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  • Preso por assediar assessora de Erika Hilton ofereceu R$ 100 por sexo e puxou cabelo de grávida em ônibus

    Preso por assediar assessora de Erika Hilton ofereceu R$ 100 por sexo e puxou cabelo de grávida em ônibus

    Ele foi encaminhado à delegacia por importunação sexual após se masturbar dentro de ônibus em rodovia de Bertioga (SP). Ele chegou a oferecer R$ 100 para que a vítima tocasse nele.

    O homem de 41 anos preso por importunar sexualmente a vereadora de São Sebastião e assessora da deputada federal Erika Holton (PSOL), Pauleteh Araújo, também puxou o cabelo e passou a mão nas pernas de uma mulher grávida, que estava acompanhada de duas crianças, dentro de um ônibus na Rodovia Manoel Hipólito Rêgo, em Bertioga, no litoral de São Paulo.

    Imagens obtidas pelo g1 mostram o homem se masturbando dentro do transporte, oferecendo R$ 100 para que Pauleteh tocasse nele, além de tentar sentar ao lado dela. A cena ocorreu mesmo após a vítima pedir para que ele não sentasse no local.

    Após ser filmado por Pauleteh e ter colocado o órgão genital para fora da roupa para se masturbar, o homem foi em direção de outra vítima, uma grávida, de 21 anos, que estava acompanhada de duas crianças.

    A vítima disse que o homem ficava constantemente mudando de lugar, até que sentou-se atrás dela e puxou seus cabelos. Ela disse que solicitou para que ele parasse de puxar os cabelos dela.

    Ainda de acordo com a mulher, segundo o Boletim de Ocorrência, apesar disso, o homem continuou pulando de assento, até que sentou-se ao lado da vítima e passou as mãos na perna dela.

    Entenda o caso
    Pauleteh, de 28 anos, contou que foi em uma consulta médica em Bertioga e retornava para São Sebastião na tarde da última sexta-feira (27). Desde que entrou no ônibus, ela percebeu o comportamento estranho do homem. “Ele perguntou se iria sentar do lado dele. Por ser pessoa pública, imaginei que ele me conhecesse de algum lugar, cumprimentei e não dei muita importância”.

    No entanto, ele saiu do local onde estava e sentou ao lado da parlamentar. “Falei para ele se afastar, voltar para o lugar dele. O ônibus estava vazio, não tinha motivo para vir ao meu lado. Ele ficou tentando passar a mão em mim o tempo todo”.

    Ela contou que chegou a ameaçar agredi-lo, caso ele não se afastasse. “Ele foi para o banco em que estava sentado, começou a mexer no órgão genital, a se masturbar. Me chamou para ir tocar nele, tirou R$ 100 da carteira, ficou me oferecendo, falando que nunca foi fácil”.

    A parlamentar disse que ficou revoltada com a situação. “Queria muito quebrar ele na porrada”. Assim que o homem foi ao banheiro, ela perguntou para uma mulher que estava com duas crianças se ela também havia sofrido assédio e a resposta foi positiva.

    Pauleteh resolveu pedir ajuda ao motorista que, segundo ela, solidarizou-se com a situação e parou o ônibus próximo a um posto da Polícia Militar Rodoviária. “Logo em seguida, fomos encaminhados à delegacia e o rapaz preso em flagrante”.

    Ela lamentou que já tenha passado por uma situação semelhante em outro momento, mas não nesse nível de gravidade e tão explícito. “O rapaz colocou o órgão para fora dentro do ônibus, com um monte de gente”.

    Segundo ela, o homem não se inibiu mesmo após ela falar alto para ele se afastar e após ter contato a situação ao motorista. “Realmente só parou quando a gente parou no posto policial”.

    Além de sentir ódio, Pauleteh disse que a sensação é de impotência. “Fiquei desesperada com aquela situação mas, ao mesmo tempo, sei da responsabilidade que tenho como pessoa pública, mulher, travesti, de não permitir que esse tipo de abuso aconteça”.

    O homem disse à polícia que Pauleteh estaria ‘dando mole’ e ‘xavecando’ ele, e que se interessou em transar com a vítima. Ele disse que ofertou dinheiro para ela por acreditar que esse seria o ‘trabalho’ dela.

    Ele afirmou, ainda, que colocou o órgão genital para fora da roupa e, em seguida, foi ao banheiro achando que Pauleteh iria acompanhá-lo. No entanto, ela não foi e ele acabou sendo preso. O homem negou ter chegado perto da outra vítima.

  • Líbio é preso após ter etiqueta de bagagem trocada por outra com cocaína em aeroporto de SP

    Líbio é preso após ter etiqueta de bagagem trocada por outra com cocaína em aeroporto de SP

    Ahmed Hasan, de 37 anos, é acusado por tráfico de droga. No aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, a etiqueta de uma das bagagens de Hasan foi usada para transportar 43 kg de droga do Brasil para a Turquia.

    O Fantástico deste domingo (29) mostrou mais um caso de tráfico de drogas no aeroporto do Guarulhos, em São Paulo — o maior do país. Malas viajaram do Brasil para outro país com drogas em nome de pessoas inocentes, segundo a Polícia Federal.

    Imagens exclusivas mostraram a apreensão de duas bagagens com 43 kg de cocaína. Ambas foram embarcadas de Guarulhos em nome de Malak, esposa de Ahmed Hasan, de 37 anos, acusado de tráfico de drogas injustamente, segundo a Polícia Federal.

    Hasan, que tem cidadania brasileira, e a família embarcaram em São Paulo no dia 22 de outubro de 2022. Ao desembarcarem no aeroporto de Istambul, eles seguiram normalmente para casa.

    “Nós pegamos toda a nossa bagagem, nossos passaportes foram carimbados e entramos normalmente. Nada aconteceu”, contou Hasan ao Fantástico. Eles ficaram alguns dias na Turquia e, depois, foram para a Líbia, onde decidiram morar.
    Em maio deste ano, ao retornar sozinho à Turquia, Ahmed foi preso. “Ela [uma advogada turca] disse que eu estava sendo acusado de tráfico internacional de drogas. Eu me assustei, quase morri. Foi um choque enorme para mim”, disse.

    As malas com a droga só saíram quatro dias depois de Guarulhos para a Turquia, em 26 de outubro de 2022. “Alguém retirou essa etiqueta, mas, em vez de usar no próprio dia, [a pessoa] guardou para usar alguns dias depois no voo onde foi a droga efetivamente”, disse o delegado Felipe Lavareda, da Polícia Federal.

    Em nota, a concessionária que administra o aeroporto de Guarulhos disse que as companhias aéreas são as responsáveis pelo manuseio das bagagens (veja ao final da reportagem). A Turkish Airlines e a embaixada da Turquia no Brasil não deram detalhes.

    Para sua defesa, Ahmed procurou Luna Provázio, advogada das brasileiras Jeanne Paollini e Kátyna Baía, que planejaram férias na Alemanha, mas acabaram detidas por quase 40 dias no país após terem suas malas trocadas por bagagens com cocaína.

    Polícia brasileira entrou na investigação
    A Polícia Federal do Brasil foi informada e começou a apurar o caso. Os investigadores suspeitam da movimentação de um ônibus de transporte de passageiros. Nas imagens obtidas pelo Fantástico, é possível ver que o veículo sai do aeroporto e só retorna à noite.

    Por volta das 21h40, esse ônibus vai para um galpão acompanhado de outro veículo. Nesse local, não há câmeras de segurança.

    Em seguida, em direção ao galpão, passa uma carretinha que leva cargas para os aviões. Segundo a polícia, seria o mesmo carro que aparece ao lado do avião da Turkish Airlines, que a família de Ahmed pegou.

    Essa carretinha teria levado a cocaína do ônibus para o avião, mas não foram encontradas imagens do momento do embarque da droga.

    “A companhia aérea é responsável que a bagagem chegue corretamente ao destino e que não seja possível que a etiqueta seja retirada e colocada em outra”, disse a advogada de Ahmed.

    Julgamento será no dia 30 de novembro
    O julgamento de Ahmed foi marcado para o dia 30 de novembro, em Istambul (Turquia) e a pena pode chegar a 30 anos. A acusação de tráfico envolve também Malak, que está na Líbia.

    “Espero que tudo isso acabe no dia 30 de novembro. Eu não consigo mais ficar sem ver a minha família, não consigo tocar direito meus negócios”, diz Ahmed.

    O que dizem os citados
    📌 A GRU Airport, concessionária que administra o aeroporto de Guarulhos, disse que o manuseio das bagagens é responsabilidade das companhias aéreas. A GRU Airport não comentou a saída do ônibus e não fez comentários sobre a falta de câmeras de segurança.

    📌 A embaixada da Turquia no Brasil informou que o governo do país não dará mais informações porque o caso ainda está investigação.

    📌 A Turkish Airlines não respondeu aos questionamentos do Fantástico.

    📌 A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) disse que a concessionária é responsável pelo aeroporto tem até dezembro deste ano para adotar medidas que aprimorem a segurança.

  • Cabo suspeito de transportar 21 armas furtadas do Exército apresenta atestado médico para se ausentar de quartel em SP

    Cabo suspeito de transportar 21 armas furtadas do Exército apresenta atestado médico para se ausentar de quartel em SP

    Ele é investigado por suspeita de usar carro oficial do então diretor do Arsenal de Guerra para levar metralhadoras para serem negociadas com facções. Militar apresentou dispensa médica do trabalho nesta sexta (28). Justiça pediu prisão preventiva de 6 investigados por crime.

    O cabo que é investigado pelo Exército por suspeita de usar um carro oficial do então diretor do Arsenal de Guerra, em Barueri, Grande São Paulo, para transportar 21 metralhadoras furtadas do armazém de armas, apresentou nesta sexta-feira (27) um atestado de saúde para se ausentar do quartel.

    O militar, que na manhã de quinta-feira (26) deixou de ir ao trabalho, foi na noite desta sexta ao Arsenal de Guerra na companhia de sua defesa. Lá, os dois entregaram um documento que atestava que o cabo estava em tratamento psiquiátrico, segundo g1 e TV Globo apuraram.

    Fontes da reportagem informaram que ele deverá ficar alguns dias fora do serviço militar em razão da licença médica, mas não disseram por quanto tempo. Tanto o cabo quanto sua defesa não foram localizados para comentar o assunto.

    Na quarta (25) o Jornal Nacional e g1 revelaram que o cabo é um dos sete militares investigados suspeitos de participarem diretamente do furto de 13 metralhadoras antiaéreas calibre .50 e de oito metralhadoras calibre 7,62. O crime teria ocorrido no início do feriado de 7 de setembro, mas só foi descoberto em 10 de outubro, após vistoria e recontagem do armamento do Arsenal de Guerra.

    Os sete suspeitos têm patentes de soldado, cabo, sargento e tenente. Desse grupo, o Exército pediu à Justiça Militar as prisões preventivas de seis deles. Até a última atualização desta reportagem não havia uma decisão judicial.

    O cabo era motorista pessoal do tenente-coronel Rivelino Barata de Sousa Batista. O oficial dirigia o Arsenal de Guerra quando ocorreu o desaparecimento das armas. Ele não é investigado no inquérito do Exército sobre o furto. Mas foi exonerado do cargo após o crime. Batista será transferido para outra unidade militar que ainda não foi definida. Em seu lugar, assumiu o novo diretor, o coronel Mário Victor Vargas Júnior, que comanda a base em Barueri.

    Os outros seis investigados pelo furto das armas estão trabalhando normalmente. Após o crime, o Exército chegou a manter toda a tropa do Arsenal de Guerra, 480 militares (entre homens e mulheres), “aquartelada” por alguns dias, sem poder sair, em razão do crime. Depois esse número foi sendo reduzido.

    Os militares chegaram a ter os celulares confiscados e foram ouvidos no inquérito para passar informações que possam levar aos culpados pelo desaparecimento das metralhadoras. E também tentar localizá-las. Atualmente a medida acabou.

    Digitais do cabo e militares

    De acordo com a investigação do Exército, a suspeita é de que para furtar a metralhadoras, os militares desligaram ainda as câmeras de segurança do quartel. Também são acusados de arrombar cadeados e adulterar lacres.

    Foram encontradas impressões digitais, inclusive do cabo em quadros de energia e na sala de armas. Ele não tinha autorização para entrar no lugar. O homem teria se aproveitado do livre acesso que tinha ao quartel, como homem de confiança do então diretor da unidade.

    O Exército quer usar as informações das quebras dos sigilos bancários, telefônicos e das redes sociais autorizadas pela Justiça para levantar mais provas do envolvimento deles no sumiço das metralhadoras.

    O Comando Militar do Sudeste (CMSE) investiga os crimes militares de furto, peculato, receptação e extravio no caso das armas que desapareceram.

    Caso haja decretação das prisões, os militares vão para o 2º Batalhão da Polícia do Exército, em Osasco. E se forem julgados e condenados pela Justiça Militar, as penas podem ir de 1 ano a mais de 30 anos de prisão, se somadas.

    Outros 23 militares respondem a processos administrativos por terem falhado na fiscalização do armamento: 19 deles foram punidos com prisões disciplinares que vão de um a 20 dias de detenção. Entre os presos estão majores, capitães e tenentes. Eles não têm participação direta no crime, mas começaram a cumprir as punições nesta semana.

    Das 21 metralhadoras furtadas, 17 armas já foram localizadas e recuperadas, na semana passada, em operações conjuntas entre o Exército e as policias do Rio de Janeiro e São Paulo. Outras quatro metralhadoras (todas .50) ainda são procuradas. As autoridades informaram que o armamento foi negociado com facções criminosas, como o Comando Vermelho (CV), no Rio, e o Primeiro Comando da Capital (PCC), em São Paulo.

    Segundo o Instituto Sou da Paz, o furto das 21 metralhadoras é o maior desvio de armas já registrado no Exército brasileiro desde 2009, quando sete fuzis foram roubados em um batalhão em Caçapava, no interior de São Paulo.

    Segundo o Exército, as armas furtadas foram fabricadas entre 1960 e 1990 e são “inservíveis”. Ou seja, não estariam funcionando perfeitamente, passariam por manutenção e seriam avaliadas. Possivelmente acabariam destruídas ou inutilizadas já que recuperá-las teria um alto custo.

     

  • MP denuncia Da Cunha por violência doméstica após ser acusado de agredir companheira até desmaiar

    MP denuncia Da Cunha por violência doméstica após ser acusado de agredir companheira até desmaiar

    Crime teria ocorrido no apartamento do casal em Santos, no litoral de São Paulo. Parlamentar nega acusações.

    O deputado federal Carlos Alberto da Cunha (PP), que ficou conhecido como youtuber e delegado Da Cunha, foi denunciado pelo Ministério Público (MP) pelos crimes de lesão corporal, ameaça e dano. Ele é acusado pela ex-companheira de agredi-la até desmaiar em Santos, no litoral de São Paulo.

    Da Cunha tinha uma união estável há 3 anos com a nutricionista Betina Grusiecki. O crime teria acontecido no apartamento do casal no bairro Aparecida. Ele nega as acusações.

    Conforme apurado pelo g1 nesta quarta-feira (25), a denúncia foi oferecida pelo Ministério Público, por meio da Promotoria de Justiça de Santos, pelo 5º promotor Rogério Pereira da Luz Ferreira.

    Com base nas acusações, o autor da denúncia entendeu que Da Cunha foi o responsável por iniciar a discussão e agredir a mulher. Desta forma, ele teve como objetivo ferir a vítima. “Ele agarrou a ofendida e, com violência, bateu a cabeça dela contra uma das paredes do imóvel”.

    Para o promotor, o deputado ainda quis amedrontar a companheira para restringir a liberdade e também conseguiu cumprir este objetivo ao ameaçá-la de morte.

    A promotoria ainda alega que Da Cunha agiu para “ridicularizar e menosprezar a vítima” ao destruir roupas e pertences dela. A denúncia apresentada conta, inclusive, com fotos das roupas de Betina manchadas como prova.

    Para a promotoria, “todos os crimes foram praticados porque a vítima é do sexo feminino, e em circunstâncias que caracterizam a violência doméstica”. O MP ainda concluiu que o ferimento causado em Da Cunha foi justificado pela legítima defesa de Betina.

    Além disso, o autor da denúncia pediu que o parlamentar não tenha foro privilegiado, pois o crime não foi praticado em razão das funções relacionadas ao cargo de deputado federal.

    Caso no STF
    O juiz da 2ª Vara Criminal do Foro de Santos, Leonardo de Mello Gonçalves, encaminhou os autos ao Supremo Tribunal Federal (STF) com urgência, pois o artigo 53 da Constituição Federal determina que, desde a expedição do diploma, os deputados serão submetidos a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal.

    Defesa
    Na época da acusação, a assessoria de imprensa do deputado Da Cunha enviou uma nota informando que ele nega veementemente que tenha agredido a companheira. “Houve uma discussão, em meio à comemoração de seu aniversário, mas em nenhum momento ocorreu qualquer tipo de violência física de sua parte”, diz o comunicado.

    Já nesta quarta-feira (25), a assessoria de imprensa do parlamentar informou que ele “aguarda a definição do foro adequado de tramitação”. Ainda segundo a nota, Da Cunha aguardará a decisão com serenidade, pois ainda não houve o recebimento da denúncia.

    “Uma vez oferecida a denúncia, o Poder Judiciário tem que aceitá-la para começar o processo. O recebimento é a aceitação da denúncia e não houve ainda”, explicou o advogado dele, Eugênio Malavasi.

    Acusação
    O g1 teve acesso ao boletim de ocorrência feito pela nutricionista Betina Grusiecki, de 28 anos, por lesão corporal, ameaça, injúria e violência doméstica. De acordo com o depoimento da mulher, Da Cunha começou uma discussão com a companheira após consumir bebida alcoólica no sábado (14) e, em determinado momento, ele passou a xingá-la de “lixo” e “putinha”.

    Em seguida, o delegado começou as agressões. Segundo a vítima, ela chegou a desmaiar após Da Cunha apertar o pescoço e bater a cabeça dela na parede. Betina disse que quando acordou, viu o homem voltar em sua direção e, para se defender, jogou um secador de cabelos nele.

    O deputado voltou a bater a cabeça da companheira contra a parede e fez ameaças. “Vou encher de tiros a sua cabeça, vou te matar e vou matar sua mãe”, teria dito Da Cunha, antes de quebrar o óculos e destruir as roupas da mulher, segundo o boletim de ocorrência. A Justiça deferiu uma medida protetiva em desfavor do deputado federal.

    Contra violência doméstica

    Um vídeo obtido pelo g1 mostra o deputado federal Carlos Alberto da Cunha (PP), acusado de agredir a companheira até ela desmaiar, falando sobre a importância do combate a violência doméstica (assista acima).

    No vídeo publicado em agosto de 2020, o delegado conversou com o ex-deputado federal Arnaldo Faria de Sá sobre a lei Maria da Penha e o Estatuto do Idoso. Na conversa, ele citou as vítimas de violência doméstica e idosos como “minorias que estão desprotegidas”.

    Quem é Da Cunha?
    Em 2022, Da Cunha foi eleito deputado federal por São Paulo, sendo o 24ª candidato mais votado. Ele contabilizou 181.568 votos pelo Progressistas.

    O delegado começou a fazer sucesso na internet com vídeos que mostram operações policiais e o dia-a-dia dos agentes. Em 2021, ele relatou em seu canal no YouTube que tinha sido afastado das ruas e teve que entregar as armas e distintivo por conta de uma declaração feita durante participação em um podcast com o vereador e ex-PM Gabriel Monteiro (PSD).

    Na ocasião, ele falou “que há grande corrupção no alto escalão da PM do Rio de Janeiro”. Em seguida, ele falou que há ratos dentro da Polícia.

    No mesmo ano, ele pediu licença de dois anos da Polícia Civil e, pouco tempo depois, confessou publicamente que encenou o vídeo do flagrante de um sequestro em uma comunidade da capital paulista, em julho de 2020. Neste ano, a arma e distintivos de Da Cunha foram devolvidos ao deputado.

     

  • Ladrão furta celular durante gravação de vídeo, filma a própria fuga e é agredido pela população

    Ladrão furta celular durante gravação de vídeo, filma a própria fuga e é agredido pela população

    Homem furtou o aparelho de uma mulher que filmava a filha em Praia Grande. Ele foi perseguido aos gritos de ‘pega ladrão’ e está internado.

    Uma mulher, de 60 anos, teve o celular furtado enquanto gravava um vídeo da filha em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Após o crime, o ladrão seguiu com a gravação e acabou filmando o próprio rosto. Ele foi preso pela Polícia Militar (PM) após ser perseguido e agredido pela população.

    Segundo apurado pelo g1, o crime aconteceu na Praça Lions, no bairro Guilhermina. As imagens mostram uma mulher passando com um buquê de flores segundos antes do criminoso puxar o celular iphone 14 Pro Max da mão da vítima. O ladrão, de 18 anos, estava de bicicleta e foi perseguido por testemunhas do crime.

    De acordo o boletim de ocorrência, que a reportagem teve acesso, uma equipe da PM foi acionada. Ao chegar na Avenida São Paulo, no bairro Boqueirão, os policiais encontraram o suspeito no chão cercado por dezenas de pessoas.

    Ao ser questionado pelos policiais, o homem – identificado como Richard Rafael da Silva Araújo – confessou ter roubado o celular na orla da praia na tarde de domingo (22). Ele disse que fugiu de bicicleta até ser “fechado” por um veículo, cair no chão e ser agredido.

    A mulher contou aos policiais militares que estava tirando fotos da filha no momento em que o homem passou e roubou o celular com um golpe rápido. Ela disse ainda que junto com a filha correu atrás do suspeito gritando “pega ladrão”.

    Três ruas depois, a mulher contou que viu o homem ser cercado. Ela disse ainda que o celular – avaliado em R$ 7,7 mil – foi devolvido por uma pessoa desconhecida.

    Richard foi levado até o Pronto-Socorro Central para ser atendido e precisou ficar internado sob cuidados médicos, pois, segundo o boletim de ocorrência, ele passaria por cirurgia.

    Em nota, a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina, que gerencia a unidade, informou que ele segue internado e está estável.

    A bicicleta do homem foi apreendida e a autoridade policial decretou prisão em flagrante. O criminoso não prestou depoimento na delegacia e apenas assinou nota de culpa, pois permanece sob cuidados médicos.

  • Homem mata o namorado a facadas em Matão e volta para casa para dormir

    Homem mata o namorado a facadas em Matão e volta para casa para dormir

    Vítima de 28 anos foi golpeada duas vezes no peito. Autor do crime foi preso pela Polícia Militar.

    Um homem foi morto a facadas pelo namorado de 22 em Matão (SP) após uma discussão na noite de quarta-feira (22). A vítima foi identificada como Fernando Castro Guimaraes, de 28 anos.

    Após o crime, Carlos Alessandro dos Santos, de 22 anos, voltou para casa e foi dormir. Ele foi acordado pela Polícia Militar e confessou o crime.

    Segundo o boletim de ocorrência, o suspeito alegou uma suposta traição. O rapaz foi preso em flagrante. O g1 não conseguiu contato com a defesa dele.

    O caso registrado como homicídio aconteceu no bairro Paraíso. Equipes da Polícia Militar e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram ao local e encontraram a vítima morta com perfurações no tórax.

    De acordo com a polícia, testemunhas contaram que autor das facadas era namorado da vítima. Os policiais seguiram para a casa do suspeito onde foram informados pelo padrasto que ele estava dormindo. A polícia pediu para acordá-lo.

    O crime
    De acordo com o B.O., o rapaz confessou o crime. Ele contou que discutiu com o namorado em um bar após ter descoberto uma traição.

    O rapaz voltou para casa, pegou uma faca e, quando retornava ao bar, encontrou o namorado aos beijos com outro homem na Avenida Francisco Albericci, em frente ao posto de saúde do bairro Paraíso.

    Segundo o relatou do jovem, houve uma nova discussão. Ele então desferiu dois golpes de faca na vítima, gritou duas vezes que o amava e fugiu para casa.

    A polícia encontrou no armário da cozinha a facada utilizada no crime. O jovem foi detido e, após prestar depoimento, foi levado para a cadeia de Santa Ernestina.

    O corpo da vítima foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML). Ainda não há informações sobre o velório e sepultamento.

  • Youtuber e ex-ator mirim é baleado após descer armado para tirar satisfação com PM em briga de trânsito em SP

    Youtuber e ex-ator mirim é baleado após descer armado para tirar satisfação com PM em briga de trânsito em SP

    Segundo a polícia, após uma ultrapassagem, o ex-ator ameaçou pegar arma de fogo durante a discussão, quando o condutor da moto, um policial militar, reagiu e atirou duas vezes.

    O youtuber e ex-ator mirim Guillermo Hundadze, de 25 anos, foi baleado nesta segunda-feira (23), após uma briga com um policial militar na Ponte das Bandeiras, na Maginal Tietê, em São Paulo.

    Guillermo Hundadze tem um canal no YouTube com mais de 700 mil inscritos onde ele fala sobre o seu dia a dia no trânsito. O canal foi criado em 2012 e já acumula mais de 190 milhões de visualizações. No Instagram, Guillermo tem mais de 13 mil seguidores.

    Guillermo estava no carro e o policial em uma moto quando ambos se desentenderam após uma ultrapassagem.

    Segundo informações da Secretária de Segurança Pública (SSP), o ex-ator desceu do carro para tirar satisfação com uma arma na cintura, quando o policial reagiu e atirou. Ele foi socorrido e encaminhado ao Pronto-Socorro do Hospital Mandaqui.

    Ainda de acordo com a SSP, foram apreendidas armas, munições e um spray de pimenta que estavam no carro de Guillermo.

    O caso foi registrado como tentativa de homicídio no 2° DP (Bom Retiro), que solicitou uma perícia no local.

    O que diz a SSP?
    “Um homem de 25 anos ficou ferido, após uma briga de trânsito com um policial militar, de 27, na tarde desta segunda-feira (23), na Ponte das Bandeiras, região central da capital. Guardas Civis Municipais passavam pelo local e prestaram apoio na ocorrência. De acordo com informações, ambos se desentenderam durante uma ultrapassagem. Quando parou o carro, o homem desceu para tirar satisfação com uma arma na cintura. O PM interveio e o atingiu. Ele foi socorrido e encaminhado ao Pronto Socorro do Hospital Mandaqui, onde permaneceu internado. As armas foram apreendidas, bem como as munições e um spray de pimenta que estava no carro do indivíduo. O caso foi registrado como tentativa de homicídio no 2° DP (Bom Retiro), que requisitou perícia ao local.”

  • Funcionários da GM entram em greve após demissões por telegrama em três fábricas no Brasil

    Funcionários da GM entram em greve após demissões por telegrama em três fábricas no Brasil

    Trabalhadores das fábricas de São José dos Campos, São Caetano do Sul e Mogi das Cruzes – todas em São Paulo – iniciaram paralisação nesta segunda-feira (23).

    Funcionários de três fábricas da General Motors (GM) no Brasil entraram em greve nesta segunda-feira (23) após as demissões anunciadas pela empresa. O movimento dos trabalhadores São José dos Campos, São Caetano do Sul e Mogi das Cruzes é contra as demissões anunciadas pela empresa no fim de semana.

    Os cortes foram anunciados pela GM no último sábado (21). Os funcionários desligados foram surpreendidos com a demissão por e-mail e por telegrama – leia mais detalhes abaixo.

    De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, a greve acontecerá por tempo indeterminado e a única condição para volta ao trabalho é o cancelamento de todas as demissões.

    Os trabalhadores exigem estabilidade do empresa e manutenção dos postos de trabalho. A decisão de parada foi tomada no domingo (22) e confirmada em assembleia que começou às 5h30 desta segunda-feira (23).

    Em São José dos Campos, onde a empresa produz os modelos S-10 e Trailblazer, são cerca de quatro mil colaboradores, sendo que 1,2 mil já estavam em layoff – suspensão temporária dos contratos de trabalho.

    Em São Caetano, onde são fabricados os modelos Spin, Tracker e Montana, são mais de 7 mil trabalhadores. A unidade de Mogi das Cruzes conta com cerca de 500 trabalhadores e produz peças de montagem para a S10.

    Demissões
    Os cortes foram anunciados pela GM no sábado (21). O número de trabalhadores afetados pela medida não foi informado pela montadora.

    Em nota ao g1, a montadora afirmou que os cortes são motivados por “queda nas vendas e nas exportações”. Diz ainda entender “o impacto que esta decisão pode provocar na vida das pessoas, mas que a adequação é necessária” – veja na íntegra mais abaixo.

    A medida pegou trabalhadores e os sindicatos de surpresa. Segundo os Sindicatos dos Metalúrgicos de São José dos Campos e de São Caetano, não houve negociação sobre os cortes. Em Mogi, a montadora chegou a oferecer um Plano de Demissão Voluntária há dois meses, mas a proposta não foi aprovada pela categoria.

    Em nota, o sindicato de São José dos Campos exigiu o cancelamento das demissões e a reintegração dos trabalhadores. E afirmou que tem acordo por estabilidade que foi “descumprido nessa ação arbitrária da empresa”.

    O que diz a General Motors
    Procurada pelo g1, a GM confirmou a greve nas três unidades e reforçou que as demissões são causadas pela queda nas vendas e nas exportações. Confira a nota da GM na íntegra:

    “Foi aprovada pelos empregados, nesta segunda-feira, 23 de outubro, em assembleias realizadas pelos sindicatos dos metalúrgicos de São Caetano do Sul, São Jose dos Campos e Mogi das Cruzes a proposta de greve por tempo indeterminado.

    Reiteramos que a queda nas vendas e nas exportações levaram a General Motors a adequar seu quadro de empregados nas fábricas de São Caetano do Sul, São José dos Campos e Mogi das Cruzes. Esta medida foi tomada após várias tentativas atendendo as necessidades de cada fábrica como, lay off, férias coletivas, days off e proposta de um programa de desligamento voluntário. Entendemos o impacto que esta decisão pode provocar na vida das pessoas, mas a adequação é necessária e permitirá que a companhia mantenha a agilidade de suas operações, garantindo a sustentabilidade para o futuro.

    A GM reforça que a segurança dos empregados é nossa prioridade”.

  • Taxista é torturado com arma na boca, socos e coronhadas em sequestro no litoral de SP

    Taxista é torturado com arma na boca, socos e coronhadas em sequestro no litoral de SP

    Um dos sequestradores foi preso. Caso aconteceu após a vítima deixar uma passageira na Vila Margarida, em São Vicente. Idoso, de 62 anos, precisou de atendimento médico.

    Um taxista, de 62 anos, foi torturado durante um sequestro na madrugada deste domingo (22) em São Vicente, no litoral de São Paulo. Segundo apurado pelo g1, a vítima foi mantida refém com uma arma na boca, recebia coronhadas e socos e teve uma mão queimada com cigarro. Um dos sequestradores foi preso.

    De acordo com o boletim de ocorrência, o idoso foi surpreendido ao encerrar uma viagem que tinha iniciado no Aeroporto de Congonhas, na capital paulista. O taxista contou aos policiais que foi abordado por quatro homens armados ao deixar a passageira na Rua José Vicente de Barros, no bairro Vila Margarida.

    A quadrilha entrou no veículo e obrigou a vítima a ir para o banco do passageiro com a cabeça abaixada e as mãos no painel do carro. Um dos criminosos assumiu a direção do carro e dirigiu até um barraco vazio. Lá, o idoso foi obrigado a desembarcar e permaneceu por uns minutos até ser transferido para outro barraco mobiliado, onde ficou por horas.

    Mantido refém, o taxista foi obrigado a passar senhas bancárias. Os criminosos ainda usaram o WhatsApp da vítima para solicitar dinheiro aos contatos. Enquanto isso, o idoso era torturado fisicamente e psicologicamente.

    Ele contou aos policiais que uma arma era mantida em sua boca, enquanto recebia coronhadas e socos na cabeça e na região íntima. Além disso, ele teve a mão esquerda queimada por cigarros.

    Em determinado momento, a quadrilha decidiu liberar a vítima, que foi acompanhada durante parte do trajeto. O idoso caminhou até um posto de combustíveis na Avenida Nações Unidas, local em que encontrou uma equipe da Polícia Militar (PM) e contou sobre o sequestro.

    De acordo com ele, a quadrilha ficou com celular dele, a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e R$ 100. O taxista apresentava lesões e foi encaminhado ao Hospital Municipal de São Vicente, sendo atendido e dispensado.

    Prisão
    Uma equipe da PM que estava em patrulhamento passou a buscar pelos criminosos no bairro Vila Margarida. Em determinado momento, os agentes viram um homem entrando no carro em que a vítima foi abordada. No entanto, o suspeito notou a aproximação policial e fugiu correndo.

    Os agentes seguiram o indivíduo e conseguiram capturá-lo.. Em revista pessoal ao homem, identificado como Adilson Rogério Alves de Macêdo, de 44 anos, nada de ilícito foi encontrado. Porém, ele foi reconhecido pelo taxista como um dos criminosos e foi preso em flagrante.

    O carro foi recuperado e a vítima ainda reconheceu outros dois envolvidos no crime por meio do álbum de criminosos da polícia.

     

  • GM alega queda nas vendas e demite por telegrama em três fábricas no Brasil

    GM alega queda nas vendas e demite por telegrama em três fábricas no Brasil

    Foram anunciados cortes neste sábado (21) nas unidades de São José dos Campos, São Caetano do Sul e Mogi das Cruzes.

    A General Motors (GM) anunciou neste sábado (21) demissões de trabalhadores em três fábricas da montadora no Brasil: São José dos Campos, São Caetano do Sul e Mogi das Cruzes, todas elas em São Paulo.

    Os funcionários desligados da empresa foram surpreendidos com a demissão por telegrama (veja acima). O número de trabalhadores afetados pela medida não foi informado pela montadora.

    Em nota ao g1, a montadora afirmou que os cortes são motivados por “queda nas vendas e nas exportações”. Diz ainda entender “o impacto que esta decisão pode provocar na vida das pessoas, mas que a adequação é necessária” (veja na íntegra mais abaixo).

    Surpresa
    A medida pegou trabalhadores e os sindicatos de surpresa. Segundo os Sindicatos dos Metalúrgicos de São José dos Campos e de São Caetano, não houve negociação sobre os cortes. Em Mogi, a montadora chegou a oferecer um Plano de Demissão Voluntária há dois meses, mas a proposta não foi aprovada pela categoria.

    Desde o dia 3 de julho cerca de 1,2 mil trabalhadores da fábrica de São José dos Campos estão em layoff – suspensão temporária dos contratos. O prazo de duração pode chegar a 10 meses e vai depender de avaliação da empresa.

    Em nota, o sindicato de São José dos Campos exigiu o cancelamento das demissões e a reintegração dos trabalhadores. E afirmou que tem acordo por estabilidade que foi “descumprido nessa ação arbitrária da empresa”.

    A GM em São José dos Campos tem cerca de 4 mil trabalhadores e produz os veículos S10 e Trailblazer. Em São Caetano, onde são fabricados os modelos Spin, Tracker e Montana, são mais de 7 mil trabalhadores.

    A unidade de Mogi das Cruzes conta com cerca de 500 trabalhadores e produz peças de montagem para a S10.

    O que diz a General Motors
    Procurada pelo g1, a GM informou que as demissões são causadas pela queda nas vendas e nas exportações. Confira a nota da GM na íntegra:

    “A queda nas vendas e nas exportações levaram a General Motors a adequar seu quadro de empregados nas fábricas de São Caetano do Sul, São José dos Campos e Mogi das Cruzes. Esta medida foi tomada após várias tentativas atendendo as necessidades de cada fábrica como, lay off, férias coletivas, days off e proposta de um programa de desligamento voluntário. Entendemos o impacto que esta decisão pode provocar na vida das pessoas, mas a adequação é necessária e permitirá que a companhia mantenha a agilidade de suas operações, garantindo a sustentabilidade para o futuro”.