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  • STF Decide: Parentes de até Segundo Grau Podem Ocupar Chefias do Executivo e Legislativo Simultaneamente

    STF Decide: Parentes de até Segundo Grau Podem Ocupar Chefias do Executivo e Legislativo Simultaneamente

    Da Agência Brasil

    O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta quarta-feira (5), que parentes de até segundo grau podem ocupar simultaneamente as chefias dos poderes Executivo e Legislativo no mesmo estado. Por maioria de votos, os ministros rejeitaram ação protocolada pelo PSB para proibir a ocupação dos cargos por familiares.

    A legenda argumentou que a Constituição de 1988 combateu a “oligarquização do poder político” e não permite que parentes ocupem as chefias do Executivo e Legislativo ao mesmo tempo. O partido citou diversas cidades em que parentes de segundo grau exerceram as duas funções, como já ocorreu em Iguatu (CE), Ji-Paraná (RO), Cornélio Procópio (PR), entre outros.

    Por 7 votos a 4, prevaleceu no julgamento o voto proferido pela relatora, ministra Cármen Lúcia, para quem não há comando expresso na Constituição para impedir a ocupação simultânea dos cargos por parentes.

    “A definição de nova hipótese de inelegibilidade é atribuição do Poder Legislativo. Como seria uma forma de estatuir uma nova norma de restrição de direito político fundamental não prevista pelo constituinte, nem pelo legislador, não há como se acolher a proposta apresentada”, afirmou a relatora.

    O ministro Flávio Dino abriu a divergência para se manifestar contra a ocupação simultânea. Segundo o ministro, é frequente no país o exercício concomitante de mandatos entre marido ou esposa, pai e filho e irmãos na chefia do Executivo e Legislativo.

    No entendimento de Dino, a Constituição impede a concentração de poder em uma família de políticos. “Essa ideia de concentração de poder, de casta, poder familiar, é incompatível com o conceito de República, de democracia”, completou.

  • Presidente da Câmara, Arthur Lira, Propõe Mudanças na Constituição para Proteger Direitos no Ambiente Virtual

    Presidente da Câmara, Arthur Lira, Propõe Mudanças na Constituição para Proteger Direitos no Ambiente Virtual

    Regulamentação de plataformas e combate à desinformação: A visão de Lira sobre os desafios da era digital.

    Em uma entrevista recente à TV Câmara, o presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), destacou a urgência de adequar a legislação à dinâmica veloz da vida digital. Lira enfatizou a necessidade de mudanças na Constituição para garantir os direitos individuais da população no ambiente virtual, considerando a rápida evolução do cenário cibernético e o papel das redes sociais.

    O líder político ressaltou que o movimento cibernético e a existência de uma vida paralela, principalmente nas redes sociais, demandam adaptações legislativas. Segundo ele, o Congresso Nacional precisa se posicionar diante dessa nova realidade, assegurando que a Constituição abrace, acolha, proteja e salvaguarde os direitos individuais em um ambiente digital em constante transformação.

    O debate sobre a regulamentação das plataformas, já em pauta no Congresso Nacional e no Supremo Tribunal Federal (STF), ganha destaque nas palavras de Lira. Ele defende a imposição de regras para as “big techs” monitorarem ativamente a desinformação e discursos de ódio, sob pena de responsabilização.

    Atualmente, a remoção de conteúdos, como vídeos propagadores de fake news, depende de decisões específicas. Lira reconhece a discrepância entre a realidade virtual e a vida cotidiana, apontando a necessidade de uma abordagem legislativa mais adaptada aos desafios da era digital.

    De acordo com informações do blog da Daniela Lima, o relator do projeto de lei 2630, conhecido como PL das Fake News, deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), planeja retomar a articulação para a votação da proposta em 2024, aprofundando as discussões sobre a regulamentação digital no país.