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  • Escala 6×1 no centro do debate nacional reacende alerta do empresariado sobre produtividade, competitividade e sustentabilidade econômica

    Escala 6×1 no centro do debate nacional reacende alerta do empresariado sobre produtividade, competitividade e sustentabilidade econômica

    Para empresários, discussão precisa equilibrar qualidade de vida do trabalhador com a realidade operacional das empresas brasileiras, especialmente no varejo, serviços e pequenas operações

    A proposta que prevê o fim da escala 6×1 no Brasil voltou ao centro das discussões econômicas e políticas do país após o relator da comissão especial da Câmara apresentar parecer favorável à redução da jornada semanal para 40 horas, com dois dias de descanso e sem redução salarial, além de uma transição gradual de até 14 meses para implementação do novo modelo. 

    O tema, que mobiliza trabalhadores, sindicatos e setores políticos, também provoca forte reação entre empresários e líderes do varejo nacional, sobretudo em segmentos intensivos em mão de obra, como comércio, alimentação, logística e serviços. Para muitos executivos, a discussão não pode ser conduzida apenas sob uma ótica ideológica ou emocional, mas sim com base em produtividade, eficiência operacional e preservação da atividade econômica.

    Na visão do empresário Ricardo Nunes, um dos nomes mais conhecidos do empreendedorismo brasileiro, o debate precisa considerar a realidade de quem gera empregos no país e sustenta operações que funcionam praticamente de forma ininterrupta.

    “O empresário brasileiro já opera sob uma das cargas tributárias mais agressivas do mundo, além de enfrentar juros elevados, insegurança jurídica e custos trabalhistas extremamente altos. Quando se fala em reduzir jornada sem discutir aumento de produtividade, tecnologia, desoneração e eficiência, existe um risco real de pressionar ainda mais o custo Brasil e inviabilizar milhares de empresas, especialmente pequenas e médias”, afirma Ricardo Nunes, fundador do Grupo R1 e da Ricardo Eletro.

    Segundo ele, embora seja legítima a busca por mais qualidade de vida para o trabalhador, a discussão precisa ser madura e responsável para não gerar efeito contrário ao esperado. “O empresário não é inimigo do trabalhador. Muito pelo contrário. Quem empreende sabe a importância de equipes motivadas, descansadas e produtivas. Mas toda mudança estrutural precisa ser acompanhada de um plano econômico sustentável. Caso contrário, o impacto pode vir em forma de desemprego, informalidade, automação acelerada e fechamento de operações”, pontua.

    A proposta debatida na Câmara prevê a redução gradual da jornada atual de 44 horas para 40 horas semanais, sem redução salarial, além da garantia de dois dias de descanso remunerado por semana. O parecer também estabelece um período de adaptação para as empresas. 

    Para Ricardo Nunes, o Brasil deveria discutir simultaneamente mecanismos de compensação econômica para os setores mais afetados. “Países que reduziram jornada ao longo da história fizeram isso acompanhados de ganhos massivos de produtividade, inovação e ambiente econômico favorável. Não existe mágica. O empresário brasileiro quer evoluir, quer modernizar relações de trabalho, mas precisa ter previsibilidade e condições reais para absorver esse custo”, diz.

    O fundador do Grupo R1 também destaca que o varejo e os serviços possuem dinâmicas muito diferentes de setores industriais ou tecnológicos. “Uma loja aberta precisa de gente. Um restaurante funcionando precisa de equipe. Um centro logístico precisa operar. Em alguns setores, especialmente aqueles que já trabalham no limite operacional, possuem baixa produtividade, alta dependência de presença física contínua ou grande concentração de horários de pico, a redução da jornada pode aumentar a necessidade de novas contratações ou exigir uma reestruturação importante das escalas e dos processos internos. Por outro lado, empresas mais eficientes, organizadas e com gestão moderna conseguem absorver melhor essas mudanças sem necessariamente ampliar quadro. O grande ponto é que o debate precisa considerar as diferentes realidades do ambiente empresarial brasileiro”, explica. 

    Apesar das preocupações do setor produtivo, Ricardo Nunes acredita que o debate pode abrir espaço para uma transformação positiva nas relações de trabalho, desde que conduzido com equilíbrio. “O futuro do trabalho passa por produtividade, inteligência operacional, meritocracia, tecnologia e gestão eficiente. O Brasil precisa construir soluções modernas, e não apenas importar modelos sem considerar a realidade econômica nacional. O grande desafio é encontrar um caminho que preserve empregos, fortaleça empresas e também entregue dignidade ao trabalhador”, conclui.

    Sobre Ricardo Nunes

    Ricardo Nunes é um dos empresários mais reconhecidos do Brasil e uma voz de referência em empreendedorismo, varejo e estratégia econômica. Fundador de uma das marcas mais emblemáticas do  varejo  nacional e  empreendedor  serial com  décadas  de experiência prática, Nunes é amplamente respeitado por sua visão pragmática, resiliência empresarial e profundo conhecimento do ambiente de negócios brasileiro. Presença constante em debates sobre economia, liderança, recursos humanos e transformação de mercado, Ricardo Nunes se  consolida como  um  líder de opinião  que  conecta execução empresarial real com pensamento estratégico de longo prazo, defendendo crescimento ético, estabilidade institucional e o fortalecimento sustentável do empresariado no Brasil.

    Sobre o Grupo R1

    Fundado por Ricardo Nunes, o Grupo R1 é um ecossistema dedicado à formação, ao fortalecimento e à profissionalização do empresariado brasileiro. Com metodologia de vivência na prática, foco em resultados e visão ética de longo prazo, o grupo oferece programas, encontros seletos e experiências voltadas à construção de negócios sustentáveis em um mercado cada vez mais competitivo e dinâmico.

    Saiba mais

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  • O empresário Justo Dantas confirma presença em Livro Disruptivo

    O empresário Justo Dantas confirma presença em Livro Disruptivo

    O empresário Justo Dantas, um dos nomes mais inovadores do cenário empreendedor brasileiro, acaba de confirmar sua participação como coautor do livro “Disruptivo”, uma obra que reúne 25 líderes que transformaram mercados com ideias visionárias. O lançamento está previsto para setembro de 2025, em Balneário Camboriú, e promete ser um dos marcos literários do ano para quem busca inovação, liderança e estratégias disruptivas.

    Ao lado de referências como José Luiz Tejon, especialista em marketing e liderança; Sérgio Bertoluci, empresário do setor de saúde e bem-estar; e Marcos Rossi, palestrante e exemplo de superação e inovação, Justo Dantas trará sua experiência e visão para inspirar empreendedores e líderes a desafiar o convencional e impulsionar novas formas de pensar negócios e mercados.

    Quem é Justo Dantas?

    Natural do Rio Grande do Norte, Justo Dantas é um empreendedor versátil, inovador e multifacetado, com uma trajetória que o coloca entre os nomes de destaque do mercado nacional. CEO da Deway, empresa referência em tecnologia da informação, ele possui mais de 14 anos de experiência no desenvolvimento de aplicativos e soluções digitais, impactando diretamente a forma como empresas operam no ambiente tecnológico.

    Além disso, Dantas é fundador da Construtora BMAAR, pioneira na construção de destinos glampings e cápsulas, trazendo um conceito inovador para o setor imobiliário. No universo das bebidas premium, criou o Alltop Gin, uma marca sofisticada que incorpora ouro 24 quilates em sua composição. No varejo tecnológico, é proprietário da MacBook Fortaleza, loja referência em produtos Apple, reconhecida como a melhor avaliada no Google no Brasil.

    Seu espírito empreendedor não se limita apenas à tecnologia e aos negócios. Ele também atua como diretor da Associação Brasileira de Sommeliers, reforçando sua atuação diversificada e sua paixão por experiências sofisticadas. Com formação em Marketing e atualmente cursando uma Especialização em Direito Tributário, Justo combina conhecimento técnico com uma visão estratégica ampla, sempre voltada para a inovação e o crescimento sustentável.

    Casado e pai de Sofia, Justo divide sua rotina intensa com momentos de lazer ao lado da família e de seu fiel companheiro, Dom, seu cachorro. Para ele, o trabalho é um dos pilares fundamentais do sucesso, e sua filosofia de vida se baseia na responsabilidade, no propósito bem definido e na geração de riqueza por meio da inovação.

    Do Mundo dos Negócios para a Literatura

    Dantas não é apenas um empreendedor de sucesso; ele também é autor do livro “Em Busca da Construção de Si Mesmo”, onde compartilha suas reflexões sobre crescimento pessoal e profissional. Sua escrita reflete sua trajetória — repleta de desafios, aprendizados e, acima de tudo, a capacidade de transformar ideias em realidade.

    Agora, com sua participação em “Disruptivo”, obra idealizada pela escritora e empresária Marcella Zorzo, ele reforça seu compromisso em compartilhar conhecimento e estimular novas formas de inovação. O livro se destaca por sua abordagem interdisciplinar, conectando líderes de diferentes setores para gerar insights valiosos, fomentar o pensamento estratégico e fortalecer a capacidade de inovação dos profissionais que querem estar à frente no mercado.

    O lançamento da obra promete ser um evento grandioso, reunindo alguns dos nomes mais influentes do empreendedorismo e da inovação. Justo Dantas, com sua visão transformadora, se consolida ainda mais como um líder que não apenas constrói negócios, mas também inspira uma nova geração de empreendedores.

    https://www.instagram.com/justodantas

  • Arma usada por motorista que atirou em carro durante briga de trânsito foi furtada de casa de guarda municipal, diz polícia

    Arma usada por motorista que atirou em carro durante briga de trânsito foi furtada de casa de guarda municipal, diz polícia

    Segundo a Polícia Civil, Adriano Domingues da Costa será indiciado por porte de arma com numeração suprimida, receptação e tentativa de homicídio. Ele estava preso desde junho, mas foi solto após habeas corpus.

    A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Itapetininga (SP) identificou que a arma utilizada pelo empresário Adriano Domingues da Costa, que atirou em um carro durante uma briga de trânsito na Rodovia Castello Branco (SP-280), em Boituva (SP), no dia 14 de junho, havia sido roubada da casa de um guarda municipal de Taboão da Serra (SP), em 2018.

    Segundo a Polícia Civil, que concluiu as investigações do caso, Adriano será indiciado por três crimes: porte de arma com numeração suprimida, receptação e tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil.

    A Polícia Civil pediu a prisão preventiva de Adriano e aguarda a decisão da justiça sobre o pedido, não há prazo para manifestação do juiz.

    Ainda conforme a DIG, os laudos periciais apontaram que a blindagem do veículo das vítimas não tinha eficácia absoluta e que a repetição de disparos e a coronhada que Adriano deu no vidro possibilitariam a fragilização da blindagem. Com isso, em teoria, os projéteis poderiam atravessar o vidro.

    Solto pela Justiça
    Adriano chegou a ser preso no dia 19 de junho, em Alumínio (SP), enquanto estava a caminho de Itapetininga para se entregar à polícia, mas conseguiu um habeas corpus e, agora, responde aos crimes em liberdade.

    De acordo com a decisão da Justiça, o investigado colaborou com as investigações e entregou a arma que teria utilizado para efetuar os disparos.

    “Portanto, não se justifica a manutenção da prisão temporária somente com base na repercussão social e clamor público, observando-se que o passaporte do investigado foi apreendido, não havendo risco de fuga ou de que poderá atrapalhar a investigação”, diz o documento.

    Já a advogada do casal Gabrielle Gimenez e William Isidoro, que teve o carro atingido pelos tiros durante a briga de trânsito, disse que os dois “estão com muito medo” desde que Adriano foi solto pela Justiça.

    Relembre o caso

    Nas imagens da briga, é possível ver o momento em que Adriano dispara três vezes contra o carro do casal William e Gabrielle (assista acima). Um tiro foi na direção da passageira Gabrielle – que não se feriu – e outros dois no pneu do veículo.

    1. Batida entre os veículos

    Segundo a Polícia Civil, tudo começou entre 13h30 e 14h de sexta-feira, dia 14 de junho, na Rodovia Castello Branco (SP-280), em Boituva.

    Segundo o casal William e Gabrielle, o carro deles teve a lateral atingida pelo veículo de Adriano. Após o impacto, o casal teria feito contato com Adriano solicitando uma parada para checar os danos da batida.

    Já a defesa de Adriano alega que William atingiu a traseira da caminhonete dele primeiro e, durante 40 minutos, teria seguido o veículo e ameaçado a família dele. Adriano, a esposa e os filhos estavam viajando para o interior do estado para comemorar o aniversário de casamento do casal.

    2. Primeira parada

    Conforme a defesa do casal, em determinado momento, os dois carros pararam às margens da rodovia para que os motoristas se acertassem, porém, uma discussão começou. Foi então que, segundo eles, Adriano desceu armado do veículo e deu uma coronhada no vidro do passageiro do carro do casal, onde Gabrielle estava sentada.

    Nos vídeos que circulam nas redes sociais é possível ver Adriano dando as coronhadas com a arma na janela e questionando: “o que você quer, filho da p*? Tá feliz, seu filho da p*?”. Por fim, ele e a mulher voltaram para o veículo.

    3. Segunda parada

    Um pouco mais à frente da rodovia, os carros pararam mais uma vez, segundo a advogada do casal. Desta vez, Adriano pediu que as vítimas abaixassem os vidros e, quando não obedeceram, ele se afastou do veículo e disparou contra o pneu e o vidro dianteiro do carro das vítimas.

    Conforme a defesa de William e Gabrielle, foram cinco disparos ao todo, com a intenção de atingir o casal. Também é possível ver este momento nos vídeos divulgados na internet. Depois disso, todos foram embora e ninguém se feriu.

    4. Pedido de prisão temporária

    Com base nas imagens que circulam na internet, um boletim de ocorrência foi registrado pela Polícia Civil por tentativa de homicídio por motivo fútil. Além disso, uma solicitação foi feita pela polícia à Justiça, que decretou a prisão temporária de Adriano. O motorista foi considerado foragido.

    5. Carro apreendido em pousada

    Ainda no sábado, dia 15 de junho, a Polícia Civil apreendeu o veículo do suspeito em uma pousada em Piraju (SP), a cerca de 215 quilômetros de distância de Boituva. Segundo a corporação, Adriano fugiu do local antes da chegada da equipe.

    6. Busca e apreensão na casa do suspeito

    Já no domingo, dia 16, de junho, os policiais cumpriram um mandado de busca e apreensão na casa do suspeito em Mairiporã (SP).

    No endereço, foram apreendidos um cofre, uma tonfa – tipo de arma branca originária das artes marciais de Okinawa, no Japão – e o passaporte de Adriano. Imagens de câmeras de segurança registraram a ação da polícia no imóvel.

    Em um pronunciamento, o advogado do suspeito na época, Luiz Carlos Tucho de Souza, criticou a ação da polícia durante o cumprimento do mandado.

    “Não havia a menor necessidade de se invadir uma casa desse jeito. Deviam ter tocado a campainha. Havia pessoas na casa naquele momento, inclusive duas crianças. Arrebentaram o portão, estouraram a porta da frente”, alega.

    Em nota, a comunicação social da Polícia Civil de Itapetininga disse que a ação dos policiais foi pautada na legalidade desde o início e que os agentes deram cumprimento a um legítimo mandado judicial de busca e apreensão no endereço domiciliar.

    7. Arma entregue à polícia

    Já na tarde de segunda-feira, dia 17, o advogado de Adriano entregou a arma usada no crime à polícia. Trata-se de uma pistola calibre.380, com numeração raspada.

    Além disso, a Delegacia Seccional de Itapetininga informou que o motorista não tem porte nem registro da arma.

    8. Adriano é preso em Alumínio

    Adriano foi preso em Alumínio, no dia 19 de junho. Segundo a polícia, ele teve o carro interceptado por policiais e acabou detido, pois havia um mandado de prisão contra ele. Conforme apurado pela TV TEM, Adriano estava a caminho da delegacia de Itapetininga, onde iria se entregar.

    No dia 20 de junho, após a audiência de custódia, Adriano foi transferido para a cadeia de Capão Bonito (SP), onde deveria ficar por 30 dias.

    9. Empresário deixa a prisão

    O empresário foi solto pela Justiça no início de julho. Segundo a Polícia Civil, a defesa do empresário fez o pedido de soltura e a Justiça revogou a prisão temporária. Agora, o empresário responde em liberdade. De acordo com a Civil, a sentença foi publicada no dia 5 de julho.

     

  • Caso do Porsche: Motorista preso acusado de beber e provocar acidente com morte em SP será interrogado em agosto pela Justiça

    Caso do Porsche: Motorista preso acusado de beber e provocar acidente com morte em SP será interrogado em agosto pela Justiça

    Interrogatório de Fernando Sastre de Andrade Filho foi marcado para 2 de agosto às 16h. Empresário, que está preso preventivamente na Penitenciária de Tremembé, no interior do estado, deverá ser ouvido por videoconferência a pedido da sua defesa.

    O motorista do Porsche, acusado de beber e causar um acidente trânsito a mais de 100 km/h que deixou um homem morto e outro ferido, em 31 de março, na Zona Leste de São Paulo, será interrogado às 16h do dia 2 de agosto pela Justiça.

    Como Fernando Sastre de Andrade Filho está preso preventivamente na penitenciária de Tremembé, no interior paulista, existe a possibilidade de que ele seja ouvido por videoconferência, direto da prisão, a pedido de sua defesa.

    O empresário já acompanhou por um monitor de TV direto de Tremembé a primeira audiência do caso, que ocorreu na última sexta-feira (28). A sessão foi presidida pelo juiz Roberto Zanichelli Cintra, da 1ª Vara do Júri, e ocorreu no Fórum Criminal da Barra Funda, Zona Oeste da capital.

    Fernando Filho é réu no processo no qual responde pelos crimes de homicídio por dolo eventual (por ter assumido o risco de matar o motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana) e lesão corporal gravíssima (ao ferir gravemente seu amigo, o estudante de medicina Marcus Vinicius Machado Rocha).

    Foram ouvidas 17 das 25 testemunhas previstas, sendo 10 de acusação e 7 de defesa. As demais foram dispensadas, pois não tinham informações a acrescentar.

    A audiência de instrução serve para a Justiça decidir se há indícios de crime para levar o empresário a julgamento popular.

    O empresário é acusado pelo Ministério Público de dirigir embriagado e em alta velocidade e assumir o risco de matar e ferir pessoas. A acusação é feita pela promotora Monique Ratton.

    “A instrução decorreu bem, foram ouvidas todas as testemunhas necessárias e que os relatos trazidos nas investigações policiais foram confirmados em juízo pelas testemunhas de acusação. Nesse sentido, o Ministério Público confia no Poder Judiciário e espera a pronúncia do acusado com a conclusão de mais essa etapa”, falou Monique.

    “A defesa espera a decisão de homicídio culposo, pois , todos os casos similares, independentemente do carro usado , são considerados culposos. Esperamos um julgamento legalista e não populista”, disse ao g1 o advogado Jonas Marzagão.

    “Espero que seja ratificada a investigação policial”, falou à reportagem o advogado José Luiz Sotero dos Santos, que defendem os interesses da família de Ornaldo.

    Antes do acidente, Fernando Filho dirigia o Porsche Carrera a 156, 4 km/h, segundo a perícia da Polícia Técnico-Científica. Ornaldo teve o Renault Sandero atingido por trás pelo carro de luxo guiado por Fernando a 114 km/h na Avenida Salim Farah Maluf, no Tatuapé. O limite para a via é de 50 km/h. Câmeras de segurança também gravaram o momento da batida.

    Em entrevista ao Fantástico, antes de ser preso, e em depoimento à polícia, Fernando Filho disse que não correu com o Porsche, mas não soube informar qual era a velocidade que estava.

    Outras testemunhas ouvidas pelo 30º Distrito Policial (DP), Tatuapé, disseram que o Porsche corria bastante. Dirigir em alta velocidade e embriagado são crimes de trânsito graves. Principalmente quando ocorre um acidente com morte. Nesse caso, correr e beber seriam agravantes.

    Um novo vídeo, obtido pelo g1, mostra Fernando Filho dentro do Porsche dizendo “vamos jogar sinuca” com voz pastosa para a namorada e um casal de amigos, ao sair de uma casa de pôquer, 13 minutos antes de causar o acidente que matou Ornado e feriu Marcus. Quem gravou o vídeo foi a namorada de Marcus.

    Além das testemunhas, Marcus e sua namorada também contaram à polícia que Fernando Filho havia tomado bebida alcoólica antes do acidente e tinha sinais de embriaguez. O empresário negou ter bebido, tanto em depoimento à Polícia Civil quanto em entrevista ao Fantástico. A namorada do motorista do Porsche também disse à investigação que ele não bebeu.

    Imagens das câmeras corporais dos policiais militares que atenderam a ocorrência do acidente mostraram que eles não tinham o etilômetro, aparelho usado para aferir se um motorista bebeu. As body cams ainda registraram o momento que os agentes da Polícia Militar (PM) liberaram Fernando Filho sem passar pelo teste.

    Os PMs alegaram que a mãe de Fernando Filho havia dito a eles que precisava levar o filho para um hospital porque ele estaria ferido. Mas isso não ocorreu. A Corregedoria da Polícia Militar considerou que os agentes erraram ao liberar o motorista o Porsche sem fazer o bafômetro e os afastaram das ruas para responderem a processo disciplinar.

    Ainda pelas câmeras corporais dos PMs é possível ouvir um bombeiro conversando com os policiais militares após a liberação de Fernando Filho. Os agentes da PM e do Corpo de Bombeiros confirmam no diálogo que o motorista do Porsche e seu amigos estavam com sinais de embriaguez.

    Além dessa gravação, há um documento que está no processo no qual o bombeiro que atendeu a ocorrência menciona que Fernando Filho e Marcus estavam bêbados.

    Empresário é investigado por agressão a ex-madrasta

    A Polícia Civil de São Paulo abriu em maio de 2024 um novo inquérito para investigar Fernando Filho. Desta vez, ele é investigado pela 5ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) por suspeita de lesão corporal contra a e ex-madrasta, Eliziany Silva.

    Segundo ela, o crime ocorreu em 2 de janeiro de 2018, quando o empresário tinha 18 anos. Eliziany acusou Fernando Filho de agredi-la no rosto com um celular e chutar o joelho dela, a deixando com um hematoma. Isso ocorreu durante uma discussão entre eles, na qual o enteado passou a filmá-la com o telefone.

    Ela contou na DDM que teve uma “união estável” de mais de dez anos com o pai do rapaz, o também empresário Fernando Sastre de Andrade. O casal se separou em 2019.

    Ainda de acordo com a então madrasta de Fernando Filho, o pai dele também a agrediu naquele mesmo dia. Segundo Eliziany, ele havia esganado ela horas antes quando estavam num hotel em Florianópolis, em Santa Catarina.

    Todas as imagens foram entregues por ela para a investigação. O g1 também não localizou Eliziany para falar do caso.

     

  • Thiago Brennand é transferido para o ‘presídio dos famosos’ em Tremembé, SP

    Thiago Brennand é transferido para o ‘presídio dos famosos’ em Tremembé, SP

    Brennand já foi condenado em três processos de violência contra a mulher na capital paulista e no interior de São Paulo. Somadas, as sentenças chegam a 20 anos e dois meses de prisão e R$ 150 mil em indenizações.

    O empresário Thiago Brennand, que foi condenado em três processos de violência contra a mulher e tem sentenças que somadas ultrapassam 20 anos de prisão, foi transferido nesta quarta-feira (26) para a Penitenciária 2 de Tremembé, no interior de São Paulo. O local é conhecido como o “presídio dos famosos”, por receber presos de casos de grande repercussão.

    O g1 apurou que Brennand estava preso no CDP de Pinheiros 1, na capital paulista, e deu entrada na Penitenciária Dr. José Augusto César Salgado, a P2, por volta das 10h50 desta quarta-feira (26), após liberação da Justiça.

    Em procedimento padrão da unidade prisional, Brennand ficará isolado dos outros presos. Ele já foi colocado sozinho em uma cela de cerca de oito metros quadrados, onde passará o período de inclusão. Somente depois de dez dias deve ter contato com os outros detentos da unidade.

    A penitenciária onde ele está é conhecida por abrigar presos em casos de grande repercussão, como o ex-jogador Robinho, Fernando Sastre – o motorista do Porsche – e Cristian Cravinhos, por exemplo, para garantir a segurança e a privacidade dos internos. A unidade, no modelo atual, foi criada após desativação do Carandiru.

    O empresário Thiago Brennand já foi condenado em três processos de violência contra a mulher na capital paulista e no interior de São Paulo. Somadas, as sentenças chegam a 20 anos e dois meses de prisão e R$ 150 mil em indenizações.

    Ao todo, Brennand respondia a nove processos criminais. Destes, três já foram sentenciados e dois foram arquivados após um acordo dentre as partes, sendo um por ameaça contra o caseiro de uma propriedade em um condomínio de luxo, e outro por injúria contra um garçom de um hotel.

    Ao g1, o advogado Roberto Podval, que faz a defesa de Brennand, informou que a transferência foi solicitada pelo detento à Justiça.

    Relembre, abaixo, cada condenação do empresário:
    Estupro contra norte-americana
    A primeira sentença de Brennand foi proferida em outubro de 2023. O empresário foi condenado a 10 anos e seis meses de prisão pelo crime de estupro contra uma norte-americana que mora no Brasil e não teve a identidade revelada.

    Segundo o Ministério Público, ela conheceu o empresário quando pretendia adquirir um cavalo e alega ter sido estuprada por Brennand na mansão dele, em um condomínio de Porto Feliz (SP).

    A decisão da Justiça de São Paulo, proferida pelo juiz Israel Salu, do Fórum de Porto Feliz, também determina que Brennand deve indenizar a vítima por danos morais no valor de R$ 50 mil.

    O magistrado do caso cita o artigo 213 do Código Penal para a condenação, que é quando o réu constrange alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso, o estupro.

    A primeira audiência deste processo foi realizada no dia 30 de maio, quando o juiz ouviu a vítima e três testemunhas de defesa. Já a segunda audiência foi realizada no dia 21 de junho, data em que Brennand prestou depoimento, assim como o filho dele e uma empregada doméstica, que foram arrolados como testemunhas.

    Sobre este caso, a defesa de Brennand informou na época, em nota, que a condenação foi “fundamentada apenas na palavra da vítima, completamente dissociada de todos os elementos de prova colhidos durante a instrução, os quais demonstraram de forma cristalina que o acusado nunca praticou violência sexual”.

    Agressão em academia

    Quase um mês depois, no dia 1º de novembro, o juiz Henrique Vergueiro Loureiro proferiu a segunda condenação do empresário. Desta vez, o crime ocorreu na capital paulista. Brennand foi condenado a um ano e oito meses de prisão, em regime semiaberto, por agredir uma mulher em uma academia de ginástica que fica dentro de shopping de luxo.

    As violências foram filmadas por câmeras de segurança e o caso foi revelado pelo Fantástico em agosto de 2022. (Veja o vídeo acima).

    Na decisão, o juiz também determinou o pagamento R$ 50 mil de indenização à vítima. A sentença foi baseada em artigo do Código Penal para crimes cometidos em função da condição de gênero, que significa que a vítima foi alvo pelo simples fato de ser mulher.

    A lei de 2021 aumentou a pena para esse tipo de crime. Antes, era de três meses até três anos. Agora, pode variar de um até quatro anos.

    Apesar de a condenação ser em regime semiaberto, ele continuou preso por conta da condenação pelo crime de estupro. Sobre este caso, Roberto Podval, advogado de Brennand, informou na época que o empresário “lamenta o episódio” e que vão recorrer “do que entendemos ser exagerado”.

    Em nota, o advogado da vítima disse que sua cliente recebeu emocionada a notícia da condenação.

    “A vítima, emocionada, recebeu com serenidade a notícia de que, finalmente o réu Thiago foi condenado. Representa o fim da impunidade. No tocante ao afastamento do crime de corrupção de menores, iremos interpor recurso ao Tribunal de Justiça pois, em nosso entendimento, o crime ocorreu conforme descrito na denúncia, bem como iremos requerer a majoração da pena de lesão corporal. No mais, seguimos confiantes na Justiça e na luta incansável pelo fim da impunidade a toda forma de violência contra a mulher”, diz o texto assinado pelos advogados Márcio Cezar Janjacomo, João Vinicius Manssur e Marcelo Luis Roland Zovico.

    Estupro contra massagista
    A terceira e mais recente condenação de Thiago Brennand foi divulgada no dia 18 de janeiro deste ano. O empresário foi condenado a oito anos de prisão por estupro em regime inicial fechado. A vítima é uma massagista que alega ter sido estuprada pelo empresário na mansão dele, em um condomínio de Porto Feliz. A sentença ainda cabe recurso.

    A decisão da Justiça de São Paulo, proferida pela juíza Raisa Alcântara Cruvinel Schneidero, do Fórum de Porto Feliz (SP), determina que Brennand deve indenizar a vítima por danos morais no valor de R$ 50 mil.

    Conforme apurado pelo g1, a massagista foi até a casa do empresário após ser contratada por ele. Após perceber a presença de diversas armas, a vítima foi levada para um quarto e estuprada ao se recusar a manter relações sexuais sem preservativo.

    Na sentença, a juíza reconheceu a periculosidade de Brennand por ter tentado intimidar a vítima após o estupro.

    O processo contou com três audiências que foram realizadas entre julho e agosto. A primeira ocorreu no dia 28 de julho, quando a vítima e testemunha de acusação foram ouvidas.

    A segunda ocorreu no dia 7 de agosto e foi conduzida pelo juiz Israel Salu. Ao todo, cinco testemunhas de defesa foram ouvidas. Já a terceira e última audiência referente ao caso foi realizada no dia 25 de agosto de 2023, quando Brennand foi interrogado.

  • Nutricionista Desabafa: ‘Fiquei sem Reação’ após Ser Vítima de Importunação Sexual por Empresário

    Nutricionista Desabafa: ‘Fiquei sem Reação’ após Ser Vítima de Importunação Sexual por Empresário

    Nutricionista relata sensações de raiva, impotência e tristeza após ser vítima de importunação sexual ao sair do trabalho em Fortaleza

    Larissa Duarte, nutricionista que denunciou um empresário por importunação sexual, descreveu sua indignação e angústia ao ser tocada sem consentimento ao sair do trabalho em um prédio comercial no bairro Aldeota, Fortaleza. Em entrevista à TV Verdes Mares, Larissa compartilhou sua experiência pela primeira vez desde o incidente ocorrido em 15 de fevereiro.

    Câmeras de segurança registraram o momento em que o agressor aproveitou que Larissa saía do elevador para tocar suas nádegas, além de capturarem a placa do carro utilizado pelo homem. Larissa expressou incredulidade diante da situação, especialmente considerando o ambiente monitorado por câmeras.

    Ao se pronunciar sobre o ocorrido, Larissa descreveu sua reação inicial como um misto de choque e raiva, ressaltando a falta de segurança que sentiu mesmo em um local comercial com monitoramento. Ela denunciou o crime imediatamente, registrando um boletim de ocorrência.

    O caso está sendo investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher de Fortaleza como importunação sexual, com possível pena de três a seis anos de prisão em caso de condenação. Larissa enfatizou a importância de responsabilizar o agressor, não apenas por justiça pessoal, mas também como um exemplo para impedir que outros homens ajam da mesma maneira.

    O empresário denunciado, identificado como Israel Leal Bandeira, consultor em uma empresa de investimento, teve suas redes sociais desativadas após a denúncia, e a empresa onde trabalhava, M7 Investimentos, o afastou de suas atividades. O contato com a defesa do acusado não foi possível até o momento.

    Larissa também compartilhou detalhes do incidente nas redes sociais, revelando que o agressor fugiu após ela começar a gritar. As câmeras do prédio registraram o homem correndo em direção ao estacionamento após o ocorrido no elevador. O relato de Larissa gerou grande repercussão online, evidenciando a frequência desses incidentes e a necessidade de medidas para prevenir e punir tais comportamentos.

  • Detido por embriaguez e filho de ex-prefeito: quem é o empresário preso pela PF em SP na Lesa Pátria

    Detido por embriaguez e filho de ex-prefeito: quem é o empresário preso pela PF em SP na Lesa Pátria

    Diogo Arthur Galvão foi preso em Campinas e transferido para o Cento de Detenção Provisória de Hortolândia, onde vai aguardar julgamento do STF.

    Preso nesta quinta-feira (29) pela Polícia Federal em Campinas (SP) por suspeita de financiar os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, o empresário Diogo Arthur Galvão tem 36 anos e administra uma marcenaria da família que fabrica móveis planejados na cidade.

    Segundo a PF, Diogo foi preso preventivamente no bairro Cambuí na manhã desta quinta e em seguida foi transferido para o Centro de Detenção Provisória de Hortolândia (SP). O g1 procurou representantes do empresário, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem.

    É a segunda vez que o empresário é alvo da PF por participação na tentativa de golpe em Brasília. Em janeiro de 2023, agentes já tinham cumprido mandados contra o investigado em uma das primeiras fase da Operação Lesa Pátria.

    Embriaguez ao voltante
    Além da Operação Lesa Pátria, o empresário tem uma passagem na polícia por embriaguez ao volante. Em 2019, Diogo Arthur Galvão foi detido pela Polícia Militar no município de Piumhi (MG).

    Segundo a acusação do Ministério Público, que o g1 teve acesso nesta quinta, o empresário dirigia um veículo de luxo da marca Mercedes Benz com sinais visíveis de embriaguez quando foi parado pela PM.

    “Durante a abordagem, os militares visualizaram cinco garradas de cervejas vazias e um copo de vidro no interior do veículo e também verificaram que Diogo apresentava sinais de embriaguez, motivo pela qual foi solicitada a realização de teste de alcoolemia. Diogo negou a realização do exame e posteriormente, em sede policial, desejou permanecer em silêncio”, diz trecho da denúncia.

    Diogo foi levado à delegacia, pagou fiança e foi liberado. Ainda assim, foi denunciado pelo MP pelo crime de embriaguez ao volante e aguarda sentença da Justiça de Minas Gerais.

    Pai é ex-prefeito
    Segundo a Justiça, Diogo é filho do empresário Argemiro Rodrigues Galvão, prefeito de Santana da Vargem (MG) de 2005 a 2012. Em 2016, Argemiro tentou se candidatar a um novo mandato, mas teve a candidatura indeferida pela Justiça Eleitoral por conta das reprovações das contas da Prefeitura quando era prefeito.

    “Argemiro Rodrigues Galvão também teve as suas contas do ano de 2005 desaprovadas pelo legislativo municipal, em ato publicado em 2014, e promoveu a abertura de crédito suplementar sem autorização do legislativo”, disse a Justiça Eleitoral.
    Operação Lesa Pátria
    Em todo o Brasil, 34 mandados, incluindo três de prisão, são cumpridos na nova fase da operação Lesa Pátria. Outros sete alvos devem ser monitorados por tornozeleira eletrônica – como uma alternativa à prisão.

    Esses mandados são cumpridos em Mato Grosso do Sul (1), Paraná (3), Rio Grande do Sul (1), São Paulo (1) e Minas Gerais (1). Há, também, 24 mandados de busca e apreensão em Tocantins (8), São Paulo (6), Mato Grosso do Sul (2), Paraná (3), Rio Grande do Sul (1), Minas Gerais (1), Espírito Santo (1) e no Distrito Federal (2).

    Ainda de acordo com a PF, a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes também determina o bloqueio de bens dos investigados – para que, se houver decisão judicial, seja possível ressarcir o patrimônio público pelos danos dos atos golpistas.

    A estimativa dos Três Poderes é de que o prejuízo aos cofres públicos tenha ultrapassado os R$ 40 milhões.

     

  • Caso Brennand: condenações de empresário somam mais de 20 anos de prisão

    Caso Brennand: condenações de empresário somam mais de 20 anos de prisão

    Ao todo, Brennand respondia a nove processos criminais. Destes, três já foram sentenciados e dois foram arquivados. Entenda, abaixo, cada condenação do empresário, que continua preso no CDP I de Pinheiros.

    O empresário Thiago Brennand já foi condenado em três processos de violência contra a mulher na capital paulista e no interior de São Paulo. Somadas, as sentenças chegam a 20 anos e dois meses de prisão e R$ 150 mil em indenizações. O empresário está preso no CDP I de Pinheiros, na Capital.

    Ao todo, Brennand respondia a nove processos criminais. Destes, três já foram sentenciados e dois foram arquivados após um acordo dentre as partes, sendo um por ameaça contra o caseiro de uma propriedade em um condomínio de luxo, e outro por injúria contra um garçom de um hotel.

    Entenda, abaixo, cada condenação do empresário:

    Estupro contra norte-americana
    A primeira sentença de Brennand foi proferida em outubro de 2023. O empresário foi condenado a 10 anos e seis meses de prisão pelo crime de estupro contra uma norte-americana que mora no Brasil e não teve a identidade revelada.

    Segundo o Ministério Público, ela conheceu o empresário quando pretendia adquirir um cavalo e alega ter sido estuprada por Brennand na mansão dele, em um condomínio de Porto Feliz (SP).

    A decisão da Justiça de São Paulo, proferida pelo juiz Israel Salu, do Fórum de Porto Feliz, também determina que Brennand deve indenizar a vítima por danos morais no valor de R$ 50 mil.

    O magistrado do caso cita o artigo 213 do Código Penal para a condenação, que é quando o réu constrange alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso, o estupro.

    A primeira audiência deste processo foi realizada no dia 30 de maio, quando o juiz ouviu a vítima e três testemunhas de defesa. Já a segunda audiência foi realizada no dia 21 de junho, data em que Brennand prestou depoimento, assim como o filho dele e uma empregada doméstica, que foram arrolados como testemunhas.

    Sobre este caso, a defesa de Brennand informou, em nota, que a condenação foi “fundamentada apenas na palavra da vítima, completamente dissociada de todos os elementos de prova colhidos durante a instrução, os quais demonstraram de forma cristalina que o acusado nunca praticou violência sexual”.

    Agressão em academia

    Quase um mês depois, no dia 1º de novembro, o juiz Henrique Vergueiro Loureiro proferiu a segunda condenação do empresário. Desta vez, o crime ocorreu na capital paulista. Brennand foi condenado a um ano e oito meses de prisão, em regime semiaberto, por agredir uma mulher em uma academia de ginástica que fica dentro de shopping de luxo.

    As violências foram filmadas por câmeras de segurança e o caso foi revelado pelo Fantástico em agosto de 2022. (Veja o vídeo acima).

    Na decisão, o juiz também determinou o pagamento R$ 50 mil de indenização à vítima. A sentença foi baseada em artigo do Código Penal para crimes cometidos em função da condição de gênero, que significa que a vítima foi alvo pelo simples fato de ser mulher.

    A lei de 2021 aumentou a pena para esse tipo de crime. Antes, era de três meses até três anos. Agora, pode variar de um até quatro anos.

    Apesar de a condenação ser em regime semiaberto, ele continuou preso por conta da condenação pelo crime de estupro. Sobre este caso, Roberto Podval, advogado de Brennand, informou que o empresário “lamenta o episódio” e que vão recorrer “do que entendemos ser exagerado”.

    Em nota, o advogado da vítima disse que sua cliente recebeu emocionada a notícia da condenação.

    “A vítima, emocionada, recebeu com serenidade a notícia de que, finalmente o réu Thiago foi condenado. Representa o fim da impunidade. No tocante ao afastamento do crime de corrupção de menores, iremos interpor recurso ao Tribunal de Justiça pois, em nosso entendimento, o crime ocorreu conforme descrito na denúncia, bem como iremos requerer a majoração da pena de lesão corporal. No mais, seguimos confiantes na Justiça e na luta incansável pelo fim da impunidade a toda forma de violência contra a mulher”, diz o texto assinado pelos advogados Márcio Cezar Janjacomo, João Vinicius Manssur e Marcelo Luis Roland Zovico.

    Estupro contra massagista
    A terceira e mais recente condenação de Thiago Brennand foi divulgada na quinta-feira (18). O empresário foi condenado a oito anos de prisão por estupro em regime inicial fechado. A vítima é uma massagista que alega ter sido estuprada pelo empresário na mansão dele, em um condomínio de Porto Feliz. A sentença ainda cabe recurso.

    A decisão da Justiça de São Paulo, proferida pela juíza Raisa Alcântara Cruvinel Schneidero, do Fórum de Porto Feliz (SP), determina que Brennand deve indenizar a vítima por danos morais no valor de R$ 50 mil.

    O processo contou com três audiências que foram realizadas entre julho e agosto. A primeira ocorreu no dia 28 de julho, quando a vítima e testemunha de acusação foram ouvidas.

    A segunda ocorreu no dia 7 de agosto e foi conduzida pelo juiz Israel Salu. Ao todo, cinco testemunhas de defesa foram ouvidas. Já a terceira e última audiência referente ao caso foi realizada no dia 25 de agosto de 2023, quando Brennand foi interrogado.

  • Reconstruindo o Mercado: Reflexões de Pablo Roccha sobre a Crise e suas Implicações

    Reconstruindo o Mercado: Reflexões de Pablo Roccha sobre a Crise e suas Implicações

    Nos últimos meses, o setor varejista brasileiro tem enfrentado um turbilhão de desafios, catalisados primordialmente pela crise financeira da Americanas S.A. Este episódio não apenas abalou as estruturas do mercado financeiro, mas também acendeu um alerta sobre as práticas de gestão e transparência no ambiente corporativo do Brasil. 

    No âmago dessa crise, encontram-se questões intrincadas sobre o acesso ao crédito, a confiança dos investidores, a sustentabilidade empresarial e o comportamento do consumidor.

    A análise a seguir, conduzida por Pablo Douglas Augusto Rocha, mergulha nas profundezas desta situação, examinando como a crise da Americanas desencadeou uma série de reações em cadeia, afetando não apenas os envolvidos diretos, mas todo o ecossistema empresarial e financeiro do país. 

    O objetivo é entender as implicações desta crise não apenas no curto prazo, mas também suas consequências a longo prazo para o mercado de varejo e financeiro brasileiro.

    A partir de uma perspectiva abrangente, este artigo busca dissecar os principais aspectos e reflexos da crise. 

    Serão abordados desde os impactos imediatos na credibilidade e solvência das empresas de varejo, passando pelas mudanças nas práticas de crédito e nas regulações da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), até as tendências emergentes em investimentos internacionais e mudanças no comportamento do consumidor. 

    A Crise da Americanas e Seus Efeitos no Mercado Financeiro

    A crise financeira desencadeada pela recuperação judicial da Americanas S.A. ressoou como um alarme no mercado varejista e financeiro brasileiro, desvelando uma série de fragilidades sistêmicas.

     O impacto desta crise estende-se muito além da própria Americanas, afetando a percepção de risco, a confiança dos investidores e as estruturas de crédito no país. 

    A análise de Pablo Douglas Augusto Rocha visa desvendar as várias camadas deste evento e seu significado mais profundo para o mercado financeiro brasileiro.

    Impacto na Confiança do Mercado A notícia da recuperação judicial, acompanhada pela revelação de “inconsistências contábeis” significativas, abalou profundamente a confiança dos investidores. Este choque não se limitou à Americanas; ele reverberou através do mercado de varejo como um todo, levantando suspeitas sobre a solidez e transparência de outras grandes empresas do setor. Como Pablo Roccha observa, a crise da Americanas pode ser vista como um sintoma de problemas mais amplos na governança corporativa no Brasil.

    Desafios no Acesso ao Crédito Uma consequência imediata desta quebra de confiança foi o endurecimento das condições de crédito para as empresas de varejo. Bancos e instituições financeiras, enfrentando um ambiente de incerteza agravado, tornaram-se mais reticentes em estender crédito, especialmente para empresas com balanços financeiros menos sólidos ou transparentes. Esse fenômeno, conforme discutido por Pablo Douglas Rocha, tem implicações significativas para a liquidez e capacidade de investimento das empresas, podendo resultar em um ciclo vicioso de dificuldades financeiras e declínio operacional.

    Reações Regulatórias e de Mercado Em resposta à crise, espera-se que haja um aumento na regulamentação e fiscalização por parte de entidades como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Esta reação, embora necessária para restaurar a confiança do mercado, pode trazer desafios adicionais para as empresas, que agora enfrentarão um escrutínio mais rigoroso de suas práticas contábeis e financeiras. Como destacado por Pablo Roccha, este novo ambiente regulatório exigirá das empresas uma adaptação rápida, com ênfase em maior transparência e responsabilidade corporativa.

    O Papel do Crédito e a Fiscalização da CVM

    A crise da Americanas S.A. colocou em destaque o papel crítico do crédito no sustento e desenvolvimento do setor varejista, bem como a importância da fiscalização exercida pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no mercado financeiro brasileiro. 

    Neste contexto, Pablo Douglas Augusto Rocha explora como a crise impactou o ambiente de crédito e a atuação regulatória, delineando as implicações para o mercado e as empresas envolvidas.

    Restrição no Acesso ao Crédito A recuperação judicial da Americanas desencadeou uma reação cautelosa dos credores. Bancos e outras instituições financeiras, enfrentando um cenário de incerteza acentuada, restringiram o acesso ao crédito, especialmente para empresas com perfis de risco semelhantes. 

    Essa restrição afeta diretamente a capacidade das empresas de manterem operações, investirem em crescimento e, em alguns casos, sobreviverem. Conforme aponta Pablo Roccha, esta situação evidencia a delicada interdependência entre credibilidade corporativa e saúde financeira.

    Fiscalização Aumentada da CVM Em resposta à crise e às falhas de governança reveladas, espera-se que a CVM intensifique sua fiscalização e regulamentação. Este órgão, responsável por garantir a transparência e justiça no mercado de capitais, pode implementar medidas mais rigorosas para auditoria e divulgação financeira. Pablo Douglas Rocha ressalta que, embora essas medidas sejam essenciais para restaurar a confiança do mercado, elas também representam novos desafios para as empresas, que precisarão se adaptar a um ambiente regulatório mais exigente.

    Implicações para o Mercado Financeiro A combinação de crédito restrito e regulamentação mais rigorosa pode ter um efeito duplo no mercado. Por um lado, pode levar a uma maior estabilidade e confiança a longo prazo. Por outro, como observa Pablo Roccha, pode também desacelerar a dinâmica do mercado no curto prazo, afetando a liquidez e a capacidade de investimento. Empresas que já enfrentam dificuldades financeiras podem se encontrar em uma posição ainda mais precária.

    A Alternativa dos Investimentos Internacionais

    Em meio à crise financeira exacerbada pela situação da Americanas, uma solução potencial emerge: a busca por investimentos internacionais. 

    Pablo Douglas Augusto Rocha analisa esta abordagem, destacando como a captação de recursos financeiros de investidores estrangeiros pode ser uma alternativa viável para empresas brasileiras enfrentando desafios no mercado de crédito doméstico. 

    Apesar de ser uma rota menos explorada, esses investimentos internacionais, conhecidos como Aporte de Capital Internacional (ACI), podem oferecer oportunidades únicas, especialmente considerando a valorização de ativos brasileiros no mercado global.

    Conclusão Por Pablo Douglas Augusto Rocha

    A crise da Americanas e seus desdobramentos no mercado financeiro e varejista brasileiro revelam uma série de desafios e oportunidades. 

    A necessidade de maior transparência e governança corporativa, o papel crucial do crédito e da fiscalização regulatória, a emergência de investimentos internacionais como alternativa de financiamento e as mudanças no comportamento do consumidor são aspectos fundamentais nesse cenário. 

    Para Pablo Douglas Augusto Rocha, esta crise não é apenas um ponto de inflexão, mas também uma oportunidade para empresas e reguladores reavaliarem e fortalecerem suas práticas, visando um mercado mais resiliente e adaptativo aos desafios do século XXI.

  • Empresário corintiano que matou esposa palmeirense com 8 facadas após discussão por jogo de futebol será interrogado pela Justiça em SP

    Empresário corintiano que matou esposa palmeirense com 8 facadas após discussão por jogo de futebol será interrogado pela Justiça em SP

    Quarta audiência do caso está marcada para esta quarta (225). Justiça quer ouvir Leonardo Ceschini para decidir se ele vai a júri. Réu responde em liberdade por feminicídio por ter matado Érica Ceschini após discussão por futebol em 2021. Crime foi na frente dos filhos.

    A Justiça de São Paulo marcou para as 14h30 desta quarta-feira (22) a quarta audiência do caso do corintiano acusado de matar a esposa palmeirense com oito facadas após uma discussão por causa de um jogo de futebol há mais de dois anos. Ela ocorrerá no Fórum Criminal da Barra Funda, Zona Oeste da capital.

    O empresário Leonardo Souza Ceschini, de 34 anos, matou a representante comercial Érica Fernandes Alves Ceschini, também de 34 anos, em 31 de janeiro de 2021. Ele responde em liberdade ao crime de homicídio doloso qualificado por feminicídio, motivo fútil e meio cruel cometidos na frente de seus filhos.

    A expectativa é a de que o réu seja interrogado nesta quarta para dar a sua versão sobre o que aconteceu. Além dele, seu irmão também deverá prestar depoimento. O Ministério Público (MP) e os advogados de defesa do acusado falarão ainda na mesma audiência.

    Esta etapa do processo, chamada de audiência de instrução, serve para a Justiça decidir depois se há indícios de crime para levar o réu a julgamento popular. Se isso ocorrer, será marcada uma data para o júri.

    Três audiências

    A primeira audiência do caso ocorreu em 22 de novembro de 2021, mas foi suspensa à época por determinação da Justiça, que atendeu ao pedido do Ministério Público (MP) e adiou a sessão para que fosse realizado um laudo psicológico nos filhos gêmeos do casal.

    A segunda audiência ocorreu em 1º de março de 2023, já com o resultado do exame das crianças. O laudo indicou a possibilidade de os garotos terem visto o crime. Elas estavam no apartamento em que os pais moravam no momento do homicídio. Tinham cerca de 2 anos naquela ocasião.

    A terceira audiência ocorreu em 5 de julho deste ano, quando o policial militar que atendeu a ocorrência foi ouvido.

    O g1 não conseguiu localizar os advogados que defendem o acusado e nem os que atuam nos interesses da família da vítima. O promotor do caso também não foi encontrado.

    Marido corintiano e esposa palmeirense

    Leonardo é torcedor do Corinthians. Érica torcia pelo Palmeiras. O marido confessou o assassinato dizendo que os dois tinham discutido no dia seguinte à final da Copa Libertadores, em 30 de janeiro de 2021, na qual o Palmeiras foi campeão ao vencer o Santos por 1 a 0, no Rio. E que ele a matou para se defender dela.

    Vizinhos do casal acionaram a Polícia Militar (PM) depois de escutarem gritos no apartamento em que moravam com os gêmeos, no bairro São Domingos, Zona Norte da cidade. As crianças estavam no imóvel, segundo a acusação.

    Érica foi encontrada ensanguentada e morta, caída no chão da cozinha. O marido também estava ferido. Após dar uma versão de que a esposa o tinha esfaqueado e cometido suicídio, Leonardo confessou o crime. Ele deu três facadas no peito dela, quatro nas costas e uma numa das pernas.

    Ele falou que os dois tinham “desavenças devido cada um ser torcedor de time de futebol diferente”. E que a mulher o cortou com a faca, mas ele conseguiu pegá-la e a esfaqueou de volta, com “vários golpes que causaram a morte dela”. A faca foi apreendida (veja na foto acima).

    Réu solto

    Atualmente, Leonardo responde em liberdade pelo assassinato de Érica. O empresário chegou a ser preso em flagrante pela PM, mas foi solto em fevereiro de 2021 por decisão judicial. A alegação foi a de que o Ministério Público demorou para se manifestar sobre o caso.

    Em julho de 2021, o MP denunciou Leonardo pelo assassinato. Naquele mesmo mês, a Justiça aceitou a denúncia contra o acusado, tornando-o réu no processo.

    Quem é acusado por crimes dolosos contra a vida pode ser levado a julgamento popular, no qual sete jurados decidem se a pessoa deve ser condenada ou absolvida, cabendo ao juiz a aplicação da pena ou da sentença. Havendo condenação, a pena para assassinato pode chegar a 30 anos de prisão.

    Para o Ministério Público, “é certo que o denunciado agiu valendo-se de motivo fútil, qual seja, simples discussão familiar fomentada por rixa esportiva. O crime também foi perpetrado com emprego de meio cruel, visto ter sido a vítima atingida por diversas facadas, suportando sofrimento atroz e desnecessário”.

    Furto, filhos e família

    A Polícia Civil investiga ainda se, após o assassinato, o sogro de Érica furtou do apartamento em que ela morava com Leonardo: o carro dela, duas TVs, um micro-ondas, eletroeletrônicos e joias. O furto teria sido cometido enquanto o corpo da representante comercial era velado e sepultado, em 1º de fevereiro. A família da vítima gravou um vídeo para denunciar o furto (veja acima).

    A guarda dos filhos está com os avós maternos das crianças.