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  • Filha de policial é presa com ponto eletrônico, câmera e receptor escondidos no sutiã, casaco e calça em concurso para investigador

    Filha de policial é presa com ponto eletrônico, câmera e receptor escondidos no sutiã, casaco e calça em concurso para investigador

    Nadine Novello Conde Carlos, 31anos, foi detida pela Polícia Civil neste domingo (26) após fiscais do concurso público desconfiarem dela em prova na Barra Funda, Zona Oeste de São Paulo. Ela foi indiciada por fraude e associação criminosa. Pai dela é investigador no Deic.

    A filha de um policial foi presa em flagrante neste domingo (26) por suspeita de usar ponto eletrônico, microcâmera e receptor digital, respectivamente, no sutiã, no casaco e na calça que usava durante concurso público para investigador em São Paulo. Ela foi indiciada por fraude e associação criminosa.

    Nadine Novello Conde Carlos, de 31 anos, foi detida pela Polícia Civil após fiscais do concurso público desconfiarem dela no local da prova, na Barra Funda, Zona Oeste da capital paulista. Segundo eles, a candidata estava inquieta, mexendo constantemente no casaco e olhando em todas as direções.

    Os fiscais se aproximaram da carteira dela e pediram para ela retirar o casaco, mas como não quis, a coordenação foi chamada. Nadine então pediu para ir ao banheiro, e quando saiu da sala, foi seguida pela coordenação que passou o detector de metais em sua roupa. O equipamento emitiu sinal sonoro.

    Em seguida verificaram que na manga do casado havia uma câmera similar usada para conversas em webcam. Segundo o boletim de ocorrência do caso, Nadine depois mostrou que o receptor do sinal das câmeras estava dentro de sua calça. E o ponto eletrônico havia sido escondido dentro do sutiã.

    Candidata fica em silêncio

    A Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (Cerco) da 3ª Delegacia Seccional Oeste foi chamada depois pela coordenação e fiscais do concurso. Chegando ao local, eles perguntaram quem havia contratado Nadine para fazer a fraude, quanto havia recebido em dinheiro por isso e quantas pessoas participavam do esquema criminoso.

    Mas ela não quis responder e ficou em silêncio. Nadine ainda passará por audiência de custódia na Justiça, que decidirá se ela continuará detida ou responderá aos crimes em liberdade.

    A reportagem tenta contato com a defesa de Nadine e a Vunesp, organizadora do concurso, para comentarem o assunto. Em suas páginas nas redes sociais ela mostra fotos do seu cotidiano, como praticar tiro ao alvo (veja acima).

    Em outras publicações ela se apresenta como advogada e informa que dá assessoria jurídica (veja foto abaixo). O nome dela não consta no Cadastro Nacional de Advogados (CNA) da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

    O caso foi registrado no plantão do 91º Distrito Policial (DP), Ceasa. A investigação será feita pelo 23º DP, Perdizes. A Polícia Civil vai apurar se mais pessoas estão envolvidas nos crimes. As penas para fraude vão de um a quatro anos de prisão. Associação criminosa prevê punição de até três anos de reclusão.

    O pai dela é um investigador do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) em São Paulo. A reportagem entrou em contato com a Secretaria da Segurança Pública (SSP) que respondeu que, se ficar comprovada a participação de policiais no esquema, eles responderão criminalmente por isso.

    “A Polícia Civil investiga um caso de fraude e organização criminosa, após uma mulher ser pega com uma escuta, em uma prova para um concurso. A autoridade policial realiza diligência para identificar outros envolvidos no crime. Se confirmada a participação de algum servidor da instituição no caso, as devidas medidas serão tomadas pela Corregedoria da Polícia Civil”, informa nota divulgada pela pasta da Segurança.

    A investigação vai analisar câmeras de segurança para saber quem levou Nadine até a Universidade Paulista (Unip), na Avenida Marques de São Vicente, onde ela iria fazer a prova para a vaga de investigador da Polícia Civil.

    Além do ponto eletrônico, câmera e receptor encontrados com Nadine, o Cerco também apreendeu o celular dela. O aparelho, no entanto, não chegou a ser usado durante a prova. Estava guardado conforme orientação da organização. Mesmo assim passará por perícia, assim como os demais objetos.

    A polícia investiga se Nadine iria ou filmou a prova para que ela fosse feita por outras pessoas fora da universidade. E depois o grupo passasse as respostas por ponto eletrônico.

     

  • Filha de policial presa com ponto eletrônico e câmera em concurso público ganha liberdade provisória após audiência

    Filha de policial presa com ponto eletrônico e câmera em concurso público ganha liberdade provisória após audiência

    Nadine Novello Conde Carlos, de 31 anos, deverá pagar R$ 6,6 mil de fiança para usufruir do benefício. Ela foi indiciada por fraude e associação criminosa.

    A filha de um policial que foi presa por suspeita de usar ponto eletrônico, microcâmera e receptor digital durante um concurso público em São Paulo recebeu liberdade provisória após passar por audiência de custódia nesta segunda-feira (27).

    Nadine Novello Conde Carlos, de 31 anos, foi detida pela Polícia Civil neste domingo (26) após fiscais do concurso para investigador desconfiarem dela no local da prova, na Barra Funda, Zona Oeste da capital paulista. Segundo eles, a candidata estava inquieta, mexendo constantemente no casaco e olhando em todas as direções. Ela foi indiciada por fraude e associação criminosa.

    Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo, a suspeita deverá cumprir os seguintes requisitos para usufruir do benefício:

    Pagar fiança de R$ 6,6 mil
    Comparecer mensalmente em juízo para informar suas atividades
    Manter endereço atualizado
    Não sair da cidade de residência por mais de oito dias sem prévia comunicação
    Não se se inscrever em concursos públicos enquanto durar o processo
    Caso deixe de cumprir qualquer exigência, Nadine será reconduzida à prisão

    Entenda o caso

    Durante o concurso, fiscais se aproximaram da carteira dela e pediram que a candidata retirasse o casaco. Como ela se recusou, a coordenação foi chamada. Nadine então pediu para ir ao banheiro e, quando saiu da sala, foi seguida pela coordenação, que passou o detector de metais em sua roupa. O equipamento emitiu sinal sonoro.

    Em seguida, verificaram que na manga do casaco havia uma câmera similar à usada para conversas em webcam. Segundo o boletim de ocorrência do caso, Nadine depois mostrou que o receptor do sinal das câmeras estava dentro de sua calça. E o ponto eletrônico havia sido escondido dentro do sutiã.

    Candidata fica em silêncio

    A Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (Cerco) da 3ª Delegacia Seccional Oeste foi chamada depois pela coordenação e por fiscais do concurso. Chegando ao local, eles perguntaram quem havia contratado Nadine para fazer a fraude, quanto havia recebido em dinheiro por isso e quantas pessoas participavam do esquema criminoso. Mas ela não quis responder e ficou em silêncio.

    O g1 tenta contato com a defesa de Nadine e a Vunesp, organizadora do concurso, para comentarem o assunto. Em suas páginas nas redes sociais, ela mostra fotos do seu cotidiano, como praticar tiro ao alvo (veja acima).

    Em outras publicações, ela se apresenta como advogada e informa que dá assessoria jurídica (veja foto abaixo). O nome dela não consta no Cadastro Nacional de Advogados (CNA) da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

    O caso foi registrado no plantão do 91º Distrito Policial (DP), Ceasa. A investigação será feita pelo 23º DP, Perdizes. A Polícia Civil vai apurar se mais pessoas estão envolvidas nos crimes. As penas para fraude vão de um a quatro anos de prisão. Associação criminosa prevê punição de até três anos de reclusão.

    Pai de candidata é investigador

    O pai dela é um investigador do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) em São Paulo. A reportagem entrou em contato com a Secretaria da Segurança Pública (SSP) que respondeu que, se ficar comprovada a participação de policiais no esquema, eles responderão criminalmente por isso.

    “A Polícia Civil investiga um caso de fraude e organização criminosa, após uma mulher ser pega com uma escuta, em uma prova para um concurso. A autoridade policial realiza diligência para identificar outros envolvidos no crime. Se confirmada a participação de algum servidor da instituição no caso, as devidas medidas serão tomadas pela Corregedoria da Polícia Civil”, informa nota divulgada pela pasta da Segurança.

    A investigação vai analisar câmeras de segurança para saber quem levou Nadine até a Universidade Paulista (Unip), na Avenida Marques de São Vicente, onde ela iria fazer a prova para a vaga de investigador da Polícia Civil.

    Além de ponto eletrônico, câmera e receptor encontrados com Nadine, o Cerco também apreendeu o celular dela. O aparelho, no entanto, não chegou a ser usado durante a prova. Estava guardado conforme orientação da organização. Mesmo assim passará por perícia, assim como os demais objetos.

    A polícia investiga se Nadine iria ou filmou a prova para que ela fosse feita por outras pessoas fora da universidade. E depois o grupo passasse as respostas por ponto eletrônico.

  • Justiça ouve vítima e duas testemunhas em 1ª audiência do caso em que Brennand é réu por agressão a modelo em academia de SP

    Justiça ouve vítima e duas testemunhas em 1ª audiência do caso em que Brennand é réu por agressão a modelo em academia de SP

    Empresário também é réu por corrupção de menores, já que teria incentivado o filho a ofender a mulher. Além da vítima, duas testemunhas foram ouvidas.

    A Justiça de São Paulo encerrou, por volta de 19h desta quinta-feira (27), a primeira audiência do julgamento de Thiago Brennand. Neste caso, o empresário responde por agressão contra a modelo Helena Gomes em uma academia da capital paulista.

    Além da modelo, a Justiça ouviu mais duas testemunhas. O réu não foi ouvido. A próxima audiência foi marcada para 1º de setembro.

    Nesta quinta, a sessão aconteceu pela 6ª Vara Criminal da capital, no Fórum da Barra Funda, virtualmente. O empresário também é réu por corrupção de menores, já que incentivou o filho a ofender a vítima. Ele também está sendo julgado em Porto Feliz, no interior de São Paulo, em ações por sequestro e cárcere privado.

    Em nota, o Tribunal de Justiça de São Paulo informou que “o juiz Henrique Vergueiro Loureiro presidiu os trabalhos. Hoje, foram ouvidas a vítima e duas testemunhas de acusação. A continuação da audiência será no dia 1º/9/2023, às 9h, também em formato virtual”.

    Brennand tentou cancelar audiência
    Os advogados de Thiago Brennand tentaram cancelar a audiência desta quinta:

    A defesa disse que um dos arquivos de vídeo disponibilizados pela academia no processo — com imagens da agressão — teria sido modificado na plataforma de armazenamento em nuvem;
    Houve, então, um pedido de perícia e a solicitação de cancelamento da audiência;
    No entanto, o Ministério Público entendeu que o pedido feito foi desnecessário;
    A Justiça acompanhou a Promotoria, disse que não havia razão concreta para realização de prova pericial e manteve a data.

    Empresário é réu em nove processos

    A Vara Central da Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de São Paulo recebeu no início de junho deste ano uma nova denúncia oferecida pelo Ministério Público contra o empresário e herdeiro Thiago Brennand pelo crime de estupro. Além de virar réu no novo processo, ele teve mais uma prisão preventiva decretada.

    Segundo apurado pela GloboNews, Brennand é réu em nove processos, sendo que em seis deles tem prisão decretada.

    O empresário e herdeiro está preso no Brasil desde 29 de abril, após ficar oito meses nos Emirados Árabes.

    Acusações
    O nome de Brennand ficou conhecido depois que o Fantástico mostrou imagens exclusivas nas quais o empresário aparece agredindo a atriz Helena Gomes dentro de uma academia em São Paulo. Neste caso, ele responde pelos crimes de lesão corporal e corrupção de menores, já que teria incentivado o próprio filho adolescente a ofender Helena.

    Depois que a reportagem foi ao ar, outras mulheres procuraram o Ministério Público de São Paulo para denunciar o empresário por crimes como estupro, agressão, ameaça, cárcere privado e injúria.

    Segundo as vítimas, os crimes ocorreram entre 2021 e 2022 em uma casa que Thiago Brennand tem em um condomínio de luxo em Porto Feliz, no interior de São Paulo.

    Uma das mulheres disse que foi mantida em cárcere privado, sofreu agressões, teve um vídeo íntimo divulgado sem consentimento e que foi forçada a fazer uma tatuagem com as iniciais do empresário. A Corregedoria da Polícia Civil investiga a delegada Nuris Pegoretti por suspeita de ter favorecido o suspeito no caso.

    Já uma estudante de medicina acredita que foi dopada pelo empresário durante um jantar. Um ex-funcionário, que conviveu com Thiago Brennand por 15 anos, disse que ele batia e dava choques no próprio filho.

    Além disso, um garçom que trabalha em um hotel dentro do condomínio afirma ter sido agredido pelo empresário. Já o caseiro de uma propriedade no mesmo local alega ter sido ameaçado por Brennand.

    Prisão nos Emirados Árabes e extradição
    O empresário foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo em 4 de setembro de 2022. No mesmo dia, ele deixou o Brasil e foi para Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos.

    Na época, a Justiça deu um prazo de dez dias para que Thiago Brennand retornasse ao Brasil – o que não aconteceu. A prisão preventiva foi decretada pela Justiça, e o nome Brennand, incluído na lista internacional de procurados da Interpol.

    Ele chegou a ser preso em outubro, em um hotel de luxo em Abu Dhabi, mas foi solto depois de pagar fiança. Desde então, foi proibido de deixar o país e aguardava em liberdade uma decisão sobre o processo de extradição feito pelo governo brasileiro.

    No dia 15 de abril, mesmo dia em que o presidente Lula chegou aos Emirados Árabes em viagem oficial, o pedido de extradição foi autorizado. A prisão de Brennand foi confirmada dois dias depois — na ocasião, o empresário disse que estava sendo injustiçado — e, no dia 29, a embaixada do Brasil, em Abu Dhabi, recebeu a decisão judicial autorizando a extradição.

    O avião que trouxe o empresário chegou ao aeroporto internacional de São Paulo, em Guarulhos pouco antes das seis da tarde do mesmo dia.

    Ele viajou acompanhado por um delegado, dois agentes da Polícia Federal e um escrivão da Interpol treinado em jiu-jítsu, por conta do histórico de violência.

  • Segurança do Metrô de SP dá ‘mata-leão’ em homem negro durante abordagem e causa confusão na estação Barra Funda

    Segurança do Metrô de SP dá ‘mata-leão’ em homem negro durante abordagem e causa confusão na estação Barra Funda

    Companhia informou que ‘não se trata de um caso de racismo’ e que a ação será avaliada.

    Um segurança do Metrô de São Paulo aplicou um golpe de estrangulamento popularmente conhecido como “mata-leão” em um homem negro durante uma abordagem na estação Barra Funda, da Linha 3-Vermelha.

    Passageiros que estavam no local se revoltaram e tentaram conter os guardas com gritos de que a ação era racista. Questionado pelo excesso de violência na ação, o Metrô informou que “não se trata de um caso de racismo” e que a ação será avaliada.

    Uma passageira ouvida pela TV Globo informou que os seguranças teriam fechado temporariamente a entrada e saída da estação do Metrô. Ainda segundo ela, foi utilizado gás de pimenta para dispersar os passageiros que gritavam contra a ação de violência dos guardas.

    Em nota, o Metrô de São Paulo informou que o “homem que vendia ilegalmente bilhetes foi abordado por agentes de segurança do Metrô. Durante a abordagem, o vendedor clandestino agrediu os agentes e precisou ser contido. A Polícia Militar foi acionada e o encaminhou para a Delegacia de Polícia onde está sendo registrado o boletim de ocorrência”.

    O Metrô disse ainda que todas as ações da equipe são avaliadas e “se algum excesso for identificado, os funcionários passam por reorientação ou até sanção disciplinar. O Metrô reforça ainda que a venda ilegal de bilhetes é crime e pede a colaboração dos passageiros em não incentivar essa prática”.

  • ‘É uma dor irreparável’, diz mãe de menina de 4 anos morta por asfixia em 2015; pai é acusado e vai a novo júri na quarta

    ‘É uma dor irreparável’, diz mãe de menina de 4 anos morta por asfixia em 2015; pai é acusado e vai a novo júri na quarta

    Ricardo Krause foi condenado a 24 anos de prisão em 2018, mas TJ anulou júri em 2020. Sophia Kissajikian Cancio Najjar morreu asfixiada com um saco plástico dentro do apartamento do pai.

    Lígia Kissajikian Câncio, mãe de Sophia Kissajikian Cancio Najja, de 4 anos, morta por asfixia em 2015, disse nesta terça-feira (23) esperar que o pai da menina seja novamente condenado pelo assassinato da filha.

    Em entrevista ao Programa Encontro, da Rede Globo, ela comentou sobre a dor e a luta por Justiça nesses oito anos desde a morte de Sophia.

    “Já são quase 8 anos em busca de justiça. A perda de um filho na vida de uma mãe é uma dor irreparável, não dá pra descrever. E essa luta tem sido diária, afirmou.

    O novo júri de Ricardo Krause Esteves Najjar, deve ter início nesta quarta-feira (24), no Fórum Criminal da Barra Funda, Zona Oeste de São Paulo.

    “Seria muito importante que o Ricardo confessasse o que aconteceu, porque eu acho que uma boa parte dessa injustiça tá ligada a ele ter feito o que ele fez e ter jogado a responsabilidade nela, como se ela tivesse colocado uma sacola, sendo que a responsabilidade é dele. Então, ele cria uma mentira e vive naquela mentira”, disse Lígia.

    O primeiro julgamento, que o havia condenado a 24 anos e 10 meses de prisão em 2018, foi anulado após dois anos (entenda abaixo).

    Segundo apurado pelo g1, o novo júri está previsto para acontecer nos dias 24, 25 e 26, às 13h. Trinta testemunhas foram intimadas pela Justiça.

    Um segundo júri chegou a ser marcado para 30 de janeiro deste ano, mas foi adiado.

    Relembre o caso
    O crime foi registrado em dezembro de 2015, no Jabaquara, Zona Sul. A criança foi encontrada asfixiada com um sacola plástica na cabeça. Na época, a defesa do pai alegou se tratar de um “acidente doméstico”, pois a criança estaria brincando com a sacola.

    Ricardo foi preso no velório da menina e ficou um ano preso. Foi solto antes do julgamento por “excesso de tempo de prisão temporária”. Voltou a ser preso em março de 2017.

    Em 2018, Ricardo foi julgado e condenado a 24 anos e 10 meses de prisão por homicídio doloso, quando há intenção de matar, duplamente qualificado. Ele também foi condenado pelos jurados por fraude processual, por ter supostamente alterado a cena do crime. Na época, o cozinheiro estava preso na Penitenciária de Tremembé, no Vale do Paraíba.

    Em setembro de 2020, porém, o Tribunal de Justiça de São Paulo divulgou que havia anulado o júri que condenou o autônomo.

    Os desembargadores que integravam a 12ª Câmara Criminal de São Paulo entenderam, por decisão unânime, que o julgamento que condenou Krause em 2018 era nulo devido à “contradição dos quesitos dos jurados”. Os magistrados determinaram a liberdade provisória do réu.

    A defesa de Krause, o advogado Antonio Ruiz Filho, comemorou a decisão na época, afirmando ser “justa”, após “ele aguardar tanto tempo preso pelo julgamento” e pela inconsistência na resposta dos jurados sobre a qualificadora do crime por meio de execução cruel, com o uso de asfixia, já que um dos jurados, segundo o advogado, mudou de opinião durante o julgamento dos quesitos.

    Os desembargadores entenderam que, como ele esperou preso pelo julgamento, deveria ser posto em liberdade para aguardar pelo novo júri.

    O segundo júri foi remarcado diversas vezes por conta da pandemia e também a pedido da defesa, mas agora a previsão é que ele aconteça nesta semana.

    O crime
    A menina morava com a mãe, mas passava alguns períodos com o pai. Foi no apartamento de Krause, na Zona Sul de São Paulo, que ela morreu asfixiada com uma sacola plástica na cabeça.

    Peritos e investigadores vasculharam duas vezes o apartamento, no primeiro andar de um prédio, no Jabaquara, e não encontraram sinal de que havia outra pessoa no lugar além da menina e do pai no dia do crime. Não havia sinais de arrombamento.

    A namorada de Ricardo e a irmã dela, que também moravam no apartamento, disseram para a polícia que não estavam em casa no dia do crime. Ricardo foi preso, dois dias depois, no velório da filha.

    Os exames do Instituto Médico Legal concluíram que a criança apresentava manchas roxas pelo corpo, o tímpano rompido e uma lesão na parte interna da boca. O pai de Sophia sempre se disse inocente e contou à polícia que tomava banho e, quando saiu, encontrou a filha com uma sacola na cabeça sem respirar.

    Um ano depois da prisão de Ricardo, em dezembro de 2016, o ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou soltá-lo. Em sua decisão, ele considerou haver “excesso de prazo” na prisão temporária – decretada antes da condenação para preservar as investigações ou evitar novos crimes.

     

  • Mulher que pede indenização de Lima Duarte após acidente recebeu R$ 30 mil, flores no hospital, e assinou ‘acordo’ com sigilo

    Mulher que pede indenização de Lima Duarte após acidente recebeu R$ 30 mil, flores no hospital, e assinou ‘acordo’ com sigilo

    Ação da motociclista na Justiça quer R$ 1,2 milhão, entre danos morais e tratamento. Paciente passou por cirurgia e deve passar por outra. Caso ocorreu em março deste ano.

    O ator Lima Duarte, que é alvo de uma ação por danos morais e materiais de R$ 1,2 milhão por conta de um acidente em março na Zona Oeste de São Paulo, pagou R$ 30 mil via PIX à motociclista atingida, mandou flores para ela no hospital, e assinou um “acordo” com a paciente, de 37 anos.

    No processo que corre pela 28ª Vara Cível de São Paulo, a defesa dela detalhou que o acidente ocorreu em 1º de março deste ano, na Avenida Antártica, região da Barra Funda, quando o carro dele passou de uma faixa para outra, não teria dado sinal e o retrovisor direito prendeu no guidão da moto, que “voou” cerca de 200 metros à frente, segundo o texto.

    A mulher quebrou cinco ossos, colocou duas placas e nove parafusos. Ela deverá fazer uma nova cirurgia nos próximos meses depois que o corpo rejeitou os parafusos. A defesa alega que ela permaneceu no hospital por 16 dias e deverá ficar cerca de um ano sem andar.

    Uma neta de Lima Duarte teria ido ao hospital e levado flores à paciente. Em seguida, um homem e uma contadora levaram um documento para que ela assinasse.

    “Estava com fortes dores, ainda com efeito de medicações, meio sonolenta, com morfina ainda fazendo efeito e levaram o documento para ela assinar, condicionando o depósito de R$ 30 mil e uma ajuda mensal por seis meses”, disse o advogado da paciente, Francisco Angelo Carbone Sobrinho.

    A defesa afirma que foram alugadas uma cama hospitalar e cadeira de rodas, que não estão sendo custeadas pelo ator.

    A motociclista pede na Justiça:

    Tratamento em hospital particular;
    Pagamento mensal de R$ 5 mil com comprovação dos gastos;
    Contratar uma auxiliar de enfermagem para cuidados diários por não poder se levantar;
    Transporte para tratamentos;
    Fisioterapia;
    O g1 tenta contato com o ator Lima Duarte. Anteriormente, o artista chegou a divulgar uma nota sobre o caso em seu perfil nas redes sociais.

    No texto, ele confirmava que tinha se envolvido em um acidente de trânsito do qual não teve responsabilidade, mas havia prestado socorro e acompanhava o estado de saúde da vítima.

    O que diz o ‘acordo’
    O documento, o qual o g1 teve acesso, cita que o motorista e a motociclista “não atribuem qualquer culpa pelo acidente” e que os dois reconhecem que foi uma “fatalidade decorrente do próprio trânsito intenso da capital”.

    No terceiro parágrafo, escrito pela equipe do ator, há a afirmação de que a paciente realmente sofreu ferimentos e passou por uma “bem-sucedida cirurgia no quadril” na Santa Casa de São Paulo, e teve alta médica em 16 de março.

    “Gesto de solidariedade inclui pagamento a Simone de aluguel de uma cadeira de rodas e de uma cama hospitalar pelo prazo de até 6 meses, no valor de R$ 465 mensais, além de uma ajuda de custo para minimizar a perda de receita de Simone, no valor de R$ 30 mil”.

    O texto ainda detalha que havia o comprometimento do sigilo.

     

  • Paulo Cupertino, acusado de assassinar ator Rafael Miguel e família, irá a júri popular em SP

    Paulo Cupertino, acusado de assassinar ator Rafael Miguel e família, irá a júri popular em SP

    Data ainda não foi definida pela Justiça. Empresário fugiu após matar ator e pais dele em 2019 e se escondeu com identidades falsas até ser capturado na cidade de São Paulo. Dois amigos de Cupertino também vão ser julgados por terem colaborado com a fuga.

    A Justiça decidiu mandar a júri popular Paulo Cupertino, o empresário acusado de matar Rafael Miguel e os pais do ator em 2019. A decisão, de 5 de abril, é do juiz Ricardo Augusto Ramos e foi confirmada nesta quarta-feira (12).

    A data do julgamento, porém, não havia sido divulgada até a última atualização desta reportagem. Cupertino é acusado de triplo homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e recurso que impossibilitou a defesa das vítimas. De acordo com o Ministério Público, ele matou as vítimas porque não aceitava o namoro de sua filha com o artista.

    Além dele, dois amigos do empresário, que são réus no mesmo processo, foram interrogados no ano passado e negaram ter ajudado o assassino a fugir e se esconder após o crime cometido em 9 de junho de 2019, na Zona Sul da capital paulista.

    Cupertino foi pronunciado pelos três homicídios, e os dois amigos dele, pelo crime previsto no artigo 348 do Código Penal, quando se ajuda um criminoso a fugir. A defesa de um dos amigos já tentou desmembrar o processo para que ele fosse julgado em outra ação, mas o pedido foi negado.

    A defesa de cada um deles poderá entrar com recursos próprios e pedir julgamentos em separado.

    Paulo Cupertino
    Cupertino está detido atualmente no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarulhos, na Grande São Paulo. Ele responde preso preventivamente pelos crimes de triplo homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e recurso que impossibilitou a defesa das vítimas.

    Durante seu interrogatório, no Fórum Criminal da Barra Funda, Zona Oeste, o empresário não quis responder as perguntas feitas pelo Ministério Público. Ele se reservou ao direito legal de ficar em silêncio.

    O crime

    Câmeras de segurança gravaram Cupertino atirando 13 vezes em Rafael, de 22 anos, no pai dele, João Alcisio Miguel, de 52, e na mãe do artista, Miriam Selma Miguel, de 50. Segundo o Ministério Público, o empresário cometeu os assassinatos por ciúmes: não aceitar o namoro da filha, Isabela Tibcherani, com Rafael. Na época, a estudante tinha 18 anos.

    Isabela e sua mãe, Vanessa Tibcherani, ex-esposa de Cupertino, presenciaram a chacina. As duas estavam próximas à casa em que moravam, numa rua do bairro da Pedreira, mas não foram atingidas pelos disparos.

    Mais câmeras registraram o momento em que o assassino fugiu. Cupertino chegou a se esconder em outros estados e países. Ele só foi preso quase três anos após o crime, em 17 de maio deste ano, quando a Polícia Civil o encontrou escondido e disfarçado num hotel em São Paulo.

    Ajuda de amigos

    Cupertino chegou a dizer aos jornalistas que acompanharam sua prisão que ele é “inocente” e não matou “ninguém”. Apesar disso, ficou em silêncio quando foi interrogado na delegacia e não falou nada sobre o assassinato e sua fuga.

    De acordo com as investigações do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) de São Paulo, ao menos quatro amigos de Cupertino o ajudaram a fugir e se esconder após matar Rafael e seus pais.

    Dois deles são acusados de favorecimento pessoal: Eduardo Jose Machado, o “Eduardo da Pizzaria”, dono de uma pizzaria na Zona Sul de São Paulo, e Wanderley Antunes Ribeiro Senhora, que morava em Sorocaba, no interior paulista.
    Diferentemente de Cupertino, respondem ao crime em liberdade e negaram o crime.

    ‘Sou inocente; minha filha me condena’, diz Paulo Cupertino ao ser preso em SP

    Até a última atualização desta reportagem, o g1 não conseguiu localizar as defesas de Cupertino, Eduardo e Wanderley para comentarem o assunto.

    Os outros dois amigos que são investigados pela polícia de ajudar Cupertino a fugir e se esconder são o dono de uma chácara em Mato Grosso e um fazendeiro no Paraguai. Não há a confirmação, porém, se eles chegaram a ser responsabilizados por algum crime.

    Isabel Tibcherani e Rafael Miguel eram namorados até o pai dela matar o ator a tiros em 2019

    Em outras oportunidades, a Defensoria Pública informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que só se manifestaria nos autos do processo.

    A pedido da Defensoria, a Justiça convocou o filho adolescente de Cupertino para falar como testemunha de defesa, mas o garoto não compareceu por orientação de seus advogados, que também defendem os interesses de Isabela, a filha do empresário. Ela quer a condenação do pai, com quem cortou relações.

    Atualmente, Cupertino é representado por um advogado particular.

    Quem era Rafael Miguel
    Rafael era conhecido na mídia por ter interpretado o personagem Paçoca na novela “Chiquititas”, do SBT, e trabalhado em um famoso comercial em que uma criança pede brócolis à mãe.

    Ele também atuou em novelas da Globo, como “Pé na Jaca”, “Cama de Gato” e o especial de fim de ano “O Natal do menino imperador”.

  • Suspeito de matar mulher a facadas em frente ao Memorial da América Latina em SP tem prisão temporária decretada pela justiça

    Suspeito de matar mulher a facadas em frente ao Memorial da América Latina em SP tem prisão temporária decretada pela justiça

    Sidney Ferreira da Silva, de 38 anos, ex-namorado da vítima, é apontado como autor do crime. Polícia realiza buscas para encontrá-lo. Ele está foragido.

    A Justiça decretou a prisão temporária do suspeito de matar uma mulher de 34 anos em frente ao Memorial da América Latina, na Barra Funda, Zona Oeste de São Paulo, na quinta-feira (6).

    Sidney Ferreira da Silva, de 38 anos, ex-namorado da vítima, é o principal suspeito do crime. A polícia realiza buscas para encontrá-lo. Ele está foragido.

    Renata Tereza de Sousa Manoel chegou a ser levada ao Pronto-Socorro da Santa Casa por um ambulância particular de um evento que acontecia no Memorial, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

    A médica que atendeu a vítima entregou à polícia o boletim de ocorrência que a jovem havia feito dois dias antes todo ensanguentado. Era a segunda denúncia por ameaça, violência doméstica, perseguição e injúria contra Sidney.

    O documento foi encaminhado para a perícia e o caso foi registrado como feminícidio.

    De acordo com o boletim, na segunda-feira (3), o agressor tentou se passar por um amigo de trabalho dela para arrumar um encontro com a ex-namorada. Ela foi ao local que ele indicou.

    Ele começou a xingá-la, e fazer ameaças. Ela acionou a Polícia Militar e ele acabou fugindo. Depois, ele ligou para Renata e ameaçou divulgar fotos antigas.

    Ela relatou ainda que, mesmo com medida protetiva, ele ficava rondando sua casa.

    No dia 8 de março a vítima registrou um primeiro boletim de ocorrência de violência doméstica, lesão corporal e injúria contra o suspeito, na 7ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).

    Na ocasião, foi instaurado inquérito policial e solicitada medida protetiva de urgência à Justiça, que foi deferida no dia seguinte ao registro na unidade. Apesar disso, o autor não constava como intimado.

     

  • Helicóptero cai na região da Barra Funda e deixa quatro mortos, em São Paulo

    Segundo informações dos bombeiros, aeronave bateu num coqueiro antes de cair

    Helicóptero cai no bairro da Barra Funda, em São Paulo

    Helicóptero cai no bairro da Barra Funda, em São Paulo

    Um helicóptero caiu na região da Barra Funda, em São Paulo, na tarde desta sexta-feira (17). Segundo o Corpo de Bombeiros, quatro pessoas morreram no local.

    Pelo menos nove viaturas dos Bombeiros foram acionadas e estão na região. O local do acidente fica entre as ruas Pedro Luís Alves Siqueira e James Holland.

    A aeronave pertence a uma empresa de táxi-aéreo, segundo apurou a CNN, e tinha situação regular na Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).

    As vítimas ainda não foram identificadas. Todos os mortos estavam dentro da aeronave. Eram três passageiros e o piloto, todos do sexo masculino.

    Segundo informações dos bombeiros, a aeronave bateu num coqueiro antes de cair. A perícia atua no local.

    “Havia espaço para fazer um pouso forçado, provavelmente o piloto tentou tirar das grandes avenidas, procurando um campo para um campo de emerGência, mas só as autoridades competentes poderão afirmar”, afirmou Robson Bertoloto, diretor da Defesa Civil de São Paulo.

     

     

  • Luxemburgo posta vídeo para desmentir boatos de que estava em helicóptero que caiu em SP

    No vídeo, ele diz que está rolando “uma fake news” de que ele seria uma das vítimas que estavam no helicóptero que caiu na região da Barra Funda e esclarece que está em Palmas, no Tocantins

    Treinador Vanderlei Luxemburgo.

    Treinador Vanderlei Luxemburgo

    O treinador Vanderlei Luxemburgo publicou um vídeo em suas redes sociais para desmentir o boato de que ele teria morrido após a queda de um helicóptero em São Paulo nesta sexta-feira (17).

    No vídeo, ele diz que está rolando “uma fake news” de que ele seria uma das vítimas que estavam no helicóptero que caiu na região da Barra Funda.

    “É mentira, é fake. Estou aqui em Palmas, no Tocantins. Não tem nada a ver comigo”, falou. “Característica do fake é isso, criar tumulto na vida da gente, e pessoas mais próximas e familiares poderiam passar mal. Estou mais vivo do que nunca.”