Tag: Donald Trump

  • Coca-Cola, eBay e Tesla pedem a Trump recuo em tarifa de 25% sobre produtos brasileiros

    Coca-Cola, eBay e Tesla pedem a Trump recuo em tarifa de 25% sobre produtos brasileiros

    Empresas norte-americanas enviaram manifestações ao governo dos Estados Unidos contra proposta de taxação e alertaram para impactos em custos, cadeias de suprimentos e produção interna

    As multinacionais norte-americanas Coca-Cola, eBay e Tesla se manifestaram contra a proposta do governo dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.

    As empresas enviaram contribuições ao Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) durante o período de consulta pública, encerrado em 1 de julho, pedindo mudanças na medida anunciada pelo governo de Donald Trump.

    A proposta foi apresentada com base na Seção 301 da legislação comercial norte-americana, que permite aos Estados Unidos impor tarifas sobre produtos de países considerados responsáveis por práticas que prejudiquem o comércio americano.

    O governo Trump justificou a iniciativa alegando preocupações relacionadas ao comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais, combate à corrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal.

    Nas manifestações encaminhadas ao USTR, as empresas argumentam que a taxação pode provocar aumento de custos, prejudicar cadeias globais de suprimentos e afetar consumidores e fabricantes dos próprios Estados Unidos.

    Coca-Cola pede isenção para insumos brasileiros

    A Coca-Cola solicitou que o governo americano mantenha a isenção prevista para insumos de laranja importados do Brasil e inclua tratamento semelhante para derivados de limão utilizados na produção de bebidas.

    Segundo a empresa, a substituição dos fornecedores brasileiros não seria imediata e exigiria novos processos de certificação, testes de segurança alimentar e validação de produtos, elevando os custos da operação.

    A companhia também destacou a redução da produção de laranjas nos Estados Unidos, especialmente na Flórida, afetada por doenças, eventos climáticos e mudanças no uso da terra. Para a empresa, o Brasil se tornou um fornecedor essencial para suprir a demanda da indústria americana.

    Tesla cita dependência da cadeia de suprimentos

    A Tesla afirmou apoiar medidas voltadas ao fortalecimento da indústria americana, mas ressaltou que a transição para uma cadeia de suprimentos totalmente nacional levará tempo.

    A montadora argumentou que determinados componentes e matérias-primas ainda dependem de fornecedores brasileiros e pediu que esses produtos sejam excluídos da lista de itens sujeitos à tarifa.

    Segundo a empresa, impor restrições antes que existam alternativas viáveis no mercado interno pode gerar impactos negativos para fabricantes e consumidores dos Estados Unidos.

    eBay pede exclusão de produtos usados

    O eBay defendeu que produtos usados, seminovos e de segunda mão sejam excluídos da nova tarifa.

    Para a plataforma de comércio eletrônico, a taxação sobre bens revendidos não afeta os fabricantes investigados nem contribui para corrigir eventuais distorções comerciais.

    A empresa argumenta que a medida penaliza apenas revendedores e consumidores, além de estimular a compra de produtos novos, contrariando o objetivo da política comercial proposta pelo governo americano.

     

  • Trump diz que vai prorrogar cessar-fogo com Irã até conclusão das negociações

    Trump diz que vai prorrogar cessar-fogo com Irã até conclusão das negociações

    Presidente dos Estados Unidos afirmou que manterá a trégua temporária enquanto aguarda proposta iraniana, mas seguirá com o bloqueio no Estreito de Ormuz e nos portos do país

    O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta terça, 21, que está estendendo o cessar-fogo com o Irã até que uma proposta seja submetida pelos país persa e as discussões sejam concluídas “de uma forma ou de outra”.

    Em post na Truth Social, o republicano disse que a decisão de suspender os ataques veio a pedido do marechal de campo paquistanês, Asim Munir, e do primeiro-ministro Shehbaz Sharif, até a apresentação de uma proposta unificada.

    Segundo Trump, o exército americano continuará o bloqueio no Estreito de Ormuz e nos portos iranianos. A ação tem sido considerada um “ato de guerra” que viola o cessar-fogo por parte do Irã.

    Premiê do Paquistão agradece Trump

    O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, agradeceu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por ter aceitado o pedido de estender o cessar-fogo com o Irã a fim de permitir mais tempo para a realização de negociações diplomáticas.

    Em postagem no X, Sharif afirmou esperar que “ambos os lados continuem a observar o cessar-fogo e possam concluir um acordo abrangente de paz durante a segunda rodada de conversas programada em Islamabad para um fim permanente ao conflito”, que ainda não tem uma data definida após a desistência, pelos iranianos, de participarem das reuniões que ocorreriam nesta semana.

    Irã decide não participar da rodada de negociações

    O governo do Irã decidiu não participar da rodada de conversas diplomáticas com os Estados Unidos que ocorreriam em Islamabad, capital do Paquistão, informou a agência estatal de notícias Tasnim.

    Segundo a Tasnim, a equipe de negociadores do Irã informou ao lado americano, por meio de um intermediário paquistanês, que a decisão de não participar das reuniões é definitiva e não atualmente nenhuma perspectiva de participação dos iranianos nas negociações.

    Fontes ouvidas pela Tasnim afirmam que o Irã vê as conversas com os EUA como “perda de tempo”, uma vez que os americanos teriam violado diversos compromissos acordados durante a primeira rodada de negociações entre as partes. Dentre as violações, os iranianos citam os ataques de Israel ao Líbano mesmo após o cessar-fogo e o bloqueio a navios que entram e saem de portos iranianos por meio do Estreito de Ormuz.

    Ainda de acordo com a Tasnim, às vésperas do fim do cessar-fogo, o Irã está preparado para uma nova rodada de combate contra americanos e israelenses, tendo realizado movimentações militares e preparado uma lista de novos alvos ao longo das últimas semanas.

  • Estados Unidos dizem ter afundado navios iranianos no Golfo de Omã e ampliam ofensiva contra o Irã

    Estados Unidos dizem ter afundado navios iranianos no Golfo de Omã e ampliam ofensiva contra o Irã

    Donald Trump afirma que embarcações foram “destruídas e afundadas”, enquanto comando militar americano fala em 11 navios atingidos; Teerã reage com ameaças e denuncia ataques a alvos civis

    As Forças Armadas dos EUA informaram nesta segunda-feira, 2, que destruíram 11 navios de guerra iranianos. “Há dois dias, o regime iraniano tinha 11 navios no Golfo de Omã; hoje, não tem NENHUM”, afirmou o Comando Central dos EUA em uma publicação no X.

    A declaração surge após uma publicação do presidente Donald Trump no Truth Social na qual ele afirmou que as forças americanas “destruíram e afundaram 9 navios da Marinha iraniana”. O presidente disse que iriam “atrás do resto” e que “destruíram grande parte do quartel-general da Marinha”.

    Também na tarde desta segunda, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, informou que 49 líderes iranianos foram mortos até agora.

    “Matar terroristas é bom para a América. 49 dos líderes mais importantes do regime iraniano – incluindo o líder supremo aiatolá Ali Khamenei – já foram eliminados da face da Terra até agora, nos ataques iniciais da Operação Epic Fury“, disse Karoline em publicação no X.

    Segundo o chefe do Estado-Maior americano, Dan Caine, os Estados Unidos atingiram mais de 1.250 alvos nas primeiras 48 horas do conflito contra o Irã. Os alvos incluem centros de comando e controle, locais de mísseis balísticos, navios e submarinos, bem como locais de mísseis antinavio, de acordo com dados publicados pelo comando militar americano (Centcom).

    Ameaças do Irã

    A Guarda Revolucionária iraniana disse nesta segunda, que os Estados Unidos que “não estarão a salvo em nenhum lugar do mundo”. A declaração foi dada no terceiro dia de uma guerra na qual foi morto o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei.

    A Força Quds, unidade de elite militar encarregada das operações exteriores, advertiu, em um comunicado difundido pela TV estatal que não descansará “até que o inimigo seja derrotado” e que “não estarão mais a salvo em nenhum lugar do mundo, nem mesmo em seus próprios lares”.

    Mais cedo, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que seu país não permanecerá “em silêncio” após denunciar “ataques” contra uma escola e um hospital, atribuídos a bombardeios israelenses-americanos.

    “Os ataques contra os hospitais atentam contra a própria vida. Os ataques contra as escolas atentam contra o futuro da nação (…) O mundo deve condenar esses atos”, escreveu Pezeshkian.

    “O Irã não permanecerá em silêncio e não cederá diante desses crimes“, acrescentou. O Irã afirma que um bombardeio no sábado deixou 168 mortos em uma escola no sul do país, mas nem os Estados Unidos nem Israel confirmaram o ataque, que a AFP não pôde verificar por não ter acesso ao local. Em Teerã, um hospital foi danificado no domingo.

    Conflito se espalha

    Os Estados Unidos deram indícios na tarde desta segunda de que vão ampliar seu envolvimento militar na guerra contra o Irã. Na Casa Branca, o presidente Donald Trump afirmou que uma grande onda de ataques contra Teerã está por vir. Em uma entrevista separada ao jornal New York Post, o republicano também afirmou que ‘não tem medo’ de enviar soldados ao Irã.

    Em coletiva no Pentágono, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, e o general Dan Caine, chefe do Estado-Maior as Forças Armadas americanas disseram que ampliarão o número de caças em atuação na Operação Fúria Épica.

    Nesta segunda, o conflito se espalhou para outros países da região depois que Israel e a milícia xiita Hezbollah, aliada de Teerã, trocaram ataques. O país persa também lançou bombardeios com drones contra alvos em diversos países da região como o Kuwait, o Catar e a Arábia Saudita.

    Ainda nesta segunda, o chefe de Segurança do Irã, Ali Larijani, afirmou que o país não negociará com os Estados Unidos.

    “Essa era a nossa chance de atacar e é o que estamos fazendo agora. Esse regime doente e sinistro. Vamos destruir a capacidade de misseis do Irã“, afirmou Trump durante uma cerimônia em homenagem aos quatro soldados americanos mortos no conflito.

    No Pentágono, Hegseth declarou que os objetivos militares americanos consistem em destruir a capacidade do Irã de lançar ataques balísticos e navais contra israelenses e ativos americanos no Oriente Médio.

    Outra meta é destruir definitivamente o programa nuclear persa. No ano passado, os EUA e Israel lançaram ataques aéreos contra centrais nucleares iranianos com o mesmo objetivo, que acabaram não sendo cumpridos.

    De quatro a cinco semanas – ou mais

    Durante a coletiva, o presidente americano classificou o Irã como “o principal patrocinador do terrorismo no mundo”. “Hoje choramos pelos quatro militares que morreram durante a ação. Em sua memória continuamos essa ação, com nossa resiliência para lidar com a ameaça desse regime“, acrescentou.

    Trump disse ainda estimar que a guerra deve durar de quatro a cinco semanas, mas afirmou que as tropas americanas têm capacidade de lutar por mais tempo. Segundo ele, o planejamento previa até quatro semanas para eliminar a liderança militar iraniana, mas o objetivo foi alcançado “em apenas uma hora”.

    Segundo o republicano, os EUA vão levar “o tempo que for necessário” para encerrar o conflito, mas que “facilmente” vencerão a guerra.

  • Partido de Javier Milei vence eleições legislativas na Argentina com mais de 40% dos votos

    Partido de Javier Milei vence eleições legislativas na Argentina com mais de 40% dos votos

    Resultado consolida força do governo ultraliberal e dá alívio após Donald Trump condicionar apoio financeiro ao desempenho eleitoral argentino.

    O partido ultraliberal do presidente Javier Milei teve uma vitória contundente nas eleições legislativas ontem (27) na Argentina, com mais de 40% dos votos, segundo dados do Ministério do Interior.

    O resultado traz alívio ao governo, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, condicionar seu apoio financeiro à Argentina ao desempenho eleitoral.

    Segundo os resultados parciais, o A Liberdade Avança (LLA) venceu o peronismo (centro-esquerda), que obteve 31,64% em nível nacional, após a apuração de mais de 90% dos votos. Em terceiro lugar ficou o Províncias Unidas, bloco que busca romper a polarização, que obteve 7,1% dos votos.

    Com este resultado provisório, o governismo amplia sua bancada e se aproxima do um terço necessário nas duas câmaras para blindar seus vetos, mas precisará se aliar a outras forças para avançar em reformas estruturais.

    “Milei, querido, o povo está contigo”, cantavam centenas de apoiadores do presidente em frente ao bunker do LLA em Buenos Aires. “Estou muito animado. Não esperava um número tão alto”, disse à AFP o consultor de marketing Facundo Campos, 38. “Gritei como se fosse o gol do último mundial.”

  • Acordo entre Israel e Hamas inicia libertação de reféns e traz trégua após dois anos de guerra

    Acordo entre Israel e Hamas inicia libertação de reféns e traz trégua após dois anos de guerra

    Com troca de prisioneiros, retirada parcial de tropas e entrada de ajuda humanitária, cessar-fogo mediado por potências internacionais reacende debate sobre desarmamento do Hamas e futuro de Gaza.

    O Hamas libertou os 20 reféns restantes em Gaza na segunda-feira, 13, dando início a uma troca por prisioneiros palestinos detidos em Israel, que constituiu uma parte crucial do acordo de cessar-fogo mediado na semana passada por mediadores internacionais.

    O acordo foi anunciado pelo presidente Trump e confirmado por Israel e pelo Hamas na madrugada de quinta-feira, com o governo de Israel votando a favor da sua aprovação na madrugada de sexta-feira. Pouco depois, um cessar-fogo entrou em vigor em Gaza, as tropas israelenses começaram a recuar para uma nova linha defensiva dentro do território e os palestinos deslocados começaram a voltar para a cidade de Gaza, no norte do território.

    Junto com a troca de reféns e prisioneiros e o fim dos combates que devastaram Gaza por mais de dois anos, o acordo também prevê um grande influxo de ajuda à Faixa de Gaza, que tem sido assolada por uma grave crise humanitária.

    O acordo foi resultado de negociações indiretas entre Israel e o Hamas, mediadas pelo Egito, Catar, Turquia e Estados Unidos, e se baseia em um plano apresentado por Trump no final de setembro. Muitos detalhes ainda são escassos e as respostas para algumas das questões mais delicadas – como se o Hamas irá desarmar – permanecem obscuras.

    No entanto, muitos palestinos e israelenses comemoraram a notícia do acordo.

    As autoridades israelenses acreditam que havia cerca de 20 reféns ainda vivos em Gaza, juntamente com os restos mortais de cerca de 25 outros. Eles eram o último grupo remanescente das aproximadamente 250 pessoas sequestradas em Israel no ataque liderado pelo Hamas em 7 de outubro de 2023, que desencadeou a guerra.

    Os primeiros sete reféns foram libertados na madrugada de segunda-feira, e os outros 13 foram devolvidos algumas horas depois, informou o Exército israelense. Como em cessar-fogos anteriores que envolveram a troca de reféns e prisioneiros, os cativos em Gaza foram entregues a representantes do Comitê Internacional da Cruz Vermelha e levados em seus veículos para serem entregues ao Exército israelense.

    De lá, eles foram levados para a base militar de Reim, no sul de Israel, para exames iniciais e encontros com familiares próximos. Em seguida, serão transportados de helicóptero para três hospitais na região de Tel Aviv que têm unidades especiais preparadas para recebê-los.De acordo com o plano de paz de 20 pontos apresentado por Trump no mês passado, cerca de 20 reféns israelenses seriam trocados por 250 prisioneiros palestinos, muitos cumprindo penas perpétuas em Israel, e 1.700 habitantes de Gaza detidos durante a guerra.

    Os prisioneiros já foram libertados por Israel. Alguns foram transferidos para Ramallah, na Cisjordânia, e outros para a Faixa de Gaza.

    Mais da metade dos prisioneiros palestinos a serem libertados por Israel serão enviados para o exílio, de acordo com uma lista divulgada por Israel na sexta-feira, mas não ficou claro para onde eles iriam.

    Autoridades e analistas dizem que a entrega dos restos mortais dos cerca de 25 reféns mortos provavelmente será complicada e levará mais tempo do que as 72 horas previstas no plano do governo Trump.

    Os corpos de 15 habitantes de Gaza devem ser devolvidos em troca dos restos mortais de cada refém levado de Israel.

    Tropas israelenses começaram a se retirar

    A primeira fase do acordo exige que Israel recue suas tropas para uma “linha amarela” acordada em Gaza. Isso aconteceu na sexta-feira, de acordo com o enviado de Trump para o Oriente Médio, Steve Witkoff. As forças armadas israelenses disseram na sexta-feira que suas tropas “começaram a se reposicionar ao longo das linhas de implantação atualizadas”.

    No entanto, a natureza exata da retirada não está clara. As forças armadas israelenses divulgaram na sexta-feira um mapa que supostamente mostra a retirada das tropas de Israel, mas desde então afirmaram que ele pode não refletir a localização exata dos soldados. As forças armadas se recusaram a comentar sobre o mapa no domingo, dizendo que ele representa uma “ilustração”.

    Os mapas que mostram as linhas de retirada israelense no plano de paz de Trump parecem ter sido alterados durante as negociações, de acordo com dois funcionários israelenses e um funcionário egípcio, que falaram sob condição de anonimato para discutir assuntos diplomáticos.

    Após uma retirada parcial, as forças israelenses permanecerão ao longo da fronteira entre Gaza e o Egito, em uma área conhecida como Corredor de Philadelphi.

    Mais ajuda entrará em Gaza

    O acordo prevê um influxo de alimentos e suprimentos para Gaza, que está em meio a uma crise humanitária.

    Uma autoridade militar israelense disse que, a partir de domingo, cerca de 600 caminhões de ajuda humanitária por dia – operados pelas Nações Unidas, organizações internacionais aprovadas, o setor privado e países doadores – terão permissão para entrar em Gaza com alimentos, equipamentos médicos e suprimentos para abrigos, bem como combustível para operações essenciais e gás de cozinha. Isso representaria cerca do dobro do número de caminhões que entravam diariamente nas semanas anteriores, disse o oficial.

    O principal oficial humanitário da ONU, Tom Fletcher, disse na quinta-feira que as Nações Unidas tinham um plano para aumentar imediatamente a entrega de ajuda. Fletcher disse que as Nações Unidas pretendiam enviar centenas de caminhões para Gaza todos os dias e apoiar padarias, cozinhas comunitárias, pescadores e pastores. Também dará dinheiro a 200 mil famílias para cobrir as necessidades básicas de alimentação, disse ele.

    Suprimentos de alimentos densos e altamente energéticos serão fornecidos a grupos vulneráveis, incluindo mulheres grávidas, crianças e adolescentes, disse ele.

    No domingo, o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários disse que “a ampliação da ajuda humanitária em Gaza está bem encaminhada” e falou de “progresso real”. A agência disse que gás de cozinha, tendas para famílias deslocadas, carne congelada, frutas frescas e medicamentos cruzaram a fronteira da Faixa de Gaza “ao longo do dia” e que centenas de milhares de refeições quentes e “pacotes de pão” foram distribuídos no sul e no norte do território.

    A agência também disse que garantiu a aprovação de Israel para que mais ajuda seja enviada.

    As restrições israelenses à entrada de alimentos e outros bens no território palestino levaram à fome extrema em Gaza, instando os observadores internacionais a declarar uma epidemia de fome em partes de Gaza. Israel contestou as conclusões e a metodologia por trás das descobertas.

    A União Europeia disse que reiniciará seu programa de monitoramento na fronteira de Gaza com o Egito na quarta-feira, de acordo com Kaja Kallas, chefe de política externa do bloco, na segunda-feira.

    Não está claro se o Hamas irá desarmar

    Ao concordar em libertar os reféns, o Hamas abriu mão de grande parte da influência que tinha sobre Israel. Mas para que o plano de paz completo de Trump funcione, diplomatas e negociadores provavelmente precisarão resolver uma questão crucial: o Hamas concordará em abrir mão de suas armas?

    Netanyahu insistiu por muito tempo que não aceitaria um acordo em que o Hamas se recusasse a desarmar. O grupo terrorista rejeitou publicamente suas exigências para que isso fosse feito.

    Alguns mediadores acreditam que o Hamas pode estar disposto a considerar o desarmamento parcial e que era fundamental garantir primeiro um acordo para os termos iniciais do acordo.

    “Se tivéssemos optado por negociações completas, não teríamos alcançado esses resultados”, disse o primeiro-ministro do Catar, Sheikh Mohammed bin Abdulrahman al-Thani, um dos principais mediadores nos esforços para acabar com a guerra em Gaza, ao The New York Times em uma entrevista na sexta-feira.

    Ele disse, no entanto, que o Hamas havia se mostrado disposto a discutir um tipo diferente de relação com Israel. “O Hamas está realmente aberto a discutir como não representará uma ameaça para Israel”, disse o primeiro-ministro.

    Acordo traz alívio após dois anos de guerra

    O conflito provocou uma catástrofe humanitária e fome generalizada em Gaza, enfraqueceu militarmente o Hamas e deixou Israel exausto e isolado internacionalmente. Também contribuiu para um aumento da violência antissemita em todo o mundo.

    Cerca de 1.200 pessoas foram mortas em Israel durante o ataque liderado pelo Hamas em 7 de outubro, a maioria civis e cerca de 250 pessoas feitas reféns.

    A resposta militar devastadora de Israel matou milhares de palestinos, incluindo civis e combatentes, e reduziu grande parte do território a ruínas.
     

     

     

  • Quem é Karen McDougal, segunda mulher citada em processo criminal de Trump

    Quem é Karen McDougal, segunda mulher citada em processo criminal de Trump

    Ex-modelo da Playboy é citada em documento judicial de processo contra o ex-presidente.

    O processo contra o ex-presidente americano Donald Trump gira em torno de um pagamento feito à ex-atriz pornô Stormy Daniels. Mas o promotor também mencionou outra mulher.

    De acordo com documentos judiciais, um pagamento foi feito em nome de Trump para a “Mulher 1” — que as evidências sugerem ser Karen McDougal.

    McDougal é uma ex-modelo da Playboy e, assim como Daniels, alegou que teve um affair com Trump. Ela disse que durou 10 meses. E o ex-presidente nega que isso tenha acontecido.

    A seguir, está o que sabemos sobre McDougal — e como ela está envolvida no processo.

    Nascida em Gary, no estado americano de Indiana, ela se mudou para Michigan na infância — e começou a participar como modelo de concursos de moda praia por volta dos 20 anos.

    Ela entrou para a Playboy, onde ganhou o prêmio de Playmate do ano em 1998 e ficou em segundo lugar como “Playmate dos anos 1990”, perdendo apenas para Pamela Anderson.

    Mais tarde, ela trabalhou como modelo fitness, se tornando a primeira mulher a estampar a capa da revista Men’s Fitness em 1999. Ela também apareceu em anúncios de TV e atuou em papéis secundários, como uma participação especial no filme As Panteras (2000).

    Hugh Hefner, fundador da Playboy, com Karen McDougal durante evento na Mansão da Playboy, em Beverly Hills, em 1998

    Em 2006, a revista New Yorker publicou que, de acordo com McDougal, ela conheceu Trump na Mansão da Playboy em Los Angeles, onde ele estava gravando um episódio de O Aprendiz.

    Mais tarde, ela escreveu que Trump, que era casado na época, “imediatamente gostou de mim, continuou falando comigo — me dizendo como eu era bonita, etc”.

    McDougal afirma que ela e Trump tiveram um relacionamento de 10 meses, e eles se viam “no mínimo cinco vezes por mês”. Ela descreveu o relacionamento à rede americana CNN como amoroso e consensual.

    Em 2016, ano da eleição presidencial americana, McDougal assinou um acordo no valor de US$ 150 mil para contar sua história exclusivamente ao tabloide National Enquirer. O acordo a proibia de falar publicamente sobre o suposto affair.

    Mas o artigo nunca foi publicado — e McDougal insiste que foi enganada para ficar em silêncio sobre o relacionamento.

    Comprar uma história deliberadamente para depois não publicá-la é conhecido como catch and kill — e o National Enquirer supostamente fez isso para abafar histórias negativas sobre Trump.
    Em 2021, a Comissão Eleitoral Federal dos EUA, encarregada de fazer cumprir a lei de financiamento de campanha, considerou que o editor do National Enquirer violou as leis eleitorais ao pagar pelos direitos da história de McDougal e nunca publicá-la.

    E afirmou que o dinheiro, que foi pago a McDougal durante a eleição presidencial de 2016, equivalia a uma contribuição ilegal de campanha. O National Enquirer foi multado em US$ 187.500 (ou mais de R$ 950.000).

    Em seu site pessoal, McDougal agora se descreve como modelo, colunista e porta-voz promocional.

    Ela se autodenomina defensora da maior conscientização sobre a “doença dos implantes de mama”, dizendo que seus implantes de mama a deixaram doente. Ela os removeu em 2017.

    Em 2018, ela se desculpou publicamente com a esposa de Trump, Melania, sobre o suposto affair, dizendo: “Sinto muito. Não gostaria que fizessem isso comigo”.

    “Quando olho para trás, para onde eu estava naquela época, sei que é errado”, acrescentou. “Eu realmente sinto muito por isso. Sei que é uma coisa errada a fazer.”
    Trump sempre negou ter tido um affair com McDougal.

    O processo que o ex-presidente enfrenta é voltado exclusivamente para o suposto pagamento para comprar o silêncio de Stormy Daniels.

    Os detalhes relacionados a McDougal estão contidos no documento de exposição de fatos, elaborado pelo promotor distrital, que é fornecido com informações básicas do processo.

    Trump se declarou inocente de todas as acusações perante o juiz.