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  • Investigação aponta inserção do PCC na economia formal e mira 268 empresas

    Investigação aponta inserção do PCC na economia formal e mira 268 empresas

    Segundo o MPSP, facção teria se associado a rede de organizações criminosas para viabilizar atividades econômicas ilícitas

    A inserção do Primeiro Comando da Capital (PCC) na economia formal está entre os principais pontos investigados pelas autoridades nas operações Carbono Oculto, Quasar e Tank. Segundo o Ministério Público de São Paulo (MPSP), a facção teria se associado a uma rede de organizações criminosas, com vínculos permanentes ou eventuais, para assegurar a efetividade de atividades econômicas ilícitas.

    A investigação alcançou 268 empresas ligadas à chamada Faria Lima, que representa o centro financeiro do Estado de São Paulo. As companhias foram colocadas na mira da Receita Federal e das polícias durante as operações deflagradas nesta quinta-feira (28).

    As ações cumpriram mais de 400 mandados judiciais e fizeram buscas por provas em ao menos oito estados. Ao todo, porém, foram realizadas seis das 14 prisões determinadas.

    De acordo com o MPSP, entre as principais formas de atuação investigadas está a inserção do PCC na economia formal, incluindo setores como combustíveis e o sistema financeiro.

    A lista das empresas investigadas é ampla. Ela reúne 13 usinas sucroalcooleiras e agroindustriais; 47 distribuidoras de combustíveis e petróleo; 16 empresas de transporte e logística; 10 empresas de refino, formuladoras e terminais de armazenamento; 108 holdings e empresas de serviços administrativos e de participações; e 12 empresas químicas e de importação.

    No segmento financeiro, são três fintechs, 47 fundos de investimentos e específicos e 15 administradoras e gestoras de fundos de investimentos.

    Somando pessoas jurídicas e pessoas físicas, a investigação reúne mais de 350 alvos suspeitos de crimes contra a ordem econômica, adulteração de combustíveis, crimes ambientais, lavagem de dinheiro, fraude fiscal e estelionato, segundo o MPSP.

    A apuração também envolve valores bilionários. O secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, informou que as operações envolvem uma movimentação de R$ 70 bilhões do PCC junto às empresas. Entretanto, estimativas já divulgadas chegam a R$ 140 bilhões, considerando as investigações iniciadas em 2023.

    Defesa

    Algumas das principais empresas investigadas já apresentaram suas manifestações e negaram ter ligação com o PCC ou com crimes. As empresas também afirmaram colaborar com as investigações. Entre elas estão Banco Genial, Reag, Buriti e Trustee.

    A Genial afirmou cumprir a legislação com “elevados padrões de governança corporativa, ética e compliance regulatório”. A Reag disse colaborar com a apuração. A Buriti declarou compromisso com a ética, a governança corporativa e o compliance e afirmou estar inteiramente à disposição das autoridades.

    Já a Trustee comunicou que “renunciou à administração de todos os fundos que foram alvos da operação Carbono Oculto”.

    Veja a lista das empresas investigadas:

    Usinas sucroalcooleiras e agroindustriais

    1. Usina Itajobi LtdaUsina Carolo S.A (também referida como Açucareira Bartolo e Carolo S/A)
    2. Usina Virgolino de Oliveira S/A (também referida como Usina GVO)
    3. Usina Rio Pardo S/A
    4. Usina Açucareira Furlan S/A
    5. Comanche Biocombustíveis de Santa Anita Ltda.
    6. Usina Goiás Bioenergia Açúcar e Serviços Ltda.
    7. Agropecuaria Nossa Senhora do Carmo S/A
    8. Usina Catanduva S/A
    9. Agro pecuária Santa Catarina S/A
    10. MC3 Agropecuária Ltda.
    11. Goiás Bioenergia S/A
    12. Centroálcool S/A
    13. Planalto Agroindustrial Ltda.

    Distribuidoras de combustíveis e petróleo

    1. Aster Petroleo Ltda.
    2. Safra Distribuidora de Petroleo S/A
    3. Rede Sol Fuel Distribuidora S/A
    4. Império Comércio de Petróleo S/A
    5. Arka Distribuidora de Combustiveis Ltda.
    6. Rodopetro Distribuidora de Petróleo Ltda.
    7. Alpes Distribuidora de Petróleo Ltda.
    8. Maxima (Maximus) Distribuidora de Combústiveis Ltda.
    9. Everest Distribuidora de Combustíveis Ltda.
    10. VMR Distribuidora de Combustíveis e Lubrificantes Ltda.
    11. Orizona Combustíveis S/A
    12. Start Petróleo S/A
    13. Port Brazil Distribuidora de Combustíveis Ltda.
    14. Estrela Distribuidora de Combustíveis Limitada
    15. Petroworld Combustíveis S/A
    16. Stock Distribuidora de Petroleo Ltda.
    17. Duvale Distribuidora de Petróleo e Álcool Ltda.
    18. Aliança Biocombustível Eireli
    19. Diamond Chemical Solventes LTDA (RBO Distribuidora de Solventes Ltda.)
    20. Ipê Biocombustível Ltda.
    21. Quantiq Distribuidora Ltda.
    22. Pinecrest Distribuidora S/A
    23. Auto Posto S3 Juntas
    24. Petroribe Distribuidora de Combustíveis Ltda.
    25. Auto Posto Bixiga Ltda.
    26. Auto Posto Mar Dias Ltda.
    27. Auto Posto Piloto Ltda.
    28. Auto Posto Texas Ltda.
    29. Auto Posto S-10 Ltda.
    30. Auto Posto Parada 85 Ltda.
    31. Auto Posto da Serra Ltda.
    32. Posto Futura Jk Ltda.
    33. Posto Santo Antonio do Descoberto Ltda.
    34. Auto Posto Dipoco Ltda.
    35. Auto Posto Vini Show Ltda.
    36. Redevoada Auto Posto Ltda.
    37. Auto Posto Atlântico Ltda.
    38. Auto Posto Elite de Piracicaba Ltda.
    39. Auto Posto Futura Niquelandia Ltda.
    40. Auto Posto Moska Ltda.
    41. Auto Posto Azul do Mar Ltda.
    42. Auto Posto Hawai Ltda.
    43. Auto Posto 2000 Ltda.
    44. Auto Posto Yucatan Ltda.
    45. Auto Posto Maragogi Ltda.
    46. Auto Posto Conceição Ltda.
    47. Auto Posto Boulevar XV São Paulo Ltda.

    Fintechs e instituições financeiras

    1. Bankrow Instituição de Pagamento S/A
    2. BK Instituição de Pagamento S/A (também referida como BK Bank)
    3. Pix Card Serviços Tecnológicos e Financeiros Ltda.

    Fundos de investimento específicos

    1. Zeus Fundo de Investimento em Direitos Creditórios
    2. Brazil Special Opportunities Fund (também referida como Fundo de Investimento Financeiro Crédito Privado
    3. Responsabilidade)
    4. Atena Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia
    5. Mabruk Li Fundo de Investimento em Direitos Creditórios Não Padronizados (também conhecido como
    6. Rhodonite Fundo de Investimento Multimercado Crédito Privado)
    7. Radford Fundo de Investimento Multimercado Crédito Privado
    8. Celebration Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia
    9. Zurich Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia
    10. Pompeia Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia
    11. New Hampshire Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia
    12. Participation Fundo de Investimento em Participações em Cadeias Produtivas Agroindustriais – Fiagro
    13. Pegasus Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia
    14. Fundo de Investimento Imobiliário Enseada
    15. Fundo de Investimento Imobiliário Vancouver
    16. Fundo de Investimento Imobiliário Ruby Green
    17. Fundo de Investimento Imobiliário Green Eagle
    18. Bucarest Fundo de Investimento Imobiliário
    19. Arion Fundo de Investimento Imobiliário
    20. Minesotta Fundo de Investimento Imobiliário
    21. Olimpia Fundo de Investimento Multimercado Crédito Privado
    22. Pinheiros Fundo de Investimento Imobiliário
    23. Olsen Fundo de Investimento Imobiliário
    24. Paraibuna Fundo de Investimento Em Participações Multiestratégia
    25. Fundo de Investimento Imobiliário Toronto
    26. Los Angeles 01 Fundo de Investimento Imobiliário (atual Lucerna Fundos de Investimentos Imobiliários)
    27. Location Fundo de Investimento em Participações Multiestrategia
    28. Locar Fundo de Investimento em Participações Multiestrategia
    29. ETH ET Hereal Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia
    30. Plural Tesouro Selic Fundo de Investimento Renda Fixa Simples
    31. Gad Li Fundo de Investimento em Direitos Creditórios Não Padronizado
    32. Gad Lii Fundo de Investimento em Direitos Creditórios Não Padronizado
    33. Blackpartners Miruna Fundo de Investimento em Direitos Creditórios Não Padronizados
    34. Sustineri Germinare Fundo de Investimento em Direitos Creditórios IS
    35. Saint Martin Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia
    36. EUV Denali Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia
    37. JNC Fundo de Investimento em Participações – Capital Semente
    38. Maya Fundo de Investimento Imobiliário
    39. Agro 1963 Company Fundo de Investimento em Participações – Capital Semente
    40. Mam ZC Tesouro Selic FI Renda Fixa DI Soberano
    41. Gold Style Fundo de Investimento em Direito Creditório Não Padronizado
    42. Hans 95 Fundo de Investimento Multimercado e Investimento no Exterior
    43. Olaf 95 Fundo de Investimento Financeiro Multimercado Crédito Privado
    44. Salinas Fundo de Investimento em Participação Multiestratégia
    45. Keros Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia
    46. Start Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia
    47. Ragusa Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia

    Administradoras e gestoras de fundos de investimento

    1. Trustee Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda.
    2. REAG Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S/A (e suas relacionadas como Reag Trust, Reag
    3. Administradora de Recursos Ltda., Reag Capital Holding S/A, RPN Partners Participações Ltda., Reag
    4. Specialty Finance Ltda., Reag Jus Gestão de Ativos Judiciais Ltda.)
    5. Altinvest Gestão e Administração de Recursos de Terceiros Ltda.
    6. BFL Administração de Recursos Ltda.
    7. Banco Genial S/A
    8. Actual Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S/A
    9. Ello Gestora de Recursos Ltda.
    10. Libertas Asset S/A
    11. Banvox Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. (e Banvox Holding Financeira S/A)
    12. Monetar Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda.
    13. Buriti Investimentos Gestora de Recursos Ltda.
    14. Finaxis Corretora de Títulos e Valores Mobiliários S/A
    15. Positiva Investimentos Ltda.

    Empresas de transporte e logística

    1. G8.log Transportes Sociedade Unipessoal Ltda.
    2. Blue Star Locação de Equipamentos S/A
    3. Locar Locadora Ltda.
    4. Mabruk Log Transportes Sociedade Unipessoal Ltda.
    5. G8log Agro Ltda.
    6. Moska Log
    7. Transportadora Infinity Ltda.
    8. Log Maxx Transportes Rodoviários Ltda.
    9. Rota Fuel Transporte Ltda.
    10. Boxter Transportes Ltda.
    11. S-3 Transporte Rodoviário de Produtos Ltda.
    12. Sudeste Terminais e Armazéns Gerais Ltda.
    13. Tlog Terminais Ltda.
    14. Rio Log Terminais Ltda.
    15. Malta Transportes Rodoviários
    16. Llog Fuel Transportes Ltda.

    Empresas de refino, formuladoras e terminais de armazenamento

    1. Copape Produtos de Petroleo Ltda.
    2. Europa Produtos de Petroleo S/A (nome Fantasia Monroy West Energy)
    3. GT Formuladora Ltda.
    4. Octanos Envasadora Ltda.
    5. Master Oil Industria Ltda.
    6. Sudeste Terminais e Armazens Gerais Ltda.
    7. Tlog Terminais Ltda.
    8. Rio Log Terminais Ltda.
    9. Stronghold Infra Investments Ltda*
    10. Liquipar Operações Portuárias S/A – Spe

    Holdings e empresas de serviços administrativos e de participações

    1. GGX Global Participações S/A
    2. Best Holding do Brasil S/A
    3. Blendor S/A
    4. Bannout Participações S/A
    5. Zurich Holdings e Participacoes Ltda.
    6. Huracan Intermediação Gestão e Participações Ltda.
    7. Urban Prime Properties Ltda.
    8. Valorem Participações Ltda.
    9. Eagle Infraestrutura e Participacões Ltda.
    10. Insight Participações S/A
    11. ABC Properties Ltda.
    12. SB Properties Ltda.
    13. VM Administração de Bens Próprios S/A
    14. Excefin Assessoria e Servicos Ltda.
    15. Controler Serviços Sociedade Unipessoal Ltda.
    16. SM Serviços Empresariais Ltda.
    17. Monroy West Energy Ltda.
    18. Mourad Serviços Ltda.
    19. MDM Class Serviços Ltda
    20. Veritas Participações Societárias Ltda.
    21. GH Oliveira Consultoria Ltda.
    22. Dubai Administração de Bens Ltda.
    23. J.B.V. Empreendimentos Imobiliários Ltda.
    24. WBN Empreendimentos e Participações Ltda.
    25. Ciclone Gestão e Participações Ltda.
    26. Latuj Participações Ltda.
    27. Lega Serviços Administrativos S/A
    28. RFV Power Holdings Ltda.
    29. Hampstead Holding de Participações Ltda.
    30. Green Bay Participações Ltda.
    31. Fort Worth Ll Participacoes Ltda.
    32. RCG Investimentos em Participações Ltda.
    33. GSO Assessoria Ltda.
    34. Shelby Holding Participação Societária Ltda.
    35. ACL Holding e Participações Ltda.
    36. Conceb Engenharia
    37. Mohaali Apoio Administrativo Ltda.
    38. Scotia Holdings e Participações Ltda.
    39. Salinas Incorporções e Construções Ltda.
    40. RML Investimentos Ltda.
    41. Structura Participacoes Ltda.
    42. Helikon Construtora e Incorporadora Ltda.
    43. Concord Holding Participações e Gestão Ltda.
    44. REAG Specialty Finance Ltda.
    45. REAG Jus Gestão de Ativos Judiciais Ltda.
    46. Vila Rica Participações Ltda.
    47. DNC Comercial Agricola Ltda.
    48. Fasten Terceirizacao e Gestao de Pessoas Ltda.
    49. BW Holding Financeira Ltda.
    50. Parmo Holding Ltda.
    51. Control Participações Ltda.
    52. Hard Holding Trading Ltda.
    53. MFL Holding Trading Ltda.
    54. Gasp Participações e Investimentos S/A
    55. Organição Contábil Estrella Ltda.
    56. Estrella Suporte Administrativo
    57. HMD Serviços e Assessoria Empresarial Ltda.
    58. TMJ Consultoria e Gestão Empresarial Ltda.
    59. Zurich Holdings e Participacoes Ltda.
    60. Huracan Intermediação Gestão e Participações Ltda.
    61. Jomar Mauricio Fornielis das Chagas
    62. ABM Administração de Bens Próprios S/A
    63. Nova Iracema Pães e Doces Ltda.
    64. Nova Salamanca Pães e Doces Ltda.
    65. Auto Posto S3 Juntas
    66. Cyro’s Auto Serviços Ltda.
    67. Strawberry Lojas de Conveniências Ltda.
    68. Group Potenza Atacadista e Distribuidora de Bebidas e Alimentos Ltda.
    69. Khadige Conveniência Ltda.
    70. Empório Express Ltda.
    71. Lava Rápido Rafael do Guaruja Ltda.
    72. Buffet Dumont Villares Ltda.
    73. Number One Negócios e Intermediações Ltda.
    74. RGN Intermediações em Negócios Eireli
    75. Piloto Conveniência Ltda.
    76. Microjet Representação Comercial Comércio de Suprimentos para Informática Ltda.
    77. Hard Holding Trading Ltda.
    78. MFL Holding Trading Ltda.
    79. Adelta Li Serviços de Tecnologia Ltda.
    80. Marccounting Assessoria e Consultoria Empresarial Ltda.
    81. GGX Global Participações S/A
    82. Alkon Participações S/A
    83. Door Participações S/A
    84. Moorcroft do Brasil Participações Ltda.
    85. Ockham Empreendimentos e Participações S/A
    86. MB Blues Ltda.
    87. Alves e Sato Administração de Bens S/A
    88. Pancotte Participações S/A
    89. New Participações e Investimentos S/A
    90. NGR Empreendimentos Imobiliários i Spe Ltda.
    91. Aero NGR Administração e Participação Ltda.
    92. Aruja Empreendimentos Imobiliários Ltda.
    93. AJ Participações Ltda.
    94. Imob9 Participações Ltda
    95. Aslam Participações Ltda.
    96. R&M Participações Ltda.
    97. S-3 Holding e Investimentos Ltda.
    98. Cas Holding e Participações Ltda.
    99. Unyon Construtora e Incorporadora Ltda.
    100. Vila Rica Participações Ltda.
    101. Pinecrest Distribuidora S/A
    102. Petroquality Holding e Participações Ltda.
    103. Conceb Engenharia
    104. Amapapetro
    105. LVF Power Holdings Ltda.
    106. RCG Investimentos em Participações Ltda
    107. S4 (mencionada Como Empresa de Fachada)
    108. Plasma Administradora e Intermediações Ltda.

    Empresas químicas e de importação

    1. Araras Química do Brasil Eireli
    2. Braslimp Química Indústria e Comércio Em Geral Ltda.
    3. Diamond Chemical Solventes Ltda. (RBO Distribuidora de Solventes Ltda.)
    4. Indústria de Cosméticos Vale Petro Ltda.
    5. Indústria DSW Logística em Geral Ltda.
    6. Ipê Biocombustível Ltda.
    7. Mannabio Importação e Exportação, Produção e Comercialização Ltda.
    8. Oreonn Ind. e Comércio de Óleos Vegetais e Químicas Ltda.
    9. Química Araguaya Indústria, Comércio, Importação e Exportação Ltda.
    10. Quimicolor Indústria e Comércio Em Geral Ltda.
    11. Royal Química Ltda.
    12. Cattalini Terminais Marítimos S/A
  • PF investigou filho de ex-deputado por suspeita de lavagem de dinheiro em esquema de R$ 111 milhões com material escolar

    PF investigou filho de ex-deputado por suspeita de lavagem de dinheiro em esquema de R$ 111 milhões com material escolar

    Empresário Daniel Lancaster foi alvo da Operação Coffee Break, teve empresa com valores bloqueados e posteriormente teve o inquérito arquivado a pedido do MPF; investigação aponta fraude em licitações e pagamento de propina em quatro cidades paulistas

    A Polícia Federal (PF) investigou o empresário Daniel Lancaster, filho do ex-deputado estadual Gil Lancaster, durante a Operação Coffee Break, que apura um esquema de fraudes em licitações para aquisição de materiais escolares em prefeituras do interior de São Paulo. Segundo a investigação, Daniel teria atuado como operador financeiro informal por meio de empresas utilizadas para movimentação e ocultação de recursos oriundos de contratos considerados suspeitos firmados pela Life Tecnologia.

    O proprietário da empresa, André Mariano, é apontado pela PF como líder do esquema criminoso, que teria movimentado aproximadamente R$ 111 milhões por meio de contratos suspeitos de corrupção envolvendo as prefeituras de Hortolândia, Sumaré, Limeira e Morungaba.

    Deflagrada em 12 de novembro, a Operação Coffee Break resultou na prisão de Mariano e de outras quatro pessoas, entre elas o vice-prefeito e o secretário de Educação de Hortolândia. Ao todo, cerca de 50 mandados de busca e apreensão foram cumpridos.

    No fim de março de 2026, entretanto, a defesa de Daniel Lancaster encaminhou ao Metrópoles decisão da 10ª Vara Criminal Federal de São Paulo determinando o arquivamento do inquérito em relação ao empresário, após manifestação do Ministério Público Federal (MPF).

    Durante a investigação, Daniel foi alvo de busca e apreensão em Barueri, teve o sigilo telemático quebrado e uma de suas empresas, a Metrópole Soluções, teve R$ 187 mil bloqueados pela Justiça. Conforme a PF, um intermediador de André Mariano teria indicado a conta da empresa para o recebimento de recursos ilícitos.

    Segundo os investigadores, empresas de fachada ligadas a doleiros também transferiram valores para a Lancaster Holding Administradora de Bens, vinculada ao empresário. O Metrópoles informou que não conseguiu contato com Daniel Lancaster nem com Gil Lancaster.

    A investigação também destaca a trajetória política de Daniel, que ocupou cargos comissionados na Prefeitura de Cajamar entre 2019 e 2020 e mantém vínculos políticos em Barueri, onde presidiu o diretório municipal do PP até as eleições de 2024 e participou da campanha do ex-prefeito Gil Arantes.

    De acordo com a Polícia Federal, a organização criminosa operava desde pelo menos 2021 utilizando empresas de fachada e doleiros para ocultar a origem dos recursos. O esquema envolveria a Life Tecnologia, agentes públicos e operadores financeiros, com direcionamento de licitações, superfaturamento de contratos e pagamento sistemático de propina, denominada internamente como “café”.

  • EXCLUSIVO: Alvos de operação contra o PCC são sócios de 251 postos de combustíveis no Brasil

    EXCLUSIVO: Alvos de operação contra o PCC são sócios de 251 postos de combustíveis no Brasil

    Levantamento revela que investigados na Operação Carbono Oculto possuem participação em postos de combustíveis em quatro estados. Ministério Público apura suspeita de lavagem de dinheiro da facção criminosa por meio do setor

    Um levantamento do portal g1 revelou que quinze investigados pela Operação Carbono Oculto, considerada a maior ofensiva já realizada contra o Primeiro Comando da Capital (PCC), aparecem como sócios de ao menos 251 postos de combustíveis espalhados por quatro estados. A apuração cruzou informações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) com os alvos definidos pela Justiça de São Paulo, que os aponta como peças-chave em um esquema de lavagem de dinheiro.

    A operação, deflagrada em agosto, atingiu mais de 350 pessoas e empresas acusadas de sustentar financeiramente a facção criminosa. Para os investigadores, a rede de postos era usada para ocultar recursos ilícitos e movimentar grandes quantias sem levantar suspeitas.

    Rede de influência

    A concentração das empresas ocorre principalmente em São Paulo, onde estão 233 postos, sobretudo na capital e na Baixada Santista. Goiás concentra 15, o Paraná dois e Minas Gerais apenas um. Do total, quase metade funciona sob bandeira branca, sem vínculo com grandes distribuidoras. Os demais são credenciados a marcas conhecidas: Ipiranga (52), Rodoil (33), Petrobras (29) e Shell (12). Nenhuma dessas distribuidoras, no entanto, é alvo direto da investigação.

    A Receita Federal estimou que mais de mil postos em todo o país podem ter sido usados para lavar dinheiro do PCC, embora não tenha divulgado a lista completa. Já a ANP afirmou que as provas levantadas poderão gerar processos administrativos que, em caso de comprovação, podem levar à perda da autorização de funcionamento.

    Respostas das distribuidoras

    As distribuidoras reagiram às revelações tentando se afastar das suspeitas. A Ipiranga disse atuar contra o mercado irregular e afirmou ver com “otimismo” os desdobramentos da operação, tendo solicitado acesso ao inquérito. A Rodoil informou que já havia identificado inconsistências e iniciou a rescisão de contratos, inclusive por meio de ações judiciais.

    A Vibra, responsável pela marca Petrobras, destacou que mantém padrões rígidos de compliance e desligou mais de 100 postos por irregularidades apenas nos últimos dois anos em São Paulo. A Raízen, que opera a bandeira Shell, afirmou que investiga as informações e tomará providências cabíveis, reforçando seu compromisso com ética e transparência.

    Quem são os principais nomes

    Entre os investigados está Pedro Furtado Gouveia Neto, vinculado à GGX Global, ligada ao grupo de Mohamad Hussein Mourad, apontado pela Justiça como chefe do esquema e atualmente foragido. Neto aparece como sócio em 56 postos.

    Outro nome de peso é Luiz Felipe do Valle Silva do Quental de Menezes, dono de 49 estabelecimentos. Em nota, ele negou irregularidades e declarou: “Supor que essa compra dos postos serviu para encobrir interesses escusos é uma conclusão equivocada”.

    O grupo ainda inclui Guilherme da Silva Oliveira, associado a 38 postos e descrito como “testa de ferro” de Mourad, já investigado em outras operações como a Rei do Crime. Também figuram na lista Bruno Sato Alves Pereira (38 postos), Ricardo Romano (16), Armando Hussein Ali Mourad (15), Luiz Ernesto Franco Monegatto (13) e Himad Abdallah Mourad, primo de Mohamad, sócio em 10 postos e apontado como articulador financeiro do esquema.

    Outros nomes aparecem em menor escala, como Tharek Majide Bannout (7 postos), que nega qualquer ligação com o crime organizado, e Luciane Gonçalves Brene Motta de Souza (3), citada em fraudes no setor de combustíveis. Há ainda Rogério Garcia Peres, Miriam Favero Lopes, Valdemar de Bortoli Júnior e as empresas Latuj Participações e Door Participações S.A., cada um vinculado a pelo menos um posto.

    O que dizem as empresas

    A defesa de parte dos investigados não se manifestou até o momento. Outros disseram que só irão comentar durante o processo. Aqueles que falaram negaram irregularidades e garantiram atuar dentro da lei.

    A Door Participações S.A., controladora da rede de postos Alpha, e Bruno Sato Alves Pereira, enviaram uma nota dizendo que não possuem nenhum vínculo, participação ou responsabilidade nos fatos investigados pela chamada Operação Carbono Oculto.

    A empresa reiterou que todos os postos que integram a rede “operam com licenças, registros e contratos regulares junto às autoridades competentes e às distribuidoras parceiras e passam pelas fiscalizações de praxe”. Além disso, disse que “coopera integralmente com as autoridades sempre que requisitada e que está à disposição para prestar quaisquer esclarecimentos necessários”. A empresa finaliza reafirmando seu compromisso com “a legalidade, a transparência e as boas práticas de mercado”.

    Próximos passos

    As utoridades avaliam medidas para evitar que redes de postos sirvam como fachada para esquemas ilícitos. A expectativa é que os desdobramentos da Operação Carbono Oculto provoquem mudanças no setor de combustíveis e ampliem a pressão por maior rigor na fiscalização.

  • Queixa-Crime Revela Suposta Organização Criminosa com Santana Pires, Vanessa Barros e Júnior Café em Goiás

    Queixa-Crime Revela Suposta Organização Criminosa com Santana Pires, Vanessa Barros e Júnior Café em Goiás

    Documento denuncia desvio de verbas públicas, “rachadinha” e lavagem de dinheiro envolvendo nomes ligados ao PRTB-GO e ao Instituto Municipal de Assistência à Saúde (IMAS).

    Uma recente queixa-crime protocolada junto às autoridades goianas e federais – incluindo o Ministério Público, a Polícia Federal e a Delegacia de Repressão a Crimes Organizados (DECCOR) – lança luz sobre um suposto esquema complexo de desvio de verbas, “rachadinha” em cargos públicos e formação de organização criminosa. A peça, apresentada pelo advogado Guilherme do Amaral Pereira, coloca em xeque a atuação de figuras proeminentes no cenário político de Goiás: *Erciley Pires Santana, conhecido como Santana Pires, sua companheira Vanessa Barros Machado, e Luiz Carlos da Silva Júnior, o Júnior Café, apontados como os pilares dessa intrincada rede criminosa.

    A denúncia não se limita a apontar indícios, mas detalha a engenharia de um suposto grupo que teria manipulado recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e orquestrado a nomeação de indivíduos para cargos em órgãos públicos em troca de parte de seus salários. A matéria a seguir explora o papel central de cada um dos acusados, conforme os relatos contidos na queixa-crime.

    Santana Pires: O Mentor e Operador Oculto do Esquema

    No coração da suposta organização criminosa estaria *Erciley Pires Santana, o Santana Pires. Embora não ocupasse formalmente cargos públicos ou partidários em alguns dos contextos citados, a queixa-crime o descreve como o verdadeiro cérebro por trás das operações. No tocante ao desvio de verbas eleitorais, o documento afirma que, apesar de Vanessa Barros Machado ser a presidente do PRTB-GO nas eleições de 2024 e, portanto, a responsável pela distribuição dos recursos do FEFC, ela “funcionou como laranja do seu marido Erciley Pires Santana, fazendo tudo o que ele lhe ordenava, sendo ele que estava a frente das reuniões sem ser filiado ao partido, e foi ele que determinou que ela distribuísse o dinheiro do FEFC de acordo com o que ele entendia“, conforme a Queixa Crime, seção 1.1.

    Essa atuação nos bastidores de Santana Pires se estenderia à gestão de órgãos públicos. No Instituto Municipal de Assistência à Saúde (IMAS), a denúncia é categórica ao descrevê-lo como “mentor e operador oculto do esquema criminoso, embora não ocupasse qualquer cargo oficial na estrutura do IMAS”. O documento ainda detalha sua presença nos gabinetes, exercendo poder de mando: “Relatos dão conta de que Erciley Pires Santana circulava livremente nos gabinetes do IMAS, especialmente na presidência, onde dava ordens sobre o funcionamento da rede de propinas, mesmo sem qualquer vínculo funcional com o órgão“, conforme a Queixa Crime, seção 1.1, item 14.

    Além disso, Santana Pires é diretamente implicado em confissões de “rachadinha”. A queixa-crime aponta que Claudivino José Vieira, ex-dirigente do PRTB-GO, confessou repassar metade de seu salário diretamente para Erciley Pires Santana. “Tal confissão não se limitou a este encontro, sendo também reiterada pelo Sr. Claudivino ao Sr. ANDRÉ PAPINE”, reforçando a gravidade da prática, de acordo com a Queixa Crime, seção 1.1, item 15. A denúncia também registra que “é comentário geral entre os políticos de Goiás que Santana Pires utiliza sua esposa e outros como laranja, em partidos políticos e nas prefeituras de Goiânia, Aparecida de Goiânia e Anápolis, aplicando a famosa rachadinha em fundo eleitoral e em cargos públicos.“

    Vanessa Barros Machado: A Peça-Chave na Lavagem e Articulação Política

    Apontada como “laranja” de Santana Pires no controle do PRTB goiano, Vanessa Barros Machado é descrita como figura central tanto no esquema de desvio de fundos eleitorais quanto na “rachadinha” em órgãos públicos. Sua posição como presidente do PRTB-GO a colocou no centro da distribuição de recursos do FEFC, onde, supostamente, seguia as orientações de Santana Pires. A denúncia sugere que a desproporção entre os valores recebidos pelos candidatos e seus votos indicam um provável esquema de retorno de dinheiro para o casal.

    A queixa-crime traz um ponto crítico com a confissão atribuída ao próprio Santana Pires, em áudio, sobre o pagamento de R$ 60 mil ao candidato a vereador Rodrigo Cirqueira de Sousa. Nesse trecho, Vanessa Barros é explicitamente mencionada como a responsável por levar o dinheiro: “Vanessa Barros foi lá e pagou ocê, foi lá e pagou ocê, cê tava meio nervoso, pensando que eu era avalista, Vanessa foi lá e levou R$ 60 mil pro cê, Rodrigo, e pagou, pagou conta que não era nem nossa“, segundo a Queixa Crime, seção 1.1, item 12, indicando sua participação ativa no que seria uma operação de “Caixa 2”.

    Além das verbas eleitorais, Vanessa Barros Machado, ao lado de Santana Pires, é acusada de articular as nomeações em órgãos como IMAS, PROCON e Secretaria de Relações Institucionais (SRI). A denúncia destaca que “Vanessa Barros Machado e Luiz Carlos da Silva Junior (Junior Café) [estavam] nos cargos de comando”, como mencionado na Queixa Crime, seção 1.1, item 15. Isso demonstra sua suposta posição de poder na estrutura da “rachadinha” de salários. Sua influência também é citada na confissão de Claudivino José Vieira, que afirmou repassar metade do seu salário a Santana Pires “sob solicitação e orquestração de VANESSA BARROS MACHADO“. O mesmo se aplica a João Guimarães Aguiar, que também confessou repassar parte do salário ao casal.

    Luiz Carlos da Silva Júnior (Júnior Café): O Braço Executivo na Gestão Pública

    A figura de *Luiz Carlos da Silva Júnior, o Júnior Café, emerge como o braço executivo da suposta organização criminosa na gestão pública, especialmente no Instituto Municipal de Assistência à Saúde (IMAS). A queixa-crime aponta que ele foi indicado para presidir o IMAS em 5 de maio de 2021 pelo casal Vanessa Barros Machado e Erciley Pires Santana, marcando o início do esquema no instituto, conforme a Queixa Crime, seção 1.1, item 13.

    Como ex-secretário e figura central na gestão da saúde municipal em 2021, Júnior Café é acusado de atuar “em conluio direto com o Sr. Santana Pires”, mesmo que este último não tivesse vínculo formal com o órgão. A denúncia é enfática ao descrever um cenário de corrupção sistêmica no IMAS, onde “empresas contratadas, hospitais conveniados e profissionais de saúde somente recebiam seus pagamentos mediante o repasse de propinas, com percentuais que chegavam a 50% dos valores devidos”, uma prática descrita como “reiterada e institucionalizada de subtração de recursos públicos”, com “ameaças veladas e extorsões disfarçadas de ‘acordos administrativos“, conforme a Queixa Crime, seção 1.1, item 14.

    Além da extorsão, a queixa-crime detalha a participação de Júnior Café na ocultação de bens e lavagem de dinheiro, utilizando familiares e pessoas de confiança como “escudo patrimonial”. Imóveis, veículos e bens de luxo teriam sido registrados em nome de mães, filhos e amigos próximos, configurando “indícios consistentes de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio ilícito”, conforme a Queixa Crime, seção 1.1, item 14. A denúncia ressalta que “a saúde pública foi vilipendiada por uma possível rede de criminosos infiltrados no poder”, sublinhando a gravidade das acusações contra Júnior Café em sua gestão.

    Uma Rede de Parentesco e Influência

    A queixa-crime não se limita aos três nomes principais, mas descreve uma ampla rede de envolvidos, muitos com laços familiares ou de amizade com Vanessa, Santana Pires e Júnior Café. Entre eles estão filhos, irmãos, ex-namoradas e amigos que supostamente emprestavam contas bancárias, nomes para bens, ou participavam da coleta e repasse de dinheiro. Essa estrutura complexa sugere um modelo de organização criminosa que utilizava a confiança e os laços pessoais para perpetrar os ilícitos.

    A denúncia aponta para crimes de organização criminosa (Art. 2º, § 4º da Lei 12.850/2013), corrupção ativa e passiva (Art. 317 e 333 do CP), extorsão (Art. 158 do CP), lavagem de dinheiro (Art. 1º da Lei 9.613/1998) e peculato (Art. 312 do CP).

    Os pedidos formais na queixa-crime incluem o afastamento imediato dos envolvidos de seus cargos, a quebra de sigilos bancário, telemático e telefônico, e a prisão de Santana Pires, Vanessa Barros Machado, Luiz Carlos da Silva Júnior e outros co-acusados, além da proibição de comunicação entre eles.

    A denúncia, que já está nas mãos das autoridades, sublinha a urgência de uma investigação aprofundada para confirmar as acusações e responsabilizar os envolvidos. O caso promete agitar o cenário político goiano, revelando os meandros de um suposto esquema que, se comprovado, corroeu a confiança pública e desviou recursos que deveriam ser destinados ao bem-estar da população. É crucial salientar que todos os acusados gozam da presunção de inocência até que se prove o contrário em trânsito em julgado.

    queixa crime –

     

  • Corretor de grãos e a esposa aplicavam golpes milionários para ostentar e manter vida de luxo

    Corretor de grãos e a esposa aplicavam golpes milionários para ostentar e manter vida de luxo

    A Polícia Civil de Goiás revelou um esquema milionário de fraudes envolvendo o corretor de grãos Vinicius Martini de Mello e sua esposa, Camila Rosa Melo. O casal é acusado de estelionato, organização criminosa, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal, com prejuízos estimados em bilhões de reais. Ambos estão foragidos, com indícios de que tenham fugido para os Estados Unidos. Seus nomes foram incluídos na lista de procurados da Interpol.

    Operação Deméter

    A investigação começou em junho de 2024, após denúncias de golpes contra produtores rurais na região de Rio Verde (GO). Vinicius e Camila teriam utilizado o dinheiro ilícito para financiar uma vida de luxo, incluindo viagens internacionais e a aquisição de imóveis, veículos de luxo e aeronaves. Na operação, 468 veículos, duas aeronaves e sete imóveis foram apreendidos, totalizando cerca de R$ 200 milhões. A polícia também solicitou o bloqueio de R$ 19 bilhões em ativos do casal e de outros suspeitos.

    Modus Operandi

    O esquema envolvia a compra de grãos a preços elevados e a revenda por valores mais baixos, sem recolhimento de tributos. Para isso, eram criadas empresas de fachada, conhecidas como “noteiras”, que emitiam notas fiscais frias e utilizavam laranjas para facilitar a sonegação fiscal. O dinheiro obtido retornava ao grupo por meio de lavagem de capitais, simulando origem lícita.

    Além disso, os produtores rurais foram lesados diretamente. Vinicius adquiria grãos, mas não efetuava os pagamentos, revendendo o produto sem entregar aos compradores. Segundo a polícia, o prejuízo acumulado pelos produtores ultrapassa R$ 400 milhões.

    Outros Suspeitos e Apreensões

    Quatro pessoas ligadas ao esquema foram presas nas cidades de Rio Verde, Morrinhos, Goiânia, Santo Antônio da Barra e Montividiu. Entre os itens apreendidos estavam armas, joias, caminhões bitrens avaliados em mais de R$ 1 milhão cada, além de documentos e outros bens de luxo. A investigação estima que o grupo movimentou R$ 19 bilhões em três anos.

    Impacto no Estado

    O esquema também causou prejuízos ao Estado de Goiás, devido à sonegação fiscal. Segundo o delegado Márcio Henrique Marques, “quem pagava a conta era o Estado”, uma vez que o grupo não recolhia os impostos devidos.

    Defesas

    Os advogados do casal alegaram que problemas financeiros recentes impediram o cumprimento de compromissos. Já as defesas de outros suspeitos presos afirmaram que todas as operações comerciais eram lícitas e aguardam acesso aos autos do processo, que segue sob sigilo.

    A investigação permanece em curso, com esforços para capturar Vinicius e Camila, considerados os líderes do esquema. As autoridades buscam rastrear o destino dos valores desviados e garantir a reparação aos produtores lesados.

  • Dentista É Indiciado Por Usar Nome De Pacientes Para Lavar Dinheiro De Facção Em Porto Alegre

    Dentista É Indiciado Por Usar Nome De Pacientes Para Lavar Dinheiro De Facção Em Porto Alegre

    O dentista Dyego Matielo, de 43 anos, foi indiciado pela Polícia Civil nesta segunda-feira (9) sob acusações de estelionato, associação criminosa e lavagem de dinheiro. A investigação aponta que o profissional teria utilizado os dados de pacientes para realizar empréstimos fraudulentos em benefício de uma facção criminosa em Porto Alegre.

    Entenda o caso

    Segundo a polícia, Matielo contraiu dívidas e, para quitá-las, começou a usar dados de pacientes para abrir contas e solicitar empréstimos, causando prejuízo tanto às financeiras quanto às vítimas. Ao menos 10 pacientes tiveram seus dados pessoais usados sem autorização.

    Além disso, o dentista teria envolvimento direto com membros de uma organização criminosa, utilizando seu consultório como meio para lavar dinheiro obtido de atividades ilícitas. Em troca, ele pegava empréstimos com agiotas vinculados à facção e pagava juros diretamente ao grupo criminoso.

    Surge como “especialista em sorrisos” nas redes sociais

    Com mais de 50 mil seguidores no Instagram, Matielo se promovia como um “especialista em transformar sorrisos”, oferecendo cursos e publicando fotos com celebridades, como jogadores de futebol e influenciadores digitais.

    Defesa do dentista

    O advogado de defesa, José Henrique Salim Schmidt, afirmou que o indiciamento foi recebido com tranquilidade e que “a licitude das atividades profissionais será demonstrada perante o Poder Judiciário”.

    Relatos de pacientes

    Uma paciente, que preferiu não ser identificada, relatou como teve seus dados usados:
    “Ele pediu que eu assinasse o contrato em um tablet, onde constavam meu nome, CPF e RG. Meses depois, descobri empréstimos em meu nome ao ser notificada pelo banco sobre uma dívida.”

    Operação policial

    Em agosto, três suspeitos ligados ao caso foram presos durante uma operação. Dinheiro e outros materiais foram apreendidos. A polícia segue investigando a extensão do esquema e o envolvimento de outras pessoas.

    O caso ilustra os perigos de fraudes envolvendo profissionais e o uso indevido de dados pessoais, alertando para a importância de verificar contratos e procedimentos durante atendimentos.

  • Nego Di é investigado operação que apura lavagem de R$ 2 mi com rifas virtuais

    Nego Di é investigado operação que apura lavagem de R$ 2 mi com rifas virtuais

    Nego Di, um influenciador gaúcho de 30 anos, e sua esposa Gabriela Sousa, são alvos de uma operação do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) que investiga suspeitas de lavagem de aproximadamente R$ 2 milhões por meio de rifas virtuais ilegais promovidas nas redes sociais.

    De acordo com o MP-RS, os investigadores apuram indícios de fraude nos sorteios dessas rifas, de forma que os prêmios não estariam sendo entregues aos vencedores.[3] Durante a operação, a esposa de Nego Di foi presa em flagrante por posse ilegal de uma arma de uso exclusivo das Forças Armadas.

    Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos na casa do casal, localizada em Santa Catarina. O objetivo é coletar mais provas relacionadas aos supostos crimes sob investigação.[3] A promotoria também sequestrou dois veículos de luxo pertencentes aos influenciadores.

    A defesa de Nego Di e Gabriela afirma que todas as rifas realizadas tinham os prêmios devidamente repassados e tributados, e que os sorteios eram feitos pela Loteria Federal. Eles alegam que a inocência será provada no devido processo legal.

    Quais são as consequências legais para Nego Di e Gabriela Sousa

    Nego Di e sua esposa Gabriela Sousa enfrentam sérias consequências legais devido à investigação do Ministério Público do Rio Grande do Sul por suspeita de lavagem de aproximadamente R$ 2 milhões com rifas virtuais ilegais

    – Gabriela foi presa em flagrante durante a operação por posse ilegal de uma arma de uso exclusivo das Forças Armadas
    – Dois veículos de luxo do casal foram sequestrados pela promotoria como parte da Operação Rifas
    – Documentos, mídias sociais e celulares dos influenciadores foram apreendidos para determinar a dimensão dos valores obtidos com as rifas
    – A defesa alega que os prêmios eram repassados com tributação e os sorteios feitos pela Loteria Federal, mas que provará a inocência no devido processo legal

    Caso sejam condenados, Nego Di e Gabriela podem enfrentar penas de prisão e multas proporcionais aos valores envolvidos na suposta lavagem de dinheiro. A investigação ainda está em andamento para determinar a extensão dos crimes.

    Quais são as penas possíveis para lavagem de dinheiro e fraude em sorteios

    De acordo com a legislação brasileira, as principais penas aplicáveis a Nego Di e sua esposa Gabriela Sousa pelos crimes de lavagem de dinheiro e fraude em sorteios são:

    Lavagem de Dinheiro
    – Pena de reclusão de 3 a 10 anos
    – Multa

    A lei prevê penas ainda mais severas nos casos em que o crime é cometido de forma reiterada ou por meio de organizações criminosas.

     Fraude em Sorteios
    – Pena de reclusão de 3 a 10 anos, se caracterizada a lavagem de dinheiro
    – Mult
    – Possível apreensão de bens e veículos relacionados aos crimes

    Além disso, a legislação permite a redução da pena em até dois terços caso os investigados colaborem espontaneamente com as autoridades, prestando esclarecimentos que contribuam para a investigação e identificação de outros envolvidos.

    Portanto, Nego Di e Gabriela Sousa podem enfrentar penas significativas de prisão e multas caso sejam condenados pelos crimes investigados pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul. A defesa alega que os prêmios das rifas eram devidamente repassados e tributados, mas a promotoria afirma ter indícios de fraude nos sorteios.

    Quais são os exemplos de casos de lavagem de dinheiro envolvendo influenciadores no Brasil

    Com base nas informações fornecidas nos resultados de pesquisa, podemos destacar os seguintes exemplos de casos de lavagem de dinheiro envolvendo influenciadores no Brasil:

    Caso Nego Di
    – Nego Di, ex-participante do Big Brother Brasil, e sua esposa Gabriela Sousa são alvos de uma operação do Ministério Público do Rio Grande do Sul por suspeita de lavagem de aproximadamente R$ 2 milhões obtidos com a promoção de rifas virtuais ilegais .
    – Segundo o MP-RS, há indícios de fraude nos sorteios dessas rifas, de forma que os prêmios não estariam sendo entregues aos vencedores .
    – A esposa de Nego Di foi presa em flagrante por posse ilegal de uma arma de uso exclusivo das Forças Armadas durante a operação .

    Caso Mael e Jade Belchior
    – O casal de influenciadores Mael (Ismael) e Jade Belchior são investigados pela Polícia Civil de Campinas (SP) por suspeita de exploração de jogos de azar na internet e lavagem de aproximadamente R$ 14 milhões [4].
    – Eles são acusados de promover um jogo ilegal chamado “Jogo do Tigrinho”, um caça-níquel virtual, e usar a ostentação de uma vida de luxo nas redes sociais para atrair mais jogadores [4].
    – Durante as buscas, a polícia apreendeu joias, relógios caros e quatro carros de luxo pertencentes ao casal .

    Portanto, os casos de Nego Di e do casal Mael e Jade Belchior exemplificam como influenciadores digitais no Brasil têm sido investigados por suspeita de utilizar suas plataformas para promover atividades ilegais, como rifas fraudulentas e jogos de azar, com o objetivo de lavar dinheiro.

  • Desmantelando o Esquema: Operação Apito Final

    Desmantelando o Esquema: Operação Apito Final

    Na mais recente investida contra o crime organizado, a Operação Apito Final fez história ao desvendar uma complexa trama de lavagem de dinheiro, deixando em evidência a astúcia e o engenho dos agentes da lei em combater o crime. As ações coordenadas resultaram na prisão de vários suspeitos e na apreensão de uma quantidade significativa de recursos ilícitos, marcando um golpe decisivo contra a criminalidade.

    As investigações meticulosas revelaram a sofisticada rede de corrupção, onde indivíduos inescrupulosos utilizavam artimanhas para ocultar a origem ilegal de seus ganhos. Com a execução de mandados de busca e apreensão em várias localidades, incluindo Chapada dos Guimarães, São José dos Quatro Marcos e Maceió (AL), as autoridades não deixaram pedra sobre pedra, desvendando cada elo da cadeia criminosa.

    Os números impressionam: contas bancárias bloqueadas, veículos confiscados, imóveis indisponibilizados. Um golpe significativo contra a estrutura financeira do crime. Por trás dessas operações, estão histórias de vidas afetadas pelo narcotráfico e pela corrupção, mas também o brilho da esperança de uma sociedade mais justa e segura.

    A Operação Apito Final ecoa como um marco na luta contra o crime, demonstrando a determinação das autoridades em fazer valer a lei e proteger os cidadãos. Que este seja apenas o primeiro passo em direção a um futuro onde a justiça prevaleça sobre a impunidade.

  • MP denuncia ex-diretor do Daer por suspeita de receber propina de empresa de engenharia no RS

    MP denuncia ex-diretor do Daer por suspeita de receber propina de empresa de engenharia no RS

    Valor seria pago para garantir aditivos em contrato de manutenção de rodovias. Prejuízo aos cofres públicos seria de mais de R$ 8 milhões, de acordo com o Ministério Público (MP)

    O Ministério Público (MP) denunciou à Justiça o ex-diretor do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), Rogério Brasil Uberti, por suspeita de receber propina de uma empresa de engenharia para garantir aditivos no contrato firmado para prestação de serviços de manutenção de rodovias. O prejuízo aos cofres públicos ultrapassa R$ 8 milhões, segundo o MP

    Uberti também foi denunciado por lavagem de dinheiro. Pelo mesmo crime, foram denunciados a esposa dele, Maiara Scalco, que também teria recebido propina, e o diretor da Pavia Brasil, empreiteira que teria feito os pagamentos. O MP descobriu manobras que sugerem tentativa de dificultar a identificação da origem do dinheiro.

    O Daer abriu sindicância para investigar o caso. Uberti é servidor concursado do Daer e, hoje, está lotado na Superintendência de Construção Rodoviária.

    Como o crime foi descoberto

    A investigação do MP começou em 2019, quando recebeu uma denúncia anônima. Em uma carta (veja acima), era dito que Uberti sempre teve salários médios, mas imóveis de alto valor. Ele ocupava a posição de chefia desde 2016, mas deixou o cargo em 2019.

    Foi o contrato para restauração de rodovias na região de Erechim, no Norte do estado, que ajudou o MP a obter provas que indicavam a suspeita de esquema criminoso. Por meio de uma quebra de sigilo bancário do ex-diretor, da esposa dele e do diretor da empreiteira concedida pela Justiça, o MP descobriu uma série de depósitos feitos pela empresa na conta do casal.

    “Foram apurados valores identificados oriundos da conta do diretor financeiro da empresa inicialmente para o diretor geral do Daer. Mais de R$ 170 mil. Inicialmente, era feito dessa forma direta, do diretor financeiro para o diretor geral. Posteriormente, por um prestador de serviço da empresa para o diretor geral do Daer e, num momento seguinte, do diretor financeiro da empresa para a companheira do diretor geral do Daer”, explica o promotor Flávio Duarte.

    A investigação do MP traz que um dos depósitos da empresa de engenharia feito na conta da mulher de Uberti ocorreu dois dias antes de um aditivo de R$ 5 milhões no contrato com a empreiteira. O contrato começou a vigorar em 2016 e somou mais de R$ 86 milhões destinados à construtora.

    “Durante esses pagamentos ou em meio a esses pagamentos, além da fiscalização do contrato, do Daer, com essa empresa, que remunerar mediante pagamentos o diretor do Daer, foram firmados dois aditivos, aumentando o valor do contrato inicial feito entre a empresa contratada e o Daer”, afirma o promotor.

    Mulher do ex-diretor era cargo de confiança no Daer

     

    A mulher do ex-diretor, Maiara Scalco, tinha cargo comissionado no Daer, conhecido como “cargo de confiança”. Em 2017, mediante indicação, foi assessora de relações institucionais.

    Um documento mostra que ela teria aproveitado o período para fazer um estágio que era exigência para a faculdade que cursava. O orientador era o próprio ex-diretor, que avaliou o desempenho dela como excelente. Ele escreveu:

     

    “Falar da Maiara Scalco me traz felicidade (…) [A assessora] é simplesmente envolvente e, às vezes, irreverente”.

     

  • Empresário suspeito de mandar matar membros do PCC é solto com tornozeleira

    Empresário suspeito de mandar matar membros do PCC é solto com tornozeleira

    Antônio Vinicius Lopes Gritzbach é denunciado pelo Ministério Público por ser o mandante do assassinato de liderança do PCC

    O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu por unanimidade suspender a prisão preventiva e deixar em liberdade, com medidas cautelares alternativas, o empresário Antônio Vinicius Lopes Gritzbach (foto em destaque), suspeito de ser o mandante do assassinato de dois membros do Primeiro Comando da Capital (PCC).

    Com base na decisão, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) determinou, na quarta-feira (7/7), que o empresário deixasse o sistema prisional, onde estava encarcerado preventivamente.

    De acordo com alvará de soltura, Gritzbach usa tornozeleira eletrônica e também precisará seguir regras fora da cadeia por ainda ser processado pelo duplo assassinato.

    O TJSP determinou ainda que ele preste contas mensalmente de suas atividades, não viaje, permaneça em casa no período noturno e em dias de folga. O passaporte do empresário também foi retido.

    A desembargadora Ivana David, do TJSP, na manhã deste sábado (10/6), que, apesar da soltura, “nem de longe o acusado deixou de ser responsabilizado criminalmente.”

    “É importante deixar claro. Não foi o TJ de São Paulo que fez isso [tomou a decisão de libertar o acusado]. O tribunal jamais daria essa liberdade para dois crimes hediondos, com pena de 12 a 30 anos cada um. O STJ entendeu que ele pode ficar aguardando o julgamento fora do sistema prisional. Mas que fique claro que ele não foi absolvido.”

    Bitcoins

    Segundo o Ministério Público de São Paulo (MPSP), Gritzbach teria mandado matar Anselmo Becheli Santa Fausta, conhecido como Cara Preta, e Antônio Corona Neto, o Sem Sangue, motorista de Anselmo. Ambos eram membros do PCC, facção com a qual Gritzbach manteria negócios na área de bitcoins e criptomoedas.

    O duplo homicídio ocorreu em 27 de dezembro de 2021 e teria sido cometido em parceria com o agente penitenciário David Moreira da Silva. Noé Alves Schaum, denunciado por ser o executor dos membros do PCC, foi assassinado em 16 de janeiro do ano passado. Ele teve a cabeça arrancada e jogada em uma praça no Tatuapé, na zona leste da capital paulista.

    Lavagem de dinheiro e morte

    Gritzbach, ainda de acordo com o MPSP, lavava dinheiro para Cara Preta usando operações com bitcoins e investimentos no ramo imobiliário. Após uma disputa entre os dois, em que Cara Preta estaria cobrando a devolução de valores, o empresário teria mandado matar o parceiro de negócios.

    O empresário foi preso em 2 de fevereiro deste ano em um resort de luxo na Bahia. Em 1º de março, ele foi transferido para São Paulo. Na ocasião, uma força-tarefa com integrantes do Grupo Especial de Reação foi mobilizada para a transferência, com o objetivo de evitar uma tentativa de fuga e garantir a segurança da operação.

    Gritzbach foi levado primeiramente ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), no centro paulistano, para trâmites burocráticos, e, depois, transferido para a penitenciária de Tremembé, no interior, conhecida como “prisão dos famosos”. Nela estão encarcerados criminosos condenados por crimes de repercussão nacional.

    Ainda em março, o empresário foi removido da P-2 de Tremembé, em que tinha condições melhores, para um presídio mais perigoso, controlado pelo PCC, no oeste paulista.

    Em um pedido de habeas corpus, feito no fim de março, a defesa pediu que o empresário respondesse ao crime em liberdade, alegando que ele sofria ameaças de morte. Na ocasião, foi afirmado que Gritzbach é inocente e não teve envolvimento na morte dos criminosos.

    Procurado neste sábado, o advogado Ivelson Salotto não havia dado retorno até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto para manifestações.