Categoria: Novidades

  • Igreja Bola de Neve Afasta Pastor Rina Após Denúncias de Agressão e Cria Canal de Ouvidoria

    Igreja Bola de Neve Afasta Pastor Rina Após Denúncias de Agressão e Cria Canal de Ouvidoria

    A Justiça de São Paulo concedeu uma medida protetiva para que o pastor Rinaldo Pereira mantenha uma distância de 300 metros de sua esposa, a pastora Denise Seixas, que relatou sofrer violência física e psicológica.

    Após denúncias de agressão feitas por Denise Seixas, que além de pastora é cantora gospel, a igreja Bola de Neve decidiu afastar o pastor Rinaldo Pereira de suas funções. A decisão foi comunicada no último domingo (9). A Bola de Neve, que possui 560 igrejas em 34 países, informou que Rinaldo deve manter distância e está proibido de qualquer tipo de contato com Denise, após ela relatar casos de lesão corporal, violência psicológica, ameaça, injúria e difamação.

    Por meio de sua assessoria de imprensa, Rinaldo negou “qualquer prática de violência” e afirmou confiar na apuração técnica dos fatos pela Polícia Civil e Ministério Público.

    Em publicação no Instagram, a igreja anunciou a criação de um canal de ouvidoria para investigar “possíveis falhas e má conduta”. O comunicado da igreja expressa pesar e tristeza ao abordar os recentes eventos e menciona que o Conselho Deliberativo, junto ao Apóstolo Rina (como Rinaldo é conhecido), decidiu pelo afastamento do fundador para que ele se dedique a esclarecer os fatos e a restabelecer a saúde de sua família. Durante esse período, a igreja será comandada pelo Conselho Deliberativo.

    Além disso, a Bola de Neve implementará as seguintes medidas:

    • Criação de um Conselho de Ética para apurar e deliberar sobre todas as irregularidades apresentadas;
    • Diligência e investigação de cada caso, inclusive de foro íntimo, avaliando a necessidade de afastamento ou desligamento de lideranças;
    • Acompanhamento das situações reveladas pela investigação interna;
    • Reformulação do Regimento Interno para alinhar as expectativas da congregação e evitar futuros eventos semelhantes.

    Em depoimento à Polícia Civil, Denise Seixas relatou sofrer diversos tipos de agressão ao longo de seu relacionamento com o pastor, incluindo xingamentos e violência física. Em abril de 2023, o filho da pastora divulgou um vídeo no qual Rinaldo aparece dizendo que Denise está “completamente enlouquecida”. Denise afirmou que, após isso, passou a sofrer violência psicológica. Em um dos episódios, ela relata ter levado um soco no nariz, mas não denunciou por causa da influência do marido.

    Denise também disse que foi forçada a gravar vídeos desmentindo as acusações de agressão para proteger a imagem de Rinaldo. No entanto, quando esses vídeos não tiveram o efeito desejado, o pastor teria arremessado uma cadeira em sua direção, que não a acertou. Ela ainda descreve que, em um episódio, Rinaldo a impediu de “ficar longe do leito” alegando estar sem relações sexuais há um mês, e em outra ocasião disse que aquele seria “o último dia” para ela retomar relações sexuais com ele.

    Nos últimos dois meses, Denise perdeu acesso às suas redes sociais e teme pela sua reputação. Ela também afirmou que não tem acesso às suas finanças, dependendo de uma pessoa indicada por Rinaldo para conseguir dinheiro.

  • Igreja Bola de Neve Afasta Pastor Rina Após Denúncias de Agressão e Cria Canal de Ouvidoria

    Igreja Bola de Neve Afasta Pastor Rina Após Denúncias de Agressão e Cria Canal de Ouvidoria

    A Justiça de São Paulo concedeu uma medida protetiva para que o pastor Rinaldo Pereira mantenha uma distância de 300 metros de sua esposa, a pastora Denise Seixas, que relatou sofrer violência física e psicológica.

    Após denúncias de agressão feitas por Denise Seixas, que além de pastora é cantora gospel, a igreja Bola de Neve decidiu afastar o pastor Rinaldo Pereira de suas funções. A decisão foi comunicada no último domingo (9). A Bola de Neve, que possui 560 igrejas em 34 países, informou que Rinaldo deve manter distância e está proibido de qualquer tipo de contato com Denise, após ela relatar casos de lesão corporal, violência psicológica, ameaça, injúria e difamação.

    Por meio de sua assessoria de imprensa, Rinaldo negou “qualquer prática de violência” e afirmou confiar na apuração técnica dos fatos pela Polícia Civil e Ministério Público.

    Em publicação no Instagram, a igreja anunciou a criação de um canal de ouvidoria para investigar “possíveis falhas e má conduta”. O comunicado da igreja expressa pesar e tristeza ao abordar os recentes eventos e menciona que o Conselho Deliberativo, junto ao Apóstolo Rina (como Rinaldo é conhecido), decidiu pelo afastamento do fundador para que ele se dedique a esclarecer os fatos e a restabelecer a saúde de sua família. Durante esse período, a igreja será comandada pelo Conselho Deliberativo.

    Além disso, a Bola de Neve implementará as seguintes medidas:

    • Criação de um Conselho de Ética para apurar e deliberar sobre todas as irregularidades apresentadas;
    • Diligência e investigação de cada caso, inclusive de foro íntimo, avaliando a necessidade de afastamento ou desligamento de lideranças;
    • Acompanhamento das situações reveladas pela investigação interna;
    • Reformulação do Regimento Interno para alinhar as expectativas da congregação e evitar futuros eventos semelhantes.

    Em depoimento à Polícia Civil, Denise Seixas relatou sofrer diversos tipos de agressão ao longo de seu relacionamento com o pastor, incluindo xingamentos e violência física. Em abril de 2023, o filho da pastora divulgou um vídeo no qual Rinaldo aparece dizendo que Denise está “completamente enlouquecida”. Denise afirmou que, após isso, passou a sofrer violência psicológica. Em um dos episódios, ela relata ter levado um soco no nariz, mas não denunciou por causa da influência do marido.

    Denise também disse que foi forçada a gravar vídeos desmentindo as acusações de agressão para proteger a imagem de Rinaldo. No entanto, quando esses vídeos não tiveram o efeito desejado, o pastor teria arremessado uma cadeira em sua direção, que não a acertou. Ela ainda descreve que, em um episódio, Rinaldo a impediu de “ficar longe do leito” alegando estar sem relações sexuais há um mês, e em outra ocasião disse que aquele seria “o último dia” para ela retomar relações sexuais com ele.

    Nos últimos dois meses, Denise perdeu acesso às suas redes sociais e teme pela sua reputação. Ela também afirmou que não tem acesso às suas finanças, dependendo de uma pessoa indicada por Rinaldo para conseguir dinheiro.

  • Adolescente que Confessou Matar Família é Flagrou Indo à Padaria no Dia Seguinte ao Crime em SP

    Adolescente que Confessou Matar Família é Flagrou Indo à Padaria no Dia Seguinte ao Crime em SP

    Isac Tavares Santos, de 57 anos, Solange Aparecida Gomes, de 50 anos, e Letícia Gomes Santos, de 16 anos, foram encontrados mortos no domingo (19), após serem assassinados na sexta-feira (17). A polícia apreendeu celulares e um computador; o adolescente envolvido foi levado para a Fundação Casa.

    Câmeras de segurança capturaram o momento em que o adolescente de 16 anos, que confessou ter matado o pai, a mãe e a irmã dentro de casa na Zona Oeste de São Paulo, foi até uma padaria no dia seguinte ao crime, agindo tranquilamente.

    Isac Tavares Santos, Solange Aparecida Gomes, e Letícia Gomes Santos foram encontrados mortos após o adolescente telefonar para a PM confessando os crimes na noite de domingo (19).

    Isac e Letícia foram mortos por volta das 13h20 da sexta-feira (17), e Solange, cinco horas e meia depois, às 19h.

    Nas imagens, o jovem caminha até o estabelecimento comercial na Vila Jaguara, entra na padaria às 15h25, compra pão, paga em dinheiro e sai às 15h26.

    Como foi o crime Segundo o boletim de ocorrência, o adolescente ligou para a Polícia Militar na noite de domingo (19), afirmando que havia matado seus familiares com a arma de fogo do pai, uma pistola 9 milímetros, e queria se entregar.

    Ele alegou que o motivo foi a retirada de seu computador e celular pelos pais.

    Os policiais foram até a casa da família, na rua Raimundo Nonato de Sa, e encontraram o adolescente, que confessou ter cometido os assassinatos na sexta-feira (17) por raiva dos pais.

    De acordo com seu relato à polícia, ele primeiro pegou a arma de fogo do pai, que era da Guarda Civil Municipal de Jundiaí, e atirou contra ele quando estava na cozinha, por volta das 13h.

    A irmã, no primeiro andar da casa, ouviu o disparo e gritou. O adolescente subiu e atirou contra seu rosto, matando-a no local.

    Ele afirmou à polícia que não tinha problemas com a irmã, mas atirou nela para evitar que ela impedisse o assassinato da mãe.

    “Ele disse que deu um tiro na nuca do pai. A irmã ouviu o disparo, ele subiu e atirou no rosto dela. Esperou a mãe chegar. Quando ela chegou, ele fez mais um disparo, acertando-a. No dia seguinte, ainda pegou uma faca e esfaqueou a mãe por continuar com raiva”, afirmou o delegado ao g1.

    A mãe chegou ao imóvel por volta das 19h. O adolescente abriu o portão da garagem para ela e, após a vítima ver o corpo do marido na cozinha, ele a matou.

    Sem arrependimento De acordo com o delegado Roberto, o adolescente se surpreendeu ao saber que seria apreendido, mas não demonstrou arrependimento.

    “Ele se assustou ao saber que seria preso. Parecia fora da realidade sobre a apreensão, talvez achando que não seria preso por ser adolescente. Isso será analisado, pois pode fazer diferença no futuro”, afirmou ao g1.

    Celulares e computador apreendidos A polícia apreendeu os celulares do pai, da mãe, da irmã, além do aparelho e computador do garoto. Vizinhos, amigos e familiares serão ouvidos nos próximos dias. A investigação apura se o adolescente agiu sozinho.

    “A perícia nos aparelhos será crucial. No momento, não podemos afirmar se houve um mentor. Até agora, sabemos que era uma família pacata. A investigação será aprofundada”, completou o delegado.

  • Terceiro Suspeito de Fraude: Polícia Detém Indivíduo em Santo André por Simular Contas Governamentais Gaúchas

    Terceiro Suspeito de Fraude: Polícia Detém Indivíduo em Santo André por Simular Contas Governamentais Gaúchas

    Indivíduo de 45 anos foi detido na última sexta-feira (17) sob suspeita de envolvimento em uma trama que envolve a criação de contas falsas em redes sociais, simulando perfis oficiais do governo do Rio Grande do Sul. O propósito dessas contas fictícias era solicitar doações via Pix, alegadamente destinadas às vítimas das enchentes que assolaram o estado. Este episódio segue a prisão de outras duas pessoas na quarta-feira (15) em uma operação conjunta entre a Polícia Civil do Rio Grande do Sul e de São Paulo.

    O homem, capturado em Santo André, no ABC Paulista, estava sob a mira da polícia, já possuindo um mandado de prisão em aberto, e agora está à disposição da justiça para responder pelos seus atos.

    As investigações revelaram que os suspeitos, com idades entre 17 e 45 anos, criaram esses perfis falsos nas redes sociais, promovendo uma intensa campanha de arrecadação de doações, divulgando chaves Pix de contas pessoais para receber os fundos.

    A estratégia fraudulenta começou logo nos primeiros dias da calamidade, induzindo muitas pessoas ao erro, que acreditavam estar contribuindo para a reconstrução do estado, quando na verdade estavam sendo vítimas de uma organização criminosa atuante em São Paulo.

    É importante ressaltar que todos os detidos possuem antecedentes criminais, envolvendo crimes como roubo, porte ilegal de arma de fogo, furto e tráfico de entorpecentes. Além das prisões, foram emitidos mandados de busca e apreensão como parte da operação.

    O grupo de Delegados e Agentes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) foi designado para combater práticas criminosas virtuais relacionadas à situação de emergência no estado, visando obter vantagens ilícitas.

    Até o momento, mais de 50 casos foram analisados pelo Deic, com mais de 70% já resolvidos. Isso inclui a identificação e remoção de 15 páginas criminosas, criadas com o intuito exclusivo de enganar a população, fazendo-as acreditar que estavam contribuindo para ajudar as vítimas das tragédias no Rio Grande do Sul.

  • Tragédia em Jundiaí: Filho adotivo mata agente da Guarda Municipal

    Tragédia em Jundiaí: Filho adotivo mata agente da Guarda Municipal

    Filho adotivo confessa à PM ter assassinado família em São Paulo

    A tragédia abalou a tranquilidade da Vila Jaguara, em São Paulo (SP), quando Isac Tavares Santos, um dedicado agente da Guarda Civil de Jundiaí, foi brutalmente assassinado junto com sua esposa, Solange Aparecida Gomes, e sua filha adotiva, Letícia Gomes Santos, de apenas 16 anos. O autor dos crimes chocantes foi identificado como o filho adotivo do casal, um adolescente de 16 anos.

    O jovem, cujo nome não foi divulgado devido à sua idade, fez uma ligação para a Polícia Militar na noite de domingo (19), confessando ter tirado a vida de seus familiares utilizando a pistola que pertencia ao pai, Isac Tavares Santos, um respeitado membro da corporação, atuante na Divisão Florestal desde 2012.

    Os corpos foram encontrados em avançado estado de decomposição na residência da família. A arma do crime, uma pistola 9 mm, foi encontrada na mesa da sala, ainda municiada, ao lado de um cartucho íntegro. Uma cápsula deflagrada foi encontrada próximo ao corpo da adolescente.

    De acordo com o relato do adolescente aos policiais, os conflitos familiares se intensificaram quando, durante uma discussão na quinta-feira (16), seus pais adotivos teriam confiscado seu celular, que ele precisava para uma apresentação escolar. Esse incidente teria sido o estopim para os trágicos acontecimentos que se seguiram.

    O adolescente admitiu ter planejado os assassinatos e furtado a arma do pai para executar seu plano. Ele atirou em seu pai quando este retornou à casa com a filha após buscá-la na escola. A filha, ao ouvir o disparo, foi ao encontro do pai e acabou sendo atingida no rosto. Quando a mãe chegou em casa, o jovem a surpreendeu e a matou a tiros, colocando uma faca em seu corpo no dia seguinte.

    Após cometer os terríveis atos, o adolescente relatou ter seguido sua rotina normalmente, frequentando a academia e até mesmo fazendo compras em uma padaria.

    O suspeito foi detido e conduzido à delegacia, sendo posteriormente encaminhado à Fundação Casa. O caso está sendo tratado como ato infracional de homicídio, feminicídio, posse ilegal de arma de fogo e vilipêndio a cadáver. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que a arma e o celular do menor foram apreendidos e que a perícia foi acionada para investigação dos fatos.

     

     

  • Justiça Interrompe Votação da Privatização da Sabesp em Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo

    Justiça Interrompe Votação da Privatização da Sabesp em Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo

    A Sabesp Assume o Saneamento de Guarulhos, mas Projeto de Privatização é Suspenso em São Paulo

    A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) assumiu o saneamento do município de Guarulhos em janeiro de 2019, alegando ter solucionado o problema de rodízio de água que afetava aproximadamente 1,2 milhão de pessoas. Entretanto, um novo desdobramento envolvendo a empresa ocorreu nesta quarta-feira (15), quando o Tribunal de Justiça de São Paulo suspendeu a votação do projeto de lei que propõe a privatização da Sabesp na Câmara Municipal de Guarulhos. A suspensão se deu devido à ausência de audiências públicas e à falta de apresentação de laudo de impacto orçamentário e ambiental.

    Em dezembro do ano passado, a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aprovou a privatização da companhia por 62 votos a favor e um contrário. Desde então, a discussão tem se intensificado, especialmente em municípios como Guarulhos, o segundo maior do estado.

    A ação que resultou na suspensão da votação foi movida pelo vereador Edmilson Souza (PSOL) e pela deputada estadual Ediane Maria (PSOL), com base na ausência de procedimentos exigidos para a transparência e participação popular.

    Anteriormente, a Comissão Permanente do Meio Ambiente da Câmara Municipal havia aprovado a realização de pelo menos quatro audiências públicas como requisito para a votação do projeto de lei, a fim de garantir uma discussão ampla e transparente com a sociedade. No entanto, o juiz Rafael Tocantins Maltez, da 2ª Vara da Fazenda Pública de Guarulhos, constatou que tais audiências não foram realizadas e que o projeto estava tramitando em regime de urgência, sem o devido embasamento técnico.

    Além disso, o laudo de impacto orçamentário e ambiental não foi apresentado pela Prefeitura de Guarulhos, como observado pelo magistrado.

    Diante disso, a liminar foi concedida para suspender o processo legislativo de votação do projeto até que as audiências públicas sejam realizadas e os laudos de impacto sejam apresentados, conforme determinado pela Comissão Permanente de Meio Ambiente.

    Tanto a prefeitura quanto a Câmara Municipal foram procuradas para comentar o assunto, mas até o momento não se manifestaram.

    Este episódio ocorre após a aprovação do projeto de privatização da Sabesp na capital paulista, que ocorreu em meio a protestos e confusão na Câmara Municipal de São Paulo em 2 de maio. Contudo, no dia seguinte, a juíza Celina Kiyomi Toyoshima anulou a votação devido a irregularidades semelhantes às observadas em Guarulhos, incluindo a falta de audiências públicas e de apresentação de laudos orçamentários.

    Apesar disso, em 7 de maio, o presidente do TJ-SP, desembargador Fernando Antônio Torres Garcia, acolheu o recurso da Câmara Municipal e derrubou a liminar, retomando a tramitação do projeto.

    A Sabesp, uma empresa que atende 375 municípios com 28 milhões de clientes, é atualmente controlada majoritariamente pelo governo de São Paulo, detendo 50,3% das ações. O projeto de privatização, já aprovado na Alesp, prevê a venda da maior parte dessas ações, com o governo mantendo poder de veto em algumas decisões.

    Em 2022, a empresa registrou um lucro de R$ 3,1 bilhões, com uma parte desse montante destinada a investimentos. Seu valor de mercado alcançou R$ 39,1 bilhões no mesmo ano.

  • Aumento na Conta de Água: São Paulo Sofre Reajuste de 6,4%

    Aumento na Conta de Água: São Paulo Sofre Reajuste de 6,4%

    O aumento de 6,4% na tarifa de água em São Paulo entra em vigor a partir desta sexta-feira (10), conforme anunciado pela Sabesp em abril e posteriormente aprovado pela Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp).

    A medida foi oficializada com a divulgação de uma nota técnica pela Sabesp, e as tabelas tarifárias foram publicadas no Diário Oficial do Estado de São Paulo.

    Segundo a empresa, a Arsesp autorizou o reajuste anual de 6,4469%, seguindo a prática de reajustes que ocorre tradicionalmente em maio, o mês de referência para os ajustes da Sabesp.

    Este aumento se dá em um momento em que a empresa está em processo de privatização. O Projeto de Lei que propõe a privatização da Sabesp foi aprovado pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo em dezembro de 2023 e sancionado pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) no mesmo mês. Contudo, para efetivação, o projeto também necessitava da aprovação pela Câmara dos Vereadores de São Paulo, que foi realizada em 2 de maio após uma votação controversa.

    Essa votação chegou a ser anulada pela Justiça, que a considerou irregular e sem ampla participação popular, citando o desrespeito a uma determinação judicial por parte do presidente da Câmara, o vereador Milton Leite (União Brasil). No entanto, a liminar foi posteriormente derrubada após recurso da Câmara.

    Atualmente, metade das ações da Sabesp está sob controle privado, com parte delas negociadas na bolsa de valores B3 e outra parte na Bolsa de Valores de Nova York. O governo de São Paulo detém 50,3% do controle da empresa, mas o projeto de privatização prevê a venda da maior parte dessas ações, com o governo mantendo poder de veto em algumas decisões.

    Em 2022, a empresa registrou lucro de R$ 3,1 bilhões, dos quais 25% foram distribuídos como dividendos aos acionistas, totalizando R$ 741,3 milhões, enquanto R$ 5,4 bilhões foram destinados a investimentos. Com uma base de clientes que abrange 375 municípios e 28 milhões de pessoas, o valor de mercado da empresa alcançou R$ 39,1 bilhões em 2022.

     

     

  • Faixas de Agradecimento na Av. Santo Amaro: Prefeitura de SP Sob Críticas por Violação da Lei Cidade Limpa

    Faixas de Agradecimento na Av. Santo Amaro: Prefeitura de SP Sob Críticas por Violação da Lei Cidade Limpa

    A Prefeitura de São Paulo finalmente entregou a primeira parte da revitalização da Avenida Santo Amaro, na Zona Sul, após seis anos de atraso em relação ao cronograma original. Em um cenário onde pelo menos dez faixas foram dispostas ao longo da via, expressando desculpas pelos transtornos causados e agradecendo pela paciência da comunidade durante esses anos de obras interrompidas e adiadas, o contexto político-eleitoral parece ser um fator relevante, de acordo com urbanistas.

    O projeto de revitalização teve início com a assinatura do primeiro contrato de planejamento em 2016, atravessando quatro diferentes administrações municipais antes de ser parcialmente concluído às vésperas das eleições de 2024. A entrega da primeira fase da obra foi anunciada pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) através de diversas faixas, uma ação que, segundo especialistas consultados pelo g1, parece violar a Lei Cidade Limpa.

    Os cartazes, que foram criticados por sua natureza meramente publicitária e pela falta de informações relevantes para a população, foram colocados em locais estratégicos ao longo da avenida, entre as ruas Afonso Braz e Domingos Fernandes.

    Para os urbanistas, as faixas não apenas desrespeitam a legislação em vigor desde 2007, mas também possuem uma clara conotação político-eleitoral, apesar da gestão Ricardo Nunes (MDB) afirmar que são apenas “estritamente informativas”.

    Eneida Almeida, urbanista e membro do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-SP), aponta a ambiguidade dessas faixas, sugerindo que sua instalação após a conclusão das obras reforça a percepção de que são peças publicitárias em um ano eleitoral.

    A segunda fase da revitalização da Avenida Santo Amaro já está em andamento, com a prefeitura destacando a necessidade de concluir os processos de desapropriação de imóveis ainda em curso no Poder Judiciário. Porém, a gestão Nunes não forneceu uma data definitiva para a conclusão do projeto, cujo prazo atual do contrato se encerra em setembro de 2024, poucos dias antes das eleições municipais.

    Apesar das críticas, a legalidade do aumento de 117% no custo da obra, autorizado pela gestão municipal, é defendida pelo professor Fabio Tavares Sobreira, especialista em Direito Público. Embora reconheça que a nova Lei de Licitações e Contratos, em vigor desde 2021, estabeleça limites para esse tipo de aumento, Sobreira aponta para a falta de planejamento e a moralidade questionável dos gestores municipais ao não cumprirem os prazos estabelecidos inicialmente.

  • Acesso às Ações da Sabesp: Uma Oportunidade para Todos?

    Acesso às Ações da Sabesp: Uma Oportunidade para Todos?

    A privatização da Sabesp na capital paulista foi aprovada pela Câmara Municipal de São Paulo na quinta-feira (2), com 37 votos favoráveis e 17 contrários, em meio a manifestações na galeria e debates acalorados entre os vereadores. Esta segunda votação era condicionada por uma decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo, que exigia o cumprimento de todas as audiências públicas agendadas e a submissão do projeto substitutivo, bem como seu estudo de impacto orçamentário, a todos os interessados.

    Apesar das condições, a Câmara alega que todas as audiências foram realizadas e que o laudo de impacto orçamentário foi enviado e peticionado no processo. O projeto precisou passar pela Câmara devido às alterações na legislação municipal para permitir que São Paulo, como principal cliente da Sabesp, mantenha seu contrato de fornecimento mesmo após a privatização.

    Atualmente, a Sabesp é uma empresa mista, com o Estado controlando 50,3% do capital social. Com a privatização, haverá uma oferta pública de ações, diluindo a participação do Estado para uma fatia entre 15% e 30%. O governo pretende vender as ações por meio de um follow-on, permitindo a criação de acionistas de referência para manter o controle da gestão, incluindo o próprio governo.

    O governo estima uma redução de 0,5% a 1% na tarifa de água para a maioria dos clientes da Sabesp em São Paulo, beneficiando mais de 92% deles. Porém, com a diversificação dos acionistas, existe a possibilidade de pressões por aumentos tarifários. O projeto prevê uma golden share para o governo estadual, mantendo poder de veto sobre decisões como mudanças de nome, sede ou atividade da empresa.

    Os funcionários da Sabesp têm seus contratos prorrogados por 18 meses, exceto em casos de demissão por justa causa. Quanto aos bens da empresa, como parques, poderão sofrer mudanças conforme os novos acionistas majoritários decidirem. O texto aprovado na Assembleia Legislativa estabelece metas de universalização dos serviços de água e esgoto até 2029, incluindo áreas rurais e favelas.

    A privatização tornará a Sabesp mais semelhante ao modelo da Enel, uma empresa privatizada que opera por meio de concessões na distribuição de energia elétrica em São Paulo, Ceará e Rio de Janeiro.

  • Robinho Chega ao IML Após Prisão pela Polícia Federal: Vídeo Exclusivo Revela Detalhes

    Robinho Chega ao IML Após Prisão pela Polícia Federal: Vídeo Exclusivo Revela Detalhes

    Ex-jogador deverá cumprir pena de nove anos por estupro coletivo no Brasil, após determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Defesa pretende entrar com novo pedido de recurso.

    Um vídeo exclusivo gravado pela repórter Yasmin Braga, da TV Tribuna, afiliada à Globo, mostra Robson de Souza, conhecido como Robinho, chegando ao Instituto Médico Legal (IML) de Santos após ser preso pela Polícia Federal. Devido a uma decisão da Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o ex-jogador deverá cumprir pena de nove anos no Brasil pelo crime de estupro coletivo.

    As imagens, registradas por volta de 22h30 da última quinta-feira (21), mostram um carro da Polícia Federal estacionado dentro do Instituto, situado na Rua Dr. Bernardo Browne, bairro Estuário. Agentes da corporação saem do veículo, seguidos por Robinho, que deixa a viatura usando uma camiseta clara e um casaco com capuz.

    Robinho foi preso por volta de 19h, levado até a sede da PF e, posteriormente, ao IML para fazer exame de corpo de delito, onde ficou por aproximadamente 10 minutos. O pedido de prisão foi determinado pela Justiça Federal de Santos, após os documentos da sentença serem homologados.

    O crime contra uma mulher albanesa ocorreu na Itália em 2013. Nove anos depois, a justiça italiana condenou Robinho em última instância. Após a prisão, ele foi conduzido à penitenciária em Tremembé, conhecida como “presídio dos famosos”.

    Como Robinho é brasileiro nato e vive no Brasil, a legislação nacional impede a extradição de brasileiros natos para cumprimento de penas no exterior. O Ministério Público Federal (MPF), em novembro, defendeu que ele cumprisse a pena em solo brasileiro.

    Em fevereiro, o governo italiano apresentou um pedido de homologação da sentença estrangeira, que condenou o ex-jogador em novembro de 2017. O pedido foi encaminhado ao Ministério da Justiça e, posteriormente, ao Superior Tribunal de Justiça.

    Na defesa de Robinho, alegou-se que a homologação da sentença viola a Constituição, uma vez que a Carta Magna proíbe a extradição de brasileiro nato e, portanto, ele não deveria cumprir uma pena estabelecida por outro estado.

    Os advogados de Robinho ingressaram com um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF), na manhã de quinta-feira, para impedir a prisão até que se esgotem as possibilidades de recurso. O ministro Luiz Fux, relator do pedido, negou o pedido de liminar, destacando que já houve trânsito em julgado da condenação na Itália.

    Em nota, o advogado de Robinho, José Eduardo Alckmin, afirmou que entrará com agravo regimental (tipo de recurso) no STF para solicitar que o relator reconsidere a decisão ou encaminhe o caso ao Pleno ou à Turma. A defesa argumenta que a prisão só é possível quando não couber mais recurso, ressaltando a importância da liberdade individual.