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  • Bitcoin: Recuperação após Queda e Perspectivas para o Mercado Cripto

    Bitcoin: Recuperação após Queda e Perspectivas para o Mercado Cripto

    Após um final de semana marcado por uma significativa queda, os touros estão demonstrando sinais de recuperação, impulsionando o preço do Bitcoin para US$ 68 mil, o que representa um aumento de 2%. A criptomoeda líder de mercado, Bitcoin (BTC), está sendo cotada nesta segunda-feira, 18 de março de 2024, a R$ 340.156,60.

    André Franco, especialista do MB Research do Mercado Bitcoin, destaca que os produtos de investimento em criptomoedas oferecidos por gestores de ativos renomados, como BlackRock, Fidelity, ProShares e 21Shares, ultrapassaram a marca de US$ 100 bilhões em ativos sob gestão, impulsionando o recorde de Ativos sob Gestão (AUM, na sigla em inglês).

    No entanto, o Bitcoin sofreu uma queda acentuada após os Estados Unidos divulgarem dados robustos de inflação. Com o índice de preços ao consumidor (IPC) subindo para 3,8% em fevereiro e o núcleo do índice de preços ao produtor (PPI) saltando para 2,0%, acima das expectativas de 1,9%, houve um aumento do sentimento de risco nos mercados. O índice do dólar americano atingiu US$ 103 e os rendimentos dos títulos continuaram a subir, com os rendimentos dos títulos de 10 e 30 anos alcançando 4,30% e 4,43%, respectivamente.

    Apesar dessas condições desfavoráveis, alguns sinais positivos ainda são visíveis no mercado de Bitcoin. O iShares Bitcoin Trust (IBIT) e o ETF Fidelity Wise Origin Bitcoin continuam a acumular ativos, com mais de US$ 15,9 bilhões e US$ 6,6 bilhões, respectivamente.

    Starbucks anuncia o fim do seu programa de recompensas em tokens não fungíveis (NFTs), sinalizando uma crescente aceitação e integração de criptomoedas no mainstream.

    O analista Crispus Nyaga prevê que o par BTC/USD provavelmente continuará a subir, com os touros tentando romper a resistência em US$ 70.000. No entanto, uma queda abaixo do mínimo registrado no domingo, de US$ 64.520, pode abrir espaço para uma extensão da queda até US$ 60.000.

    Neste cenário, o preço do Bitcoin no dia 18 de março de 2024 é de R$ 340.156,60. Com esse valor, R$ 1.000 podem comprar 0,0029 BTC e R$ 1 podem comprar 0,0000029 BTC.

    As criptomoedas que apresentam as maiores altas neste dia são: Render (RNDR), Sui (SUI) e Theta Network (THETA), com ganhos de 12,03%, 12,02% e 12%, respectivamente. Enquanto isso, Ribbon Finance (RBN), Floki (FLOKI) e Optimism (OP) registram as maiores baixas, com quedas de -6%, -5% e -4%, respectivamente.

  • Empresário suspeito de mandar matar membros do PCC é solto com tornozeleira

    Empresário suspeito de mandar matar membros do PCC é solto com tornozeleira

    Antônio Vinicius Lopes Gritzbach é denunciado pelo Ministério Público por ser o mandante do assassinato de liderança do PCC

    O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu por unanimidade suspender a prisão preventiva e deixar em liberdade, com medidas cautelares alternativas, o empresário Antônio Vinicius Lopes Gritzbach (foto em destaque), suspeito de ser o mandante do assassinato de dois membros do Primeiro Comando da Capital (PCC).

    Com base na decisão, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) determinou, na quarta-feira (7/7), que o empresário deixasse o sistema prisional, onde estava encarcerado preventivamente.

    De acordo com alvará de soltura, Gritzbach usa tornozeleira eletrônica e também precisará seguir regras fora da cadeia por ainda ser processado pelo duplo assassinato.

    O TJSP determinou ainda que ele preste contas mensalmente de suas atividades, não viaje, permaneça em casa no período noturno e em dias de folga. O passaporte do empresário também foi retido.

    A desembargadora Ivana David, do TJSP, na manhã deste sábado (10/6), que, apesar da soltura, “nem de longe o acusado deixou de ser responsabilizado criminalmente.”

    “É importante deixar claro. Não foi o TJ de São Paulo que fez isso [tomou a decisão de libertar o acusado]. O tribunal jamais daria essa liberdade para dois crimes hediondos, com pena de 12 a 30 anos cada um. O STJ entendeu que ele pode ficar aguardando o julgamento fora do sistema prisional. Mas que fique claro que ele não foi absolvido.”

    Bitcoins

    Segundo o Ministério Público de São Paulo (MPSP), Gritzbach teria mandado matar Anselmo Becheli Santa Fausta, conhecido como Cara Preta, e Antônio Corona Neto, o Sem Sangue, motorista de Anselmo. Ambos eram membros do PCC, facção com a qual Gritzbach manteria negócios na área de bitcoins e criptomoedas.

    O duplo homicídio ocorreu em 27 de dezembro de 2021 e teria sido cometido em parceria com o agente penitenciário David Moreira da Silva. Noé Alves Schaum, denunciado por ser o executor dos membros do PCC, foi assassinado em 16 de janeiro do ano passado. Ele teve a cabeça arrancada e jogada em uma praça no Tatuapé, na zona leste da capital paulista.

    Lavagem de dinheiro e morte

    Gritzbach, ainda de acordo com o MPSP, lavava dinheiro para Cara Preta usando operações com bitcoins e investimentos no ramo imobiliário. Após uma disputa entre os dois, em que Cara Preta estaria cobrando a devolução de valores, o empresário teria mandado matar o parceiro de negócios.

    O empresário foi preso em 2 de fevereiro deste ano em um resort de luxo na Bahia. Em 1º de março, ele foi transferido para São Paulo. Na ocasião, uma força-tarefa com integrantes do Grupo Especial de Reação foi mobilizada para a transferência, com o objetivo de evitar uma tentativa de fuga e garantir a segurança da operação.

    Gritzbach foi levado primeiramente ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), no centro paulistano, para trâmites burocráticos, e, depois, transferido para a penitenciária de Tremembé, no interior, conhecida como “prisão dos famosos”. Nela estão encarcerados criminosos condenados por crimes de repercussão nacional.

    Ainda em março, o empresário foi removido da P-2 de Tremembé, em que tinha condições melhores, para um presídio mais perigoso, controlado pelo PCC, no oeste paulista.

    Em um pedido de habeas corpus, feito no fim de março, a defesa pediu que o empresário respondesse ao crime em liberdade, alegando que ele sofria ameaças de morte. Na ocasião, foi afirmado que Gritzbach é inocente e não teve envolvimento na morte dos criminosos.

    Procurado neste sábado, o advogado Ivelson Salotto não havia dado retorno até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto para manifestações.

  • O caso Binance: o que aprendemos com a suspensão de saques e resgates em reais

    O caso Binance: o que aprendemos com a suspensão de saques e resgates em reais

    Clientes da Binance, exchange de criptoativos com o maior volume de mercado no Brasil e no mundo segundo algumas estimativas, não podem resgatar ou depositar valores em reais há mais de uma semana, obrigando usuários a buscarem soluções alternativas.

    O caso é um exemplo do que sinalizei, ainda em abril, em conversa no programa Cripto+ do InfoMoney: usuários estão sujeitos ao impedimento de resgates em reais em função de descumprimento de regras do Banco Central por algumas exchanges e suas parceiras, como já ocorreu no Reino Unido.

    O tema deve ser analisado no contexto das interrupções de saques em empresas como Celsius, Babel, Voyager, Hoo.com e Finblox, dada a recente desvalorização dos criptoativos e a especulação de que perdas causadas pelo uso indevido dos recursos de clientes podem ser a causa da suspensão do serviço. Contudo, precisamos compreender as peculiaridades de cada caso para evitar pânico e desinformação.

    O episódio traz um alerta para os investidores: é preciso conhecer os mecanismos de depósito e resgate de reais nas exchanges, pois as transações com a moeda brasileira podem ser interrompidas diante de problemas com o parceiro local ou com o Bacen.

    Por que as operações com reais foram interrompidas?

    Esses riscos já existem, mesmo antes da edição da lei de ativos virtuais atualmente em tramitação no Congresso Nacional, pois as normas de prevenção à lavagem de dinheiro já se aplicam aos bancos, financeiras e instituições de pagamento.

    Qualquer exchange que permita transações em reais precisa ter acesso ao sistema de pagamentos brasileiro via instituição autorizada pelo BC, mantendo contas bancárias ou de pagamento.

    Para transferir reais para uma exchange, deve-se fazer uma TED ou Pix para uma conta de uma filial ou parceiro local em uma instituição regulada, para as quais o regulador exige que uma série de informações cadastrais e rotinas de supervisão e comunicação de operações suspeitas de lavagem de dinheiro às autoridades.

    Caso a exchange estrangeira não colete esses dados dos seus clientes ou não queira compartilhá-los com o parceiro local, este poderá sofrer atuação do Banco Central, que lhe exigirá informações sobre a efetividade de seus controles internos e o cumprimento da legislação.

    Diante de uma fiscalização, a instituição regulada que atende à exchange tem duas opções: obter as informações e adequar suas políticas e rotinas para continuar a prestar o serviço ou interrompê-lo, caso não entre em acordo com a exchange.

    Segundo informações divulgadas pela imprensa, a interrupção das operações com reais na Binance deveu-se à segunda opção, diante da recusa, pela exchange, do fornecimento de dados de seus clientes brasileiros para o cumprimento de dever regulatório de KYC (Know Your Client), resultando no fim da parceria com a Capitual, que atua no país sem autorização do BC (embora use o nome “Banco Capitual”).

    Polêmica em torno da lavagem de dinheiro

    O tema é delicado porque a Binance se envolveu em uma discussão recente sobre ser um polo de atração para lavagem de dinheiro, por conta de reportagem investigativa feita pela Reuters, cujo teor foi negado pela exchange.

    A Binance foi alvo de investigações e restrições à sua atuação em diversos países (Estados Unidos, Reino Unido, China, Japão, Malásia, Canadá, Cingapura e Turquia) e foi acusada de ter controles pouco efetivos de compliance, utilizado indevidamente dados de clientes e divulgado informações falsas a investidores.

    Publicamente, a exchange tem afirmado que pretende cumprir a regulação existente, ao se aproximar das autoridades e divulgar a obtenção de autorizações na França, Itália e Emirados Árabes. Porém, um olhar mais detido sobre a abrangência destas autorizações e episódios como o comentado aqui sugerem que o discurso e a prática podem estar em descompasso.

    Não se tem certeza sobre a real razão para o rompimento da parceria Binance-Capitual. Há rumores sobre a busca de melhores termos comerciais com outro parceiro, estratégias concorrenciais (o Capitual presta serviços para outras exchanges), discordância com relação ao cumprimento de exigências regulatórias e compartilhamento de dados ou, simplesmente, uma tentativa da exchange de frear saques em um momento de maior incerteza do mercado.

    Lições aprendidas

    Na semana passada, a Binance anunciou uma nova parceria com a Latam Gateway para a retomada de transações com reais. A empresa ainda não tem autorização do Banco Central, mas pode exercer a atividade de emissão de moeda eletrônica, por já prestar esse serviço antes do dia 1º de março de 2021, quando foi editada a Resolução BCB nº 80/2021, que prevê que, até dezembro de 2022, todas as empresas devem entrar com o pedido de autorização.

    Até que a Latam Gateway seja autorizada, penso que a empresa atuará em uma zona cinzenta. Mas, desde logo, as autoridades brasileiras precisarão ter certeza de que serão cumpridas as obrigações de coleta de dados dos clientes e comunicação de operações suspeitas.

    Resta saber, assim, se o BC virá a fiscalizar a Latam Gateway para verificar qualquer descumprimento da regulação vigente , diante do volume de transações e saldos dos clientes, o que pode levar a novas suspensões de operações com reais. Aguardemos os próximos capítulos.