Tag: Bolsonaro

  • Flávio Bolsonaro defende vice da União Progressista em chapa presidencial do PL

    Flávio Bolsonaro defende vice da União Progressista em chapa presidencial do PL

    Senador avalia que saída de Ronaldo Caiado do União Brasil fortalece a oposição, amplia negociações estaduais e pode isolar o PT nas eleições de 2026

    O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, em entrevista à CNN, que a futura chapa presidencial do Partido Liberal deverá contar com um vice indicado pela Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP. A avaliação ocorre após a saída do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, do União Brasil para se filiar ao PSD, movimento que, segundo o parlamentar, amplia o campo de alianças da oposição e pressiona o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    A declaração de Flávio é feita em um momento em que novas pesquisas nacionais indicam rearranjos no campo da direita. Levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, publicado pela revista Veja, mostra que o próprio Flávio Bolsonaro já supera o ex-presidente Jair Bolsonaro nas intenções de voto entre eleitores bolsonaristas, na modalidade de pesquisa espontânea — quando não é apresentada lista de nomes.
    Segundo o estudo, Flávio aparece com 12,1% das intenções de voto, enquanto Jair Bolsonaro registra 6,3%. O presidente Lula lidera este cenário com 25,5%, embora, segundo a publicação, com vantagem menos confortável diante de seus principais adversários. Jair Bolsonaro, que está inelegível até 2030 por decisão da Justiça Eleitoral e foi condenado por abuso de poder político e ataques ao sistema eleitoral, também é citado na pesquisa como estando preso em Brasília por tentativa de golpe de Estado.

    Ainda de acordo com o levantamento, Jair Bolsonaro fica atrás, inclusive, dos eleitores que declararam voto branco ou nulo. O maior contingente, porém, é formado por entrevistados que afirmaram não saber em quem votar ou preferiram não responder, somando mais de 44% do eleitorado.

    A pesquisa ouviu 2.080 eleitores em 160 municípios, distribuídos pelos 26 estados e o Distrito Federal, entre os dias 25 e 28 de janeiro de 2026. O grau de confiança é de 95%, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-08254/2026.

    Para Flávio Bolsonaro, a federação União Progressista reúne as condições ideais para a composição da chapa, por contar com capilaridade nacional, governadores bem avaliados e quadros competitivos para o Congresso, especialmente no Nordeste. “Eles possuem capilaridade em todo o Brasil, governadores bem avaliados, bons candidatos ao Senado e à Câmara, principalmente no Nordeste, e bons quadros para compor nossa chapa na vice-presidência”, afirmou.

    O senador relatou que manteve conversas com Caiado antes da mudança de partido e defendeu a legitimidade da pré-candidatura do governador. Na sua avaliação, a chegada de Caiado ao PSD não representa isolamento político, mas sim uma soma de forças da oposição.

    Para o PL, o fato de o PSD lançar candidato próprio à Presidência reabre negociações estaduais, já que palanques regionais passam a ter compromisso formal com uma candidatura nacional. Flávio avalia que o movimento tende a enfraquecer alianças do PT em alguns estados e obrigar o partido do presidente a buscar alternativas de última hora.

    Em entrevista à CNN, Ronaldo Caiado afirmou que deixou o União Brasil para viabilizar um projeto nacional que enfrentava resistências internas e disse que o PSD oferece estrutura e presença nacional para sustentar uma candidatura competitiva. A definição do nome que disputará o Planalto pela legenda deve ocorrer em abril.

    Além de Caiado, o governador do Paraná, Ratinho Jr., também é citado como pré-candidato e declarou que o PSD abriga mais de um nome competitivo, com a escolha sendo definida por diálogo interno e construção de um projeto nacional.

  • PL Planeja Protocolo para Impedir Comunicação entre Bolsonaro e Valdemar Costa Neto

    PL Planeja Protocolo para Impedir Comunicação entre Bolsonaro e Valdemar Costa Neto

    Partido Liberal busca estratégias para cumprir decisão do STF que proíbe contato entre ex-presidente e dirigente do PL na Operação Tempus Veritatis.

    O Partido Liberal (PL) planeja um protocolo para impedir a comunicação entre Jair Bolsonaro e Valdemar Costa Neto, alvos da Operação Tempus Veritatis. Por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, eles estão proibidos de manter contato.

    O advogado Fábio Wajngarten, um dos responsáveis pela defesa do ex-presidente e ex-secretário de Comunicação do governo Bolsonaro, afirmou nesta quarta-feira, 14, que o partido pretende delimitar um plano de ação para o cumprimento da medida “nos próximos dias”.

    No despacho que autorizou os mandados de busca e apreensão pela Polícia Federal (PF), Moraes determinou aos alvos do inquérito a proibição “de manter contato com os demais investigados, inclusive através de advogados”.

    Por mais que a decisão judicial não limite a distância física entre os dois, Valdemar e Bolsonaro frequentam a sede do PL, em Brasília. Além disso, o escritório da legenda fica no mesmo conjunto de edifícios onde mora o dirigente partidário. No momento, ele está em liberdade provisória.

  • Moraes manda soltar Anderson Torres e determina medidas como uso de tornozeleira eletrônica

    Moraes manda soltar Anderson Torres e determina medidas como uso de tornozeleira eletrônica

    Ex-ministro da Justiça do governo Bolsonaro foi preso preventivamente em janeiro nas investigações sobre os atos golpistas de 8 de janeiro. Moraes, do STF, entende que não há mais motivo para prisão preventiva.

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a saída do ex-ministro Anderson Torres da prisão.

    “A presente decisão servirá de alvará de soltura clausulado em favor de ANDERSON GUSTAVO TORRES servirá também de ofício de apresentação ao Juízo da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, no prazo de 24 horas”, escreveu o ministro.

    Torres está preso desde 14 de janeiro, em decorrência da investigação por suposta omissão nos atos golpistas do dia 8 de janeiro.

    Para permitir a liberdade de Torres, o ministro determinou medidas cautelares que incluem:

    uso de tornozeleira eletrônica;
    proibição de deixar o Distrito Federal e de sair de casa à noite e nos fins de semana;
    afastamento temporário do cargo de delegado de Polícia Federal;
    comparecimento semanal na Justiça;
    entrega do passaporte à Justiça e cancelamentos de todos os passaportes já emitidos para Torres ;
    suspensão de porte de armas de fogo, inclusive funcionais;
    proibição de uso de redes sociais; e
    proibição de comunicação com os demais investigados no caso.
    Na decisão, Moraes informou que não vê mais motivos para Torres continuar preso preventivamente. E que as investigações podem transcorrer com o ex-ministro em liberdade.

    “As razões para a manutenção da medida cautelar extrema em relação a Anderson Gustavo Torres cessaram, pois a necessária compatibilização entre a Justiça Penal e o direito de liberdade demonstra que a eficácia da prisão preventiva já alcançou sua finalidade, com a efetiva realização de novas diligências policiais, que encontravam-se pendentes em 20/4/2023.”

    Moraes destacou ainda que o descumprimento de qualquer uma das medidas alternativas vai levar Torres de volta à prisão.

    Os advogados de Torres já vinham pedindo na Justiça a soltura do ex-ministro, alegando que a prisão preventiva não se justificava e que ele estava com agravamento das condições de saúde mental na prisão.

    Defesa de Torres
    Após a decisão de Moraes, a defesa de Torres soltou uma nota na qual diz que recebeu com “serenidade” a soltura do ex-ministro.

    “Recebemos com serenidade e respeito a decisão do ministro Alexandre de Moraes de conceder liberdade ao dr. Anderson Torres, que se encontrava preso desde o dia 8 de janeiro”, afirmam os advogados.

    “A defesa reitera sua confiança na Justiça e seu respeito irrestrito ao Supremo Tribunal Federal. O maior interessado na apuração célere dos fatos é o próprio Anderson Torres”, completa a nota.

  • TSE nega pedido de Bolsonaro para declarar Moraes suspeito

    TSE nega pedido de Bolsonaro para declarar Moraes suspeito

    Lewandowski já havia negado o pedido. A defesa do ex-presidente recorreu, mas o plenário manteve a negativa.

    Por unanimidade, os ministros do TSE negaram um recurso de Bolsonaro no qual o ex-presidente buscava a declaração de suspeição de Alexandre de Moraes para julgá-lo em processo em que é investigado por abuso de poder político.

    Bolsonaro foi processado por utilizar espaços da presidência, como os palácios do Planalto e da Alvorada, para fazer as lives do período eleitoral.

    Em setembro do ano passado, o ministro Ricardo Lewandowski já havia negado o pedido de impedimento de Moraes.

    Agora, a negativa foi mantida pelo colegiado, em julgamento por meio virtual concluído nesta segunda-feira, 10.

    Suspeição

    O pedido pela suspeição de Moraes foi motivado por um “gesto de degola” que teria sido feito pelo ministro em sessão do tribunal ocorrida em 27 de setembro de 2022.

    A cena foi flagrada pelas câmeras da TV Justiça e, posteriormente, reproduzida por aliados do então presidente. Carlos Bolsonaro questionou: “O que será que o Ministro Alexandre de Moraes quis dizer com esse gesto?”

    À época, a imprensa teria afirmado que o ministro se dirigia em tom de brincadeira a um assessor, ao reclamar da demora do funcionário para passar uma informação.

    Naquele julgamento, por 4 a 3, com o voto de desempate de Alexandre de Moraes, o TSE manteve a proibição a Bolsonaro para a realização de lives de cunho eleitoral nos palácios do governo.

    Para a defesa de Bolsonaro, o gesto de Moraes, num julgamento em que o ministro deu o voto contra os interesses do então candidato à reeleição “indicou uma conduta que reflete uma ausência de imparcialidade”.

    Mas, em setembro, Lewandowski negou o pedido, alegando que a acusação era “destituída de fundamentação jurídica”.

    A defesa recorreu, mas o colegiado negou o recurso.

    Ministro Nunes Marques, em seu voto, observou que “o gesto (da degola) que justificaria o pedido de suspeição sequer tinha relação com o julgamento ocorrido”.

    Processo: 0601310-17.2022.6.00.0000

     

  • Moraes manda bloquear contas de pessoas e empresas supostamente ligadas a atos antidemocráticos

    Moraes manda bloquear contas de pessoas e empresas supostamente ligadas a atos antidemocráticos

    Interdições ilegais em rodovias e manifestações foram feitas por apoiadores de Bolsonaro contra resultado das eleições. Decisão vale para 43 pessoas físicas e jurídicas.

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio imediato das contas bancárias de 43 pessoas físicas e jurídicas supostamente envolvidas em atos antidemocráticos contra o resultado das eleições.

    A decisão foi assinada no último sábado (12/11). De acordo com o magistrado, o bloqueio é “necessário, adequado e urgente, diante da possibilidade de utilização de recursos para o financiamento de atos ilícitos e antidemocráticos”.

    Moraes também determinou que, em até 10 dias, a Polícia Federal colha depoimentos de todas as empresas e pessoas listadas, além de indicar as diligências necessárias para apurar o caso.

    Na decisão, o ministro citou o bloqueio de rodovias de todo o país por manifestantes insatisfeitos com a derrota do presidente Jair Bolsonaro (PL) nas urnas. Moraes também pontuou o deslocamento de 115 caminhões para o QG do Exército, em Brasília, “com objetivo de reforçar atos criminosos”.

    De acordo com o magistrado, os protestos desrespeitam o direito de reunião pacífica, previsto na Constituição. Moraes pontuou que os grupos querem “propagar o descumprimento e desrespeito ao resultado do pleito eleitoral”.

    “Efetivamente, o deslocamento inautêntico e coordenado de caminhões para Brasília/DF, para ilícita reunião nos arredores do Quartel General do Exército, com fins de rompimento da ordem constitucional – inclusive com pedidos de ‘intervenção federal’, mediante interpretação absurda do art. 142 da Constituição Federal – pode configurar o crime de Abolição Violenta do Estado Democrático de Direito (art. 359-L do Código Penal)”, diz trecho da decisão.

    Veja a lista de empresas com contas bloqueadas:

    1. Agritex Comercial Agrícola Ltda.
    2. Agrosyn Comercio e Rep. de Insumos Agric
    3. Airton Willers
    4. Alexandro Lermen
    5. Argino Bedin
    6. Arraia Transportes Ltda.
    7. Assis Claudio Tirloni
    8. Banco Rodobens S.A
    9. Berrante de Ouro Transportes Ltda.
    10. Cairo Garcia Pereira
    11. Carrocerias Nova Prata Ltda.
    12. Castro Mendes Fabrica de Pecas Agricolas
    13. Ceramica Nova Bela Vista Ltda.
    14. Comando Diesel Transp e Logistica Ltda.
    15. Dalila Lermen Eireli
    16. Diomar Pedrassani
    17. Drelafe Transportes de Carga Ltda.
    18. Edilson Antonio Piaia
    19. Fermap Transportes Ltda.
    20. Fuhr Transportes Eireli
    21. Gape Serviços de Transportes Ltda.
    22. J R Novello
    23. Kadre Artefatos de Concreto e Construção
    24. Knc Materiais de Construção
    25. Leonardo Antonio Navarini & Cia Ltda.
    26. Llg Transportadora Ltda.
    27. M R Rodo Iguacu Transportes Eireli
    28. Muriana Transportes Ltda.
    29. Mz Transportes de Cargas Ltda.
    30. P A Rezende e Cia Ltda.
    31. Potrich Transportes – Ltda.
    32. Rafael Bedin
    33. Roberta Bedin
    34. Sergio Bedin
    35. Sinar Costa Beber
    36. Sipal Industria e Comercio Ltda.
    37. Tirloni e Tirloni Ltda.-Me
    38. Transportadora Adrij Ltda. Me
    39. Transportadora Chico Ltda.
    40. Transportadora Lermen Ltda. – EPP
    41. Transportadora Rovaris Ltda.
    42. Trr Rio Bonito T. R. R. Petr. Ltda.
    43. Vape Transportes Ltda.
  • Saiba quem é o bolsonarista preso por atacar policial da PRF com barra de ferro em SC

    Saiba quem é o bolsonarista preso por atacar policial da PRF com barra de ferro em SC

    Willian Jaeger foi preso em flagrante na última segunda-feira (7) após agredir um agente da Polícia Rodoviária Federal (PRF) com uma barra de ferro durante bloqueio de uma rodovia em Rio do Sul, em Santa Catarina.

    O ataque aconteceu em um trecho da BR-470 em frente a uma loja da Havan, rede varejista cujo dono, Luciano Hang, é apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL). A barra de ferro atingiu a cabeça do policial, que usava capacete no momento da agressão.

    Piloto de automobilismo, Jaeger pertence a uma família do setor de construção civil que atua na região sul do país fornecendo estruturas pré-fabricadas de concreto e metal. A Pré-Fabricar, empresa da família, enviou um caminhão para participar do bloqueio.

    Nas redes, o bolsonarista alterna postagens sobre automobilismo e manifestações de apoio a Bolsonaro (PL), além de críticas ao PT. Durante a pandemia, fez publicações negacionistas, ecoando o discurso do chefe do Palácio do Planalto.

    Jaeger é filho do empresário Frederico Jaeger Neto, que tem negócios nos ramos de bebidas, administradoras de bens e pecuária. A maioria das empresas fica no Vale do Itajaí, região leste de Santa Catarina.

    O Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC) informou que ao menos doze empresários e políticos locais que organizaram manifestações nas rodovias do estado já foram identificados. Os nomes dos financiadores permanecem sob sigilo.

  • Pai faz B.O. contra escola após imagem da filha ser usada pela campanha de Jair Bolsonaro

    Pai faz B.O. contra escola após imagem da filha ser usada pela campanha de Jair Bolsonaro

    Colégio do DF levou alunos para o Alvorada, mas informou aos responsáveis que passeio era gravação de material para Copa do Mundo. Aliado do presidente divulgou nesta sexta (7) vídeo em que crianças cantam ao lado do candidato à reeleição.

    O pai de uma criança que aparece em um vídeo publicado pela campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL) nesta sexta-feira (7) afirmou que as imagens foram usadas sem autorização prévia dos responsáveis.

    O músico Admilson Paiva registrou um Boletim de Ocorrência na Delegacia da Criança e do Adolescente, em Taguatinga, no Distrito Federal, dizendo que a escola onde a filha estuda levou os alunos, menores de idades, a um evento de campanha sem o consentimento dos pais.

    Paiva disse que o colégio havia informado apenas que faria um passeio por pontos turísticos de Brasília para uma gravação de um vídeo para a Copa do Mundo. Para o passeio, a instituição de ensino pediu que as crianças usassem camisetas da seleção brasileira.

    A escola enviou para os pais um pedido de autorização para gravação de um videoclipe. No bilhete, o colégio escreveu que estava em “contagem regressiva” para o torneio de futebol e recomendou que as crianças estivessem na instituição às 7h30, vestidas com a camiseta do Brasil ou uniforme e que levassem lanche reforçado (veja abaixo).

    As imagens foram divulgadas por Fábio Wajngarten, coordenador de comunicação da campanha do presidente, nas redes sociais e mostram Bolsonaro ao lado das crianças, muitas com camisas nas cores verde e amarela, no Palácio do Alvorada, cantando a música “Mostra tua força Brasil”. A publicação viralizou ao ser reproduzida por apoiadores do presidente.

    No post de Wajngarten, Paiva fez um comentário pedindo a exclusão do vídeo das redes sociais, mas não obteve resposta até o momento.

    “Não queremos tratar de política nesse caso. Não é porque é o Bolsonaro ou o Lula. A questão é que eu preciso saber onde a minha filha vai. Não gostei de vê-la exposta nacionalmente e mundialmente agora”, afirmou Paiva.

    “Minha filha vai fazer 10 anos agora. Nunca teve rede social. Sempre tentamos preservá-la. Agora, me sinto mãos atadas, porque não consigo resolver essa situação. As imagens já reverberaram mundialmente”, acrescentou o músico.

    O g1 tentou contato com a escola CCI por telefone e e-mail e aguarda retorno da instituição. A reportagem também aguarda manifestação da campanha do candidato.

  • Bolsonaro chama Lula de vagabundo após provocação

    Bolsonaro chama Lula de vagabundo após provocação

    O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a xingar diretamente o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta sexta-feira (7). Pelas redes sociais, ele respondeu a uma publicação em que o petista dizia que ele “anda nervoso” e xingando. O mandatário então comenta chamando o petista de “vagabundo”.

    “Vamos viajar o Brasil, visitar os estados que vão ter segundo turno. E vamos fazer debates. Vi que o Bolsonaro anda nervoso, anda me xingando. Mas ele precisa saber quem quer ser um chefe de Estado não pode ficar nervoso”, escreveu Lula no Twitter.

    Logo ele é comentado por Bolsonaro: “ que um Chefe de Estado não pode fazer é roubar, seu vagabundo!”.

    Nesta sexta, o chefe do Executivo perdeu a linha durante uma entrevista coletiva concedida no Palácio da Alvorada.

    Em tom exaltado, ele fez ataques ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral e ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e a Lula.

    “Alexandre de Moraes, mostre o valor das movimentações. Tenha caráter e mostre o valor das movimentações. É só tentativa de desgaste, isso é bem claro. A minha esposa não tem escritório de advocacia”, disse o presidente, aos gritos, em entrevista no Palácio da Alvorada.

    “Você está ajudando a enterrar o Brasil, por questão pessoal. Não sei qual, mas é pessoal. Para onde vai o Brasil com essa quadrilha do PT voltando ao governo?”, completou Bolsonaro, em referência ao presidente do TSE.

    Bolsonaro ainda sugeriu que alguns ministros preferem o candidato petista e disse que Geraldo Alckmin (PSB), vice de Lula, é amigo “íntimo” de Moraes.

    “Por que muitos preferem o Lula, alguns do Supremo? Porque vai ser mais orientado, vai ser mandado, vai ter rabo preso e [se houver] vontade de cassar o Lula, se um dia ele chegar, para o Alckmin, amigo íntimo de Alexandre de Moraes, assumir o governo”, disse.

    A entrevista durou cerca de 40 minutos e foi filmada por veículos de imprensa. Ele conversou com os jornalistas após se reunir com o apresentador de TV José Luiz Datena.

    Depois do ministro do Supremo, o alvo do chefe do Executivo foi Lula, seu opositor no segundo turno. O candidato à reeleição chamou o adversário de “pingunço” e ‘sem responsabilidade’.

    “Se você botarem um pinguço para dirigir o Brasil, um cara sem qualquer responsabilidade que tem um rastro de corrupção, um rastro de deboche com a família brasileira, de ataques a padres e a pastores, de ataques às Forças Armadas, de ataques aos policiais, vocês acham que vai dar certo?”, disse.

  • Bolsonaro diz que não é atribuição do governo levar oxigênio para o Amazonas

    Bolsonaro diz que não é atribuição do governo levar oxigênio para o Amazonas

    O presidente Jair Bolsonaro disse neste sábado (30) que “não é competência” e “nem atribuição” do governo federal levar oxigênio para o Amazonas, que sofre com a falta do insumo para atender pacientes da Covid-19. Bolsonaro elogiou ainda a atuação do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, dizendo que “não há omissão” diante da crise.

    De acordo com o presidente, o governo federal enviou recursos financeiros para o estado enfrentar a crise. “Não é competência nossa e nem atribuição levar o oxigênio pra lá, demos os meios”, disse Bolsonaro.

    Bolsonaro afirmou ainda que a chegada dos primeiros cilindros de oxigênio enviados pelo governo federal aconteceu seis dias depois que o ministro da Saúde tomou conhecimento do caso.

    “Agora, ele (Pazuello) ficou sabendo em uma sexta-feira do problema do gás e na segunda foi em Manaus, na terça programou tudo e na quarta começou a chegar já o oxigênio lá com aviões da força aérea e balsa. Logo depois ele começou a transportar o pessoal doente também de Manaus para outras capitais aí da redondeza em especial para os hospitais universitários”, completou.

     

    Para o presidente, o ministro, que está em Manaus após ser alvo de pedido de inquérito por omissão na crise de oxigênio, fez um “trabalho excepcional”.

    “Ele trabalha de domingo a domingo, vira a noite, duvido que com outra pessoa teria tido a resposta que ele está dando”, afirmou.

    A Polícia Federal iniciou uma investigação sobre a conduta do ministro na crise sanitária do Amazonas. O ministro enviou 120 mil unidades de hidroxicloroquina, que não tem eficácia comprovada contra a Covid-19.

    Até a manhã deste sábado, 335 pacientes com Covid-19 foram transferidos do Amazonas a outras 13 cidades brasileiras por conta do colapso causado por superlotação e falta de oxigênio no sistema de saúde local. Infelizmente, 11 pessoas não resistiram à doença e morreram.

    O Governo do Amazonas começou a enviar pacientes com Covid a outros estados no dia 15 de janeiro. A medida passou a ser adotada após hospitais do Amazonas ficarem sem oxigênio por conta da superlotação.

    O estado enfrenta um novo surto de Covid-19 e o sistema de saúde local entrou em colapso mais uma vez. Pazuello afirmou que a expectativa é enviar 1,5 mil pacientes para tratamento em outros estados.

    Segundo o governo estadual, 90 pacientes que foram transferidos para tratamento em outros estados já retornaram ao Amazonas recuperados da Covid-19. O governo estadual informou que os pacientes recuperados retornaram das cidades de Belém (PA), Maceió (AL), João Pessoa (PB), Uberaba (MG), Natal (RN), Teresina (PI), São Luís (MA), Brasília (DF) e Goiânia (GO).

    O número de óbitos corresponde a 3% do total de pacientes enviados para tratamento em outro estado. O governo informou que tem prestado apoio psicossocial às famílias, providenciado os trâmites funerários e traslado do corpo para Manaus, que são realizados em aviões da Casa Militar.

    Até então, as cidades que receberam pacientes do Amazonas, desde o dia 15 deste mês, foram: Teresina/PI (23), São Luís/MA (39), Brasília/DF (15), João Pessoa/PB (15), Natal/RN (41), Goiânia/GO (48), Belém/PA (23), Maceió/AL (30), Vitória/ES (36), Recife/PE (27), Rio Branco/AC (3), Uberaba/MG (18) e Curitiba/PR (17).