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  • Trabalho digno é ferramenta de transformação social e construção de futuro, defende Janguiê Diniz

    Trabalho digno é ferramenta de transformação social e construção de futuro, defende Janguiê Diniz

    Em artigo alusivo ao Dia do Trabalhador, educador e empreendedor destaca o papel do trabalho na geração de oportunidades, mobilidade social e desenvolvimento econômico, além da importância de ambientes corporativos que valorizem pessoas e incentivem o intraempreendedorismo

    O mês de maio se inicia com o Dia do Trabalhador. A data nos convida à reflexão sobre o papel do trabalho na vida das pessoas e na construção da sociedade. Muito além de uma obrigação ou meio de subsistência, o trabalho é um dos principais instrumentos de mobilidade social, transformação individual e coletiva. É por meio dele que sonhos saem do papel, objetivos ganham forma e histórias de superação são escritas todos os dias.

    O trabalho tem um valor que vai além do aspecto financeiro. Ele representa dignidade, propósito e identidade. Quando alguém trabalha, não está apenas gerando renda. Está construindo um futuro, desenvolvendo habilidades, conquistando autonomia e criando oportunidades. Em muitos casos, é o trabalho que possibilita a mobilidade social, permitindo que pessoas mudem sua realidade e ofereçam melhores condições para suas famílias. E esse impacto não se limita ao indivíduo. O trabalho transforma comunidades, fortalece a economia e contribui para o desenvolvimento do país. Cada profissional, independentemente da área ou função, tem um papel importante nesse processo. Do pequeno empreendedor ao grande executivo, do trabalhador informal ao profissional altamente especializado, todos contribuem para o funcionamento e o crescimento da sociedade e têm seu valor.

    No entanto, falar sobre o valor do trabalho também exige abordar as condições em que ele é realizado. O trabalho precisa ser exercido de forma digna, em ambientes seguros, justos e respeitosos. Nenhuma atividade deve submeter o trabalhador a condições degradantes ou desumanas. A dignidade no trabalho não é um privilégio, é um direito. Nesse contexto, as empresas desempenham um papel fundamental. Organizações que entendem o valor do trabalho investem em seus colaboradores, promovem ambientes saudáveis e criam oportunidades reais de crescimento. Um bom ambiente de trabalho não é apenas aquele que oferece estrutura física adequada, mas também aquele que incentiva o desenvolvimento, reconhece esforços e valoriza pessoas. Empresas que cuidam de seus colaboradores colhem resultados mais consistentes. Equipes motivadas produzem mais, inovam mais e se comprometem mais com os objetivos da organização. É uma relação de reciprocidade: quando o colaborador se sente valorizado, ele naturalmente entrega o seu melhor.

    É nesse cenário que ganha força o conceito de intraempreendedorismo. Cada vez mais, empresas percebem que seus próprios colaboradores podem ser agentes de inovação e crescimento. O intraempreendedor é aquele que, mesmo dentro de uma organização, pensa como dono, busca soluções, propõe melhorias e contribui ativamente para o desenvolvimento do negócio. Ele não apenas executa tarefas, mas participa da construção de resultados. Estimular esse comportamento é estratégico. Ao incentivar o intraempreendedorismo, as empresas criam um ambiente onde ideias são valorizadas, talentos são potencializados e oportunidades são ampliadas. O colaborador deixa de ser apenas parte da operação e passa a ser parte da evolução da empresa.

    O trabalho, quando exercido com dignidade e propósito, transforma não apenas a realidade financeira, mas também a mentalidade. Ele ensina disciplina, desenvolve resiliência e fortalece o caráter. Cada desafio superado no ambiente profissional contribui para o crescimento pessoal. Por isso, ao refletirmos sobre o Dia do Trabalhador, é importante resgatar uma ideia simples, mas poderosa: o trabalho enobrece o homem, engrandece a alma e enriquece o bolso. Ele é, ao mesmo tempo, meio e caminho: meio para conquistar estabilidade e caminho para alcançar realização.

    Mais do que celebrar, este é um momento de valorizar. Valorizar o esforço diário de milhões de brasileiros, reconhecer a importância de condições dignas de trabalho e reforçar o papel das empresas na construção de ambientes mais justos e produtivos. No fim das contas, o trabalho é uma das maiores ferramentas de transformação que existem. E, quando aliado à dignidade, ao respeito e às oportunidades, ele se torna capaz de mudar vidas — não apenas de quem o realiza, mas de todos que estão ao seu redor.

    Janguiê Diniz  –     Fundador,  controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional,  presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group. – diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES); secretário-executivo do Brasil Educação – Fórum Brasileiro da Educação Particular

  • Empregabilidade Trans: Maite Schneider e Paula Lavigne Silva expõem verdades incômodas em entrevista impactante

    Empregabilidade Trans: Maite Schneider e Paula Lavigne Silva expõem verdades incômodas em entrevista impactante

    SÃO PAULO — Em vídeo forte e necessário, criadora trans que iniciou sua transição após os 40 anos entrevista fundadora da TransEmpregos sobre o futuro profissional da população trans no Brasil.

    A criadora de conteúdo e influenciadora Paula Lavigne Silva lançou o segundo episódio de sua série de entrevistas no YouTube, trazendo uma convidada de peso: Maite Schneider.

    Quem é Maite Schneider? Referência nacional em diversidade e inclusão, Maite vai muito além da fundação da TransEmpregos. Ela é LinkedIn Top Voice com mais de 100 mil seguidores, embaixadora da Rede Mulher Empreendedora e cofundadora da Integra Diversidade. Sua trajetória, que une ativismo histórico e consultoria corporativa, faz dela uma das vozes mais respeitadas quando o assunto é humanizar o mercado de trabalho.

    O tema da conversa toca em um dos pontos mais sensíveis da inclusão no Brasil: a empregabilidade de pessoas trans. Durante o papo, Maite e Paula não apenas expõem dados preocupantes, mas também compartilham histórias reais, dilemas pessoais e estratégias para quebrar barreiras.

    Com mais de 11 mil pessoas trans já empregadas via TransEmpregos desde 2013, Maite traz um panorama direto: 

    “Não existe meritocracia quando pessoas com duas ou três pós-graduações continuam sendo preteridas apenas por serem trans. E isso acontece todos os dias.”

    Paula Lavigne Silva, que vive sua transição e autoaceitação publicamente, compartilha suas próprias angústias com franqueza durante o papo: 

    “A gente passa por todas as fases, da dúvida, da vergonha, do medo. E quando entende quem é, vem a questão: como vou me sustentar? E se me mandarem embora só por ser eu?”

    Verdades que precisam ser ditas

    A entrevista denuncia práticas sutis de exclusão no mercado corporativo, como o medo de se revelar, os códigos sociais que afastam pessoas LGBTQIAPN+ da liderança e a pressão estética pela “passabilidade”.

    “Nós somos levadas a acreditar que temos que ter dois LinkedIns, dois Instagrams, duas vidas. Quando na verdade, a empresa deveria querer que a gente fosse uma só, a verdadeira”, diz Maite no vídeo.

    Assista à entrevista completa

    O conteúdo já está disponível e é material indispensável para quem busca entender o mercado atual.

    Para entender os desafios do mercado, confira o episódio focado em Carreira e Empregabilidade:

    🔴 VÍDEO: VERDADES SOBRE O MERCADO TRANS

    Quer conhecer a história de vida da Maite antes de falar de negócios? Clique aqui para ver a Parte 1 da entrevista, onde ela conta sobre sua transição e o início do movimento.

    Sobre Paula Lavigne Silva

    Criadora de conteúdo, empreendedora e mulher trans, Paula combina força, afeto e autenticidade. Inspirada no estilo punk-rock de Avril Lavigne e eleita Rainha Cross em 2024, tornou-se símbolo de coragem para quem busca se entender e ocupar espaços.

    Conheça mais em: www.paulalavigne.com.br 
    YouTube: @paula_lavigne_silva