50,63% para 61,27% no estado, de acordo com a Fundação Getulio Vargas (FGV).

    Segundo o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, os dados confirmam a eficácia das ações voltadas à população de baixa renda.

    A gente vê pessoas que estavam no Cadastro Único, no Bolsa Família, e que agora estão na classe média. Isso mostra que o programa não é só transferência de renda. Ele abre portas para a educação, para o trabalho e para o empreendedorismo”
    Wellington Dias
    Ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome

    Em termos nacionais, o estudo da FGV indica que 17,4 milhões de pessoas saíram da pobreza e passaram a integrar as classes de maior renda, representando um aumento de 8,44 pontos percentuais no mesmo período.

    INTEGRAÇÃO – A pesquisa aponta que a alta foi impulsionada principalmente pelo aumento da renda do trabalho e pela integração de políticas públicas como o Bolsa Família, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e programas de acesso à educação e ao crédito.

    Segundo o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, os dados confirmam a eficácia das ações voltadas à população de baixa renda. “A gente vê pessoas que estavam no Cadastro Único, no Bolsa Família, e que agora estão na classe média. Isso mostra que o programa não é só transferência de renda. Ele abre portas para a educação, para o trabalho e para o empreendedorismo”, explicou.

    Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República