Tag: inteligência artificial

  • Congresso Internacional de Cardiologia debate inteligência artificial e avanços no tratamento das doenças cardiovasculares

    Congresso Internacional de Cardiologia debate inteligência artificial e avanços no tratamento das doenças cardiovasculares

    Encontro promovido pela Rede D’Or reúne especialistas nacionais e internacionais para discutir as principais evidências científicas e as inovações que estão transformando a prática clínica

    De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças cardiovasculares seguem como a principal causa de morte no mundo e vivem um momento de rápida transformação, impulsionado por avanços científicos e tecnológicos que vêm mudando a forma de prevenir, diagnosticar e tratar essas condições.

    É nesse cenário que o Congresso Internacional de Cardiologia Rede D’Or 2026 organizou os painéis para sua próxima edição, que será realizada entre os dias 6 e 8 de agosto, no Hotel Windsor Oceânico, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, reunindo especialistas brasileiros e internacionais para discutir as principais evidências científicas e os desafios que estão redefinindo a prática cardiovascular.

    As inscrições estão abertas e, neste ano, o congresso terá caráter solidário. O investimento na inscrição é de R$ 30, valor integralmente destinado ao Lar Maria Dolores e à ONG Mãos Unidas. O evento é voltado a médicos, residentes, acadêmicos de Medicina e de outras áreas da saúde, além de profissionais da assistência, da Rede D’Or e de outras instituições.

    Com o tema “Cardiologia além do coração: da evidência à decisão clínica”, o encontro reunirá mais de 240 palestrantes, com uma densa programação científica que abordará os desafios atuais da prática cardiovascular e a integração entre diferentes especialidades, reforçando uma visão cada vez mais ampla e personalizada do cuidado ao paciente.

    Ao longo de três dias, especialistas discutirão temas como inteligência artificial aplicada à medicina, cardiometabolismo e obesidade, saúde cardiovascular da mulher, medicina personalizada, genética cardiovascular, cardio-oncologia, cirurgia cardíaca robótica, doenças raras, suplementação, emergências cardiovasculares, transplantes, e as principais atualizações em doença coronariana, insuficiência cardíaca, arritmias, hipertensão, valvopatias e cardiologia intervencionista.

    O congresso contará com a participação internacional de Lee Benson, referência mundial em cateterismo congênito, que apresentará avanços nos procedimentos percutâneos para o acompanhamento tardio da Tetralogia de Fallot, com foco na valva pulmonar.

    Além de conferências e mesas-redondas, o congresso contará com workshops, atividades hands on, simulações clínicas, discussão de casos e sessões multiprofissionais, promovendo a troca de experiências entre pesquisadores, especialistas e profissionais que atuam diretamente na assistência.

    “As doenças cardiovasculares continuam sendo o maior desafio da saúde global e evoluem em um ritmo acelerado. Nosso objetivo é oferecer uma programação científica conectada à prática clínica, que reúna as evidências mais atuais e ajude os profissionais a transformar conhecimento em melhores decisões para os pacientes”, afirma a cardiologista Jacqueline Miranda, presidente do Congresso Internacional de Cardiologia Rede D’Or 2026.

    Para o vice-presidente do congresso, Fabio Augusto De Luca, o encontro também reforça a importância da colaboração entre diferentes áreas da medicina. “A cardiologia moderna dialoga cada vez mais com outras especialidades e incorpora novas tecnologias para oferecer um cuidado mais preciso, integrado e individualizado. O congresso foi estruturado para refletir essa realidade e promover um ambiente de aprendizado, troca de experiências e construção coletiva do conhecimento”, destaca.

    As doenças cardiovasculares permanecem como a principal causa de morte no mundo e representam um dos maiores desafios para os sistemas de saúde. Nesse cenário, o Congresso Internacional de Cardiologia Rede D’Or se consolida como um espaço estratégico para atualização científica, intercâmbio entre especialistas e discussão das inovações que devem impactar a prática clínica nos próximos anos.

    As inscrições e a programação completa estão disponíveis no site oficial do evento (https://congressocardiologiador.com/).

  • O IPO de 1602 e a corrida espacial de 2026: por que o futuro sempre pertence aos obstinados

    O IPO de 1602 e a corrida espacial de 2026: por que o futuro sempre pertence aos obstinados

    Em artigo, Janguiê Diniz compara a criação da Companhia Holandesa das Índias Orientais (VOC) com a trajetória da SpaceX para refletir sobre inovação, risco e a construção do futuro

    Coluna Janguiê Diniz

    Em 1602, um grupo de investidores decidiu financiar algo que jamais havia sido feito. Sob a liderança do estadista holandês Johan van Oldenbarnevelt, eles colocaram dinheiro em uma empresa que prometia navegar por oceanos desconhecidos, atravessar tempestades imprevisíveis e alcançar terras que poucos acreditavam existir.

    Mais de quatro séculos depois, investidores fizeram algo semelhante. Apostaram bilhões em uma empresa cujo objetivo não era cruzar mares, mas conquistar o espaço. Separadas por 424 anos, a Companhia Holandesa das Índias Orientais (VOC) e a SpaceX contam, na essência, a mesma história: a história de pessoas que transformaram o impossível em uma oportunidade de investimento. É também a história da obstinação humana, essa capacidade de seguir adiante mesmo quando o caminho parece incerto.

    A tecnologia mudou. Os meios mudaram. Mas a natureza humana permanece a mesma. O progresso sempre foi financiado por aqueles que acreditaram antes das provas definitivas. Em outras palavras, por aqueles que tiveram a coragem de agir com obstinação quando a maioria preferiu esperar.

    Quando a VOC foi criada, em 1602, o mundo era muito diferente. Não existiam bolsas de valores modernas, fundos de investimento ou mercados globais. Uma viagem da Europa até a Ásia podia durar mais de oito meses. Tempestades destruíam embarcações, doenças matavam tripulações inteiras e piratas atacavam rotas comerciais.

    Mesmo assim, havia um prêmio gigantesco esperando do outro lado. Especiarias como pimenta, canela, noz-moscada e cravo tinham valor extraordinário na Europa, chegando a ser negociadas por preços equivalentes ao ouro. O problema era o financiamento. Nenhum comerciante individual possuía capital suficiente para bancar expedições tão arriscadas.

    Foi então que Oldenbarnevelt ajudou a viabilizar uma ideia revolucionária: unir seis companhias rivais e dividir o risco entre milhares de investidores. A VOC captou aproximadamente 6,5 milhões de florins holandeses, uma quantia monumental para a época. Pela primeira vez na história, pessoas comuns podiam adquirir participação em uma empresa e compartilhar seus lucros.

    Nascia o mercado de capitais moderno. Mais do que uma inovação financeira, era uma inovação de confiança. Hoje, quando um investidor compra ações pelo celular em poucos segundos, é difícil compreender o nível de incerteza existente em 1602.

    Os acionistas da VOC não recebiam relatórios trimestrais. Não havia internet. Não havia comunicação instantânea. Muitas vezes, passavam anos sem saber se uma frota havia chegado ao destino ou desaparecido no mar. Era um investimento baseado em visão. Era preciso acreditar antes de ver. Era preciso, acima de tudo, ter obstinação.

    Quatro séculos depois, o oceano deixou de ser o principal desafio e o novo território desconhecido passou a ser o espaço. Quando Elon Musk fundou a SpaceX, em 2002, a empresa parecia um projeto improvável. A indústria aeroespacial era dominada por governos e gigantes centenários. Especialistas afirmavam que foguetes reutilizáveis eram economicamente inviáveis.

    Entre 2006 e 2008, os três primeiros lançamentos do Falcon 1 fracassaram. Após o terceiro desastre, a empresa estava próxima da falência e tinha recursos para apenas mais uma tentativa. Se o quarto lançamento falhasse, provavelmente deixaria de existir. Mas ele funcionou e mudou a história.

    Aquele momento se tornou um exemplo emblemático de que grandes transformações raramente nascem da conveniência. Elas nascem da obstinação de continuar tentando quando todos os indicadores sugerem desistência.

    A grande inovação da SpaceX não foi apenas construir foguetes. Foi tornar o acesso ao espaço muito mais barato por meio da reutilização. O resultado foi uma revolução econômica que transformou a empresa em uma das mais valiosas do mundo e protagonista da nova corrida espacial.

    À primeira vista, uma empresa marítima do século XVII e uma companhia espacial do século XXI parecem não ter relação alguma. Mas possuem mais semelhanças do que diferenças. Ambas nasceram para explorar territórios desconhecidos. Ambas precisaram captar recursos para financiar jornadas extremamente arriscadas. E ambas exigiram investidores e líderes obstinados, capazes de enxergar décadas à frente.

    Os continentes asiáticos eram a grande fronteira dos investidores da VOC. Marte representa esse mesmo conceito para os investidores da SpaceX. A geografia mudou, mas a mentalidade não.

    O futuro nunca é construído pelos que esperam garantias absolutas. A VOC não possuía mapas completos e a SpaceX não possuía certeza de sucesso. Os grandes avanços surgem quando alguém decide agir antes que todas as respostas estejam disponíveis.

    Vivemos uma época semelhante. A inteligência artificial, a biotecnologia, a computação quântica e a nova economia digital estão criando oportunidades comparáveis às grandes revoluções do passado. Muitos observam essas mudanças com medo. Outros observam com curiosidade. Mas poucos têm coragem de investir tempo, energia e recursos para participar delas.

    Historicamente, são esses poucos que mudam o mundo. São os obstinados que enxergam possibilidades onde a maioria vê obstáculos. O verdadeiro otimismo não é ingenuidade. É a confiança de que vale a pena construir algo mesmo sem garantias.

    No fim das contas, a história não recompensa quem prevê o futuro. Ela recompensa quem ajuda a criá-lo. E eu acredito profundamente que a diferença entre sonhadores e realizadores não está no tamanho da visão. Está na capacidade de convencer outras pessoas a acreditarem nela.

    Johan van Oldenbarnevelt fez isso em 1602. Elon Musk faz isso no século XXI. E todo empreendedor que constrói algo relevante precisa aprender a fazer o mesmo.

    Porque o futuro, ontem como hoje, continua pertencendo aos obstinados.

    Janguiê Diniz  – Fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional; presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group; diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES); secretário-executivo do Brasil Educação – Fórum Brasileiro da Educação Particular

  • Brasília se torna base da expansão nacional da Connection 26, nova aposta de Robson Ouro Preto

    Brasília se torna base da expansão nacional da Connection 26, nova aposta de Robson Ouro Preto

    A Connection 26, empresa fundada em Brasília pelo empresário e estrategista de comunicação Robson Ouro Preto, vem conquistando espaço no cenário nacional ao apresentar soluções inovadoras que unem comunicação, tecnologia e inteligência digital.

    Com atuação em diversos estados brasileiros, a empresa tem chamado a atenção de lideranças políticas, instituições e organizações que buscam novas ferramentas para ampliar sua presença digital e fortalecer a comunicação com a população.

    Reconhecido nacionalmente por sua trajetória na comunicação, Robson Ouro Preto já havia se destacado ao criar uma das maiores redes de comunicação digital do país, conectando centenas de portais de notícias e ampliando o alcance da informação em todo o Brasil. Agora, o empresário dá um novo passo ao investir fortemente em tecnologia aplicada à comunicação estratégica e ao marketing político.

    A Connection 26 atua nas áreas de comunicação corporativa, assessoria de imprensa, marketing digital, inteligência artificial, desenvolvimento de plataformas, produção de conteúdo, mídia digital e gestão de tráfego pago, oferecendo soluções modernas para clientes em diferentes segmentos.

    Um dos destaques da empresa é a utilização de tecnologias avançadas para análise de dados, segmentação de público, automação de processos e estratégias digitais voltadas para campanhas de comunicação. A proposta é permitir que instituições, empresas e lideranças tenham acesso a ferramentas inovadoras capazes de potencializar resultados e fortalecer o relacionamento com seus públicos.

    Com sede na capital federal, a Connection 26 tem ampliado sua presença em Brasília e em diversos estados, consolidando-se como uma empresa voltada para o futuro da comunicação e da tecnologia.

    Para Robson Ouro Preto, o mercado vive uma transformação sem precedentes e exige soluções cada vez mais inteligentes.

    “Estamos vivendo uma nova era da comunicação. A tecnologia passou a ser uma ferramenta indispensável para quem deseja se conectar com as pessoas de forma eficiente. A Connection 26 nasceu justamente para unir inovação, estratégia e resultados, oferecendo ao mercado soluções modernas e alinhadas com as novas demandas digitais”, afirmou.

    Com o slogan “Conectando pessoas, marcas e tecnologia”, a empresa segue expandindo sua atuação nacional e reforçando seu posicionamento como uma das novas referências em comunicação estratégica e tecnologia aplicada ao ambiente digital brasileiro.

  • De Brasília para todo o Brasil: Robson Ouro Preto lança a Connection 26 e aposta na integração entre comunicação, tecnologia e inovação

    De Brasília para todo o Brasil: Robson Ouro Preto lança a Connection 26 e aposta na integração entre comunicação, tecnologia e inovação

    Empresa nasce com atuação nacional e reúne soluções em marketing digital, inteligência artificial, comunicação estratégica e transformação tecnológica

    O empresário e estrategista de comunicação Robson Ouro Preto acaba de anunciar mais um importante projeto de alcance nacional. Com sede em Brasília, a nova empresa Connection 26 nasce com a missão de conectar o Distrito Federal aos 26 estados brasileiros, oferecendo soluções modernas e integradas nas áreas de comunicação, tecnologia e marketing digital.

    Com o slogan “Conectando pessoas, marcas e tecnologia”, a empresa chega ao mercado com uma proposta inovadora, reunindo profissionais especializados e ferramentas avançadas para atender empresas, instituições, lideranças políticas, organizações e empreendedores em todo o país.

    A escolha de Brasília como base operacional reforça a estratégia de expansão nacional da marca. Localizada no centro das decisões políticas e econômicas do Brasil, a capital federal será o ponto de partida para uma atuação que pretende alcançar todas as regiões brasileiras.

    A Connection 26 atuará em diversos segmentos, entre eles:

    * Comunicação Corporativa;
    * Marketing Digital;
    * Assessoria de Imprensa;
    * Desenvolvimento de Plataformas;
    * Tecnologia e Automação;
    * Inteligência Artificial;
    * Produção de Conteúdo;
    * Mídia Digital;
    * Gestão de Tráfego Pago.

    Entre os diferenciais da empresa está uma equipe altamente especializada em campanhas de tráfego pago para o setor político, utilizando ferramentas exclusivas e estratégias avançadas de segmentação, análise de dados e inteligência digital.

    Segundo Robson Ouro Preto, a empresa foi criada para atender um mercado cada vez mais conectado e exigente.

    “A comunicação evoluiu, a tecnologia evoluiu e as marcas precisam acompanhar essa transformação. A Connection 26 surge justamente para unir essas áreas, criando conexões inteligentes e resultados concretos para nossos clientes em todo o Brasil”, destacou o empresário.

    Reconhecido nacionalmente por sua atuação no setor da comunicação, Robson Ouro Preto amplia sua presença no mercado com um projeto que une inovação, tecnologia e estratégia, consolidando mais um passo importante em sua trajetória empresarial.

    A expectativa é que a Connection 26 se torne uma referência nacional em soluções de comunicação integrada, marketing digital e tecnologia, fortalecendo marcas e conectando oportunidades de norte a sul do país.

    Connection 26
    Conectando pessoas, marcas e tecnologia.

  • IA na educação exige política de Estado para garantir soberania tecnológica e formação crítica, defende Janguiê Diniz

    IA na educação exige política de Estado para garantir soberania tecnológica e formação crítica, defende Janguiê Diniz

    Em artigo, presidente da ABMES elogia diretrizes do CNE sobre inteligência artificial na educação, mas alerta para a falta de uma estratégia nacional robusta diante do avanço global da tecnologia

    Coluna Janguiê Diniz

    A submissão à consulta pública das Diretrizes Orientadoras para a Utilização da Inteligência Artificial na Educação Brasileira, pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), representa um passo importante, ainda que inicial, na construção de uma política educacional sobre inteligência artificial no país. O documento parte da premissa acertada de que a IA não pode mais ser tratada como um fenômeno periférico, tampouco como mera curiosidade tecnológica. Afinal, ela já está reorganizando a produção do conhecimento, as formas de aprendizagem, os modelos de avaliação e a gestão acadêmica, além da percepção contemporânea sobre formação humana. 

    Neste sentido, talvez o maior mérito da proposta apresentada pelo CNE esteja na prudência regulatória adotada. Em vez de criar um conjunto rígido de normas, o parecer é composto por diretrizes orientadoras, princípios gerais e recomendações de boas práticas, preservando a autonomia pedagógica das instituições de ensino e reconhecendo a velocidade com que a tecnologia se transforma. Trata-se de uma escolha inteligente, pois o excesso de regulamentação poderia resultar na caducidade da normativa antes mesmo da sua entrada em vigor.

    O documento também acerta ao reafirmar a centralidade da mediação humana no processo educacional: a IA deve atuar como ferramenta complementar, jamais substitutiva da atuação docente. Merece elogio, ainda, a preocupação com aspectos como proteção de dados, ética digital, transparência algorítmica, inclusão e desenvolvimento da autonomia intelectual dos estudantes. O parecer demonstra sensibilidade institucional ao evidenciar que a discussão sobre inteligência artificial não é apenas tecnológica, mas profundamente pedagógica, social e civilizatória.

    Seguindo essa compreensão de que a IA não deve ser resumida a uma ferramenta operacional, o texto é assertivo ao defender a inclusão do ensino sobre inteligência artificial nos currículos da educação básica e da educação superior. Essa medida é relevante porque desloca o debate do simples “uso da tecnologia” para a formação de competências cognitivas, críticas e profissionais compatíveis com o século XXI.

    Contudo, apesar dos acertos constantes do documento, é impossível não perceber uma inquietante timidez por parte do Estado brasileiro. O parecer do CNE é importante, mas ele surge quase como uma iniciativa isolada dentro de um cenário nacional ainda marcado pela ausência de uma visão sistêmica sobre inteligência artificial e educação.

    O contraste internacional torna essa percepção ainda mais evidente. Enquanto o Brasil debate diretrizes orientadoras, e ainda hesita em transformar a inteligência artificial em política pública estruturante, a China já opera em outro patamar. O recém-lançado Plano de Ação IA + Educação 2030, publicado por cinco órgãos governamentais, não trata a IA apenas como ferramenta pedagógica, mas como política de desenvolvimento humano, econômico, científico e geopolítico.

    O plano chinês estabelece metas para integração da IA em todos os níveis educacionais até 2030, envolvendo currículo, formação docente, infraestrutura computacional, plataformas públicas de dados, modernização da pesquisa científica, sistemas inteligentes de avaliação e políticas massivas de alfabetização em IA para toda a população.

    Esse planejamento, ousado e a curto-prazo, ressalta-se, mostra que a China compreendeu que inteligência artificial não se constitui em inovação tecnológica apenas, mas em um projeto de Estado. O documento chinês fala explicitamente em soberania tecnológica, construção de ecossistema nacional de IA, fortalecimento de talentos estratégicos e criação de infraestrutura pública de inteligência artificial para educação. Em outras palavras, não se trata somente de usar plataformas existentes, mas de construir capacidade nacional de produção tecnológica e domínio intelectual sobre o futuro.

    No Brasil, infelizmente, ainda estamos muito distantes dessa compreensão estratégica. A quase inexistência de referências robustas à inteligência artificial no novo Plano Nacional de Educação é sintoma eloquente desse atraso. Embora o documento mencione educação digital em alguns pontos, a IA aparece de forma periférica, difusa e sem densidade estratégica compatível com a dimensão da transformação em curso. Não há metas estruturantes claras sobre formação docente em IA, desenvolvimento de infraestrutura, alfabetização algorítmica, pesquisa aplicada ou políticas públicas de soberania tecnológica educacional.

    Essa ausência é especialmente preocupante porque a inteligência artificial deixou de ser uma promessa de futuro para se consolidar como uma força estruturante do presente. Trata-se de uma transformação capaz de redefinir modelos econômicos, relações de trabalho, produção de conhecimento e dinâmicas de poder em escala global. Nesse contexto, os países que não compreenderem rapidamente a centralidade dessa agenda estarão sujeitos a um processo profundo de dependência tecnológica, intelectual e econômica, com impactos sem precedentes na história contemporânea. Em outras palavras, mais do que uma discussão sobre ferramentas ou inovação digital, trata-se de um desafio essencialmente formativo.

    Estamos, portanto, diante de uma disputa que transcende a dimensão tecnológica e alcança aspectos centrais da soberania das nações, como linguagem, pensamento, criatividade, autonomia intelectual e capacidade produtiva. Os países que estruturarem políticas consistentes para a inserção da IA na educação terão condições de formar profissionais, pesquisadores e cidadãos preparados para liderar os processos de transformação das próximas décadas. Em contrapartida, aqueles que negligenciarem essa agenda correm o risco de ocupar uma posição periférica, limitada ao consumo passivo de tecnologias, plataformas e soluções desenvolvidas por terceiros, aprofundando relações de dependência econômica, científica e estratégica.

    Voltando ao contexto brasileiro, o parecer construído pelo CNE merece reconhecimento. Em um ambiente institucional ainda hesitante, ele representa um avanço significativo. Embora embrionário, inaugura uma discussão séria, técnica e equilibrada sobre o uso e as aplicações da inteligência artificial na educação; e faz isso com maturidade regulatória, evitando tanto o deslumbramento acrítico quanto o proibicionismo improdutivo.

    Contudo, talvez seja o momento de o Brasil abandonar essa postura meramente reativa e compreender que não basta regular o uso da inteligência artificial. Ela precisa ser abraçada como estratégia de desenvolvimento, e adotada como política de Estado voltada à formação das pessoas, à competitividade econômica, à soberania científica e tecnológica e à capacidade de o país participar, efetivamente, da economia do conhecimento. Afinal, a questão não é mais se a inteligência artificial fará parte da educação brasileira, pois isso já aconteceu, mas se o Brasil irá adotá-la apenas como tecnologia importada de consumo imediato ou como instrumento estratégico de construção do seu próprio futuro.

    *Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), secretário-executivo do Brasil Educação – Fórum Brasileiro da Educação Particular, fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional, presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group.

     

  • Tomei a decisão mais difícil da minha carreira: aposentar a estratégia que mais me fez crescer

    Tomei a decisão mais difícil da minha carreira: aposentar a estratégia que mais me fez crescer

    Por Diego Mendes, CEO da ConstruCode

    Em 2018, apresentamos ao mercado uma ideia simples: Códigos QR em obras para garantir que a versão correta de cada planta chegasse às mãos certas no canteiro. O problema era real, a solução era direta, o produto era usual e fácil de entender e o mercado respondeu. Nos anos seguintes, crescemos, chegamos a mais de 50 mil projetos gerenciados, entramos nas maiores construtoras do Brasil e ganhamos diversos prêmios. E foi exatamente nesse momento, no topo de um ciclo, que tomei a decisão que mais me custou explicar para investidores, para o time e, às vezes, até para mim mesmo: construir o próximo produto antes que o atual chegasse ao seu limite. Uma decisão puramente estratégica.

    Existe uma armadilha que destrói boa parte das empresas de tecnologia que cruzam a barreira do crescimento inicial. É o instinto de proteger o produto que funcionou em vez de construir o produto que vai transformar o próximo ciclo. A lógica parece razoável: “está dando certo, não mexa.” Mas crescer sobre uma base tecnológica que já atingiu seu teto de valor sem protagonizar uma auto-obsoletagem é pedir para ser substituído por quem não tem nada a proteger. Vi isso acontecer em outros setores, vi empresas de software que foram referência por anos perderem relevância porque deixaram de se questionar. Vi startups de garagem derrubarem companhias gigantes com propostas de valor audaciosas. O sinal de alerta nunca vem de fora primeiro. É sempre interno, quando a empresa começa a defender o passado em vez de construir o futuro, a energia se dissipa no lugar errado. Despejam rios de dinheiro para copiarem features enquanto se esquecem do conceito de “time to value”, onde o mais forte sempre perde para o mais ágil.

    Na ConstruCode, fizemos o movimento oposto de forma deliberada. Cada salto da nossa história foi deliberado, feito antes que qualquer crise nos obrigasse. Quando saímos do QR Code para o GED (Gerenciamento Eletrônico de Documentos), já enxergávamos que o problema maior estava no ciclo de vida da produção das plantas, e o QR Code sozinho alcançava apenas a ponta final desse processo. Quando saímos do GED para o CDE, o Common Data Environment, o passo foi maior ainda: o escopo já incluía informações combinadas, equipes sincronizadas, fluxos automatizados e rotinas inteiras facilitadas. Agora vamos dar mais um salto: estamos construindo um ecossistema orientado por inteligência artificial que armazena, distribui e coordena a informação, e também aprende com ela. Cada uma dessas transições exigiu questionar o que estava funcionando, gerou um desconforto necessário, e foi construída sobre a base da anterior, nunca apesar dela.

    A McKinsey estima que a construção civil global crescerá de 13 trilhões para 22 trilhões de dólares até 2040. Ao mesmo tempo, o setor investe em tecnologia menos de um terço do que automotivo e aeroespacial aplicam. Essa diferença representa uma janela de oportunidade enorme. Uma janela que vai se fechar à medida que o capital externo acelera: segundo a própria McKinsey, uma onda de 50 bilhões de dólares já está se movendo em direção a empresas de tecnologia para construção globalmente. Quem chegou antes, com produto e base de dados, tem vantagem que dinheiro novo não compra rapidamente.

    Essa decisão vai além do produto. Ela define o tipo de empresa que você quer construir. Enquanto uma ferramenta resolve um problema, um ecossistema resolve um setor. A diferença é a escala do impacto e, consequentemente, a escala da responsabilidade. Quando você decide desafiar algo maior do que o problema que já resolveu, você aceita que vai errar mais, demorar mais e se explicar mais vezes sobre por que está recomeçando enquanto o produto anterior ainda funciona. Os fundadores que mais respeitei ao longo da minha trajetória fizeram exatamente isso. Não esperaram o mercado os forçar a mudar, mudaram eles o mercado que muitas vezes ajudaram a construir, e usaram o que tinham como piso e não como teto.

    A atitude de que mais me orgulho em toda a jornada empreendedora foi enxergar quando o produto que nos trouxe até aqui havia cumprido seu papel, e ter a coragem de usá-lo como base para o próximo salto. No setor de construção civil, que por décadas se acostumou a esperar que a tecnologia chegasse pronta de outros setores, as empresas que vão definir o próximo ciclo são as que estão construindo essa tecnologia de dentro, com dados de obra validados, com contexto de canteiro, com a paciência de quem sabe que transformações estruturais não acontecem em um quarter.

    WeCodeTheFuture traduz o compromisso com a pergunta que define toda empresa de tecnologia: o que você está construindo agora que será capaz de ampliar o seu legado? Codificar a rotina de quem constrói significa liberar as equipes do trabalho repetitivo para que se dediquem ao que exige raciocínio, experiência e decisão. Se você não tem uma resposta para isso, agora sabe que alguém já está trabalhando nela.

    Diego Mendes é CEO e fundador da ConstruCode, construtech brasileira focada em gestão de projetos e obras na construção civil. Engenheiro civil e especialista em transformação digital do setor, fundou a empresa em 2018 após identificar uma dor recorrente no mercado: a ineficiência na gestão de documentação, tarefas e comunicação nas obras. A plataforma está presente em mais de 6 mil empreendimentos no Brasil e foi eleita TOP 1 Construtech pelo Ranking Open 100 Startups por cinco anos seguidos, de 2021 a 2025.

  • Rosh lançará ferramenta de análise publicitária no Web Summit 2025

    Rosh lançará ferramenta de análise publicitária no Web Summit 2025

    A  Rosh, referência em campanhas, conteúdo para social media e inteligência digital, apresentará no Web Summit Rio 2025 a plataforma Rosh Insights, uma solução inovadora que promete transformar a forma como marcas e agências utilizam dados e inteligência artificial para criar campanhas mais eficazes e estratégicas.

    Reconhecido como um dos maiores eventos globais de tecnologia e inovação, o Web Summit será realizado no Rio de Janeiro de 27 a 30 de abril e servirá como palco para o lançamento da ferramenta. A Rosh Insights combina tecnologia de ponta com inteligência humana, oferecendo interações dinâmicas e análises aprofundadas para potencializar resultados publicitários.

    Diferentemente de outras soluções do mercado, a plataforma utiliza Modelos de Linguagem de Grande Escala (LLMs), permitindo uma experiência mais intuitiva e flexível. “Enquanto muitas ferramentas oferecem relatórios estáticos, a Rosh Insights se diferencia por proporcionar aos clientes a possibilidade de explorar dados de forma dinâmica e personalizada”, afirma David Bydlowski, CEO da Agência Rosh. “Os dados sempre foram parte fundamental do DNA da empresa, como demonstrado ao longo da gestão da conta para o Carrefour, que registrou um aumento de +458% no sentimento positivo, +108% no número de comentários, +321% nas visitas ao perfil, +190% em comentários positivos e +52% no engajamento. Esses resultados destacam a eficácia das estratégias implementadas e comprovam a capacidade da agência em entregar resultados concretos e mensuráveis.”, completa.

    Outro diferencial é o uso de inteligência artificial para categorizar automaticamente mais de 80 elementos visuais e textuais, com opções de criação de categorias específicas que atendem às necessidades específicas de cada cliente. A capacidade técnica da ferramenta é robusta, permitindo a análise de um número ilimitado de elementos visuais e textuais simultaneamente. O sistema equilibra automação e revisão humana, garantindo análises precisas e alinhadas a fatores sensíveis, como identidade de gênero e outras nuances culturais.

    Resultados concretos e diferenciais

    A plataforma foi projetada para entregar resultados expressivos. Para campanhas de awareness, a Rosh Insights ajuda a otimizar indicadores como alcance, tempo assistido, número de compartilhamentos e comentários, além de aumentar a percepção positiva da marca. Para performance, o olhar está focado em redução de CPA e Taxas de Conversão. “Podemos calibrar a ferramenta para basicamente qualquer KPI relevante de negócio”, complementa David. Na fase de testes iniciais com a Accor Hotels, a versão MVP do produto foi implementada ao longo de um ano e contribuiu para uma campanha de Black Friday que superou em 50% a meta de vendas para o período.

    Rapidez e volume de dados também são destaque. A ferramenta é capaz de classificar mais de 150 criativos em apenas 30 minutos utilizando inteligência artificial. Essa classificação é seguida por uma etapa manual que refina os resultados.

    Expectativas e adoção
    A Rosh Insights está pronta para conquistar o mercado. Nos primeiros seis meses de operação, a expectativa é aplicar a ferramenta em 10 Key Accounts, consolidando sua eficiência e integração com as estratégias das maiores empresas do país.

    A agência se diferencia por oferecer um processo de reporting gerenciado por uma equipe especializada, garantindo qualidade e relevância nas análises. Além disso, a produção criativa, a operação de mídia e a análise de insights acontecem totalmente “dentro de casa”. Essa integração permite mais agilidade e colaboração entre as áreas, traduzindo-se em melhores resultados.

    Mais do que uma ferramenta, a Rosh Insights reflete a essência da agência: unir tecnologia, inteligência estratégica e criatividade para oferecer resultados concretos. “Nossa missão sempre foi transformar o potencial criativo em resultados reais. Com a Rosh Insights, damos um passo além ao integrar personalização e otimização em todos os níveis do processo publicitário”, afirma David.

    A participação no Web Summit reforça o compromisso da Rosh com a inovação e a excelência. “Estar nesse evento é uma oportunidade de mostrar como nos mantemos à frente das tendências do mercado, conectando dados, criatividade e tecnologia para entregar resultados que realmente impactam os nossos clientes”, conclui o executivo.

    O Web Summit Rio de Janeiro 2025 acontece de 27 a 30 de abril. Na edição anterior, o evento reuniu mais de 34 mil participantes, incluindo 500 palestrantes e 1.000 startups, consolidando-se como o maior encontro de tecnologia do mundo.
     

  • Raphael: Diretor de Artes Audiovisual e Especialista em VFX e Inteligência Artificial

    Raphael: Diretor de Artes Audiovisual e Especialista em VFX e Inteligência Artificial

    O mercado audiovisual tem se transformado rapidamente com o avanço das novas tecnologias, exigindo profissionais capacitados para entregar produções de alta qualidade. Um dos especialistas que vem se destacando nesse cenário é Raphael Araújo, diretor de artes audiovisual com expertise em edição, motion design, efeitos visuais (VFX) e inteligência artificial aplicada ao vídeo.

    Com anos de experiência na área, Raphael Araújo desenvolve projetos inovadores para diversas plataformas, incluindo publicidade, cinema, redes sociais e conteúdos institucionais. Seu trabalho se diferencia pela capacidade de unir criatividade e tecnologia, proporcionando produções impactantes e visuais sofisticados.

    Além do domínio técnico em pós-produção e VFX, Raphael conta com uma equipe própria para captação de imagens, garantindo controle total sobre a qualidade do material desde a filmagem até a finalização. Essa estrutura permite que seus clientes tenham acesso a soluções completas, otimizando o fluxo de trabalho e garantindo um alto nível de produção.

    Outro diferencial de Raphael é sua parceria com distintos estúdios, o que amplia suas possibilidades de atuação e viabiliza projetos de diferentes escalas. Essa rede de colaboração fortalece sua posição no mercado, permitindo a entrega de soluções sob medida para cada cliente.

    A crescente demanda por conteúdo visual de alto impacto tem levado marcas e criadores a buscar profissionais que saibam explorar o potencial das novas ferramentas digitais. Com sua expertise e compromisso com a inovação, Raphael se posiciona como um parceiro estratégico para quem deseja transformar ideias em produções de excelência.

    Para conhecer melhor seu trabalho ou solicitar um projeto, é possível entrar em contato diretamente via WhatsApp: (11) 98235-5387. Seu portfólio também está disponível online para consulta, apresentando cases que exemplificam sua versatilidade e qualidade técnica.