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  • Bolsonaro deve depor nesta terça à PF em inquérito que apura se ex-presidente importunou baleia no litoral de SP

    Bolsonaro deve depor nesta terça à PF em inquérito que apura se ex-presidente importunou baleia no litoral de SP

    Ex-presidente terá de explicar se teria se aproximado além do permitido em lei de uma baleia jubarte em um passeio de moto aquática. Assessor dele, Fabio Wajngarten estava no passeio e também terá de prestar esclarecimentos sobre o caso.

    O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seu assessor e ex-ministro Fabio Wajngarten são esperados na sede da Polícia Federal de São Paulo nesta terça-feira (26), às 14h30 e às 15h30, respectivamente, para prestar esclarecimentos no inquérito que apura se o ex-presidente importunou uma baleia jubarte durante um passeio de moto aquática no litoral de São Paulo.

    Wajngarten também estava no passeio e terá que explicar a situação.

    O inquérito apura se, em junho passado, em uma visita a São Sebastião (SP), o ex-presidente teria se aproximado do animal além do permitido em lei enquanto pilotava uma moto aquática.

    O inquérito foi aberto pela PF em São Sebastião, e o delegado responsável virá à capital fazer as oitivas.

    O decreto federal nº 6.514, de 2008, trata das infrações administrativas cometidas contra o meio ambiente, entre elas ‘molestar de forma intencional qualquer espécie de cetáceo’.

    A portaria nº 117 do Ibama, de dezembro de 1996, acrescenta que “é vedado a embarcações aproximar-se de qualquer espécie de baleia com motor ligado a menos de 100 metros de distância do animal”.

    De acordo com a procuradora Marília Soares Ferreira Iftim, vídeos e fotos publicados em redes sociais mostraram o momento em que a moto náutica, de motor ligado, chegou a 15 metros da baleia, que estava na superfície.

     

  • Advogado de Bolsonaro é cotado para assumir cargo de vice na chapa de Ricardo Nunes em 2024

    Advogado de Bolsonaro é cotado para assumir cargo de vice na chapa de Ricardo Nunes em 2024

    Fabio Wajngarten diz que ‘cumprirá à risca’ o que ex-presidente determinar. Valdemar diz que ‘Bolsonaro é quem vai decidir’ nome do PL.

    O ex-secretário de Comunicação e advogado de Jair Bolsonaro (PL), Fabio Wajngarten, começa a despontar como opção de vice na chapa do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), para as eleições municipais de 2024.

    Wajngarten não é filiado a nenhum partido. Mas é um dos aliados mais fiéis de Bolsonaro e tem se aproximado do PL, que tem sido apontado como um dos partidos favoritos para compor chapa com o atual prefeito.

    Alguns episódios ilustram essa aproximação. Ele, por exemplo, acompanhou o ex-presidente durante a visita que fez a São Paulo no começo de junho. E participou de um almoço com Bolsonaro, Ricardo Nunes, Valdemar Costa Neto e empresários.

    Fabio Wajngarten disse que está cedo para falar sobre o assunto, mas afirmou que “cumprirá à risca” o que Bolsonaro decidir. O ex-secretário também falou que o campo da direita não pode errar na composição da chapa para que o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) não fique “ensanduichado” entre o presidente Lula (PT) e Guilherme Boulos (PSOL).

    Já Valdemar Costa Neto, presidente do PL, afirma que Bolsonaro é quem vai decidir o nome do partido para a disputa municipal em São Paulo.

    A GloboNews apurou que Wajngarten ainda precisa mostrar viabilidade eleitoral e que tem um projeto alinhado ao do partido para receber apoio do PL. E que a sigla ainda prioriza lançar uma candidatura própria para a prefeitura.

    Uma possibilidade seria filiar Ricardo Nunes ao partido – mas o prefeito da capital paulista resiste a sair do MDB. Tem ainda o nome de Marcos Pontes, que é ventilado como uma possibilidade.

    Questionado sobre as opções para o cargo de vice na candidatura, Ricardo Nunes disse que não tem preferência de partido para compor a chapa. Mas afirmou que o governador Tarcísio de Freitas e o PL devem influenciar na escolha.

    Além do PL, outros partidos disputam a vaga de vice de Ricardo Nunes. Entre eles, Republicanos, PP e União Brasil.

  • Em depoimento, Bolsonaro diz que compartilhou sem querer vídeo que questionava sistema eleitoral

    Em depoimento, Bolsonaro diz que compartilhou sem querer vídeo que questionava sistema eleitoral

    Ex-presidente chegou à sede da PF pouco antes das 8h50 e saiu por volta de 11h20. Depoimento foi determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, após pedido da PGR.

    O ex-presidente Jair Bolsonaro disse, em depoimento prestado à Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (26), que compartilhou sem querer um vídeo que questionava o sistema eleitoral, após o pleito de 2022. As informações foram apuradas pela TV Globo.

    O depoimento, que durou cerca de duas horas, é parte do inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) que apura os atos golpistas de 8 de janeiro, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e vandalizadas.
    O ex-presidente chegou à sede da PF, em Brasília, pouco antes das 8h50, acompanhado da defesa, e saiu por volta de 11h20.

    A PF tomou as declarações de Bolsonaro após determinação do ministro do STF Alexandre de Moraes. Na avaliação de investigadores, uma postagem feita no dia 10 de janeiro pelo ex-presidente o ligaria aos atos golpistas do dia 8 de janeiro. Ele apagou a publicação em seguida.

    A TV Globo apurou que, nesta quarta-feira, Bolsonaro só respondeu a perguntas sobre o vídeo que, sem provas, colocava em dúvida o sistema eleitoral. A mensagem foi avaliada como um sinal de que Bolsonaro pode ter estimulado os atos golpistas de 8 de janeiro em Brasília.

    À PF, o ex-presidente disse que queria salvar o vídeo para visualização posterior, mas compartilhou, sem querer. Ele não respondeu a outros questionamentos e afirmou aos investigadores que, se quiserem marcar nova data para tratar desses assuntos, vai comparecer.

    Defesa detalha depoimento

    Após o depoimento, o advogado de Bolsonaro, Paulo Cunha Bueno, confirmou o teor das declarações. Segundo a defesa, no dia da postagem, o ex-presidente tinha acabado de receber alta após ser internado para tratar uma obstrução intestinal, e tinha sido medicado com morfina.

    Ainda de acordo com o advogado, Bolsonaro compartilhou o vídeo de forma “equivocada”.

    “Essa postagem foi feita de forma equivocada, tanto que, pouco tempo depois, duas ou três horas depois, ele foi advertido e imediatamente retirou essa postagem. Observo, inclusive, que essa postagem foi feita na sua rede social de menor importância”, disse Cunha Bueno.

    “Realmente aquilo ali foi um equívoco na hora de salvar um arquivo para posteriormente poder visualizá-lo e assisti-lo integralmente”, continuou.

    O ex-chefe da Secretaria de Comunicação Social da gestão Bolsonaro, Fabio Wajngarten, também estava no local e participou de entrevista com a imprensa ao fim do depoimento.

    Questionado sobre a possibilidade de a postagem ter sido feita pelo vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do ex-presidente que costumava gerenciar as redes sociais dele, Wajngarten negou participação do parlamentar.

    “Não foi [o Carlos Bolsonaro]. O metadado do Meta [empresa que controla o Facebook] indicará isso”, disse.

    O advogado do ex-presidente disse ainda que Bolsonaro “em momento algum” questionou a lisura das eleições do ano passado.

    “O presidente, quando saiu de férias, ele tratou a eleição como página virada. Então, em momento algum você vai encontrar alguma declaração dele declinando que a eleição foi fraudada. Em momento algum isso foi falado”, disse Paulo Cunha Bueno.

    Pedido da PGR
    Ao determinar o depoimento de Bolsonaro, Moraes atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República e deu prazo de 10 dias para a PF ouvir o ex-presidente.

    A PGR pediu o depoimento de Bolsonaro quando o ex-presidente ainda estava nos Estados Unidos, onde ficou por 3 meses depois de sair do governo. Com a volta dele do exterior no dia 30 de março, Moraes mandou marcar a audiência.

    Joias

    Bolsonaro já tinha comparecido à Polícia Federal neste mês para prestar depoimento, mas em outro inquérito, que apura a suposta prática de crime pelo ex-presidente no caso das joias milionárias que recebeu de presente do governo da Arábia Saudita.

    Na ocasião, Bolsonaro afirmou que ficou sabendo da existência das joias sauditas milionárias em dezembro de 2022, mais de um ano após elas terem chegado ao país. Bolsonaro disse ainda que não se lembrava quem o avisou da apreensão das joias pela Receita Federal.

  • Pai faz B.O. contra escola após imagem da filha ser usada pela campanha de Jair Bolsonaro

    Pai faz B.O. contra escola após imagem da filha ser usada pela campanha de Jair Bolsonaro

    Colégio do DF levou alunos para o Alvorada, mas informou aos responsáveis que passeio era gravação de material para Copa do Mundo. Aliado do presidente divulgou nesta sexta (7) vídeo em que crianças cantam ao lado do candidato à reeleição.

    O pai de uma criança que aparece em um vídeo publicado pela campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL) nesta sexta-feira (7) afirmou que as imagens foram usadas sem autorização prévia dos responsáveis.

    O músico Admilson Paiva registrou um Boletim de Ocorrência na Delegacia da Criança e do Adolescente, em Taguatinga, no Distrito Federal, dizendo que a escola onde a filha estuda levou os alunos, menores de idades, a um evento de campanha sem o consentimento dos pais.

    Paiva disse que o colégio havia informado apenas que faria um passeio por pontos turísticos de Brasília para uma gravação de um vídeo para a Copa do Mundo. Para o passeio, a instituição de ensino pediu que as crianças usassem camisetas da seleção brasileira.

    A escola enviou para os pais um pedido de autorização para gravação de um videoclipe. No bilhete, o colégio escreveu que estava em “contagem regressiva” para o torneio de futebol e recomendou que as crianças estivessem na instituição às 7h30, vestidas com a camiseta do Brasil ou uniforme e que levassem lanche reforçado (veja abaixo).

    As imagens foram divulgadas por Fábio Wajngarten, coordenador de comunicação da campanha do presidente, nas redes sociais e mostram Bolsonaro ao lado das crianças, muitas com camisas nas cores verde e amarela, no Palácio do Alvorada, cantando a música “Mostra tua força Brasil”. A publicação viralizou ao ser reproduzida por apoiadores do presidente.

    No post de Wajngarten, Paiva fez um comentário pedindo a exclusão do vídeo das redes sociais, mas não obteve resposta até o momento.

    “Não queremos tratar de política nesse caso. Não é porque é o Bolsonaro ou o Lula. A questão é que eu preciso saber onde a minha filha vai. Não gostei de vê-la exposta nacionalmente e mundialmente agora”, afirmou Paiva.

    “Minha filha vai fazer 10 anos agora. Nunca teve rede social. Sempre tentamos preservá-la. Agora, me sinto mãos atadas, porque não consigo resolver essa situação. As imagens já reverberaram mundialmente”, acrescentou o músico.

    O g1 tentou contato com a escola CCI por telefone e e-mail e aguarda retorno da instituição. A reportagem também aguarda manifestação da campanha do candidato.