Tag: operação Coffee Break

  • PF investigou filho de ex-deputado por suspeita de lavagem de dinheiro em esquema de R$ 111 milhões com material escolar

    PF investigou filho de ex-deputado por suspeita de lavagem de dinheiro em esquema de R$ 111 milhões com material escolar

    Empresário Daniel Lancaster foi alvo da Operação Coffee Break, teve empresa com valores bloqueados e posteriormente teve o inquérito arquivado a pedido do MPF; investigação aponta fraude em licitações e pagamento de propina em quatro cidades paulistas

    A Polícia Federal (PF) investigou o empresário Daniel Lancaster, filho do ex-deputado estadual Gil Lancaster, durante a Operação Coffee Break, que apura um esquema de fraudes em licitações para aquisição de materiais escolares em prefeituras do interior de São Paulo. Segundo a investigação, Daniel teria atuado como operador financeiro informal por meio de empresas utilizadas para movimentação e ocultação de recursos oriundos de contratos considerados suspeitos firmados pela Life Tecnologia.

    O proprietário da empresa, André Mariano, é apontado pela PF como líder do esquema criminoso, que teria movimentado aproximadamente R$ 111 milhões por meio de contratos suspeitos de corrupção envolvendo as prefeituras de Hortolândia, Sumaré, Limeira e Morungaba.

    Deflagrada em 12 de novembro, a Operação Coffee Break resultou na prisão de Mariano e de outras quatro pessoas, entre elas o vice-prefeito e o secretário de Educação de Hortolândia. Ao todo, cerca de 50 mandados de busca e apreensão foram cumpridos.

    No fim de março de 2026, entretanto, a defesa de Daniel Lancaster encaminhou ao Metrópoles decisão da 10ª Vara Criminal Federal de São Paulo determinando o arquivamento do inquérito em relação ao empresário, após manifestação do Ministério Público Federal (MPF).

    Durante a investigação, Daniel foi alvo de busca e apreensão em Barueri, teve o sigilo telemático quebrado e uma de suas empresas, a Metrópole Soluções, teve R$ 187 mil bloqueados pela Justiça. Conforme a PF, um intermediador de André Mariano teria indicado a conta da empresa para o recebimento de recursos ilícitos.

    Segundo os investigadores, empresas de fachada ligadas a doleiros também transferiram valores para a Lancaster Holding Administradora de Bens, vinculada ao empresário. O Metrópoles informou que não conseguiu contato com Daniel Lancaster nem com Gil Lancaster.

    A investigação também destaca a trajetória política de Daniel, que ocupou cargos comissionados na Prefeitura de Cajamar entre 2019 e 2020 e mantém vínculos políticos em Barueri, onde presidiu o diretório municipal do PP até as eleições de 2024 e participou da campanha do ex-prefeito Gil Arantes.

    De acordo com a Polícia Federal, a organização criminosa operava desde pelo menos 2021 utilizando empresas de fachada e doleiros para ocultar a origem dos recursos. O esquema envolveria a Life Tecnologia, agentes públicos e operadores financeiros, com direcionamento de licitações, superfaturamento de contratos e pagamento sistemático de propina, denominada internamente como “café”.

  • PF investiga ex-nora de Lula por suposta liberação de recursos do MEC a empresa sob suspeita

    PF investiga ex-nora de Lula por suposta liberação de recursos do MEC a empresa sob suspeita

    São Paulo, 12/11/2025 — A Polícia Federal, por meio da operação Coffee Break, investiga a atuação de Carla Ariane Trindade, ex-nora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por supostamente intermediar a liberação de recursos do Ministério da Educação (MEC) em favor da Life Tecnologia Educacional, empresa suspeita de envolvimento em fraudes em licitações e desvio de verbas públicas.

    Segundo a PF, Carla Trindade teria atuado diretamente para destravar valores destinados à empresa, que obteve aproximadamente R$ 70 milhões em contratos com o MEC. Nesta quarta-feira (12), agentes federais cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços ligados à investigada.

    A operação faz parte de uma ampla investigação sobre possíveis irregularidades em contratos públicos de tecnologia educacional, que estariam sendo utilizados para desviar recursos federais.

    A Life Tecnologia Educacional, apontada como beneficiária dos repasses, é suspeita de integrar um esquema de favorecimento em licitações e de uso indevido de verbas destinadas à modernização do ensino público.

    Até o momento, Carla Ariane Trindade não se manifestou oficialmente sobre as acusações. O Palácio do Planalto e o Ministério da Educação também não comentaram o caso.

    A operação Coffee Break continua em andamento, e a Polícia Federal afirma que novas fases podem ocorrer nos próximos dias, à medida que o material apreendido for analisado.