Tag: Desenvolvimento Infantil

  • Escultura “Última Ceia” em madeira ganha destaque pelo maior alto-relevo do Brasil

    Escultura “Última Ceia” em madeira ganha destaque pelo maior alto-relevo do Brasil

    Obra esculpida em cedro pelo artesão Romualdo de Castro Souza levou um ano e meio para ser concluída em Garanhuns, no Agreste pernambucano

    Uma das maiores releituras em madeira da obra “A Última Ceia”, de Leonardo da Vinci, está em Pernambuco. Esculpida pelo artesão Romualdo de Castro Souza, na cidade de Garanhuns, a peça impressiona pela dimensão, riqueza de detalhes e profundidade do alto-relevo.

    A história da escultura começou em 2013, com a aquisição de duas grandes pranchas de madeira cedro, vindas do Pará, por meio de uma madeireira do Recife. O trabalho artístico foi iniciado no mesmo ano e concluído em junho de 2015, após cerca de um ano e meio de dedicação.

    A obra foi produzida a partir de duas pranchas com aproximadamente 7,30 metros de comprimento, 60 centímetros de largura e 15 centímetros de espessura. Depois de finalizada, a escultura passou a medir cerca de 4 metros de comprimento por 2,20 metros de altura, com uma estrutura que chega a 36,5 centímetros de espessura nas quatro partes da moldura.

    A peça é uma releitura tridimensional da famosa pintura “A Última Ceia”, criada por Leonardo da Vinci entre 1495 e 1498, atualmente preservada no convento e igreja Santa Maria delle Grazie, em Milão, na Itália. A versão em madeira transforma a cena clássica em uma experiência de profundidade, destacando expressões, volumes e detalhes dos personagens.

    Pesquisas apontam que a escultura se destaca por apresentar uma das maiores espessuras de madeira já utilizadas em uma representação da “Última Ceia” no Brasil, resultado em um alto-relevo de grande impacto visual.

    Com técnica minuciosa e valorização da arte popular, Romualdo de Castro Souza transformou o cedro em uma obra monumental, unindo tradição, fé e a força da escultura pernambucana.

  • O Papel Fundamental da Literatura Infantil na Base da Educação: Como “Elefantera Bumbum” Contribui para a Formação de Futuros Cidadãos

    Em um mundo em constante transformação, a educação continua sendo um dos principais pilares para o desenvolvimento social e econômico. Segundo o relatório de Tendências apresentado no evento Inova Day, a necessidade de uma educação continuada e atualizada é crucial para que os indivíduos se adaptem a novas realidades e demandas. Porém, essa educação vai muito além da sala de aula – ela começa na base, na infância, e é influenciada tanto pelo ambiente familiar quanto pelo escolar.

    É nesse contexto que obras literárias voltadas para o público infantil ganham importância. Elas não apenas divertem e entretêm, mas também têm o poder de transmitir valores essenciais e preparar as crianças para os desafios do futuro. O livro “Elefantera Bumbum”, escrito pela brasileira Luciene Balbino, é um exemplo marcante de como a literatura infantil pode desempenhar um papel educativo e transformador.

    Um Olhar para o Autoconhecimento e a Diversidade

    Luciene Balbino, que atualmente reside em Portugal, traz em suas obras uma abordagem sensível e envolvente sobre questões do autoconhecimento e da aceitação da diversidade. Em “Elefantera Bumbum”, ela aborda de forma criativa e acessível temas como a diferença, a amizade e o respeito. A história gira em torno de Bumbum, um “elefantera” – mistura de elefante com pantera –, que é único e abraça sua individualidade com alegria. Mesmo quando alguns animais riem de sua aparência, Bumbum aprende a ver a beleza em ser diferente, uma lição que é transmitida aos leitores de maneira lúdica e tocante.

    Ao longo da narrativa, Bumbum e seus pais encontram Luzinha, uma menina humana perdida na floresta. Essa amizade improvável reforça a mensagem de que, mesmo sendo diferentes, todos têm algo a oferecer e a aprender uns com os outros. O livro, portanto, não só entretém, mas também convida as crianças a refletirem sobre aceitação, empatia e o respeito às diferenças – valores que são fundamentais para a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva.

    Literatura Infantil Como Ferramenta de Formação Social

    Especialistas em educação e psicologia infantil reconhecem a importância de introduzir temas complexos de forma simples e envolvente para as crianças. Segundo Luciene Balbino, “é na infância que plantamos a semente do amor e da empatia.” Ao abordar temas como o respeito às diferenças e a importância do autoconhecimento, “Elefantera Bumbum” não apenas diverte, mas também oferece uma forma de os pais, avós, professores e demais responsáveis introduzirem valores fundamentais desde cedo.

    Para os educadores, a obra serve como uma ferramenta pedagógica capaz de promover discussões em sala de aula sobre diversidade, autoaceitação e o valor da empatia. Já para os pais e responsáveis, o livro é uma oportunidade de estreitar os laços com as crianças e conversar sobre sentimentos, emoções e convivência social de forma leve e educativa. Essa abordagem holística da educação, que integra o aprendizado formal e os valores familiares, contribui para o desenvolvimento de cidadãos mais conscientes e preparados para lidar com as complexidades do mundo moderno.

    Disponibilidade e Acesso

    “Elefantera Bumbum” já está disponível em vários países e pode ser encontrado em livrarias virtuais. A obra, lançada em 15 países, começa a ganhar destaque como uma ferramenta valiosa para pais, responsáveis e educadores que desejam incorporar uma literatura enriquecedora em seus acervos. Vale a pena buscar o título online e escolher a plataforma de sua preferência para adquirir o livro.

    Uma Mensagem de Crescimento e Empatia

    No final, “Elefantera Bumbum” não é apenas um livro infantil. Ele é um convite para que crianças e adultos aprendam a ver além das aparências, a abraçar o novo e a cultivar a empatia. Através de uma história simples e cativante, Luciene Balbino oferece uma contribuição significativa para o desenvolvimento emocional e social dos pequenos leitores, formando a base para uma sociedade mais compassiva e inclusiva no futuro.

    Lala Evan
    (11)989311659
    [email protected]
  • Família e Inclusão: O Papel Vital no Desenvolvimento da Criança Autista

    Família e Inclusão: O Papel Vital no Desenvolvimento da Criança Autista

    Especialista Destaca Estratégias Chave Durante o Mês Mundial da Conscientização sobre o Autismo.

    Abril é o Mês Mundial da Conscientização do Autismo e uma reflexão se faz necessária: sobre o papel das famílias na inclusão das crianças autistas. É essencial reconhecer a responsabilidade vital que os pais desempenham no apoio às necessidades únicas dessas crianças, normalmente a jornada  começa em casa, onde a família desempenha uma função central na promoção de seu bem-estar e desenvolvimento.

    Para muitos pais e cuidadores, a educação e o apoio emocional são fundamentais para ajudar a criança a florescer em seu potencial único.

    De acordo com a Terapeuta Ocupacional da Clínica Ninho, Rebecca Marques, a rotina diária pode ser um desafio para crianças autistas e suas famílias. Por isso, é fundamental que as famílias adotem estratégias práticas para criar um ambiente acolhedor e previsível, minimizando estresses e ansiedades. “Rotinas claras e consistentes proporcionam à criança autista uma sensação de segurança, previsibilidade e controle sobre seu ambiente, o que pode reduzir a ansiedade e promover a autonomia. Os pais podem implementá-las criando horários estruturados, usando calendários visuais e estabelecendo rotinas para atividades diárias”, explica Rebecca.

    Os pais podem criar um ambiente dentro de casa no qual a criança tenha alguma identificação, assim, quando a criança houver dificuldade em se auto regular, ela poderá ir para esse lugar onde se sinta mais segura.

    Além disso, a questão da acessibilidade dentro de casa é fundamental. De acordo com Rebecca Marques, dependendo da criança, podemos utilizar quadro de rotinas ou pistas visuais, através de desenhos ou fotos da criança de determinada ação. Dando assim uma previsibilidade e melhor compreensão de suas tarefas diárias, mantendo assim a criança regulada no ambiente.

    Ainda de acordo com a Terapeuta Ocupacional, é fundamental que a inclusão comece dentro de casa e se estenda para além dos limites familiares.

    “À medida que celebramos o Mês Mundial da Conscientização do Autismo, é imperativo reconhecer que a inclusão começa em casa e se estende para além dos limites familiares. Com o apoio amoroso das famílias e o compromisso da sociedade em criar ambientes mais inclusivos, podemos trabalhar juntos para garantir que todas as crianças, independentemente de suas habilidades, tenham a oportunidade de prosperar e contribuir para o mundo ao seu redor”, enfatiza Rebecca.

    Terapeuta Ocupacional Rebecca Marques aponta ainda que a criança precisa ser protagonista de suas ações diárias. Para isso funcionar, os pais, cuidadores, e a escola tem que estar sempre em parceria para que a criança com TEA consiga a independência, autonomia e participação social em todos os contextos de desempenho.