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  • Proposta sobre internação compulsória na Cracolândia volta a ganhar força na Prefeitura de SP

    Proposta sobre internação compulsória na Cracolândia volta a ganhar força na Prefeitura de SP

    Para gestão de Ricardo Nunes (MDB), internação de usuários de drogas por determinação judicial é única alternativa. Medida já foi alvo de críticas do Ministério Público e especialistas no combate ao consumo de drogas no passado.

    A proposta sobre a internação compulsória de usuários de crack e outras drogas que frequentam e moram na região conhecida como “Cracolândia”, no Centro da cidade de São Paulo, voltou a ganhar força dentro da Prefeitura da capital.

    Segundo apurado pela GloboNews, a equipe do prefeito Ricardo Nunes (MDB) está convicta de que não há outra alternativa para tratamento de dependentes que frequentam o local a não ser a internação mediante determinação judicial.

    Na sexta-feira (7), um novo episódio trouxe a questão da Cracolândia mais uma vez para o debate. Cinco pessoas foram presas suspeitas de estarem no grupo de um arrastão em uma farmácia e mercado no Centro.

    Câmeras de segurança registraram o momento da ação. Segundo a GCM, o arrastão foi feito por usuários de drogas da Cracolândia. Um funcionário que cuida da portaria de uma empresa na mesma rua relatou à TV Globo que a ação foi muito rápida e ocorreu logo depois de uma operação policial.

    A contagem da Prefeitura aponta que, atualmente, cerca de 1 mil pessoas frequentem a Cracolândia. Ainda segundo a administração municipal, o número chegou a 4 mil, mas estacionou depois que houve uma dispersão da Praça Princesa Isabel.

    A Prefeitura também diz que a redução ocorreu depois da abertura de novas unidades dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e Serviços de Cuidados Prolongados.

    Entenda a diferença entre três os tipos de internação, previstas pela legislação brasileira:
    Voluntária – com o consentimento e autorização do dependente químico
    Involuntária – em que um médico determina a necessidade da internação como última alternativa, com o conhecimento de algum familiar ou responsável da pessoa
    Compulsória – que ocorre por determinação judicial, depois de pedido formal feito por um médico, atestando que a pessoa não tem domínio sobre a própria condição psicológica e física.
    Um estudo da Unidade de Pesquisa de Álcool e Drogas (Uniad), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), usado como uma das referências pela administração municipal para tomadas de decisão na Cracolândia, aponta que 57,4% dos cerca de 1 mil frequentadores estão no local há pelo menos cinco anos. Outros 39,2% estão na região há 10 anos ou mais.

    Uma resposta para a questão da Cracolândia tem sido colocada como uma meta do prefeito de São Paulo. “O sonho da minha vida é resolver isso”, disse reservadamente em conversa com assessores. No começo do ano, Nunes já havia defendido a internação compulsória de usuários de drogas com mais de cinco anos de consumo de crack.

    O pedido de internação compulsória não depende de autorização familiar. Ela é sempre determinada por um juiz competente, depois de pedido formal feito por um médico especialista, atestando que a pessoa não tem domínio sobre a própria condição psicológica e física. O prefeito de São Paulo entende que essa é uma barreira entre os médicos, que não se sentem apoiados pela sociedade para assinar os pedidos enviados à Justiça.

    A gestão de Nunes aposta no reforço do patrulhamento da Guarda Civil Metropolitana (GCM) para coibir o tráfico de drogas no local e a montagem de barracas que impeçam o monitoramento do movimento na região por meio de câmeras. As imagens são monitoradas pelo prefeito em monitores instalados na sala dele. No fim de janeiro, Prefeitura e governo do estado anunciaram novas medidas para enfrentar o dilema histórico da cidade.

    Além de ações de segurança, o plano incluía iniciativas nas áreas de habitação, assistência social e saúde, como a a contratação de 200 profissionais especializados em dependência química, 1 mil novas vagas em comunidades terapêuticas, 40 vagas em casas de passagem para abrigar usários em situação de rua e a criação de novo “hub” de cuidados em álcool e drogas.

    A internação compulsória, no entanto, tem sido alvo de críticas do Ministério Público há vários anos. Após uma megaoperação em maio de 2017 na região da Cracolândia, a então gestão municipal de João Doria pediu à Justiça para que os usuários de drogas pudessem ser internados compulsoriamente (por determinação judicial). Na época, o Ministério Público (MP) de São Paulo classificou como uma “caçada humana” o pedido feito pela Prefeitura.

    “[É] o pedido mais esdrúxulo que eu vi em toda minha carreira, quer seja antes como advogado, quer seja agora como membro do Ministério Público”, afirmou o promotor da Saúde Arthur Pinto Filho na ocasião. “O que se quer no pedido é uma caçada humana que não tem paralelo na história do Brasil e do mundo.”

    Cracolândia é desafio há décadas
    A Cracolândia ficou localizada por muitos anos na Rua Helvétia. Ações policiais no local, porém, fizeram os usuários migrarem para a Praça Princesa Isabel diversas vezes.

    Em 2017, porem, depois de uma operação das forças de segurança, os usuários foram retirados do local e acabaram se espalhando pelo Centro.

    Atualmente, eles estão mais concentrados no cruzamento da Rua Conselheiro Nébias e Rua dos Gusmões.

    A Cracolândia é um desafio para São Paulo há cerca de 30 anos. Especialistas apontam que a solução passa por medidas efetivas e permanentes nas áreas de saúde, assistência social e segurança pública.

    As operações são criticadas por movimentos sociais. Ativistas acusam as forças de segurança de agirem com violência contra usuários de drogas, espalhando eles pela cidade.

     

  • João Dória deve voltar a comanda o Lide

    João Dória deve voltar a comanda o Lide

    Depois de desistir da sua candidatura a presidente,João Dória deve reassumir o comando do grupo empresarial Lide, que ele criou e comandou na fase inicial. Afastou-se quando foi eleito prefeito de São Paulo, mas continuou sendo uma força no Lide. Que, agora, pretende dinamizar.

  • Doria vence prévias e será o candidato do PSDB à Presidência em 2022

    Doria vence prévias e será o candidato do PSDB à Presidência em 2022

    LA escolha do candidato à Presidência foi marcada por ataques hacker e disputa acirrada no ninho tucano

    O governador de São Paulo, João Doria, venceu, neste sábado (27/11), as prévias tucanas e deve ser o nome do partido para disputar a eleição presidencial em 2022.

    A eleição foi marcada pelo tumulto devido à suspensão da votação que teve início no último domingo (21/11) e por uma disputa acirrada entre Doria e Leite, que contou com episódios de acusações mútuas.

    Para retomar as prévias, o PSDB precisou contratar um novo sistema para substituir o aplicativo usado no início desta semana, que se apresentou vulnerável a ataques externos. Na ocasião, as prévias tiveram que ser suspensas por causa de uma pane no app contratado pelo partido para registrar os votos dos filiados.

    Neste sábado, de acordo com o presidente do PSDB, Bruno Araújo, o novo sistema também foi alvo de mais de 26 mil tentativas de invasão, mas resistiu. Cerca de 40 mil filiados que não conseguiram votar no domingo passado registraram sua opção para a Presidência em 2022.

    Disputaram a vaga de candidato os governadores de São Paulo, João Doria, e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, além do ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio.

    Desafios – O primeiro desafio de Doria será unir a sigla após a disputa conturbada nas prévias, que teve até acusações de compra de votos.

    Além disso, o candidato tucano terá que trabalhar para consolidar-se no campo da chamada terceira via, que tem o objetivo de conquistar votos dos eleitores que não querem Bolsonaro nem Lula.

    Outro obstáculo pelo caminho será arrumar o leque de alianças para o ano que vem. Isso dependerá de muitas conversas com outras legendas que também já lançaram seus nomes ou que devem anunciar candidaturas nos próximos dias. É o caso do Podemos, que apresenta o ex-juiz e ex-ministro Sergio Moro e o MDB, que tem como nome a senadora Simone Tebet (MS). (Do Metrópoles)

  • A vida dura de Bia Doria

    A vida dura de Bia Doria

    A vida dura de Bia Doria

    O suposto vídeo da suruba de João Dória é, na verdade, uma ilustração capciosa do quão difícil é a vida da mulher heterossexual de direita. E não estou falando só da performance sexual duvidosa.

    O macho provedor tem o direito de agir como um sultão, e o máximo que as pessoas reparam é na meia bomba. Um homem casado, cidadão de bem monogâmico, “transando” (aqui entre aspas, porque o verbo não é tão amplo assim) com cinco garotas de programa não é um insulto para a sociedade que se escandaliza com homens se beijando na novela das oito – é confuso, eu sei, como quase tudo nesses tempos.

    Os julgamentos se referem apenas à sua (falta de) performance.

    Se fosse Manuela D’Ávila, estaria sendo virtualmente linchada sob preceitos morais.

    A maioria das mulheres que se casa com conservadores não tem direito à autonomia – e acha realmente que isso é OK. Seu círculo social é composto basicamente pelas esposas de seus maridos, as mães dos amiguinhos de seus filhos, só mulheres de família, “gente de bem”.

    Traições não são apenas frequentes, são tacitamente permitidas, mas só para os homens. Para eles, mais do que isso, trair é quase uma questão de honra: mesmo não dando conta nem de uma, o macho alfa precisa de cinco mulheres na cama na tentativa desesperada de autoafirmação pela via sexual.

    Quando digo que os problemas dos conservadores, almofadinhas e autoritários têm como agravante uma certa crise de masculinidade, raramente sou levada a sério, mas, repare: toda essa obsessão por afirmar a heterossexualidade, toda essa aversão a homossexuais, “abraço hétero”, “Orgulho de ser hétero”… e essa mania de simular um objeto fálico (uma arma) fora do corpo? Pra mim isso é coisa de quem já não tem o próprio objeto fálico funcionando muito bem.

    A cena da suruba é tão entediante quanto a figura sem si e seus gestos são constrangedoramente plásticos, nada é orgânico ou fluido, exatamente como se imagina que seja o enfadonho sexo dos caretas de nascença.

    A naturalização desse escândalo, contraposta aos “valores da família” tão defendidos pelos conservadores, é um retrato nítido de sua hipocrisia, e o constrangimento de Bia Doria, diferente do de seu marido, escancara a condição humilhante imposta à maioria das mulheres conservadoras – que decidem se casar com conservadores, sob uma lógica conservadora, que é, por si, patriarcal.

     Eis o resultado: aguentar o suposto vídeo viral do marido mandando mal numa orgia.

    Nem mesmo Bia Doria merece tamanha desgraça.

  • Empresa de consórcio da PPP da iluminação de SP é acusada de desvio de R$ 100 milhões no Amazonas

    Empresa de consórcio da PPP da iluminação de SP é acusada de desvio de R$ 100 milhões no Amazonas

    Tribunal de Contas de SP recomendou que Prefeitura suspenda contrato de PPP da iluminação por suspeita de pagamento de propina.

    A empresa CLD construtora, integrante do consórcio FM Rodrigues, que assinou contrato de parceria público-privada (PPP) de iluminação pública com a Prefeitura de São Paulo, é acusada de participar de desvio de quase R$ 100 milhões da Prefeitura de Manaus em.

    A CLD e um de seus sócios, Jorge Marques Moura, já tiveram seus bens bloqueados pela Jjustiça do Amazonas, em 2015, por conta da denúncia de desvio. Na época, a construtora CLD tinha outro nome – Consladel.

    Um trecho da decisão que determinou o bloqueio de bens diz que houve “atuação do núcleo político para beneficiar a empresa Consladel”. O documento ressalta que, segundo o Ministério Público, “o prejuízo ao erário se deu por meio da contratação da empresa Consladel para a execução de serviços (…) no valor de R$ 92,2 milhões”.

    A consladel, que agora se chama CLD, também é investigada pelo Ministério Público de São Paulo pelo pagamento de propina para uma ex-diretora do Ilume, Departamento de Iluminação Pública da Prefeitura da capital paulista. A empresa teve e sigilo bancário quebrado na investigação. Um de seus sócios, Labib Auad, é quem assina o contrato com a prefeitura paulistana.
    Por meio de nota, a CLD construtora informou que o contrato com a Prefeitura de Manaus teve suas contas aprovadas pelo Tribunal de Contas do Amazonas. O consórcio FM não quis se manifestar sobre o caso.

    A Prefeitura de São Paulo disse que determinou à Secretaria de Serviços e Obras que notifique a concessionária da PPP da iluminação para que se limite a executar os serviços estritamente ligados à manutenção da iluminação pública da cidade, até que seja concluída a investigação em curso na Controladoria geral do município.

    O governador do Amazonas, Amazonino Mendes, que era prefeito de Manaus na época da contratação da empresa investigada, disse que esse é um processo antigo em que foi inocentado.

    Tribunal pede suspensão de contrato
    Na manhã desta quarta-feira, o Tribunal de Contas do município de São Paulo recomendou que a gestão do prefeito João Doria suspenda o contrato com o consórcio. A PPP da iluminação em São Paulo foi assinada a um custo de quase R$ 29 milhões por mês. O contrato é válido por 20 anos, com valor total de quase 7 bilhões.

    “Nós estamos recomendando que, diante das denúncias e diante dos fatos trazidos aos autos e diante de algumas irregularidades numa apuração da nossa auditoria, o razoável seria pela anulação [do contrato com a Prefeitura]. Não compete ao tribunal essa determinação, compete ao tribunal nesta fase uma recomendação”, afirmou João Antônio da Silva Filho, presidente da Corte.

    Áudio de assessora fala em ‘roubalheira’
    Nesta terça-feira, a Rádio CBN divulgou o áudio de uma conversa entre uma assessora jurídica e uma auxiliar de Denise Abreu, então diretora da Ilume, que indica irregularidades no contrato.

    “Essa PPP… É uma roubalheira. Ela [Denise Abreu] vai lucrar um monte. Pensa no valor do contrato… R$ 7 bilhões. Pensa em 10%… Direto no bolso.”, diz a assessora jurídica no áudio.