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  • Valéria Bolsonaro destina mais de R$ 20 milhões em emendas para Campinas

    Valéria Bolsonaro destina mais de R$ 20 milhões em emendas para Campinas

    Deputada estadual direcionou R$ 12,58 milhões exclusivamente para a Saúde e também destinou recursos para segurança, mulheres, infraestrutura e educação

    A deputada estadual Valéria Bolsonaro (PL) destinou mais de R$ 20 milhões em emendas parlamentares para Campinas, município onde vive desde 1985 e onde atuou durante 32 anos como professora da rede pública de ensino. Do montante, R$ 12,58 milhões foram destinados exclusivamente à área da Saúde, com recursos voltados ao atendimento da população.

    Além da Saúde, os recursos destinados pela parlamentar contemplaram outras áreas. Foram R$ 3,75 milhões para Segurança Pública, R$ 1,5 milhão para Políticas para a Mulher, R$ 1,2 milhão para Infraestrutura, R$ 500 mil para Educação, R$ 300 mil para Direitos da Pessoa com Deficiência e R$ 200 mil para Assistência Social.

    Segundo Valéria, a experiência de mais de três décadas na educação pública influencia as prioridades de sua atuação parlamentar. “Eu vivi no meio do povo, conheço as dificuldades de quem depende do SUS, da escola pública, da segurança. Por isso a Saúde é sempre prioridade nas emendas que destino para Campinas”, afirma.

    Reeleita em 2022 com 131.557 votos, Valéria Bolsonaro é candidata à reeleição para um novo mandato na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Antes de retornar à Assembleia, a deputada comandou, entre abril de 2024 e o final de 2025, a Secretaria de Políticas para a Mulher do Governo de São Paulo, a convite do governador Tarcísio de Freitas.

    Durante o período à frente da secretaria, Valéria coordenou o programa SP Por Todas, iniciativa estadual voltada à proteção e ao empreendedorismo feminino. Entre as ações desenvolvidas estiveram o ônibus SP Por Todas, com serviços de acolhimento, escuta qualificada e atendimento psicológico e social, além das carretas de Empreendedorismo e Odontológica, que percorreram municípios do interior paulista oferecendo serviços gratuitos.

    Também esteve entre as iniciativas sob sua gestão o programa Mães em Diálogo, direcionado a mães de crianças com deficiência ou autismo. Em 2025, ainda como secretária, Valéria lançou o livro “Para Todas as Mulheres do Mundo”, reunindo histórias de mulheres que enfrentaram dificuldades e construíram novas trajetórias.

    No final de 2025, a parlamentar deixou a secretaria e retomou o mandato na Alesp, onde já havia presidido a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. Durante sua atuação no Legislativo paulista, também ocupou a vice-presidência da Comissão dos Direitos das Pessoas com Deficiência e destinou recursos para hospitais, Santas Casas, APAEs e escolas de diferentes municípios do estado.

    Valéria também coordenou frentes parlamentares relacionadas ao combate ao câncer, à defesa das pessoas com deficiência e doenças raras e ao enfrentamento do tráfico de pessoas, com atenção especial a mulheres e crianças.

    Candidata à reeleição, Valéria apresenta como compromissos para um próximo mandato as áreas de Educação e Saúde, o apoio às famílias de crianças com deficiência ou autismo, a proteção da mulher e o empreendedorismo feminino, com foco na autonomia financeira das mulheres.

    Filiada ao Partido Liberal, a deputada se identifica politicamente com uma pauta de direita e destaca entre suas bandeiras a defesa da família, da liberdade, do trabalho e da segurança. Sua trajetória política é precedida por 32 anos de atuação como professora da rede pública, período em que trabalhou da educação infantil à alfabetização de adultos.

  • School of Rock marca presença no TDT Music Expo 2025

    School of Rock marca presença no TDT Music Expo 2025

    Em edição histórica do evento alunos da rede se apresentam no Palco Fábrica, com repertório autoral e grandes clássicos do rock

     

    A School of Rock, maior rede de escolas de música do mundo, participa de uma edição histórica do Tagima Dream Team (TDT), um dos mais importantes eventos de instrumentos musicais do Brasil. Tradicionalmente voltado para lojistas, músicos e profissionais da indústria, o encontro abre pela primeira vez as portas ao público final em 2025, com uma programação intensa de shows e atividades. O evento acontece no dia 30 de agosto, no Royal Palm Hall, em Campinas, a partir das 10h.

    No Palco Fábrica, alunos das unidades de Campinas, Santana e Perdizes terão a oportunidade de mostrar todo o seu talento. Na ocasião, o grupo que vai representar a School of Rock de Campinas, é a banda Leak, que já acumula participações em festivais nacionais e internacionais e apresentará quatro músicas, entre elas uma composição autoral lançada pelo selo School of Rock Records, assinada pelo artista Pedro Menon, além de três covers que vão de clássicos a sucessos contemporâneos, entre eles Superstition, de Stevie Wonder.

    O objetivo é valorizar tanto o desempenho individual quanto a performance coletiva da banda, oferecendo ao público uma apresentação de alto nível, Alexandre Fernandes, franqueado da School of Rock em Campinas destaca que o repertório foi definido em conjunto entre estudantes e equipe pedagógica, respeitando as características vocais e instrumentais de cada integrante.

    “Estamos preparando tudo com muito cuidado para que seja uma experiência inesquecível. Selecionamos alunos com bagagem de palco e muita qualidade musical, garantindo uma performance de grande impacto para o público presente”, afirma.

    A participação no TDT também reforça a missão da School of Rock de proporcionar vivências transformadoras por meio da música. O evento, que reúne profissionais, entusiastas e apaixonados pelo universo musical, amplia a visibilidade da rede e cria novas oportunidades de conexão com a comunidade local.

    “O TDT é um encontro único, que nos aproxima ainda mais da cena musical e mostra ao público o poder transformador da música. Para os alunos, é a chance de viver um momento marcante em suas trajetórias”, completa Alexandre. 

    Além da performance dos alunos da rede, o público poderá acompanhar uma agenda diversificada de apresentações. Entre os mais de 30 artistas confirmados estão Oficina G3, Black Pantera, Michael Pipoquinha, Nelson Faria, Mazin Silva, Roger Franco, Edu Ardanuy e Rafael Bittencourt. 

    Serviço

    TDT Music & Expo 2025

    Data: 30 de agosto de 2025 

    Local: Royal Palm Hall – Endereço: R. Mns Luís Fernandes de Abreu, 311 – Jardim do Lago Continuação, Campinas – SP

    Abertura das Portas: 10h00

    Início do Evento: 11h00

  • Brasileiro preso com conteúdo nazista após denúncia do FBI dizia ser ‘fuzileiro naval’ e debochava da polícia

    Brasileiro preso com conteúdo nazista após denúncia do FBI dizia ser ‘fuzileiro naval’ e debochava da polícia

    Polícia Civil recebeu informações sobre a localização do homem de 20 anos, que foi preso no trabalho, nesta terça (13).

    Imagens divulgadas pela Polícia Civil nesta quarta-feira (14) mostram que Pedro dos Santos de Deus, de 20 anos, preso em Campinas (SP) por suspeita de armazenar conteúdo nazista e de ódio à minorias, debochava de ameaças e duvidava que pudesse ser alvo de investigações policiais.

    Em mensagens trocadas em um grupo de mensagens, o suspeito chegou a se apresentar como fuzileiro naval, o que não é verdade, segundo a polícia, e afirmou que poderia dar dicas e conselhos de como “evitar essas investigações patéticas”, ao se referir aos trabalhos da polícia.

    Na conversa com outros usuários, o rapaz também falava sobre massacres e demonstrava a intenção de cometer atos graves de violência contra si mesmo, crianças, adolescentes, mulheres e animais”, como detalhou o delegado Elton Costa.

    “Ele participava de grupos, e esses grupos faziam disseminação de mensagens neonazistas, de massacre de minorias, principalmente negros, homossexuais e outros tipos de minorias. E ali nesses grupos havia uma disseminação de de como realizar esse tipo de massacre contra as pessoas”.

    “No momento que foi preso, ele se mostrou uma pessoa muito fraca, muito temerosa do que ia acontecer com ele. Não se mostrou uma pessoa violenta, diferentemente do que trazia ele no conteúdo das conversas que tínhamos […] nos aparentava ser uma pessoa muito violenta, com perigo efetivo real de alguma coisa. Ao encontrar, vimos que não se tratava disso, felizmente”.
    O rapaz foi denunciado por um organismo internacional que inclui o Departamento Federal de Investigação dos Estados Unidos (FBI, na sigla em inglês) e detido nesta terça-feira (13), no posto de combustíveis em que trabalhava como frentista.

    Em nota, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) informou que foi concedida liberdade provisória ao homem, “sob condição de comparecer mensalmente em juízo para justificar suas atividades”. O delegado acredita que isso não deve atrapalhar as investigações.

    Busca por outros suspeitos
    No celular do investigado foram encontraram trocas de mensagem relacionadas ao neonazismo, e no quarto em que morava junto com a avó, que foi aberto pelo suspeito, os policiais encontraram diversas fotos e vídeos classificadas como nazistas e de ódio às minorias, com a presença de uma suástica nazista no fundo de tela.

    Ao ser questionado sobre as mensagens, Pedro teria dito aos policiais que queria “arrecadar material para uma investigação que ele estava fazendo para coibir esse tipo de conduta”. Na delegacia, porém, preferiu se manter em silêncio.

    Com a apreensão desses equipamentos, a expectativa da polícia é de que outros integrantes do grupo sejam identificados. “Ele não é o único que manifesta nesse sentido. Obviamente que é um grupo. Nossas investigações tentarão agora, nesse segundo momento, identificar essas outras pessoas”, afirmou o delegado.

    “Nós sabemos de outro já. Até encontramos, tanto nesse relatório inicial, quanto ontem nos computadores dele, uma fotografia que mostra quatro, cinco pessoas, que tem toda a identificação dos codinomes que eles usavam. Esse rapaz preso ontem, foi um deles que estava ali”.

    Rastreado após denúncia

    O homem foi localizado com o auxílio de informações fornecidas por operadores de telefonia e provedores de internet. Com o cruzamento de dados, uma equipe da Polícia Civil foi até um endereço onde havia a identificação de material compartilhado.

    No local, uma residência, os agentes encontraram apenas a mãe do suspeito, que informou que o jovem havia deixado a casa após uma confusão — há um boletim de ocorrência dela contra o filho, ainda adolescente — e o suspeito estava com a avó, no Centro de Campinas.

    “Todos ficaram muito assustados, principalmente a família. A avó dele, com quem ele morava, ficou muito assustada com tudo isso. Não tinha noção do que ele fazia, acreditavam que era meramente uma pessoa mais isolada, que ficava assim, usando a internet, enfim, sem qualquer problema maior”, detalhou Elton.
    “Ele tinha uma vida regularmente estável, morava num lugar razoavelmente bom, tinha uma família razoavelmente boa, com problemas que todos têm, nada que justificasse todo aquele ódio que ele dizia ter […] diziam que ele apresentava um comportamento estranho, diferente, e a família tentou, dentro do possível, auxiliá-lo e ajudá-lo”.

     

  • Perícia confirma embriaguez em ex-panicat presa e aponta ‘atitude agressiva, hálito etílico e dificuldade para memorizar’

    Perícia confirma embriaguez em ex-panicat presa e aponta ‘atitude agressiva, hálito etílico e dificuldade para memorizar’

    Ana Paula Leme foi detida após chutar um PM em Campinas e responde ao caso em liberdade. Modelo se recursou a fornece sangue para avaliação do teor alcoólico, mas passou por exame clínico no IML.

    Um laudo pericial do Instituto Médico Legal (IML) confirmou que a ex-panicat Ana Paula Leme, presa em Campinas (SP) no final de semana, estava embriagada. Com isso, a Polícia Civil concluiu a investigação e enviou o relatório final ao Ministério Público Estadual (MP-SP) nesta quarta-feira (24). Veja detalhes do laudo abaixo.

    Ana Paula foi presa na noite de sábado (20) numa loja de conveniência no Cambuí, bairro nobre da cidade, por embriaguez ao volante, desacato, ameaça e injúria. Durante audiência de custódia, no domingo (21), a modelo foi liberada da prisão mediante pagamento de fiança de um salário mínimo.

    Laudo de embriaguez
    Após a prisão, a modelo se recusou a fornecer sangue para avaliação do teor alcoólico no corpo, mas passou por avaliação no Instituto Médico Legal de Campinas ainda na noite de sábado. No laudo, ao qual o g1 teve acesso nesta quarta-feira (24), o médico legista aponta que Ana Paula estava sob efeito de álcool e/ou outras substâncias psicoativas.

    Para chegar a essa conclusão, o perito fez o chamado exame clínico de verificação de embriaguez na modelo. Nele, ficou constatado, entre outras coisas, que a ex-panicat estava com hálito discretamente etílico, atitude agressiva, pupila reagindo mal à luz, atenção e concentração dispersiva, dificuldade de fixar memória, pulso rápido e funções sensoriais alteradas.

    O laudo pericia faz parte do relatório final da investigação do caso enviado ao MP-SP. Segundo a Polícia Civil, depoimentos de dois policiais militares, da funcionária da loja de conveniência do posto e de Ana Paula Leme também estão anexados ao inquérito.

    Durante oitiva na delegacia, ex-panicat confirmou que chutou o policial militar, que consumiu “pelo menos duas cervejas”, mas negou ter ofendido a funcionária da loja de conveniência do posto.

    O g1 tenta contato com Ana Paula desde a tarde de domingo (21) por e-mail e também pelas redes sociais, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. Nas redes sociais, ela postou: ‘vivendo em paz, até porque quem tá julgando, não é exemplo de nada’.

    Quem é Ana Paula

    A ex-panicat de 47 anos,estudou jornalismo na PUC-Campinas e ganhou fama como modelo, tendo posado como capa da revista Playboy e participado do extinto programa Pânico. Atualmente, conta com 177 mil seguidores em seu perfil no Instagram, onde compartilha fotos atuais e momentos marcantes da carreira.

    Chute na genitália e xingamentos a funcionária
    A funcionária de uma loja de conveniência no bairro Cambuí que relatou a policiais ter sido xingada e humilhada pela ex-panicat contou, em entrevista à EPTV, que a modelo a ameaçou e chamou de “pobre e vaca gorda”.

    “Me chamava de CLT, pobre, vaca gorda. Gritava várias vezes que eu era gorda para todo mundo escutar. Falou para voltar a lavar louça, que meu lugar era lá dentro, sendo humilhada”, completou.

    Raissa de Godoy Uschoa afirmou que, já na delegacia, a modelo a ameaçou de morte. “Ela continuou xingando, falando palavras bem obscenas que estava bem desagradável para todo mundo. Lá dentro ela me ameaçou, falou que quando saísse de lá ia acabar com a minha vida, ia cancelar meu CPF”.

    As imagens registraram o momento em que Ana Paula discutia com dois policiais homens. Em seguida, um dos agentes a levou, algemada, para a viatura e o outro, que estava em frente a ela, tomou um chute na genitália.

    Após colocá-la na viatura, o policial militar atingido ainda se agachou e parecia sem dores. O caso ocorreu por volta de 21h na loja de conveniência de um posto de combustíveis na Rua Maria Monteiro, no bairro Cambuí, área nobre de Campinas.

    Depois de tomar três cervejas, ela pediu um salgado, mas disse que estava ruim e teria jogado na mesa, exigindo a troca. As funcionárias dizem ter dado outro para ela, mas a modelo repetiu o feito e afirmou que não pagaria por nada.

    Segundo o relato de uma funcionária do local no boletim de ocorrência, Ana Paula chegou dirigindo um Jeep Renegade, já com sinais de embriaguez, e pediu uma cerveja.

    Ao sair da loja, a ex-panicat foi seguida por uma das funcionárias, que disse que Ana Paula não poderia sair sem pagar. Nesse momento, a suspeita teria xingado a funcionária da loja de “vaca gorda”. A funcionária, então, acionou a Polícia Militar (PM).

     

  • Empresário denuncia suposto golpe de empresa que intermedia liberação de recursos para projetos

    Empresário denuncia suposto golpe de empresa que intermedia liberação de recursos para projetos

    Ele registrou boletim de ocorrência em São Carlos (SP) após pagar honorários e não receber recursos contratados, nem o dinheiro de volta. Meekah já é investigada em outros processos.

    Uma empresa de Campinas (SP) que intermedia a liberação de recursos para projetos de educação e cultura foi alvo de uma denúncia de um suposto golpe, em São Carlos (SP). Um empresário alega que fez um contrato com a empresa, pagou pelos honorários e não recebeu os recursos contratados, nem o dinheiro de volta.

    A empresa já é investigada por suspeita de fraude em outros processos. (veja aqui). A defesa da Meekah foi procurada pela EPTV, afiliada da TV Globo, mas não deu uma posição oficial até a última atualização da reportagem.

    Sem dinheiro
    O empresário, que preferiu não ser identificado, buscava recursos para colocar em prática um projeto que trabalharia com a organização de festas e eventos em outubro de 2022.

    Ele assinou um contrato com a empresa Meekah e chegou a pagar R$ 5,5 mil como investimento inicial, para que a empresa intermediassse o investimento de R$ 1,1 milhão.

    No contrato, havia uma cláusula garantindo que a Meekah teria 90 dias úteis para conseguir levantar o dinheiro desde que apresentados todos os documentos exigidos, prazo que venceu ainda no primeiro semestre do ano passado.

    “Aí eles ficavam enroladno. Na verdade ia sair no final do ano, em dezembro, passaram uma nova data, depois no começo do ano passaram uma nova data. A desculpa era: a gente enviava um documento e faltava alguma coisa. A gente fazia o plano de negócio, pediam outra coisa. Cada vez era algo novo, problema com patrocionador, enfim”, afirmou.
    A vítima afirmou ainda que já vinha desconfiando de um possível golpe, mas ainda acreditava que receberia o dinheiro. Com o tempo passando e sem saber o que fazer, registrou um boletim de ocorrência.

    “Para que de alguma forma a justiça seja feita, seja pelos órgãos públicos, pela polícia, para que tenha uma visibilidade e seja instaurado algum inquérito para colocar essas pessoas devidamente na cadeia, se for comprovado que eles são estelionatários”, afirmou.
    O caso foi registrado como não criminal e deve ser encaminhado para o 2º Distrito Policial de São Carlos.

    A polícia informou que nesse caso, por ser um acordo comercial, geralmente é resolvido na esfera cível, mas se a vítima apresentar provas de que houve fraude ou estelionato, pode virar uma investigação criminal.

    Outras denúncias
    Em abril, o EPTV2 mostrou a denúncia de várias empresas que teriam contratado a Meekah e estavam sendo lesadas. As empresas que pagaram pela assessoria para conseguir acesso a recursos por meio de leis de incentivo e fomento à cultura, saúde, educação e empreendedorismo.

    Mais de 30 casos eram investigados na época pela Delegacia de Investigações Gerais de Campinas, no setor que atua no combate à corrupção, crime organizado e lavagem de dinheiro. A empresa até abril tinha mais de 6 mil contratos, a grande maioria aguardando o pagamento.

    São pessoas e empresas de várias regiões do Brasil que contrataram o serviço esperando receber valores que em alguns casos seriam milionários.

    A sede da Meekah, segundo consta no site da empresa, fica na região do Taquaral em Campinas. Na página na internet, Mário Cardoso e a mulher dele Neli Álvaro, donos da empresa, se apresentam como especialistas em captação de recursos e elaboração de projetos.

    Além da Meekah, dos donos Neli e Mário, outros oito funcionários também eram investigados pela polícia. Em reportagem exibida no EPTV2 no dia 23 de abril, uma ex-funcionária, que preferiu não ser identificada, contou que a empresa lucrava muito com o esquema.

    “R$ 6 milhões, R$ 4 milhões, R$ 10 milhões. Os valores eram altos, o valor da venda mensal. Eram as entradas [que as pessoas davam] de R$ 2,5 mil de 5,5 mil”, afirmou na época.

    A EPTV tentou entrar em contato pelos telefones que aparecem no site oficial da empresa, mas ele estava indisponível.

  • Detido por embriaguez e filho de ex-prefeito: quem é o empresário preso pela PF em SP na Lesa Pátria

    Detido por embriaguez e filho de ex-prefeito: quem é o empresário preso pela PF em SP na Lesa Pátria

    Diogo Arthur Galvão foi preso em Campinas e transferido para o Cento de Detenção Provisória de Hortolândia, onde vai aguardar julgamento do STF.

    Preso nesta quinta-feira (29) pela Polícia Federal em Campinas (SP) por suspeita de financiar os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, o empresário Diogo Arthur Galvão tem 36 anos e administra uma marcenaria da família que fabrica móveis planejados na cidade.

    Segundo a PF, Diogo foi preso preventivamente no bairro Cambuí na manhã desta quinta e em seguida foi transferido para o Centro de Detenção Provisória de Hortolândia (SP). O g1 procurou representantes do empresário, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem.

    É a segunda vez que o empresário é alvo da PF por participação na tentativa de golpe em Brasília. Em janeiro de 2023, agentes já tinham cumprido mandados contra o investigado em uma das primeiras fase da Operação Lesa Pátria.

    Embriaguez ao voltante
    Além da Operação Lesa Pátria, o empresário tem uma passagem na polícia por embriaguez ao volante. Em 2019, Diogo Arthur Galvão foi detido pela Polícia Militar no município de Piumhi (MG).

    Segundo a acusação do Ministério Público, que o g1 teve acesso nesta quinta, o empresário dirigia um veículo de luxo da marca Mercedes Benz com sinais visíveis de embriaguez quando foi parado pela PM.

    “Durante a abordagem, os militares visualizaram cinco garradas de cervejas vazias e um copo de vidro no interior do veículo e também verificaram que Diogo apresentava sinais de embriaguez, motivo pela qual foi solicitada a realização de teste de alcoolemia. Diogo negou a realização do exame e posteriormente, em sede policial, desejou permanecer em silêncio”, diz trecho da denúncia.

    Diogo foi levado à delegacia, pagou fiança e foi liberado. Ainda assim, foi denunciado pelo MP pelo crime de embriaguez ao volante e aguarda sentença da Justiça de Minas Gerais.

    Pai é ex-prefeito
    Segundo a Justiça, Diogo é filho do empresário Argemiro Rodrigues Galvão, prefeito de Santana da Vargem (MG) de 2005 a 2012. Em 2016, Argemiro tentou se candidatar a um novo mandato, mas teve a candidatura indeferida pela Justiça Eleitoral por conta das reprovações das contas da Prefeitura quando era prefeito.

    “Argemiro Rodrigues Galvão também teve as suas contas do ano de 2005 desaprovadas pelo legislativo municipal, em ato publicado em 2014, e promoveu a abertura de crédito suplementar sem autorização do legislativo”, disse a Justiça Eleitoral.
    Operação Lesa Pátria
    Em todo o Brasil, 34 mandados, incluindo três de prisão, são cumpridos na nova fase da operação Lesa Pátria. Outros sete alvos devem ser monitorados por tornozeleira eletrônica – como uma alternativa à prisão.

    Esses mandados são cumpridos em Mato Grosso do Sul (1), Paraná (3), Rio Grande do Sul (1), São Paulo (1) e Minas Gerais (1). Há, também, 24 mandados de busca e apreensão em Tocantins (8), São Paulo (6), Mato Grosso do Sul (2), Paraná (3), Rio Grande do Sul (1), Minas Gerais (1), Espírito Santo (1) e no Distrito Federal (2).

    Ainda de acordo com a PF, a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes também determina o bloqueio de bens dos investigados – para que, se houver decisão judicial, seja possível ressarcir o patrimônio público pelos danos dos atos golpistas.

    A estimativa dos Três Poderes é de que o prejuízo aos cofres públicos tenha ultrapassado os R$ 40 milhões.

     

  • Quem é o militar que tinha 111 armas e ‘incontáveis’ munições em apartamento incendiado em Campinas

    Quem é o militar que tinha 111 armas e ‘incontáveis’ munições em apartamento incendiado em Campinas

    Virgílio Parras Dias, de 69 anos, se aposentou em 31 de dezembro de 2010 e consta como responsável por clube de tiro. Militar é formado pela Academia Militar das Agulhas Negras.

    O militar que armazenava ‘incontáveis’ munições, granada e 111 armas de fogo no apartamento que pegou fogo e explodiu no sábado (26) em Campinas (SP), Virgílio Parra Dias, de 69 anos, é coronel aposentado do Exército e instrutor de tiro.

    Segundo o Exército, o militar possui certificado de registro válido como atirador, caçador e colecionador (CAC). A instituição aguarda o laudo pericial para apontar se todas as armas possuíam autorização.

    O nome do coronel Vírgilio Parras Dias também consta como um dos responsáveis por um clube de tiro em São Paulo (SP).

    Nascido em 21 de abril de 1954, o coronel frequentou a Academia Militar das Agulhas Negras, escola de ensino superior do Exército que fica no Rio de Janeiro, entre 1977 e 1980.

    Aposentado como general
    Conforme dados do Portal da Transparência do Governo Federal, o coronel foi reformado (termo usado para aposentadoria da carreira militar) em 31 de dezembro de 2010.

    Ao se aposentar, Parras Dias passou a receber salário do posto imediatamente superior: general de Brigada.

    Ainda conforme o Portal da Transparência, em dezembro de 2023, a remuneração bruta do militar aposentado foi de R$ 29.410,02. Com descontos, ele recebeu R$ 24.998,52.

    Segundo o Exército, a prática de militares receberem vencimentos do posto imediatamente superior ao se aposentarem deixou de ocorrer em 2000.

    Em janeiro de 2023, o coronel participou da solenidade de recriação da Companhia de Comando da 2ª Divisão de Exército, extinta em 1995. Segundo a publicação do Comando Militar do Sudeste, Parras Dias atuava como comandante da companhia.

    O incêndio
    Segundo a perícia, o fogo começou em um cofre do coronel. Um artefato ainda não identificado explodiu e deu início ao incêndio no apartamento do primeiro andar do condomínio Fênix, na Rua Hércules Florence, no bairro Botafogo.

    Além de munições e pólvora, a polícia encontrou uma granada intacta no imóvel. O Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) da PM não conseguiu concluir se o artefato estava carregado, mas levou para detonação em local seguro. Segundo a corporação, o explosivo é do modelo M36.

    O coronel Parra Dias deixou o prédio durante a evacuação e, segundo o boletim de ocorrência, permanecia “em local incerto” até a conclusão do registro, na madrugada de domingo (25). O g1 tenta contato com o coronel.

    Cão resgatado

    O coronel também é tutor de um cachorro, que foi resgatado ileso após ficar no banheiro do apartamento. Um vídeo, feito dentro do imóvel, mostra o animal e os bombeiros que o retiraram. Assista acima.

    “O cachorro está vivo! (…) O último sobrevivente”, diz uma das integrantes da equipe de resgate.
    Ao todo, 44 pessoas que estavam em andares superiores foram retiradas do prédio, parte delas por meio de cordas, em uma manobra semelhante à técnica de descida em rapel.

    Trinta e quatro pessoas precisaram receber atendimento médico e foram encaminhadas para o Hospital Casa de Saúde e para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) São José — nenhuma em estado grave.

     

  • Filha presa por manter pai em cárcere privado e sob maus-tratos é solta em audiência de custódia em Campinas

    Filha presa por manter pai em cárcere privado e sob maus-tratos é solta em audiência de custódia em Campinas

    O companheiro dela, que também havia sido preso pelos mesmos crimes, também teve liberdade provisória concedida. Eles deverão cumprir determinadas medidas cautelares.

    Foi solta, em audiência de custódia realizada nesta terça-feira (24), a mulher que foi presa suspeita de manter o próprio pai, um idoso de 74 anos, em cárcere privado e sob maus-tratos em Campinas (SP). O companheiro dela, que também havia sido preso em flagrante, também teve liberdade provisória concedida.

    De acordo com o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), Débora Cristina Ferreira de Oliveira e Wellington Gomes de Queiroz deverão, contudo, cumprir medidas cautelares como:

    Comparecimento mensal em Juízo para informar e justificar suas atividades, bem como eventual atualização de endereço;
    Obrigação de manter o endereço atualizado junto à Vara competente (informando imediatamente eventual alteração);
    Proibição de ausentar-se da Comarca de residência por mais de oito dias sem prévia comunicação ao Juízo.

    O idoso foi resgatado pela Polícia Civil nesta segunda-feira (23). Além de ser mantido em cárcere privado, o idoso sofria agressões físicas e psicológicas por parte da filha e do genro, segundo a polícia. Ele foi encontrado trancado em um quarto que tinha as trancas para fora e dormia dentro de um saco no chão, com duas alças próximas ao pescoço para que ele não levantasse.

    Em entrevista ao g1, Luís Antônio Loureiro, delegado do 10º DP, disse que tanto a polícia, quanto a Guarda Municipal e até a prefeitura já haviam recebido denúncias sobre os maus-tratos contra o idoso.

    A polícia solicitou ao poder judiciário um mandado de busca e apreensão, que foi cumprido nesta segunda-feira.

    “Na semana passada, nos procuraram dizendo que estavam dando banho de esguicho nele, que ele estava sofrendo danos psicológicos, uma tortura no sentido psicológico e até poderia ter agressões […] Fomos pegando depoimentos rapidamente para poder formalizar um pedido de mandado de busca e apreensão. Esse mandado foi deferido pelo poder judiciário e foi cumprido hoje de manhã”, informou o delegado Loureiro.

    No cumprimento do mandado, ainda de acordo com o delegado, foi constatado que o idoso de fato vivia sob maus-tratos e em condições insalubres.

    “[Ele] tinha vários ferimentos no corpo. Quando chegamos lá, a porta estava fechada por fora, com uma tranca por fora. Ele estava no quartinho deitado no chão dentro de um saco de dormir, esse saco tinha duas alcinhas próximas ao pescoço, e ali foram colocadas fraldas, a própria filha e o genro colocaram fraldas para que ele pudesse fazer suas necessidades no período noturno”, relatou o delegado.

    Idoso confirmou agressões

    Após ser resgatado do cárcere privado, segundo a Polícia Civil, o idoso foi levado para receber socorro em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Campinas. Lá, em conversa com uma assistente social, ele revelou que de fato sofria maus-tratos e que a filha e o genro, em uma situação, chegaram a pegá-lo pelo pescoço.

    O idoso deve receber alta médica nos próximos dias. Ele será levado para um abrigo de idosos da Prefeitura de Campinas.

    Tanto a filha do idoso quanto o companheiro dela estavam em casa quando os policiais chegaram. Eles foram autuados pelos crimes de maus-tratos contra idosos e também por cárcere privado. No momento, ambos estão sendo ouvidos em uma delegacia.

    Para se defender, a mulher disse à polícia que prendia o pai dentro do quarto por que ele “dava trabalho” e fugia de casa.

    Ainda na residência, a polícia encontrou 16 cartões de crédito, todos no nome do idoso, em diferentes bancos. A filha e o companheiro estão desempregados e viviam da aposentadoria do idoso.

     

  • STF condena dois réus da região de Campinas por atos golpistas; veja quem são e quais as penas

    STF condena dois réus da região de Campinas por atos golpistas; veja quem são e quais as penas

    Reginaldo Garcia e Edineia dos Santos foram por condenados por 5 crimes pela depredação dos Três Poderes, em 8 de janeiro. Eles foram os primeiros moradores da região a serem julgados pela Corte.

    O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou os dois primeiros réus da região de Campinas (SP) por participação nos atos golpistas do dia 8 de janeiro, quando houve invasão e depredação às sedes dos Três Poderes, em Brasília (DF). O julgamento, no plenário virtual, começou no dia 6 de outubro e terminou à 0h desta quarta-feira (18).

    A Corte formou maioria para condenar Reginaldo Carlos Begiato Garcia e Edineia Paes da Silva Santos por cinco crimes. A maior parte dos votos foi para a aplicação de 17 anos de prisão. Entretanto, como houve divergência relacionada à dosimetria da pena, será preciso esperar a proclamação do resultado de cada julgamento para saber o tempo exato de sentença.

    As penas de 17 anos foram propostas pelo relator do processo, Alexandre de Moraes, além do pagamento de R$ 30 milhões em danos morais coletivos para serem divididos com os outros quatro réus que foram julgados na mesma leva.

    Também votaram pela condenação os ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Dias Toffoli , Luiz Edson Fachin, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso. Veja os cinco crimes pelos quais os réus foram denunciados pela Procuradoria Geral da República (PGR):

    Abolição violenta do Estado Democrático de Direito: acontece quando alguém tenta “com emprego de violência ou grave ameaça, abolir o Estado Democrático de Direito, impedindo ou restringindo o exercício dos poderes constitucionais”. A pena varia de 4 a 8 anos de prisão.
    Golpe de Estado: fica configurado quando uma pessoa tenta “depor, por meio de violência ou grave ameaça, o governo legitimamente constituído”. A punição é aplicada por prisão, no período de 4 a 12 anos.
    Associação criminosa armada: ocorre quando há a associação de três ou mais pessoas, com o intuito de cometer crimes. A pena inicial varia de um a três anos de prisão, mas o MP propõe a aplicação do aumento de pena até a metade, previsto na legislação, por haver o emprego de armas.
    Dano qualificado: ocorre quando a pessoa destrói, inutiliza ou deteriora coisa alheia. Neste caso, a pena é maior porque houve violência, grave ameaça, uso de substância inflamável. Além disso, foi cometido contra o patrimônio da União e com “considerável prejuízo para a vítima”. A pena é de seis meses a três anos.
    Deterioração de patrimônio tombado: é a conduta de “destruir, inutilizar ou deteriorar bem especialmente protegido por lei, ato administrativo ou decisão judicial”. O condenado pode ter que cumprir pena de um a três anos de prisão.
    A maioria dos ministros entendeu que houve uma clara intenção por parte de uma multidão de tomada ilícita de poder, com uso de meios violentos para derrubar um governo democraticamente eleito.

    O ministro André Mendonça só condenou os réus pelo crime de Abolição do Estado Democrático de Direito, enquanto que Nunes Marques optou pela absolvição das acusações da PGR, mas condenou Reginaldo e Edineia por incitar publicamente a prática de crime, que prevê cinco meses de detenção. Como os dois já ficaram mais tempo presos, ele entendeu que não havia pena a cumprir.

    Reginaldo Carlos Begiato Garcia e Edineia Paes da Silva dos Santos foram presos em flagrante e tiveram a prisão preventiva decretada. Os dois permaneceram na cadeia até o início de agosto e saíram sob a condição do uso da tornozeleira eletrônica e não usar perfis em redes sociais.

    O plenário virtual é um formato de julgamento em que os ministros apresentam seus votos em uma página eletrônica do Supremo. Advogados podem apresentar argumentos nas sustentações orais por áudio ou vídeo.

    Provas nos celulares
    No relatório de Alexandre de Moraes, o ministro afirma que o conteúdo encontrado nos celulares dos réus após a perícia da Polícia Federal servem como provas dos crimes. No telefone de Reginaldo, havia imagens das barreiras de contenção derrubadas no gramado em frente ao Congresso Nacional, além de selfies dentro do plenário do Legislativo usando máscara.

    Já no celular de Edineia, a PF encontrou uma selfie em um acampamento em Brasília e uma mensagem de áudio confirmando a invasão. Pela descrição da Polícia Federal, a mensagem diz: “Nós já entramos, nós já invadimos tudo”. Também foram encontrados vídeos confirmando a intenção de praticar os atos golpistas.

    Quem são os réus
    Reginaldo Carlos Begiato Garcia, de 55 anos, mora em Jaguariúna (SP), é técnico de logística e foi preso após invasão no Congresso. Ele é acusado de participar de um grupo que invadiu o Congresso para depredar as instalações, quebrando vidraças, móveis, computadores, obras de arte, câmeras de circuito fechado de TV.

    A defesa pediu a absolvição dele. Os advogados alegam que ele foi a Brasília participar de uma manifestação pacífica, mas que infelizmente no decorrer da manifestação ocorreu uma grande confusão e depredações que vão totalmente ao contrário do que ele acredita, sendo que ele não praticou nenhum ato ilícito.

    Já Edineia Paes da Silva dos Santos, tem 37 anos, e é moradora de Americana (SP). A acusação da Procuradoria Geral da República (PGR) é de que ela estava nos atos antidemocráticos no Palácio do Planalto e foi uma das executoras.

    Segundo a defesa, ela viajou a Brasília “em uma caravana com o objetivo de participar de um movimento em prol da nação”. Esteve na rampa do prédio e depois buscou se abrigar das bombas de gás. O advogado também negou que ela depredou patrimônio público.

    Casos já julgados
    O STF já havia condenado seis executores dos atos golpistas. As penas vão de 12 a 17 anos de prisão. São eles:

    Aécio Lúcio Costa Pereira – 17 anos de prisão
    Matheus Lima de Carvalho Lázaro – 17 anos
    Thiago Mathar – 14 anos
    Davis Baek – 12 anos de prisão
    João Lucas Vale Giffoni – 14 anos de prisão
    Moacir José dos Santos – 17 anos de prisão.
    A maioria dos réus já está solta, usa tornozeleira eletrônica e cumpre restrições, como não poder acessar redes sociais.

  • Quem é o influenciador com 10,5 milhões de seguidores investigado por aplicar golpes com rifas de carros de luxo

    Quem é o influenciador com 10,5 milhões de seguidores investigado por aplicar golpes com rifas de carros de luxo

    Bruno Lima é suspeito de participar de esquema de lavagem de dinheiro por meio de jogos de azar. Operação deflagrada na segunda (9) apreendeu 14 veículos, celulares e eletrônicos.

    Acumulando 10,5 milhões de seguidores no Instagram e no TikTok, o influenciador Bruno Lima, de Campinas (SP), é investigado pela Polícia Civil pela participação em um suposto esquema de lavagem de dinheiro por meio de rifas on-line de carro de luxo.

    Nas redes sociais, o influenciador posta vídeos e fotos ao lado de carros luxuosos. Em uma das publicações (assista acima), Lima divulga a rifa de uma BMW modelo i8 por R$ 1,29. Segundo a Polícia Civil, vídeos como este foram o que inicialmente chamou a atenção dos investigadores.

    “As investigações se pautaram muito no acompanhamento da rede social do investigado, de modo que foi possível perceber inúmeras pessoas se queixando da inexistência de comprovação clara e específica em relação a quem seriam os vencedores dos sorteios, e também da presença destes veículos que ora eram sorteados na loja de veículos aberta pelo investigado”, diz o delegado Luiz Fernando Dias.

    Além do conteúdo automotivo, o influenciador também compartilha a rotina e brincadeiras com a família. O g1 entrou em contato com Lima e pediu um posicionamento sobre a investigação, mas não recebeu retorno até a última atualização desta reportagem. No entanto, ele publicou um comunicado em seu perfil no Instagram na manhã desta terça-feira. [veja abaixo]

    ‘Nunca enganamos nenhuma pessoa’
    No comunicado, Bruno Lima cita a investigação envolvendo o nome dele e afirma que “se Deus quiser” vai voltar a fazer as rifas. O influenciador ainda afirma a equipe jurídica está “trabalhando no processo” e em breve vai voltar a trabalhar com a cabeça erguida.

    “Nunca enganamos nenhuma pessoa, nenhum ganhador, nenhum resultado foi burlado, todos receberam, separamos cada ganhador, cada transferência, mas não quiseram nem sequer aceitar esses documentos (que os mesmos pediram após irmos explicar como funcionava detalhe por detalhe). Nunca precisei pagar ninguém para chegar onde cheguei. […] Estou tentando manter a cabeça no lugar e cuidar da minha filha, esposa e família”, diz um trecho do comunicado.

    Operação Hermes
    Policiais civis da 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG) deflagraram, na manhã de segunda-feira (9), uma operação contra lavagem de dinheiro que mira rifas on-line de carros de luxo em Campinas. Três mandados de busca e apreensão foram cumpridos na metrópole e em Monte Mor (SP).

    Ninguém foi preso. Segundo os investigadores, os alvos movimentaram pelo menos R$ 7 milhões em oito meses. Além de celulares e eletrônicos, a polícia também apreendeu 14 veículos, dentre eles automóveis de luxo, que seriam usados nos sorteios.

    Por meio das redes sociais, os investigados anunciavam sorteios de veículos de luxo e diziam que as rifas eram vinculadas à Loteria Federal;
    Assim que o sorteio era realizado, os investigados também anunciavam que o suposto vencedor teria optado por receber o prêmio via Pix;
    Assim, o veículo sorteado não era entregue ou transferido à pessoa vencedora;
    Segundo os investigadores, havia “inúmeras” reclamações sobre a falta de comprovação em relação aos vencedores e a presença dos veículos sorteados na loja aberta por um dos investigados.

    “Todos esses elementos nos levaram a crer que esta loja de veículos automotores, recém aberta pelo investigado, teria sido, na verdade, para prática da lavagem de dinheiro decorrente da contravenção penal de jogos de azar”, afirma o delegado.

    A Justiça determinou a suspensão das redes sociais dos alvos da investigação, bem como o bloqueio das contas correntes. Os carros apreendidos serão usados para abater a dívida de eventuais crimes tributários ou ressarcir vítimas que tiveram grande prejuízo, informou o delegado.

    “É uma prática que tem sido disseminada de maneira paulatina nas redes sociais, e que não é objeto de suspensão das atividades pelas plataformas porque acreditam que há necessidade de você ter uma ordem judicial para este fim. A alegação deles é sempre que não se responsabilizam pelo que o usuário posta nas redes sociais”, destaca Dias.