Tag: emprego

  • Escala 6×1 no centro do debate nacional reacende alerta do empresariado sobre produtividade, competitividade e sustentabilidade econômica

    Escala 6×1 no centro do debate nacional reacende alerta do empresariado sobre produtividade, competitividade e sustentabilidade econômica

    Para empresários, discussão precisa equilibrar qualidade de vida do trabalhador com a realidade operacional das empresas brasileiras, especialmente no varejo, serviços e pequenas operações

    A proposta que prevê o fim da escala 6×1 no Brasil voltou ao centro das discussões econômicas e políticas do país após o relator da comissão especial da Câmara apresentar parecer favorável à redução da jornada semanal para 40 horas, com dois dias de descanso e sem redução salarial, além de uma transição gradual de até 14 meses para implementação do novo modelo. 

    O tema, que mobiliza trabalhadores, sindicatos e setores políticos, também provoca forte reação entre empresários e líderes do varejo nacional, sobretudo em segmentos intensivos em mão de obra, como comércio, alimentação, logística e serviços. Para muitos executivos, a discussão não pode ser conduzida apenas sob uma ótica ideológica ou emocional, mas sim com base em produtividade, eficiência operacional e preservação da atividade econômica.

    Na visão do empresário Ricardo Nunes, um dos nomes mais conhecidos do empreendedorismo brasileiro, o debate precisa considerar a realidade de quem gera empregos no país e sustenta operações que funcionam praticamente de forma ininterrupta.

    “O empresário brasileiro já opera sob uma das cargas tributárias mais agressivas do mundo, além de enfrentar juros elevados, insegurança jurídica e custos trabalhistas extremamente altos. Quando se fala em reduzir jornada sem discutir aumento de produtividade, tecnologia, desoneração e eficiência, existe um risco real de pressionar ainda mais o custo Brasil e inviabilizar milhares de empresas, especialmente pequenas e médias”, afirma Ricardo Nunes, fundador do Grupo R1 e da Ricardo Eletro.

    Segundo ele, embora seja legítima a busca por mais qualidade de vida para o trabalhador, a discussão precisa ser madura e responsável para não gerar efeito contrário ao esperado. “O empresário não é inimigo do trabalhador. Muito pelo contrário. Quem empreende sabe a importância de equipes motivadas, descansadas e produtivas. Mas toda mudança estrutural precisa ser acompanhada de um plano econômico sustentável. Caso contrário, o impacto pode vir em forma de desemprego, informalidade, automação acelerada e fechamento de operações”, pontua.

    A proposta debatida na Câmara prevê a redução gradual da jornada atual de 44 horas para 40 horas semanais, sem redução salarial, além da garantia de dois dias de descanso remunerado por semana. O parecer também estabelece um período de adaptação para as empresas. 

    Para Ricardo Nunes, o Brasil deveria discutir simultaneamente mecanismos de compensação econômica para os setores mais afetados. “Países que reduziram jornada ao longo da história fizeram isso acompanhados de ganhos massivos de produtividade, inovação e ambiente econômico favorável. Não existe mágica. O empresário brasileiro quer evoluir, quer modernizar relações de trabalho, mas precisa ter previsibilidade e condições reais para absorver esse custo”, diz.

    O fundador do Grupo R1 também destaca que o varejo e os serviços possuem dinâmicas muito diferentes de setores industriais ou tecnológicos. “Uma loja aberta precisa de gente. Um restaurante funcionando precisa de equipe. Um centro logístico precisa operar. Em alguns setores, especialmente aqueles que já trabalham no limite operacional, possuem baixa produtividade, alta dependência de presença física contínua ou grande concentração de horários de pico, a redução da jornada pode aumentar a necessidade de novas contratações ou exigir uma reestruturação importante das escalas e dos processos internos. Por outro lado, empresas mais eficientes, organizadas e com gestão moderna conseguem absorver melhor essas mudanças sem necessariamente ampliar quadro. O grande ponto é que o debate precisa considerar as diferentes realidades do ambiente empresarial brasileiro”, explica. 

    Apesar das preocupações do setor produtivo, Ricardo Nunes acredita que o debate pode abrir espaço para uma transformação positiva nas relações de trabalho, desde que conduzido com equilíbrio. “O futuro do trabalho passa por produtividade, inteligência operacional, meritocracia, tecnologia e gestão eficiente. O Brasil precisa construir soluções modernas, e não apenas importar modelos sem considerar a realidade econômica nacional. O grande desafio é encontrar um caminho que preserve empregos, fortaleça empresas e também entregue dignidade ao trabalhador”, conclui.

    Sobre Ricardo Nunes

    Ricardo Nunes é um dos empresários mais reconhecidos do Brasil e uma voz de referência em empreendedorismo, varejo e estratégia econômica. Fundador de uma das marcas mais emblemáticas do  varejo  nacional e  empreendedor  serial com  décadas  de experiência prática, Nunes é amplamente respeitado por sua visão pragmática, resiliência empresarial e profundo conhecimento do ambiente de negócios brasileiro. Presença constante em debates sobre economia, liderança, recursos humanos e transformação de mercado, Ricardo Nunes se  consolida como  um  líder de opinião  que  conecta execução empresarial real com pensamento estratégico de longo prazo, defendendo crescimento ético, estabilidade institucional e o fortalecimento sustentável do empresariado no Brasil.

    Sobre o Grupo R1

    Fundado por Ricardo Nunes, o Grupo R1 é um ecossistema dedicado à formação, ao fortalecimento e à profissionalização do empresariado brasileiro. Com metodologia de vivência na prática, foco em resultados e visão ética de longo prazo, o grupo oferece programas, encontros seletos e experiências voltadas à construção de negócios sustentáveis em um mercado cada vez mais competitivo e dinâmico.

    Saiba mais

    ricardonuneseletro.com.br 
    instagram.com/ricardonuneseletro
    instagram.com/r1clube
    instagram.com/oficialgrupor1

     

  • Governo do Brasil destaca avanços sociais, econômicos e investimentos federais em Pernambuco em 2025

    Governo do Brasil destaca avanços sociais, econômicos e investimentos federais em Pernambuco em 2025

    Relatório aponta que 991 mil pernambucanos saíram da pobreza, 173 mil empregos formais foram criados e mais de 400 mil contribuintes terão isenção do Imposto de Renda a partir de 2026.

    Em 2025, o Brasil voltou a sair do Mapa da Fome, alcançou o menor nível de pobreza de sua história e registrou o menor índice de desemprego dos últimos 13 anos. O país avançou na justiça tributária, com a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, ampliou sua presença internacional com a abertura de mais de 500 novos mercados e bateu recorde de turistas estrangeiros.

    Houve ainda investimentos em infraestrutura e avanços na educação, com 4 milhões de estudantes beneficiados pelo Pé-de-Meia, e na Saúde, com número recorde de cirurgias pelo SUS e a ampliação da gratuidade de medicamentos com o Farmácia Popular.

    Em todas as unidades da Federação, o Governo do Brasil atuou em programas, políticas e ações para beneficiar a população. Em Pernambuco, 991 mil pessoas deixaram a situação de pobreza em um cenário que, desde 2023, permitiu a criação de 173 mil empregos formais no estado. Em 2026, 414 mil contribuintes que ganham até R$ 5 mil deixarão de pagar o Imposto de Renda e terão mais dinheiro disponível em seus salários ao final de cada mês.

    SAÚDE – Na saúde, Pernambuco viu o número de profissionais do Mais Médicos dobrar, chegando a 1,7 mil em atuação. No Farmácia Popular, 961 mil pernambucanos foram atendidos. Na educação, 273 mil adolescentes recebem o incentivo do Pé-de-Meia para concluírem seus estudos e, na habitação, mais de 79 mil famílias pernambucanas terão realizado, até 2027, o sonho da casa própria por meio do programa Minha Casa, Minha Vida.

    A lista de realizações em Pernambuco é longa. E para detalhar as principais realizações o Governo do Brasil preparou uma cartilha especial, que pode ser acessada abaixo. Confira os principais destaques do estado abaixo e veja como o Governo Federal trabalha para melhorar a vida no estado.

    Ou acesse o link para visualizar todos os livretos divididos pelas Unidades da Federação.

    Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

  • Previdência: Especialista analisa aumento de gastos para o ano de 2025

    Previdência: Especialista analisa aumento de gastos para o ano de 2025

    Os gastos com a Previdência Social devem atingir R$1 trilhão em 2025, segundo o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) enviado pelo governo Lula ao Congresso Nacional em agosto. Esse aumento, que marca um recorde histórico, representa um crescimento de 9,1% em comparação a 2024, ultrapassando a inflação prevista.

    O crescimento dos gastos é impulsionado pelo aumento no número de aposentadorias e encarecimento dos benefícios. Esse cenário pode criar desafios para o orçamento do país, e será discutido no Congresso como esses custos serão cobertos.

     

    Para o Dr. Márcio Coelho, advogado trabalhista e previdenciário, as contas da Previdência Social estão enfrentando dificuldades para cumprir suas obrigações. “De fato, isso realmente ocorre. Compondo esse quadro, temos que o número de idosos está crescendo e, na outra ponta, diminuiu o número de trabalhadores contribuindo para o sistema, devido à redução do crescimento demográfico, aumento do número de trabalhadores informais, entre outros motivos”, afirma.

     

    O especialista também alertou sobre o uso dos Benefícios de Prestação Continuada, destacando que, de acordo com dados do Governo Federal, existem mais de 6 milhões de pessoas cadastradas, o que reflete o peso desse auxílio na previdência. “Para agravar este quadro, temos que os Benefícios de Prestação Continuada (BPC) se encontram na conta da previdência. Não questionamos aqui o mérito de tais benefícios, mas é indubitável que eles pesam na balança financeira”, relata.

     

    Perguntado se esse aumento pode causar perda de benefícios em andamento ou impedir novos benefícios, Dr. Márcio conclui dizendo: “A experiência nos mostra que tais reformas são sempre danosas ao trabalhador. Uma dessas propostas seria o pagamento de benefícios com valores inferiores ao salário-mínimo. Se isso for realmente implementado, não podemos imaginar como seria a sobrevivência de uma pessoa nessas condições. Esperamos que isso não ocorra, pois fere a dignidade humana”. Essa questão traz um dilema enfrentado pelo país, pois o desafio está em conciliar responsabilidade econômica com justiça social. 

    Dr. Márcio Coelho atua nas áreas trabalhista e previdenciária há mais de 40 anos. Durante sua carreira, foi Presidente da Comissão de Acidentes do Trabalho da OAB-SP e é Conselheiro do Instituto Arnaldo Faria de Sá.

    Márcia Stival Assessoria
    (11) 3213-4252
    [email protected]
    https://www.instagram.com/marciastivalassessoria/?hl=pt
  • Centenas de pessoas formam fila para feira de emprego em Mauá, na Grande SP

    Centenas de pessoas formam fila para feira de emprego em Mauá, na Grande SP

    Evento gratuito acontece na manhã desta desta sexta-feira (26), no Ginásio Poliesportivo Celso Daniel, na Vila Noêmia. São oferecidas mais de 2 mil vagas para empresas da cidade e Região Metropolitana.

    Uma longa fila de pessoas em busca de oportunidades foi registrada na segunda edição do Feirão do Emprego e Empreendedorismo na manhã desta sexta-feira (26), no Ginásio Poliesportivo Celso Daniel, na Vila Noêmia, em Mauá. O evento é gratuito e oferece mais de 2 mil vagas para empresas da cidade e Região Metropolitana.

    Entre as vagas, estão disponíveis oportunidades nas áreas de alimentação, segurança, industriais, supermercadista, químico, construção civil, logísticos, confecção, metalúrgico, serviços, comércio e outros. Haverá vagas também para pessoas com deficiência, candidatos com e sem experiência profissional e em vários níveis de escolaridade.

    Além disso, a feira conta com a participação de instituições de ensino para apresentar cursos profissionalizantes aos candidatos.

    Durante a ação, a secretaria de Saúde irá oferecer serviços como vacinação contra a gripe e testagem de HIV e sífilis, das 8h às 12h

    Segundo os organizadores, sete instituições de cursos se cadastraram e 47 empresas registraram a disponibilidade de vagas de trabalho.

    Empresas interessadas em participar do feirão devem realizar a inscrição por meio de um formulário eletrônico. Já as instituições de ensino podem acessar ao documento disponível online.