Tag: EAD

  • Ensino superior privado entra em nova fase: preço deixa de ser único diferencial para atrair estudantes

    Ensino superior privado entra em nova fase: preço deixa de ser único diferencial para atrair estudantes

    Pesquisa aponta queda nas mensalidades e mostra que instituições precisam investir em qualidade, inovação e experiência acadêmica para se manter competitivas

    Coluna de Janguiê Diniz

    O ensino superior privado brasileiro vive um momento de transformação. Durante anos, a dinâmica do setor foi marcada pela expansão da demanda e pela possibilidade de reajustar as mensalidades sem impactos significativos sobre a captação de estudantes. Hoje, contudo, a realidade é outra. Em um ambiente cada vez mais competitivo, marcado por mudanças regulatórias, pressões econômicas e um novo perfil de consumidor, a definição dos preços tornou-se um reflexo da capacidade das instituições de demonstrar valor.

    Essa é uma das constatações da pesquisa Cenário de Precificação da Graduação – Brasil 2026. O mapeamento é realizado há 15 anos pela Hoper Educação e, nesta edição, contou com a parceria da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES). Mais do que registrar valores de mensalidades, o levantamento ajuda a compreender os movimentos que estão redesenhando o mercado da educação superior privada brasileira.

    Os dados revelam uma realidade emblemática: as mensalidades presenciais registraram queda real de 4,3% em 2026 na comparação com o ano anterior. A mediana nacional dos valores efetivamente praticados pelas instituições chegou a R$ 835, enquanto a educação a distância manteve-se em um patamar significativamente inferior, com R$ 214.

    À primeira vista, essa redução pode parecer contraditória em um período de inflação acumulada e aumento dos custos operacionais. No entanto, ela revela uma mudança estrutural importante: o estudante está mais atento à relação entre investimento e retorno. Hoje, mais do que perguntar quanto custa, ele avalia se a formação vale o investimento.

    Nesse contexto, a decisão de ingresso já não se baseia apenas na tradição ou no prestígio da marca institucional. Infraestrutura física, recursos tecnológicos, experiências acadêmicas, empregabilidade, flexibilidade dos formatos de oferta e qualidade percebida passaram a exercer influência crescente sobre a escolha.

    Não por acaso, a pesquisa conclui que a precificação deixou de ser apenas uma estratégia financeira para se tornar uma expressão do posicionamento institucional. Em um ambiente de forte competição, instituições que não conseguem demonstrar diferenciais concretos acabam pressionadas a disputar mercado por meio de descontos e reduções de preço.

    A transformação também é impulsionada pelo novo marco regulatório da educação a distância. A publicação do Decreto nº 12.456/2025 inaugurou uma nova configuração para o setor, impulsionando a expansão do formato semipresencial. O movimento já produz efeitos sobre o mercado. Combinando maior flexibilidade que o ensino presencial e experiências acadêmicas mais robustas que a EAD convencional, o semipresencial vem ocupando um espaço estratégico na oferta das instituições. Contudo, segundo a pesquisa, muitas delas ainda praticam mensalidades próximas às da EAD, apesar dos custos mais elevados.

    Essa nova configuração também ajuda a explicar parte da pressão sobre os preços dos cursos presenciais. Em geral, o estudante encontra no semipresencial o equilíbrio entre custo, flexibilidade e experiência acadêmica. Trata-se de uma variável que influenciará cada vez mais a dinâmica concorrencial dos próximos anos.

    Os resultados observados em áreas específicas também reforçam a tendência de queda. As Engenharias, tradicionalmente associadas a cursos de maior valor agregado, apresentaram uma das maiores reduções de preço da série histórica. A mediana das mensalidades presenciais caiu de R$ 1.743, em 2016, para R$ 967, em 2026, refletindo a combinação entre retração da demanda, ampliação da oferta e aumento da concorrência.

    Já Medicina permanece como o curso mais caro do país. Entretanto, o cenário também começa a apresentar sinais de amadurecimento competitivo. As mensalidades variam entre R$ 6,4 mil e R$ 15,8 mil, dependendo de fatores como reputação institucional, localização geográfica e infraestrutura. Contudo, a existência de vagas ociosas (cenário impensável há poucos anos) é um indicativo de que mesmo cursos com alta demanda não estão imunes às mudanças de comportamento dos estudantes.

    Há, ainda, um componente econômico relevante. O orçamento das famílias brasileiras continua pressionado por diferentes fatores, o que torna o preço uma variável ainda mais sensível. Por isso, muitas instituições têm ampliado suas políticas de desconto para manter a competitividade. O desafio consiste justamente em equilibrar acessibilidade financeira e sustentabilidade institucional.

    Apesar dos desafios, o cenário também traz oportunidades. Maior competição estimula inovação, aprimoramento da qualidade acadêmica, modernização da infraestrutura e desenvolvimento de novas experiências de aprendizagem. Para os estudantes, isso significa acesso a um mercado mais diversificado, com maior variedade de formatos, preços e propostas de valor.

    Em síntese, o que os dados de precificação mostram é que o setor ingressou em uma nova etapa, em que crescimento, qualidade, inovação e sustentabilidade precisam caminhar juntos. Mais do que definir quanto custa um curso, é preciso demonstrar que ele vale a pena. Este é o novo cenário para o qual todas as instituições que quiserem se manter relevantes precisam estar preparadas.

    *Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES); secretário-executivo do Brasil Educação – Fórum Brasileiro da Educação Particular; fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional; presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group.

  • Consulta pública do CNE sobre licenciaturas semipresenciais fortalece debate democrático na educação

    Consulta pública do CNE sobre licenciaturas semipresenciais fortalece debate democrático na educação

    Janguiê Diniz defende alinhamento regulatório entre ensino presencial e EAD e destaca importância da escuta pública na definição das novas diretrizes educacionais

    Coluna Janguiê Diniz

    Em mais uma decisão acertada, o Conselho Nacional de Educação (CNE) decidiu submeter à consulta pública a definição dos percentuais de presencialidade dos cursos de licenciatura ofertados no formato semipresencial. A medida representa um gesto de maturidade institucional e compromisso democrático com a construção das políticas públicas educacionais. 

    Em um cenário marcado por intensas transformações regulatórias, ouvir a sociedade, as instituições de educação superior, especialistas, entidades representativas e os próprios profissionais da educação é não apenas prudente, mas essencial para a construção de diretrizes equilibradas, viáveis e coerentes com a realidade brasileira.

    A medida ganha ainda mais relevância quando observamos o contexto recente de reorganização da política nacional de educação a distância. O Decreto nº 12.456, de 19 de maio de 2025, promoveu mudanças profundas na organização dos formatos educacionais. Entre elas, a vedação de oferta integralmente a distância para as licenciaturas e a definição de 40% de presencialidade para os cursos semipresenciais.

    Contudo, as atuais Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) para a formação inicial de professores estabelecem outros parâmetros. Enquanto o novo marco regulatório da EAD passou a trabalhar com a lógica do formato semipresencial estruturado a partir de percentuais mínimos de atividades presenciais e síncronas mediadas, a regulamentação das licenciaturas exige 50% de presencialidade, criando um descompasso normativo que gera insegurança jurídica e dúvidas operacionais para as instituições de ensino.

    Nesse contexto, a iniciativa do CNE de abrir consulta pública demonstra disposição para construir convergência regulatória. Mais do que um debate sobre números, a expectativa é de que o processo resulte no alinhamento de duas políticas públicas. Esta é uma medida relevante, ainda que o decreto reconheça a sobreposição das DCNs em situações de divergência.

    Por isso, é falaciosa a narrativa de que o Decreto nº 12.456/2025 enfraqueceu a formação docente. Pelo contrário. O texto buscou consolidar uma política de educação a distância orientada pela qualidade acadêmica, pela valorização da docência e pelo fortalecimento das experiências formativas presenciais e síncronas. Trata-se de um posicionamento essencial para assegurar qualidade sem ignorar a diversidade territorial, social e econômica do Brasil.

    Cabe ressaltar que alterações em percentuais de presencialidade produzem impactos concretos sobre acesso, permanência e sustentabilidade da oferta educacional. Um aumento excessivo das atividades presenciais pode dificultar o ingresso e a continuidade de milhares de estudantes que vivem longe dos grandes centros urbanos, trabalham em tempo integral ou dependem da flexibilidade proporcionada pela educação mediada pela tecnologia. Ao mesmo tempo, é legítima a preocupação com a necessidade de experiências práticas, interação pedagógica qualificada e fortalecimento da identidade docente durante o processo formativo.

    Por isso, a consulta pública se apresenta como um caminho adequado. Ela permite que o debate saia do campo das disputas ideológicas simplificadas e avance para uma discussão técnica, baseada em evidências, experiências institucionais e compreensão das diferentes realidades do país. A formação de professores é complexa demais para ser conduzida a partir de decisões unilaterais ou construídas sem ampla escuta social.

    Outro aspecto positivo consiste no reconhecimento de que políticas educacionais precisam ser harmônicas. O Brasil viveu, nos últimos anos, diversas alterações regulatórias no campo da educação superior. Muitas vezes, essas mudanças foram implementadas sem a devida articulação entre decretos, portarias, diretrizes curriculares e instrumentos de avaliação. O resultado foi um ambiente de instabilidade regulatória que dificultou o planejamento institucional e gerou insegurança jurídica para o setor educacional.

    Também merece destaque o fato de que a própria abertura da consulta pública reforça o papel do Conselho Nacional de Educação como instância de mediação qualificada entre governo, sociedade e sistema educacional. Em tempos de polarização e radicalização de debates, optar pela escuta e pela construção coletiva representa uma maturidade institucional importante. Não se trata de abrir mão da regulação, mas de fortalecê-la a partir da legitimidade do diálogo.

    A educação brasileira precisa superar a lógica das falsas dicotomias. Presencialidade e tecnologia não são conceitos incompatíveis. Qualidade e flexibilidade também não. O desafio contemporâneo consiste exatamente em construir modelos híbridos capazes de combinar experiências formativas robustas, acompanhamento pedagógico efetivo, desenvolvimento de competências profissionais e ampliação do acesso educacional.

    Nesse sentido, a consulta pública promovida pelo CNE deve ser celebrada não apenas pelo seu conteúdo imediato, mas pelo método adotado. Escutar antes de decidir é sempre um sinal positivo. Especialmente quando se trata de um tema tão sensível quanto a formação dos futuros professores brasileiros.

    *Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), secretário-executivo do Brasil Educação – Fórum Brasileiro da Educação Particular, fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional, presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group.

  • Educação a distância ultrapassa modalidade presencial no Brasil e consolida nova era do ensino superior

    Educação a distância ultrapassa modalidade presencial no Brasil e consolida nova era do ensino superior

    Leandro Xavier Timóteo, presidente do Grupo Educacional Faveni, comenta o marco histórico e avalia que a modalidade é a grande porta de entrada para democratizar o acesso

     

    O Censo da Educação Superior 2024, divulgado nesta segunda-feira (22) pelo Inep, confirma um marco histórico: pela primeira vez, o Brasil tem mais alunos matriculados em cursos de graduação a distância do que presenciais. Dos 10,22 milhões de estudantes no país, 5,18 milhões estão no EAD, o que representa 50,75% do total.

    A modalidade, que já vinha se expandindo nos últimos anos, passou a liderar definitivamente o ensino superior brasileiro, refletindo uma mudança no perfil do estudante, nas demandas sociais e no próprio papel das instituições privadas.

    Para Leandro Xavier Timóteo, presidente do Grupo Educacional Faveni, referência nacional no setor, o resultado reforça a importância da democratização da educação.

    “Esse é um momento histórico para o Brasil. O EAD se consolidou como a principal porta de entrada para milhões de pessoas que antes não tinham acesso à graduação. Estamos falando de mães, trabalhadores, jovens do interior, profissionais que conciliam estudo e carreira. O ensino a distância veio para dar voz e oportunidade a todos”, afirma o executivo.

    O estudo mostra que dois em cada três ingressantes em 2024 escolheram o EAD, foram 3,34 milhões de novos alunos, contra 1,66 milhão em cursos presenciais. Desde 2014, enquanto os cursos presenciais tiveram queda de 30% nas matrículas, o EAD cresceu 360%.

    Timóteo lembra que a modalidade evoluiu muito em qualidade e tecnologia nos últimos anos: “Hoje, estudar a distância não significa estudar sozinho. Plataformas modernas, acompanhamento próximo e polos físicos de apoio transformaram a experiência do aluno. O ensino híbrido, que combina momentos presenciais e virtuais, é a realidade que vai se fortalecer daqui para frente”, ressalta.

    Com mais de 300 polos em funcionamento e nota máxima no MEC, o Grupo Educacional Faveni acompanha de perto essa transição e projeta crescimento contínuo. A instituição oferece cursos de graduação, mais de 1.500 opções de pós-graduação, além de extensão e idiomas, tanto presenciais quanto a distância.

    Apesar das novas regras anunciadas pelo Ministério da Educação, que limitam a oferta do EAD em áreas como saúde e licenciaturas, o presidente do Grupo acredita que o setor seguirá em expansão: “As regulamentações são necessárias para garantir qualidade. O que não pode acontecer é confundir regulação com restrição de acesso. Nosso compromisso é trabalhar dentro das normas, mas sem perder o foco no que mais importa: permitir que cada brasileiro tenha a chance de se formar e realizar seus sonhos”, conclui Timóteo.

  • Liderança, Educação e Tecnologia: A Visão de Isabella Stulp, CEO da Realize

    Liderança, Educação e Tecnologia: A Visão de Isabella Stulp, CEO da Realize

    Em um cenário onde a educação enfrenta desafios constantes, a integração de liderança eficaz, inovação contínua e transformação digital tornou-se essencial para instituições que buscam se destacar. Isabella Stulp, CEO e cofundadora da Realize, exemplifica como esses pilares podem ser aplicados com sucesso no setor educacional.

    Liderança que Impulsiona a Mudança

    Sob a liderança de Isabella, a Realize desenvolve soluções tecnológicas que empoderam o ecossistema educacional, com foco especial na Inteligência Artificial (IA). Isabella acredita que a tecnologia deve ser uma aliada na remoção de barreiras, tornando a educação mais eficiente, humana e acessível. Essa abordagem tem sido essencial para a criação de soluções que atendem às necessidades das instituições de ensino e impactam positivamente os desafios diários de educadores e alunos. Isabella também é uma defensora da inclusão feminina na liderança como diferencial competitivo para transformar mercados. 

    Inovação como Cultura Organizacional

    Para Isabella, inovar vai além de implementar novas tecnologias; trata-se de cultivar uma cultura organizacional que valoriza a criatividade e a experimentação. Seu estilo de liderança se destaca por incentivar a autonomia das equipes e promover um ambiente onde a inovação é parte do cotidiano. Na Realize, isso se traduz na constante busca por soluções que tornem o processo de criação de materiais didáticos mais eficiente e acessível. A plataforma desenvolvida pela empresa permite que instituições de ensino produzam conteúdos interativos e inclusivos de forma ágil, reduzindo custos e ampliando o alcance da educação de qualidade. Essa forma de atuação tem sido crucial para o crescimento sustentável da Realize.

    Transformação Digital como Estratégia Educacional

    A transformação digital é um dos pilares da estratégia da Realize. A plataforma oferece uma solução completa para a produção de materiais didáticos, integrando ferramentas de autoria, gestão de projetos e recursos de acessibilidade. Com funcionalidades como integração com o VLibras, modo de cor para daltonismo e aumento de fonte, a Realize assegura que o conteúdo produzido seja acessível a todos os alunos. Além disso, a plataforma permite a exportação dos materiais em diversos formatos, facilitando sua implementação em diferentes sistemas de gestão de aprendizagem (LMS).

    Resultados e Impacto no Setor Educacional

    Desde sua fundação em 2020, a Realize tem demonstrado um crescimento significativo. Em seu primeiro ano, a empresa faturou mais de meio milhão de reais e, em 2024, captou R$ 1,4 milhão em investimentos para expandir suas operações e aprimorar seu produto. A plataforma já é utilizada por grandes grupos educacionais, como Ânima Educação, Senai e Vitru Educação, evidenciando seu impacto positivo no setor.

    Conclusão

    A experiência de Isabella Stulp à frente da Realize ilustra como a combinação de liderança inspiradora, cultura de inovação e foco na transformação digital pode resultar em soluções eficazes para os desafios da educação contemporânea. Seu trabalho reforça a importância de alinhar tecnologia e pedagogia para promover uma educação mais inclusiva, acessível e de qualidade.

  • Liderança, Educação e Tecnologia: A Visão de Isabella Stulp, CEO da Realize

    Liderança, Educação e Tecnologia: A Visão de Isabella Stulp, CEO da Realize

    Em um cenário onde a educação enfrenta desafios constantes, a integração de liderança eficaz, inovação contínua e transformação digital tornou-se essencial para instituições que buscam se destacar. Isabella Stulp, CEO e cofundadora da Realize, exemplifica como esses pilares podem ser aplicados com sucesso no setor educacional.

    Liderança que Impulsiona a Mudança

    Sob a liderança de Isabella, a Realize desenvolve soluções tecnológicas que empoderam o ecossistema educacional, com foco especial na Inteligência Artificial (IA). Isabella acredita que a tecnologia deve ser uma aliada na remoção de barreiras, tornando a educação mais eficiente, humana e acessível. Essa abordagem tem sido essencial para a criação de soluções que atendem às necessidades das instituições de ensino e impactam positivamente os desafios diários de educadores e alunos. Isabella também é uma defensora da inclusão feminina na liderança como diferencial competitivo para transformar mercados. 

    Inovação como Cultura Organizacional

    Para Isabella, inovar vai além de implementar novas tecnologias; trata-se de cultivar uma cultura organizacional que valoriza a criatividade e a experimentação. Seu estilo de liderança se destaca por incentivar a autonomia das equipes e promover um ambiente onde a inovação é parte do cotidiano. Na Realize, isso se traduz na constante busca por soluções que tornem o processo de criação de materiais didáticos mais eficiente e acessível. A plataforma desenvolvida pela empresa permite que instituições de ensino produzam conteúdos interativos e inclusivos de forma ágil, reduzindo custos e ampliando o alcance da educação de qualidade. Essa forma de atuação tem sido crucial para o crescimento sustentável da Realize.

    Transformação Digital como Estratégia Educacional

    A transformação digital é um dos pilares da estratégia da Realize. A plataforma oferece uma solução completa para a produção de materiais didáticos, integrando ferramentas de autoria, gestão de projetos e recursos de acessibilidade. Com funcionalidades como integração com o VLibras, modo de cor para daltonismo e aumento de fonte, a Realize assegura que o conteúdo produzido seja acessível a todos os alunos. Além disso, a plataforma permite a exportação dos materiais em diversos formatos, facilitando sua implementação em diferentes sistemas de gestão de aprendizagem (LMS).

    Resultados e Impacto no Setor Educacional

    Desde sua fundação em 2020, a Realize tem demonstrado um crescimento significativo. Em seu primeiro ano, a empresa faturou mais de meio milhão de reais e, em 2024, captou R$ 1,4 milhão em investimentos para expandir suas operações e aprimorar seu produto. A plataforma já é utilizada por grandes grupos educacionais, como Ânima Educação, Senai e Vitru Educação, evidenciando seu impacto positivo no setor.

    Conclusão

    A experiência de Isabella Stulp à frente da Realize ilustra como a combinação de liderança inspiradora, cultura de inovação e foco na transformação digital pode resultar em soluções eficazes para os desafios da educação contemporânea. Seu trabalho reforça a importância de alinhar tecnologia e pedagogia para promover uma educação mais inclusiva, acessível e de qualidade.