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  • Polícia de SP abre inquérito para investigar se motorista do Porsche agrediu ex-madrasta em 2018

    Polícia de SP abre inquérito para investigar se motorista do Porsche agrediu ex-madrasta em 2018

    Eliziany Silva registrou queixa em maio de 2024 contra Fernando Sastre de Andrade Filho. Delegacia de Defesa da Mulher investiga empresário por suspeita de lesão corporal. Ele está preso preventivamente por ter causado acidente de trânsito a mais de 100 km/h que matou um homem e feriu outro em março.

    A Polícia Civil de São Paulo abriu um novo inquérito para investigar o empresário Fernando Sastre de Andrade Filho, conhecido como o motorista do Porsche que causou um acidente de trânsito que deixou um homem morto e outro ferido, em 31 de março de 2024, na Zona Leste da capital. Desta vez, Fernando é investigado pela 5ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) por suspeita de lesão corporal contra a e ex-madrasta, Eliziany Silva.

    Segundo ela, o crime ocorreu em 2 de janeiro de 2018, quando o empresário tinha 18 anos. Fernando Filho tem 24 anos e está preso preventivamente em Tremembé, interior paulista, por decisão da Justiça, por dirigir embriagado e em alta velocidade e assumir o risco de matar e ferir pessoas.

    Esse novo inquérito contra Fernando Filho foi aberto em 17 de maio de 2024, dois dias após Eliziany registrar a queixa contra ele na delegacia. A mulher tem 46 anos agora.

    Eliziany acusou Fernando Filho de agredi-la no rosto com um celular e chutar o joelho dela, a deixando com “hematoma”.

    Ela contou na DDM que teve uma “união estável” de mais de dez anos com o pai do rapaz, o também empresário Fernando Sastre de Andrade. O casal se separou em 2019.

    Segundo Eliziany, o filho do então companheiro a agrediu por achar que ela teria batido no homem após uma discussão quando chegaram de viagem no apartamento onde todos moravam juntos.

    A mulher contou que Fernando Filho passou a filmá-la com o celular a acusando de agredir o pai dele. Mas, de acordo com ela, os dois só estavam discutindo. Ela então disse que gritou com o enteado e tentou tirar o celular da mão dele, mas o aparelho caiu no chão. Depois disso, o rapaz pegou o telefone e o usou para agredi-la no rosto.

    Eliziany falou na delegacia que gritou novamente com Fernando Filho e o pai do jovem a “puxou e a segurou”. Nesse momento, o enteado a agrediu “chutando seu joelho”. Apesar do ferimento que ficou no seu corpo, ela disse que “não fotografou sua lesão, nem precisou de atendimento médico”.

    Ainda de acordo com a então madrasta de Fernando Filho, o pai dele também a agrediu naquele mesmo dia. Segundo Eliziany, ele havia esganado ela horas antes quando estavam num hotel em Florianópolis, em Santa Catarina.

    A mulher afirmou que a filha que ela tem, de outro relacionamento, puxou o padrasto pelo braço para afastá-lo da mãe. Segundo ela, não ficaram marcas da agressão que sofreu no Sul. Eliziany falou que seu enteado viu o que aconteceu e também acusou ela e sua filha de agredirem o pai dele, mas que isso não ocorreu.

    Eliziany também declarou que seu enteado à época filmou a discussão que todos tiveram em Florianópolis e compartilhou as imagens com outras pessoas. Todas as imagens foram entregues para a investigação.

    Como o boletim de ocorrência do caso foi registrado como lesão corporal no contexto de violência doméstica pela Lei Maria da Penha, não há necessidade de representação de Eliziany para que a polícia investigue a denúncia. Nesse caso, o crime é investigado independentemente da vontade da vítima.

    Policiais ouvidos pela reportagem informaram ainda que a lesão corporal prescreve em oito anos. Como esse crime teria ocorrido há seis anos, ele ainda não prescreveu.

    O g1 entrou em contato com a Secretaria da Segurança Pública (SSP) que informou que Fernando Filho será ouvido pela investigação.

    “As equipes da unidade realizarão a oitiva do suspeito por meio de carta precatória, já que ele está em cárcere. As diligências seguem em andamento para esclarecer os fatos”, informa a nota da pasta da Segurança.
    A reportagem também procurou a defesa de Fernando Filho para comentar as acusações da ex-madrasta dele contra o enteado e o pai dele. O advogado Jonas Marzagão, que defende os interesses do motorista do Porsche, informou que não poderia comentar o assunto pois ainda não havia tido conhecimento dele.

    Em abril deste ano, O Globo publicou reportagem na qual informava que o pai do motorista do Porsche respondia a processo no qual é acusado por Eliziany de agredi-la, toturá-la e a ameaçá-la.

    Motorista do Porsche é réu

    Fernando Filho é réu no processo no qual responde preso pelos crimes de homicídio por dolo eventual (por ter assumido o risco de matar o motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana) e lesão corporal gravíssima (ao ferir gravemente seu amigo, o estudante de medicina Marcus Vinicius Machado Rocha).

    A prisão preventiva tem o objetivo de manter uma pessoa presa até seu eventual julgamento.

    Antes do acidente, Fernando Filho dirigiu o Porsche a 156, 4 km/h, segundo a perícia. Ornaldo teve o Renault Sandero atingido por trás pelo carro de luxo guiado por Fernando a 114 km/h na Avenida Salim Farah Maluf, no Tatuapé. O limite para a via é de 50 km/h. Câmeras de segurança também gravaram o momento da batida.

    Um novo vídeo, obtido pelo g1, mostra Fernando Filho dentro do Porsche Carrera azul dizendo “vamos jogar sinuca” com voz pastosa para a namorada e um casal de amigos, ao sair de uma casa de pôquer, 13 minutos antes de causar um acidente de trânsito que deixou o motorista de aplicativo morto e feriu Marcus, que ficou 15 dias internado e precisou ser operado para retirada do baço (veja acima). Ele foi gravado pela namorada de Marcus.

    Além de testemunhas, Marcus e sua namorada contaram à polícia que Fernando Filho havia tomado bebida alcoólica antes do acidente e tinha sinais de embriaguez. O empresário negou ter bebido, tanto em depoimento à polícia quanto em entrevista concedida ao Fantástico. A namorada do motorista do Porsche também disse que ele não bebeu.

    Imagens das câmeras corporais dos policiais militares que atenderam a ocorrência do acidente mostraram que eles não tinham o etilômetro, aparelho usado para aferir se um motorista bebeu. As body cams ainda registraram o momento que os agentes da Polícia Militar (PM) liberaram Fernando Filho sem passar pelo teste.

    Os PMs alegaram que a mãe de Fernando Filho havia dito a eles que precisava levar o filho para um hospital porque ele estaria ferido. Mas isso não ocorreu. A Corregedoria da Polícia Militar considerou que os agentes erraram ao liberar o motorista o Porsche sem fazer o bafômetro e os afastaram das ruas para responderem a processo disciplinar.

    Ainda pelas câmeras corporais dos PMs é possível ouvir um bombeiro conversando com os policiais militares após a liberação de Fernando Filho. Os agentes da PM e do Corpo de Bombeiros confirmam no diálogo que o motorista do Porsche e seu amigos estavam com sinais de embriaguez.

    Além dessa gravação, há um documento que está no processo no qual o bombeiro que atendeu a ocorrência menciona que Fernando Filho e Marcus estavam bêbados.

    Outras testemunhas ouvidas pelo 30º Distrito Policial (DP), Tatuapé, disseram que o Porsche corria bastante. Dirigir em alta velocidade e embriagado são crimes de trânsito graves. Principalmente quando ocorre um acidente com morte. Nesse caso seriam agravantes.

    Fernando Filho está preso desde o dia 6 de maio, quando se entregou na delegacia, três dias depois de ficar foragido e ser procurado pela polícia. Ele apareceu com seus advogados.

  • Conflitos, infidelidade e pressão para formalizar a união: o que a suspeita de envenenar o namorado com brigadeirão revelou em depoimento à polícia.

    Conflitos, infidelidade e pressão para formalizar a união: o que a suspeita de envenenar o namorado com brigadeirão revelou em depoimento à polícia.

    Júlia Pimenta, suspeita de assassinar o empresário Luiz Marcelo Ormond, prestou depoimento sobre a morte do namorado no dia 22, dois dias após o corpo dele ser encontrado em avançado estado de decomposição. De acordo com o delegado responsável, ela demonstrou extrema frieza ao falar sobre o caso.

    O programa Fantástico exibiu trechos exclusivos do depoimento e revelou detalhes da trama que culminou na morte de Luiz Marcelo.

    Liberada por falta de base legal para a prisão no momento do depoimento, Júlia está foragida.

    O relacionamento Júlia Pimenta e Luiz Marcelo tiveram um relacionamento entre 2013 e 2017. O namoro foi oficializado apenas em 2023. Em abril, eles passaram a morar juntos em um apartamento na Zona Norte do Rio de Janeiro. Na mesma época, o casal anunciou que estava casado.

    As brigas começaram logo depois. “Eu percebi que ele estava muito cansado, muito estressado. E quando ele voltava no almoço, ele apagava”, relatou Júlia.

    “Ele sempre dizia que brigava muito com ela. Ele tinha medo de casar por causa dos bens dele, temendo uma separação”, revelou um amigo de Marcelo que preferiu não se identificar.

    Outra testemunha afirmou que Júlia pressionava o namorado por uma união estável. O namoro, no entanto, acabou em menos de um mês.

    Em seu depoimento à polícia, Júlia contou que a separação foi motivada por uma traição de Marcelo.

    “Eu vi que enquanto eu estava dormindo, ele ficava em bate-papo. Provavelmente procurando p*. Aí descobri que tinha um Instagram fake. Aí teve briga. Eu falei que queria ir embora”, disse ela no depoimento.

    Ela afirmou ter deixado o apartamento no dia 20 de maio, mas a versão foi refutada pelas investigações da Polícia Civil.

     

    O corpo 

    No mesmo dia da suposta separação, os vizinhos sentiram um forte cheiro e chamaram os bombeiros. O corpo de Luiz Marcelo foi encontrado no sofá do apartamento em avançado estado de decomposição.

    A perícia afirma que a morte ocorreu entre três e seis dias antes. Os investigadores suspeitam que a vítima tenha comido um brigadeirão envenenado por Júlia. Ainda não há um laudo conclusivo sobre a causa da morte.

    Luiz Marcelo aparece carregando a sobremesa em imagens do dia 17 de maio, três dias antes do corpo ser encontrado.

    “Ela teria permanecido no apartamento da vítima com o cadáver por cerca de 3 a 4 dias. Lá, teria se alimentado e até descido para a academia, se exercitado e retornado ao apartamento”, contou Marcos Buss, delegado de polícia.

     

    Elevador

    As câmeras do elevador do condomínio foram essenciais para esclarecer a dinâmica do crime. As imagens mostram as últimas horas de Luiz Marcelo com vida. Ele beija Júlia e o casal conversa com uma vizinha:

    “Ele estava estranho, sem o sorriso de sempre, com um olhar distante e triste”, contou Juliana Viana à reportagem.

    Nos dias seguintes, Júlia aparece sozinha no elevador, seguindo sua rotina usual. No sábado, 18 de maio, ela leva objetos para o porta-malas do carro de Luiz Marcelo. Na segunda-feira, 20 de maio, aparece com dois celulares e pega o cartão do banco de uma conta conjunta com Luiz Marcelo.

     

    Motivação 

    Para o delegado responsável pela investigação, o crime teve motivação econômica.

    “Temos indícios de que Júlia estava em processo de formalização de uma união estável com a vítima, mas ele desistiu. Isso reforça a hipótese de homicídio e não de um latrocínio, já que o plano inicial parecia ser eliminar a vítima após a formalização da união”, explicou.

     

    Envenenamento

    Júlia teria comprado medicamentos de uso controlado dias antes da morte do namorado.

    A suspeita de envenenamento ganhou força após a prisão de Suyany Breschack, suspeita de envolvimento no caso.

    “Ela me disse: ‘Não estou mais aguentando esse porco, esse nojento, eu vou matar ele’”, contou Suyany em depoimento.

    À polícia, Suyany relatou que realizava limpeza espiritual para Júlia.

    “Ela pedia banhos e limpezas para que ele [Luiz Marcelo] não descobrisse que ela estava fazendo programa, nem a mãe dela”, continuou.

    Suyany disse também que Júlia devia quase 400 mil reais a ela. Após o crime, Júlia teria confessado ter matado Marcelo com o medicamento Dimorf, colocado moído no brigadeirão servido ao namorado.

    Suyany revelou que Júlia entregou o carro de Luiz Marcelo a ela como parte do pagamento da dívida. No veículo, estavam vários objetos da vítima, como um computador e armas legalizadas.

    “A Suyany trabalha com cartas e búzios e a Júlia era cliente dela. A Suyany é inocente e não está envolvida nos fatos criminosos”, afirmou Cleison Rocha, advogado de Suyany.

    O carro foi entregue a Victor Ernesto de Souza, ex-namorado de Suyany, que está preso por receptação.

  • Onda de assaltos em lojas da Drogasil preocupa funcionários na zona sul de São Paulo

    Onda de assaltos em lojas da Drogasil preocupa funcionários na zona sul de São Paulo

    A rede de drogarias Drogasil tem sido alvo de críticas e preocupações nos últimos meses devido à falta de segurança em suas lojas na zona sul de São Paulo. Funcionários têm relatado um grande número de assaltos, o que tem gerado medo e insegurança no ambiente de trabalho.

    A falta de segurança nas lojas da Drogasil tem sido uma questão recorrente para os funcionários. Eles relatam que não há medidas de proteção adequadas que poderiam ajudar a evitar a ação de criminosos.

    De acordo com alguns relatos, os funcionários se sentem aterrorizados quando estão trabalhando, principalmente em horários de pico, como à noite e aos finais de semana. A situação tem afetado a qualidade de vida dos trabalhadores, que se sentem vulneráveis e amedrontados em seus próprios locais de trabalho.

    A situação não é apenas uma questão de preocupação para os funcionários, mas também uma questão de segurança pública. A ocorrência de assaltos em lojas pode afetar a comunidade local, criando um ambiente de insegurança e prejudicando a economia da região.

    A falta de segurança nas lojas da Drogasil é um problema sério que precisa ser abordado pela empresa de forma eficaz. É importante que a empresa tome medidas para garantir a segurança de seus funcionários e de seus clientes, a fim de criar um ambiente de trabalho seguro e confortável. Além disso, é essencial que a empresa trabalhe em conjunto com as autoridades locais para combater a criminalidade na região.