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  • Líderes de grupo invasor de terras são presos em SP

    Líderes de grupo invasor de terras são presos em SP

    José Rainha Júnior e Luciano de Lima foram detidos em ação da Polícia Civil

    Dois líderes do grupo invasor de terras que se autodenomina Frente Nacional de Luta Campo e Cidade (FNL) foram detidos na tarde de sábado (4) em ação liderada pela Polícia Civil paulista. As prisões foram comemorados pelo titular da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), Guilherme Derrite.

    Os dois integrantes presos são José Rainha Júnior e Luciano de Lima. Ambos foram detidos na região do Pontal do Paranapanema, no sudoeste do estado de São Paulo. Ex-membro do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), José Rainha é um dos fundadores da FNL, que surgiu em 2014.

    “Parabenizo os policiais envolvidos nessa missão, que contam também com o apoio da Polícia Militar para garantir a segurança em nosso estado”, afirmou Derrite por meio de postagem em seu perfil no Twitter.

    Em nota, a Polícia Civil paulista afirma que as prisões preventivas dos líderes do grupo invasor de terras ocorreu como forma de garantir a “paz no campo” do estado. Como justificativa para a ação, a corporação alega que houve prática de extorsões, além de uso de arma de fogo — inclusive fuzil.

    “Apuração do ciclo de violência decorrentes de extorsões e dos disparos de arma de fogo, incluindo fuzil” — Polícia Civil de São Paulo

    “As prisões preventivas têm como objetivo a interrupção do ciclo delitivo e promoção de prevenção geral e paz no campo”, afirma a Polícia Civil. “[A ação] visa a apuração do ciclo de violência decorrentes de extorsões e dos disparos de arma de fogo, incluindo fuzil, o que colocou em risco número indeterminado de pessoas“, complementa a corporação.

    Prisões após grupo invasor de terra agir no Carnaval

    Ainda no comunicado sobre as prisões de José Rainha Júnior e Luciano de Lima, a Polícia Civil de São Paulo garante que a operação deste fim de semana não tem relação com o que a FNL chamou de “Carnaval Vermelho”, quando nove propriedades foram invadidas no interior paulista — além de invasões em Mato Grosso do Sul e no Paraná.

    No “Carnaval Vermelho”, membros da FNL invadiram nove propriedades espalhadas por sete municípios de São Paulo:

  • Depois de comandar invasões, José Rainha é preso em São Paulo

    Depois de comandar invasões, José Rainha é preso em São Paulo

    José Rainha Júnior, líder do FNL, preso no sábado 

    Segundo a Polícia Civil, ele é investigado por extorsão de proprietários de terras

    A Polícia Civil de São Paulo prendeu José Rainha e Luciano de Lima, líderes da Frente Nacional de Luta (FNL), sob suspeita de extorsão de proprietários de terras na região do Pontal do Paranapanema, no oeste do Estado. A prisão ocorreu no sábado 4, na cidade de Mirante do Paranapanema. De acordo com a Polícia Civil (PC), também foram apreendidas armas supostamente usadas em conflitos agrários.

    A operação que resultou na prisão de Rainha e Lima começou na sexta-feira 3, a partir de mandados expedidos pela Justiça de São Paulo em inquérito que apurava a extorsão de pelo menos seis pessoas.

    Outro inquérito foi instaurado para apurar a conduta de pessoas que teriam expulsado os invasores de áreas na região. Nessa investigação, foram apreendidos dois fuzis calibre 556, duas espingardas calibre 12 e uma calibre 357, informou a PC.

    “As prisões preventivas têm como objetivo a interrupção do ciclo delitivo e promoção de prevenção geral e paz no campo”, declarou a corporação, em nota. Também disse que essas prisões não têm relação com “os atos decorrentes do Carnaval de 2023, quando um grupo invadiu nove propriedades rurais”. “Mas visa a apuração do ciclo de violência decorrentes de extorsões e dos disparos de arma de fogo, incluindo fuzil, o que colocou em risco número indeterminado de pessoas”, observou a PC.

    O secretário de Segurança do Estado de São Paulo, Guilherme Derrite, confirmou as prisões e destacou o papel dos policiais envolvidos na operação.

    A FNL negou que os dois líderes presos tenham praticado crimes e afirmou que as detenções têm “cunho político”. “Essa prisão de cunho político, tem nítida relação com a jornada de ocupações do Carnaval Vermelho, sendo um ato de retaliação aos lutadores do povo sem terra.” O grupo também pede a liberdade para os dois presos. “Exigimos a imediata liberdade e convocamos todos aqueles que lutam a se solidarizar, pois não podemos tolerar que o Estado haja (sic) de maneira arbitrária contra quem luta”, diz o comunicado da FNL.

    Associação de produtores x sem terra
    Na semana passada, a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) manifestou-se contra a invasão de fazendas promovida pela FNL. No sábado 16, mil famílias da FNL iniciaram o ato “Carnaval Vermelho”, atualmente concentrado nas cidades de Marabá Paulista, Sandovalina, Presidente Venceslau e Rosana, e atacaram produtores rurais.

    O ajuntamento diz reivindicar a destinação das áreas para estabelecer assentamentos da reforma agrária para trabalhadores sem terra.

    “Exigimos respeito com a classe dos produtores rurais e solicitamos que as instituições federais e estaduais envolvidas tratem o caso de acordo com o que a lei determina”, disse a ABCZ, em nota divulgada um dia depois das invasões. “Que o Judiciário cumpra o papel de assegurar o direito da propriedade privada, garantida na Constituição, tratando os fatos com agilidade.”