Tag: Luiz Inácio Lula da Silva

  • Lula revoga decreto 12.600 após mobilização de povos indígenas do Tapajós

    Lula revoga decreto 12.600 após mobilização de povos indígenas do Tapajós

    Decisão foi anunciada pelos ministros Guilherme Boulos e Sônia Guajajara após reunião com lideranças; governo reafirma compromisso com a escuta e a Convenção 169 da OIT

    O Governo do Brasil, após ouvir povos da região do Tapajós, decidiu revogar o decreto 12.600, de 28 de agosto de 2025. O documento previa estudos sobre empreendimentos no Rio Tapajós e vinha sendo contestado por movimentos indígenas.

    A decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi anunciada pelo ministros Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência da República, e Sônia Guajajara, dos Povos Indígenas, após reunirem-se com os lideranças do movimento.

    A decisão foi negociada também com o Ministério de Portos e Aeroportos e outras pastas do Governo do Brasil.

    De acordo com o ministro Guilherme Boulos, o Governo do Brasil reafirma seu compromisso com a escuta ativa da sociedade ao revogar o decreto.

    “Houve uma mobilização legítima e justa dos povos indígenas em relação a esse decreto, e o governo do presidente Lula tem a capacidade de escuta. Governo do presidente Lula ouve a sociedade”, afirmou.

    Boulos reforçou que “a política do governo de sustentabilidade e preocupação ambiental segue viva, intacta, expressa na redução de desmatamento ano após ano, desde 2023”.

    A ministra Sônia Guajajara destacou a importância da tomada de decisão pelo presidente da República, mesmo estando em viagem internacional.

    “Os indígenas estão há 33 dias na ocupação com mulheres, crianças e que seguem lá acampadas com condições precárias. Então, foi muito importante a gente também considerar essa questão humanitária que se encontra o movimento neste momento”, disse.

    A ministra acrescentou que “hoje a gente vem reafirmar esse nosso compromisso com o respeito à Convenção 169 da OIT e com o direito de escuta dos povos originários”.

    A revogação do decreto será publicada na próxima edição do Diário Oficial da União.

    Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República 

  • Deputado Sóstenes Cavalcante Rebate Críticas de Lula sobre PL do Aborto

    Deputado Sóstenes Cavalcante Rebate Críticas de Lula sobre PL do Aborto

    Autor do PL do Abordo, o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) reagiu à crítica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a proposta, que equipara a interrupção da gestação acima de vinte e duas semanas ao crime de homicídio. Após Lula afirmar que é contra o aborto, mas que a prática é uma realidade no Brasil e a aprovação do projeto é uma “insanidade”, o parlamentar rebateu alegando que a pena para quem cometer estupro nesses casos pode ser aumentada, e provocou questionando se, dessa forma, o presidente o apoiaria.

    “É simples, a relatora pode incluir, mesmo sendo matéria estranha ao texto o aumento da pena para estuprador para 30 anos, fica resolvido presidente, vamos ter o seu apoio já que você é contra o aborto?”, escreveu Sóstenes. As informações são do O GLOBO.

    Procurado pelo GLOBO, o deputado disse que assistiu ao pronunciamento de Lula sobre o tema, realizado em coletiva de imprensa na Itália, onde participa de agenda na Cúpula do G7, e definiu a fala do presidente como “peça publicitária”.

    “É uma peça publicitária de campanha eleitoral para tentar enganar os eleitores Católicos e Evangélicos, ele falou tudo no vídeo, menos da vida do bebê indefeso de 22 semanas”, afirmou o parlamentar.

    Durante sua fala, Lula disse que é contra o aborto, mas afirmou que a prática é uma realidade no Brasil.

    “Eu sou contra aborto, entretanto, como aborto é realidade, a gente precisa tratar aborto como questão de saúde pública. E eu acho que é insanidade alguém querer punir uma mulher numa pena maior que o criminoso que fez o estupro. É no mínimo uma insanidade isso. Sinceramente, à distância, não acompanhei o debate muito intenso no Brasil, quando voltar vou tomar ciência disso, tenho certeza do que tem na lei já garante que a gente aja de forma civilizada para tratar com rigor o estuprador e para tratar com respeito a vítima. Quando alguém apresenta uma proposta que a vítima precisa ser punida com mais rigor que o estuprador, não é sério”, afirmou Lula.

    A urgência do texto foi aprovada a toque de caixa quarta-feira na Câmara — e gerou mobilizações nas redes sociais contra sua aprovação e também protestos nas ruas de capitais brasileiras. Antes da votação, o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), afirmou que a questão “não é matéria de interesse do governo”.

    Na sexta-feira, depois de ver as reações ao PL do aborto crescer, o governo federal passou a se posicionar de maneira mais firme contra o texto, que teve a tramitação em regime de urgência aprovada nesta semana na Câmara. Os ministros Alexandre Padilha (Relações Institucionais), Marina Silva (Meio Ambiente), Cida Gonçalves (Mulheres) e a primeira-dama Janja da Silva criticaram a proposta ontem.

    Em suas redes sociais, a primeira-dama Janja da Silva afirmou que o PL é “preocupante” e “ataca a dignidade das mulheres e meninas”. A primeira-dama ainda criticou a tramitação do texto na Câmara dos Deputados, afirmando que era “preocupante” a aprovação da urgência sem discussão nas comissões temáticas. Com a tramitação acelerada aprovada pelos deputados, o texto pode ser votado direto no plenário. E concluiu que não se pode “revitimizar e criminalizar essas mulheres e meninas”, e que é preciso “protegê-las e acolhê-las”.

  • Renato Cariani é alvo da PF por tráfico de drogas

    Renato Cariani é alvo da PF por tráfico de drogas

    Empresa teria desviado insumos químicos para a produção de 19 toneladas de crack e cocaína; influenciador se diz “surpreendido” pela operação

    A PF (Polícia Federal), o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do MPSP (Ministério Público de São Paulo) e a Receita Federal deflagraram nesta 3ª feira (12.dez.2023) a operação Hinsberg, que investiga o desvio de produtos químicos para a produção de drogas. O alvo seria a empresa Anidrol, que tem como sócio o influenciador fitness Renato Cariani –que já fez lives com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    Endereços da empresa de produtos químicos e do influenciador foram alvos de busca e apreensão em São Paulo. A operação realizou 18 desses mandados em 7 municípios nos Estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná. Segundo as autoridades, o grupo emitia notas fiscais fraudulentas em nome de empresas licenciadas, 60 dessas transações foram identificadas em 1 ano de investigação.

    A denúncia foi feita pelas farmacêuticas cujos nomes estavam vinculados à compra dos insumos. Elas foram ouvidas pela Receita Federal e indicado que a empresa investigada não consta na sua relação de fornecedores. A PF investiga movimentações do grupo de 2014 a 2020. Os envolvidos responderão por tráfico, associação para fins de tráfico e lavagem de dinheiro.

    Segundo as investigações, notas fiscais em nome das multinacionais eram emitidas tendo como fornecedora a Anidrol. O dinheiro era depositado em espécie no caixa, faturado e os insumos desviados para produção de entorpecentes.

    Teriam sido expedidos 4 mandados de prisão com base na reiteração delitiva, diante dos 60 casos de notas fraudulentas confirmadas. De acordo com a PF, os pedidos foram ratificados pelo MPF (Ministério Público Federal), mas foram indeferidos pela Justiça.

    Ao todo, 12 toneladas de produtos químicos foram desviados, com um valor aproximado de R$ 6 milhões. Fenacetina, acetona, éter etílico, ácido clorídrico, manitol e acetato de etila estão na lista de componentes, cujo uso corresponde ao refino e adulteração de 19 toneladas de crack e de cocaína.

    “É um esquema bem sofisticado, que envolve pessoas com conhecimento técnico e dos produtos. São pessoas formadas no ramo e que tem todo o aparato para poder operar dessa forma”, disse Victor Vivaldi, responsável pelas investigações, a 3ª.

    Renato Cariani disse nas suas redes sociais ter sido surpreendido pelos mandados da operação em sua casa e pela investigação da Anidrol. Segundo ele, a outra sócia também foi alvo de buscas. Por correr em segredo de Justiça, Cariani não teria tido acesso às investigações, disse no vídeo.

    QUEM É RENATO CARIANI 

    Empresário e atleta, Renato Cariani é um influenciador fitness brasileiro com mais de 7,3 milhões de seguidores no Instagram. Em seu site, ele oferece cursos de temas como musculação, nutrição, investimentos, inglês. Além da Anidrol, Cariani também é sócio da marca de suplementos Supley.

    Sua presença nas redes sociais e programas de emagrecimento contaram com personalidades como o apresentador do SBT Danilo Gentili. Em 2022, o influenciador realizou uma live no seu canal de podcast onde recebeu Bolsonaro, então presidente. A transmissão contou com a presença de Paulo Muzy, outro influenciador do ramo.

    Em 30 de outubro de 2022, data do 2º turno das eleições, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou um vídeo onde Cariani declarou apoio à reeleição de Bolsonaro. “Você se vê na Venezuela, no Chile ou na Argentina? Com uma inflação absurda e o dinheiro não valendo nada? Com pessoas passando fome?”, disse em referência à candidatura do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
     

  • Lula critica programa de casas de 15m² em Campinas: ‘Daqui a pouco estamos construindo poleiros’

    Lula critica programa de casas de 15m² em Campinas: ‘Daqui a pouco estamos construindo poleiros’

    Presidente deu a declaração durante live semanal, transmitida nas redes sociais do petista. Para Lula, casas de 15 metros quadrados contribuem para a “degradação do ser humano”.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta segunda-feira (19) a construção de casas de 15 metros quadrados para pessoas de baixa renda. Para o presidente, a iniciativa contribui para a “degradação do ser humano”.

    Lula fez a crítica após a repercussão de um programa habitacional lançado pela prefeitura de Campinas (SP), que prevê a construção de moradias populares com essa metragem (veja mais detalhes abaixo).

    “É importante a gente lembrar que precisamos discutir as palafitas, é preciso discutir o processo de degradação que mora o ser humano. Aquela história do prefeito [de Campinas] de fazer uma casa de 15 metros quadrados. Se essa moda pega, daqui a pouco estaremos construindo poleiros para que o povo possa morar. É o absurdo do absurdo do absurdo”, disse.

    Poleiros são varas de madeira colocadas horizontalmente para que aves possam descansar. Geralmente, são instalados em locais pequenos, como gaiolas.

    Lula também falou que a política de preservação ambiental não pode deixar de lado o bem estar da população.

    As declarações foram dadas na segunda edição do “Conversa com o Presidente”, entrevista ao vivo transmitida pelas redes sociais do presidente e da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

    Na conversa, Lula ainda comentou sobre os planos do governo, preservação do meio ambiente, e da viagem que fará à Europa nesta semana.

    Polêmica
    O programa da prefeitura de Campinas tem sido alvo de polêmica. Na atual configuração, as casas, que ainda não estão prontas, têm dois cômodos .

    Logo na entrada, à direita, fica um cômodo menor, onde deve ser instalado o banheiro. Ao lado, há um cômodo maior, com uma janela. Segundo a prefeitura, o terreno tem 90 m² de área total.

    Especialistas apontam que os imóveis não se adequam ao conceito de moradia digna recomendado pela Organização das Nações Unidas (ONU). Já o vice-prefeito de Campinas, Wanderley de Almeida, classificou a crítica à inciativa como “lamentável”.

    “Claro que a ideia seria ir para uma casa acabada. Mas lá tem família em moradia improvisada, são barracos, sem saneamento básico, com ação de reintegração de posse, e um prazo da Justiça para sair de lá”, declarou.

     

  • Lula chega a Gavião Peixoto para inauguração da linha de produção do caça F-39 Gripen na Embraer

    Lula chega a Gavião Peixoto para inauguração da linha de produção do caça F-39 Gripen na Embraer

    Na fábrica no interior de São Paulo, 15 das 36 unidades do caça serão produzidas por engenheiros e técnicos brasileiros. Aeronave é usada por forças aéreas em todo o mundo.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participa, na manhã desta terça-feira (9), da inauguração da Linha de Produção do Caça F-39 Gripen, na Embraer, empresa de engenharia e tecnologia na área de aviação, em Gavião Peixoto (SP).

    A aeronave com a comitiva presidencial aterrissou na pista da Embraer por volta das 10h30. Lula está acompanhado do Ministro da Defesa, José Múcio, e do Comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro do ar Marcelo Kanitz.

    Essa é a segunda vez que Lula vem a região central do Estado de São Paulo durante o novo mandato. Em janeiro, ele esteve em Araraquara (SP) para acompanhar os estragos causados pela chuva.

    A participação da indústria nacional Embraer no desenvolvimento do caça F-39 Gripen foi um requisito do contrato com o governo brasileiro.

    Na fábrica da Embraer, 15 das 36 unidades do caça serão produzidas por engenheiros e técnicos brasileiros que passaram por treinamentos teóricos e práticos na sede da empresa sueca Saab, em Linköping.

    A previsão é de que em 2027 o último caça seja entregue. Atualmente, quatro dos aviões já estão operacionais na Base Aérea de Anápolis (GO) e outros dois chegaram ao país na sexta-feira (5).

    O caça Gripen F-39 está entre os modelos mais tecnológicos do mundo. De acordo com a Saab, o Gripen é conhecido pela sua eficiência, baixo custo de operação, elevada disponibilidade e capacidade tecnológica avançada.

    Em 2022, a Força Aérea Brasileira (FAB) comprou 36 aeronaves Gripen para fazer a defesa do espaço aéreo.

    O caça Gripen tem envergadura de 8,6 metros, 4,5 metros de altura, 14 metros de comprimento, atinge velocidade máxima de 2,4 mil km/h e chega a voar acima de 16 mil metros de altitude. Segundo a FAB, o F-39 Gripen é usado por forças aéreas em todo o mundo.

    RWR – Alerta de detecção de radar: Confirma a localização dos sinais emitidos por qualquer radar no solo, no mar ou no ar que esteja buscando o Gripen;
    ECM – Contramedidas eletrônicas: O sistema de guerra eletrônica do Gripen confunde os radares de busca e de tiro do inimigo, seja interferindo ou saturando com múltiplos sinais “fantasmas”, evitando que o Gripen real seja marcado como alvo;
    MAWS – Alerta de aproximação de mísseis: Alerta sobre a aproximação de mísseis disparados contra o Gripen.
    Míssil BVR Meteor: Míssil além do alcance visual (BVR) de última geração, com alta energia e longo alcance, garantindo maior zona sem possibilidade de fuga e alta probabilidade de acerto contra o alvo;
    Datalink / Link 16 / Link tático: As capacidades de datalink garantem a superioridade da informação e o compartilhamento de fusão de dados em tempo real para a tomada de decisões rápidas;
    Ataque Eletrônico com LADM: Supressão adicional de guerra eletrônica com uso de míssil leve, que atua como interferidor, apoiando a operação do Gripen em espaço aéreo negado com a presença de sistemas antiaéreos;
    Ataque Eletrônico com EAJP: O Electronic Attack Jammer Pod (EAJP) transportado pelo Gripen interfere e satura eletronicamente os sistemas antiaéreos inimigos, permitindo a sua operação em espaço aéreo contestado;
    CAS/GAAI – Suporte para forças em solo: Apoio Aéreo Aproximado/Interdição Aérea assistida por equipes de militares em solo por meio dos sistemas de auxílio digital a bordo como VMF, Link-16 e link de vídeo em tempo real (VDL);
    ISR – Inteligência, vigilância e reconhecimento: Cobertura 360 graus de sensores ativos e passivos que provém consciência situacional colaborativa no cenário tático operacional;
    LADM – Gerando alvos falsos: O LADM tem a capacidade de gerar alvos falsos para confundir e saturar os radares de busca e de tiro inimigos;
    IFF – Identificação amigo/inimigo: Identifica e confirma quais são as forças amigas e inimigas num cenário tático e operacional;
    Míssil WVR IRIS-T: O míssil IRIS-T, de alcance visual (WVR), é o mais avançado da sua categoria, principalmente em engajamentos fora da linha de visada da aeronave, sendo o seu emprego complementado pelo uso do HMD para que o piloto possa fazer a mira contra o alvo.
    Chaff/flare/despistadores: Dispositivos ativos e passivos de autoproteção para confundir mísseis guiados por radar, por infravermelho e radares de controle de fogo inimigo.
     

  • Tarcísio fixa salário mínimo paulista em R$ 1.550

    Tarcísio fixa salário mínimo paulista em R$ 1.550

    Projeto de lei será levado à Alesp na terça-feira (2). O novo piso, caso aprovado pelos deputados, representará aumento de 20,7% para a primeira faixa e 18,7% para a segunda. Aumento é maior do que o dado por Lula.

    Na véspera do Dia dos Trabalhadores, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), fixou neste domingo (30) o salário mínimo do estado em R$ 1.550.

    Atualmente, o salário mínimo na faixa mais baixa está em R$ 1.284, e na mais alta, R$ 1.306.

    O projeto de lei vai ser apresentado à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) na terça-feira (2). Caso aprovado pelos deputados, o reajuste representará aumento de 20,7% para a primeira faixa e 18,7% para a segunda.

    Os aumentos são maiores do que a inflação acumulada nos últimos 12 meses, de 4,65%.

    Neste domingo (30), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também anunciou um aumento de 8,9% do salário mínimo, menor do que o proposto em São Paulo, e passou dos R$ 1.302 atuais para R$ 1.320.

     

  • Thiago Brennand é preso nos Emirados Árabes Unidos

    Thiago Brennand é preso nos Emirados Árabes Unidos

    Pedido de extradição para o Brasil foi autorizado no sábado (15) por autoridades daquele país. A PF deve enviar nesta terça (18) quatro policiais para trazê-lo ao Brasil.

    O empresário Thiago Brennand, acusado de estupro, agressão, cárcere privado e ameaça, foi preso nos Emirados Árabes Unidos. A informação foi confirmada pela TV Globo com fontes da Polícia Federal.

    A PF deve enviar nesta terça (18) quatro policiais àquele país para trazê-lo ao Brasil.

    No sábado (15), autoridades dos Emirados Árabes Unidos aprovaram o pedido de extradição de Brennand.

    Há cinco mandados de prisão preventiva em território brasileiro contra o empresário, por acusações de agredir uma modelo, sequestrar, tatuar, estuprar uma segunda mulher e estuprar uma jovem e uma miss.

    Entenda quais são os próximos passos para a extradição, segundo fontes da Polícia Federal e um delegado-chefe da Interpol que acompanha o processo:

    Brennand já está preso nos Emirados Árabes? Sim. Mas, até domingo (16), ele cumpria medidas cautelares em liberdade.
    Qual a autoridade que fará o processo de extradição? A Polícia Federal, por meio da Diretoria Internacional, deve buscar Brennand no exterior. Uma equipe de agentes será enviada aos Emirados Árabes Unidos. Normalmente, dois policiais fazem o trâmite, mas uma análise de risco foi feita e, no caso do empresário, devido ao histórico de violência, serão quatro.
    O que precisa acontecer para ele ser extraditado? Para a extradição acontecer, Brennand precisava ser detido pela autoridade local e ficar preso nos Emirados Árabes. Depois, a Polícia Federal efetiva a extradição. A Interpol atua apenas na publicação da Difusão Vermelha, o que já ocorreu.
    Quando Brennand será extraditado? Com a prisão efetivada, o processo não costuma demorar. Segundo a Polícia Federal, acontece em poucos dias.
    Quem está negociando o processo de extradição? A extradição do Thiago Brennand está sendo tratada diretamente pela Polícia Federal com o Ministério do Interior dos Emirados Árabes Unidos. Trata-se de uma atividade bilateral entre o Brasil e o país asiático.
    Lula confirmou a extradição
    Na última quarta-feira (12), o g1 publicou que a extradição de Brennand seria um dos assuntos abordados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante sua passagem pelos Emirados Árabes. Fontes do Itamaraty confirmaram à TV Globo que Lula iria perguntar ao presidente Mohammed bin Zayed Al Nahyan sobre a situação do empresário.

    Após passar pela China, Lula chegou ao país árabe no sábado (15). Depois de se encontrar com o presidente local, foi questionado sobre as tratativas da extradição de Thiago Brennand e negou ter discutido o assunto, mas neste domingo (16), o presidente confirmou que as autoridades aprovaram o pedido.

    “Quando [a extradição] vai acontecer é uma questão da Justiça, da polícia. A única coisa que eu sei é que, se no mundo existir um milhão de cidadãos como esse, todos merecem ser punidos, porque não é humanamente aceitável que um brutamontes desse seja um agressor de mulheres”, disse o presidente brasileiro. “Eu acho que ele tem que pagar”, disse Lula.

    Agressão a modelo — Aluna de academia em shopping de luxo de SP relata agressão de empresário: ‘Ele falou: ‘Vou cuspir em você porque você merece’
    Tatuagem “TFV” — Mulher relata agressões e diz ter sido obrigada a tatuar iniciais de empresário: ‘É um monstro’
    Suspeita de estupro — Estudante de medicina acredita que foi dopada por empresário em jantar: ‘Completamente desorientada’
    Acusação de maus-tratos — Ex-funcionário diz que Thiago Brennand batia e dava choques no filho: ‘Cara desumano’
    Em dezembro de 2022, depois de apresentar a documentação complementar requerida pela Chancelaria emirática, a Embaixada brasileira em Abu Dhabi foi informada em março deste ano que o pedido de extradição de Brennand seguia em análise pelas autoridades competentes.

    O pedido foi realizado com base em promessa de reciprocidade em casos análogos, já que não há acordo bilateral sobre a matéria em vigor entre Brasil e os Emirados Árabes Unidos (EAU). O Acordo de Extradição entre Brasil e Emirados Árabes foi assinado em 15/03/2019 e ratificado pelos EAU em 04/10/2021.

  • ‘Ninguém vai proibir que o Brasil aprimore sua relação com a China’, diz Lula em reunião com Xi Jinping

    ‘Ninguém vai proibir que o Brasil aprimore sua relação com a China’, diz Lula em reunião com Xi Jinping

    Presidentes se reuniram em Pequim, assinaram 15 acordos comerciais e discutiram temas como a invasão da Ucrânia. China é o país que mais compra produtos brasileiros.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou nesta sexta-feira (14) em Pequim, em reunião com o presidente da China, Xi Jinping, que deseja aprofundar a relação entre os dois países em diversas áreas nos próximos quatro anos – e que “ninguém” poderá proibir essa aproximação.

    “Ontem fizemos visita à Huawei, em uma demonstração que queremos dizer ao mundo que não temos preconceito em nossas relações com os chineses. Ninguém vai proibir que o Brasil aprimore sua relação com a China”, disse o presidente na reunião aberta entre os líderes.
    Lula cumpre visita oficial ao país acompanhado de ministros e da primeira-dama, Janja. Nesta sexta, os presidentes de Brasil e China se reuniram em um encontro bilateral e assinaram atos conjuntos.

    No discurso aberto à imprensa, que antecedeu a reunião fechada, Lula falou em intensificar as relações Brasil-China em áreas como:

    ciência e tecnologia;
    intercâmbio de estudantes universitários;
    relações culturais;
    estratégias de combate às mudanças climáticas;
    energia limpa;
    produção de carros e ônibus elétricos.
    “Penso que a compreensão que o meu governo tem da China é de que nós precisamos trabalhar muito para criar uma relação Brasil-China que não seja apenas uma relação meramente de interesse comercial. Se bem que o interesse comercial é muito importante”, disse Lula antes de listar as áreas.

    Veja lista de acordos comerciais que devem ser assinados por Lula e Xi Jinping
    A imprensa estatal chinesa afirma que, na reunião fechada, Lula e Xi concordaram sobre a necessidade de diálogo e negociação para encerrar a invasão da Ucrânia pela Rússia, informou a agência de notícias Reuters.

    Foco na pauta ambiental
    Temas ligados ao meio ambiente e às mudanças climáticas dominaram o discurso aberto de Lula na reunião bilateral. O presidente chegou a pedir o compromisso da China com a transição energética e a redução da emissão de poluentes.

    “Contamos com a China na nossa luta pela preservação do planeta Terra, defendendo uma política climática mais saudável. Em que as pessoas possam respirar ar mais puro e beber água mais limpa. Para isso, é extremamente importante uma transição energética para que a gente possa produzir energia mais limpa, sobretudo eólica, solar, biomassa”, disse Lula.

    “O Brasil tem 80% de sua energia totalmente limpa e está comprometido nesse instante, no meu governo, que até 2030 nós vamos alcançar o desmatamento zero na Amazônia para dar a nossa contribuição à preservação do planeta”, continuou.

    Lula também usou o discurso para agradecer o apoio da China à eleição da ex-presidente Dilma Rousseff como presidente do Novo Banco do Desenvolvimento (NDB), o “banco do Brics”. O agrupamento comercial reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

    “Para nós, é com muita alegria que recebemos o apoio da China para a presidenta Dilma ser presidenta do Novo Banco de Desenvolvimento. O senhor sabe o apreço que a presidenta Dilma tinha na relação com a China”, declarou Lula.

  • Lula viaja à China com comércio, guerra da Ucrânia e formação de alianças na pauta

    Lula viaja à China com comércio, guerra da Ucrânia e formação de alianças na pauta

    No país asiático, petista participará de posse de Dilma Rousseff no banco do Brics e de reunião com o presidente Xi Jinping. Na volta ao Brasil, Lula fará uma parada nos Emirados Árabes.

    Lula transmite cargo de presidente a Geraldo Alckmin antes de embarcar para a China, na Base Aérea de Brasília

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarcou por volta das 7h30 nesta terça-feira (11) em Brasília com destino à China.

    Inicialmente, a visita do petista ao país asiático seria no fim de março, mas Lula foi diagnosticado com uma pneumonia e, por orientação médica, remarcou a viagem.

    Na Ásia, Lula tratará principalmente da relação comercial com a China, maior parceiro de negócios do Brasil, mas também da guerra entre Rússia e Ucrânia e de questões de governança global.

    Na China, o petista participará da cerimônia de posse da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) como presidente do banco do Brics – bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

    Ele também se reunirá com o presidente Xi Jinping, lideranças políticas e empresários. Na volta fará uma parada nos Emirados Árabes Unidos (veja detalhes da programação mais abaixo nesta reportagem).

    A comitiva de Lula será composta pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e pelos ministros:

    Fernando Haddad (Fazenda)
    Marina Silva (Meio Ambiente)
    Carlos Fávaro (Agricultura e Pecuária)
    Luciana Santos (Ciência e Tecnologia)
    Mauro Vieira (Relações Exteriores)
    Alexandre Silveira (Minas e Energia)
    Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário)
    Wellington Dias (Desenvolvimento Social)
    Margareth Menezes (Cultura)

    A delegação brasileira também será integrada pelos governadores da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT); do Ceará, Elmano de Freitas (PT); do Maranhão, Carlos Brandão (PSB); do Pará, Helder Barbalho (MDB); e do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT).

    Deputados também vão embarcar com o presidente. Ao todo, serão 40 autoridades (veja a lista).

    Convidado para a visita pelo presidente chinês, Xi Jinping, Lula tem uma pauta bem definida: defender as relações já construídas com o maior parceiro comercial do Brasil e, eventualmente, ampliar a lista de produtos brasileiros para venda no gigante asiático.

    Ao mesmo tempo, Lula busca a consolidação da estratégia da política externa do governo. Ao vencer as eleições, no discurso da vitória, Lula dedicou grande parte do tempo para falar das relações internacionais e que uma de suas prioridades seria “recolocar o Brasil no mundo”.

    Lula pretende fazer um contraponto ao antecessor, Jair Bolsonaro (PL), que, na avaliação do petista, isolou o Brasil no cenário internacional.

    Dos três maiores parceiros comerciais do Brasil, Lula já havia visitado Estados Unidos (2º) e Argentina (3º).

    Em busca de reaproximação, Lula também recebeu o chanceler alemão, Olaf Scholz, em Brasília, e foi ao Uruguai.

    A ex-presidente Dilma Rousseff durante reunião inaugural como presidente do Novo Banco de Desenvolvimento, o banco dos Brics, em Xangai, na China, em 28 de março de 2023.

    Posse de Dilma no Banco dos Brics
    Lula deve desembarcar em Xangai nesta quarta-feira (12). No dia seguinte, quinta-feira (13), ele participa da cerimônia de posse de Dilma Rousseff como presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), o banco do Brics.

    Ainda em Xangai, o petista se reunirá com empresários e viajará à noite para Pequim, capital da China.

    Conversa com Xi Jinping
    De acordo com o Palácio do Planalto, Lula e o presidente chinês vão se encontrar na sexta-feira (14).

    O petista e Xi Jinping devem tratar de temas que vão desde a guerra entre Rússia e Ucrânia e questões comerciais, de governança global, até a promoção de produtos brasileiros no mercado chinês.

    Apesar de o Brasil não estar diretamente envolvido no conflito no leste europeu, Lula já disse publicamente que conversará o presidente chinês sobre o papel do país asiático na resolução da guerra.

    O presidente brasileiro quer que o país asiático seja um dos líderes de um grupo de países para buscar uma saída diplomática para a guerra entre os dois países.

    Lula tem dito que o presidente russo, Vladimir Putin “não pode ficar com o terreno” invadido na Ucrânia, mas que “talvez nem se discuta a Crimeia”, uma das regiões ucranianas invadidas pela Rússia.

    Em uma rede social, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia, Oleg Nikolenko, afirmou que o país agradece os “esforços” do presidente Lula para tentar pôr fim à guerra na região, mas que o país não cederá “um centímetro” de terra à Rússia.

    No cenário internacional, a viagem de Lula ainda coloca o governo brasileiro no centro da disputa entre China e Estados Unidos.

    Os EUA, no entanto, têm tido dificuldade em apresentar uma alternativa às propostas chinesas, com presença forte no agronegócio e investimentos em energia e infraestrutura no Brasil.

    Depois de anos de relações mornas resultantes de ruídos causados pelo governo Bolsonaro tanto com americanos quanto com chineses, o Brasil vai se consolidando como a nova trincheira da disputa de influência e poder entre Estados Unidos e China.

    As duas superpotências vivem um momento tenso em sua competição econômica e política, com troca de acusações de espionagem e difamação que ameaçam descambar para um conflito militar em Taiwan — que a China vê como seu território e que os EUA encaram como independente.

    Além do encontro com Xi Jinping, na sexta-feira Lula participará de um jantar com o presidente chinês e de reuniões com Zhao Leji, presidente da Assembleia Popular Nacional, no Grande Palácio do Povo; e com o primeiro-ministro Li Qiang.

    O petista também tem o desafio de desatar nós na relação, herdados da gestão de Jair Bolsonaro. Em seus anos de mandato, o ex-presidente alinhou-se irrestritamente ao colega americano Donald Trump e fez reiteradas críticas ao regime chinês — até mesmo no comércio de vacinas contra a Covid-19.

    Parada em Abu Dhabi
    Na viagem de volta para o Brasil, Lula fará uma parada nos Emirados Árabes Unidos.

    Ele deve se reunir com lideranças locais em Abu Dhabi, capital do país árabe, no sábado (15).

  • O ministro da Defesa de Lula será um civil, afirma Mercadante

    O ministro da Defesa de Lula será um civil, afirma Mercadante

    O coordenador dos grupos temáticos do Gabinete de Transição, Aloizio Mercadante, disse, nesta sexta-feira (18/11), que o ministro da Defesa do governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será um civil.

    “O ministro da Defesa será um civil. Foi um no governo dele e continuará sendo”, falou.

    Até agora, o grupo de transição da área não foi definido, mas Mercadante afirmou que a equipe será “uma bela surpresa”.

    O ex-ministro afirmou que os nomes integrantes serão divulgados na próxima segunda-feira (21/11). O anúncio, no entanto, ainda carece de uma chancela de Lula.

    “O presidente Lula está chegando e vamos fechar o grupo, acho que vocês vão ter uma bela surpresa. Está muito bem construído. Vai ser anunciado no começo da semana, segunda-feira tá resolvido”, pontuou. “Aguardem! Não vamos falar de nomes ainda. Quero primeiro falar com o presidente” completou.

    Segundo Mercadante, a “bela surpresa” será em razão da composição do grupo técnico. “Pela composição do grupo, pela representatividade, pela estatura das pessoas que vão participar. Vai ser uma excelente solução. O grupo é muito representativo para essa tarefa que é o diálogo com as Forças Armadas”, disse.

    Um civil no comando

    Ex-ministro da Defesa do governo de Dilma Rousseff, o senador Jaques Wagner (PT) avaliou, na quinta, ser melhor um civil assumir o posto de ministro da Defesa no novo governo.

    “A sociedade precisa entender que a Defesa não é só uma questão de Forças Armadas, mas de soberania. Eu, pessoalmente, acho que, sem falar de veto, é melhor colocar um civil que vai construir essa ponte para não parecer que é um mundo à parte”, disse o senador.

    Apesar de defender um civil no comando, Wagner considerou que também é necessário ter militares no grupo e que já há diálogos com algumas personalidades. “O grosso das Forças Armadas quer valorização e profissionalização com equipamentos modernos. Acho que isso é o fundamental”, opinou.