Tag: autoestima

  • A vida também ensina quando perdemos

    A vida também ensina quando perdemos

    Em reflexão sobre vitórias, derrotas e crescimento pessoal, a psicóloga e escritora Marcia Bortolanza mostra como as perdas podem fortalecer a sabedoria, a integridade e a capacidade de seguir em frente

    Coluna Por Marcia Bortolanza
    Escritora e Psicóloga

    Desde muito cedo somos ensinados a competir. Celebramos quem chega primeiro, quem conquista mais, quem acumula medalhas, títulos e reconhecimento. Quase ninguém, porém, nos ensina a lidar com aquilo que inevitavelmente também faz parte da existência: as perdas.

    Perdemos oportunidades, relacionamentos, sonhos, pessoas e, muitas vezes, perdemos até mesmo a imagem que construímos de nós mesmos. E talvez seja justamente nesses momentos que a vida realize seu trabalho mais profundo.

    A vitória costuma alimentar a autoestima. A derrota, quando bem compreendida, alimenta a sabedoria.

    É comum associarmos o fracasso à incapacidade. Mas, sob o olhar da psicologia, o verdadeiro fracasso acontece quando desistimos de aprender. Quem transforma uma perda em crescimento jamais saiu derrotado. Apenas percorreu um caminho diferente daquele que imaginava.

    Também é preciso aprender a vencer. O sucesso pode revelar grandezas, mas também pode expor vaidades, arrogâncias e a ilusão de que somos autossuficientes. A verdadeira conquista não precisa diminuir ninguém. Ela acolhe, inspira e reconhece que toda caminhada foi construída com esforço, apoio e oportunidades.

    Há pessoas que vencem competições, mas perdem amigos. Alcançam posições importantes, mas deixam para trás a humildade. Conquistam aplausos, porém silenciam a própria consciência. Que vitória é essa?

    Por outro lado, existem aqueles que atravessam derrotas com serenidade, preservam seus valores, respeitam quem pensa diferente e continuam acreditando na vida. Esses talvez não ocupem o primeiro lugar no pódio, mas ocupam um lugar muito mais importante: o da integridade.

    A vida muda o tempo todo. Quem hoje vence poderá perder amanhã. Quem hoje chora uma derrota talvez esteja apenas sendo preparado para uma conquista ainda maior. Por isso, nem o sucesso deve nos tornar soberbos, nem o fracasso deve nos fazer desistir.

    No fim das contas, o que permanece não é o placar da vida, mas a pessoa que nos tornamos durante o jogo.

    Porque ganhar é circunstancial. Crescer é permanente. E essa é, sem dúvida, a vitória que realmente vale a pena.

  • Muito além dos aplausos: o verdadeiro valor do reconhecimento

    Muito além dos aplausos: o verdadeiro valor do reconhecimento

    Artigo de Marcia Bortolanza reflete sobre a importância do reconhecimento, os riscos da dependência da aprovação externa e o poder de valorizar quem faz a diferença no cotidiano

    Por Marcia Bortolanza
    Escritora e Psicóloga

    Vivemos em uma sociedade que valoriza resultados, conquistas e visibilidade. Somos frequentemente incentivados a buscar metas, superar desafios e alcançar novos patamares. No entanto, em meio a essa corrida constante, existe uma necessidade humana que permanece presente em todas as fases da vida: o reconhecimento. Mais do que ser admirado, todo ser humano deseja sentir que é importante para algo ou para alguém, que sua presença tem valor e que sua contribuição faz diferença no mundo ao seu redor.

    Desde a infância, buscamos sinais de que somos vistos, acolhidos e valorizados. Uma palavra de incentivo, um elogio sincero ou um gesto de gratidão têm o poder de fortalecer nossa autoestima e alimentar nossa motivação. O reconhecimento não é apenas uma recompensa emocional; ele também confirma que nossos esforços produziram significado para alguém.

    No ambiente profissional, o reconhecimento estimula o comprometimento e aumenta a sensação de pertencimento. Nas famílias, fortalece vínculos e constrói relações mais saudáveis. No voluntariado e nas ações solidárias, ele surge como um incentivo para continuar fazendo o bem. Afinal, todos nós gostamos de saber que aquilo que realizamos fez diferença na vida de alguém.

    Entretanto, existe uma armadilha silenciosa quando passamos a depender exclusivamente do reconhecimento externo. Quando nossa felicidade fica condicionada aos aplausos, aos elogios ou à aprovação dos outros, corremos o risco de entregar nosso valor pessoal às opiniões alheias. Nem sempre o mundo reconhece imediatamente o esforço, a dedicação ou os sacrifícios que fazemos. Muitas vezes, os maiores trabalhos acontecem longe dos holofotes.

    As redes sociais ampliaram ainda mais essa busca. Curtidas, comentários e compartilhamentos passaram a ser, para muitas pessoas, uma medida de aceitação e importância. Embora sejam formas legítimas de interação, não podem se tornar a única referência de valor pessoal. A necessidade constante de aprovação pode gerar ansiedade, frustração e a sensação equivocada de que só somos importantes quando somos notados.

    Quantas mães dedicam suas vidas aos filhos sem receber agradecimentos diários? Quantos profissionais trabalham com excelência sem serem constantemente elogiados? Quantos voluntários transformam realidades sem jamais aparecerem nas manchetes? Quantos cuidadores, educadores e líderes silenciosos seguem firmes em sua missão sem qualquer reconhecimento público? Ainda assim, o impacto de suas ações permanece vivo, muitas vezes de forma muito mais profunda do que imaginam.

    A maturidade emocional nos ensina que o reconhecimento mais importante é aquele que nasce dentro de nós. É a capacidade de olhar para a própria trajetória e compreender o valor do caminho percorrido. É reconhecer os desafios superados, as escolhas difíceis enfrentadas e as sementes plantadas ao longo da vida. Quando aprendemos a validar nossos próprios esforços, nos tornamos menos dependentes da aprovação externa e mais conscientes de quem somos.

    Isso não significa abrir mão da gratidão ou ignorar a importância de valorizar as pessoas. Pelo contrário. Reconhecer o outro é um ato de generosidade e humanidade. Muitas vezes, uma simples palavra de agradecimento pode transformar o dia de alguém. Todos carregamos batalhas invisíveis, e o reconhecimento sincero pode ser o combustível necessário para continuar seguindo em frente.

    Talvez devêssemos praticar mais essa virtude. Reconhecer o esforço de um colega, agradecer quem estende a mão, valorizar quem cuida, ensina, acolhe e serve. Pequenos gestos têm um impacto muito maior do que imaginamos. Em um mundo onde as críticas costumam ser mais rápidas do que os elogios, reconhecer o valor das pessoas é também uma forma de construir relações mais saudáveis e humanas.

    No final das contas, o verdadeiro reconhecimento não está apenas nos títulos, nas homenagens ou nos aplausos. Ele está nas marcas que deixamos, nas vidas que tocamos e no bem que semeamos. Porque o tempo pode apagar muitas conquistas, mas jamais apaga o legado de quem fez a diferença na vida de outras pessoas.

    E talvez seja justamente esse o reconhecimento que mais importa: aquele que permanece quando os aplausos terminam, as luzes se apagam e o silêncio volta a ocupar o espaço. O reconhecimento que nasce do respeito, da gratidão e da certeza de que nossa passagem pelo mundo teve significado. Esse, sim, vai muito além dos aplausos.

  • O Papel Fundamental da Literatura Infantil na Base da Educação: Como “Elefantera Bumbum” Contribui para a Formação de Futuros Cidadãos

    Em um mundo em constante transformação, a educação continua sendo um dos principais pilares para o desenvolvimento social e econômico. Segundo o relatório de Tendências apresentado no evento Inova Day, a necessidade de uma educação continuada e atualizada é crucial para que os indivíduos se adaptem a novas realidades e demandas. Porém, essa educação vai muito além da sala de aula – ela começa na base, na infância, e é influenciada tanto pelo ambiente familiar quanto pelo escolar.

    É nesse contexto que obras literárias voltadas para o público infantil ganham importância. Elas não apenas divertem e entretêm, mas também têm o poder de transmitir valores essenciais e preparar as crianças para os desafios do futuro. O livro “Elefantera Bumbum”, escrito pela brasileira Luciene Balbino, é um exemplo marcante de como a literatura infantil pode desempenhar um papel educativo e transformador.

    Um Olhar para o Autoconhecimento e a Diversidade

    Luciene Balbino, que atualmente reside em Portugal, traz em suas obras uma abordagem sensível e envolvente sobre questões do autoconhecimento e da aceitação da diversidade. Em “Elefantera Bumbum”, ela aborda de forma criativa e acessível temas como a diferença, a amizade e o respeito. A história gira em torno de Bumbum, um “elefantera” – mistura de elefante com pantera –, que é único e abraça sua individualidade com alegria. Mesmo quando alguns animais riem de sua aparência, Bumbum aprende a ver a beleza em ser diferente, uma lição que é transmitida aos leitores de maneira lúdica e tocante.

    Ao longo da narrativa, Bumbum e seus pais encontram Luzinha, uma menina humana perdida na floresta. Essa amizade improvável reforça a mensagem de que, mesmo sendo diferentes, todos têm algo a oferecer e a aprender uns com os outros. O livro, portanto, não só entretém, mas também convida as crianças a refletirem sobre aceitação, empatia e o respeito às diferenças – valores que são fundamentais para a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva.

    Literatura Infantil Como Ferramenta de Formação Social

    Especialistas em educação e psicologia infantil reconhecem a importância de introduzir temas complexos de forma simples e envolvente para as crianças. Segundo Luciene Balbino, “é na infância que plantamos a semente do amor e da empatia.” Ao abordar temas como o respeito às diferenças e a importância do autoconhecimento, “Elefantera Bumbum” não apenas diverte, mas também oferece uma forma de os pais, avós, professores e demais responsáveis introduzirem valores fundamentais desde cedo.

    Para os educadores, a obra serve como uma ferramenta pedagógica capaz de promover discussões em sala de aula sobre diversidade, autoaceitação e o valor da empatia. Já para os pais e responsáveis, o livro é uma oportunidade de estreitar os laços com as crianças e conversar sobre sentimentos, emoções e convivência social de forma leve e educativa. Essa abordagem holística da educação, que integra o aprendizado formal e os valores familiares, contribui para o desenvolvimento de cidadãos mais conscientes e preparados para lidar com as complexidades do mundo moderno.

    Disponibilidade e Acesso

    “Elefantera Bumbum” já está disponível em vários países e pode ser encontrado em livrarias virtuais. A obra, lançada em 15 países, começa a ganhar destaque como uma ferramenta valiosa para pais, responsáveis e educadores que desejam incorporar uma literatura enriquecedora em seus acervos. Vale a pena buscar o título online e escolher a plataforma de sua preferência para adquirir o livro.

    Uma Mensagem de Crescimento e Empatia

    No final, “Elefantera Bumbum” não é apenas um livro infantil. Ele é um convite para que crianças e adultos aprendam a ver além das aparências, a abraçar o novo e a cultivar a empatia. Através de uma história simples e cativante, Luciene Balbino oferece uma contribuição significativa para o desenvolvimento emocional e social dos pequenos leitores, formando a base para uma sociedade mais compassiva e inclusiva no futuro.

    Lala Evan
    (11)989311659
    [email protected]
  • A musicista e maquiadora Hellen Sousa participa da oficina “Resgate da Autoestima da Mulher” no bairro de Itaquera neste sábado, 21 de setembro

    A musicista e maquiadora Hellen Sousa participa da oficina “Resgate da Autoestima da Mulher” no bairro de Itaquera neste sábado, 21 de setembro

    O intuito é o de promover o resgate da autoestima feminina

    São Paulo, setembro de 2024 – O CRCM – Centro de Referência e Cidadania/Casa da Mulher de Itaquera convida a todas as mulheres a participarem da oficina sobre “Resgate da Autoestima da Mulher,” com dicas sobre automaquiagem.

    O intuito é o de promover o resgate da autoestima feminina, valor que é tão prejudicado mediante inúmeros casos de violência que acometem milhares de mulheres todos os dias.

    No evento, a musicista e maquiadora Hellen Sousa fará uma intervenção musical e 2 oficinas e as participantes receberão kits de maquiagem para utilizar na aula, podendo levá-los consigo para uso próprio.

    Mais informações:

    Evento: Oficina “Resgate da Autoestima da Mulher” – dicas sobre automaquiagem.
    Data/horário: 21 de setembro de 202, às 14h.
    Local: CRCM – Centro de Referência e Cidadania/Casa da Mulher – Rua Ibiajara, 495 – Parada XV de Novembro – Itaquera

    Denize Borges
    11991708207
    [email protected]
    www.agencia2205.com.br