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  • Evento Mulheres Fortes reúne comunidade em manhã de acolhimento, troca e fortalecimento em Diadema

    Evento Mulheres Fortes reúne comunidade em manhã de acolhimento, troca e fortalecimento em Diadema

    Iniciativa da Rede Cultural Beija-Flor promoveu palestras, atividades, doações e contou com a presença da atriz Mayana Neiva e lideranças políticas e sociais

    A Rede Cultural Beija-Flor realizou, na manhã desta sexta-feira (20), o evento “Mulheres Fortes”, reunindo dezenas de mulheres da comunidade do Eldorado, em Diadema (SP), em um encontro marcado por acolhimento, troca de experiências e fortalecimento de vínculos.

    Com início às 9h, no Espaço Cultural Beija-Flor, a programação contou com palestras inspiradoras, roda de conversa, atividades interativas, aulão de dança, sorteio de brindes e a distribuição de mais de 40 cestas básicas, além de eletrodomésticos como liquidificador, ventilador, cafeteira, torradeira e secador de cabelo.

    O evento foi idealizado como um espaço de escuta e valorização das mulheres da comunidade, proporcionando uma manhã de cuidado, informação e integração. A iniciativa também garantiu recreação para crianças, permitindo que mães participassem das atividades com tranquilidade.

    Entre os destaques da programação, esteve a participação especial da atriz Mayana Neiva, conhecida por trabalhos na televisão e engajada em causas sociais. Sua presença reforçou a proposta do encontro de promover reflexão, cultura e transformação social.

    O evento também contou com a presença de autoridades e lideranças, como a deputada estadual Valéria Bolsonaro, a deputada federal Rosana Valle, a psicóloga e empresária Márcia Bortolanza, o advogado Dr. André Luiz, o secretário de Assistência Social e Cidadania de Diadema, Eduardo Minas, e Juliana Meyer Goattardi, diretora do Conselho de Administração da Rede Cultural Beija-Flor, cônsul da Noruega em São Paulo e membro da Câmara Brasil-Suécia.

    A diretora executiva Ivone Silva destacou a importância da iniciativa como ferramenta de fortalecimento coletivo. “Esse encontro foi pensado para que cada mulher se sinta acolhida, ouvida e fortalecida. Acreditamos na construção de redes de apoio que transformam realidades”, afirmou.

    Gratuito e aberto ao público, o “Mulheres Fortes” reforça o compromisso da Rede Cultural Beija-Flor com o desenvolvimento social e o protagonismo feminino nas comunidades.

  • Rede Cultural Beija-Flor leva jovens de comunidades ao ensino superior com projeto Meninas Valentes

    Rede Cultural Beija-Flor leva jovens de comunidades ao ensino superior com projeto Meninas Valentes

    Iniciativa que começou com bolsas no ensino médio garante graduação para cinco estudantes de comunidades de Diadema, São Bernardo do Campo e São Paulo

    Ciente da importância da educação na vida dos jovens e o impacto em toda a família, em 2023 a Rede Cultural Beija-Flor (RCBF) deu início ao projeto “Meninas Valentes”, com bolsas de estudos em escola particular de alto padrão para garotas moradoras das comunidades atendidas pela Beija-Flor em Diadema, São Bernardo do Campo e São Paulo. Ao longo de três anos, elas tiveram todos os gastos custeados pelo projeto. Após a formatura, no final de 2025, chegou o momento tão aguardado de ingresso no Ensino Superior.

    Vulnerabilidade social, baixa qualidade de ensino e a necessidade de largar os estudos para trabalhar são alguns dos motivos que dificultam a entrada e permanência dos jovens nas faculdades do país. Dados do Censo 2022 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontam que a porcentagem de jovens na faixa etária de 18 a 24 anos cursando uma graduação naquele ano era de 18,1% a 20,2%.

    Laura Freires Merlin, 18 anos, é uma das participantes do projeto “Meninas Valentes”. “Começar a faculdade tem sido uma experiência muito emocionante para mim”, conta. A jovem iniciou no início deste mês a graduação em Direito, na Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo, conceituada instituição de ensino da região do ABC.

    “Nos primeiros dias senti uma mistura de alegria, orgulho e também um pouco de nervosismo, porque sei que é o início de uma etapa muito importante da minha vida. Estar na faculdade de Direito representa a realização de um sonho que começou a ser construído há alguns anos”, comenta a estudante.

    Durante os próximos anos, o projeto “Meninas Valentes” vai custear as mensalidades para cinco participantes. Além de Laura, também fazem parte Sarah dos Santos (Ciência da Computação) Náthaly Silveira Alves dos Santos (Jornalismo), Antonia Mirella Martins (Relações Internacionais) e Stheffany Melo da Silva (Ciência da Computação).

    Ivone Silva, diretora-executiva da RCBF, ressalta a importância do “Meninas Valentes” na vida das adolescentes. “Além do impacto direto na vida dessas garotas, temos certeza que, com a educação de qualidade, elas terão acesso a bons empregos, o que pode mudar a vida de toda a família”.

    “O intuito do projeto era oferecer uma mudança nas suas realidades e um futuro promissor e cheio de oportunidades. A educação ainda é o melhor caminho para isso, principalmente para meninas que vivem em áreas com altos níveis de vulnerabilidade”, declara Ivone.

    Laura também reconhece o impacto do projeto em sua vida. “O projeto ‘Meninas Valentes’ teve um papel fundamental na minha formação, porque me deu acesso a uma educação de qualidade e me ajudou a acreditar que eu poderia ir mais longe. Hoje, estar na faculdade é, para mim, a prova de que todo esse caminho valeu a pena e que ainda tenho muitos objetivos para conquistar.

    O projeto “Meninas Valentes” é uma realização da Rede Cultural Beija-Flor em parceria com a Children At Risk Foundation – CARF, da Noruega, e patrocínio da Grieg Foundation, instituição que atua em diferentes países com foco em projetos de educação e bem-estar, especialmente para meninas e mulheres.

    Conheça mais sobre a RCBF:

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  • Após sete meses preso, PM de folga que matou jovem de 14 anos que já estava rendido é solto e vai a júri popular

    Após sete meses preso, PM de folga que matou jovem de 14 anos que já estava rendido é solto e vai a júri popular

    Jovem foi morto em outubro de 2022 e juiz considerou que policial cometeu um homicídio doloso, com intenção de matar; agente terá de usar tornozeleira eletrônica e voltou a trabalhar na corporação, mas em atividades internas .

    O policial militar João Batista Manuel Junior foi solto após passar sete meses preso pela morte de um adolescente de 14 anos que estava rendido. Ele voltou a trabalhar na PM, mas terá de usar tornozeleira eletrônica e cumprir medidas cautelares até o julgamento, que ainda não tem data para acontecer. O juiz do caso determinou que o agente vá a júri popular por homicídio doloso, quando há intenção de matar.

    O caso ocorreu em outubro de 2022 em Diadema, na Grande São Paulo, e a Justiça determinou a prisão preventiva de Manuel em maio de 2023. O agente estava de folga e decidiu intervir, à paisana, em um roubo.

    O adolescente, Mateus Henrique Reis de Lima, e um amigo teriam roubado uma moto, simulando uma arma com a mão por dentro da blusa, e, quando estavam no veículo, foram perseguidos pelo agente.

    Câmeras de segurança registraram o momento em que, durante a perseguição, os dois jovens colidem a moto em um poste. Um deles foge e Mateus se esconde. Ao ver o agente se aproximando, ele se vira, abaixa, coloca as mãos na cabeça. Mas, mesmo rendido, ele leva dois tiros nas costas (veja vídeo acima).

    O adolescente foi socorrido, mas não resistiu e morreu no hospital. Já o amigo, que conseguiu correr, levou dois tiros no braço, que o fizeram perder o movimento do membro.

    Ao todo, 14 disparos foram efetuados pelo PM. Nenhum dos dois jovens tinham antecedentes criminais.

    O adolescente que sobreviveu, após sair do hospital, foi apreendido na Fundação Casa por ato infracional análogo ao roubo. Ele já foi liberado pela Justiça.

    Já o PM foi solto em dezembro do ano passado, após a fase de colheita de provas do caso ter se encerrado. Agora, a Justiça determinou que ele responda pelo crime em liberdade, com uso de tornozeleira eletrônica e outras medidas cautelares, como proibição de aproximação de testemunhas e pessoas envolvidas no processo e não atuar como policial nas ruas, só em atividades internas.

    “Por mais grave que seja o crime em tese atribuível a um dado sujeito, a prisão anteriormente ao trânsito em julgado de uma dada sentença – ou acórdão – condenatório, é medida excepcional”, defendeu o juiz José Pedro Rebello Giannini na sentença.

    “Em tal cenário, e assim se faz sem que se desconsidere a dor da perda familiar vivenciada pelos familiares da vítima fatal é a presente para que se conceda em favor do réu a liberdade provisória, ficando revogada sua prisão preventiva”, escreveu.

    Manuel Junior foi pronunciado, ou seja, o juiz entendeu que é caso de julgamento pelo Tribunal do Júri, por ter sido um homicídio doloso, com intenção, contra a vida.

    O soldado também foi investigado pela Corregedoria da PM, que concluiu pelo indiciamento do agente por homicídio doloso.

    Desde que foi solto, em 15 de dezembro, ele voltou a trabalhar na corporação, mas em atividades internas. “Ele aguarda a conclusão do processo administrativo demissório, sem autorização para portar arma ou desempenhar qualquer atividade com contato com o público, no setor administrativo da 3ª Cia do 24º BPM/M”, informou a Secretaria de Segurança Pública em nota.

    Sensação de medo
    A família de Matheus morava a 800 metros de onde aconteceu a perseguição e morte dele. Logo após o crime, a mãe do jovem, Fernanda Reis, relatou em depoimento que se sentia ameaçada, já que inúmeras viaturas passaram a rondar o endereço. Além de um carro branco que ficava parado com o farol ligado para dentro da casa por horas, sem que ninguém saísse ou entrasse.

    Com medo, eles se mudaram do bairro. Fernanda também passou a tomar remédios controlados para dormir e para controlar ansiedade, além de fazer tratamento para transtorno pós-traumático.

    À época, ela descreveu o adolescente de 14 anos, caçula de oito irmãos, como muito amoroso. Também disse que o filho estudava e nunca havia se envolvido com drogas ou atos ilícitos.

    “Meu filho errou, mas eu gostaria que ele pudesse estar pagando pelo que fez perante a Justiça, e não ter sido morto”, disse.

    Agora, Fernanda critica a soltura do agente Manuel Junior e conta que a família voltou a sentir medo.

    “Se ele não fosse policial, com o tanto de prova que tem contra ele, ele continuaria preso. Ficou provado que foi uma execução, que ele assassinou meu filho. Isso me traz indignação, sentimento de impotência e injustiça”, diz.

    “A gente se sente ameaçado de novo, não sabemos o que pode acontecer com esse homem na rua”, afirmou a mãe.

    No ano passado, até 20 de dezembro, policiais de folga haviam sido responsáveis pela morte de 101 pessoas no estado, uma queda de 20% em relação a 2022, quando 127 pessoas foram mortas por agentes à paisana.

     

  • Homem com deficiência auditiva morre após ser baleado e atropelado durante assalto em Diadema, na Grande SP

    Homem com deficiência auditiva morre após ser baleado e atropelado durante assalto em Diadema, na Grande SP

    Vítima de 56 anos foi abordada por criminoso ao entrar no carro que estava parado na rua Javari, região do Jardim Campanário. Segundo a família, José Luiz Barbosa era deficiente auditivo e não deve ter entendido que era um assalto.

    Um homem de 56 anos morreu após ser baleado e atropelado durante assalto no Jardim Campanário, Diadema, Grande SP, na noite de terça-feira (27). Segundo a família da vítima, José Luiz Barbosa era deficiente auditivo e não deve ter entendido que era um assalto quando foi abordado.

    Câmeras de segurança registraram o crime. Nas imagens, José Luiz aparece colocando pertences no banco de trás do carro e entrando no veículo na rua Javari, por volta das 21h. Contudo, antes de sair, acaba sendo abordado por um homem armado.

    Em outro vídeo, é possível ver o ladrão correndo até a vítima. Ele arranca o homem do carro, que tenta resistir, mas acaba sendo atingido por um tiro e cai ao lado do automóvel. Na sequência, o ladrão ainda atropela José.

    Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que a vítima foi encontrada caída no chão com ferimento de arma de fogo no pescoço. O Samu foi acionado e a equipe constatou a morte no local.

    Segundo a polícia, o carro da vítima foi encontrado a menos de um quilômetro do local do crime na rua Albatroz.

    O caso foi encaminhado para o 3º DP e registrado como latrocínio, que é o roubo seguido de morte. Nenhum suspeito foi preso.